Archive for the ‘Olimpíadas’ Category

FIDE: «Comunicado Importante sobre as Olimpíadas de 2010»

Quarta-feira, Março 10th, 2010

A FIDE emitiu, no passado dia 20 de Fevereiro, um Comunicado Importante sobre as Olimpíadas de Xadrez de 2010 que se realizam em Khanty-Mansiysk (Sibéria) de 19 de Setembro a 4 de Outubro de 2010.

Important Announcement about 2010 Olympiad

FIDE and Organizing Committee of Khanty-Mansiysk would like to bring to federation’s attention some important facts and dates regarding the coming Olympiad and FIDE Congress

Please note that this is preliminary information. The official invitation will be sent to federations on April 20th according to the Olympiad Regulations.

O documento continua.

 

A comunidade xadrezista ignora por completo como vai decorrer a participação das selecções nacionais (absoluta e feminina) de Portugal nas Olimpíadas.

Ainda está muito presente o que aconteceu nas Olimpíadas de Dresden em 2008 e tudo o que se lhe seguiu.

O Regulamento de Representações Nacionais tão polémico continua por alterar um ano e meio depois e as personagens que estavam à frente da FPX estão todos por aí.

A FPX disponiblizou no Orçamento para 2010 a verba de €  7.000,00!

É minha intenção fazer  antecipadamente uma exposição ao secretário de Estado do Desporto alertando-o, com documentos  comprovativos, para que o que aconteceu em 2008 não se repita. Há dois anos o xadrez ficou calado, em 2010 tudo será do domínio público!

A Federação Portuguesa de Xadrez – uma associação de direito privado com estatuto de utilidade pública desportiva - tem de informar e prestar contas aos seus associados sob pena de violar o cumprimento do Regime Jurídico das Federações Desportivas e os Estatutos da FPX.

E o secretário de Estado da Juventude do Desporto e o presidente do IDP ficarão a par dos acontecimentos, nem que seja pela comunicação social.

Grandes eventos desportivos têm efeitos negativos para populações

Sexta-feira, Março 5th, 2010

De acordo com o DN que cita um despacho da agência LUSA

A organização de eventos desportivos como os Jogos Olímpicos e Mundiais de futebol, são uma oportunidade para impulsionar o direito à habitação digna, mas os efeitos negativos sobre populações e cidades são “alarmantes”, indica um relatório da ONU.

Pedido público de instauração de Processo Disciplinar à Vice-Presidente da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez e Chefe de Delegação às Olimpíadas de Xadrez em Dresden 2008

Quinta-feira, Janeiro 8th, 2009

FPXA comunidade xadrezista sabia que a deslocação a Dresden para disputar as Olimpíadas de Xadrez estava contaminada por um mal-estar e por um ambiente de “cortar à faca”.

 

A Carta Aberta que enderecei a Maria Armanda Plácido, na sequência de outros escritos aqui no blogue, prenunciavam o que se passou na Alemanha. No entanto, ainda havia umas quantas pessoas que ingenuamente acreditavam na inocência da Vice-Presidente da Direcção da FPX, querendo fazer-me[nos] crer que andava uma cabala à solta contra a senhora e o seu bom nome, honra e consideração. Más-línguas. De tudo se ouviu.

 

Os documentos agora divulgados pela Casa do Xadrez, mostram que a realidade ultrapassou qualquer previsão mais antipática ou mais negra que se pudesse ter do comportamento (previsível) da Vice-Presidente da Direcção da FPX e capitã da selecção olímpica feminina e Delegada ao Congresso da FIDE e Chefe de Delegação da FPX.

 

O bom nome e prestígio de PORTUGAL pode ter estado em causa. Mas a dignidade de duas atletas [Ariana Pintor e Ana Baptista] foram violentadas ao ser abandonadas e insultadas pela capitã da sua selecção nacional.

 

A carta que Rosa Maria Durão enviou ao Presidente, aos Directores, ao Presidente do Conselho Fiscal e da Assembleia Geral da FPX com cópia para as Associações Distritais, APMX e Vice-Presidente da Direcção da FPX com cópias para as Associações Distritais, é por si só suficiente para que os órgãos federativos responsáveis actuem de imediato mandando instaurar um Processo Disciplinar (ou mesmo um Processo de Averiguações) para que se apure os factos, identifique os infractores, se os houver, e se puna nos termos das disposições legais, estatutárias e regulamentares aplicáveis.

 

O que se descreve não se pode deixar passar em branco, em nome de tudo aquilo que o xadrez significa de bom, de sério, de verdadeiro.

 

 

Ora, nos termos do Regulamento de Disciplina da FPX em vigor,

 

Artº 14º (Infracções Muito Graves)

 

São consideradas infracções Muito Graves:

(…)

 

d) Qualquer declaração, comportamento, atitude ou gesto público ofensivo, agressivo ou antidesportivo, que revista especial gravidade;

(…)

 

f) Os actos notórios e públicos que atentem contra a dignidade ou a ética desportiva, quando revistam especial gravidade;

 

e

 

Artº 16º (Circunstâncias Agravantes)

 

São consideradas circunatâncias agravantes:

(…)

 

2. A acumulação de infracções, numa mesma participação.

3. Ser o infractor titular de Órgãos Nacionais, Reginais ou Técnicos da FPX.

 

4. A prática da infracção em país estrangeiro.A Rainha de Copas proibe...

 

 

A Federação Portuguesa de Xadrez, designadamente, o Presidente do Conselho Disciplinar da FPX, por via do novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, tem o dever e a obrigação legal de mandar instaurar, com efeitos imediatos, um Processo Disciplinar, a Maria Armanda Plácida, Vice-Presidente da Direcção da FPX, em virtude dos actos e comportamentos descritos em Cartas de Rosa Maria Durão e das jogadoras Ana Baptista, Ariana Pintor e Margarida Coimbra da Selecção Olímpica Feminina à Olimpíada de Xadrez 2008, tornados públicos online em Casa do Xadrez.

 

Permito-me chamar a atenção para o facto do Artº 24º (do Regulamento de Disciplina da FPX) dispor que

O direito de instaurar procedimento disciplinar prescreve igualmente se, conhecida a infracção, não for instaurado o competente procedimento disciplinar no prazo de 3 meses pela entidade disciplinarmente competente. 

Cartas e emails… e um esclarecimento.

Terça-feira, Janeiro 6th, 2009

Pessoa amiga, que não é dirigente de qualquer associação distrital de xadrez, telefonou-me nas vésperas do Natal para me desejar Boas Festas. E deu-me a novidade… a bomba como já li.

A fonte, pediu-me, no entanto, reserva da informação e o anonimato, que respeitei. Não sei nem perguntei como obteve a informação, mas tive o cuidado de conhecer que era fidedigna. E fiquei com ela.

Não estranhei, por isso, o que me foi relatado, porquanto, as acções e comportamentos já indiciavam uma disponibilidade para o “disparate”. Mas, perante a gravidade dos factos descritos, entendi, por bem, aguardar a “comunicação oficial” dos órgãos dirigentes da FPX. Que permaneceram silenciosos, como se nada se tivesse passado!

Cerca de 5 minutos para a meia-noite do dia 31 de Dezembro, recebo dois sms no telemóvel dizendo-me para ir à net. Ver novidades no blogue Casa do Xadrez. Constatei que o que vinha descrito, em forma de Carta à FPX, correspondia, à descrição que tinha recebido.

Não pretendi, mais uma vez, ser o primeiro a vir a lume com factos relacionados com a Vice-Presidente da Direcção da FPX, especialmente, em vésperas de Natal e Fim de Ano, não obstante o facto justificar a sua divulgação pública imediata. Mas, a fonte, não me permitia revelar, por enquanto, a informação. Devia aguardar mais alguns dias. Como, pessoalmente, nada me move contra a cidadã Maria Armanda Plácido, mas, do ponto de vista desportivo, é pública a minha tomada de posição, isto é, a filiada da FPX, Maria Armanda Plácido, devia obviamente demitir-se ou ser afastada compulsivamente do xadrez. O tempo veio desvelar a verdade!

Pela importância, permiti-me transcrever da Casa do Xadrez, a citada carta das jogadores da selecção olímpica feminina que assinaram o documento. Os comentários que surgiram à Carta das jogadoras e, mais tarde, à troca de emails, são sintomáticos de que, não obstante escreverem sob o anonimato, há quem esteja atento ao que se vai passando… Lamento, não ter tido acesso a essa troca de emails, mas, nem isso tive conhecimento.

Se é verdade que por vezes a informação circula, ainda que em circuito fechado, também é verdade que, por vezes, ela tropeça. Ninguém me fez chegar qualquer escrito – carta ou outro documento – sobre o que se passou durante as Olimpíadas de Dresden. Não sei se é estranho mas é a verdade.

Quanto à troca de comentários surgidos na Casa do Xadrez sobre a existência de emails trocados e o seu conteúdo e a não divulgação – ou mesmo, a insinuação de sonegação ou mesmo, ainda, de reserva, desses escritos no blogue Ala de Rei – abordarei à parte, porque a questão, sendo aparentemente colateral, tem importância, quando o discernimento não impera.

Estas cartas mostram a situação actual que se vive no xadrez. Mostram, igualmente, a certas pessoas, incrédulas ou malidecentes, a justeza de todos aqueles que não estão dispostos a abdicar da defesa de princípios e valores de seriedade, respeito, rigor e transparência no xadrez português e para quem a ética e a verdade desportivas não se trocam por um qualquer prato de lentilhas.

Isto é o que acontece quando trocamos a liberdade (de associação) por subsídios a fundo perdido. Fica-se livre dentro de uma gaiola ou de uma jaula, dependendo o tamanho desta da ambição e do oportunismo e da predisposição para se viver de mão estendida.

Os tristes exemplos descritos, mostram não apenas a falta de vergonha de um certo tipo de dirigismo que temos. Vamos ver, daqui em diante, se tem apoios que gangrenem as partes sãs do dirigismo, que à falta de melhor forma de se protegeram afastam-se para bem longe desta praga.

Para que o dossier fique completo, convém ler as cartas trocadas pelos intervenientes, que o blogue Casa do Xadrez divulgou publicamente (ontem 5/1/09).

Ano Novo, Vida Nova, diz o ditado. Espero e desejo que assim seja, mas também por aqui parece que a tradição já não é o que era, como diz o anúncio, o que é uma pena, como todos reconhecerão.

Há casos em que a vergonha não tem limites. A Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, Maria Armanda Plácido é um exemplo disso.

Segunda-feira, Janeiro 5th, 2009

Casa do Xadrez publicou, no passado dia 31/12, uma Carta aberta à FPX – documento que reproduzo a seguir, que as subscritoras, jogadoras da Selecção Olímpica feminina de Portugal, entenderam tornar público. O documento fala por si sobre a Chefe de Delegação portuguesa à Olimpíada de Xadrez de Dresden 2008.

 

Carta à FPX sobre as Olimpíadas de Dresden

 

Caros Dirigentes da FPX,

Escrevemos esta carta para relatar algumas situações que se passaram na última Olimpíada em Dresden e que pensamos que devem tomar conhecimento.

Antes de partirmos para Dresden em Novembro, já nos tínhamos pronunciado desfavoravelmente à escolha da nossa capitã de equipa, lugar que foi preenchido pela Maria Armanda Plácido. Infelizmente, episódios que ocorreram durante a Olimpíada vieram reforçar esta opinião. A Maria Armanda Plácido pode ter desempenhado as funções de representante da FPX no Congresso da FIDE mas não desempenhou as funções de capitã de equipa, pois não fez um acompanhamento próximo das suas jogadoras.

Infelizmente, uma das jogadoras da equipa feminina, a Ariana Pintor, sentiu-se mal no 2º dia, facto que foi presenciado pelas colegas de equipa, a Margarida Coimbra e a Ana Baptista. Em conversa com a D. Rosa Maria Durão, a Margarida e a Ana referiram que a Ariana não estava bem, e a D. Rosa Maria prontificou-se a ajudar no que fosse preciso.

A partir deste momento, a Ariana passou a pedir auxílio à D. Rosa Maria sempre que se sentiu pior, tendo pedido em algumas ocasiões que estivesse presente durante as partidas para se fosse preciso alguma coisa. A D. Rosa Maria ajudou a Ariana sempre que foi preciso, inclusive acompanhou-a ao médico da Olimpíada por três vezes e ao hospital no último dia, também na companhia da Margarida e da Ana.

Por tudo isto, e por também ter estado presente em inúmeras vezes em que foi preciso apoio moral e logístico, e por ter partilhado muitos bons momentos em Dresden com a nossa equipa, estamos muito agradecidas à D. Rosa Maria pela sua generosidade e disponibilidade.

No entanto, nunca a D. Rosa Maria expressou vontade de se tornar nossa capitã de equipa, apesar de ter sido ela a acompanhar a nossa equipa como se fosse tal. Também não tínhamos uma amizade anterior com a D. Rosa Maria, éramos apenas conhecidas de alguns torneios.

Maria Armanda Plácido [1ª da dta], Presidente da Direcção da AX Lisboa, Vice-Presidente da Direcção da FP Xadrez, "Chede da Comitiva" (Delegação da FPX) às Olimpíadas de Dresden 2008, "capitã da selecção feminina", jogadora da selecção olímpica feminina da FPX e representante da FPX ao Congresso da FIDE 2008. [Foto FPX] Infelizmente, a Maria Armanda Plácido interessou-se pouco pelas jogadoras, não tendo convivido com elas e procurado saber as suas condições físicas e psicológicas, bem como fornecer todo o apoio moral e logístico que se espera de uma capitã de equipa (já para não falar do apoio técnico xadrezístico que seria esperado de um capitão, mas que aqui não se aplicaria). Nós (Ariana, Margarida e Ana), costumávamos andar juntas, por vezes acompanhadas da D. Rosa Maria e a Maria Armanda alega que nós “fugimos” da sua presença em variadas ocasiões (eléctrico, sala de jantar), no entanto isto nunca aconteceu. O que aconteceu foi um distanciamento natural após termos presenciado alguns episódios que não foram do nosso agrado, contudo nunca rejeitámos qualquer tentativa de aproximação da nossa capitã de equipa, estas tentativas não chegaram a acontecer.

Os episódios que nos desagradaram ocorreram logo nos primeiros dias. No dia de chegada, como referiu a D. Rosa Maria na carta que endereçou à FPX, a Maria Armanda ordenou aos restantes membros da comitiva que não falassem sobre o assunto da reclamação do António Fernandes relativamente à constituição da equipa masculina. Se muitos de nós já não estavam de acordo com a presença da Maria Armanda na comitiva, esta atitude não favoreceu de todo as relações da Maria Armanda com os jogadores e com a D. Rosa Maria e o MI Joaquim Durão.

No dia seguinte, logo de manhã, enquanto a Maria Armanda falava connosco sobre alguns assuntos da equipa feminina, a D. Rosa Maria aproximou-se e disse-lhe que precisava de esclarecer alguns assuntos. Após isto a Maria Armanda tomou uma atitude incompreensível, na nossa opinião, pois disse que não falaria com a D. Rosa Maria. Depois de a D. Rosa Maria insistir que conversassem, a Maria Armanda pegou nos seus papéis para se ir embora, mas antes de sair disse à D. Rosa Maria que ela ali “não era ninguém” e ainda a insultou com expressões como “vá à merda” e “fuck you“. Não consideramos que este seja um comportamento digno de alguém que representa um país numa Olimpíada como chefe de delegação. Para além da óbvia ofensa à D. Rosa Maria, ainda revelou falta de respeito para connosco (equipa feminina) que estávamos a presenciar a situação. Naturalmente depois deste incidente as nossas relações com a Maria Armanda ficaram frias, mas também nunca houve interesse da Maria Armanda em reverter a situação.

Quando começou o Congresso da FIDE houve ainda maior distanciamento pois a nossa capitã deixou de estar presente durante os jogos e houve duas ocasiões em que a Ana necessitou da capitã por problemas de arbitragem e a Maria Armanda não estava presente para ajudar.

Posteriormente, já perto do fim do torneio, a Maria Armanda voltou a ter uma atitude ofensiva incompreensível, desta vez com a Ana.

Quando à 9ª jornada a Ana se inteirou de que tinha completado uma norma para Mestre Internacional Feminina através da Ariana, ela informou a Maria Armanda de que seria necessário confirmar se podia continuar a jogar sem comprometer a norma. Também referiu que, caso pudesse comprometer a norma, não quereria jogar as duas últimas jornadas, por forma a garantir este resultado. A Maria Armanda apenas concordou com esta situação após alguma insistência das jogadoras.

No dia seguinte de manhã, a Ana foi ter com a Maria Armanda para confirmar a situação da sua norma. Verificaram junto da organização que a Ana poderia continuar a jogar que a sua norma não ficaria comprometida. Ainda assim, a Ana desabafou com a Maria Armanda que estava “um pouco cansada”, no entanto a Maria Armanda informou a Ana de que se nós conseguíssemos um lugar no primeiro terço da tabela, teríamos acesso ao estatuto de alta competição. A Ana respondeu “Por acaso já tenho [direito ao estatuto de alta competição], mas vou jogar pela equipa.” (A Ana poderá vir a ter o estatuto de alta competição devido ao 3º lugar obtido no Montenegro, no Campeonato Europeu de sub-18 Feminino de semi-rápidas.)

Aparentemente a Maria Armanda só ouviu que a Ana disse “Por acaso já tenho [direito ao estatuto]” e insistiu com isto, levando a crer que a Ana teria uma atitude de indiferença perante a restante equipa, coisa que nós, colegas de equipa, sabemos bem que não é verdade. Quando a Ana tentou esclarecer a situação com a Maria Armanda, dizendo-lhe que não tinha ouvido bem a frase e captado o sentido correcto, a Maria Armanda recusou-se a acreditar, chamando-lhe de “mentirosa” e dirigindo-se a outras jogadoras da equipa que presenciaram a discussão, a Margarida e a Ariana, tentando criar discórdia, dizendo “Agora acreditem em quem quiserem.”

Por todos estes motivos gostaríamos que a FPX reflectisse sobre a actuação da Maria Armanda Plácido enquanto capitã de equipa da selecção feminina, e que mostrasse mais respeito sobre a nossa participação em provas internacionais no futuro, seleccionando capitães que estejam à altura do cargo.

Atenciosamente,

Ana Baptista

Ariana Pintor

Margarida Coimbra

 

 

 

Alguém tinha dúvidas sobre o que escrevi na Carta Aberta a Maria Armanda Plácido, no blogue Ala de Rei?

 

A Sra. Maria Armanda Plácido, enquanto jogadora e dirigente distrital e nacional do xadrez não está em condições de exercer com isenção, equidade e independência um cargo de elevada responsabilidade que lhe confere a posição de capitã da selecção nacional olímpica feminina em que foi nomeada pessoalmente pelo Presidente da FP Xadrez.

 

Como vai a capitã da selecção nacional olímpica feminina dialogar na Alemanha com uma jogadora – e logo a campeã nacional feminina e actual jogadora nº 1 do ranking nacional, a confirmar na próxima Lista Elo FIDE de Outubro2008 – quando em Portugal não lhe dirige a palavra?

 

A Sra. Maria, nestas condições não dá quaisquer garantias. Mais, temo que se não for impedida, possa ter alguma conduta que possa facilmente ser interpretada como “abuso de poder”, porque tem os motivos, tem as condições e tem o momento para o poder livremente fazer.

 

Nas circunstâncias actuais, descritas neste documento, considero um insulto ao xadrez português a integração da Sra. Maria Armanda Plácido, na selecção nacional olímpica feminina como jogadora – embora isso tenha a ver com a aplicação de regulamentos que permitem seleccionados de duvidosa valia técnica e desportiva representarem o país – e como capitã.

 

Por tudo o que foi dito, Sra. Maria Armanda Plácido coloque os seus lugares de jogadora e de capitã da selecção nacional olímpica feminina à disposição da Direcção da FP Xadrez para que esta possa com lucidez, competência e rigor técnico e desportivo, que se exigem, evitando desta forma, manipulações grosseiras de critérios, como foi o caso presente, escolher outra pessoa que ofereça outras garantias mais consentâneas com o seu valor sobre o tabuleiro e outra capitã que demonstre seriedade, isenção e justiça, princípios que a senhora manifestamente não apresenta como o abaixo-assinado referido comprova.

 

 

O resultado está à vista. A Federação Portuguesa de Xadrez não poderá ficar indiferente à situação. Assim, o Presidente e a Direcção da FPX têm a obrigação de instaurar de imediato um Processo de Averiguações para conhecer se os factos descritos pelas jogadores constitui um ilícito disciplinar e agir em conformidade. Situações como as descritas não podem ficar impunes em nome da credibilização do desporto e, em especial, do xadrez.

 

A FPX não pode permanecer silenciosa sobre a gravidade dos factos descritos. O próprio Presidente do Conselho Fiscal deve intervir, na ausência do Presidente e da Direcção da FPX, de imediato, solicitando os esclarecimentos que se imponham e suspendendo a infractora em causa – a Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez.

 

O próprio IDP deverá ter conhecimento que o xadrez nacional tem personalidades deste calibre.

 

Há casos em que a vergonha não tem limites.

Não haverá alguém que se lembre de pedir o afastamento compulsivo desta personagem do xadrez federativo e associativo, antes que o seu exemplo comece a germinar?

 

 

PS

Os sublinhados são da minha inteira responsabilidade (FV).

 

2008: Ano de Ouro para a Ana Baptista, Campeã Nacional Feminina

Quarta-feira, Novembro 26th, 2008

Já tive a oportunidade de felicitar pessoalmente a campeã nacional feminina Ana Baptista pelo seu sucesso nas Olimpíadas de Dresden 2008.

A Ana Baptista não se vai esquecer tão cedo deste ano de 2008, em que completou 18 anos. Obteve o WFM Ana Baptista, Campeã Nacional Femininatítulo de WFM (Mestre Fide Feminina), de Campeã Nacional Feminina Absoluta, número 1 do ranking nacional feminino (com 2168) e, agora, uma norma para WIM (Mestre Internacional Feminina). Teve o seu reconhecimento público no GC Odivelas e na autarquia local. Um ano em cheio. Um verdadeiro ano de ouro.

Para quem não tem quaisquer apoios dignos desse nome, não é preciso dizer mais nada… Ouçamos a Ana Baptista, muma recente entrevista à Revista Portuguesa de Xadrez (Jul-Ago.2008):

«O apoio quer tenho tido da FPX tem sido a nível de prestações internacionais e de um ou outro estágio e da AXL houve uns treinos para jovens com o MI Paulo Dias em que participei, mas esses treinos acabaram. Quando estas ajudas são insuficientes ou nulas, o meu clube, o Ginásio Clube de Odivelas é que me ajuda.

Penso que para o aumento do nível das jogadoras portuguesas era importante que tivéssemos um seleccionador que, para além de decidir a constituição da selecção, também fizesse um plano de torneios fortes para jogarmos e orientasse e ajudasse no nosso trabalho.»

Mais palavras para quê? Uma jovem xadrezista com ambições e falta de apoios. O meu mais sincero desejo é que não desista, como tantas outras promissoras jovens.

Ana Baptista e Ruben Pereira em destaque nas Olimpíadas de Xadrez em Dresden

Sábado, Novembro 22nd, 2008

Ruben Pereira

38 Olimpíada de Xadrez Dresden 2008

MFF Ana Baptista (GC Odivelas), Campeã Nacional Feminina 2008 e acytual nº 1 do ranking nacional de Elo FIDE.

 Ruben Pereira encontra-se entre os 20 melhores das Olimpíadas, no 5º tabuleiro, com 2498 de performance e 6 pts em 8 possíveis

 

 As Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008 terminam amanhã, 25/11, com a 11ª e última sessão, às 10:00 CET (09.00h em Portugal).

 Os jovens Ruben Pereira, vice-campeão mundial de s20 e Ana Baptista, campeã nacional feminia e actual nº 1 do ranking  feminino, destacam-se nas Olimpíadas de Xadrez em Dresden

São na selecção nacional, os detentores dos melhores resultados pontuais e em percentagem. A Ana, em 39ª [=27ª], com 7,0 pts em 10 possíveis [70,0 %] e o Ruben, em 85º [= 73º], em 6,0 pts em 8 possíveis [75,0 %]. De notar que a Ana se encontra melhor nos pontos obtidos do que na percentagem(39ª contra 73º), enquanto o Ruben se encontra melhor na percentagem com 56 % em 75º [= 44º]  do que nos pontos. É apenas uma curiosidade.

A terminar, a uma sessão do final, o MF Ruben Pereira encontra-se entre os 20 melhores 5ºs tabuleiros das Olimpíadas de Dresden, com o 19º, com a performance de 2498 e com 6 pts em 8 partidas.

Mais informações em chess-results.info e schachlive.dresden2008.de.

Portugal nas Olimpíadas de Xadrez 2008 em Dresden

Sábado, Novembro 22nd, 2008

Bandeira de PortugalDepois de todas as polémicas partiram, as duas selecções às Olimpíadas de Xadrez Federação Portuguesa de Xadrez.para Dresden 2008.

 

Aqui disponibilizo alguns espaços para acompanhar os jogadores portugueses.

 

38a Olimpíadas de Xadrez 200838 Olimpíada de Xadrez 2008

 

Ver composição [jogadores e capitães]das Selecções Olímpicas Absoluta e Feminina.

 

 

Classificação actual das selecções: em Absolutos [154] e em Femininos [144].

 

Resultados para Portugal na Olimpíada Absolutos 

 

Ver os melhores jogadores por pontos obtidos, por desempenho pessoal e por percentagem.

Ver os 20 melhores jogadores por tabuleiro para atribuição de medalhas.

Ver os resultados por tabuleiro e por sessão dos jogadores portugueses. 

 

Resultados para Portugal na Olimpíada Feminina 

 

Ver as melhores jogadoras por pontos obtidos, por desempenho pessoal e por percentagem.

Ver as 20 melhores jogadoras por tabuleiro para atribuição de medalhas. 

Ver os resultados por tabuleiro e por sessão das jogadoras portuguesas.

 

 

Ver aqui os Emparceiramentos e as partidas das selecções nacionais e os resultados em directo Absolutos e Femininos.

 

Ver também os resultados por tabuleiro e por sessão para os países lusófonos:

 

AngolaANGOLA [Absoluta e Feminina],

BrasilBRASIL [Absoluta e Feminina],

MacauMACAU [Absoluta e Feminina],

MoçambiqueMOÇAMBIQUE [Absoluta. Não apresentou selecção feminina].

Inquério sobre as selecções vencedoras das Olimpíadas de Xadrez Absoluta e Feminina [© Polgar Chess Daily News & Information]

VOTAÇÃO: Está a decorrer no blogue da Susan Polgar um inquérito para saber quais são as selecções que vão ganhar, a 3 sessões do final, as Olimpíadas de Xadrez Absoluta e Feminina. Votar para Absoluta e Feminina.

 

 

 

 

Podem igualmente seguir as Olimpíadas de Xadrez em Chess Base, Chessdom, Chess VibesPolgar Chess Daily News & Information.

 

ChessResults.info

A sala de jogos na Olimpíada de Xadrez em Dresden…

Quinta-feira, Novembro 13th, 2008

Sala de Jogos da Olimpíada de Xadrez em Dresden 2008

Portugal nas Olimpíadas de Xadrez: crónica de AP Santos no DN

Quinta-feira, Novembro 13th, 2008

PortugalO Dário de Notícias, através da sua coluna de xadrez, a cargo do Mestres António Pereira dos Santos (APS), foi a única publicação imprensa a fazer referência às selecções nacionais absoluta e feminina de Portugal às Olimpíadas de Xadrez.

 

Transcrevo de seguida, o texto de APS, publicado ontem [12/11]:Diário de Notícias

 

As duas selecções nacionais, a absoluta e a feminina, partem hoje para Dresden, para participarem na Olimpíada de Xadrez. Uma Olimpíada que será lembrada pela polémica causada por um processo muito mal conduzido a preceder a convocatória das selecções.

 

A Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) decidiu prescindir de António Fernandes, actual campeão nacional e de Diogo Fernando, actual nº 1 do ranking. Na selecção feminina convocou a 9ª xadrezista do ranking, por sinal Vice-Presidente da FPX, prescindindo de 4 xadrezistas de maior valor, mais jovens e que revelaram margens de progressão ao longo de 2008.

 

Em resposta, o GM António Fernandes protestou junto da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e pondera um pedido de indemnização à FPX. Mas o Presidente da Federação mantém que tomou a decisão correcta e que as selecções não saem a perder com estes desfalques.

 

E pronto!

 

Claro, frontal, directo e sintético! Informativo e Esclarecedor (digno de um Mestre)!

 

Nota:

Os sublinhados são da minha responsabilidade.

FPX: Olímpiadas de Xadrez – Dresden 2008

Quinta-feira, Novembro 13th, 2008

A página oficial da FPX publicou a seguinte notícia sobre a Comitiva Portuguesa às Olimpíadas de Xadrez, em Dresden, na Alemanha: 

«A comitiva portuguesa que partiu para a AlemanhaA comitiva portuguesa que partiu para a Alemanha é constituida por Armanda Plácido, capitã da selecção feminina e chefe da comitiva, pelas jogadoras Ariana Pintor, Ana Baptista, Catarina Leite e Margarida Coimbra, atletas da selecção feminina, por Joaquim Durão, capitão da selecção masculina,  Luís Galego, Rui Dâmaso, Rúben Pereira, Sérgio Rocha e Paulo Dias que compõem o elenco masculino. Este grande evento mundial decorre de 13 a 25 de Novembro.

Armanda Plácido representará a FPX no Congresso da FIDE, que decorrerá de 17 a 25 de Novembro também em Dresden.»

Olimpíadas de Xadrez começam hoje na Alemanha!

Quarta-feira, Novembro 12th, 2008

Chess Olympiad 2008 Dresden

Portugal

 PORTUGAL

Sel Nacional Absoluta e Feminina

 

 

 

Olympiad Open

AFG, AHO, ALB, ALG, AND, ARG, ARM, ARU, AUS, AUT, AZE, BAN, BAR, BEL, BER, BIH, BLR, BOL, BOT, BRA, BRN, BUL, CAN, CHN, COL, CRC, CRO, CUB, CYP, CZE, DEN, DOM, ECU, EGY, ENG, ESA, ESP, EST, ETH, FAI, FIJ, FIN, FRA, GAB, GCI, GEO, GER1, GER2, GER3, GHA, GRE, GUA, HKG, HON, HUN, IBCA, ICSC, INA, IND, IPCA, IRI, IRL, IRQ, ISL, ISR, ISV, ITA, IVB, JAM, JCI, JOR, JPN, KAZ, KEN, KGZ, KOR, LAT, LBA, LIB, LIE, LTU, LUX, MAC, MAD, MAR, MAS, MAW, MDA, MDV, MEX, MGL, MKD, MLT, MNC, MNE, MOZ, MRI, MYA, NAM, NCA, NED, NEP, NGR, NOR, NZL, PAK, PAN, PAR, PER, PHI, PLE, PLW, PNG, POL, POR, PUR, QAT, ROU, RSA, RUS, RWA, SCO, SEY, SIN, SLE, SLO, SMR, SRB, SRI, SUD, SUI, SUR, SVK, SWE, SYR, THA, TJK, TKM, TPE, TRI, TUN, TUR, UAE, UGA, UKR, URU, USA, UZB, VEN, VIE, WLS, YEM, ZAM, ZIM

 

Olympiad Women

 

AFG, ALB, ALG, ARG, ARM, ARU, AUS, AUT, AZE, BAN, BAR, BIH, BLR, BOL, BOT, BRA, BUL, CAN, CHN, COL, CRC, CRO, CUB, CZE, DEN, DOM, ECU, EGY, ENG, ESA, ESP, EST, ETH, FIJ, FIN, FRA, GEO, GER1, GER2, GER3, GRE, GUA, HON, HUN, IBCA, ICSC, INA, IND, IPCA, IRI, IRL, IRQ, ISL, ISR, ITA, JPN, KAZ, KEN, KGZ, KOR, LAT, LBA, LIB, LTU, LUX, MAC, MAR, MDA, MEX, MGL, MLT, MNE, NAM, NED, NGR, NOR, NZL, PAK, PAN, PAR, PER, PHI, POL, POR, PUR, QAT, ROU, RSA, RUS, SCO, SEY, SLO, SRB, SRI, SUI, SUR, SVK, SWE, SYR, TJK, TKM, TPE, TRI, TUN, TUR, UAE, UGA, UKR, URU, USA, UZB, VEN, VIE, WLS, YEM, ZAM

 

Mais informações em Chess-Results.info Server

 

Angola embarca «amputada» e atrasada para Dresden, mas vai!

Quarta-feira, Novembro 12th, 2008

Afinal as selecções nacionais (absoluta e feminina) de Angola sempre vão às Olimpíadas de Xadrez, que começam amanhã em Dresden. De facto de acordo com o Jornal de Angola, apesar de problemas com vistos relacionados com questões de imigração as selecções angolanas estão a caminho da Alemanha. E, não estavam inscritas nem a 12 de Julho nem a 12 de Setembro.

O Mestre Nacional Catarino Domingos, do Grupo Desportivo da Epal, e a xadrezista Nelma Lopes, do Progresso do Sambizanga – Escola Macovi, são os grandes ausentes das selecções de xadrez, em ambos os sexos, que seguiram ontem para a Olimpíada de Dresden, Alemanha, de amanhã a 25 do corrente.


De acordo com o secretário-geral da Federação Angolana de Xadrez (FAX), Abraão dos Reis, os xadrezistas viram os pedidos de visto recusados pela Embaixada da Alemanha, por alegados problemas migratórios.

 

Ler o artigo Selecção de Xadrez embarca amputada, de Neto Kalunga, no Jornal de Angola online.

«Chaos in portuguese chess»

Segunda-feira, Novembro 10th, 2008

A situação da selecção olímpica ultrapassou as fronteiras do nosso país. João (Portugal) publicou no fórum de discssão Chess.com, o seguinte texto

This is a forum topic concerning more to the portuguese players.It s with much dismal i have been reading in the press the big mess that s going in our federation.Last episode concerns to the portuguese team composition for the chess olympics,some dubious choices were made in the process of selection of players being left behind some of our strongest GM and even our current nº 1, this procedure will increase even more the fragility of our chess and it s image in the outside.In the women team again some dubious choice have been made, some players with higher ELO have been pretered in favour to others.I ll leave a link for all of you those who are concerned on this issue, the page is written in portuguese but for all you that are interested and cannot read in portuguese i will gladly translate. Even though i wish the best luck to all our participants in the chess olympics.

Ver o texto original e os comentários em Chess.com.

‘Ala de Rei’ entrevista o Campeão Nacional de Xadrez, GM António Fernandes

Sábado, Novembro 8th, 2008

 

Entrevista concedida pelo GM António Fernandes ao blogue Ala de Rei esta semana.

 

A proximidade das Olimpíadas de Dresden e uma Assembleia Geral da FPX que deveria abordar a “questão olímpica” são apenas dois aspectos de um processo que foi desde o início mail dirigido e que ainda se encontra longe de uma solução satisfatória para o actual campeão nacional que corre o risco de ficar em Portugal a ver jogar…

 

O Presidente da FPX, António Bravo, que já se defrontou com uma questão semelhante nas Olimpíadas de Calvià, em 2004, não aprendeu a lição e volta a insistir no mesmo erro. Mas será que é apenas um erro? António Fernandes, na entrevista que concedeu à jornalista do jornal Expresso, vai mais longe e afirma claramente que o Presidente da FPX praticou «tráfico de influências».

 

Mas passemos a palavra ao GM António Fernandes, o actual Campeão Nacional de Xadrez:

 

Como é que tudo começou? Quando é que reclamaste, a quem e porquê?

 

Efectivamente tudo começou quando, em Julho passado, para meu espanto, me apercebi da rapidez com que a Direcção da FPX estava a tomar as decisões a este respeito, ou seja, a divulgação no seu sítio na Internet, dos jogadores que deveriam integrar as selecções nacionais. Porque tanto quanto sei, nestas situações as direcções anteriores sempre salvaguardaram as provas mais importantes do país, como é o caso dos campeonatos nacionais.

 

Considero ser esse o procedimento mais adequado e utilizado por qualquer Federação isenta que se preze. Agindo com bom senso e em conformidade para garantia da melhor selecção nacional disponível, como foi sempre a postura de anteriores direcções da FPX e como obviamente é o caso actual de várias federações internacionais, como a da nossa vizinha Espanha por exemplo, a qual, em Junho passado, obteve a garantia da organização da Olimpíada para uma inscrição definitiva dos representantes da sua selecção até ao mês de Setembro, caso entendessem necessário efectuarem alguma substituição.

 

Desta forma, e perante a atitude intempestiva da Direcção da FPX, vi-me forçado a tentar perceber os resultados, finais, apresentados numa lista de performances relativamente aos seis primeiros jogadores da mesma. Tendo apurado algumas irregularidades, denunciei-as ao Sr. Fernando Castro e ao Sr. António Bravo. Devo referir que não me foi possível efectuar com rigor a confirmação detalhada dos resultados apresentados, uma vez que esses dados, embora pedidos com alguma insistência, nunca me foram fornecidos.

 

Posteriormente, com a conclusão do Campeonato Nacional Absoluto, no qual me consagrei campeão nacional, tendo tomado conhecimento público de possíveis irregularidades cometidas por parte da Direcção da FPX, nessa altura sim, efectuei um protesto, enviado à minha associação que, por sua vez, reencaminhou para a FPX, relacionado com a forma descuidada e inapropriada como todo o processo foi conduzido. A partir desse momento assistia-me, por direito próprio, de acordo com o regulamento [o Regulamento das Representações Nacionais (RRN)] em vigor, de integrar a selecção nacional.

 

Foi por isso que pediste a convocação de uma Assembleia Geral da FPX?

 

Sim. Bem, pedi a quem tinha competências para o fazer, nos termos dos estatutos da FPX. Desse modo dei a conhecer às respectivas associações as minhas pretensões em virtude das ilegalidades ou simples irregularidades cometidas pela Direcção da FPX.

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral não convocou a Assembleia nem a teu pedido nem a pedido das várias Associações distritais. Como interpretas a sua recusa?

 

Não compreendo a razão para a não convocação, pois estando reunidas os requisitos e as condições que os Estatutos exigem para a sua convocação, não entendi a posição nem as explicações do Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Tanto quanto sei, o Presidente da Mesa deveria limitar-se às funções inerentes ao cargo que desempenha e não intrometer-se no processo, com as suas interpretações estatutárias sobre a competência dos órgãos que além de não estarem correctas impossibilitaram a realização do órgão máximo da Federação. Houve, no mínimo, excesso de zelo da sua parte, sobretudo, quando ninguém lhe pediu para emitir as suas opiniões pessoais.

 

Foi por isso que resolveste escrever ao Sec. Estado da Juventude e do Desporto?

 

Claro. Depois de apresentados factos concretos sobre o assunto, depois de um indeferimento ao protesto apresentado, depois de vetada a marcação de uma Assembleia Geral, proposta por várias associações, as quais revendo-se nas denúncias apresentadas ou simplesmente tentando apurar o esclarecimento da verdade e a responsabilidade dos actos, perante as tomadas de decisão da Direcção da FPX, não me restou outra alternativa do que abordar o assunto com organismos superiores.

 

O que esperas do Secretário de Estado?

 

Espero que o Secretário de Estado de acordo com as suas competências e perante a gravidade da situação, actue em conformidade o mais rapidamente possível.

 

Como avalias a conduta do Presidente da FPX, António Bravo e as suas declarações à comunidade xadrezista [na página oficial da FPX] e ao jornal Record?

 

Lamentáveis.

 

E dos restantes membros da Direcção em todo este “processo das selecções olímpicas”?

 

Lamentavelmente, uns pecam pela falta de opinião e outros, aqueles que proferiram afirmações sobre o assunto, falam demais, desconhecendo as irregularidades cometidas ou simplesmente estiveram afastados de todo este processo. Espanta-me que ninguém tivesse dúvidas sobre o procedimento adoptado pelo Presidente, mesmo quando as ilegalidades ou simples irregularidades estavam à vista de todos ou já estavam a ser denunciadas na blogosfera e mesmo na comunicação social, como foi o caso do jornal Record.

 

Consideras que existe incompatibilidade da Maria Armanda Plácido, na acumulação de cargos na FPX e AX Lisboa [M. Armanda Plácido é a Vice-Presidente da Direcção da FPX e a Presidente da Direcção da AX Lisboa]?

 

À primeira vista assim parece.

 

Parece existir um claro conflito de interesses, se analisarmos atentamente o desenrolar de todo o processo (excepção do torneio de mestres e não excepção do nacional feminino) leva a que se possa até crer em favorecimento para além de existir uma falta de intervenção da AX Lisboa, a maior e mais importante Associação do país, neste processo (por interesse?). Penso que estes organismos devem pautar por uma total isenção de interesses pessoais e se olharmos ao passado verificamos que no caso Calvià 2004 a intervenção da AX Lisboa foi determinante para o desfecho do processo.

 

Uma intervenção activa da AX Lisboa no actual caso, também, teria sido decisiva para o apuramento da justiça e da verdade desportivas. Perante tal atitude e postura da AX Lisboa, é óbvio, compreensível e passível de ser interpretada por dedução lógica uma reposta, e creio que todos estarão de acordo, quando se questiona o porquê destas atitudes totalmente diferentes perante casos totalmente semelhantes.

 

E notas uma concertação de posições entre o Presidente, a Direcção e a Mesa da Assembleia Geral da FPX?

 

Comungando ambos da opinião de que a decisão da Direcção da FPX, por muito errada que seja, é soberana e não pode ser alterada, sim.

 

Qual a importância que atribuis à situação que se está a passar quanto às selecções olímpicas, do ponto de vista do prestígio da modalidade?

 

É bastante grave, pois uma modalidade que à primeira vista é encarada como praticada por alguém que sabe pensar, ponderar e agir de acordo com uma razão lógica, acaba por ser encarada mais como qualquer outra modalidade banal que afinal nem sequer sabem discernir e aplicar os regulamentos. Posso afirmar com conhecimento de causa, de que a actual situação está a ter repercussões negativas a nível internacional, incrédulos perante tal situação.

 

Qual a análise que fazes ao dirigismo associativo que temos?

 

Sou um pouco suspeito para comentar, uma vez que estou envolvido num diferendo com a própria Direcção da FPX. Mas, como já comentei por diversas vezes e até numa recente entrevista, considero que as actuais directrizes do dirigismo associativo pecam no seu todo; por um lado ao nível do desenvolvimento, promoção e dinamização da modalidade e por outro ao nível da competição internacional, tal como eu, também já o GM Luís Galego criticou a actual Direcção, como exemplo, verifica-se o procedimento adoptado no que respeita à convocatória de ambas as selecções nacionais ou ao tratamento que a mesma dá aos melhores jogadores do país, abandonando a participação em uma das provas mais importantes do calendário internacional, como é o caso do Campeonato da Europa a nível de selecções.

 

Porque te consideras prejudicado moral e desportivamente?

 

Porque me ensinaram a lutar pelos objectivos a que me proponho. Como tal, tentei dar o meu melhor para que de acordo com os regulamentos pudesse ainda integrar a nossa selecção. Penso ter conseguido esses objectivos e valeu a pena o esforço e o empenho envolvidos, pena é que a Direcção da FPX não queira reconhecer tal mérito, pois ao contrário de todas as outras, o título de Campeão Nacional sempre foi “sagrado” no que respeita à selecção nacional.

 

Desportivamente, além de ser privado de lutar por outra medalha olímpica e apesar de ter um longo curriculum desportivo, tenho também por objectivo lutar por um recorde mundial. O qual consiste no facto de poder vir a tornar-me o xadrezista em todo o mundo com maior número de representações olímpicas. Por exemplo o Korchnoi participou em 16 olimpíadas, eu participei até ao momento em 14.

 

Como esperas ser ressarcido?

 

Em tempo oportuno o meu advogado prestará todas as informações que forem relevantes serem divulgadas publicamente.

 

Porque envolveste a comunicação social, contactando a LUSA?

 

Porque foi a única forma que encontrei de se poder divulgar tamanhas atrocidades cometidas por alguém que persiste em não corrigir os seus erros, perante o cepticismo de alguns e as dúvidas de outros, perante uma modalidade que eu decidi em miúdo praticar durante toda a vida, perante o meu país e acima de tudo para repor a verdade desportiva.

 

Qual o apoio que recebeste do teu clube [AX Gaia] e da tua Associação [AX Porto]?

 

Gostaria de não comentar no preciso momento tais atitudes, talvez num futuro próximo.

 

E da Associação de Mestres [APMX]?

 

A APMX, pelo menos fez aquilo que a própria Direcção não quis fazer, se não vejamos: A APMX promoveu um debate interno, aberto à opinião de todos aqueles que, sendo membros, pretendessem intervir, de forma a adoptar uma posição coerente com a actual situação. Por outro lado a Direcção da FPX pretendeu fechar as portas às suas associações, através de uma simples frase do seu Presidente que disse; «… a decisão tomada é válida e irreversível», bem como através de elementos da própria Direcção, com interesses comuns em organismos associativos, emitiram opiniões em nome destes últimos, defendendo simultaneamente a própria Direcção da FPX, pretendendo, dessa forma, deixar transparecer perante as demais associações de que tudo foi bem feito.

 

 

E os membros que compõem a selecção nacional absoluta?

 

Fiquei bastante surpreendido não só com alguns desses elementos, como também de outras pessoas, as quais, com benefícios próprios directa ou indirectamente segundo determinada decisão. Uns preferiram não emitir qualquer comentário, possivelmente com o receio de algumas represálias perante acordos previamente estipulados conjuntamente com a Direcção da FPX, outros emitiram determinadas afirmações, parecendo telecomandados, das mais descabidas possíveis.

 

Mas, felizmente que nem todos pensam assim e o GM Luís Galego, ensinou a muito boa gente que afinal nem todos são semelhantes na sua maneira de estar, mostrando como ele bem sabe jogar dentro do tabuleiro e também fora dele. É que para algumas destas pessoas, como é o caso, é mais importante defender os seus princípios e valores éticos do que algum benefício material que advenha porventura de uma determinada tomada de posição irreflectida ou propositada, pisando tudo e todos não olhando a quem.

 

E a feminina?

 

Relativamente à selecção feminina, tomei conhecimento de que a jogadora Bianca Jeremias efectuou um protesto, logo após a conclusão do Campeonato Nacional Feminino, que fez chegar à Direcção da FPX, mas que até agora o mesmo não teve qualquer resposta. Por outro lado, fui informado através de um comunicado de três das jogadoras da selecção de que as mesmas haviam informado a Direcção da FPX através de um abaixo assinado em forma de protesto, no qual manifestavam a sua total discordância e desagrado pela forma como foi definida a 5ª jogadora da selecção.

 

O MI Joaquim Durão [nomeado capitão da selecção nacional absoluta pelo Presidente da FPX] encontra-se ao corrente da situação? O que é que ele pensa disto tudo?

 

Sim claro. O Sr. Joaquim Durão como sabes, já foi por diversas vezes Presidente da FPX e foi também por inúmeras vezes “olímpico” como jogador, capitão e delegado ao Congresso da FIDE. É uma pessoa bastante experiente e muito bem informada no que concerne aos meandros da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), tendo sido, inclusive, Vice-Presidente da FIDE.

 

O que ele me disse foi que isto, e cito de memória, é uma situação extremamente lamentável e desnecessária, e que pela primeira vez na história do xadrez em Portugal, o facto do Campeão Nacional não ser convocado para integrar a selecção nacional é inédito e inaceitável. Ele não concorda em absoluto com a decisão da Direcção da FPX. Podes confirmá-lo.

 

Já falou contigo?

 

Sobre este tema, sim várias vezes. Disse-me que tinha todo o seu apoio, explicando-me que havia sido contactado pelo Presidente da FPX, o Sr. António Bravo, com quem se reuniu e lhe explicou a sua total discordância perante a actual situação, dizendo-lhe, inclusive, que não concordava com esta atitude e com a não inclusão na selecção do actual campeão nacional. A mesma explicação foi também transmitida, após ter sido contactado em conversa telefónica ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX, o Sr. Fernando Castro.

 

Estás de acordo com a afirmação proferida pelo Presidente da FPX no jornal Record, na qual considera que a selecção nacional, não sai lesada com a referida convocatória, uma vez que os valores são semelhantes?

 

Bem reconheço que fazia uma ideia completamente errada da competência técnica desse senhor. Só uma pessoa que não perceba nada da modalidade ou que tenha estado afastado da mesma há mais de 40 anos, poderá fazer uma afirmação sem sentido como essa.

 

Retirar-se de uma selecção o campeão nacional e o melhor português com rating internacional, colocando em seu lugar qualquer outro xadrezista que nunca conseguiu sequer ser campeão nacional e dizer que a selecção não foi lesada porque os valores são semelhantes, no mínimo, só pode ser uma afirmação muito infeliz.

 

 

© Ala de Rei (2008). Autorizada a reprodução desde que citada a fonte.

Jornal Expresso aborda o “caso António Fernandes” e as selecções nacionais Absoluta e Feminina às Olimpíadas de Xadrez em Dresden

Sábado, Novembro 8th, 2008

Campeão nacional e o melhor xadrezista do «ranking» foram excluídos da selecção pelo presidente da federação – artigo de Isabel Paulo 

 

O xadrez é um jogo frio e cerebral mas os xadrezistas nacionais estão com o sangue quente e a viver um autêntico clima de guerra. O Grande Mestre António Fernandes acusa António Bravo, Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) e simultaneamente seleccionador nacional, de “tráfico de influência” por ter deixado de fora das Olimpíadas os melhores xadrezistas portugueses.


As convocatórias para as Olimpíadas de Xadrez, a disputar de 12 a 25 em Dresden, estão a gerar a maior controvérsia nos meandros da modalidade. Fora da selecção, além de António Fernandes, campeão nacional, 5º do «ranking» e um dos dois Grandes Mestres portugueses (título máximo), ficou ainda Diogo Fernando, Mestre Internacional (MI), vice-campeão absoluto e nº1 do «ranking» português. Em femininos, Bianca Jeremias, 5ª do «ranking», também não foi convocada, apesar de acumular mais pontos do que Armanda Plácido, uma das cinco seleccionadas e Vice-presidente da FPX.


Em defesa da sua lista de seleccionados, António Bravo alega que a convocatória foi em Junho – data de inscrição imposta pela organização -, “altura em que António Fernandes figurava em 6º lugar da lista” de «performances» da FPX. “No caso da Bianca e do Diogo , a exclusão deveu-se a não terem disputado até então as 30 partidas previstas no critérios de selecção, diz o líder da FPX, que acumula o cargo de seleccionador “por falta de verbas parta um técnico”.

António Fernandes, 46 anos, único português a ganhar uma medalha (bronze) em Olímpiadas, em 2002, acusa o Presidente da FPX, e «autonomeado seleccionador, de manipular a verdade», observando que «o prazo de inscrições para Dresden foi alargado para 12 de Setembro, prorogação que António Bravo sempre ignorou».  

 

Esta é também a opinião de Ramiro Lopes, presidente da Associação de Xadrez de Faro (AXF), que censura António Bravo por ter feito malabarismo nas convocatórias, «privilegiando amigos» em detrimento dos melhores. «É uma vergonha. A Vice-presidente da Federação devia ter pudor de ir a Dresden e António Bravo devia saber que à mulher de César não basta ser séria», alerta. 

Em protesto contra a exclusão de Bianca e do campeão e vice-campeão nacionais, Ramiro Lopes solicitou uma Assembleia Geral, recusada pelo presidente deste órgão. Tanto Fernandes como Lopes sustentam que a primeira data indicada pela organização das Olimpíadas, responsável pelo alojamento dos participantes, visava apenas que as federações indicassem o número de elementos das comitivas, «prova disto é que, até 19 de Setembro, federações como a espanhola substituíram alguns convocados», referem. Segundo António Fernandes e Ramiro Lopes, a pressa na convocatória «não foi inocente», ao impedir que o Campeonato Nacional Masculino e Feminino, disputado em Julho e Setembro, contasse para a lista de seleccionados.

 

A Associação de Mestres de Xadrez, liderada por Carlos [P] Santos, sustenta que o processo foi mal conduzido pela FPX e que «a escolha feita revelou-se um erro com preço a pagar na qualidade das selecções». Portugal, no «ranking» de 150 países, surge a meio do cima do meio da tabela. O Grande Mestre Luís Galego, em mensagem ao colega Fernandes e à FPX, frisou ser «um absurdo tudo o que se está a passar»

Nota:

Sublinhados meus (FV) 

Podem ler o artigo do Expresso digitalizado em pdf.

 

Xadrez: Os Documentos esquecidos das Olimpíadas de Calviá 2004 estão actuais!

Sábado, Novembro 8th, 2008

O que há de comum entre as Olimpíadas de Calviá, (Espanha), em 2004 e as Olimpíadas de 36 Olimpiada de Ajedrez Calvià (España) 2004Dresden, (Alemanha), 2008 – a ilegalidade do incumprimento do regulamento em vigor, o Regulamento das Representações Nacionais (RRN).

 

Por outro lado, António Bravo era o Presidente da Comissão Administrativa da FPX na altura e é o Presidente da FPX actual.

 

Quais são as direrenças: As actuações não são iguais mas o artista é o mesmo. As questões são semelhantes, senão mesmo iguais, as soluções têm de ser iguais.

 

Assim, ganha importância a divulgação pública de três 3 documentos que se mantinham inéditos da XXXVI Olimpiada de Ajedrez, Calvià 2004comunidade xadrezista e, no entanto, foram eles que proporcionaram a deslocação às Olimpíadas de uma jogadora que tinha sido afastada da convocatória olímpica.

 

 

Carta de António P Santos, Pres C Técnico da AX Lisboa ao Pres da Com Admistrativa da FPX.

 

Carta de Carlos Sirgado, ao Pres da Com Administrativa da FPX – inclue carta de António Bravo, Prés Com Adm FPX.

 

Parecer do Dr António Ferreira, ex-Pres do Cons Jurisdiciional da FPX.

 

 

Os Documentos esquecidos das Olimpíadas de Calviá 2004 estão actuais 4 anos depois nas Olimpíadas de Dresden 2008.

 

Porque será?