Posts Tagged ‘FPX’

Carta Aberta da Associação Académica da Amadora à Federação Portuguesa de Xadrez

Sexta-feira, Fevereiro 26th, 2010
Recebi de Edgar Pereira, coordenador da secção de xadrez da Associação Académica da Amadora o pedido de divulgação pública no blogue da Carta Aberta que dirigiu à FPX .
 
 
 
Carta Aberta à comunidade xadrezística em Portugal,

 

 

À Federação Portuguesa de Xadrez,

 

 

 Olá a todos,

 

Venho por este meio expressar a minha indignação pela decisão expressa nos Regulamentos para as Competições por Equipas 2009-2010 que ditam o facto da Associação Académica da Amadora I jogar a 3ª Divisão.

 

Antes de mais, quero reforçar a ideia que tal decisão foi expressa apenas e só, de forma indirecta, num regulamento de prova. Ou seja, até à data, não tenho conhecimento de nenhuma comunicação endossada à Associação Académica da Amadora revelando qualquer decisão. Ou seja, as coisas são feitas como sendo um dado adquirido sem apelo nem agravo.

 

Independentemente da avaliação e aplicação que façam do Regulamentos de Competições, penso que seria adequado que tais comunicações fossem expressas de forma conveniente e atempada. Se esta é a forma de comunicação permitida – e apenas e só exigida, lamento.

 

Cheguei no final da época passada – desconhecendo até muita coisa – à condição de tentar ajudar a Associação Académica da Amadora ainda a tempo de se tentarem todos os esforços e mais alguns para que fosse possível a participação da equipa na 1ª Divisão. Para isto? A Direcção fez um grande esforço financeiro – em tempos conturbados para ela mesma – de forma a que não se acabasse com o Xadrez, com cerca de € 3.000,00!

 

Pergunto: o “famoso” regulamento serve só posteriormente? Então e o ponto 5, do “tal” Artigo 36º diz: PARA INSCRIÇÃO (…)”. Fico por aqui na citação. Então quer dizer que a inscrição foi permitida ilegalmente, é isso? Ou seja, poderá alguém chegar à conclusão de que foram coniventes, de forma consciente, com uma inscrição ilegal por parte da A. A. Amadora para que existisse um aproveitamento financeiro da participação da mesma e a própria competição não saísse prejudicada? Ainda estava em regime transitório, é isso?!

 

Em Agosto de 2009 estavam à espera de que regime transitório – já depois dos Campeonatos Nacionais de Jovens? Muito suspeito, quando já tantas dúvidas e tanta polémica existia à volta do novo formato da 1ª Divisão! Não? Para finalizar este ponto, recordo até, que muita gente comentava que a 1ª Divisão nem se iria realizar de tal forma que os clubes nem se iriam escrever, apesar de não ter sido isso que aconteceu… então, – e provavelmente porque – todos pensaram como eu: “que seja”, TEMOS que inscrever o clube na competição em causa para que o mesmo não fique EM CAUSA DESPORTIVAMENTE por causa de uma tomada de posição (individual, de quem esteja a dirigir a equipa) – se é que me fiz entender!?

 

A insensatez, vai ao ponto de nem sequer na 2ª Divisão constarmos! Não cumprimos com o ponto 5…desportivamente descemos de Divisão – de forma justa, nada a considerar e… agora 3ª Divisão “com eles”?! Isto é absurdo, para além de insensato e de uma profunda falta de respeito “desportivo-financeira”!

 

Devo acrescentar, que nesta época (2009–2010), a Associação Académica da Amadora teve 2 Campeões Distritais de Lisboa e um Vice-Campeão – sim, porque ainda não entendi que história era essa dos “regionais”, perdoem-me a ignorância – nomeada e respectivamente nos escalões Sub-10, Sub-12 e Sub-14 (Luís Teixeira, Vasco Sousa e João Pedro Meira). Tivemos 7 jovens nos Distritais deste ano e de futuro – porque estamos a apostar na formação – esperamos ter mais.

 

Isto não é formar de “papel”! Para “encher chouriços” e cumprir de forma hipócrita com eventuais regulamentos absurdos! E eu só posso falar daquilo que tem passado por mim desde que cheguei ao clube e não para trás. Isso, remeto – eventualmente – para a minha Direcção.

 

Sinto-me obrigado a invocar coisas as quais – como já referi mais do que uma vez – não concordo. Falo portanto, do ponto 7: “Uma equipa que tenha sido promovida à 1ª Divisão ou com direito de permanência, mas não tenha cumprido os requisitos estipulados no ponto 5 deste para inscrição na época seguinte, jogará na 2ª Divisão se cumprir com o estipulado para esta no ponto 6, ou na 3ª Divisão; “Ou”… na 3ª Divisão?

 

Expliquem-me isto. O ponto 6 diz:

Para inscrição de um [um quê? – pergunto eu. Ah, clube!] no Campeonato da 2ª Divisão existem as seguintes condicionantes: participação em campeonatos nacionais, regionais ou distritais de jovens da época anterior de pelo menos 8 jovens diferentes, filiados pelo clube nessa época. A contabilização dos participantes é feita com base nos jogadores que concluíram a prova. (Regime transitório: Época de 2008-09: 0 jovens; época de 2009-10: 4 jovens).

 

Em que época estamos? 2009-2010 ou é impressão minha?!

 

Confesso que todo este assunto me transtorna e neste momento não devo estar a possuir de toda a lucidez possível para avaliar com exactidão estes absurdos pontos deste absurdo regulamento. 

 

Mude-se este Regulamento! Nunca concordei com regras hipócritas que possam ser contornadas de forma leviana e pouco verdadeira. Este regulamento é um exemplo disso. Pelo que me é dado a parecer… 

 

Estamos na Época 2009-2010, ainda não tivemos Nacionais de Jovens, a Associação Académica da Amadora desceu desportivamente à 2ª Divisão e… porque é que não tem direito de constar nela?

 

 

Exorto aos demais clubes e jogadores, pela vossa solidariedade de actuação e opinião pelo que a Associação Académica da Amadora também está e estará disponível para discutir os assuntos de forma séria e verdadeira bem como ajudar ao máximo para que o Xadrez se desenvolva como modalidadee como comunidade, tendo em conta sobretudo, a formação junto dos jovens, no seu desenvolvimento pessoal e desportivo.

 

 

Saudações xadrezísticas,

 

Edgar Álvares Pereira

(Coordenador da Secção de Xadrez da Associação Académica da Amadora)

Federação Portuguesa de Xadrez ou Portuguese Chess Federation?

Quarta-feira, Fevereiro 24th, 2010

 Messenger Bag e Tote Bag

 

Alguém anda a ganhar à custa da FPX!!

No reino das aparências

Terça-feira, Fevereiro 23rd, 2010

O que quer o propagandista não é controlar a realidade. A sua primeira ambição é outra: gerir a aparência. Não lhe interessa refutar factos e suspeitas desfavoráveis, mas manipular a forma como esses factos são lidos e interpretados pelo maior número de pessoas. É nessa contra-informação metódica que o propagandista cava a distância entre o que é e o que parece.

Por isso, o grande motor de toda a propaganda – política, económica ou cultural [ou desportiva, FV] – residiu sempre na criação sofisticada de aparências. As aparências também assentam em opiniões. Mas essas opiniões são distorcidas, falsificadas, enviesadas. São opiniões falsas que pretendem gerar outras opiniões falsas. Nas sociedades de massas, as aparências circulam como produtos tóxicos. E o mais difícil nisto tudo é isolar e compreender a realidade.

Crónica de Pedro Lomba no Público de 18/2.

 

Esta crónica do jurista Pedro Lomba aplica-se na perfeição à nossa sociedade política mediática. E, como tal, também ao desporto.

Repare-se como o texto de PL parece escrito para ilustrar o que se passa na Federação Portuguesa de Xadrez. O que é é ou parece que é?

Mas, não nos iludamos, o momento actual na FPX caracteriza-se pela existência das duas situações: a propaganda (a aparência) e o controlo (da realidade).

Campeonatos Mundiais de Jovens 2009 na Turquia 11-23 Nov 2009

Domingo, Novembro 1st, 2009

O Governo da Turquia e a Federação de Xadrez da Turquia convidam todos os membros da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) a participar no Campeonatos Mundiais de Jovens de sub-08, sub-10, sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18 Aberto e Feminino (World Youth Chess Championship 2009), a decorrer em Kemer-Antalya, na Turquia, entre os dias 11 de Novembro (chegada) e 23 de Novembro (partida).

Mais informações no sítio oficial dos Campeonatos.

De acordo com a FPX, no Comunicado nº 6/2009,

A comitiva que participará no Campeonato Mundo de Jovens 2009, (S8/18), em Kemer-Antalya, na Turquia de 11 a 23 de Novembro de 2009 é constituida por 11 elementos: José Vicente, como Chefe da Comitiva, o treinador Rui Dâmaso e os atletas, Ruben Pereira (S18, da AA Amadora), Ricardo Margarido (S18, do GD Dias Ferreira, Hugo Lima Santos (S18, da AEFCR Penichense), Pedro Neves (S16, do CX Montemor-o-Velho, Jorge Ferreira (S16, do GD Dias Ferreira), João Vasco Vicente (S14, do Moto Clube do Porto) e Henish Balu (S12, do GD Dias Ferreira).

Carlos O Dias apresenta «as razões da candidatura» aos delegados dos árbitros da FPX

Segunda-feira, Outubro 19th, 2009

Recebi do AI Carlos O. Dias o pedido de divulgação de dois documentos – as «Razões para esta candidatura», a Lista Candidata aos representantes dos Árbitros.

Programa de uma Possível Candidatura ao CN Arbitragem, «subscrito pelos candidatos desta lista» será divulgado posteriormente, caso confirme a candidatura àquele órgão social da FPX , cujas eleições estão previstas para o último bimestre do ano.

Razões para esta candidatura:

Com a entrada em vigor dos novos Estatutos da FPX, por via das exigências colocadas pela Lei de Bases (nº 5/2007) e do Regime Jurídico das Federações Desportivas (DL nº 248-B/2008), abriu-se um novo ciclo na vida da nossa Federação.

Sendo este ciclo uma nova janela que se abre para a FPX onde os diversos órgãos sociais passarão a ter maior representatividade e democraticidade porque não aproveitar a oportunidade para lhe dar uma melhor reestruturação e organização?

O xadrez nacional tem vivido nos últimos tempos uma situação de grave desorganização que tem resultado numa enorme instabilidade a vários níveis. A nossa candidatura não será panaceia para essa enfermidade mas dará, certamente, um bom contributo na área para a qual estamos mais vocacionados. 

É importante tornar a arbitragem no xadrez mais atractiva. O aparecimento de apenas uma lista é sintomático do desinteresse da própria classe.

Os nossos candidatos a delegados são pessoas com provas dadas na área da arbitragem a quem reconheço capacidade de trabalho para integrarem esta lista cuja candidatura assenta nos seguintes pressupostos:

  1. Fazer propostas no sentido do Conselho Nacional de Arbitragem se tornar um órgão activo, sendo para tal de capital importância a sua independência (a );
  2. Pugnar pela verdade desportiva, transparência e democraticidade.
  3. Dar o nosso contributo para o desenvolvimento do Xadrez Nacional, por forma a recuperar a credibilidade da nossa Federação.

( a ) Facilmente constatável que os últimos Conselhos Nacionais de Arbitragem, enfermaram de falta de independência, constituindo tal facto motivo de travão ao desenvolvimento e funcionalidade dos mesmos.

Apesar de esta ser lista única, não deixa de ser importante que os Árbitros exerçam dia 25 de Outubro, o seu direito de voto, iniciando com isso um ciclo que todos esperamos mais participativo.

                                                                                 Carlos Oliveira Dias

 

Lista candidata aos representantes dos Árbitros:

Efectivos:

  1. Carlos Oliveira Dias 
  2. Joaquim Brandão de Pinho 
  3. João Cálix

Suplentes:

  1. Eduardo Viana
  2. António Valente
  3. André Amaral Russo 

Cumpre referir que a Lista dos Árbitros candidata aos Delegados à Assembleia Geral da FPX foi a única a pedir a divulgação no Ala de Rei destacando o número de leitores do blogue. Ala de Rei agradece o reconhecimento e a deferência manifestados.

«O futebolista do Marechal Gomes da Costa», por José Manuel Meirim

Segunda-feira, Junho 29th, 2009

Escusado será chamar a atenção para as crónicas do Prof. Dr. José Manuel Meirim, docente universitário de Direito do Desporto. Mais do que oportunas são importantes, por isso, sempre que as considero imprescindíveis não hesito em dá-las a conhecer integralmente. 

1. Na última crónica demos conta de quanto o secretário de Estado da Juventude e do Desporto preza a saúde no desporto. Nada melhor, pois, do que o acompanhar nessa “cruzada”.

2. No dia 23 de Novembro de 2002, no “Estádio do Perafita”, em Matosinhos, decorreu um jogo de futebol entre o “Marechal Gomes da Costa” e o “Frazão”. Vasco participou no jogo e, enquanto corria em direcção à zona onde se encontrava a bola, apoiou mal o seu pé esquerdo, com torção do joelho, caindo, de imediato, ao solo: ruptura completa do ligamento cruzado anterior esquerdo.

Hospitais, intervenção cirúrgica, fisioterapia, despesas e mais despesas. Após o acidente, Vasco deixou de prestar os serviços relacionados com a sua habilitação – educação física – no âmbito do ténis, da natação e da ginástica. E, como consequência da lesão sofrida, Vasco ficou a padecer de um grau de incapacidade permanente de 10 por cento.

3. Vasco encontrava-se abrangido pelo seguro desportivo obrigatório, celebrado, com uma seguradora, pela Federação Portuguesa de Futebol. Só que a seguradora entendeu que a situação não se encontrava abrangida pelo seguro: o seguro não cobria as incapacidades permanentes até 10 por cento.

Vasco, naturalmente, não se deu por vencido e recorreu aos tribunais.

4. Abreviando a história, recente acórdão do Supremo Tribunal de Justiça veio confirmar a condenação da Federação Portuguesa de Futebol, a título de perda de rendimentos, em quantia que tem como limite? 14.963,94 (actualizável). Que razões terão ditado esta decisão?

Referindo as normas do diploma, então em vigor, relativo ao seguro desportivo obrigatório, o Supremo Tribunal de Justiça tornou bem claro que não é suficiente para cumprir as obrigações legais, que nele se inscrevem para as federações desportivas, celebrar um qualquer seguro desportivo.

O seguro desportivo a subscrever deve respeitar as previsões legais, tanto ao nível do âmbito da cobertura, como dos montantes mínimos objecto de cobertura. Não foi isso que sucedeu no caso.

Daí que, jogando mão de preceito do mesmo diploma, a Federação Portuguesa de Futebol deva responder nos mesmos termos em que responderia a empresa seguradora caso houvesse seguro desportivo (válido).

5. Na sua resposta, a Federação Portuguesa de Futebol afirma que a cláusula de exclusão de indemnização de incapacidade igual ou inferior a 10 por cento é uma prática comum em Portugal.

Deve, pois, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, baluarte do “desporto saudável”, ordenar uma leitura atenta de todos os contratos de seguro desportivo celebrados pelas federações desportivas, num pequeno esforço de fiscalização pública.

E já que falamos em fiscalização pública, será que esse membro do Governo ou o Instituto do Desporto de Portugal nos podem informar sobre o estado do processo de inquérito que corre (?) à actuação da Federação Portuguesa de Futebol, tendo por objecto o denominado “Caso Nuno Assis” (2006)? Estamos todos esquecidos? Foi arquivado? Está sobre uma cadeira? Está “debaixo de olho”? “Tira-me isso de cima da secretária!”?

6. Parabéns ao Vasco e à família pela sua tenacidade.

José Manuel Meirim, no Público, de 28.Junho.2009

2008: Ano de Ouro para a Ana Baptista, Campeã Nacional Feminina

Quarta-feira, Novembro 26th, 2008

Já tive a oportunidade de felicitar pessoalmente a campeã nacional feminina Ana Baptista pelo seu sucesso nas Olimpíadas de Dresden 2008.

A Ana Baptista não se vai esquecer tão cedo deste ano de 2008, em que completou 18 anos. Obteve o WFM Ana Baptista, Campeã Nacional Femininatítulo de WFM (Mestre Fide Feminina), de Campeã Nacional Feminina Absoluta, número 1 do ranking nacional feminino (com 2168) e, agora, uma norma para WIM (Mestre Internacional Feminina). Teve o seu reconhecimento público no GC Odivelas e na autarquia local. Um ano em cheio. Um verdadeiro ano de ouro.

Para quem não tem quaisquer apoios dignos desse nome, não é preciso dizer mais nada… Ouçamos a Ana Baptista, muma recente entrevista à Revista Portuguesa de Xadrez (Jul-Ago.2008):

«O apoio quer tenho tido da FPX tem sido a nível de prestações internacionais e de um ou outro estágio e da AXL houve uns treinos para jovens com o MI Paulo Dias em que participei, mas esses treinos acabaram. Quando estas ajudas são insuficientes ou nulas, o meu clube, o Ginásio Clube de Odivelas é que me ajuda.

Penso que para o aumento do nível das jogadoras portuguesas era importante que tivéssemos um seleccionador que, para além de decidir a constituição da selecção, também fizesse um plano de torneios fortes para jogarmos e orientasse e ajudasse no nosso trabalho.»

Mais palavras para quê? Uma jovem xadrezista com ambições e falta de apoios. O meu mais sincero desejo é que não desista, como tantas outras promissoras jovens.

«A minha posição sobre o assunto» – o testemunho do Mestre António Pereira dos Santos sobre as selecções olímpicas para Dresden 2008

Terça-feira, Novembro 18th, 2008

Recebi do Mestre António Pereira dos Santos, o seguinte texto

 

MN António Pereira dos SantosEmbora este triste episódio da representação nacional nas olimpíadas de Dresden tenha terminado (pelo menos nesta parte) com o lamentável fim que conhecemos envio-vos a minha posição sobre o assunto dado que fui parte interveniente no episódio, também lamentável, da representação em Calvià 2004, para o fim que julgarem conveniente.

 

Eis o documento a que se refere APS:

 

 

A partida das selecções olímpicas para Dresden foi precedida, como sabemos, por um processo de «A minha posição sobre o assunto» - o testemunho do Mestre António Pereira dos Santos sobre as selecções olímpicas para Dresden 2008convocação polémico que só não classifico de “sem precedentes” porque os teve.

 

E foi uma polémica tão desnecessária quanto inevitável.

 

Desnecessária porque cumprindo o Regulamento das Representações Nacionais e convidando um seleccionador tendo como requisitos um conhecimento mínimo da modalidade e do conjunto dos melhores xadrezistas portugueses quer absolutos quer femininos, bom senso, isenção e capacidade de decisão, ter-se-iam levado as selecções absoluta e feminina a Dresden. Assim foram duas equipas desfalcadas.

 

Inevitável, porque os casos de incumprimento de regulamentos observados nos últimos 7 anos, aceites com tanta passividade e, em alguns casos, com aprovação em AG pela maioria das associações, prenunciavam a ocorrência de novos casos de decisão discricionária.

 

 

Vejamos alguns casos ocorridos no passado recente e que referi num documento que apresentei num debate no seio da APMX:

 

  1.  
    1. O caso Fátima Vieira em 2002. O presidente da FPX era o Luís Costa. O caso foi resolvido pela decisão de não participação na olimpíada feminina depois de algumas das xadrezistas se terem recusado a participar num torneio de selecção com a Fátima Vieira por considerarem que esta “fabricou” resultados em torneios com o intuito de fazer subir o seu Elo;

 

  1.  
    1. O caso da selecção feminina para a olimpíada de Calvià. O presidente da Comissão Administrativa (por demissão do Luís Costa) era o António Bravo. A Comissão informou que não havia verbas para custear as passagens dos xadrezistas e estes comprometeram-se a custeá-las. A selecção feminina foi formada “misteriosamente” ignorando a campeã nacional (se não me engano já penta campeã na altura), xadrezista mais activa do país e melhor Elo feminino com uma diferença apreciável para a 2ª do ranking. Tudo com a complacência do presidente da Comissão Administrativa que até afirmou que não tinha nada a ver com o assunto. O caso foi resolvido depois da expressão da revolta pelo que estava a acontecer (um dos que se exprimiu fui eu e, por isso, fui considerado pouco responsável) e de um parecer requerido, à última hora, pelo Presidente da Comissão Administrativa ao Conselho Jurisdicional da FPX. No parecer o Dr. António Ferreira foi exemplar e, até, pedagógico orientando no sentido de como se devia interpretar o RRN. A Catarina Leite foi convocada pouco tempo antes do começo da Olimpíada e a Sofia Henriques foi designada capitã em substituição do lugar de seleccionada por se considerar que tinha ganho direitos (?!). Neste caso a selecção foi alterada quase em cima da hora.

 

  1.  
    1. O caso do protesto do GCO em 2007. O caso tem a ver com a apresentação de 4 estrangeiros por uma das equipas da II divisão. A FPX recebeu um ofício da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto onde dava conhecimento de uma directiva comunitária que estabelecia que as federações desportivas deviam passar para a legislação nacional um articulado onde não poderia ser impedida a participação de estrangeiros em todos os tabuleiros numa partida. Este ofício foi sonegado a um ex-director da FPX (demitiu-se por esse motivo) que dele queria tomar conhecimento. O senhor Presidente da FPX (o actual) disse que não podia cumprir o regulamento da FPX (?) que regulamentava esta matéria. É importante fazer notar que uma Directiva comunitária, ao contrário de um Regulamento comunitário, não faz fé de lei nem tem o primado sobre a legislação nacional. A FPX foi a única federação desportiva que não cumpriu a lei!

 

  1.  
    1. Finalmente o caso das actuais convocatórias que, face à constante impunidade sentida pelos dirigentes, muito devido à passividade da comunidade xadrezista, e também a alguma cumplicidade da AG, volta a enfermar de várias ilegalidades e daquelas classificações que já referi acima.

 

O xadrez tem este problema: os xadrezistas têm muita dificuldade em viver fora do seu umbigo. E os dirigentes comungam dessa característica pois são, praticamente todos, mais ou menos praticantes.

 

Recordo alguns dos passos mais importantes deste caso:

 

  1. No dia 12 de Julho de 2008 foram colocadas na página da FPX as convocatórias das selecções absoluta e feminina dizendo que as constituições resultaram da aplicação dos critérios estabelecidos;

 

  1. Num documento em que dá a conhecer os “critérios estabelecidos” a FPX explica por que razão decidiu abrir uma excepção aos torneios de mestres e de honra que se realizaram fora das datas inicialmente determinadas. Nada diz sobre o campeonato nacional feminino do qual já conhecia, no dia 12 de Julho, a lista de xadrezistas inscritas. Também era sabido pela FPX, creio eu, o critério que disseram ter adoptado “…participação no campeonato da época em curso…” (os conceitos de dead line e de boletim devem variar consoante as ocasiões ou, como na prática política, conforme os interesses);

 

  1. Não foi explicado por que razão se consideram importantes as expectativas criadas pelo calendário inicialmente previsto para aqueles 2 torneios e se consideram irrelevantes as expectativas criadas pelas datas da olimpíada, já conhecidas em Novembro de 2007, em conjunção com os torneios importantes do calendário nacional como são os campeonatos nacionais (absoluto e feminino) e o campeonato nacional por equipas, único em Portugal que dá a possibilidade de obtenção de normas até à de GM;

 

  1. Num documento que classifico de caricato, publicado na página da federação no dia 7 de Outubro, a direcção da FPX diz que decidiu seguir os procedimentos das anteriores direcções para a convocatória e o porta-voz da direcção, neste caso o Presidente, assumiria a função de seleccionador “cumprindo as decisões da direcção”. Sobre isto deixemos esclarecido que:

 

a.      As anteriores direcções não seguiram estes procedimentos. Embora sejam questionáveis os critérios adoptados, por deles não resultarem as melhores selecções, o certo é que tanto para a olimpíada de 2004 como para a olimpíada de 2006 as direcções vigentes designaram um seleccionador nacional (o Spraggett para a selecção absoluta de 2004 e o Fernando Gouveia para as selecções absoluta e feminina de 2006). Os seleccionadores foram identificados pela FPX com antecedência pelo que, no melhor dos casos, o “esclarecimento” deste comunicado é legitimado pela ignorância destes factos por parte da actual direcção;

 

b.      É um abuso de liberdade e um desrespeito pela experiência dos xadrezistas, pelo menos dos que andam nisto há alguns anos, considerar que a designação de um seleccionador implica, obrigatoriamente (depreende-se pelo modo como se esclarece), um contrato com os consequentes custos em termos financeiros;

 

c.      Fica sem se saber se esta FPX concorda que estes critérios são os que garantem a escolha das melhores selecções ou se, pura e simplesmente, o facto de terem sido adoptados pela direcção anterior e de terem servido para convocar a selecção que jogou o torneio das 4 nações em 2007, faz deles bons critérios;

 

d.     É confusa a informação (4 meses atrasada!) de que o porta-voz da direcção assumiu a função de seleccionador e ainda mais confusa quando se diz que o porta-voz (ou seleccionador?!) cumpre as decisões da direcção, ou seja, não cumpre a função para a qual foi nomeado. Não sei se estão a ver? Trata-se de saber de quem é a responsabilidade. Eu fiquei na mesma. Em branco. Ainda por cima esta informação é dada em termos de esclarecimento no dia 7 de Outubro de 2008 depois de nada ser dito em várias outras ocasiões sobre este assunto, quer por escrito, quer oralmente;

 

e.      O prazo estabelecido pela FIDE não foi 12 de Julho de 2008. Desde o início de Junho que foi prorrogado para 12 de Setembro de 2008. Pelo menos para as mentes esclarecidas. Para as ingénuas já não sei;

 

f.       Os seleccionados não foram todos contactados como é escrito neste esclarecimento. Estas insistências por parte de FPX são vergonhosas. Classificá-las de inverdades é mesmo o melhor que se pode fazer. Eles sabem bem que não é verdade;

 

g.      A decisão tomada não é, obviamente, válida.

 

 

Um homem com carradas de razão não pode fazer nada contra um embuste bem montado. São os aspectos negativos da democracia. Uma direcção é eleita democraticamente e dirige de forma autocrática e discricionária, cometendo todo o género de atropelos, decidindo de forma incompetente e irresponsável, não admitindo o prejuízo causado a pessoas e ao próprio país, utilizando o estatuto de utilidade pública e subsídios do IDP que deveriam ter melhor utilização.  

 

 

Tudo funciona devido à falta de regras punitivas e à morosidade de intervenção em casos desta natureza que, por isso, se multiplicam.

 

Ainda por cima, de acordo com as informações veiculadas ao jornal Record, a responsabilidade de não se cumprir o regulamento, agora, é da APMX porque não fez nada para o alterar!

 

 

E sobre outra afirmação veiculada por este jornal desportivo, sobre o valor da selecção devo dizer que a prática de todas as direcções anteriores (desde há cerca de 30 anos) nunca testemunhou uma afirmação de que a selecção não perdia valor com o desfalque do campeão nacional e do xadrezista com melhores provas (e ranking) dadas no período que antecede a prova. Isso só aconteceu agora e em 2004.

 

A selecção feminina merece um comentário à parte embora, neste caso, o ardil seja tão infantil que custe a crer que pessoas adultas que se candidataram a funções desta responsabilidade tenham decidido com tamanha desfaçatez.

 

A senhora Maria Armanda Plácido, vice-presidente da FPX e presidente da AX de Lisboa apresentou um desempenho sempre negativo durante as poucas provas em que participou no ano de 2008 e apresenta um elo de cerca de 1750. Há várias xadrezistas, todas elas jovens e em progressão, com valor superior e mais elo do que ela. Antes da data da convocatória a Direcção da FPX tinha em seu poder a lista das xadrezistas inscritas no campeonato nacional feminino onde constavam estas jovens e onde não constava a jogadora seleccionada. Mas a FPX preferiu gastar energias em encontrar uma excepção para incluir o torneio de mestres nas contas da convocatória e ignorou esta prova especificamente referida nos seus critérios. Acho que para os bons entendedores chega.

 

 

Sorte tem a Bianca Jeremias em poder com facilidade pedir a nacionalidade alemã. Terá mais possibilidades, apoio para evoluir e será respeitada!

 

 

Outro argumento muito referido pela FPX foi o do prejuízo que seria causado aos xadrezistas convocados de forma ilegal que fossem substituídos por nova convocatória. Estranhamente, nunca foram referidos os prejuízos causados àqueles que, por força de uma decisão irresponsável, prepotente e com incumprimento do regulamento em vigor, não foram convocados. Vale o mesmo reparo para as expectativas criadas. É que têm mais valor as expectativas que se buscam através dos resultados obtidos do que aquelas que derivam de um benefício obtido por incúria de quem decide. Permito-me não comentar os benefícios obtidos por conflito de interesses ou favorecimento.

 

 

No caso das presentes convocatórias há a referir o grave prejuízo causado ao GM António Fernandes que, tendo conquistado o campeonato nacional a tempo de ser convocado, viu a oportunidade de lutar pelo recorde mundial de participações em olimpíadas (já participou em 14), cerceada por esta decisão.

 

Acrescentem-se ainda os prejuízos nas carreiras dos xadrezistas que apresentavam, claramente, melhores registos nesta altura.

 

A presença numa olimpíada, até pelos contactos que se estabelecem, é sempre um benefício para a carreira de um xadrezista. E quando se ostenta o título de Grande Mestre pode, também, trazer benefícios financeiros.

 

E quanto à Bianca questiona-se se “cortar as pernas” a uma jovem de 19 anos com quase mais 200 pontos de Elo do que a 5ª seleccionada não é prejudicar a carreira.

 

 

Finalmente o argumento de que se deve agradecer o tempo dispendido pelos directores (candidatos por opção própria), em desfavor das suas vidas particulares, a favor da modalidade, não colhe de todo. Trata-se de mais uma aplicação do princípio do umbigo. Há muita gente, xadrezista e não só, que dedica tão ou mais tempo, roubado à sua vida particular, à modalidade. Por opção própria. A questão de terem tomado decisões alternativas ao dirigismo na FPX é um direito que lhes assiste e que deve ser respeitado.

 

 

Cumprimentos a todos,

 

António P. Santos

 

 

PS

Já depois de ter redigido este documento tomei conhecimento que, em plena AG realizada no passado dia 9 de Novembro, o presidente da FPX afirmou, penso que em jeito de justificação, que a senhora Maria Armanda Plácido não prejudicaria o desempenho da selecção feminina porque até nem iria jogar.

 

Uma posição que ainda descredibiliza mais todo o processo e que realça a desfaçatez com que se prejudica uma jovem de 19 anos sem pudor nenhum.

 

Afinal se era para não jogar, não poderia ir a Dresden como capitã da equipa e levar uma 5ª xadrezista que, obviamente irá ter de jogar algumas partidas?

 

Tem alguma justificação esta conduta?

 

São as datas e os critérios que a justificam?

 

Não, nem isso, nem incompetência, nem inexperiência, nem nada!

 

———————————-

Imprimir (pdf)

 o texto de APS.

 

 

FPX: Olímpiadas de Xadrez – Dresden 2008

Quinta-feira, Novembro 13th, 2008

A página oficial da FPX publicou a seguinte notícia sobre a Comitiva Portuguesa às Olimpíadas de Xadrez, em Dresden, na Alemanha: 

«A comitiva portuguesa que partiu para a AlemanhaA comitiva portuguesa que partiu para a Alemanha é constituida por Armanda Plácido, capitã da selecção feminina e chefe da comitiva, pelas jogadoras Ariana Pintor, Ana Baptista, Catarina Leite e Margarida Coimbra, atletas da selecção feminina, por Joaquim Durão, capitão da selecção masculina,  Luís Galego, Rui Dâmaso, Rúben Pereira, Sérgio Rocha e Paulo Dias que compõem o elenco masculino. Este grande evento mundial decorre de 13 a 25 de Novembro.

Armanda Plácido representará a FPX no Congresso da FIDE, que decorrerá de 17 a 25 de Novembro também em Dresden.»

«Chaos in portuguese chess»

Segunda-feira, Novembro 10th, 2008

A situação da selecção olímpica ultrapassou as fronteiras do nosso país. João (Portugal) publicou no fórum de discssão Chess.com, o seguinte texto

This is a forum topic concerning more to the portuguese players.It s with much dismal i have been reading in the press the big mess that s going in our federation.Last episode concerns to the portuguese team composition for the chess olympics,some dubious choices were made in the process of selection of players being left behind some of our strongest GM and even our current nº 1, this procedure will increase even more the fragility of our chess and it s image in the outside.In the women team again some dubious choice have been made, some players with higher ELO have been pretered in favour to others.I ll leave a link for all of you those who are concerned on this issue, the page is written in portuguese but for all you that are interested and cannot read in portuguese i will gladly translate. Even though i wish the best luck to all our participants in the chess olympics.

Ver o texto original e os comentários em Chess.com.

Onde está a capitã da selecção olímpica feminina de Portugal?

Segunda-feira, Setembro 29th, 2008

FP Xadrez

Xadrezista amigo, a quem estou grato, fez-me chegar a notícia importante sobre a Schach Olympiade Dresden 2008composição da selecção olímpica feminina às Olimpíadas de Dresden 2008. A nomeada Capitã da selecção olímpica feminina, Maria Armanda Plácido não consta dos registos da organização das Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008.

(A página da organização das Olimpíadas ficou temporariamente indisponível, mas o seu conteúdo pode ser, parcialmente consultado, isto é, sem a indicação dos nomes dos capitães da selecções, no sítio Chessdom, Chess Olympiad Dresden 2008, teams).

A mais de 45 dias das Olimpíadas de Xadrez 2008, em Dresden, a capitã da selecção nacional parece que já não é – mas, será que não é, mesmo?

De facto, o sítio oficial da FPX que anda mudo sobre este assunto desde que o Presidente da FPX impôs a sua vontade pessoal – enviar a Vice-Presidente da Direcção da FPX, Maria Armanda Plácido, como jogadora e capitã da selecção olímpica – continua a estar silencioso.

A Vice-Presidente da FPX, parece que já não é, e a também capitã, parece [*] que também já não é. Qual será o próximo passo da ex-futura capitã?

Assim, num abrir e fechar de olhos o nosso país e a comunidade xadrezista ficam sem Vice-Presidente da Direcção da FPX e sem Capitã da selecção olímpica. Uma perca que muito poucos chorarão, diga-se.

A ex-Vice-Presidente e a ex-Capitã não fica em terra, porque vai cumprir o seu sonho pessoal – sentar-se numa cadeira da secção feminina das Olimpíadas de Xadrez. Afinal o seu principal desejo continua intacto.

Porque será que tenho a sensação que alguém anda a brincar connosco, em nome da Federação Portuguesa de Xadrez? Estes dirigentes da FPX não param de nos surpreender!

A ver vamos como dizia o outro…

[*] Ver, nesse sentido, o documento/comunicado, do Presidente da FPX, onde se pode ler que Foi igualmente decidido nomear o mestre internacional Joaquim Durão para capitão da selecção masculina e Armanda Plácido para capitã da selecção feminina. (António Bravo, em Olimpíadas de Xadrez – Dresden 2008).

Comentário final:

O Xadrez no seu melhor nivel e um “grande exemplo” para o dirigismo nacional e as novas gerações.

———————————-

Registrations POR – Portugal

     

 

 

Team Open

 

 

Board Name Title Elo
1 Galego, Luis g 2506
2 Damaso, Rui m 2441
3 Dias, Paulo f 2440
4 Rocha, Sergio m 2421
Reserve Pereira, Ruben f 2418
Captain Durao, Joaquim m 2125

 

Team Women

 

Board Name Title Elo
1 Leite, Catarina wm 2202
1 Pintor, Ariana wf 2165
3 Baptista, Ana Filipa wf 2137
4 Coimbra, Margarida wf 2093
Reserve Placido, Maria Armanda   1758

Ver as selecções nacionais de Portugal na página das Olimpíadas.

“A Sra Vice-Presidente da FPX já não o é!”

Terça-feira, Setembro 16th, 2008

Henrique Pinela escreveu em comentário ao artigo FPX esclarece(-se) sobre as Olimpíadas, deste blogue que

Descobri recentemente que a Sr.ª Vice Presidente já não o é!
A FPX deveria actualizar o seu sitio!

 

A  ser verdade o que Henrique Pinela afirma, e não há razão para duvidar da sua palavra, é uma notícia que vai apanhar alguns de surpresa. Uma óptima notícia dirão muitos.

Não tanto outros que esperam que a saída seja colectiva, isto, é que abandone os seus cargos de Presidente da Direcção da AX Lisboa e de Vice-Presidente da Direcção FP Xadrez, bem como, se afastaste de capitã e de jogadora da selecção olímpica de feminina de xadrez.  

Outra questão importante, quando é que o Presidente ou a Direcção da FPX, enquanto órgão colegial, vão informar a comunidade xadrezista? De imediato ou vamos esperar meses? 

Até ao momento, os sítios da FP Xadrez e da AX Lisboa continuam silenciosos…

FPX faz desaparecer informação

Quinta-feira, Setembro 4th, 2008

FP XadrezA FPX decidiu lavar a página de entrada do seu sítio na internet.

A lavagem foi de tal forma eficaz que desapareceram os principais documentos emitidos pela FPX nos últimos tempos. Seria suposta uma arrumação, tal a desorganização existente, em que era um suplício encontrar certos documentos, mas, desta forma, incompeensível, desapareceu muita de informação que seria suposto encontrar-se devidamente arquivada em pastas.

A informação nunca foi o forte desta Direcção, que só pressionada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, atempadamente divulgava as Actas da Assembleia Geral, o órgão mais importante da FP Xadrez. Muitos documentos importantes para a modalidade eram divulgados em cima dos acontecimentos, sem nunca se perceber porquê. 

Para a informação ter desaparecido, o sítio da FPX só pode ter sido lavado com ácido sulfúrico… ou haverá outra razão?

Carta Aberta a Maria Armanda Plácido, sobre a selecção nacional olímpica feminina, na próxima semana

Sexta-feira, Agosto 29th, 2008

Na próxima semana, divulgarei uma Carta Aberta a Maria Armanda Plácido, onde me pronunciarei sobre o caso do momento no xadrez feminino portuguêsa selecção nacional olímpica feminina.

Rating Progress Chart da Selecção olímpica feminina de Portugal

Sexta-feira, Julho 25th, 2008

A FPX divulgou recentemente a constituição das selecções olímpicas absoluta (e não masculina, como é referido) e feminina.

Aquele documento da FPX começou quase de imediato a suscitar controvérsia, em especial, devido à inclusão de Maria Armanda Plácido e a exclusão de Bianca Jeremias. Eu próprio, logo que tomei conhecimento, alertei para o facto ao escrever

Tenho as minhas reservas sobre a constituição da selecção olímpica feminina, mas, quero acreditar que não esteja constituída “à medida”, como já me tinha sido sugerido, logo que se soube que a selecção feminina iria ser constituída por 5 tabuleiros.

De facto, a evolução da situação tem mostrado contornos nebulosos quer quanto à aplicação dos regulamentos nacionais, isto é, Selecções nacionais – Dresden 2008, quer quanto a regulamentos olímpicos.

O fórum Lusoxadrez, resume, no tópico Ajuda – critérios de convocação para Dresden, algumas contribuições importantes que têm sido dadas sobre mais um escândalo (!!) na constituição das selecções nacionais de Portugal. 

Antes de apresentar uma análise sobre toda esta trapalhada, permito-me contribuir para a discussão com a apresentação dos mapas de progressão do Elo Fide das seleccionadas olímpicas e da Bianca Jeremias, retirados da página oficial da FIDE. Todos os contributos são importantes.

Assim, 1- MIF CATARINA LEITE  [2202]

Mapa de progressão do Elo Fide de Catarina Leite.

New Calculations available. Expected change: -36.6

 

2- MFF ARIANA PINTOR [ 2165 ]

Mapa de progressão do Elo Fide de Ariana Pintor.

New Calculations available. Expected change: -5.55

 

3- MFF ANA BAPTISTA  [2137]

Mapa de progressão do Elo Fide de Ana Baptista.

New Calculations available. Expected change: -6.15

 

4- MFF MARGARIDA COIMBRA [2093]

Mapa de progressão do Elo Fide de Margarida Coimbra.

New Calculations available. Expected change: -1.5

 

5- MARIA ARMANDA PLÁCIDO [1758]

MApa de progressão do Elo Fide de Maria Armanda Plácido.

 

9- BIANCA JEREMIAS [1990]

Mapa de progressão do Elo Fide de Bianca Jeremias.

New Calculations available. Expected change: -22.5

Apresentei um pequeno contributo para a discussão desta matéria. Na próxima semana abordarei mais profundamente o que está em causa e as consequências da decisão da FPX.

É preciso vir de fora para ver…

Quinta-feira, Julho 24th, 2008

Alguém leu o relato do autor do blogue xadrez vigoroso sobre o Hotel A.S., em Lisboa, local onde se disputaram os Torneios de Mestres e Honra 2008 e as meias finais e final da Taça de Portugal 2008.

Embora atrasado [foi colocado em 6/7] vale a pena ler o texto Eu bem queria assistir às provas…., por vezes é preciso vir de fora [mas cá dentro de Portugal] para ver as coisas que temos mesmo à frente do nariz.

Gostei de ler este artigo do Tiago. É pena a “massa crítica” do xadrez andar hibernada!

Dos dois lados do Atlântico vamos de mal a pior…

Segunda-feira, Julho 21st, 2008

Todos sabemos as dificuldades com que se debatem a Federação e as várias Associações no que respeita a dinheiros, em que não é alheia a megalomania e a má gestão que, por vezes, andam de mãos dadas.

 

Mas, alegrem-se por que não estão sós. Basta acompanhar o que se passa na Federação de Xadrez dos Estados Unidos (USCF) para ver que, afinal, o “nosso problema” é mais geral, é mais global, como hoje se diz, mas, com duas diferenças substanciais apesar de tudo: nos EUA os orçamentos têm mais zeros e o dinheiro é deles. Por cá, como se sabe os orçamentos são minúsculos e, sobretudo, cerca de 60 a 80% são do Estado [IDP].

 

Susan Polgar, que pertence Comissão Directiva da USCF, aborda esta questão no US Chess Discussion, ao colocar o artigo Strange USCF business practice. 

Aparentemente compradas as situações financeiras de ambas as federações, a “nossa” ainda vive longe das maiores tempestades que normalmnte assolam a território norte-americano.

 

De facto, desde prejuízos financeiros, linhas de crédito e emprétimos bancários, ausências de controlos de qualidade, jogos políticos, jogadas de bastidores, negociatas por baixo da mesa, de tudo existe naquela federação. A própria sobrevivência da USCF pode estar em causa.

A acrescer estes problemas financeiros discute-se agora a demissão de membros daquele órgão directivo. Bastar ler o que se tem escrito a este propósito no rec.games.chess.misc para se compreender a gravidade da situação em que se encontra mergulhada a “maior e mais rica federação mundial de xadrez”. A crise ainda por todo o lado, ou, como dirão, os mais optimistas, “a crise toca a todos”.

E por cá? Bom, a qualidade do dirigismo é bem conhecida. As Teses para alterar o xadrez nacional e a (mais) recente, Carta Aberta à Federação Portuguesa de Xadrez mostram o estado da modalidade. Também por cá a sobrevivência é um risco.

 

Por exemplo, a AX Lisboa, uma das maiores – esta época tem inscritos 977 filiados, o que corresponde a 24,02% do total nacional - e mais dinâmicas do nosso país está paralisada, e, já não tem elementos que se possam deslocar às assembleias gerais da Federação.

Despacho de Utilidade Pública Desportiva da FPX

Terça-feira, Abril 1st, 2008

Ver o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva de 29/11/1993.

Despacho de Utilidade Pública da FPX

Terça-feira, Abril 1st, 2008

Ver Estatuto de Utilidade Pública de 15/6/1978.

Assim vão a ética e a verdade desportivas na FPX

Sábado, Março 29th, 2008

Ofício do IDP de 26.3.2007

Faz amanhã, 30 de Março, um ano que foi recebido na sede da FPX um ofício do presidente do IDP, Luís Sardinha, sobre a análise dos regulamentos federativos [da FPX]. Em anexo, vinha uma cópia do Despacho 1/SEJD/2005, de 21 de Setembro de 2005, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.

Um documento importante como aquele ofício e o anexo ficaram guardados na gaveta (ou no bolso?) do então Presidente da Comissão Administrativa e actual Presidente da FPX, desde aquele dia [30/3], data da recepção na FPX, até à data [24/6] em que um membro da Direcção da FPX tomou conhecimento.

Ainda hoje se desconhecem as causas de tal mistério que causou a demissão de um membro da Direcção da FPX, 40 dias após a sua eleição.

Qual a razão da não divulgação imediata, da existência de documentos importantes como aqueles?

Qual a razão da sonegação dos documentos e do seu conteúdo?

Acaso os documentos eram secretos, confidenciais ou reservados? Conteriam algum segredo de estado ou da própria Federação?

Alguma palavra do Presidente da FPX ou da Direcção explicando a não divulgação oportuna?

Só após grande insistência, Carlos Sirgado consegue obter uma cópia e tomar conhecimento do conteúdo dos documentos, quase 90 dias depois da sua recepção na sede da FPX.

A parte mais interessante e cómica, ou dramática, dependendo do ponto de vista, da situação, é que as razões/argumentos invocados pelo Presidente da FPX não correspondiam ao conteúdo dos documentos posteriormente divulgados.

Surge naturalmente a pergunta? Seria um problema de montanhas e ratos ou antes de ratoeiras para incautos dirigentes?

Para além das questões já expostas, outra mais interessante e mais importante não foi, entretanto, levantada.

Porque razão o Conselho Disciplinar não se preocupou com esta questão,

não apreciando nem punindo, de acordo com a lei e os regulamentos federativos, as infracções disciplinares em matéria desportiva
(Artº 32º, nº 1, do Regime Jurídico das Federações Desportivas)

em particular, quando esta atitude pouco respeitadora da ética desportiva comprometeu a verdade desportiva duma competição constante do calendário oficial da federação e viria a dar lugar ao conhecido caso SIR Elvas que prejudicou uma equipa numa prova oficial, impedindo-a de ascender de Divisão?

Porque razão o Conselho Fiscal não agiu nos termos das sua competências legais e estatutárias, designadamente

acompanhando o funcionamento da federação, participando aos órgãos competentes as irregularidades de que tenha conhecimento
(Artº 30º, nº 2, al. c, do Regime Jurídico das Federações Desportivas)

Em breve voltarei ao assunto – o caso SIR Elvas – divulgando publicamente este dossiê, que todo ele é um marco na História do Xadrez Competitivo em Portugal do Séc. XXI.

Estatutos da FPX não são para cumprir?

Quinta-feira, Novembro 29th, 2007
Pessoa amiga alertou-me há minutos atrás que o 2º Suplente da Direcção da FPX, tem nome. Chama-se José Fernando Marques Grade. Para que conste.

Assim, consuma-se a ilegalidade já denunciada por mim aqui na passada 6ª feira, 23/11, cerca de 48h antes da Assembleia Geral da FPX e pelo António Pereira dos Santos no próprio Domingo, momentos antes do início das Assembleias Gerais.

Podem ver aqui a nova constituição da Direcção, após a Assembleia Geral de 25/11, mas que, por sinal, é como se tivesse sido em 13/5/2007, porquanto, na página dos Corpos Sociais não há qualquer referência ao facto. Nem na página principal como seria normal. Se era para passar despercebido, a intenção não resultou.

Quanto à divulgação das deliberações das Assembleias Gerais é melhor esquecer. É esta a informação que nos dá a FPX, tal como as Teses identificaram.

Ainda vai o xadrez nacional! E, depois não façam ondas por causa do IDP.

Pessoalmente, irei, em breve, fazer chegar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral um pedido de nulidade das deliberações da Assembleia Geral Estraordinária - respeitante ao Ponto Dois 2 – Preenchimento de vacatura deixada por suplente [da Ordem de Trabalhos] - que teve lugar no passado dia 25 de Novembro de 2007, por violação expressa dos estatutos da Federação Portuguesa de Xadrez.

Ainda sobre as Assembleias Gerais da FPX

Quarta-feira, Novembro 28th, 2007

Recebi o seguinte email do António Pereira dos Santos, datado de 25/11 [2:09 pm]. Pela sua importância não posso deixar de o divulgar.

Caro amigo,

Não tive tempo suficiente para analisar a convocatória para as AG da FPX deste fim de semana mas gostaria de chamar a atenção para o seguinte: contactei a APMX que me disse que não receberam nenhuma convocatória para esta AG. Chamo a atenção para o Art 28 nº 3 dos estatutos.

Chamo a atenção para a continuação da vergonha ou arrogância em não se cumprir a lei. Penso que a convocatória para as AG deve ser dirigida a cada um dos sócios.

Questiono a legalidade da utilização de um sitio da net como convocador. Penso que esta AG é segundo os estatutos e a lei impugnável.

Um abraço,
António

O que aprovaram as Ass Gerais de 25/11?

Quarta-feira, Novembro 28th, 2007

Hoje, 4ª feira, dia 28 de Novembro, passadas mais de 72 h da realização das Assembleias Gerais da FPX, desconhece-se o que foi deliberado por aquelas reuniões federativas?

Alguém sabe de alguma que possa dizer-me?

«Xadrez em 1972 ou Xadrez em 1976?»

Sexta-feira, Novembro 23rd, 2007

Permito-me apresentar o seguinte texto – um documento de antologia para a História do Xadrez em Portugal que tarda em chegar – para conhecimento ou lembrança do que foi o passado recente da nossa história. Contra a ideologia de pacote contrapõe-se a ideologia de pacotilha, resultado, o Xadrez actual.

Nem consigo esboçar um leve desejo de comentário deste texto – e tão necessário ele se impunha – tão claro é ele. O tempo, 30 anos depois, encarregou-se de substituir as melhores e certeiras palavras que pudesse escrever. Basta ler.

Parece um texto tirado do baú da história e, no entanto… Uma folha amarelada de um qualquer arquivo esquecido, mas, não está à disposição de todos na Biblioteca Nacional de Lisboa, em qualquer dia da semana.

A “CAMPEONITE” ONTEM E A CONSCIÊNCIA DA REALIDADE HOJE

1972. Campeonato do Mundo de Xadrez. Robert Bobby Fischer – Boris Spassky. Durante mais de mês e meio, concretamente de 11 de Julho a 1 de Setembro, o Mundo foi abalado. Não só o Mundo restrito do Xadrez, mas até e, em termos relativos, talvez mais, o Mundo todo, xadrezista ou não, muitas vezes mais político do que qualquer outra coisa. Nunca Portugal, no seu pequenino orbe, “orgulhosamente só”, dedicou tanto (ou tão pouco) ao tabuleiro dos 64 quadrados brancos e negros. Fischer contra Spassky. Estados contra URSS. As duas ideologias, a matéria desportiva misturada com a política. Divulgação do Xadrez, sem dvida, mas acima de tudo exploração, do mesmo. A favor de quem? Ninguém saberá responder. Hoje em Portugal há um interesse mais real, mais autêntico, do que a folclórica “utopice” de 1972. Hoje as pessoas querem jogar Xadrez, sentem o desejo de o fazer, sentem o Xadrez pelo Xadrez, reconhecem a razão de o praticar, o porquê da sua importância.

Há 4 anos era o orgulho no triunfo do mundo de plástico sobre a realidade do poder dos trabalhadores. Há 4 anos todos queriam ser Fischers. Hoje todos querem saber como se joga o Xadrez.

O que resultou da “utilidade” do Grande Acontecimento entre nós portugueses? Nada, para além de um interesse momentÂneo, bem aproveitado pelos simpatizantes do dólar. O que se passa hoje? O Xadrez, essa espécie de ritual. mais arte que jogo, mais ciência que jogo, deseja-se por aquilo que é, pelo fascínio que exerce. Ao fim e ao cabo, arte pela arte ou, o que é o mesmo, Xadrez pelo Xadrez.

Surgem núcleos interessados em toda a parte. Para além das agremiações desportivas, culturais ou recreativas, há o que não havia – os órgãos populares de base (comissões de moradores, comissões de trabalhadores) que, sem as jogatanas oportunísticas do aproveitamento político do Xadrez, no mau sentido, se empenham na prática da modalidade peloa importância que ela mesma assume no processo de aquisição de uma cultura não elitista, aberta a todo um povo que, pleno de contradições, entra por um papel activo na nossa história. Os referidos núcleos, ao organizarem as suas secções, estão a criar aquele aspecto de trabalho comunitário, que pode ir desde a elaboração de uma folha divulgadora até à feitura do tabuleiro moral, elemento de trabalho e verdadeiro “quadro preto”. É este um dos mais, senão o mais importante, dos aspectos de que se reveste o nosso novo Xadrez.

Afinal é hoje, e não no artificial 1972, que os portugueses despertam para o Xadrez; é hoje, sem os aproveitamentos de ocasião, que se quer por um natural anseio, saber jogar Xadrez.

Texto não assinado publicado na pág. 2 do Boletim da Federação Portuguesa de Xadrez, nº 22, 15 de Junho de 1976 (distribuição gratuita). Coordenadores: Dagoberto Markl, José Oliveira, Sobreda Antunes e Tomé Duarte.

A FPX tem nova página online

Segunda-feira, Novembro 12th, 2007

Quem tenha acedido à Federação Portuguesa de Xadrez, através do Google, depara-se com “duas” FPX.

A primeira, “oficial”, como se pode ler, em http://www.fpx.pt/ reenvia para a actual http://fpx.weebly.com/.

Quem aceda pela segunda, entra por http://www.fpx.pt/provas.htm. E clicando em Página Inicial, poderá conhecer, desde já, a “nova página” da FPX. O novo sítio da FPX, produzido por Rededelta,Lda com o software netsoft, encontra-se disponível (online) a partir de hoje.

Parece-me, no entanto, que ainda se encontra em fase experimental, porquanto algumas funcionalidades estão incompletas ou indisponíveis.

É mais atractiva, leve e agradável visualmente, em especial, o topo da página. Mas, ainda com pouco material. Por outro lado, a conjugação das cores dos textos e links, sobretudo estes, e depois de lidos, parecem-me fracas. Útil, porventura, poderão ser os destaques móveis (se forem devidamente actualizados). O calendário disponibilizado poderá ser muito útil para conhecer as actividades federativas, em especial, os calendários das provas oficiais.

Impunha-se uma nova, informativa, documentada, eficaz página oficial. Tanto mais que praticamente o material disponibilizado pela página da FPX não se encontra nas páginas da maior parte das Associações e Clubes que nem sequer dispõem de locais online. A FPX tem por isso que suprir esta lamentável lacuna, inclusivé, pensar em ceder espaço às associações e clubes, para que os clubes e os jogadores possam obter alguma informação que, de outra forma, não lhes chegará.

Apesar de tudo, o esforço da FPX deve ser referenciado e apreciado. É, pelo menos, a minha opinião.