Pedro Rodrigues acusa a Associação de Xadrez de Lisboa, na pessoa
da sua Presidente de Direcção, Maria Armanda Plácido, de se locupletar com dinheiros públicos para uma acção de formação a que correspondeu um subsídio solicitado ao IDP através da FP Xadrez.
Em virtude do que foi afirmado em plena Assembleia Geral da AX Lisboa e do que se encontra escrito na Acta da mesma Assembleia Geral, Pedro Rodrigues entendeu por bem, em nome da verdade, divulgar pela comunidade xadrezista, no blogue Ala de Rei, a sua posição através de uma Carta para informação e esclarecimento dos equívocos e deturpações que a “sua” situação tem sido sujeita pela Associação de Xadrez de Lisboa.
Ala de Rei, encontra-se disponível para apoiar nas diligências que o Pedro Rodrigues entenda dever seguir para ser informado e ressarcido do que lhe for devido, bem como, nos contactos com o IDP ou outros organismos oficiais para esclarecimento do rasto do dinheiro que deveria ter chegado ao Pedro e dos responsáveis pela situação presente.
Ala de Rei não é um órgão de comunicação social não estando, por isso, obrigado ao contraditório na redacção e edição dos textos que publica. De qualquer modo, a Associação de Xadrez de Lisboa, encontrará aqui o espaço necessário para esclarecer “a sua posição” neste diferendo com o Pedro Rodrigues que agora diz respeito a todos nós, associados da Federação Portuguesa de Xadrez, envolvida no processo por via do subsídio que contratou com o IDP para a sua associada AX Lisboa.
Em defesa do meu bom nome
Tendo aparecido recentemente na Acta da Assembleia Geral da AXL afirmações falsas relativas a Pedro Rodrigues – «ele deve dinheiro à AXL» – e tendo ainda sido realizadas pela Presidente da AXL, Maria Armanda Plácido, com testemunhas, acusações e afirmações falsas relativas também a assuntos relacionados com Pedro Rodrigues, sente Pedro Rodrigues o direito de defender o seu bom nome e de esclarecer por via escrita que afasta “o dito que não dito”.
1. Trabalhos efectuados no xadrez entre 2000 e 2004
Por via de Projectos em que foi sempre co-autor e Coordenador, Pedro Rodrigues trabalhou em três diferentes Concelhos e ensinou mais de 600 crianças das quais 320 ao nível curricular (vertente que ele sempre defendeu e num Projecto que mereceu a melhor das apreciações por parte das Directoras das Escolas envolvidas, Professoras, Pais e alunos).
2. Convite para integrar a Direcção da AXL
Pedro Rodrigues foi convidado a integrar o Corpo Directivo da AXL por Maria Armanda Plácido e por Catarina Leite. Posteriormente foi votado favoravelmente que Pedro Rodrigues assumisse o cargo de “Coordenador de Projectos Escolares”. Foi enquanto tal que assumiu um papel de destaque no Projecto Escolar da AXL de Julho a Setembro de 2006.
3. Enquanto Coordenador de Projectos Escolares
3.1. Propôs ao Professor Melícias do Externato João Alberto Faria a realização de uma Acção de Formação a 12 Professores de Matemática com vista à inserção do xadrez enquanto actividade curricular e extracurricular. Foi Pedro Rodrigues que a par e passo criou a estrutura de todo o Curso (levada muito a sério nesse Externato). De seguida criou toda a Documentação seguida no citado Curso (Metodologias para o Ensino de Xadrez). A mesma documentação e o Dossier de Iniciação ao Xadrez por si realizado foram a base integral do Corpo Principal da Formação (16 horas). Deu todas as aulas relativas a este corpo principal de Formação (15 horas acrescida de 1 hora de avaliação). As restantes 8 horas (apoio prático aos Professores) foram dadas por Paulo Dias.
Pedro Rodrigues assinou os Diplomas de Formação, recebeu do externato um Certificado de Formador e realizou todos os Relatórios que lhe foram requisitados. Esta Formação foi anunciada como apoiada pelo IDP (a avaliação do Curso pelos Formandos foi realizada em folhas com a chancela do IDP) tendo igualmente sido referido a existência de Subsídio de € 1.000,00 para a sua realização.
Pedro Rodrigues nada recebeu por tudo o acima descrito, nem tampouco por custos de deslocação nem comunicações. O Contrato de Programa relativo a este Curso foi pedido pelo GCO à FPX (IDP financia FPX – FPX financia AXL). O mesmo não foi entregue.
Considera, que a apresentação dos valores envolvidos (contratados) nesta acção de formação é da maior importância, também para todos os associados – os clubes – para ficar claro o que foi escrito, com foi realizado e por quem.
3.2. Após a realização do Projecto Escolar AXL, Pedro Rodrigues contactou todos os Colégios Privados Alvo. O S. João de Brito por mais de uma vez. O Coordenador do S. João de Brito veio a pedir uma reunião com um representante da AXL. Foi Pedro Rodrigues que aí compareceu. Foi ele que deu uma pequena aula de demonstração. Foi ele que conseguiu acordar os € 20,00 por hora. Foi ele que enviou a proposta final ao Coordenador após a reunião dando conhecimento da mesma à Presidente da AXL que respondeu «Está muito bom. Pode enviar». Nessa proposta final estava previsto que a AXL iria efectuar uma série de acções desde o acompanhamento técnico do Professor (pelo Coordenador dos Projectos Escolares da AXL) ao apoio em provas escolares que estavam previstas. Isto justificava a existência do Protocolo com a AXL (caso contrário, porque estaria previsto que o S. João de Brito daria algum dinheiro (“mais valias”) à AXL?). Pedro Rodrigues foi o único que insistiu, incluindo junto ao Colégio, na realização desse Protocolo por escrito. Que nunca chegou a ser realizado.
A pedido do Coordenador do S. João de Brito Pedro Rodrigues deu as primeiras (20) aulas no S. João de Brito. Até à sua demissão. Nunca recebeu nada pelas 20 horas de aulas dadas. Foi-lhe dito por escrito que as mesmas seriam pagas. Deve aqui ficar esclarecido que enquanto Professor, se Pedro Rodrigues iria também desempenhar todas as funções que justificavam a existência de um Protocolo, porque razão pediu € 16,50/hora. A AXL decidiu e comunicou por escrito que ia pagar € 12,50/hora. Mas, nem esses € 250,00, prometidos por escrito, foram pagos.
3.3. Workshop no Colégio Espanhol – Propôs à Coordenadora da Associação de Pais do Colégio Espanhol a realização de um workshop. O mesmo foi integralmente da sua concepção. Teve inúmeros gastos em comunicações e em deslocações. E muito foi o tempo dispendido para que o workshop se tornasse possível. Por ele e pela Coordenadora referida. Participou ainda enquanto Monitor no primeiro dia (um grupo de trabalho para Pedro Rodrigues; outro para Ana Baptista e outro para a Maritza Valdés) e no último dia dos quatro dias do workshop. O mesmo foi considerado um sucesso pelo Colégio e pela AXL que recebeu € 450,00 pelo mesmo. Pedro Rodrigues nada recebeu (ao contrário dos outros referidos), nem sequer foi ressarcido pelas suas despesas pessoais com o projecto. O que viu foi o papel que desempenhou nessa acção ser diminuído na notícia que saiu na página da AXL.
4. O “outro” Colégio
Um Colégio pediu que a AXL aconselhasse um Professor. Veio a ficar claro que esse Colégio estava frontalmente contra uma parceria com a AXL e como tal em desfavor a uma adesão ao Projecto Escolar AXL. O Colégio apreciou a experiência de Pedro Rodrigues no xadrez e convidou-o a aceitar um contrato de trabalho. A Presidente da AXL considerou que Pedro Rodrigues não teria o direito de aceitar esse contrato a menos que desse uma parte do seu salário à AXL. Situação que Pedro Rodrigues considerou totalmente inaceitável. Demitiu-se, pôs o seu lugar à disposição no S. João de Brito (que aderira ao Projecto AXL) e assinou o contrato com esse tal Colégio sendo que mais nada mais tem a dizer sobre o assunto e não ser apenas a título informativo e esclarecedor (das recentes declarações da Presidente da AXL) que os valores hora médio que Pedro Rodrigues desde o início recebeu nesse Colégio foram muito inferiores a € 20,00/hora.
Quando Pedro Rodrigues foi ameaçado pela Presidente da AXL, por escrito, respondeu através do Advogado, situação à qual nunca obteve qualquer resposta. Ao contrário do que foi recentemente mencionado na Assembleia Geral pela Presidente da AXL.
Na carta, o Advogado era claro ao afirmar que era a AXL que devia dinheiro a Pedro Rodrigues e não o contrário.
Essa dívida a Pedro Rodrigues (aulas no S. João de Brito e Acção de Formação no Externato) continua sem estar resolvida. E continua sem ninguém saber quanto recebeu a AXL pela Acção de Formação do Externato João Alberto Faria e quais os valores que foram realmente contratados.
O que consta desse Contrato Programa celebrado não justifica por si só a necessidade da sua divulgação pública, para conhecimento do que foi acordado e assinado?
O nome de Pedro Rodrigues foi colocado em causa publicamente pelo que ele desde já se reservou aqui ao direito de se defender também publicamente.
Paço de Arcos, 11 de Julho de 2010
Pedro Rodrigues

Foi publicado no Diário da República, II série, de 5/2/2010, o 



