Pessoa amiga, que não é dirigente de qualquer associação distrital de xadrez, telefonou-me nas vésperas do Natal para me desejar Boas Festas. E deu-me a novidade… a bomba como já li.
A fonte, pediu-me, no entanto, reserva da informação e o anonimato, que respeitei. Não sei nem perguntei como obteve a informação, mas tive o cuidado de conhecer que era fidedigna. E fiquei com ela.
Não estranhei, por isso, o que me foi relatado, porquanto, as acções e comportamentos já indiciavam uma disponibilidade para o “disparate”. Mas, perante a gravidade dos factos descritos, entendi, por bem, aguardar a “comunicação oficial” dos órgãos dirigentes da FPX. Que permaneceram silenciosos, como se nada se tivesse passado!
Cerca de 5 minutos para a meia-noite do dia 31 de Dezembro, recebo dois sms no telemóvel dizendo-me para ir à net. Ver novidades no blogue Casa do Xadrez. Constatei que o que vinha descrito, em forma de Carta à FPX, correspondia, à descrição que tinha recebido.
Não pretendi, mais uma vez, ser o primeiro a vir a lume com factos relacionados com a Vice-Presidente da Direcção da FPX, especialmente, em vésperas de Natal e Fim de Ano, não obstante o facto justificar a sua divulgação pública imediata. Mas, a fonte, não me permitia revelar, por enquanto, a informação. Devia aguardar mais alguns dias. Como, pessoalmente, nada me move contra a cidadã Maria Armanda Plácido, mas, do ponto de vista desportivo, é pública a minha tomada de posição, isto é, a filiada da FPX, Maria Armanda Plácido, devia obviamente demitir-se ou ser afastada compulsivamente do xadrez. O tempo veio desvelar a verdade!
Pela importância, permiti-me transcrever da Casa do Xadrez, a citada carta das jogadores da selecção olímpica feminina que assinaram o documento. Os comentários que surgiram à Carta das jogadoras e, mais tarde, à troca de emails, são sintomáticos de que, não obstante escreverem sob o anonimato, há quem esteja atento ao que se vai passando… Lamento, não ter tido acesso a essa troca de emails, mas, nem isso tive conhecimento.
Se é verdade que por vezes a informação circula, ainda que em circuito fechado, também é verdade que, por vezes, ela tropeça. Ninguém me fez chegar qualquer escrito – carta ou outro documento – sobre o que se passou durante as Olimpíadas de Dresden. Não sei se é estranho mas é a verdade.
Quanto à troca de comentários surgidos na Casa do Xadrez sobre a existência de emails trocados e o seu conteúdo e a não divulgação – ou mesmo, a insinuação de sonegação ou mesmo, ainda, de reserva, desses escritos no blogue Ala de Rei – abordarei à parte, porque a questão, sendo aparentemente colateral, tem importância, quando o discernimento não impera.
Estas cartas mostram a situação actual que se vive no xadrez. Mostram, igualmente, a certas pessoas, incrédulas ou malidecentes, a justeza de todos aqueles que não estão dispostos a abdicar da defesa de princípios e valores de seriedade, respeito, rigor e transparência no xadrez português e para quem a ética e a verdade desportivas não se trocam por um qualquer prato de lentilhas.
Isto é o que acontece quando trocamos a liberdade (de associação) por subsídios a fundo perdido. Fica-se livre dentro de uma gaiola ou de uma jaula, dependendo o tamanho desta da ambição e do oportunismo e da predisposição para se viver de mão estendida.
Os tristes exemplos descritos, mostram não apenas a falta de vergonha de um certo tipo de dirigismo que temos. Vamos ver, daqui em diante, se tem apoios que gangrenem as partes sãs do dirigismo, que à falta de melhor forma de se protegeram afastam-se para bem longe desta praga.
Para que o dossier fique completo, convém ler as cartas trocadas pelos intervenientes, que o blogue Casa do Xadrez divulgou publicamente (ontem 5/1/09).
Ano Novo, Vida Nova, diz o ditado. Espero e desejo que assim seja, mas também por aqui parece que a tradição já não é o que era, como diz o anúncio, o que é uma pena, como todos reconhecerão.