Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Laura Ayres Schola Xadrez Clube – um clube de xadrez de referência no Algarve

No Comments »

O Clube de Xadrez nasceu no ano lectivo 2005/2006 como actividade desenvolvida no âmbito dos “Tempos de Escola” do Professor Aurélio Costa.

O sucesso da actividade (já que nesse ano 200 a 300 alunos frequentaram com assiduidade o clube), levou a que no ano lectivo seguinte se efectuasse a  filiação do clube na Associação de Xadrez de Faro [e não Algarve] (AXF) e na Federação Portuguesa de Xadrez, passando então a designar-se Laura Ayres Schola Xadrez Clube.

Numa primeira fase inscreveram-se 8 alunos juntamente com o professor. A escola tornou-se então uma referência na modalidade de xadrez.

Responsável: Professor Aurélio Costa.

 

Fonte Esc. Sec. Dra. Laura Ayres.

«O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Xadrez declarou nulo e de nenhum efeito o acto eleitoral para delegados dos clubes» (Decisão do Cons. Justiça de 27.Nov2009)

13 Comments »

Enviei no passado dia 5 de Novembro para o Presidente do Conselho de Justiça um recurso do despacho da Comissão Eleitoral das Eleições para os Delegados à Assembleia Geral da FPX.

Neste recurso, ainda não publicado, requeri a impugnação das eleições para Delegados à Assembleia Geral da FPX respeitantes às categorias de clubes e técnicos.

A Decisão do Conselho de Justiça, assinada pelos seus três membros, tem, a data de 27 de Novembro de 2009.

No entanto apenas foi divulgada publicamente, no dia 18 de Dezembro de 2009.

A FPX deve considerar o documento reservado, porque não informou a existência de um recurso, não informou o seu teor, não informou que o Cons. Justiça tinha proferido decisão e, por fim, coloca-o online numa gaveta de um qualquer ficheiro meio escondido entre documentos que não têm nada a ver com o assunto. Isto é, a FPX não deu conhecimento de nada, limitou-se a despejar um papel online.

Naturalmente pensará que a própria existência de um Recurso é incómodo, a Decisão do Conselho de Justiça é mais incómodo e divulgar publicamente, através um Comunicado, é muito mais incómodo.

A FPX está incomodada que a Democracia exista, mas não pode impedir que a Democracia funcione no seio da FPX.

Durante cerca de um mês, a FPX recusou-se a divulgar que tinha pendente um recurso que impugnava as Eleições e os Resultados e que impedia a participação dos Delegados eleitos na Assembleia Geral de 20 de Dezembro de 2009.

Agora gostava de saber como é que a FPX vai lidar com a reposição da legalidade que o Conselho de Justiça veio exigir nesta sua inédita decisão.

 

  1. Declarar nulo e de nenhum efeito o acto eleitoral para delegados dos Clubes.
  2. Suspender os efeitos do acto eleitoral dos Treinadores até a FPX informar que todos os eleitores constantes dos cadernos eleitorais possuem competente título emitido ao abrigo da lei. 

 

Ver a Decisão do Recurso 2/2009, de 27 de Novembro do Conselho de Justiça da FPX. A Decisão pode ser lida em no fórum da FPX em Assuntos das Ordens de Trabalho das AG’s da FPX (Informação e discussão sobre os temas objecto de convocatória da Assembleia Geral da FPX que não tenham sub-fórum ou tópico específico). 

Sobre as Listas Candidatas a Delegados da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Xadrez e as Eleições ilegais para “Técnicos”

2 Comments »

Na 6ª feira passada referi aqui, a propósito das Eleições para Delegados à Assembleia Geral da FPX que circulavam 

«por aí informações diversas que apontam para a existência de, pelo menos, 2 listas dos Clubes, 3 dos Praticantes, uma das quais “feminina” e,  pelo menos, 1 dos árbitros

Nada mais certeiro. (Assim acertasse noutras situações no xadrez nacional.)

Ontem, 7/10, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX, colocou no «site da responsabilidade da Comissão Eleitoral das eleições para os Delegados à Assembleia Geral da FPX» uma notícia sobre as Listas Candidatas às Eleições para os Delegados. Listas estas que apenas «foram aceites provisoriamente». 

De facto, compete à Comissão Eleitoral – que ainda não está formalmente constituída, já que da sua composição fazem parte o Presidente da Mesa da AG da FPX «e um representante de cada lista canddidata» – nos termos estatutários:

«a) Verificar a regularidade do processo, a autenticidade dos documentos e a elegibilidade dos candidatos…»

(artº nº 9º, nº 6, do Regulamento Eleitoral da FPX)

De todo o modo, transcrevo a informação disponibilizada ontem

07.10.2009 –  Recebidas as seguintes listas candidatas:

Clubes – 2 listas, uma liderada por Amadeu Solha Santos e outra por António Bravo

Praticantes – 3 listas: uma liderada por Carlos Sirgado, outra por José Padeiro e outra por Ariana Pintor

Árbitros – 1 lista, liderada por Carlos Oliveira Dias

Técnicos – 1 lista, liderada por Sérgio Rocha.

Nada me move contra o MI Sérgio Rocha e a lista  que patrocina, mas, mais uma vez não posso deixar de chamar a atenção dos interessados para a ilegalidade das Eleições para os Delegados à Assembleia Geral da FPX por parte dos “Técnicos”.  

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX é responsável por cumprir e fazer cumprir as disposições legais, estatutárias e regulamentares, não pode, por isso, ser ele próprio ou o autor ou o executor – uma espécie de Pilatos que de nada sabe e se limita a lavar as mãos – quando estamos perante uma ilegalidade.

Pessoalmente, não compreendo quais são as partes do Decreto-Lei nº 248-A/2008, de 31 de Dezembro (que estabelece o regime de acesso e exercício da actividade de treinador de desporto) e do Decreto-Lei nº 248-b/2008, de 31 de Dezembro (que estabelece o regime jurídico das federações desportivas) que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX não compreende.

Mais uma vez, dada a gravidade da situação presente, me permito transcrever dois excertos do regime jurídico da actividade de treinador citado

«Sem prejuízo da competência atribuída por lei às entidades competentes, as federações desportivas titulares do estatuto de utilidade pública desportiva devem fiscalizar o cumprimento do presente decreto-lei relativamente às respectivas modalidades desportivas

(artº 13º, nº 1, do Dec.-Lei nº 248-A/2008)

Afinal os dirigentes federativos não andam constantemente a sugerir, sempre que aparece uma voz crítica, que não se façam ondas por causa do IDP?

Ninguém, na FPX, percebe ou compreende que esta actuação pode fazer perder o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva – e os euros associados – por causa do desrespeito deste decreto-lei?

«É ilegal o exercício da actividade de treinador de desporto prevista nos artigos 8º a 11º por quem não seja titular da cédula.»

(artº 15º do Dec.-Lei nº 248-A/2008)

Bom, agora as penalidades monetárias, isto é, as coimas para as situações seguintes: «quem não seja titular da cédula» (artº 17º, nº 1 a)), «autorização para o treino de praticantes desportivos ou para o ensino, (…) de quem não seja titular da cédula» (artº 17º, nº b)) e «a contratação para o exercício da actividade de treinador de desporto» (artº 17º, nº 1, c))

«1 — As contra-ordenações previstas na alínea c) do nº 1 do artigo anterior são punidas com coima entre € 3.500 e € 10 .000, se o infractor for uma pessoa colectiva.

2 — As contra-ordenações previstas nas alíneas a) e b) do nº 1 do artigo anterior são punidas com coima entre € 2.000 e € 3.500, se o infractor for uma pessoa singular ou colectiva

(artº 18º, nºs 1 e 2, do Dec.-Lei nº 248-A/2008).

É claro, que haverá sempre um “esperto” que dirá que esta situação não se aplica na FPX porque estamos a lidar com “técnicos”. Pois é, mas, em todos os escritos, comunicados, regulamentos, actas, só se ouve falar de treinadores para aqui e para acolá. Quando os jovens se deslocam ao estrangeiro vão sempre acompanhados de “treinadores” e não de simples “técnicos”, onde a FPX até inclui monitores. Leiam a minha Reclamação sobre a minha inclusão nos Cadernos Eleitorais dos Técnicos a Resposta elucidativa do Presidente da Mesa da AG da FPX.

É igualmente verdade, que os Estatutos e o Regulamento Eleitoral também só falam de técnicos, entre outros, no 18º dos Estatutos da FPX, mas isto constitui uma subversão do artº 35º, nº 2, do Regime Jurídico das Federações Desportivas.

É extremamente curioso que se tivesse adaptado(?) os Estatutos, tendo deixado escapar esta situação. Mas, isso é fruto de uma engenharia desportiva, porventura bem pensada, mas que só pode iludir os incautos.

Não pode valer tudo na Federação Portuguesa de Xadrez. Podemos discordar, mas sem golpes estatutários ou outros.

À LUZ DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR NÃO EXISTEM TREINADORES DE XADREZ, PORQUE NENHUM É DETENTOR DA COMPETENTE CÉDULA DE TREINADOR.

Tal como não se fazem omeletas sem ovos também não se podem fazer eleições para delegados de treinadores sem treinadores. Pelo menos, sem violar a Lei respectiva.

Senhores dirigentes da Federação Portuguesa de Xadrez façam como entenderem, mas não depois dizer que não sabiam ou que não foram avisados.

E, se houver lugar ao pagamento de coimas por parte da FPX fiquem sabendo que alguém lhes fará sair esses euros dos próprios bolsos!

Câmara Municipal de Paços de Ferreira celebra contratos de desenvolvimento desportivo com 20 clubes amadores no valor de € 115.000,00

No Comments »

A comparticipação financeira do Município nos programas dos clubes envolvidos e que abrange 1539 atletas, foi definida pela atribuição de € 40,00 a cada praticante do escalão sénior (392) e de € 45,00 a cada praticante dos escalões júnior, juvenil, iniciado, infantil e escolas (1147), acrescendo ainda majorações pela existência em actividade de equipas femininas (€ 500,00), de três ou mais escalões (€ 1.000,00), de todos os escalões (€ 1.500,00), de três ou mais modalidades (€ 2.000,00) e pela criação de uma nova equipa de infantis (€ 500,00). 

De salientar que nesta reunião alargada foi também aprovada a Carta Desportiva Concelhia, uma espécie de “radiografia” do desporto concelhio e que servirá de base ao alargamento e qualificação da rede de equipamentos desportivos.

A Juventude Pacense foi o clube que recebeu a maior comparticipação financeira (€ 19.660,00), em virtude dos seus 340 atletas em actividade, divididos pelas modalidades de basquetebol (71 atletas – € 3.195,00), hóquei em patins (95 atletas – € 4.205,00), patinagem artística (73 atletas  – € 3.265,00) e voleibol (101 atletas – € 4.495,00) e as majorações de modalidades, equipas femininas e escalões.

O recém-criado Clube de Badminton de Paços de Ferreira celebrou um contrato de desenvolvimento desportivo da modalidade de badminton no valor de € 15.000,00, comprometendo-se na formação de 110 atletas.

Nestes contratos os clubes obrigaram-se a proporcionar, a todos os que o desejem, especialmente aos jovens, a prática do desporto amador, sem a exigência de qualquer contrapartida ou contributo financeiro, aos que, justificadamente, careçam de recursos financeiros, e por seu turno, a Câmara Municipal comprometeu-se a prestar apoio técnico, administrativo, jurídico, médico, cedência de instalações para treinos e competições e pagamento das inscrições dos atletas nas associações e federações desportivas.

Informação recolhida no sítio da CM de Paços de Ferreira.

Responsável da Federação Angolana de Xadrez defende maior participação dos clubes mas a falta de meios financeiros e apoio material dificulta a massificação do xadrez

No Comments »

A Federação Angolana de Xadrez (FAX)

O secretário executivo da Federação Angolana de Xadrez (FAX), Manuel Pedro, defendeu quarta-feira, em Luanda, a necessidade dos clubes participarem nas actividades e nos campeonatos de forma a manterem a forma e massificar a modalidade a nível dos seus atletas.

Em declarações à Angop, Manuel Pedro explicou que tem havido provas individuais em que os clubes filiados na FAX dedicam pouca importância em participar.(…)

Na sua opinião, a presença deste grandes clubes da arena desportiva angolana à FAX, trará para as casas de jogo mais adeptos, para além da criatividade desportiva no xadrez nacional. (Ver despacho da Angop).

Em Huíla

A falta de meios financeiros está a dificultar o processo de massificação do xadrez, a nível da província da Huíla, informou hoje à Angop o presidente da associação local da modalidade (APX), António Ernesto.

O titular do órgão reitor do “desporto-ciência” na província disse que a situação já se arrasta por mais de cinco anos, o que deixa a associação sem condições para criar estímulos para os técnicos, árbitros e jogadores, envolvidos no processo, o que os leva a desistir.

António Ernesto disse que, para que a modalidade não morra na província, APX criou núcleos de massificação nas escolas e empresas, o que está a permitir que algumas pessoas continuem a praticar, sem avançar quanto precisaria, em termos monetários, para relançar a modalidade na província. (…)

A fonte considerou que a Huíla já esteve melhor no xadrez nacional, na década de 90, mas actualmente está de “mal a pior”, tudo porque a modalidade não tem apoios, aproveitando para apelar às autoridades competentes no sentido de voltarem a apoiar.

A APX controla mais de 50 jogadores, entre amadores e federados.  (ver despacho da Angop).

No Lobito

Em declarações à Angop, Pedro Filipe, chefe para área dos Desportos do Lobito informou que a modalidade não se faz sentir ao nível dos clubes sedeados nesta cidade ferro-portuária devido a escassez do material (tabuleiros) no mercado local. (..)

Na sua opinião, por ser uma urbe com instituições académicas de nível superior e de actividade turística intensa precisa de ter o xadrez quer do ponto de vista competitivo como recreativo. (Ver despacho da Angop).

«A influência da Câmara Municipal na estratégia do clube desportivo – Estudo de caso de dois clubes no concelho de Torres Vedras»

No Comments »

Vítor Fernandes concluiu em Maio de 2006, as provas de mestrado em Gestão do Desporto, com a tese A influência da Câmara Municipal na estratégia do clube desportivo – Estudo de caso de dois clubes do concelho de Torres Vedras.

A intervenção das câmaras municipais no desenvolvimento desportivo nacional reveste-se de particular importância, porquanto são proporcionam e condicionam a actividade desportiva na maior parte dos municípios do nosso país.

Com os parcos recursos de que dispõem, a maior parte dos clubes, sujeitam-se aos subsídios e apoios que aquelas entendem disponibilizar gerindo orçamentos à medida das suas conveniências políticas (e eleitorais).

O resumo da tese de mestrado que apresento é esclarecedor do que acabo de referir.

Resumo:

A literatura compreende diversos registos que comprovam a importância do poder público local como um motor importante e preponderante no desenvolvimento desportivo local e nacional.

O presente trabalho tem como objectivo principal estudar a influência da Câmara Municipal na estratégia dos Clubes Desportivos. Recorremos a quatro dimensões da análise estratégica dos clubes: os recursos, a análise estratégica, a natureza da decisão e os resultados.

A partir de uma análise documental e de entrevistas exploratórias semi-estruturadas, verificámos que

A Câmara é o principal financiador dos Clubes apostando, cada vez mais, em recursos humanos mais especializados;

A Câmara e os Clubes têm a mesma função social: a formação de cidadãos proporcionando condições de prática para os praticantes, vida saudável e generalização;

A duas organizações assumem a responsabilidade da tomada de decisão dos seus planos estratégicos, bem como dos agentes de fomento e de desenvolvimento desportivo local;

Finalmente, a dimensão dos resultados: verificámos que ambas as entidades em estufo apontaram como resultado fundamental o aumento do número de praticantes.

Em suma, concluímos que a Câmara Municipal ao apoiar financeiramente, ao promover programas e actividades, ao realizar encontros e cursos de formação destinado aos agentes desportivos, tentou exercer influência sobre os Clubes.

A OCDE alerta que s clubes de futebol são “veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro”

No Comments »

O relatório, divulgado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), salienta que nas duas últimas décadas o futebol cresceu «exponencialmente», levando a investimentos e transacções financeiras que, nalguns casos, potenciam «ligações criminosas».

Segundo este estudo, os criminosos procuram novos canais para lavar os resultados das suas actividades ilegais, ficando vários sectores em risco de serem contaminados.

A lavagem de dinheiro através do futebol não passa apenas por investir nos clubes, mas pelas transferências milionárias de jogadores. Segundo o estudo, também o sector das apostas online deverá ser objecto de especial atenção.

A organização inter-governamental de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (FAFT-GAFI), que funciona na sede da OCDE, assinala que as vulnerabilidades relacionadas com a estrutura, o financiamento e a cultura do sector tornam a indústria de futebol atractiva para os criminosos.

Lido em Agência Financeira e Público.

Campeonato de xadrez no Clube Naval da Horta

No Comments »

Tem início hoje o Campeonato de Xadrez do Clube Naval da Horta. Este campeonato Clube Naval da Hortapermitirá apurar o campeão de ilha que vai disputar, posteriormente, uma fase regional que se realiza em S. Miguel.

 
O dinamizador desta nova secção que surgiu agora no Clube Naval da Horta, Rui Campos, afirma que o evento conta já com oito concorrentes. O calendário ainda não está definido, mas já é do conhecimento de todos que esta secção está a organizar uma equipa para disputar a subida à 3.ª divisão.


Rui Campos, Fernando Guerra, Pedro Terra, Helder Castro, Paulo Sousa, Domenico Bettani, Francisco e António são os impulsionadores desta secção, alegando que «o xadrez é um desporto praticado, sobretudo, quando se tem muito tempo livre e sabemos que os iatistas jogam muito nas suas viagens»”.

 

Rui Campos salienta que «desde os dez anos que jogo xadrez e sempre houve muitos jogadores no Faial que participavam pelo Inatel, agora temos um clube e somos federados, o que só enriquece a modalidade e, claro está, o Clube Naval da Horta».

Lido no Jornal Diário açoreano.

 

Um exemplo açoreano nestes tempos de crise do dirigismo da modalidade.

Internet leva clubes de xadrez na capital paulista [Brasil] à falência

No Comments »

Foi com incrudelidade que tomei conhecimento, em plena quadra natalícia desta notícia da jornalista Carolina Araújo (Folhapress).

 

Na noite do dia 13 de Dezembro, sábado, o jogador de xadrez Panayote Meidanis lia um jornal no Clube de Xadrez de São Paulo. Sozinho no salão com mais de 50 mesas quadriculadas, aguardava a chegada de um potencial adversário para jogar uma partida.

 

PORTEIRO RELEMBRA ANOS BONS

O xadrez já foi popular em São Paulo. Testemunha ocular disso, Virgílio Agostinho Oliveira, de 78 anos, porteiro do Clube de Xadrez de São Paulo desde 1953, lamenta a falta de interesse atual. «Há alguns anos, aqui era animado até de madrugada. Hoje, me dá tristeza ver o salão tão vazio».

Após 55 anos de trabalho no local e já aposentado, “seu Virgílio”, como é conhecido, segue trabalhando no clube todos os dias, mesmo que, devido aos problemas financeiros, seus salários estejam atrasados há vários meses.

LEIA MAIS SOBRE ‘SEU VIRGÍLIO’

 

O ambiente vazio no terceiro andar do prédio na rua Araújo, na região da República, traz poucas evidências de que aquele tenha sido o palco dos principais torneios de xadrez do Brasil nos últimos anos.


Ou de que, na década de 60, 800 sócios freqüentassem o espaço, contra os pouco mais de 40 que, atualmente, ainda pagam a mensalidade de R$ 40.


Nem a tradição salva da decadência o Clube de Xadrez de São Paulo (CXSP), o mais Clube de Xadrez de São Pauloimportante do país e, fundado há 106 anos, o mais antigo do continente americano.


A dívida atual ultrapassa R$ 20 mil, diz o presidente da entidade, Celso Freitas. A receita com mensalidades está longe do valor das despesas fixas, de cerca de R$ 4.000 por mês.


Para reduzir custos, o clube restringiu dias e horários de funcionamento e tirou seu site do ar. Na semana passada, ficou dias sem água por falta de pagamento. «O xadrez é vítima da internet», afirma Freitas, que crê que a popularização dos jogos on-line tornou os enxadristas pouco interessados em encarar rivais de carne e osso.

 

Ler mais.

 

É uma tristeza ler notícias destas, em especial, num clube centenário e o mais antigo da América Latina. O xadrez não merecia isto. Sinal dos tempos? Já em tempos li a descrição de uma situação complicada no Boylston Chess Club  e a “ginástica” que este clube americano fazia para ser viável. Por cá é o que se sabe. 2008 não termina da melhor maneira. 

Reunião de clubes de Lisboa secreta ou à porta fechada?

No Comments »

A Direcção da AX Lisboa convocou, para hoje, 29/9, às 20.30h, uma “reunião de clubes” para discutir a próxima época e o calendário oficial para 2008/09, entre outros assuntos.

Em virtude da convocação e dos assuntos a tratar na reunião não se encontrar disponível na página da AXL, permite concluir que a reunião ou “é secreta” ou simplesmente “à porta fechada”?

Xadrez: Novo Regulamento de Competições da FPX

2 Comments »

O administrador do fórum Lusoxadrez, António Russo publicou ontem, da autoria de Fernando Carapau, um artigo, Mais Polémica. Isto está a ficar lindo, num email que dirigiu, em estilo de Carta Aberta, aos dirigentes federativos, associativos e de clubes, bem como a toda a comunidade xadrezista, sobre o Novo Regulamento de Competições da FPX (RC).

Hoje, em novo artigo escreve

Era importante ouvir outros comentários de colegas pois não acredito que toda a comunidade de xadrez em Portugal aceite este novo RC e da forma como todo o processo foi conduzido. Gostaria de ouvir em particular os responsáveis e jogadores dos clubes da 1º divisão, e era importante saber qual a posição da Associação de Mestres sobre este novo RC.

Será desta que alguém vai começar a escrever alguma coisa sobre a alteração do Quadro Competitivo Nacional e da sua Regulamentação?

NA Cucujães restaura a sede e aposta no xadrez

No Comments »

Pode ler-se em A Voz de Azeméis online que

Com a colaboração da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e da Junta de Freguesia da Vila de Cucujães, mas sobretudo com a ‘prata da casa’ – entenda-se gente ligada à colectividade – desde 1999 que o Núcleo de Atletismo de Cucujães (NAC) tem vindo a restaurar o velho edifício, mantendo a traça inicial.

Hoje, a parte exterior está concluída, faltando agora o interior. Depois disso, o xadrez e o snooker – outras duas secções do NAC, além do atletismo – terão um espaço digno para a sua prática. “Mas tudo a seu tempo”, afirmou o actualmente líder da assembleia-geral, que foi presidente da direcção durante 25 anos.

Presentemente as AEC (actividades de enriquecimento curricular) – vertente xadrez – nas escolas do primeiro ciclo são asseguradas por professores de educação física, que – garantiu Rui Costa, também dirigente da instituição – não sabem ensinar a modalidade desportiva. Na sua óptica, deviam ser os monitores (devidamente credenciados) de algumas colectividades onde se pratica xadrez – do NAC, por exemplo – a fazê-lo.

Mas a agremiação não é só atletismo nem xadrez…

Ler artigo completo de Gisélia Nunes Sede e pista de atletismo continuam a ser anseios.

Pois é, há dirigentes e dirigentes!! Força NA Cucujães.

Grupo de Xadrez de Santarém regressa à cidade

No Comments »

O xadrez escalabitano está de volta a Santarém. A Junta de Freguesia de S. Nicolau foi sensível ao problema dos xadrezistas, que ficaram sem um espaço para praticar a modalidade na cidade e decidiu ceder-lhes uma sala na sua sede, para desenvolverem a sua actividade.

Recorde-se que o Grupo de Xadrez de Santarém começou a ter problemas para desenvolver a modalidade, depois de serem obrigados a deixar a sala que tinham no Pavilhão do Inatel e do fecho do Café Kabab, que levou a que depois de quase dez anos consecutivos a jogar na Terceira Divisão Nacional fosse obrigado a uma paragem prolongada.

Ler o artigo completo no jornal O Mirante.

Criado o Clube de Xadrez Externato Leonardo da Vinci em Braga

3 Comments »

O Externato Leonardo da Vinci é a mais recente e jovem equipa de Xadrez da Associação de Xadrez do Externato Leonardo da VinciDistrito de Braga. A sua fundação aconteceu no passado dia 22 do corrente com a inscrição de nove jogadores sub 10 e sub 8.

Estes jogadores iniciaram, na sua maioria, a prática do xadrez como disciplina de complemento curricular em finais de Outubro e dois em Fevereiro. Para o próximo ano lectivo prevê-se uma maior adesão fruto das actividades que se irão realizar no final do ano lectivo e que contarão com o apoio da Secundária Sá de Miranda.

A directora do Externato Leonardo da Vinci, Drª Leonor.

Ler mais no blogue do Clube de Xadrez Externato Leonardo da Vinci.

GX Alekhine inaugura a nova sede na 2ª feira 5/5

No Comments »

O GX Alekhine, clube fundado por Rui Pedrosa Franco, em 30 de Maio de 1947, vai inaugurar a sua nova sede, na próxima 2ª feira, dia 5 de Maio.

Tendo recebido um convite para estar presente na solenidade, irei com muito gosto participar nesse acontecimento festivo, aproveitanto a oportunidade para endereçar as sinceras felicitações aos dirigentes do Alekhine que tornaram possível um sonho de muitos anos – ter uma sede própria ao serviço do xadrez. Eles merecem, como soe dizer-se.