
Ver o exemplo da Australian Chess Federation.
Este deveria ser o caminho a seguir em Portugal, mas quando há dinheiros públicos à disposição quem se preocupa com a sua origem?

Ver o exemplo da Australian Chess Federation.
Este deveria ser o caminho a seguir em Portugal, mas quando há dinheiros públicos à disposição quem se preocupa com a sua origem?

7. REGISTRATION AND DEADLINES
National Federations planning to participate in the Chess Olympiad 2010 have to register online (http://chess-results.com/olympiad/) by 20th May 2010.Names of team members must be completed online by July 20th 2010. The photos of the participants must also be loaded on the th 2010 on the web-site.8. TOURNAMENT REGULATIONSThe tournament regulations are set out in D II of the FIDE ‘Handbook’.
10. ACCREDITATIONAll participants have to be accredited in order to have access to the playing area. The Accreditation centre will be at the Tennis Centre for special cases.
During on-line registration by names on website by 20.07.2010 participants should load their photos. These photos will be used for accreditation cards in order to speed up the accreditation procedure.12. TRANSPORTATIONOn-line registration for charter flight: by May20th 2010.
Ver o Boletim oficial da 39th World Chess Olympiad 2010.

Decorreram de 17 a 29 de Junho, em Mar del Plata, na Argentina, as 1as. Olimpíadas de Ajedrez de Mercosur.
A actuação do Brasil, com comentários do GM Darcy Lima, pode ser consultada em “Olimpíadas Mercosur Equipe Brasileira”, blogue oficial da delegação brasileira à I Olimpíada Mercosur de Xadrez.
Rosa Maria Durão enviou mais uma carta à Federação Portuguesa de Xadrez. A última, segundo afirma, onde desmonta as afirmações da Chefe da Delegação da FPX, Maria Armanda Plácido, contidas na carta e no Relatório oficial às Olimpíadas de Dresden 2008. O Relatório da vingança como já ouvi dizer.
Os xadrezistas que tirem as suas conclusões pela leitura directa das fontes e não pelo que, selectivamente lhes contem ou por ter ouvido dizer. É importante ler os documentos e conhecer os argumentos e as afirmações de todos os intervenientes nesta triste história.
Uma história que ficará para os anais da História do Xadrez em Portugal que um dia uma fonte independente e isenta ousará contar.
Exmo. Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmos. Senhores Directores
Esta é a minha resposta ao Relatório da Chefe da Delegação da FPX, Maria Armanda Plácido, às Olimpíadas de Xadrez em Dresden 2008. A menos que haja razões para isso, este será o último documento que escreverei sobre o assunto.
O Relatório da Chefe da Delegação apresentado com data de 2 de Dezembro de 2008, está cheio de mentiras, invenções e calúnias. Não poderia, por isso, permanecer silenciosa.
A fim de facilitar a leitura, analiso em blocos os factos e as situações que considero significativos do que se passou nas Olimpíadas.
I. OS CASOS
1. Jantar à chegada
Durante o jantar nem o meu marido, o MI Joaquim Durão, nem eu começámos o tema “António Fernandes” nem fizemos qualquer comentário contra a FPX.
A prepotência da Chefe da Delegação revelou-se, de imediato, na forma como pretendeu mandar calar os presentes. Ao chamar a atenção para quem iniciou a conversa e a forma como pretendeu acabar, entendeu dar o devido relevo aos factos ocorridos e à forma, deturpada, como são descritos no Relatório.
Testemunharam o facto a equipa feminina e a equipa masculina. Além do mais, isto pode ser comprovado pela leitura das cartas das jogadoras Catarina Leite, Margarida Coimbra, Ariana Pintor e Ana Baptista.
É claro que, como refere Catarina Leite na sua carta, que «se já havia pouca credibilidade, por parte da maioria dos presentes, na sua capacidade de liderança, imaginem o que se seguiu depois desta frase – “Eu, como Chefe da Delegação, proíbo que se fale deste assunto” – A verdade de é que nenhum dos presentes lhe legitimava este comportamento e foi-lhe dito, inclusive por mim.»
2. Reunião de capitães
Quando íamos para a reunião de capitães, o meu marido esteve 15 minutos à espera da Capitã de Equipa feminina que havia pedido para aguardarmos 3-4 minutos.
Porque a Capitã de Equipa não vinha e se estava a fazer tarde, acompanhados do Presidente da Federação da Guatemala, partimos para não chegarmos atrasados.
Quando a Maria Armanda chegou ao local da reunião, cerca de meia hora atrasada, em lugar de pedir desculpa pelo tempo que fez perder no hotel, ainda foi ter com o meu marido, e inclinada, pois estávamos na primeira fila a dois passos da mesa presidencial onde se encontravam os membros da FIDE e membros da Organização para, de forma menos correcta e infeliz, agradecer a amabilidade do meu marido. Tamanha insolência, do nível da sua falta de educação, foi testemunhada pelo GM Juan Manuel Bellón, que estava sentado atrás de nós. Tenho fotos que comprovam esta situação. Eu não falei nem disse nada, tudo o que a Maria Armanda diz é inventado. Como seria possível numa reunião destas e a dois metros da mesa presidencial uma cena dessas. Esta Sra. tem uma mente fértil para inventar situações e caluniar.
3. Átrio do hotel
Não vou repetir o que escrevi na minha 1ª carta.
Em Dresden tomei notas para memória futura, mas não compreendo como a Maria Armanda pôde alterar os factos de maneira tão grosseira e vergonhosa. Ainda bem que as 4 jogadoras da selecção olímpica feminina presenciaram tudo, senão, era bem possível que colocasse as ordinarices que proferiu, na minha pessoa.
No átrio do hotel, depois de ter acabado de falar com as jogadoras, pretendi falar com a Maria Armanda para lhe dizer que não era bom tratar o meu marido daquela maneira, porque estávamos no hotel bastantes dias, mas ela disse que não falava comigo. Como disse uma das jogadoras «a Rosa Maria esperou que a Maria Armanda acabasse de falar connosco».
Depois da sua ordinária e ofensiva resposta nunca mais nos falámos.
4. “Jogadoras neutrais”
A Maria Armanda afirma que as jogadoras permaneceram neutrais. Basta ler as suas cartas para comprovar que não foi assim.
5. Acompanhamento das jogadoras
Ao contrário do que afirma, a Maria Armanda não acompanhava a equipa, caso contrário não podia afirmar, como o faz, que a Margarida ia com a Catarina e a Ariana e a Ana com a Rosa Maria. Esta afirmação significa que não sabia quem ia com quem, logo não as acompanhava.
Então não sabia que a Margarida seguia sempre com a Ariana e a Ana e que a Catarina ia com o Paulo Dias juntamente com a equipa masculina e o meu marido, normalmente a pé?
Por onde andava não sabemos, mas com a equipa feminina não ia.
6. A confiança das jogadoras no 5º tabuleiro
As jogadoras não confiavam na palavra da sua colega jogadora, Capitã de Equipa e Chefe da Delegação da FPX.
Como é possível que a sua dignidade permitisse que tivesse de assinar um documento em que se comprometia em como não iria jogar? Como é possível a FPX enviar uma jogadora que não vai jogar?
7. Insulto à Ana
A Maria Armanda omite no seu Relatório que insultou a campeã nacional feminina, Ana Baptista.
8. Rex Blalock na área reservada
A Maria Armanda chamou-me a mim e ao meu marido “penetras” e “borlistas”, mas deve estar a falar de si e do seu acompanhante.
Porque não é indicado no Relatório, que afirma ser «completo» que o seu acompanhante, o Sr. Rex Blalock, se introduziu com identificação falsa no pavilhão e recinto de jogos, onde só podiam estar jogadores em competição, capitães de equipa, árbitros e pessoas com acreditação VIP?
Escuso-me de referir os problemas gravíssimos que poderia ter causado à Delegação da FPX, envolvendo o nome de Portugal, a usurpação de identidade de um jogador português, e logo, pelo acompanhante da Chefe da Delegação de Portugal.
A Maria Armanda queixa-se, no seu Relatório, que não a queriam deixar entrar na reunião de capitães por se ter esquecido da sua acreditação, e, mais tarde, faz entrar ilegalmente o seu acompanhante.
9. Ariana doente
A Capitã de Equipa diz que a Ariana se sentiu mal no último dia e que lhe foi diagnosticada uma «quebra de tensão» e que para confirmar o diagnóstico foi enviada ao Hospital Central. Isto não corresponde à verdade.
De facto, o que aconteceu foi que eu, em conjunto com a Margarida e a Ana, levámos a Ariana ao hospital pela hora de jantar. Ela estava a sentir-se mal e pediu-me para a levar ao hospital e do quarto da Ariana telefonei para a recepção a pedir um táxi. No hospital foi levada para a sala de observações na minha companhia, enquanto a Margarida e a Ana ficaram na sala de espera. Imediatamente atendida, puseram-lhe um frasco de soro e um outro mais pequeno de outro medicamento por via intravenosa e mais tarde mais duas injecções também por via intravenosa. Fizeram análises e quando já estava melhor deram-lhe alta, recomendando que quando chegasse a Portugal fosse vista pelo médico.
O poder de invenção da senhora Maria Armanda é fantástico. A jogadora sentiu-se mal e eu, juntamente com a Árbitro estivemos no médico que disse que «a tensão estava baixa, mas com um café ficava bem e em condições para continuar a partida», só que o esforço que esta jogadora fez durante a Olimpíada inteira a jogar doente, não se sentiu com forças para continuar a partida e desistiu. Depois, pediu-me para a levar ao hotel.
Nesta altura fui ter com o meu marido que estava com o presidente da FEDA, Javier Ochoa, para lhe comunicar que ia ao hotel com Ariana.
A Capitã de Equipa e Chefe da Delegação não se deu o incómodo de perguntar à jogadora o que se tinha passado com ela para abandonar a partida nem mesmo para saber porque foi ao hospital.
Onde está o Conselho Disciplinar? Situações destas não podem acontecer numa Olimpíada.
10. Convites
Tivemos convites para todas as recepções, incluindo algumas para as quais a Maria Armanda, na sua qualidade de Chefe da Delegação da FPX, não foi convidada.
Numa dessas recepções, a Ariana, que se sentia mal, pediu para vir comigo, com o meu marido e na companhia da Margarida e da Ana. Levámos as três que foram apresentadas ao deputy president Makropoulos, a Javier Ochoa e a Judit Polgar, muito nossa amiga, e com todos eles tirámos fotografias. Só que a Ariana mais uma vez se sentiu mal e fomos para o hotel, tendo o meu marido ficado na recepção.
Eu e o meu marido fomos igualmente convidados para a recepção dada pelo Primeiro Ministro da Saxónia, mas como a Ariana me pediu para ficar junto dela, não fomos. [Ver Convite]
Compreendo que a Maria Armanda ficasse incomodada quando via que estávamos nas recepções e que para ela fosse frustrante ver-nos acompanhada de gente importante e ela não ter companhia.
11. Acreditação VIP
Nenhum de nós teve que pedir a minha acreditação VIP. Foi por iniciativa do Dr. Morten Sand que me apresentou ao Dr. Jordan, solicitando que emitisse um cartão VIP para a esposa do ex-Vice-Presidente da FIDE.
12. O não pagamento da estadia
Maria Armanda diz ter documentos que provam que eu não paguei a minha estadia em Dresden.
Porque a situação não corresponde à verdade – ou a Maria Armanda Plácido está a mentir ou os documentos só podem ser falsos – já requeri à FPX a cópia desses documentos, que me respondeu que «não deu entrada na FPX qualquer documento com o teor a que faz referência». É verdade que o relatório não faz referência, mas a Maria Armanda afirma isso na sua carta de 13 de Dezembro de 2008.
Não tenho que dar quaisquer satisfações, mas pretendo demonstrar o tipo de mentiras e falsidades de que é capaz de afirmar e escrever e, por isso, permito-me divulgar as cópias dos pagamentos da minha estadia.
[Ver e doc2]
A propósito, permito-me perguntar, pois todos nós perguntamos como é que ficou uma estadia em branco e não foi uma jogadora para jogar, quando o clube de Bianca Jeremias estava na disposição de pagar as deslocações da sua jogadora às Olimpíadas?
Desta forma teria sido retirado muito sofrimento à jogadora doente, como bem disse Ariana na sua carta – «Se estivesse uma jogadora para me substituir como a Bianca Jeremias ou a Ana Ferreira é óbvio que teria pedido para descansar».
II. CONCLUSÃO
Sobre o meu marido, sempre lhe posso dizer que ele chegou muito longe no xadrez e não precisou que ninguém o apresentasse. Bastou ser um homem inteligente, competente, culto, honesto e bem-educado. A Maria Armanda não deve saber o que isso é.
O meu marido foi considerado a figura do século no xadrez, foi condecorado pelo Presidente da República, isto entre muitas homenagens que tem recebido, a última das quais na Figueira da Foz, em que a Armanda pôde comprovar porque esteve presente.
Quero salientar que apesar da Catarina Leite conviver mais com equipa masculina, em virtude de estar mais tempo com o Paulo Dias, o seu namorado, sempre manteve uma relação cordial com as suas colegas de equipa, preocupando-se com a saúde da sua companheira doente. Eis o testemunho da Catarina
E aqui tenho de ser justa e reconhecer as várias vezes que a Rosa Maria colmatou a falta que a Capitã de Equipa me fez durante algumas partidas mais demoradas.
O mais grave e vergonhoso é como a Maria Armanda deturpa a realidade com afirmações inventadas e que não correspondem minimamente à verdade.
Isto deveria ser do conhecimento do Conselho Disciplinar, pois não apenas não cumpriu as suas funções de Capitã de Equipa como está a mentir ao órgão social que a nomeou para as Olimpíadas de Dresden.
Como se pode comprovar, o meu marido e eu não fomos qualquer obstáculo, como uma qualquer investigação poderá apurar. Desde o 2º dia, limitámo-nos a ignorá-la completamente.
Recentemente, recebi uma carta da FPX, na pessoa do seu presidente, a qual me deixou satisfeita, visto reconhecer o meu trabalho junto da jogadora doente. Com consentimento do Presidente António Bravo, vou divulgar parte desta carta
Não deu entrada na FPX qualquer documento com o teor a que faz referência na alínea 15 [do Requerimento, em que a Maria Armanda Plácido, na sua carta de 13/12/2008 diz ter obtido cópia que a organização das Olimpíadas «juntou ao processo de Portugal», em como não paguei a minha estadia em Dresden] nem tal foi referido no Relatório…
Desejo salientar como Presidente da FPX alguns aspectos.
Em primeiro lugar que lamento o acontecido logo que no segundo dia da estadia, e, por ter sido com alguém que representava a FPX, como Presidente deste organismo quero apresentar-lhe desculpas, bem como agradecer-lhe o apoio prestado a uma jogadora da selecção feminina que necessitou de cuidados médicos, reconhecendo que o fez por razões de humanidade e solidariedade.
Em segundo lugar, gostaria de frisar que a responsabilidade das opiniões sobre pessoas contidas no relatório, são apenas de quem o subscreveu. Embora a nomeação da Chefe da Delegação fosse da responsabilidade de FPX, o conteúdo do relatório obviamente não o é.
Não compreendo, assim, como é que uma pessoa como a Maria Armanda que mente, deturpa, ofende e difama, pode ocupar cargos de responsabilidade nos órgãos sociais da AXL e lhe foi permitido a responsabilidade de representar Portugal numas Olimpíadas.
A terminar, se a Maria Armanda voltar a dirigir-se a mim ou ao meu marido, com ofensas, injúrias e difamações, remeto, de imediato, este assunto para as instâncias legais competentes, designadamente, a Procuradoria-Geral da República e o Instituto do Desporto de Portugal para os fins que tiverem por convenientes para salvaguarda da nossa dignidade e honra pessoais.
Se ainda não o fiz, foi por respeito ao meu marido que entendia que a situação poderia prejudicar o xadrez nacional.
Por último, quero apresentar um agradecimento especial ao blogue Ala de Rei, na pessoa do Sr. Francisco Vieira, que me ajudou a obter os documentos pela via legal – o Relatório da Chefe da Delegação da FPX e a Acta da Direcção da FPX de 8 de Fevereiro de 2009.
Com os meus melhores cumprimentos.
Lisboa, 13 de Maio de 2009
Rosa Maria Durão
Ler o Relatório da Chefe de Delegação às Olimpíadas de Xadrez Dresden 2008.
Ler o Relatório do Capitão da Equipa Masculina às Olimpíadas.
Ler outros documentos (Cartas das Jogadoras e Actas das reuniões da Direcçãoda FPX).
RELATÓRIO DA PARTICIPAÇÃO DA EQUIPA MASCULINA DE XADREZ À OLIMPÍADA DE DRESDEN – 2008
A participação da nossa equipa masculina decorreu com a melhor harmonia e camaradagem. Jogadores e capitão sempre tiveram o melhor entendimento, sem defeitos passíveis de uma influência menos produtiva no desempenho.
A constituição da equipa, encontro a encontro, era por regra combinada conjuntamente à noite, depois do jantar, mas com a condicionante de ter em atenção algum imprevisto (má disposição, doença) até à entrega da formação a apresentar – o que ocorria na manhã do próprio encontro. À noite já se sabia a equipa a defrontar e os jogadores poderiam conjecturar acerca dos adversários, mas obviamente, sem certeza absoluta.
Somente quanto à última jornada surgiu um problema, que se sanou facilmente: Galego e Dâmaso pediam para não jogar – o primeiro porque não se sentia bem; o segundo porque (pareceu-me, o que é subjectivo) porque se encontrava “em baixo”, algo cansado e com alguns resultados adversos. Galego efectivamente, foi medicado por sofrer de desarranjos intestinais, dias antes. Só neste momento é que me parecia que tinha de tomar uma decisão de autoridade, passível de não agradar a uma das partes. Mas felizmente, tudo se resolveu bem, disse a ambos (que como se sabe são bastante amigos e até compartiam o mesmo quarto) – «Vocês ponham-se de acordo e até determinada hora (que fixei), telefonem-me a dizer quem joga». Chamei a atenção para o facto de Galego não andar a sentir-se bem, mas que tivera dois dias sem jogar (um de folga e outro de descanso geral da competição), pelo que se não fosse por uma razão forte, seria ele a jogar. Mas entendam-se e digam-me. E ambos acabaram por decidir, sem quebra da harmonia exemplar que sempre reinou em equipa. O telefonema chegou muito a tempo e jogou o Dâmaso.
* * *
Os resultados da equipa, globalmente, foram muito bons, excedendo a “esperança técnica”: por média de “Elo” Portugal era a 61ª e concluiu na 55ª posição, com 6 vitórias, 5 derrotas, 0 empates, tendo os resultados sido contados por “match-point” e não individualmente.
Nações teórico/tecnicamente superiores, à frente das quais nos classificámos: Macedónia, Austrália, Islândia, Argentina e México;
Nações teórico/tecnicamente inferiores que nos ultrapassaram: nenhuma.
* * *
Extra-tabuleiro há no âmbito da comitiva, infelizmente, factos a lamentar.
1. Logo no dia da chegada, durante o jantar, que decorreu em diversas mesas de 3/4 lugares próximas, começaram a conversar, com compostura, do propalado caso da ausência do António Fernandes, na selecção. Na mesa contígua estava a Sra. Maria Armanda Côdea Plácido, que assim que se apercebeu do que se discutia, se levantou e dirigiu aos interlocutores, com ar autoritário e rebarbativo, de dedo em riste: «Como chefe desta comitiva não autorizo que se fale desse assunto» – o que deixou estupefactos os circunstantes, que não se eximiram a comentários diversos, sendo o mais expressivo, do jogador/a X, do género «Era melhor que aqui houvesse censura!, eu falo do que quiser e me apetecer e ninguém tem nada com isso!»; de outra fonte: «Ela tem é medo que se comece a falar dela na selecção», do jogador/a Y. E houve outros, com fins idênticos e de revolta.
2. No dia seguinte, de manhã, havia a importante reunião dos capitães de equipa com a equipa técnico-desportiva da organização, em que se esclarecem normas a observar durante as partidas, mas também se procede a correcções sobre a composição e ordem das equipas. É habitual.
Sem havermos ainda saído do hotel, desconhecendo completamente a cidade e a situação da Rathaus (Câmara Municipal), se longe, se perto, como é que se ia para lá, etc.
Já estávamos para sair quando a Sra. Maria Armanda, nos disse que tinha que ir ao quarto buscar um casaco e demoraria uns 4 minutos. Passou-se mais de um quarto de hora e uma vez que já estávamos bastante atrasados, decidi partir, juntamente com a minha mulher que frequentemente me tem acompanhado em Olimpíadas e outras competições, bem como com o presidente da Federação da Guatemala que pedira para nos acompanhar, pois também não sabia nada da cidade. Salvou-me de chegar atrasado um particular em viatura, a quem perguntei onde era a Rathaus e se ofereceu para lá nos levar. Chegámos com ligeiro atraso, mas a tempo de assistirmos a toda a reunião, com sala repleta. Sentámo-nos numas cadeiras à frente e uns 25 minutos mais tarde chega a Sra. Maria Armanda, aproxima-se e diz-me agrestemente: «Obrigada por ter esperado, como vêem cheguei a horas, só não apanhei foi a 1ª fila… » e afastou-se. Nem deu tempo a que falasse, mas o GM espanhol Juan Bellón, capitão da equipa sueca, que estava atrás de nós soltou o comentário: «Quién es esta señora?, hay que tener cara!» que em português exacto significa «… há que ter “lata”!».
Algo mais tarde, já no átrio do hotel, estava a Sra. Maria Armanda com as quatro jogadoras e ocorreu uma cena, que não presenciei, mas que confirmei depois ser exacta. As jogadoras corroboraram o que a minha mulher me contou – o que, diga-se de passagem, me bastava para confiar na veracidade. A minha mulher quis explicar à Sra. Maria Armanda o desencontro e recebeu como resposta: «Você aqui não é ninguém, vá à merda!» e quer que lhe diga em inglês: “fuck you!”». Esta situação da representante da Federação foi presenciada pelas quatro nossas jovens jogadoras, uma das quais anda pelos 18 anos.
Ao tomar conhecimento deste lindo exemplo de civilidade da Chefe da Comitiva, representante da Federação e por inerência do nosso próprio País, cortei imediatamente relações com essa senhora.
*
Outro facto que poderia acarretar graves consequências para a equipa portuguesa – nem sei o que ocorreria, conhecedor como sou das severas represálias que os alemães aplicam às faltas de civilidade – ocorreu no dia em que o jogador Z não jogou e cedeu o seu cartão identificador ao Sr. Rex Blalock (que como se sabe acompanhava a Sra. Maria Armanda) não só para entrar sem passar pela bilheteira, mas que também se deu ao descaro de circular na área restrita fechada de jogo – donde os jogadores que acabavam as partidas até deviam sair, sendo permitida a entrada livre somente aos directores de competição, árbitros, capitães de equipa, jogadores ainda em acção e detentores de cartão VIP.
À noite censurei o jogador Z em causa, expliquei-lhe as razões, e alertei o resto da equipa para evitarem faltas desse género e suas imprevisíveis consequências.
*
Desportivamente considerando, portanto, a representação foi positiva e coroada com uma norma de MI para Ruben Pereira.
O Chefe da Equipa Masculina,
Joaquim Durão
1 de Dezembro de 2008
Em tempo: O Presidente da União Europeia de Xadrez, Boris Kutin, perguntou-me se Portugal poderia organizar determinado torneio de jovens. Remeti-o para [a Chefe da Federação].
Ver igualmente o Relatório em formato pdf.
Era minha intenção inicial publicar apenas as cartas já divulgadas na Casa do Xadrez a acompanhar o Relatório da Chefe de Delegação da FPX à Olimpíadas de Xadrez em Dresden.
Porém, dada a gravidade das afirmações proferidas no citado Relatório por Maria Armanda Plácido, fui
contactado pela D. Rosa Maria Durão, esposa do MI Joaquim Durão, para publicar as duas cartas que recebeu da FPX e do seu Presidente, bem como a carta resposta que lhes remeteu em 15 de Abril. É seu entendimento que são necessárias para conhecer melhor o que se diz no Relatório, em especial, aquilo que classifica de «falsidades e calúnias».
O próprio MI Joaquim Durão, Capitão de Equipa da selecção olímpica absoluta, entendeu, também, fazer incluir neste dossier, o seu Relatório, do qual recebeu autorização da própria FPX, o que me deixa satisfeito por poder disponibilizar um Relatório que complementa a “versão oficial” dos factos.
Cartas de Dresden [Dossier retirado da Casa do Xadrez], inclui as cartas a seguir indicadas:
Carta de Rosa Maria Durão; Carta de Maria Armanda Plácido a contestar Rosa Maria Durão; Carta de Ariana Pintor a responder a Maria Armanda Plácido; Carta de Maria Armanda a responder a Ariana Pintor; Carta das jogadoras Ana Baptista, Ariana Pintor e Margarida Coimbra, jogadoras da selecção olímpica feminina Carta de Rosa Maria Durão.
Catarina Leite, de 11 Janeiro 2009 [Documento reservado em poder da FPX]
Carta da FPX, de 14 Janeiro 2009 [*];
Carta da FPX, de 16 Março 2009 [*];
Carta de Rosa Maria Durão, ao Pres da FPX de 15 Abril 2009 [*]
Relatório do Capitão de Equipa da Sel. Olímpica Absoluta MI Joaquim Durão [*]
Relatório da Chefe de Delegação da FPX às Olimpíadas de Dresden
Acta da Direcção da FPX de 8 Junho 2008 [Regulamento interno da Direcção como suporte à escolha da selecção às Olimpíadas de 2008]
Acta da Direcção da FPX de 28 Setembro 2008 [Demissão Maria Armanda Plácido]
Considero ter prestado um serviço à comundade xadrezista, sobretudo, nestes tempos perturbados, quando se exigia mais discernimento, rigor e transparência. Em Dia da Liberdade, não poderia pactuar com omissões e sonegação da informação quando ela é de acesso livre e irrestrito. Os leitores do Ala de Rei dirão de sua justiça.
[*] Tenho autorização do MI Joaquim e de sua esposa Rosa Maria Durão para publicar os Documentos.
Já todos devem ter reparado que o leitor do Ala de Rei, Imperativista Ético é uma espécie de consciência crítica de muito boa gente que não se manifesta através do comentário, mas que nem por isso deixa de ter um posição crítica face a situação actual em que se encontra o nosso xadrez federativo. Isto é um facto, que se saúda.
Vêem estas linhas a propósito da pergunta que colocou a perguntar por novas dos Anjos, isto é, dos outros, da Rua Francisco Foreiro.
Aqui um ponto da situação: a FPX não divulgou ainda os documentos que requeri com a excepção do Relatório. Todos os outros ou não foram os requeridos, ou estão incompletos ou estão com informação relevante omitida ou retirada ou estão ilegíveis. Do facto, dei imediato conhecimento nos serviços da FPX, com pedido expresso para falar com Presidente da FPX sobre a situação. Que me telefonou para nos encontrarmos.
Porém, hoje, recebi, uma notificação da CADA, informando-me da disponibilização dos documentos, por parte da FPX, o que, como referi não é verdade. Ou é uma meia (e, portanto, falsa) verdade. Este assunto está para durar, mas a falta de lisura e seriedade por parte da FPX está a revelar-se, o que me vai exigir uma exposição fundamentada sobre o comportamento da FPX neste processo junto da entidade oficial respectiva. E, mais não digo, por agora.
O Relatório da Chefe de Delegação da FPX às Olimpíadas de Dresden, é, sem dúvida, o documento mais relevante que requeri à FPX, nos termos legais, em virtude da sua recusa deliberada, não obstante ser um documento administrativo de acesso público e irrestrito.
O Relatório vai ser divulgado, no dia 25 de Abril de 2009 e não me perguntem porquê. Omissão e sonegação de informação chega?
Permito-me, no entanto, e desde já, adiantar a minha leitura do Relatório. E não me digam que é precipitada.
O Relatório apresentado, é, em si mesmo, sintomático do que revela: as omissões e as inexactidões do que se passou em Dresden – como as cartas de Rosa Maria Durão e das jogadoras da selecção olímpica feminina, Ana Baptista, Ariana Pintor, Catarina Leite e Margarida Coimbra muito claramente comprovam – bem como, um ataque pessoal ao casal Joaquim e Rosa Maria Durão e um ajuste de contas com o MI e Capitão de Equipa da selecção olímpica absoluta.
Não tendo quaisquer capacidades divinatórias, já havia prenunciado muito do que acabou por acontecer, lembram-se da Carta Aberta a Maria Armanda Plácido? Tudo isto poderia ter sido evitado se a (já não) – como a FPX reconhece na Acta da Direcção de 28/9/08 – Vice-Presidente da Direcção da FPX tivesse ficado em Lisboa, a cuidar da sua vidinha associativa. De facto, poderia ter ficado por cá, à procura de novas instalações para a AX Lisboa, dado o eminente despejo que viria a enfrentar como se sabe neste momento. (A partir de 1 de Maio, os pertences da AX Lisboa vão parar ao meio da rua!).
Então, até sábado.
Entretanto aproveitem estas 72 horas para lerem, com proveito, o Parecer nº 68/2009 (Processo nº 116/2009), da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, sobre o Requerimento e a posterior Queixa que apresentei junto daquela entidade oficial.
Recebi do Presidente da Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez, um comunicado em que aquela associação de mestres se pronuncia sobre as Selecções Nacionais às Olimpíadas de Xadrez, em Dresden, na Alemanha, em Novembro próximo.
De acordo com Carlos Pereira Santos, esta é a «posição da APMX após discussão interna».
Transcrevo de seguida alguns dos trechos mais significativos da tomada de posição da APMX, que tem uma enorme importância e significado, dado que representa a opinião institucional e discutida no seu seio do pensamento dos mestres portugueses sobre esta olímpica trapalhada.
«Este comunicado surge da verificação de um sentimento de discórdia bastante generalizado nos membros da APMX face às recentes escolhas para as olimpíadas de xadrez».
(…)
«… O prazo para aplicação dos ditos critérios deixou muito a desejar….»
(…)
«Outro ponto a realçar, (… ) verificou-se na decisão relativa à selecção feminina. Um dos elementos escolhidos, a jogadora Maria Armanda Plácido, era na altura simultaneamente directora da FPX e seleccionada. Em princípio, este facto não levanta nenhum problema de incompatibilidade, não fosse o facto de os critérios só funcionarem na data em que foram utilizados, de a grande maioria da comunidade xadrezista desconfiar da sua força de jogo para esta representação e de colegas suas de selecção terem manifestado publicamente o mesmo tipo de desconfiança.»
(…)
«… o facto de a seleccionada [Maria Armanda Plácido] ser simultaneamente directora importa. Pode não importar se se focar cegamente os critérios, aplicados numa data muito particular, mas interessa se contextualizarmos correctamente a questão.»
(…)
«O que dizemos é que, mesmo com o regulamento em vigor, o processo de selecções foi muito mal conduzido pela Direcção da FPX.»
«Por todos estes factores, a APMX reafirma o seu desacordo quanto ao processo que levou à escolha das selecções nacionais para as Olimpíadas de Dresden.»
Ler o Comunicado da APMX Selecções Nacionaos para as Olimpíadas de Dresden.
A minha leitura e o meu comentário: Um documento arrasador… que põe a nú todo o processo das selecções olímpicas conduzido pelo Presidente e a Direcção da FPX desde o seu início.
Em virtude da minha ausência da blogosfera nestes últimos dois dias, não pude acompanhar a par-e-passo os desenvolvimentos que se iam sucedendo.
Tomei conhecimento da contundente tomada de posição da Direcção da AX Porto, aprovada por unanimidade em 09/10/08, através de um documento em 11 pontos, acompanhado da posição de Tiago Brandão de Pinho que o GM António Fernandes amavelmente me deu conhecimento e me autorizou a divulgar.
Eis o documento Posição da AXP-Associação de Xadrez do Porto sobre a Contestação do e Pedido do GM António Fernandes sobre a convocatória das selecções nacionais para as Olinpíadas de Dresden 2008 e a regulamentação aplicável.
É interessante a posição de Tiago Pinho, mas discordo da sua posição em que afirma que
«Este Regulamento [não pode contrarias a Lei, pelo que o seu artigo 19º parece ser ilegal, uma vez que determina que seja a Assembleia Geral a alterá-lo quando o RJFD [Regime Jurídico das Federações Desportivas, aprovado pelo Decreto-Lei nº 144/93, de 26 de Abril] atribui tal competência à Direcção.
Por outro lado, se é certo que é a Direcção que tem competência para alterar o RRN…»
mas, salvo melhor opinião – e declaro aqui, para que não haja quaisquer dúvidas, que não sou jurista - a posição de Tiago Pinho não se me afigura correcta.
O meu entendimento, retiro-o directamente do Regime Jurídico, o mesmo que o Tiago considera não permitir validar o RRN, que dispõe
«A Assembleia Geral é o órgão deliberativo da federação dotada de utilidade pública desportiva, cabendo-lhe:
(…)
d) A aprovação dos regulamentos previstos no artº 21º,…»
(Artº 25º, alínea d), do RJFD – Dec-Lei nº 144/93, de 26 de Abril)
por via do Artº 21º, alínea c), que dispõe que
Para além de outras que se mostrem necessárias, as federações desportivas dotadas de utilidade pública desportiva (como é o caso da FPX), devem elaborar regulamentos que contemplem as seguintes matérias:
(…)
c) Participação nas selecções nacionais;
(Artº 21º, alínea c), do RJFD)
Deixo, no entanto, em aberto, por agora, por não ter interesse nem directo nem imediato, o regime que deveria ser seguido no caso da FPX não dispor do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva.
Concluindo, o Artº 19º do Regulamento de Representações Nacionais não é ilegal à luz do RJFD, mas absolutamente legal, porquanto é um comando legal imperativo desse mesmo regime jurídico.
Atentemos que
«Às federações desportivas é aplicável o disposto no presente diploma e, subsidiariamente, o regime jurídico das associações de direito privado»
– o regime do Artº 157º e segs. do Código Civil, isto, reafirmo, para a FPX enquanto mantiver o estatuto de utilidade pública desportiva.
Não tive a oportunidade de ler com a atenção que o texto e o autor me merecem, o documento O dia de amanhã das convocatórias para as selecções nacionais, que pretendo fazer este fim de semana e pronunciar-me em definitivo sobre esta questão, que não esqueçamos já se encontra(va) no bojo da Carta ao Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Xadrez e na Exposição a efectuar ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
Do Campeão Nacional de Xadrez de 2009, o GM António Fernandes, recebi o seguinte pedido de divulgação, o qual faço com muito gosto,
Eu GM António Fernandes, passo a informar das diligências por mim efectuadas até ao momento, junto dos órgãos competentes da nossa modalidade.
Permitindo desta forma, se assim o entenderem, tornar pública a informação em anexo.
Com os melhores cumprimentos,GM António Fernandes
O blogue Ala de Rei é um blogue pessoal que não hesita na denúncia pública sobre todos as irregularidades que tenha conhecimento, em especial, neste caso da constituição das Selecções Olímpicas de Portugal que constitui um verdadeiro escândalo desportivo nacional, que deverá ser do conhecimento das autoridades governamentais e desportivas do nosso país.
Está disponível para análise no sítio do Comité Olímpico de Portugal (COP) o Anteprojecto do
Programa de Preparação Olímpica Londres 2012 e Jogos Olímpicos de 2016, apresentado ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP) no passado dia 1 de Agosto.
Alguém saberá, por acaso, a razão, porque é que este Progarama não é aplicável ao xadrez, que, embora, não fazendo parte dos Jogos Olímpicos não deixa de ter Olimpíadas.
Ler o artigo de João Almeida, Janelas de oportunidade, no blogue Colectividade Desportiva, onde este afirma que
Uma breve leitura ao Programa de Preparação Olímpica 2012-2016 e a noticia de uma primeira reunião de balanço dos Jogos de Pequim ontem realizada no COP convocam uma chamada de atenção a um tema recorrente em alguns textos anteriores. A prestação de contas e a avaliação de estratégias de financiamento público ao desporto.
De acordo com Neto Kalunga, do Jornal de Angola,
O prazo de inscrição das federações nacionais que tomarão parte nas Olimpíadas de Xadrez, a
decorrer em Dresden, Alemanha, de 12 a 25 de Novembro, está encerrado, como se lê no website da organização e Angola não consta na lista em ambos os sexos.
De África estão inscritos Egipto, África do Sul, Argélia, Botswana, Burundi, Gabão, Ghana, Quénia, Malawi, Ilhas Maurícias, Namíbia, Nigéria, Rwanda, Seychelles, Somália, Sudão, Tunísia, Zâmbia e Zimbabwe.
Ler o artigo Angola fica de fora da lista das Olimpíadas de Xadrez.
Segundo o Destak, The Dresden Files, em tradução Os Ficheiros de Dresden será a nova série a estrear no canal FOX da TVCabo.
Terá alguma coisa a ver com as fitas da FPX sobre as Olimpíadas de Dresden?

Xadrezista amigo, a quem estou grato, fez-me chegar a notícia importante sobre a
composição da selecção olímpica feminina às Olimpíadas de Dresden 2008. A nomeada Capitã da selecção olímpica feminina, Maria Armanda Plácido não consta dos registos da organização das Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008.
(A página da organização das Olimpíadas ficou temporariamente indisponível, mas o seu conteúdo pode ser, parcialmente consultado, isto é, sem a indicação dos nomes dos capitães da selecções, no sítio Chessdom, Chess Olympiad Dresden 2008, teams).
A mais de 45 dias das Olimpíadas de Xadrez 2008, em Dresden, a capitã da selecção nacional parece que já não é – mas, será que não é, mesmo?
De facto, o sítio oficial da FPX que anda mudo sobre este assunto desde que o Presidente da FPX impôs a sua vontade pessoal – enviar a Vice-Presidente da Direcção da FPX, Maria Armanda Plácido, como jogadora e capitã da selecção olímpica – continua a estar silencioso.
A Vice-Presidente da FPX, parece que já não é, e a também capitã, parece [*] que também já não é. Qual será o próximo passo da ex-futura capitã?
Assim, num abrir e fechar de olhos o nosso país e a comunidade xadrezista ficam sem Vice-Presidente da Direcção da FPX e sem Capitã da selecção olímpica. Uma perca que muito poucos chorarão, diga-se.
A ex-Vice-Presidente e a ex-Capitã não fica em terra, porque vai cumprir o seu sonho pessoal – sentar-se numa cadeira da secção feminina das Olimpíadas de Xadrez. Afinal o seu principal desejo continua intacto.
Porque será que tenho a sensação que alguém anda a brincar connosco, em nome da Federação Portuguesa de Xadrez? Estes dirigentes da FPX não param de nos surpreender!
A ver vamos como dizia o outro…
[*] Ver, nesse sentido, o documento/comunicado, do Presidente da FPX, onde se pode ler que Foi igualmente decidido nomear o mestre internacional Joaquim Durão para capitão da selecção masculina e Armanda Plácido para capitã da selecção feminina. (António Bravo, em Olimpíadas de Xadrez – Dresden 2008).
Comentário final:
O Xadrez no seu melhor nivel e um “grande exemplo” para o dirigismo nacional e as novas gerações.
———————————-
Registrations POR – Portugal
Team Open
| Board | Name | Title | Elo |
|---|---|---|---|
| 1 | Galego, Luis | g | 2506 |
| 2 | Damaso, Rui | m | 2441 |
| 3 | Dias, Paulo | f | 2440 |
| 4 | Rocha, Sergio | m | 2421 |
| Reserve | Pereira, Ruben | f | 2418 |
| Captain | Durao, Joaquim | m | 2125 |
Team Women
| Board | Name | Title | Elo |
|---|---|---|---|
| 1 | Leite, Catarina | wm | 2202 |
| 1 | Pintor, Ariana | wf | 2165 |
| 3 | Baptista, Ana Filipa | wf | 2137 |
| 4 | Coimbra, Margarida | wf | 2093 |
| Reserve | Placido, Maria Armanda | 1758 |
Ver as selecções nacionais de Portugal na página das Olimpíadas.
Henrique Pinela escreveu em comentário ao artigo FPX esclarece(-se) sobre as Olimpíadas, deste blogue que
Descobri recentemente que a Sr.ª Vice Presidente já não o é!
A FPX deveria actualizar o seu sitio!
A ser verdade o que Henrique Pinela afirma, e não há razão para duvidar da sua palavra, é uma notícia que vai apanhar alguns de surpresa. Uma óptima notícia dirão muitos.
Não tanto outros que esperam que a saída seja colectiva, isto, é que abandone os seus cargos de Presidente da Direcção da AX Lisboa e de Vice-Presidente da Direcção FP Xadrez, bem como, se afastaste de capitã e de jogadora da selecção olímpica de feminina de xadrez.
Outra questão importante, quando é que o Presidente ou a Direcção da FPX, enquanto órgão colegial, vão informar a comunidade xadrezista? De imediato ou vamos esperar meses?
Até ao momento, os sítios da FP Xadrez e da AX Lisboa continuam silenciosos…
Olímpiadas de Xadrez – Dresden 2008
«De acordo com o regulamento, descrito no boletim nº1, publicado na página oficial das Olimpíadas, as inscrições terminavam a 12 de Julho.
(…)
No final de Agosto, na página oficial das Olimpíadas, foi publicado o boletim nº 2, onde se informava que ainda aceitariam inscrições fora do prazo previamente estabelecido, até 12 de Setembro.»
Em, Comunicado de António Bravo [Presidente da FPX]
Mas afinal… em 3.JUNHO.2008:
FIDE submits regulation changes for Chess Olympiad
Tuesday, 10 June 2008 05:08
Ignatius Leong, Chief Arbiter of the Chess Olympiad and General Secretary of the world chess association FIDE, surprised journalists at a press conference Tuesday, 03 June 2008.”We will have considerable renewals regarding the regulations in the 2008 Olympiad in Dresden,” the man from Singapore declares. For the first time, federations have to nominate their candidates until the fixed date of 12 September 2008.
So far, changes in team compositions had been possible until a few hours prior to the beginning of the tournament, FIDE also brings up the vexatious topic of early draws. Once before, there existed the rule that no draw is allowed before a certain number of moves had been made. This paragraph was violated by former world champion Bobby Fischer – without penalty. Now, the new rule states that no draws will be allowed before the 30th move. But the most important change is, however, that all players have to be at their table exactly at the beginning of play to shake hands, just like in any other sports, or else they will lose the match. Chess players have yet allowed themselves the luxury of being late up to one hour.
Even before these changes Dresden took on the title of being a ‘Reform Olympiad’. For instance, the number of rounds to be played was reduced from 14 to 11, match points are privileged over game points for team valuation, women teams were extended to 4 players and the number of reserve players diminished to one.
Leong gave mark ‘excellent’ to the organizers for their perfect preparations. Dresden is far ahead of time with the planning of the event and proves ideal playing conditions. ‘Further steps promise fantastic conditions for the chess autumn in Dresden,’ also states the experienced tournament organizer.
Afinal, o Sr Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, António Bravo, estava mal informado e
devia saber. Ou já sabia e, então, mentiu?
A FIDE não comunicou oficialmente a FPX desta alteração? A FPX não tem por hábito consultar o sítio oficial da FIDE?
Uma situação que a confirmar-se é muito feia, porque não fica bem à estatura intelectual e ética de um Presidente de uma federação desportiva, dotada de Utilidade Pública Desportiva.
Porque será que neste momento me vem à mente, o Pinóquio?
O Presidente da FP Xadrez, António Bravo, na sequência do que se tem dito e escrito, entendeu por bem, vir a público, numa rapidez inédita, diga-se, esclarecer o que se está a passar.
Talvez devido ao impacto que a sua nomeação da capitã da selecção feminina e da composição das selecções olímpicas para Dresden.
Mas, bem vistas as coisas, é um documento – comunicado? - inútil (não é útil porque não esclarece nada), mas é importante porque avalia a teimosia de alguém que tinha a obrigação de avaliar a justeza das críticas e agir em conformidade. Alguém tem dúvidas?
De facto quando se afirma, no último parágrafo
Assim só se procederá à substituição de algum jogador que tenha algum motivo que o impeça de participar e será substituído de acordo com os resultados constantes no ficheiro de performances de Julho de 2008.
Ficamos de facto, a saber o que já sabíamos, que a dignidade da representação olímpica portuguesa, em especial a feminina, está comprometida por uma teimosia inqualificável.
Olímpiadas de xadrez – Dresden 2008:
De acordo com o regulamento, descrito no boletim nº1, publicado na página oficial das Olimpíadas, as inscrições terminavam a 12 de Julho.
Assim ficou decidido que só se consideravam competições até ao 31 de Maio (prazo estabelecido para a contabilização de provas para a lista de elo FIDE de Julho), para efeitos dos critérios das selecções olímpicas. Foi considerada uma excepção para os torneios de Mestres e de Honra, que estando inicialmente calendarizados para Maio e tendo sido adiados por questões organizativas, não deveriam penalizar os jogadores pelo facto da prova não se ter realizado na data prevista, uma vez que seria a última oportunidade para alguns jogadores conseguirem a sua selecção. De facto, verificou-se que não trouxe qualquer alteração pois os seleccionados satisfizeram todos os critérios mesmo sem os referidos torneios.
Com base nestas decisões foram aplicados os critérios e seleccionados os jogadores para as selecções olímpicas, que poderão consultar no campo “resultado” no ficheiro de performances de Julho de 2008. Foi igualmente decidido nomear o mestre internacional Joaquim Durão para capitão da selecção masculina e Armanda Plácido para capitã da selecção feminina. No final de Agosto, na página oficial das Olimpíadas, foi publicado o boletim nº 2, onde se informava que ainda aceitariam inscrições fora do prazo previamente estabelecido, até 12 de Setembro. Assim só se procederá à substituição de algum jogador que tenha algum motivo que o impeça de participar e será substituído de acordo com os resultados constantes no ficheiro de performances de Julho de 2008.
António Bravo
Para que conste:
Apesar de tudo, esta onda de indignação sempre conseguiu demover o Sr. Presidente da FP Xadrez a vir a público justificar uma decisão unilateral que deixa bem clara a concepção que tem do poder e do seu exercício.
Para terminar, por agora, e partindo do princípio que o Presidente da FP Xadrez disse última palavra, só mes resta, pessoalmente dizer, duas coisas:
A primeira, fazer uma exposição às Autoridades superiores competentes, designadamente:
· Presidência da República
· Presidência da Assembleia da República
· Presidência do Conselho de Ministros
· Secretário de Estado da Juventude e do Desporto
· Presidente do Instituto do Desporto de Portugal
· Presidente do Comité Olímpico Português
· Presidente da Confederação do Desporto Português
· Provedoria de Justiça
A segunda, colocar o assunto junto da comunicação social.
O país não tem o direito de saber o que se passa com as suas selecções olímpicas de xadrez?
A pergunta começa a fazer todo o sentido. Lembram-se das Teses para alterar o xadrez nacional e da Carta Aberta à Federação Portuguesa de Xadrez que escrevi em Maio? Já não sou só eu a dizer e escrever que a FPX anda a brincar com o xadrez. Mas continua a existir autismo na principal estrutura associativa do xadrez nacional, a FP Xadrez. Isto vem a propósito do email que recebi - eu e mais 224 pessoas! - de José Carvalho do seguinte teor:
Boa noite a toda a comunidade xadrezistica.
Há uns tempos atrás enviei um email com o seguinte doc “selecções-1″, com perguntas e dúvidas a serem esclarecidas, infelizmente e ao contrário da FPX, houve muitas respostas mas continuaram algumas dúvidas muito pertinentes.
Caros xadrezistas, quem não deve não teme e como tal não havendo segundas intenções por parte desta direcção qual seria o problema em esclarecer e clarificar o motivo das decisões tomadas ?
Pois é, hoje mesmo, com a ajuda de muitos participantes, penso que estamos à altura de dar o devido esclarecimento, com as respectivas perguntas e respostas, aquelas às quais a Direcção da FPX se escusou a responder, ignorando toda a comunidade, ver o doc “selecções-2″.
Por uma FPX isenta e consciente, para todos os xadrezistas,
Cumprimentos,
Em anexo, José Carvalho apresenta dois documentos muito importantes sobre os critérios de escolha das duas selecções olímpicas, absoluta e feminina. Porque nem toda a comunidade xadrezista teve acesso ao email e deve participar na discussão pública deste assunto, já iniciada, aliás, no fórum Lusoxadrez e na Carta Aberta a Maria Armanda Plácido, apresento, de seguida, o Doc selecções-1:
Agora que terminou o XXXI Campeonato Nacional Feminino com a brilhante vitória da Ana Baptista, a quem devemos felicitar.
Penso ser o momento certo, sem pressões das atletas para evitar eventuais desculpas sobre um torneio menos feliz, para relembrar a informação pertinente que a AXP escreveu no seu site à alguns dias atrás:
“FPX acaba de anunciar a constituição das selecções nacionais, absoluta e feminina, que representarão Portugal na 38ª Olimpíada, a decorrer entre 12 e 25 de Novembro em Dresden, na Alemanha. O anúncio é efectuado sobre o limite dos prazos da FIDE, antes da conclusão do Campeonato Nacional Feminino de 2008, não levando em consideração as participações das jogadoras no mesmo para efeito de cumprimento de critérios de selecção, o que terá afectado fortemente a escolha da 5ª seleccionada, a jogadora suplente.”
É necessário perguntar à FPX ou a quem de direito, porque é que não se leva em consideração para a elaboração da selecção feminina a participação das jogadoras no último campeonato nacional para efeito de cumprimento de critérios de selecção.
E a verdade, é que não parece ser este nada menos importante… ou será?
Será que existem diferenças de critério entre as selecções absoluta e feminina?
Se não, então porque é que os Torneios de Mestres e Honra, provas disputadas há poucos dias atrás, entram para efeitos da contabilização nesses critérios e o Campeonato Nacional Feminino, apenas a prova mais importante do xadrez feminino já não?
Ou o objectivo é levar sempre os mesmos jogadores?
Será que têm lugar cativo? Para isso têm que o demonstrar no tabuleiro.
E a verdade é que a única forma para se provar quem são os melhores é contabilizando todas as provas em que participam, porque não?
Gostaria de perceber o porquê destas decisões, se o objectivo principal é ou não levar a melhor equipa.
Apresento de seguida, o Doc selecções-2:
Em primeiro lugar e com o devido respeito também aqui devemos felicitar o António Fernandes pela forma brilhante como ganhou o recente Campeonato Nacional Absoluto, a quem damos desde já os nossos parabéns.
Mas a realidade é outra e bem diferente pois então, senão vejamos:
Alguém duvida de que o António Fernandes e o Diogo Fernando têm lugar e devem integrar a selecção nacional absoluta?
Acabaram de tirar a “prova dos nove” há poucos dias atrás não foi?
Se ninguém duvida então devemos questionar a Direcção da FPX o porquê da sua exclusão, a quem a mesma irá dizer… blá, blá, blá, …blá, …blá, … que existem regulamentos e de acordo com os mesmos eles não estão seleccionáveis.
Meus amigos, pois é mas o regulamento também diz que deve ser respeitado o último campeonato nacional que antecede a olimpíada, aquando da inscrição na mesma, porquê então, não respeitar o último campeonato nacional uma vez que as inscrições terminam segundo informação transmitida no dia 12 do corrente mês.
Porquê, porquê…?
Porquê meus amigos, a própria FPX não respeita os regulamentos, porquê?
Pois é, essa é que é uma grande verdade, senão e relembrando o email enviado anteriormente onde se questionava o porquê de tanto interesse em contabilizar os Torneios de Mestres e de Honra disputados em Julho passado e não o Campeonato Nacional Feminino, recordam-se?
A verdade vem sempre ao de cima quer queiramos quer não e graças à informação que uma senhora nos transmitiu podemos aqui esclarecer o porquê desses critérios selectivos, os quais têm nada mais nada menos a ver com o benefício de um xadrezista por coincidência pertencente ao clube do actual presidente da FPX o F.C. Barreirense.
É exactamente devido aos polémicos regulamentos das selecções, elaborados pela própria Direcção da FPX, que a mesma veio à última da hora informar que os Torneios de Mestres e de Honra também deveriam integrar essa contabilização baseando-se no simples facto de que esses torneios era para terem sido disputados uns meses antes.
Pois “era para terem sido disputados” Sr. Presidente como diz e muito bem mas não foram, há muitas coisas que a FPX era para fazer e ainda não fez e de acordo com os regulamentos que vocês inventaram, só devem ser contabilizados os torneios disputados até ao dia 30 de Junho e não posteriormente, foram vocês que inventaram esses regulamentos, não foram?
O que acontece é tão simples quanto isto, o jogador Sérgio Rocha, de acordo com esse regulamento ridículo não tem o nº de partidas suficiente se não for contabilizado o Torneio de Mestres o que deixaria o jogador fora da selecção mas, com a esperteza do Sr. Presidente ou da Direcção da FPX, validando esse torneio, esse problema está ultrapassado.
Independentemente do jogador Sérgio Rocha que também tem o seu valor e está mais dedicado ao ensino, integrar ou não a selecção parece mais secundário, no entanto existe alguém mais empolgado, ou com mais interesses, na sua participação do que o próprio jogador.
Em conclusão a FPX tem dois pesos e duas medidas, pois se para a selecção absoluta, alteram-se os regulamentos como quem “dá cá aquela palha”, para a selecção feminina o mesmo já não se verifica e o que é mais caricato é que em situação semelhante para decidir a 5ª jogadora se encontram as jogadoras Sara Afonso ou Bianca Jeremias, as quais só não integram a selecção porque não têm as partidas necessárias de acordo com o mesmo regulamento, sendo no entanto contabilizado o recente Campeonato Nacional Feminino qualquer uma delas já poderia integrar a selecção nacional feminina. E o caso da Mariana Cortinhas ou de outras jogadoras em situação semelhante, que pelo simples facto de não poderem participar nos respectivos nacionais por questões económicas, em virtude dos mesmos serem quase sempre disputados nos mesmos locais ou em cidades bastante longínquas, embora seleccionáveis ficam excluídas pela clausula do regulamento que obriga à participação de um dos dois últimos campeonatos nacionais. A FPX já pensou por acaso neste problema?
Apesar de em tempos passados, os actuais dirigentes, criticarem outros por atitudes menos incorrectas que a estas que agora assistimos, convém lembrar-lhe Sr. Presidente, agora que ocupa esse lugar, um lugar de decisão, eleito por aqueles praticantes que gostam desta modalidade, que para se representar um país deve-se levar sempre que possível a melhor selecção e não alguém que nos apetece por conveniência ou como prémio de favores. Para esses, mesmo infelizmente como assistimos variadíssimas vezes, serviram incorrectamente os lugares de capitão de equipa como você sabe.
Segundo as informações que possuo, o Instituto Nacional do Desporto gostará de saber que a Direcção da FPX trabalha com isenção, transparência e cumpre as regras do jogo. Por isso mesmo Sr. Presidente, penso que a única saída para este “imbróglio”, em vez de se fazer notar essa autoridade de quem diz, eu quero, posso e mando e deixar esse egocentrismo e as hipocrisias mesquinhas, bem como interesses particulares, para bem da modalidade que praticamos, faça um “Mea Culpa”, reconheça os seus erros antes que seja tarde de mais, pois ainda está a tempo de corrigir esta embrulhada criada por “vocês”, uma vez que o dia 12 de Setembro ainda não foi ultrapassado (mesmo que fosse também não haveria qualquer problema junto da FIDE ou Organização da prova, as quais sempre aceitaram trocas mesmo no dia anterior ao início da mesma), como todos nós sabemos e antes que mais alguém de direito venha a tomar conhecimento das “vossas atitudes” a bem do desporto nacional, pois nós só queremos as melhores selecções para representarem o nosso país condignamente.
As minhas felicitações ao José Carvalho pela oportunidade e qualidade das reflexões que elaborou e entendeu colocar à disposição de todos nós.
Não acham que estes documentos de José Carvalho merecem um comentário sério e justo? Pensem nisto.
ESPELHO MEU…
Se tu de ferir não cessas,
que serve ser bom o intento?
Mais carapuças não teças;
que importa dá-las ao vento,
se podem achar cabeças?
Tendo as sátiras por boa,
do Parnaso nos dois cumes
em hora negra revoas;
Tu dás golpes nos costumes,
e cuidam que é nas pessoas.
Nicolau Tolentino de Almeida [1741-1811]
em A Guerra
(Irmão do caloiro coimbrão, depois militar e por fim religioso António Plácido de Almeida)
Pessoalmente não consigo aceitar a indiferença nem conter a indignação com certas atitudes prepóteras do dirigismo recém-chegado. Avisada como se pretende, compreenderá por si, a razão que me levou a dirigir-lhe estas linhas. Em forma de Carta Aberta. Permiti-me iniciá-la na convicção de que as palavras do Tolentino possam dar o mote e o enquadramento em que me dirijo a si.
Tenho para mim que a forma de me dirigir aos dirigentes do Xadrez nacional, com conhecimento a toda a comunidade xadrezista através de uma Carta Aberta vai começar a ficar com os dias contados. Vai ganhar o tédio, a indiferença e a resignação, mas, independentemente de ficar tranquilo com a minha consciência pessoal, sinto que prestei um dever à consciência social a que me dirijo e, isso, por agora, basta-me.
Poderia começar por uma qualquer forma, que seria legível e legítima, mas preferi iniciar por dois episódios sintomáticos quanto elucidativos de uma forma de estar no dirigismo português.
Primeiro. No passado dia 5/7, em pleno encontro das meias-finais da Taça de Portugal entre as equipas do GC Odivelas – GD Diana, enquanto o ex-Vice-Presidente da AX Lisboa Paulo Dias me estendeu a mão, a Presidente Maria Armanda, quando a cumprimentei desviou o olhar e abandonou de seguida a sala de jogo sem me dirigir a palavra.
Em função do que tenho escrito no blogue Ala de Rei, é bem possível que a Sra. Maria não aprecie a minha companhia e as minhas saudações.
Segundo. No passado dia 9/8, durante a 1ª sessão da fase preliminar do Camp. Nacional Indiv. Absoluto, na Amadora, a Sra. Maria Armanda entendeu não cumprimentar a Ana Baptista, a recente campeã nacional feminina.
A própria Ana ficou estupefacta com tal atitude, desconhecendo o que teria passado pela cabeça da Sra. Maria, para não lhe dirigir a palavra. Já não bastava não a ter felicitado pelo seu feito desportivo, agora ignora-a.
Estes dois episódios, são tão absurdos quanto significativos.
Não se conhecem as razões que terão levado a Sra. Maria Armanda Plácido, que é uma jogadora de xadrez e uma dirigente associativa, a agir daquela forma. A senhora, concentra em si mesma, os cargos de Presidente da Direcção da Associação de Xadrez de Lisboa e Vice-Presidente da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez. Não é, por isso, nem uma pessoa nem uma dirigente qualquer, acumula dois cargos de elevada responsabilidade na modalidade. Por isso, em qualquer posição em que se coloque, evidencia-se sempre, a sua qualidade de dirigente que presumia uma impoluta conduta social.
Esperava-se que o seu dever de urbanidade, exigível a qualquer cidadão para a sua conduta em sociedade, fosse exemplar, sobretudo, quando ocupa cargos no associativismo desportivo, mas parece, que nem todos se regem pelos mesmos códigos de conduta.
A um dirigente é exigível elevado grau de responsabilidade na forma como se relaciona com os dirigidos, sobretudo, quando está investido de poderes de autoridade, previstos legalmente, como é o caso dos titulares de uma federação desportiva dotada de Utilidade Pública Desportiva.
Ademais, tem acrescidas obrigações éticas expressamente reguladas pelos códigos de ética vertidos nas disposições legais e estatutárias. Como se não bastassem as disposições de direito positivo constantes da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, sempre seriam aplicáveis as disposições do Código de Ética da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) que a Sra. como Vice-presidente da FP Xadrez tão bem deverá conhecer.
É tudo isto que se espera de um jogador de xadrez cumpridor dos estatutos da sua federação que lhe concedeu uma licença desportiva para praticar a modalidade e, por maioria de razão, quando ele é um dirigente nacional.
Ou será que estarei errado nas observações?
E, quando esse cidadão que é jogador, que é dirigente distrital, que é dirigente nacional, que é membro de uma selecção nacional e que é capitão de uma selecção nacional, o que se esperaria? Redobrados cuidados, lisura de comportamentos e presciência.
Ou será que estarei errado nas asserções?
A Sra. Maria Armanda Plácido, enquanto jogadora e dirigente distrital e nacional do xadrez não está em condições de exercer com isenção, equidade e independência um cargo de elevada responsabilidade que lhe confere a posição de capitã da selecção nacional olímpica feminina em que foi nomeada pessoalmente pelo Presidente da FP Xadrez.
Como vai a capitã da selecção nacional olímpica feminina dialogar na Alemanha com uma jogadora – e logo a campeã nacional feminina e actual jogadora nº 1 do ranking nacional, a confirmar na próxima Lista Elo FIDE de Outubro2008 – quando em Portugal não lhe dirige a palavra?
O Xadrez e a FP Xadrez estão a 90 dias [*] de levar às Olimpíadas de Dresden uma selecção olímpica feminina que se fosse verdadeiramente nacional representava o País, mas parece que está apenas, aparentemente, interessada em fazer viajar uma dirigente que tem mostrado vocação para as viagens, mas incapacidade de se relacionar com jogadoras da selecção olímpica e com um passado que a não dignifica, como se pode comprovar na única situação em que foi chamada a exercer um cargo semelhante – capitã de uma equipa B – num clube desportivo.
Como se pode então manifestar confiança na sua pessoa quando, segundo informação publicada no fórum Lusoxadrez e não desmentida, um abaixo-assinado subscrito pela totalidade das jogadoras que disputou recentemente o Campeonato Nacional Feminino solicita a sua substituição, como 5º tabuleiro, quando é simultaneamente, a capitã da própria selecção.
Ora, senhora Maria Armanda Plácido, que garantias tem o País, que delegou competência e funções na FP Xadrez e que a designou a si como capitã, de que a Sra. vai ser objectiva, imparcial e justa, aplicando com isenção o critério que estabelece que
«(…)
As jogadoras serão ordenadas, sendo a ordem de selecção a da ordenação obtida. Tal não implicará contudo que tenha de ter ser essa a ordem dos tabuleiros da equipa nacional, ficando tal ordem de tabuleiros ao critério da capitã da equipa.
(…)»
(Nº 2, al. B) de Selecções Nacionais. Dresden 2008, critérios que já vêm de 2005) (sic)
em que a Sra. é parte interessada? Quem acredita que vai ser justa e equidistante dos seus interesses pessoais? Quem acredita que não vai utilizar o seu poder prejudicando uma qualquer jogadora da selecção olímpica – e, recorde-se, que foram todas as 4 – que subscreveu um documento a pedir a sua substituição?
A Sra. Maria, nestas condições não dá quaisquer garantias. Mais, temo que se não for impedida, possa ter alguma conduta que possa facilmente ser interpretada como “abuso de poder”, porque tem os motivos, tem as condições e tem o momento para o poder livremente fazer.
E mais, que competência manifesta para poder alterar, por sua iniciativa, «(…) a ordem dos tabuleiros da equipa nacional…», incluindo substituir uma qualquer jogadora pela sua própria pessoa, poder este que lhe foi pessoalmente conferido pelo Presidente da FPX?
Nas circunstâncias actuais, descritas neste documento, considero um insulto ao xadrez português a integração da Sra. Maria Armanda Plácido, na selecção nacional olímpica feminina como jogadora – embora isso tenha a ver com a aplicação de regulamentos que permitem seleccionados de duvidosa valia técnica e desportiva representarem o país – e como capitã.
A FP Xadrez tem um problema olímpico? Pois tem, mas o curioso é que já o tem há muito tempo. Em boa verdade tem-no desde que foram conhecidas as alterações aos regulamentos da FIDE que aumentava o número de tabuleiros da secção feminina das Olimpíadas.
A situação é assim tão complicada? Não sei, mas posso assegurar que encontrei a resposta num artigo, curto mas incisivo, que uma jovem jogadora de xadrez, de 13 anos, escreveu em apenas 17 linhas e colocou no fórum Lusoxadrez. Sofia Lança, o nome da jovem, diz-nos, tão só, o que muitos adultos não ousam sussurrar, que este assunto «foi um dos temas mais abordados no recente nacional feminino». E apresenta a solução: «O Nacional desta época deveria contar» e devia ser «a Bianca a ter o direito a integrar a selecção feminina». A simplicidade vista por uma jovem que tem idade para ser sua neta.
Isto é, as jogadoras de xadrez que conhecem bem a sua força de jogo sobre o tabuleiro, comentaram entre si e puseram em causa a sua capacidade e competência de jogadora de xadrez que também é capitã da equipa de representar o nosso país, na selecção olímpica, mas a Vice-presidente da Direcção da FP Xadrez não consegue compreender o que se está a passar e vislumbrar o seu alcance. É deveras elucidativo!
Já estou a ver a situação, repetir-se na Alemanha o que se passou na Marinha Grande, quando a capitã Maria Armanda Plácido punha e dispunha de jogadores como peões de um qualquer tabuleiro.
Até aqui discutiam-se créditos desportivos da jogadora Maria Armanda Plácido para assumir o 5º tabuleiro. A partir do post da Sofia Lança e do comportamento da senhora com a Ana Baptista, discute-se, e já publicamente, a capacidade de liderança, de seriedade e rigor da sua putativa imparcialidade.
A sua persistência da em permanecer como 5º tabuleiro pode ter várias interpretações, mas trouxe-me à memória o triste “caso Fátima Vieira”, que como se recordará, relata a história com um final infeliz em que uma jogadora de xadrez do nosso país, um dia sonhou que havia de jogar nas Olimpíadas e tudo fez para cumprir o seu sonho e pertencer à selecção nacional olímpica feminina. Um episódio dramático e soez do nosso xadrez, mas que dá para pensar sobre a condição humana. A história termina com a selecção olímpica feminina a ficar apeada em Lisboa. Um verdadeiro pacto leonino de duvidosa justiça.
Não pretendi, nestas linhas, como nunca o pretendi sempre que me dirigi a si – sempre numa qualquer qualidade de dirigente desportiva – ofuscar-lhe a imagem, a dignidade ou a consideração pessoais. Mas, quando escolhe ocupar um cargo público, expõe-se, de imediato e publicamente, abrindo-se ipso facto, à crítica e ao comentário do escrutínio público.
Mas, não posso deixar caucionar o direito da liberdade de opinião e da liberdade de expressão que um cidadão livre de um país livre deve poder dispor, só porque alguém se amofina com algum reparo singular.
A Sra. poderá não gostar das minhas palavras e das minhas ideias. É uma pena, mas é um direito que lhe assiste. Mas fará a bondade de reconhecer que eu possa ter o direito de pensar de forma diferente e de o expressar. Pelo menos, far-me-á o favor de me deixar pensar que assim é.
Por vezes não é fácil encontrar o lobo, como nos ensina a história do capuchinho vermelho, sobretudo quando eles “andam por aí” à solta sem deixarem rasto.
Por tudo o que foi dito, Sra. Maria Armanda Plácido coloque os seus lugares de jogadora e de capitã da selecção nacional olímpica feminina à disposição da Direcção da FP Xadrez para que esta possa com lucidez, competência e rigor técnico e desportivo, que se exigem, evitando desta forma, manipulações grosseiras de critérios, como foi o caso presente, escolher outra pessoa que ofereça outras garantias mais consentâneas com o seu valor sobre o tabuleiro e outra capitã que demonstre seriedade, isenção e justiça, princípios que a senhora manifestamente não apresenta como o abaixo-assinado referido comprova.
Pelo exposto e a manter-se a situação, não creio que a senhora tenha condições para poder subsistir nos seus cargos directivos por muito mais tempo, mas a senhora fará a avaliação pessoal que entender razoável ou conveniente.
Omnia mecum porto (Quando tenho, comigo o trago)
(Bias, um dos sete sábios da Antiga Grécia)
[*] Odivelas, 13 de Agosto de 2008
Esta Carta Aberta está igualmente disponível no fórum Lusoxadrez.
Na próxima semana, divulgarei uma Carta Aberta a Maria Armanda Plácido, onde me pronunciarei sobre o caso do momento no xadrez feminino português: a selecção nacional olímpica feminina.

A FIDE divulgou o Boletim 2 das Olimpíadas de Xadrez, onde consta: [secção A-Olimpíadas] o Calendário Oficial, a Data Limite de Registo (em 12 de setembro de 2008); [Secção B-Congresso da FIDE] e Anexo 8, os Regulamentos do Campeonato. Download do Bulletin 2 (em formato pdf).

Elista, 21 de Agosto de 2008
Sr. M. Saakashvili
Presidente da República da GeórgiaCaro Mikhail Nikolozovich!
Endereço-lhe esta carta em nome da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) e de milhões de entusiastas do mais sábio jogo no planeta a propósito de declaração da Federação de Xadrez da Geórgia, relacionada com a participação das representantes da Geórgia no Campeonato do Mundo de Xadrez Feminino.
Na sequência da deliberação da Comissão Directiva da FIDE, o referido Campeonato está organizado para ter lugar em Nalchik, Kabardino-Balkaria, na Federação Russa, de 28 de Agosto a 18 de Setembro de 2008.
Seis desportistas georgianas – Maia Chiburdanidze, Leila Dzhavahishvili, Sopio Gvetadze, Maia Lomineishvili, Sopiko Khukhashvili, Nino Khurtsidze – receberam o direito de participação, através de um processo muito difícil de selecção ou de um convite pessoal, devido ao seu elevado rating (classificação pessoal). Altamente estimada Nona Terentievna Gaprindashvili foi nomeada para membro do Comité de Apelo do Campeonato. O Sr. Evgeni Melikset-Begi – é membro de uma Comissão de Arbitragem. Por isso, seria suposto que a representação georgiana fosse uma das maiores ao mais prestigiado evento do xadrez feminino. Penso que não é necessário referir o nível de autoridade e respeito que tem despertado a escola de xadrez georgiana e os seus representantes que personificam o intelecto e a beleza da Geórgia.
Há alguns dias todos nós fomos testemunhas de uma horrível catástrofe humanitária. Nas minhas declarações anteriores expressei as mais sinceras condolências aos familiares das vítimas da catástrofe e a posição da FIDE sobre este assunto. Infelizmente, estamos impossibilitados de alterar as datas e o local do Campeonato.
Compreendemos inteiramente a complexidade da presente situação para as xadrezistas georgianas e entendemos o seu profundo desejo de defender a honra do seu país no tabuleiro de xadrez. Apelo ao seu auxílio amigo no sentido de providenciar às desportistas as condições para uma tranquila participação no Campeonato do Mundo. Isto é especialmente valioso e urgente durane a época dos Jogos Olímpicos.
Esperando favoravelmente pela sua compreensão.
Gens Una Sumus
Kirsan Ilyumzhinov
Presidente
Ver a carta em inglês nos sítios ChessBase e ChessVibes.
A FPX divulgou recentemente a constituição das selecções olímpicas absoluta (e não masculina, como é referido) e feminina.
Aquele documento da FPX começou quase de imediato a suscitar controvérsia, em especial, devido à inclusão de Maria Armanda Plácido e a exclusão de Bianca Jeremias. Eu próprio, logo que tomei conhecimento, alertei para o facto ao escrever
Tenho as minhas reservas sobre a constituição da selecção olímpica feminina, mas, quero acreditar que não esteja constituída “à medida”, como já me tinha sido sugerido, logo que se soube que a selecção feminina iria ser constituída por 5 tabuleiros.
De facto, a evolução da situação tem mostrado contornos nebulosos quer quanto à aplicação dos regulamentos nacionais, isto é, Selecções nacionais – Dresden 2008, quer quanto a regulamentos olímpicos.
O fórum Lusoxadrez, resume, no tópico Ajuda – critérios de convocação para Dresden, algumas contribuições importantes que têm sido dadas sobre mais um escândalo (!!) na constituição das selecções nacionais de Portugal.
Antes de apresentar uma análise sobre toda esta trapalhada, permito-me contribuir para a discussão com a apresentação dos mapas de progressão do Elo Fide das seleccionadas olímpicas e da Bianca Jeremias, retirados da página oficial da FIDE. Todos os contributos são importantes.
Assim, 1- MIF CATARINA LEITE [2202]
New Calculations available. Expected change: -36.6
2- MFF ARIANA PINTOR [ 2165 ]
New Calculations available. Expected change: -5.55
3- MFF ANA BAPTISTA [2137]
New Calculations available. Expected change: -6.15
4- MFF MARGARIDA COIMBRA [2093]
New Calculations available. Expected change: -1.5
5- MARIA ARMANDA PLÁCIDO [1758]
9- BIANCA JEREMIAS [1990]
New Calculations available. Expected change: -22.5
Apresentei um pequeno contributo para a discussão desta matéria. Na próxima semana abordarei mais profundamente o que está em causa e as consequências da decisão da FPX.
Como era de esperar começam as reacções à composição da selecção nacional feminina às Olimpíadas de Dresden 2008, na Alemanha.
Todos os comentários efectuados com urbanidade, serão divulgados, desde, é claro que não sejam obscenos nem ponham em causa a dignidade e a honra. Mas crítica é crítica e nem sempre ela nos é favorável, sobretudo, quando nos pomos a jeito.
A Casa do Xadrez já se pronunciou sobre esta matéria, já de si polémica, mas que este ano promete. Agora começou no fórum LusoXadrez. Tiago questiona-se:
não percebo por que é que 9.ª da lista foi, relativamente à quinta jogadora da selecção, a primeira a cumprir todos os critérios.
Alguém tem uma ideia?
Será que a Maria Armanda foi a primeira jogadora a aceitar a convocatória e preencher o último lugar disponível? (que não é o que diz a nota divulgada pela FPX).

A FPX já divulgou a constituição das selecções nacionais (Absoluta e Femininos) que irão participar nas Olimpíadas de Dresden 2008.
A selecção olímpica Absoluta integra, pela primeira vez, o MF, Ruben Pereira, já MI – obteve a terceira norma e o título no Torneio de Mestres 2008 – bem como, os consagras e rotinados nestas andanças, Luis Galego, Rui Dâmaso, Pauo Dias e Sérgio Rocha. Joaquim Durão é o capitão.
Por via das alterações impostas pela FIDE, a contituição das selecções olímpicas, passaram a ser representadas por cinco elementos, o que exclui o GM António Fernandes.
A selecção olímpica Feminina, que passa a ser constituída por 5 tabuleiros [4+1], em iguaidade com o sector absoluto, estará representada por Catarina Leite, Ariana Pintor, Ana Baptista, Margarida Coimbra, a actual campeã nacional feminina e Maria Armanda Plácido, que é também a capitã da equipa.
Tenho as minhas reservas sobre a constituição da selecção olímpica feminina, mas, quero acreditar que não esteja constituída “à medida”, como já me tinha sido sugerido, logo que se soube que a selecção feminina iria ser constituída por 5 tabuleiros.
Os meus votos são que as selecções nacionais de Portugal representem condignamente o seu país e se puderem obtrenham as normas necessárias para obter os títulos, aqinda que alguns deles estejam tão inflacionados que em alguns casos, não significam grande coisa.
Para conhecerem algo dos registos de Portugal, nas Olimpíadas, individual e colectivamente podem consultar com proveito a Olimpbase - a enciclopédia do xadrez olimpíco.