Posição de José Padeiro sobre representações nacionais:
E para mim um prazer poder opinar no blogue acerca da representação nacional nas Olimpíadas de Dresden.
Relativamente à selecção masculina existem muitas teorias e todas elas válidas. Não me deixa chocado a selecção nacional ser representada pelos jogadores Luís Galego, Ruben Pereira, Paulo Dias, Sérgio Rocha e Rui Dâmaso, como também não me deixaria chocado que o António Fernandes ou o Diogo Fernando estivessem na selecção por troca de algum destes jogadores. Escandaloso seria se estivesse algum jogador que não estes 7, fosse seleccionado para representar a selecção.
A partir daí é possível conjecturar muitos cenários e pontos de vista. Se por exemplo fosse eu o seleccionador escolheria o Luís Galego (melhor jogador português, independentemente de ter perdido o numero 1 nesta lista), Ruben Pereira (grande esperança do xadrez português, e na minha opinião futuro nº 1 brevemente), Paulo Dias (nos últimos 2, 3 anos efectuou uma excelente evolução que nem o seu último campeonato nacional pode apagar), e depois dos 4 jogadores restantes talvez escolhesse o Diogo Fernando e o Rui Dâmaso, embora como já disse anteriormente este é um ponto de vista pessoal e o nível é tão equilibrado entre estes 7 jogadores que ninguém pode afiançar que a prestação dum jogador seria melhor que outro ou vice-versa.
Também é fácil dizer que é incrível o campeão nacional António Fernandes e o número 1 português em Outubro Diogo Fernando não participem nas Olimpíadas, mas convém não esquecer que o António Fernandes tem efectuado torneios sofríveis e o Diogo Fernando não tem efectuado muitos torneios. Não estou a defender que eles não devam ir, estou simplesmente a tentar analisar a situação por todos os pontos de vista.
Depois existe a outra questão que são os regulamentos e aí realmente não quero opinar muito, só dando uma deixa. Eu se quiser apostar num evento desportivo daqui a um mês, tenho naturalmente mais informações se apostar no próprio dia do que um mês antes… Com isto quero dizer que existem mais torneios para analisar quanto mais perto da Olimpíada seleccionar os elementos que compõem a equipa.Relativamente à selecção feminina custa-me um pouco comentar de tão óbvia é a questão. Não há dúvidas de que a Maria Armanda Plácido não é a 5ª melhor jogadora portuguesa (nem a própria deve ter dúvidas). Assim de repente lembro-me de meia dúzia de nomes de jogadoras superiores a ela (Bianca Jeremias, Ana Ferreira, Susana Ferreira, Ana Rato, Catarina Costa, Mariana Cortinhas…). Quando a diferença de força tal como acontece na selecção masculina é mínima todas as escolhas efectuadas estão justificadas por si próprias. Na selecção feminina a questão é diferente; existem 4 jogadoras claramente superiores às demais (Catarina Leite, Ana Baptista, Margarida Coimbra e Ariana Pintor), e depois a quinta jogadora aparentemente também parece claro ser a Bianca Jeremias.
Sendo assim penso que não pode haver muita discussão nesta matéria.
Independentemente dos regulamentos existentes, em alguns casos a regra do bom-senso deveria prevalecer…
Este texto retirado de José Padeiro foi retirado de Xadrez, blogue do Moto Clube do Porto, onde podem igualmente ser lidos dois comentários (um do MF António Vítor e outro de um anónimo)…
Comentário:
O MN José Padeiro não está em condições de se poder pronunciar com isenção e independência, dado o seu grau de quase funcionário da FPX (sendo irrelevante, de momento, se ele retira vantagens económicas, patrimoniais, turísticas ou simplesmente de benfeitor no treino dos nossos jovens). Não esqueçamos o vínculo que tem enquanto treinador e acompanhante de jovens nos torneios e campeonatos, incluindo deslocações ao estrangeiro)- ver nesse sentido o documento Participações Internacionais dos Jovens da FPX [disponível em 10/10/08].
À Federação Portuguesa de Xadrez 




