Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Será que chega entender os bons patrocinadores que o xadrez precisa?

No Comments »

O portal scn, publicou um artigo de Daniel Sá, onde é abordado o marketing desportivo, os patrocinadores e as diversas modalidades desportivas – Quer arranjar patrocinadores? Tente entendê-los primeiro…

Este artigo revela-se de um grande importância. De facto, na sequência de outros já publicados sobre esta área, este destaca-se pela divisão que o autor faz das várias modalidades “na óptica do marketing”, segundo afirma.

É curiosa a classificação que Daniel Sá atribui a modalidades nas quais inclui o xadrez – «desportos de Nicho, ou seja, modalidades que se dirigem a segmentos específicos da nossa sociedade».

Eis um excerto significativo do artigo

As modalidades desportivas são cada vez mais utilizadas pelas empresas para comunicar as suas marcas e produtos. Existem modalidades seculares e outros que têm conquistado espaço e notoriedade nos últimos anos. Mesmo as mais antigas, têm sentido a necessidade de se adaptar aos novos tempos seja através da alteração das regras, formatos competitivos ou organização dos modelos competitivos. Numa óptica de marketing propomos uma divisão das modalidades em 10 segmentos distintos: artes marciais e lutas, motorizados, náuticos e aquáticos, nicho, aventura, frio, calor, massas, novos desportos e culto do corpo e bem-estar. Trata-se de uma forma de entender o que buscam as empresas quando apostam no desporto.

Ao quarto grupo apelidamos de desportos de Nicho, ou seja, modalidades que se dirigem a segmentos específicos da nossa sociedade. De um leque alargado de modalidades podemos encontrar conceitos muito diferentes como a Columbofilia, Esgrima, Golfe, Pólo, Hipismo, Squash, Pesca, Tiro, Tiro com Arco, Xadrez, Badminton, Críquete, Corfebol, Curling, Halterofilismo, Minigolfe, Ténis de Mesa, Triatlo ou Pólo Aquático. Estas modalidades são aproveitadas por marcas que querem trabalhar segmentos específicos pelo que algumas delas conseguem obter índices de rentabilidade muito interessantes.

Ler o  artigo completo aqui.

Após a leitura do artigo de Daniel Sá fico com a ideia que o xadrez nunca terá grandes patrocinadores, mas apenas “mecenas” e estes terão que ser grandemente altruístas, provavelmente com uma ajudinha nos “benefícios fiscais”.

Será que o xadrez est(ar)á condenado a ser um parente pobre do nosso desporto e a viver de mão estendida do “rendimento mínimo desportivo”?