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«Uma abordagem sobre a questão da visibilidade do xadrez no marketing desportivo», de Ricardo Paolucci

Sábado, Junho 27th, 2009

Tenho vindo a dar um grande relevo à questão da visibilidade e prestígio do xadrez na imprensa e na população em geral. Depois de dois artigos muito interessantes, publico de seguida, mais um excelente artigo, do Dr. Ricardo Paolucci, que para além do seu currículo académico e profissional é xadrezista. Quanto mais não fosse por isso, desta vez, é “um dos nossos”, interessado na promoção, desenvolvimento, divulgação, visibilidade e prestígio do xadrez. E acima de tudo é claro, directo e frontal. E prático! Mais uma valiosa contribuição vinda do Brasil.

Um texto a não perder, para ler e reflectir… Mais uma vez, os meus agradecimentos pessoais a Orlando Silvestre, presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX)

O XADREZ E AS “HAVAIANAS”

 (Uma abordagem sobre a questão da visibilidade do xadrez no marketing desportivo), por Ricardo Paolucci

Há um certo tempo venho discutindo este assunto, seja com pessoas do meio enxadrístico ou com profissionais que atuam no segmento de administração e marketing esportivo.

Meu ponto de vista e argumentação remete-se à estratégia de grandes empresas em momentos de crise, queda de produção ou redução do seu público consumidor.

Em muitos casos, o que podemos acompanhar é o “rejuvenescimento da marca/produto” e, para ilustrar, temos um caso exemplar: A empresa Alpargatas e suas sandálias “Havaianas”

Quem viveu intensamente os anos 70 e 80 pode recordar – e concordar – que este produto era tipicamente visto e associado com o “calçado das empregadas domésticas”, tinham apenas um caráter funcional e, ano a ano perdia cada vez mais mercado.

Pois eis que, ao final dos anos 90, a história começa a mudar e o que antes era uma simples sandália de borracha, se tornou um acessório de moda, valorizado em todo o mundo e atingindo um público que jamais poderia ser imaginado há 3 décadas. 

Trazendo este cenário para o Xadrez, o que podemos encontrar?

Tirando os “praticantes intensos”, a visão global, ainda, associa o xadrez com quem e o quê?

Não é difícil responder: Mequinho e “pessoas nerds”.

É incrível que, passados mais de 30 anos do auge de sua carreira, seja ele ainda o “top of mind” da grande maioria da população e da mídia nacional. E aqui não vai nenhuma crítica ao GM, ao contrário, pois ele fez por merecer este reconhecimento.

Vejam que são situações semelhantes ao “case Havaianas”.

Além dos já consagrados Milos, Vescovi e Leitão, temos uma nova geração de jovens talentos extremamente promissora – Fier, Diamant, Krikor – e que em nada lembram aquela figura “nerd” tão enraizada na mente daqueles que apenas acompanham superficialmente este esporte.

O que falta, então?

Simplesmente conseguir atingir o mesmo “efeito Guga” que quintuplicou os praticantes de tênis. Porém, neste caso, minha sugestão é seguir um cronograma de planejamento estratégico que fatalmente dará resultados em médio prazo, consolidando este modelo para o longo prazo.

Fácil falar – ou escrever – mas como executar?

Seguem alguns exemplos:

·         Melhoria da estrutura administrativa das Federações e Confederação, com profissionais capacitados para realizar uma gestão profissional, com destaque principal para:

Marketing: para elaboração de todas as propriedades e retornos (imagem/institucional), além de contatos com patrocinadores / investidores em potencial;

Comunicação: atuação direta com todo material de divulgação e assessoria de imprensa para as mídias existentes;

Informática/Tecnologia: criação de um site que seja AGRADÁVEL , INTERATIVO, ATUALIZADO DIARIAMENTE (e, se for caso, várias vezes ao dia);

·         Massificação dos participantes, nas escolas, clubes ou competições “acessíveis”, tanto do ponto de vista estrutural como financeiro;

·         A criação de um calendário unificado, com implantação de um circuito nacional, privilegiando TODAS as capitais do país, em TODAS as categorias, com realização da “Semana do Xadrez” em cada uma delas, com premiações atraentes, envolvendo atividades paralelas durante as competições (sejam palestras de profissionais não necessariamente ligados ao xadrez, mas que consigam fazer analogia de sua área de atuação com a modalidade), feira com exposição de produtos e serviços, clínicas e atividades interativas aos expectadores;

·         Aproveitar as oportunidades fiscais proporcionadas pelo Ministério do Esporte (vide Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte – Lei 11.438/06), formatando projetos que beneficiem a comunidade enxadrística e o seu desenvolvimento para que, cada vez mais, tenhamos atletas entre os melhores do ranking mundial.

A mídia só vai atrás do que seja interessante em termos de repercussão. O patrocinador / investidor também atua e pensa da mesma maneira. Por isso, no caso do Xadrez, este processo deve começar o quanto antes. 

É mais do que necessário “rejuvenescer” e “profissionalizar” nosso produto e torná-lo atrativo e desejado pelas pessoas – tal qual uma “Havaianas”. 

Ricardo Paolucci é graduado em Administração de Empresas e Negócios, profissional de Educação Física, pós-graduado em Administração e Marketing Esportivo, mestre em Administração, Consultor e Gestor de Esportes e Entretenimento. Premiado como “Gestor Esportivo de 2009” pela Confederação Brasileira de Clubes. E enxadrista!

Artigo disponível em grbg [Galeria de Xadrez Borba Gato].

Blogue brasileiro sobre Arbitragem no Xadrez

Sábado, Março 28th, 2009

Através do blogue Maiakovsky, de Eduardo Maia, cheguei ao blogue Xadrez Opinião e através deste ao blogue de um advogado e árbitro de xadrez brasileiro que esteve presente nas Olimpíadas de Xadrez, em Dresden 2008.

 

O blogue Arbitragem de Xadrez, é muito interessante e debruça-se sobre, neste momento, sobre Autor do blogue Arbitrage de Xadrez.uma matéria bem actual, que foi objecto de discussão no Congresso da FIDE em Dresden.

 

O blogue tem pouco mais de 3 meses mas aborda já a questão presenta e actual da absurda regra sobre o atraso dos jogadores. Leia-se

 

Tolerância zero – bom senso idem!, sobre a «absurda», no entender deste jurista, alteração das regras, «no que tange ao atraso dos jogadores, após o início de cada rodada» que entrará em vigor a partir de 1 de Julho de 2009.

 

Dúvida sobre o sistema de pontuação, «a respeito da polémica sugestão de alteração da regra do atraso do jogador para a partida»,

 

Enfim, tolerância a gosto de freguês…, ainda sobre a «questão da tolerância zero, questão polémica que a FIDE levantou em Dresden».

 

Aceitem a minha sugestão. Visitem e comentem! 

 

[A propósito a FPX e a sua Chefe da Delegação já sabiam desta alteração a entrar em vigor em 1 de Julho de 2009?]

 

Larry Evans e a entrevista de Dick Cavett a Fischer

Quarta-feira, Agosto 27th, 2008

Ver o artigo de Larry Evans sobre xadrez: Dick Cavett recalls interviews with Bobby Fischer publicado em SunSentinel.com.

 

Influência da proveniência na cultura desportiva dos jovens

Sexta-feira, Julho 18th, 2008

João Pimentel e Paulo Nunes, ambos da Esc Sup de Educação de Viseu, publicaram na revista Estudos, sobre Pedagogia do Desporto, 7, o artigo Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens, no qual defendem que

 

A educação da criança inicia-se ainda no meio familiar, aí se integram várias dimensões educativas: cognitivas, afectivas, sociais e motoras. Até ao início da educação formal, toda a actividade formativa e a estruturação do comportamento motor é da responsabilidade da família. Quando entra para a escola, passa a ter um acompanhamento educativo especializado, cabendo a educação motora e do próprio corpo à disciplina de Educação Física.

 

O Min. da Educação determina que o programa de Educação Física seja igual em todas as escolas, através de um modelo de programa que contém duas partes distintas de matérias; uma parte é comum a todas as escolas e anos de escolaridade; a outra consiste em modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente pelo grupo de Educação Física.

 

A parte comum, que se refere basicamente às modalidades desportivas tradicionais e podem ser praticadas em todas as escolas, garante, não só a necessária homogeneidade do currículo a determinado nível de desenvolvimento, mas também a atribuição a cada escola dos meios necessários ao desenvolvimento dessas matérias.

 

As modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente, permitirão o aproveitamento das características próprias ou condições espaciais existentes em cada escola e na respectiva região.

 

(…)

 

O conhecimento das preferências e das rejeições das diferentes modalidade desportivas por parte dos alunos é fundamental para garantir a motivação e, em consequência, a aprendizagem e performance desportivas, já que estas são determinadas sobretudo pela intensidade e características da motivação e, como refere Cratty, «a motivação muda de actividade para actividade».

 

Um cantinho em Mesão FrioSe os alunos praticam modalidades de sua livre escolha, sentir-se-ão mais motivados o que leva a um intenso empenhamento na prática e, em consequência, a uma maior aprendizagem dessas modalidades desportivas. Ao contrário, a prática de modalidades desportivas de que não se goste desmotiva o aluno e reduz a intensidade e persistência do seu empenho, o que afecta a qualidade de execução e a aprendizagem das mesmas.

 

In Introdução de Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens

“Mate de Bodem”

Sexta-feira, Julho 18th, 2008

É com prazer que recebo e divulgo as informações e notícias que Ignacio García Heras (Vicepresidente segundo Ateneo de Cáceres) me envia. Grato por isso. Aqui vai a sua última mensagem:

Samuel Standidge Boden (1826-1882),  Fue uno de los mejores jugadores ingleses de su época. Jugo un match contra Paúl Morphy en Londres 1858, donde solo pudo obtener una victoria, y precisamente dando un recital con su pareja de alfiles, tres tablas por seis derrotas.

Veamos a través de partidas de clásicos y estudios de posiciones el famoso “Mate de Bodem” en el siguiente enlace.

Justiça desportiva

Quinta-feira, Julho 10th, 2008

Rui Rangel, Juiz Desembargador.

Rui Rangel, juiz desembargador, escreveu o seguinte artigo de opinião no Correio da Manhã de ontem. Permito-me destacar dois parágrafos deste excelente artigo.

A última reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol veio demonstrar várias coisas: as fragilidades e deficiências do direito desportivo; a ausência de um regime jurídico sólido e transparente e de uma justiça imune a pressões; a irresponsabilidade dos seus membros; e a falta de um quadro punitivo pedagógico e exemplar. Esta reunião matou o pouco que ainda restava da credibilidade e do prestígio dos organismos que dirigem o futebol português. A pressão a que foram sujeitos os membros do CJ, vinda de todos os lados, com ‘fruta’ ou sem ‘fruta’ prometida, foi insuportável e só pode conduzir à demissão dos seus membros. (…)

Só um Tribunal de Desporto, trajado com as vestes da imparcialidade, da isenção e da independência, fica blindado contra as eventuais influências dos clubes ou das associações. E não adianta, no actual figurino jurídico,colocar juízes togados para dar essa garantia, porque o problema era igual, dependia do tamanho do avental pelos serviços prestados. Convém dizer, para evitar confusões, que, por sorte, nenhum dos actuais membros do CJ é juiz de carreira. De juízes conselheiros nada têm, a não ser o nome. A construção de uma justiça desportiva, como um meio alternativo de solução de conflitos de interesses, passa pela criação urgente deste Tribunal, com juízes nomeados pelo CSM.

Ler o artigo Justiça desportiva.

Não poderia estra mais de acordo. Se substituírem

  • Presidente da FPF por FPX,
  • Conselho de Justiça por Conselho Jurisdicional,
  • Caso Apito Final por Caso FPX-SIR-Elvas.

as duas situações justapõem-se ou não? 

Certo. Mas onde estão elas, as leis?

Sexta-feira, Julho 4th, 2008

José Manuel Meirim publicou mais um artigo do qual me permito destacar a sua parte final:

Com efeito, passados três anos de governação e cerca de um ano e meio sobre a publicação da Lei de Bases, onde está a produção legislativa exigida por essa lei e que consubstanciaria a tal “reforma legislativa” ou a “via jurídica para o desenvolvimento desportivo”. Que diplomas foram publicados?

É manifesta a incapacidade do Governo para seguir qualquer “via jurídica”. Aparte as novas – e muito criticadas – normas reguladoras do IDP, o que nos resta se não um enorme deserto normativo, melhor dizendo, a vigência quase total do arsenal normativo decorrente da Lei de Bases de 1990?

A todo o momento, durante estes três anos, o Governo anunciou que estavam em marcha um sem número de diplomas, todos muito urgentes, mas apenas à medida que as circunstâncias da realidade desportiva impunham que se dissesse algo. Nada mais do que isso.

Estribado num órgão consultivo – o Conselho Nacional do Desporto, incluindo as suas secções – que tem primado pelas desavenças pessoais, por votações contrárias às suas próprias normas regimentais (e à lei), com muitos membros a não votarem e outros a serem “representados por observadores”, por lutas intestinas de protagonismos pessoais e institucionais, incapaz de elaborar um parecer sobre o proposto regime jurídico das federações desportivas, este Governo não tem uma “via jurídica”. Como não tem uma política desportiva.

Em suma, não tem é nada.

Assim vamos nós em Portugal….

Ler o artigo Certo. Mas onde estão elas, as leis?.

Joaquín Arriaga escreve sobre as obras de Ruy Lopez

Sexta-feira, Junho 27th, 2008

Recebi o seguinte pedido de divulgação do artigo de Joaquín Pérez de Arriaga, que já nos havia brindado com um interessante artigo.

RUEGO DEN LA MÁXIMA DIFUSION DE ESTE ARTÍCULO QUE CONSIDERO DE INTERÉS COMO PARTE DE LA HISTORIA UNIVERSAL DEL AJEDREZ.

Joaquín Pérez de Arriaga, problemista, escritor e historiador.El pasado 1 de Junio Joaquín Pérez de Arriaga (problemista, escritor e historiador), presentó el primer capítulo de una serie de artículos sobre la vida y obra de Ruy López de Segura. Contar con un reconocido historiador para profundizar en la vida de este grande del ajedrez español es siempre un honor, más conociendo obras como El incunable de Lucena o Repetición de Amores y Arte de Ajedrez con CL juegos de partido que le consagran como uno de los escritores e historiadores de ajedrez más prestigiosos españoles..

En esta ocasión ha querido contribuir con un segundo artículo sobre la figura de RuyRuy López de Segura López de Segura, Las obras que dieron fama universal a Ruy López de Segura, un importante e interesante trabajo que se añade a la serie de artículos ya publicados sobre la vida y obra de este gran extremeño.

Ver [versão de impressão] do artigo Obras de RUY LÓPEZ de SEGURA (II).

As várias edições italianas de Damião

Quinta-feira, Junho 12th, 2008

QVESTO LIBRO E DA IMPARARE GIOCARE A SCACHI ET DE LE PARTITE.

Revista L'Italia Scacchistica, n. 1200, de Maggio/Giugno 2008.

Le varie edizioni italiane del Damiano

E’ forse la prima volta che una rivista pubblica i frontespizi di tutte le edizioni del celebre Libro del portoghese Damiano, un testo molto importante sia per la sua epoca, il Cinquecento, sia per gli scacchi in assoluto.


Ne saranno sicuramente felice gli storici, ma tutti gli appassionati potranno scoprire notizie nuove e inedite.

 

Ler mais em L’Italia Scacchistica, 1200 Maggio/Giugno 2008.

NOTA:

Agradeço, reconhecido, a f.vieira [Fernando Vieira?] o comentário colocado no Ala de Rei., bem como a indicação para a revista italiana L’Italia Scacchistica e o artigo Le varie edizioni italiane del Damiano.

 

 

RUY LOPEZ contra GIOVANNI LEONARDO

Segunda-feira, Junho 2nd, 2008

Recebi de Ignacio García (Vice-presidente Segundo del Ateneo de Cáceres), a informação seguinte:

Joaquín Pérez de Arriaga es problemista, escritor e historiador, uno de los más afamados estudiosos sobre los antecedentes de nuestro ajedrez. Sus colaboraciones en revistas especializadas como la Revista Internacional de Ajedrez, Ocho x Ocho, Chess Collector, New in Chess, Gambito, etc., sus artículos en la prensa nacional como El País, Tribuna de Salamanca, …, o sus obras como El incunable de Lucena o Repetición de Amores y Arte de Ajedrez con CL juegos de partido le consagran como uno de los escritores e historiadores de ajedrez más prestigiosos de nuestro país.

En esta ocasión ha querido contribuir con nuestra web enviándonos un primer artículo sobre la figura de Ruy López de Segura, Ruy López contra Giovanni Leonardo, una importante e interesante investigación sobre la vida y obra de este gran extremeño.

El artículo lo puedes encontrar enRUY LOPEZ contra GIOVANNI LEONARDO.

O artigo é interessante, almém do mais, contém referências ao nosso Damiano e à sua obra. Um artigo a ler.