Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

«Dois meses de espíritos escandalizados» por Francisco José Viegas

No Comments »

Francisco José Viegas escreveu em A Origem  das Espécies:


O «caso Carlos Queiroz» começou há muito tempo e, embora mereça discussão, leva muito tempo a alinhavar. Pessoalmente, acho que Ronaldo tinha razão: «Assim não vamos lá, Carlos…». E não fomos. Mas isso já foi há muito tempo. De modo que é preferível tomar os últimos episódios como referência: de repente, o secretário de Estado diz que há «factos graves» e o presidente da FPF diz que é «um assunto delicado». Factos graves e assuntos delicados são matéria de todos os dias em clubes de futebol. Terá Queirós insultado a equipa do anti-doping no estágio da Covilhã? Só dois meses depois é que o inquérito revela «factos graves»? Só dois meses depois é que o assunto é «delicado»? Se Portugal tivesse ultrapassado a Espanha (ou cilindrado a Costa do Marfim), e já uma glória nacional, o governo e a FPF tinham disponibilizado uma equipa do anti-doping para Queirós praticar insultos e atirar-lhes cascas de tremoço? Ou demoraram apenas dois meses a escandalizar-se? O que teria sido assim tão grave? A suspeita não tem fim, como se sabe. Mas ver tantos espíritos ofendidos dois meses depois, isso sim, desperta ainda mais curiosidade. Factos graves? Um mimo.

Carlos Queiroz terá insultado médicos que cumpriam a legislação nacional antidoping em vigor e ameça recorrer à FIFA alegando «ingerência do Estado» para não «ser prejudicado»

1 Comment »

O seleccionador nacional Carlos Queiroz ameaça “recorrer à FIFA” para denunciar “ingerências do Estado” na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) caso venha a ser prejudicado pelo inquérito aberto pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), sobre alegados insultos aos médicos da brigada antidoping durante o estágio de preparação para o Mundial 2010.

«Isto levou a Federação Portuguesa de Futebol a fazer uma reunião para decidir com base num relatório que não tem fundamentos correctos. Isto é nitidamente uma ingerência de quem fez o relatório. Se me vir prejudicado, porque o inquiridor fez algo que levou a FPF a tomar uma decisão, há nítida intervenção do Estado numa federação e terei talvez de recorrer à FIFA e perguntar opinião», disse Queiroz, em entrevista à RTP em Moçambique, de onde saiu hoje para regressar a Portugal.

 

Continua no Público.

 

O cidadão e desportista Carlos Queiroz está isento de cumprir a Lei nacional portuguesa, como todos os restantes cidadãos residentes em Portugal ou considera-se, para este efeito, cidadão moçambicano?

Quando assinou o contrato de trabalho com a FP Futebol não sabia que havia controlos antidoping de surpresa, incluindo os treinos, durante 24 horas por dia 7 dias da semana? 

Se o Estado até obriga os xadrezistas a fornecer urina para os laboratórios à procura de elevadores de Elo Fide, porque razão os pontapés da bola não deveriam estar igualmente sujeitos a fornecerem o líquido orgânico?

Siga a Dança… Desportiva e o IDP

No Comments »

No próximo dia 25 de Setembro, o Complexo Desportivo do Casal Vistoso em Lisboa, acolhe o Portugal Open 2010, prova internacional de Dança Desportiva, que integra o circuito mundial da modalidade e o calendário da Federação Internacional de Dança Desportiva.

Lido na página do IDP.

A informação institucional do IDP não considerou relevante a informação antes durante ou depois das Olimpíadas de Xadrez Estoril 2010, realizadas no mês passado…

E, no entanto, as Olimpíadas do Estoril – co-organizadas pela Liga Portuguesa para o Desporto dos Surdos e a Federação Portuguesa de Xadrez – tinha o apoio institucional e oficial da ICSC (International Committee of Silent Chess).

Duplicidade de critérios ou algo mais?

Pedro Rodrigues acusa Maria Armanda Plácido, Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa, de lhe dever dinheiro que recebeu do IDP através da FP Xadrez

1 Comment »

Pedro Rodrigues acusa a Associação de Xadrez de Lisboa, na pessoa da sua Presidente de Direcção, Maria Armanda Plácido, de se locupletar com dinheiros públicos para uma acção de formação a que correspondeu um subsídio solicitado ao IDP através da FP Xadrez.

Em virtude do que foi afirmado em plena Assembleia Geral da AX Lisboa e do que se encontra escrito na Acta da mesma Assembleia Geral, Pedro Rodrigues entendeu por bem, em nome da verdade, divulgar pela comunidade xadrezista, no blogue Ala de Rei, a sua posição através de uma Carta para informação e esclarecimento dos equívocos e deturpações que a “sua” situação tem sido sujeita pela Associação de Xadrez de Lisboa.

Ala de Rei, encontra-se disponível para apoiar nas diligências que o Pedro Rodrigues entenda dever seguir para ser informado e ressarcido do que lhe for devido, bem como, nos contactos com o IDP ou outros organismos oficiais para esclarecimento do rasto do dinheiro que deveria ter chegado ao Pedro e dos responsáveis pela situação presente.

Ala de Rei não é um órgão de comunicação social não estando, por isso, obrigado ao contraditório na redacção e edição dos textos que publica. De qualquer modo, a Associação de Xadrez de Lisboa, encontrará aqui o espaço necessário para esclarecer “a sua posição” neste diferendo com o Pedro Rodrigues que agora diz respeito a todos nós, associados da Federação Portuguesa de Xadrez, envolvida no processo por via do subsídio que contratou com o IDP para a sua associada AX Lisboa.


Em defesa do meu bom nome

Tendo aparecido recentemente na Acta da Assembleia Geral da AXL afirmações falsas relativas a Pedro Rodrigues – «ele deve dinheiro à AXL» – e tendo ainda sido realizadas pela Presidente da AXL, Maria Armanda Plácido, com testemunhas, acusações e afirmações falsas relativas também a assuntos relacionados com Pedro Rodrigues, sente Pedro Rodrigues o direito de defender o seu bom nome e de esclarecer por via escrita que afasta “o dito que não dito”.

1. Trabalhos efectuados no xadrez entre 2000 e 2004

Por via de Projectos em que foi sempre co-autor e Coordenador, Pedro Rodrigues trabalhou em três diferentes Concelhos e ensinou mais de 600 crianças das quais 320 ao nível curricular (vertente que ele sempre defendeu e num Projecto que mereceu a melhor das apreciações por parte das Directoras das Escolas envolvidas, Professoras, Pais e alunos).

2. Convite para integrar a Direcção da AXL

Pedro Rodrigues foi convidado a integrar o Corpo Directivo da AXL  por Maria Armanda Plácido e por Catarina Leite. Posteriormente foi votado favoravelmente que Pedro Rodrigues assumisse o cargo de “Coordenador de Projectos Escolares”. Foi enquanto tal que assumiu um papel de destaque no Projecto Escolar da AXL de Julho a Setembro de 2006.

3. Enquanto Coordenador de Projectos Escolares

3.1. Propôs ao Professor Melícias do Externato João Alberto Faria a realização de uma Acção de Formação a 12 Professores de Matemática com vista à inserção do xadrez enquanto actividade curricular e extracurricular. Foi Pedro Rodrigues que a par e passo criou a estrutura de todo o Curso (levada muito a sério nesse Externato). De seguida criou toda a Documentação seguida no citado Curso (Metodologias para o Ensino de Xadrez). A mesma documentação e o Dossier de Iniciação ao Xadrez por si realizado foram a base integral do Corpo Principal da Formação (16 horas). Deu todas as aulas relativas a este corpo principal de Formação (15 horas acrescida de 1 hora de avaliação). As restantes 8 horas (apoio prático aos Professores) foram dadas por Paulo Dias.

Pedro Rodrigues assinou os Diplomas de Formação, recebeu do externato um Certificado de Formador e realizou todos os Relatórios que lhe foram requisitados. Esta Formação foi anunciada como apoiada pelo IDP (a avaliação do Curso pelos Formandos foi realizada em folhas com a chancela do IDP) tendo igualmente sido referido a existência de Subsídio de € 1.000,00 para a sua realização.

Pedro Rodrigues nada recebeu por tudo o acima descrito, nem tampouco por custos de deslocação nem comunicações. O Contrato de Programa relativo a este Curso foi pedido pelo GCO à FPX (IDP financia FPX – FPX financia AXL). O mesmo não foi entregue.

Considera, que a apresentação dos valores envolvidos (contratados) nesta acção de formação é da maior importância, também para todos os associados – os clubes – para ficar claro o que foi escrito, com  foi realizado e por quem.

3.2. Após a realização do Projecto Escolar AXL, Pedro Rodrigues contactou todos os Colégios Privados Alvo. O S. João de Brito por mais de uma vez. O Coordenador do S. João de Brito veio a pedir uma reunião com um representante da AXL. Foi Pedro Rodrigues que aí compareceu. Foi ele que deu uma pequena aula de demonstração. Foi ele que conseguiu acordar os € 20,00 por  hora. Foi ele que enviou a proposta final ao Coordenador após a reunião dando conhecimento da mesma à Presidente da AXL que respondeu «Está muito bom. Pode enviar». Nessa proposta final estava previsto que a AXL iria efectuar uma série de acções desde o acompanhamento técnico do Professor (pelo Coordenador dos Projectos Escolares da AXL) ao apoio em provas escolares que estavam previstas. Isto justificava a existência do Protocolo com a AXL (caso contrário, porque estaria previsto que o S. João de Brito daria algum dinheiro (“mais valias”) à AXL?). Pedro Rodrigues foi o único que insistiu, incluindo junto ao Colégio, na realização desse Protocolo por escrito. Que nunca chegou a ser realizado.

A pedido do Coordenador do S. João de Brito Pedro Rodrigues deu as primeiras (20) aulas no S. João de Brito. Até à sua demissão. Nunca recebeu nada pelas 20 horas de aulas dadas. Foi-lhe dito por escrito que as mesmas seriam pagas. Deve aqui ficar esclarecido que enquanto Professor, se Pedro Rodrigues iria também desempenhar todas as funções que justificavam a existência de um Protocolo, porque razão pediu € 16,50/hora. A AXL decidiu e comunicou por escrito que ia pagar € 12,50/hora. Mas, nem esses € 250,00, prometidos por escrito, foram pagos.

3.3. Workshop no Colégio Espanhol – Propôs à Coordenadora da Associação de Pais do Colégio Espanhol a realização de um workshop. O mesmo foi integralmente da sua concepção. Teve inúmeros gastos em comunicações e em deslocações. E muito foi o tempo dispendido para que o workshop se tornasse possível. Por ele e pela Coordenadora referida. Participou ainda enquanto Monitor no primeiro dia (um grupo de trabalho para Pedro Rodrigues; outro para Ana Baptista e outro para a Maritza Valdés) e no último dia dos quatro dias do workshop. O mesmo foi considerado um sucesso pelo Colégio e pela AXL que recebeu € 450,00 pelo mesmo. Pedro Rodrigues nada recebeu (ao contrário dos outros referidos), nem sequer foi ressarcido pelas suas despesas pessoais com o projecto. O que viu foi o papel que desempenhou nessa acção ser diminuído na notícia que saiu na página da AXL.

4. O “outro” Colégio

Um Colégio pediu que a AXL aconselhasse um Professor. Veio a ficar claro que esse Colégio estava frontalmente contra uma parceria com a AXL e como tal em desfavor a uma adesão ao Projecto Escolar AXL. O Colégio apreciou a experiência de Pedro Rodrigues no xadrez e convidou-o a aceitar um contrato de trabalho. A Presidente da AXL considerou que Pedro Rodrigues não teria o direito de aceitar esse contrato a menos que desse uma parte do seu salário à AXL. Situação que Pedro Rodrigues considerou totalmente inaceitável. Demitiu-se, pôs o seu lugar à disposição no S. João de Brito (que aderira ao Projecto AXL) e assinou o contrato com esse tal Colégio sendo que mais nada mais tem a dizer sobre o assunto e não ser apenas a título informativo e esclarecedor (das recentes declarações da Presidente da AXL) que os valores hora médio que Pedro Rodrigues desde o início recebeu nesse Colégio foram muito inferiores a € 20,00/hora.

Quando Pedro Rodrigues foi ameaçado pela Presidente da AXL, por escrito, respondeu através do Advogado, situação à qual nunca obteve qualquer resposta. Ao contrário do que foi recentemente mencionado na Assembleia Geral pela Presidente da AXL.

Na carta, o Advogado era claro ao afirmar que era a AXL que devia dinheiro a Pedro Rodrigues e não o contrário.

Essa dívida a Pedro Rodrigues (aulas no S. João de Brito e Acção de Formação no Externato) continua sem estar resolvida. E continua sem ninguém saber quanto recebeu a AXL pela Acção de Formação do Externato João Alberto Faria e quais os valores que foram realmente contratados.

O que consta desse Contrato Programa celebrado não justifica por si só a necessidade da sua divulgação pública, para conhecimento do que foi acordado e assinado?

O nome de Pedro Rodrigues foi colocado em causa publicamente pelo que ele desde já se reservou aqui ao direito de se defender também publicamente.

Paço de Arcos, 11 de Julho de 2010

Pedro Rodrigues

Governo regulamenta o regime dos Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo, em especial, no que se refere à publicitação e fiscalização

No Comments »

O Governo, através do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, regulamentou o regime dos Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo, em especial, no que se refere à publicitação e fiscalização.

O teor do despacho, em si mesmo, não contém novidade, só que agora fica mais claro com a transcrição de certas normas e a sua inclusão no clausulado dos contratos a celebrar.

Despacho n.º 8732/2010, de 5 de Abril

1 — O Decreto -Lei n.º 273/2009, de 1 de Outubro, que aprovou o novo Regime Jurídico dos Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo, veio consagrar importantes inovações quanto ao conteúdo daqueles contratos a celebrar entre a Administração Pública e diversas entidades desportivas.
3 — Importa agora clarificar os termos em que estes normativos se devem reflectir nos contratos -programa que o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) deve celebrar a partir do corrente ano de 2010, inclusive.

5 — Desta norma resulta que o IDP deve fazer incluir, nos contratos-programa acima referidos, um clausulado que estabeleça o seguinte:

a) As entidades financiadas pelo IDP só podem financiar clubes, associações ou ligas profissionais, se tais financiamentos forem, por sua vez, titulados por contratos -programa outorgados com tais beneficiários;

b) Os referidos contratos -programa devem ser integralmente publicitados nas páginas electrónicas da entidade concedente;

c) Nos contratos-programa mencionados nas alíneas anteriores, deve ser inserida uma cláusula de acordo com a qual o beneficiário aceita que a execução de tal contrato -programa esteja sujeita a fiscalização pelo IDP (ou por quem este designar), nos termos do n.º 2 do artigo 19.º do Decreto -Lei n.º 273/2009.

7 — O princípio expresso nesta norma legal assenta na consideração de que se justifica estabelecer uma disciplina legal, com carácter geral e uniforme, para todas as entidades que beneficiam de apoios financeiros significativos, de natureza pública, quanto às remunerações auferidas pelos titulares dos seus corpos sociais, sendo considerados como tais aquelas em que o apoio do Estado, no seu conjunto, perfaça, pelo menos, 40 % do respectivo orçamento anual.
8 — Nestes termos, determino que o Instituto do Desporto de Portugal inclua nos contratos -programa de desenvolvimento desportivo um clausulado que estabeleça os seguintes limites cumulativos às remunerações atribuídas aos membros dos seus corpos sociais: (…)
9 — O disposto no número anterior é aplicável aos contratos -programa de desenvolvimento desportivo outorgados com federações desportivas, Comité Olímpico de Portugal e Confederação do Desporto de Portugal sempre que o apoio anual, resultante de tais contratos, represente, por si ou em conjunto com os demais contratos outorgados com a mesma entidade, um financiamento igual ou superior a 40 % do orçamento anual dos seus beneficiários, considerando -se como tal a média da despesa efectuada nos últimos três anos.

5 de Abril de 2010. — O Secretário de Estado da Juventude e do
Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias.

Publicado um despacho que limite o montante das remunerações a auferir pelos membros dos órgãos sociais das entidades que celebrem Contratos-Programa com o IDP

No Comments »


Foi publicado no Diário da República, 2ª s., n.100, de hoje (24/5), o Despacho nº 8732/2010, de 5 de Abril, do secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

Este despacho, na sequência do novo Regime Jurídico dos Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo, aprovado pelo  Decreto-Lei nº 273/2009, de 1 de Outubro, vem estabelecer limites às remunerações auferidas pelos membros dos órgãos sociais que estabeleçam Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo e atribuir ao IDP a  competência de fazer incluir nos Contratos-Programa celebrados.

A Federação Portuguesa de Vela suspendeu a partir de hoje toda a actividade de alta competição e selecções nacionais, devido a dificuldades financeiras que imputou às entidades oficiais que gerem o desporto em Portugal

No Comments »

De acordo com a federação [Ver comunicado da Direcção da FP Vela de 13.5.2010], o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD) «têm vindo a remeter-se ao total silêncio nos últimos meses, criando constrangimentos e dificuldades de vária ordem, não transferindo verbas desde Março e não celebrando os respectivos contratos-programa».

Para a FPV, a suspensão acontece «depois de goradas todas as tentativas de obtenção de respostas feitas ao IDP e à SEJD, tendo como consequência imediata a cessação da comparticipação nas participações internacionais, incluindo mundiais e europeus dos velejadores integrados no projecto olímpico».

A direcção da federação adiantou que o organismo vive «uma situação financeira grave, com um défice assinalável» desde que assumiu funções, lembrando que as actividades das selecções «estão inteiramente dependentes das verbas do Estado, apenas disponibilizadas através dos contratos-programa celebrados com o IDP».

Para a FPV, o Estado, através do IDP, tem «pleno conhecimento de que os encargos financeiros da modalidade triplicam no período de maio a Agosto, em especial no âmbito da actividade internacional», lembrando que, da sua parte,«tem cumprido atempadamente e escrupulosamente todas as exigências e solicitações emanadas» das autoridades.

 

Ler o artigo completo da  

Ler igualmente as reacções do comandante Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal ao jornal O Jogo.

«Lamentamos esta situação. Tudo se deve ao facto de a Vela ainda não ter adequado os estatutos ao novo regime jurídico das federações e preocupa-nos uma situação que prejudica os atletas, nomeadamente do projecto olímpico», afirmou Vicente Moura.

Vicente Moura aproveitou, ainda, para esclarecer que o organismo olímpico tem todas as obrigações financeiras em dia, com todas as federações, pois, apesar da FPV ter deixado de lado o COP – que tem cumprido os contratos-programa – alegou que esta suspensão se deve a dificuldades financeiras criadas pelas entidades que gerem o desporto em Portugal.

Novo regime da formação de Treinadores de Desporto

No Comments »

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias apresentou hoje as linhas gerais do projecto de formação de treinadores de desporto e o presidente do IDP, Luis Sardinha,  explicou as linhas base deste modelo de formação.

Sobre este assunto, ler o artigo do Record,

O Programa Nacional de Formação de Treinadores foi esta quarta-feira apresentado pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, num modelo a funcionar em quatro graus diferenciados de exigência.

O projecto apresentado distingue os treinadores desportivos em quatro patamares, sendo que os três últimos têm como pré-requisitos a escolaridade mínima obrigatória em vigor (o 12.º ano).

Laurentino Dias falou do projecto que começou a ser delineado ainda em 2005, quando o programa de ação governativa assinalava a «valorização dos agentes e em particular dos treinadore».

«Cumprimos este objectivo com a participação da entidade representativa dos treinadores portugueses, a confederação dos treinadores portugueses (CPAT), as universidades e federações desportivas», referiu o secretário de Estado.

Para Laurentino Dias, este programa de formação significa a vontade de que os treinadores tenham uma «formação adequada, ao seu melhor nível, a um nível europeu e mundial» e que «é assim que se fazem as revoluções no desporto português». De acordo com o responsável do governo é importante assinalar que «este percurso legislativo não põe em causa os treinadores desportivos que exercem hoje, mas que é um percurso para o futuro».

Também José Curado, da CPAT, referiu que este «novo enquadramento legal não é contra ninguém» e que o programa se destina fundamentalmente a «preparar um futuro melhor».

Coube ao presidente do Instituto do Desporto (IDP), Luís Sardinha, explicar que se «trata de uma reforma do modelo de formação» e que caberá ao IDP a certificação da formação, numa “estrutura” que tem quatro graus.

Luís Sardinha referiu ainda que até ao final do ano as federações desportivas irão disponibilizar informação quanto às competências e saberes específicos de cada modalidade.

Outro aspecto de intervenção no modelo por parte das federações é das “correspondências” dos anteriores graus aos que estão previstos neste Programa Nacional de Formação de Treinadores.

Neste modelo, a escolaridade obrigatória é requisito para o segundo, terceiro e quarto graus, enquanto que o primeiro grau está aberto à escolaridade obrigatória que vigorava na data de nascimento do candidato a treinador.

 

Lido em Record online.

Federação Portuguesa de Xadrez recebeu € 57.800,00 do IDP (2º semestre de 2009)

No Comments »

Foi publicado no Diário da República (II série) de hoje, o despacho do Presidente do IDP, Luis Sardinha, de 23/2/2010, contendo a Listagem nº 50/2010, informando que

«Em cumprimento da Lei nº 26/94, de 19/8, publica-se a listagem de transferências efectuadas pelo IDP, no 2º semestre de 2009».

 

Nesta listagem, a Federação Portuguesa Xadrez recebeu € 57.800,00.

Suspensão de utilidade pública desportiva

No Comments »

O Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro, estabelece o regime jurídico das federações desportivas e as condições de atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva.

Artigo 21.º – Suspensão

1 – O estatuto de utilidade pública desportiva pode ser suspenso por despacho fundamentado do membro do Governo responsável pela área do desporto nos seguintes casos:
 
a) Violação das regras de organização interna das federações desportivas constantes do presente decreto-lei;

b) Não cumprimento da legislação contra a dopagem no desporto, bem como da relativa ao combate à violência, à corrupção, ao racismo e à xenofobia;

c) Não cumprimento de obrigações fiscais ou de prestações para com a Segurança Social;

d) Violação das obrigações contratuais assumidas para com o Estado através de contratos-programa.

(…)

3 – A suspensão de parte da actividade desportiva de uma federação desportiva acarreta, para esta, a impossibilidade de apoiar financeiramente os clubes, ligas ou associações participantes nos respectivos quadros competitivos, bem como de atribuir quaisquer efeitos previstos na regulamentação desportiva aos resultados apurados nessas competições.

FIDE: «Comunicado Importante sobre as Olimpíadas de 2010»

No Comments »

A FIDE emitiu, no passado dia 20 de Fevereiro, um Comunicado Importante sobre as Olimpíadas de Xadrez de 2010 que se realizam em Khanty-Mansiysk (Sibéria) de 19 de Setembro a 4 de Outubro de 2010.

Important Announcement about 2010 Olympiad

FIDE and Organizing Committee of Khanty-Mansiysk would like to bring to federation’s attention some important facts and dates regarding the coming Olympiad and FIDE Congress

Please note that this is preliminary information. The official invitation will be sent to federations on April 20th according to the Olympiad Regulations.

O documento continua.

 

A comunidade xadrezista ignora por completo como vai decorrer a participação das selecções nacionais (absoluta e feminina) de Portugal nas Olimpíadas.

Ainda está muito presente o que aconteceu nas Olimpíadas de Dresden em 2008 e tudo o que se lhe seguiu.

O Regulamento de Representações Nacionais tão polémico continua por alterar um ano e meio depois e as personagens que estavam à frente da FPX estão todos por aí.

A FPX disponiblizou no Orçamento para 2010 a verba de €  7.000,00!

É minha intenção fazer  antecipadamente uma exposição ao secretário de Estado do Desporto alertando-o, com documentos  comprovativos, para que o que aconteceu em 2008 não se repita. Há dois anos o xadrez ficou calado, em 2010 tudo será do domínio público!

A Federação Portuguesa de Xadrez – uma associação de direito privado com estatuto de utilidade pública desportiva - tem de informar e prestar contas aos seus associados sob pena de violar o cumprimento do Regime Jurídico das Federações Desportivas e os Estatutos da FPX.

E o secretário de Estado da Juventude do Desporto e o presidente do IDP ficarão a par dos acontecimentos, nem que seja pela comunicação social.

A falta de democraticidade e de informação na Associação de Ténis do Porto

No Comments »

Recebi do Movimento ProTénis2010 o seguinte documento, que pela sua importância passo a divulgar. Este vem na sequência da informação aqui disponibilizada em 18/2.

Considerando o teor das duras críticas lançadas pelo Senhor Adolfo Oliveira (ex-director AT Porto e ex-candidato à Presidência da Federação Portuguesa de Ténis) à actual Direcção da Associação de Ténis do Porto, o Movimento ProTénis2010 entendeu promover o esclarecimento público desta matéria, tendo para tal informado a parte visada no processo a 2 de Fevereiro de 2010 e disponibilizado o seu website para a publicação do contraditório.

Neste documento, informamos a ATPorto que “O pouco tempo de existência do projecto ProTénis2010 foi suficiente para nos tornar ainda mais convictos de que a melhor forma de servir os nossos propósitos passa pelo distanciamento pessoal das instituições que integram o Dirigismo”.

Ver conteúdos publicados conteúdo da tag atporto em mpt2010: http://www.protenis2010.org/tag/atporto/

No dia imediatamente a seguir, a Direcção da Associação de Ténis do Porto acusa a recepção da nossa informação como condiciona o acesso à informação pretendida à presença do Movimento ProTénis2010 em data de reunião de Direcção.

O acto de disponibilizar um espaço para publicação do contraditório não confere ninguém o direito de condicionar o que quer que seja!

Ou se faz uso da oportunidade, ou se prescinde… Simples!

A 19 de Fevereiro o Movimento levou o processo ao conhecimento dos Clubes que compõem a respectiva Associação e a 22 junto do Instituto do Desporto de Portugal. O objectivo desta de forçar a AT Porto ao esclarecimento público o seguinte:

Estatutos da Associação de Ténis do Porto:

CAPÍTULO QUARTO (DOS CORPOS SOCIAIS)
Secção I (Em Geral)
Artigo 13º

Os Corpos Sociais são eleitos em Assembleia Geral por um mandato de quatro anos, coincidente com o ciclo olímpico, renovável até ao limite de dois mandatos sucessivos.
(alteração aprovada em Assembleia Geral de 14 de Maio de 1999).

sendo que a actual Direcção é composta pelos mesmos Elementos que concluíram o segundo mandato em início Junho de 2009,  gostaríamos de saber:

* Em que condições a Associação de Ténis do Porto de encontra inscrita na Federação Portuguesa de Ténis desde que a actual Direcção concluiu o seu segundo mandato?

* Em que condições a Associação de ténis do Porto votou os novos Estatutos da Federação Portuguesa (documento aprovado por unanimidade) em Assembleia Geral de 20 de Junho de 2009?

Associação de Ténis do Porto encontra-se actualmente sedeada em instalações disponibilizadas gratuitamente pelo Estado (edifício do Instituto do Desporto de Portugal do Porto) assim como recebe dotações provenientes dos nossos impostos por via da Federação Portuguesa de Ténis. Se assim é, com que direito se condiciona informação a Cidadãos que pretendem certificar que determinada Associação por si financiada opera em conformidade com os respectivos estatutos?

Resposta simples mas complexa ao que parece, Senhor Doutor António Paes de Faria…

 

Confrontados com o silêncio e após debate interno, o movimento entendeu levar o processo ao conhecimento do Exmo. Senhor Secretário de Estado do Desporto, admitindo como possível estendê-lo ao Ministério Público, Exmo. Senhor Primeiro Ministro e Exmo. Senhor Presidente da República.

Não iremos no entanto avançar com esta iniciativa sem disponibilizar um prazo de 48 hora a contar das 0.00 horas da próxima segunda-feira dia 8, por forma a permitir à actual Direcção Associação de Ténis do Porto apresentar-se por escrito perante o Movimento ProTénis2010 com respostas concretas às questões apresentadas.

(Os sublinhados são da responsabilidade de Ala de Rei).

A falta de disponibilização de informação é um mal comum  – um verdadeiro vírus – que contamina o nosso dirigismo desportivo. Uma vez eleitos julgam-no no direito de fazerem o que entendem do cargo para que foram eleitos.

IDP diz que FP Artes Marciais «não cumpre requisitos» para obter financiamento estatal

1 Comment »

Na sequência da notícia publicada aqui sobre os três atletas que vão representar Portugal no Campeonato da Europa de Kung Fu o IDP veio esclarecer 

O Instituto do Desporto de Portugal (IDP) disse hoje [ontem]que a Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas (FPAMC) não tem estatuto de utilidade pública desportiva, daí que não seja comparticipada a presença portuguesa no Europeu de kung fu.

Segundo o organismo estatal, a FPAMC, entidade que tutela a modalidade no nosso país, não entrega, desde 2004, os documentos necessários para que seja comprovada o estatuto de entidade pública desportiva.

«A referida federação não solicitou qualquer apoio ao IDP. E, mesmo que o tivesse solicitado, não seria acolhido, porque desde 2004 que não cumpre os requisitos necessários para obter qualquer financiamento por parte do Estado», referiu à Lusa fonte oficial do IDP.

Segundo o IDP, o último contrato programa estabelecido entre o organismo e a FPAMC, data de Maio de 2003. Posteriormente o IDP enviou pedidos de esclarecimento sobre a execução de mesmo, que não terão sido respondidos por parte da FPAMC.

Lido em O Jogo.

 

Afinal, o que é que estava à espera a FPAMC quando não cumpre os requisitos nem responde aos ofícios?

Atletas portugueses obrigados a pagar despesas para participar em Campeonato da Europa

No Comments »
Os três atletas que vão representar Portugal no Campeonato da Europa de Kung Fu, a disputar entre 6 e 14 de Março em Antalya, na Turquia, vão ter de pagar todas as despesas inerentes à sua participação neste torneio internacional.

A Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas (FPAMC), que no nosso país tutela a modalidade, não recebeu qualquer subsídio por parte do Instituto de Desporto de Portugal [IDP], e, por isso, não poderá custear a viagem dos atletas: Margarida Santos, Gonçalo Pinto e Vasco Ferreira.

«Apesar de sermos uma federação com o estatuto de utilidade pública desportiva, não temos recebido apoios do Estado. Conseguimos liquidar as quotas com as Federações Internacionais, numa verba de cinco mil euros, mas não nos foi possível comparticipar a viagem da comitiva», explicou à agência Lusa, Paulo Araújo, presidente da FPAMC.

Perante este cenário, o líder da federação confessou que tinha apenas duas hipóteses: «ou falhávamos a presença neste Europeu, ou, então, punhamos à consideração dos atletas apurados serem eles a assumir as despesas».

Assim, do lote de seis atletas que atingiram os mínimos para participar no torneio, apenas três tiveram condições financeiras para assegurar a participação.

«Havia outros que até tinham possibilidades económicas para assumir os gastos, mas como ainda não adquiriram a qualidade técnica para poder representar o país, limitamos a participação a apenas três atletas», confessou o presidente da FPAMC, que tal como o seleccionador Nacional, José Machado, também vão pagar do seu bolso esta participação no torneio.

Paulo Araújo lembrou também que «sempre que Portugal participou nos campeonatos do Mundo e da Europa da modalidade teve sempre atletas medalhados».

Lido em TSF.

«Fundamentalismo administrativo [do IDP] provoca asfixia nas Federações»

No Comments »

Cipriano Lucas escreveu no Diário de Notícias, um artigo onde denuncia o «fundamentalismo administrativo» do IDP (Instituto do Desporto de Portugal).

Ler o artigo Federações queixam-se de asfixiamento pelo IDP.

A legalidade ou a falta dela na FP Ténis

1 Comment »

Adolfo Oliveira publicou no blogue Portugal ténis o seguinte artigo, com o título Novas Esperanças.

Ontem ouvi, (espero ter ouvido bem) que Fernando Nobre se vai candidatar a Belém,,, o mesmo que ser Presidente da República.

VIVA a IV REPÚBLICA,,,
Espero que com a sua formação Médica possa contribuir para a cura das doenças políticas e jurídicas que atingiram Portugal nos últimos tempos, isto para não ser severo e remontar a a doença que usualmente se denomina.

E se ganhar faço desde já um apelo:
Peça a quem estiver a governar que acabe com a corrupção e a pouca vergonha que vai no Ténis em Portugal onde uma associação que tem sede num edifício do estado, não paga renda,água,electricidade, limpeza, condomínio incluído, está há 7 meses sem eleições, isto depois do S.E.Desporto ter sabido de ilegalidades nas eleições de 2009 para a FPT e que permitiram que votasse o PO para 2010! Espantoso.

Disto não estará isento de culpas o IDP, entidade que canaliza verbas para a federação, que tão pouco se deu ao trabalho de ler os Novos Estatutos aprovados em 20 de Junho passado em que, contariarando as disposições legais emanadas do decreto-lei que regula as federações desportivas este mesmo D.Lei ter sido “engenhoamente e ilegalmente” contornado.

Quem analisa a legalidade das associações que votam em AGeral?
É a Federação responsável pela sua própria legalidade, quando constituido o plenário? Uma federação que tinha um membro da direcção em exercício em 2009 como candidato a presidente um Advogado e aceita deliberadamente numa A.Geral para fins eleitorais documentos sem carimbo nem timbre e que aceita ser eleito desta forma?

Senhor Dr. Fernando Nobre-(é das poucas vezes que uso o titulo de um cargo para me dirigri a alguém, mas V. Exªmerece por tudo o que desempenhou ao longo da vida, perjudicando muitas vezes a própria família com a sua ausência, e nesta matéria falo com a voz do conhecimento): Não sei quantos votos terá, mas pelo menos vai ter os votos de todos aqueles que estão cansados de serem…até espoliados das suas próprias esperanças.

18/2/2010

Exames médico-desportivos no xadrez!

No Comments »

A SIC apresentou no passado dia 29/1, no programa Nós por cá, uma reportagem sobre os exames médicos-desportivos para modalidades desportivas “estáticas”, nas quais se inclui o xadrez, tendo entrevistado o campeão nacional absoluto da modalidade, o MF Ruben Pereira, entre outros participantes de modalidades diversas como o aeromodelismo e o bridge.

A reportagem de 7′ 53″ ilustra bem a situação ridícula a que se chegou no domínio da regulamentação do desporto e das modalidades desportivas – exames médicos obrigatórios mandados efectuar pelo IDP (Centro de Medicina Desportiva) a que nem os ábitros de xadrez não estão dispensados! 

O curioso e lamentável desta situação é que os principais interessados – os praticantes e os seus dirigentes – assistem apaticamente sem nada fazer. A reportagem passou despercebida na modalidade.

A FPX tem alguma posição “oficial” sobre o assunto?

Ver a reportagem Não será demais? Modalidades estáticas obrigadas aos mesmos exames médicos dos atletas de alto rendimento.

Publicado no ‘Diário da República’, Contrato-Programa entre IDP e FPX

No Comments »

Diário da República ElectrónicoFoi publicado no Diário da República, II série, de 5/2/2010, o Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo CP/60/DDF/2010, assinado entre o Presidente do IDP, Luis Sardinha e o Presidente da FPX, António Bravo. Em boa verdade, este é um Aditamento aos Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo nºs 227/2009 e nº 228/2009.

O que saliento, neste momento, é que a partir desta data, os Contratos-Programas de Desenvolvimento Desportivo são publicados integralmente no Diário da República. Fica-se assim a saber, o seu conteúdo: as entidades outorgantes (IDP e FPX) e quem os assinou, a data de subscrição e a sua validade, bem como, o objecto e a duração do contrato, a comparticipação financeira e a reposição de garantias, quando a elas houver lugar.

A FPX deixa de poder recusar a sua divulgação a qualquer cidadão filiado ou não na FPX, mesmo quando oficialmente solicitada pela Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), como aconteceu o ano passado.

Quando a FPX não toma a iniciativa de ser transparente na divulgação dos documentos que assina, na sua qualidade de entidade detentora de poder público, sujeita-se a que venha alguém, neste caso o próprio Governo, obrigar (como a todas as outras, aliás), a ser transparente.

Ver mais Contratos-Programa assinados entre o IDP e Federações.

«…foi necessário ameaçar com uma denúncia ao IDP…»

No Comments »

Lido no blogue de João Boto, Linhas & Fintas

 

Ultima Hora

Federação Portuguesa de Badminton

Foi publicado (finalmente) no site oficial da Federação Portuguesa de Badminton, na secção “Badminton em Portugal – Documentos” os Relatórios e Contas e Planos de Actividades dos anos de 2006/2007 e 2008, tal como a nova Lei de Bases obriga.

No entanto foi necessário ameaçar com uma denúncia ao IDP, para que os mesmos fossem publicados! Afinal era uma coisa tão simples. Ou não?

http://www.fpbadminton.pt/bport.htm

Carta(s) ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP) sem resposta

1 Comment »

Eis o teor da Carta enviada há 9 meses!! (16/3) ao Gabinete da Presidência do IDP, ao cuidado da secretária Fernanda Pinheiro 

 

From: Francisco Vieira favieira@gmail.com
To: Fernanda Pinheiro fernanda.pinheiro@idesporto.pt

Date: Mon, Mar 16, 2009 at 5:28 PM
Subject: Correio eletrónico – Presidente IDP

 

Exma. Sra, 

Venho por este meio solicitar o correio electrónico do Senhor Presidente do IDP e do Departamento Jurídico do IDP. 

O pedido justica-se em virtude de pretender remeter ao IDP cópia de uma Queixa a apresentar à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) por recusa de acesso a documentos administrativos em poder da Federação Portuguesa de Xadrez. 

Por outro lado, pretendo obter esclarecimentos sobre a forma como o Instituto do Desporto de Portugal exerce as suas competências, nos termos e para os efeitos do artº 267º, nº 4, da Constituição e do artº 14º, do regime jurídico das federações desportivas, aprovado pelo Dec.-Lei nº 248-B/2008, de 31/12, em especial, quando se considere a falta de cumprimento de disposições legais, estatutárias ou regulamentares

Com os meus cumprimentos, 

Francisco Vieira 

 

e, 3 meses depois, há 6 meses!! (em 3/6), para as secretárias Fernanda Pinheiro e Ana Vaz do Gabinete da Presidência

 

From: Francisco Vieira favieira@gmail.com
To: Fernanda Pinheiro fernanda.pinheiro@idesporto.pt, Ana Vaz ana.vaz@idesporto.pt
Date: Wed, Jun 3, 2009 at 4:34 PM
Subject: Pedido de Audiência

 

Exmas. Senhoras,

Venho por este meio solicitar, através do Gabinete da Presidência, uma audiência ao Senhor Presidente do Instituto do Desporto de Portugal, Dr. Luís Sardinha. 

O pedido de audiência funda-se na divulgação de informações sobre a forma como funciona a Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), bem como na apresentação de queixa formal contra a FPX , na pessoa do seu Presidente, por reiterado incumprimento de diversas disposições legais, estatutárias e regulamentares, em especial, neste momento, na recusa de disponibilização de documentos administrativos.  

Tendo apresentado à FPX, em Fevereiro, um requerimento a solicitar determinados documentos administrativos, passados mais de 100 dias, o Presidente e a Direcção da FPX não entenderam, ainda, ser seus deveres disponibilizarem os documentos requeridos. 

A situação é por demais caricata, porquanto, não obstante a emissão de um parecer (a pedido da FPX à CADA) sobre um pedido de esclarecimentos e de uma queixa que apresentei junto da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), a FPX continua a ignorar a sua obrigação de cumprir a legislação em vigor disponibilizando os documentos requeridos

Nos termos das disposições legais aplicáveis na FPX, em virtude do estatuto de Utilidade Pública Desportiva, esta encontra-se investida de poderes de autoridade não podendo funcionar como se um organismo privado se tratasse. 

É por tudo isto, que pretendo informar o Sr. Presidente do IDP e apresentar queixa contra a FPX pela forma como funciona, ignorando o seu dever de prestar informações e disponibilizar documentos administrativos que são, nos termos do parecer emitido, documentos públicos de acesso livre e irrestrito. 

Antecipadamente grato pela melhor atenção a este pedido, apresento os meus melhores cumprimentos. 

Francisco Vieira 

 

Neste momento só tenho uma pergunta a fazer: Para que serve o IDP?

Federação Portuguesa de Xadrez recebe € 58 460,00 do IDP (2º semestre de 2008)

No Comments »

Foi publicado no Diário da República de hoje, o despacho do Presidente do IDP, Luis Sardinha, de 30/9/2009, contendo a Listagem nº 331/2009, informando que

«em cumprimento da Lei nº 26/94, de 19/8, publica-se a listagem de transferências efectuados pelo IDP, no 2º semestre de 2008».

Nesta listagem consta, como beneficiária, a FPX, com o montante de € 58.460,00.

Federação Portuguesa de Xadrez recebe € 53 200,00 do IDP (1º semestre de 2009)

No Comments »

IDPFoi publicado no Diário da República de hoje, o despacho do Presidente do IDP, Luis Sardinha, de 30/9/2009, contendo a Listagem nº 328/2009, informando que

«em cumprimento da Lei nº 26/94, de 19/8, publica-se a listagem de transferências efectuados pelo IDP, no 1º semestre de 2009».

Nesta listegm consta, como beneficiária, a FPX, com o montante de €53.200,00.

IDP intimado pelo Tribunal de Sintra a apresentar parecers e decisões

No Comments »

IDPO Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra intimou ontem o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e a Câmara de Oeiras para, no prazo de cinco dias, apresentar todos os pareceres e decisões sobre o projecto do campo de golfe em construção no complexo desportivo do Jamor.

O campo de nove lugares [?] resulta de uma parceria entre o IDP e a Federação Portuguesa de Golfe (FPG), mas está suspenso desde meados de Junho na sequência de uma providência cautelar interposta por um grupo de utentes que contesta a legalidade do projecto. (…)

O IDP foi intimado a fornecer os estudos sobre a exploração dos recursos hídricos no Jamor e o juíz quer ver as actas do livro de obra na posse da Vibeiras, líder do consórcio da obra, que inclui a Mota-Engil. Nesses registos haverá alterações ao projecto feitas já durante o processo judicial.

Lido no Diário de Notícias.

Federações desportivas devem enviar ao IDP dados actualizados sobre a situação escolar dos praticantes de alta competição

No Comments »

Despacho n.º 19596/2009, de 11 de Agosto [DR, II, n.165, 26 Agosto 2009] (…)

Considerando, por fim, que se torna necessário assegurar uma adequada articulação entre os organismos que têm a seu cargo a identificação e o acompanhamento das situações dos alunos integrados no regime de alto rendimento;

Nestes termos, determina -se:

1 — As federações desportivas devem providenciar para, até ao dia 1 de Setembro de cada ano, enviar ao Instituto do Desporto de Portugal, I. P. (IDP), dados actualizados sobre a situação escolar dos praticantes de alto rendimento das respectivas modalidades desportivas.

2 — O IDP deve transmitir à Direcção -Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) a listagem dos alunos referida no número anterior até ao dia 15 de Setembro de cada ano.

3 — A DGIDC deve transmitir aos respectivos estabelecimentos de ensino a informação referida no número anterior até ao dia 30 de Setembro de cada ano.

4 — No final de cada ano lectivo, os estabelecimentos de ensino devem transmitir à DGIDC as informações relativas ao aproveitamento dos alunos em regime de alto rendimento, com vista a subsequente comunicação de tais resultados ao IDP e às federações desportivas.

5 — A aplicação do artigo 22.º da Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro, deve articular -se com o disposto no Regime Jurídico do Desporto de Alto Rendimento e a eventual realização de provas de recuperação deverá ocorrer tendo em conta as orientações consagradas pelo despacho do Secretário de Estado da Educação de 8 de Setembro de 2008, enviadas às Direcções Regionais de Educação e já por estas transmitidas aos estabelecimentos de ensino.

11 de Agosto de 2009. — O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias. — O Secretário de Estado da Educação, Valter Victorino Lemos.

Despacho n.º 19596/2009, de 11 de Agosto foi publicado no Diário da República, II, n.165, 26 Agosto 2009]

Estatísticas do desporto em Portugal

No Comments »

Em 1996, pouco mais de 260 mil portugueses estavam inscritos em federações desportivas. Doze anos depois, o número quase duplicou e atinge agora os 492 mil. Este é um dos dados mais significativos das estatísticas que o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) apresentou hoje no Jamor e a que o PÚBLICO teve acesso.

Esta quase duplicação, que significa que actualmente 4,63 por cento dos portugueses praticam formalmente desporto, é a boa notícia. A má é que Portugal continua longe do topo da Europa. Um relatório elaborado para a Presidência francesa da União Europeia (UE) no final do ano passado, a cuja versão preliminar o PÚBLICO também teve acesso, demonstra que apenas cinco países da UE (ainda a 25) tinham taxas de praticantes inferiores à portuguesa em 2005: Lituânia (2,7 por cento), Hungria (2,2), Bulgária (1,1), Roménia (1) e Polónia (0,3).(…)

Ouvido pelo PÚBLICO, Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, reconhece que há «um grande potencial de crescimento» em Portugal, sublinhando a importância de captar as crianças e jovens. «O problema de Portugal é a falta de hábitos desportivos da população. E esses hábitos criam-se nas primeiras idades», defende Laurentino Dias, argumentando que esse problema se resolve com medidas como a introdução da prática desportiva nas escolas, como aconteceu «no primeiro ciclo do ensino básico, em que 333 mil crianças tiveram actividade física desportiva».
O governante espera que Portugal venha a colher, a “médio e longo prazo”, frutos de medidas como esta, de forma a poder aproximar-se do topo da Europa.

Laurentino Dias, por outro lado, defende que há uma «recuperação face à média europeia», graças ao crescimento da última década, e apresenta algumas explicações. «A primeira razão é que, em 12 anos, aumentou muito o número de instalações desportivas disponíveis. Em quatro anos, abrimos 545.000 m2 de área desportiva e fez-se muito mais ao longo desses últimos 12. A segunda razão é que há um conjunto de novas modalidades, como surf, triatlo, orientação, canoagem e remo, que cresceram muito e há 12 anos quase não tinham expressão».

O estudo que será hoje apresentado demonstra ainda que a prática desportiva está ainda muito concentrada no género masculino. Dos 491.564 atletas federados em 2008, 77 por cento eram homens e apenas 23 mulheres. O número de atletas femininas, no entanto, tem crescido mais depressa. Em 1996, as mulheres representavam apenas 15 por cento dos praticantes.

Futebol domina

Outro ponto relevante nas estatísticas recolhidas pelo IDP é o facto de haver uma quebra da percentagem de praticantes nas idades de juniores (17, 18 anos), o que é explicado por Laurentino Dias como uma consequência do facto de os clubes «diminuírem o número de equipas nos juniores e seniores».

Todos estes dados vão ser editados em livro em Setembro, incluindo também as estatísticas dos praticantes por modalidades. Os dados provisórios de 2008 – relativos a todas as federações com utilidade pública desportiva, incluindo instituições que habitualmente não são associadas a desporto de alta competição, como a federação de campismo e montanhismo ou a federação de columbofilia – mostram que o futebol lidera de forma destacada. É a única modalidade que supera os 100 mil praticantes, com 141.958 atletas inscritos (incluindo o futesal). A segunda maior é o voleibol e a terceira o campismo e montanhismo, federação que junta actividades campistas com desportos como alpinismo e escalada.

A quantidade, no entanto, não é sinónimo de qualidade. Várias das modalidades em que Portugal tem assegurado o apuramento olímpico estão fora do top-20, como é o caso dos trampolins (3679 atletas federados), ténis de mesa (3142), taekwondo (3074), vela (2887), canoagem (2223), remo (1633), badminton (1301), triatlo (972), esgrima (670) e tiro com arco (294).

Ver a infografia das Estaísticas de Desporto em Portugal.

[O Xadrez segue em 20º com 4081 praticantes, segundo dados de 2008]

Lido no Público.