Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

«anjo vesperal», por Ëñ¡gmåt¡k®

No Comments »

talvez amanhã
o meu ego ferido
dormite sobre folhas

talvez amanhã eu me reconheça
à cinzenta estação
mas hoje eu quero usufruir

aqui estou em meu quarto
rodeado por livros e livros
seduzido por belos lances
da arte de caíssa:o xadrez

hoje eu quero degustar
a cor púrpura e o orvalho
lágrimas que me transportam
lágrimas decantadas:o vinho

logo após agônicos anoiteceres
aprendí a colher azuis e violetas
descobrí sonetos de calmaria
sim:a vida é sem datas

é para além do bem e do mal 

Ligo no blogue obscuras expressões: diário de um gótico.

«…Pressentimento do nosso futuro…»

1 Comment »

Os macacos

Excerto do poema Palavras soltas ao vento, de Mário Quintana

 

O que me impressiona,

à vista de um macaco,

não é que ele tenha sido nosso passado:

é este pressentimento

de que ele venha a ser nosso futuro.

 

 

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Nasceu em Alegrete em 30 de Julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de Maio de 1994.

«O Jogo de Xadrez» de Maria João Brito de Sousa

No Comments »

O Jogo de Xadrez

É urgente este estar dentro de mim!
Impõe-se defender estas fronteiras
De quem tentar entrar de mil maneiras
Com cavalos-de-Tróia ou de marfim!
.
Eu jogo de xadrez nunca tem fim!
As duas torres estão ainda inteiras
E nenhum dos peões fará asneiras!
O relógio do outro faz: tlim-tlim…
.
Numa jogada mestra eu contra ataco
(neste jogo de egos sou rainha…)
E dou um xeque-mate ao invasor!
.
O tabuleiro é velho, um pobre caco,
Mas a vitória, essa é muito minha!
A vida é um xadrez que sei de cor…

Maria João Brito de Sousa
poetaporkedeusker

«A grande mentira», de J. Barreto

No Comments »

A grande ilusão... O pinóqui e as suas habilidades!Sob a capa da verdade

sempre a mentira sagaz

vai progredindo à vontade

vivendo num “leva e traz”

semeando sem parar

a confusão p’ra reinar! 

 

E, conforme o tempo passa,

assim a velhaca avança

dando largas à desgraça

que de ferir não se cansa

e gargalha de contente

pelo mal que faz à gente!

 

Mas, a mentira maior,

que mais fere a Humanidade,

é a que tem por teora

 suma felicidade

porque a citada “senhora”…

não nasceu ou foi-se embora! 

J. Barreto, em Destak, 26/5/09

 

 

Ler também, a propósito A grande mentira… ou verdade da ilusão!

“O Jogo de Xadrez”, de T S Eliot

1 Comment »

T S Eliot (1888-1965)Os interesssados podem deleitar-se com a leitura do poema The Game of Chess (O Jogo de Xadrez), de T S Eliot, na versão original, ou, apreciar o poema em castelhano, por amabilidade da metajedrez que o traduziu.