A FPX decidiu reactivar o seu fórum de discussão, num novo endereço e esvaziado com o arquivo das
anteriores discussões. Criado por Manuel Pintor, que presumo seja o seu administrador, pretende efectuar o «debate sobre estrutura do Xadrez em Portugal, estatutos e regulamentos», conforme se auto-descreve.
Manuel Pintor, aproveitou a oportunidade para apresentar o primeiro texto no passado dia 9/11, Como seleccionar os melhores jogadores, ou as melhores equipas?
Enquanto sugiro a sua leitura atenta, transcrevo alguns trechos do artigo publicado pelo recém-reeleito Presidente da AX Porto.
Não escapa ao conhecimento de ninguém a recente polémica sobre a última convocatória das selecções nacionais que representam o país na 38ª Olimpíada, Dresden 2008.
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… o principal objectivo de um corpo regulamentar sobre as representações nacionais deve ser o de procurar seleccionar os(as) melhores ou, dito de outra forma, os(as) que estiverem em melhores condições para a obtenção de resultados para si ou para a equipa.
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Um segundo objectivo dos regulamentos deve ser a clareza das regras e a sua generalizada compreensão.
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Talvez seja necessário pensar em definir regras diferenciadas para as representações nos escalões jovens, em contraponto com as restantes, já que os objectivos nos escalões de formação, em que a noção de progressão é importante, bem como o nível de empenho de cada um dos jovens nessa progressão, são assaz distintos dos das representações absolutas, quiçá das dos jovens já adultos, acima dos 18 anos. Enquanto para estas representações pode ser suficiente o mérito desportivo, puro e duro, já poderá não ser bastante o mérito de um título, conquistado em apenas um torneio, para uma representação jovem. A questão resume-se na pergunta: as representações nacionais de jovens devem ter como principal objectivo a formação/progressão dos melhores jovens (assim definidos por critérios técnicos objectivos), ou devem ser entendidos, antes de mais, como prémio ao mérito desportivo resultante dos correspondentes campeonatos nacionais?
Uma das questões que é regularmente levantada sempre que se coloca a questão da representação nacional é o peso da componente financeira dessa representação. Pode haver uma excelente e justa regulamentação das representações nacionais, mas essa “justiça” vir a ser completamente distorcida pelos “altos e baixos” das disponibilidades financeiras para suportar os respectivos custos. Já houve jogadores que apenas “conquistaram” o mérito de poderem representar o país em mundiais ou europeus em ano em que a FPX não se fez representar, devido a dificuldades de ordem financeira. O assunto merece reflexão, embora saibamos que estamos a interferir com aspectos orçamentais e o Orçamento, sendo aprovado anualmente em AG por proposta da Direcção, pode obstar a que se cumpram alguns desejos mais “expansivos”, dada a escassez de recursos. Linhas orientadoras sobre as prioridades nas representações nacionais – quais as “obrigatórias”, quais as de “grande interesse” e quais as restantes “apoiadas” e em que condições – poderão eventualmente fazer parte da respectiva regulamentação, sabendo todos à partida com o que contar em cada época. Ou não haverá interesse nisso?
Estatutariamente, é à Direcção da FPX que cabe a organização das selecções e demais representações nacionais. Nada está estabelecido quanto ao momento em que as convocatórias devem ser efectuadas. Este vazio foi o principal motivo das polémicas mais recentes, quer quanto à selecção feminina quer quanto à absoluta. Independentemente de se entender, ou não, que é necessária a figura do seleccionador neste processo, parece evidente que a pré-existência de parâmetros temporais (prazos predefinidos) para se efectuarem as convocatórias funcionaria como uma “vacina” contra o clima de suspeição que uma decisão mais “adiantada” ou mais “atrasada” sempre provoca. Assim sendo, devemos apostar em convocatórias mais “em cima” dos eventos a que respeitam (chamar-lhes-ia “tardias”) ou com grande antecipação e preparação (chamar-lhes-ia “vespertinas”)? Qual o prazo ideal para cada convocatória?
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Seria útil termos propostas concretas até ao início da Primavera de 2009 (Março), permitindo um período final de discussão de mais um ou dois meses, e a sua apresentação à AG da FPX lá para Maio ou Junho de 2009. O compromisso da Comissão da AG é apresentá-las todas e tratá-las em pé de igualdade, independentemente do maior ou menor apoio que suscitem neste Forum.
Aqui fica a informação…
Será desta que se vai debater com seriedade e rigor os problemas da modalidade e, em especial, a sua regulamentação que é uma autêntica manta de retalhos?
O novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, já foi aprovado pelo Governo e vai ser publicado no Diário da República [1/12]. Será uma altura excelente para limpar a cara à papelada que por aí anda e poucos lhe dão importância, como se veio provar, com o Regulamento de Representações Nacionais.
A ver vamos, como dizia o outro, que continua sem ver…