Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

A Federação Portuguesa de Xadrez recebeu do IDP, respeitante a subsídios do 1º semestre de 2010, a verba de € 53.360,00

1 Comment »

Federação Portuguesa Xadrez   . . . . . € 53.360,00


Foi publicada no Diário da República, a Listagem nº 139/2010, de 24 de Agosto de 2010, dos Subsídios atribuídos pelo Instituto do Desporto de Portugal, respeitantes ao 1º semestre de 2010, às federações desportivas e outras organizações, nas quais se inclui a Federação Portugesa de Xadrez.

Ver Diário da República, nº 171,  II série, de 2 Setembro 2010

«É claro que isso não é informação (escondida, etc) que se dê…» diz leitor de ‘Ala de Rei’ sobre o Nacional de Xadrez da I Div por Equipas

3 Comments »

Devidamente identificado, recebi por email, um comentário ao texto que publiquei aqui ante-ontem:

«… o Nacional por equipas tem muito para contar… Mas como ontem se referiu a essa prova, em moldes gerais muito certeiros, acho urgente dizer-lhe que na página da FPX, onde aparece o cartaz do torneio, está lá (desde quando?) em letras minúsculas a “informação” do triunfo da Academia de Gaia e que os resultados e as tabelas estão dentro dessa “pasta”.

É claro que isso não é informação (escondida,etc.) que se dê para os não “especialistas” e que em várias jornadas nem sequer existem partidas “ao vivo” transmitidas.»


Obrigado ao leitor atento. Da notícia prestada de que a informação foi divulgada, fui apurar como é que a situação aconteceu. E o o mínimo que posso dizer é que se trata de informação traiçoeira prestada de forma manhosa. Eis o que está na página de entrada da FPX:

Afinal o que se passou: o Nac I Divisão por Equipas vai começar e é colocado, sem data, aquele cartaz com o título “Campeonato Nacional por Equipas 1ª Divisão”, depois do dia 19/07 (data da notícia anterior) e antes do dia 27/7 (notícia seguinte).

Nada mais é dito ou escrito, nem sequer é mostrado um link claro e acessível para as informações do campeonato; é preciso passar o rato por cima para cair no buraco do campeonato. Entretanto, outras notícias vão sendo adicionadas e a informação do campeonato, como se tratasse de um blogue vai descendo,  a perder de vista…

O campeonato termina no dia 1/8, com a vitória da AX Gaia e onde consta a informação à comunidade xadrezista? Em em lugar nenhum com a visibilidade e o destaque que a maior prova colectiva nacional devia receber. Temos de voltar atrás, à notícia inicial para ler estas duas simples linhas («Academia de Xadrez de Gaia – equipa campeã nacional da 1ª divisão 2010»).

Resultado: fica a impressão de que o interesse em destacar o feito e  felicitar os campeões é, na realidade, uma questão menor. «Quando isto se passa com a AX Gaia…», referia-me alguém, com muito acerto, aliás.

Maior destaque receberam os Campeonatos da União Europeia, prova que não foi organizada pela FPX nem fez parte das provas do calendário oficial nacional. Não faz sentido o exagerado destaque dado às provas dos jovens numa federação que ” é de todos”, sobretudo, quando o relevo das restantes provas recebe o tratamento a que assistimos.

Mas esta confusão de prioridades e políticas desportivas do xadrez nacional vividas  na FPX é algo que devia merecer uma reflexão profunda e a que terei de voltar aqui no blogue.

Os tiques e os truques do passado continuam: iludir o leitor. Mas será de forma negligente ou dolosa e da parte de quem? Deixo essa pergunta no ar para que se apure, em especial, quem tiver a obrigação e a competência legal, estatutária ou regulamentar na Federação para tal. Em última instância, deveria competir à Assembleia Geral da FPX. Mas não vislumbro a vontade de o fazer.

Como se pretende a calma e a harmaniza no xadrez quando é a própria FPX com os exemplos denunciados que não se comporta como uma pessoa séria e exemplar? Não me estou a referir a pessoas mas à própria instituição FPX enquanto tal.

Reafirmo que o blogue Ala de Rei pode ser acusado de má lingua mas não existe uma santa boca ou mão federativa que dê a cara por essa acusação, quando os exemplos que ofereço continuam sem interrupção. Uma cavadela uma… trapalhada, uma confusão, uma qualquer coisa.

E meus senhores, isto passa-se numa instituição privada com utilidade pública desportiva sujeita, assim se crê, ao escrutinio público que pelos vistos é mínimo.

Diga-se o que se disser o Prof. Olímpio Bento tem razão «um dirigente não muda de hábitos, muda de cargos» (resumo meu das leituras deste professor universitário nortenho), conforme documento já publicado aqui, Do  prazo de validade no sistema desportivo português.

O tabú da Federação Portuguesa de Xadrez: Não informar, não divulgar, não nada. Até quando?

No Comments »

Até os angolanos já descobriram que o desenvolvimento actual do xadrez passa também por meios informáticos.

A informação não teria qualquer relevância não fosse o caso da forma como a FPX trata a informação institucional à comunidade xadrezista. A vergonha que os xadrezistas passam quando indicam www.fpx.pt como o sítio oficial da FPX.

A maior parte das vezes é preciso consultar o boletim oficioso da FPX (xadrez64, onde se encontra o vogal para a imprensa Dominic Cross, numa espécie de inside sporting informativo), para se saber o que deveria estar disponível, de imediato, na página federativa. Outras vezes é preciso ir à blogosfera  - Ala de Rei ou Casa do Xadrez – para se saber o que a FPX se recusar a divulgar (não há outra palavra para descrever a situação: se pode divulgar porque não faz?), porque esta situação não é nova e já foi divulgada neste blogue e noutros blogues mais de uma vez. Ou ainda o Chess-Results para conhecer algo mais. Isto para não falar da não divulgação das partidas em pgn.

É preciso recrutar xadrezistas em regime de voluntariado para estas ciclópicas tarefas?


Página de entrada do sítio da FPX (www.fpx.pt) em 10.Agosto.2010


Um exemplo actual: Há cerca de uma semana que o sítio da FPX informa com destaque o Spot Xadrez nas Escolas, na RTP Notícias, mas não apresenta uma única linha a informar quem foi o Campeão Nacional da I Divisão por Equipas. Venham depois dizer que o Ala de Rei é o borda d’água da má língua.

Não estivesse um director da FPX colocado na redacção do xadrez 64 e metade do que este publica (a nível federativo) seria do desconhecimento dos xadrezistas se não houvesse qualquer vantagem nessa situação.

As perguntas certas neste momento são as seguintes:


  • Porque não muda o actual Presidente a actual política informativa da FPX?
  • A quem aproveita a actual política informativa da Federação Portuguesa de Xadrez?
  • Porque não se faz um concurso ou se recebem propostas  de empresas de informática que saibam e estejam em condições de assegurar o funcionamento de um sítio de uma federação desportiva?
  • Ou vai ser entregue ao Xadrez64 ou a algum dos membros individualmente a criação e manutenção da informação federativa nacional numa espécie de negócio consigo mesma?

A questão é simplesmente a seguinte: Para que serve a página da FPX na internet se não informa nem divulga, em devido tempo, a informação e tudo o que de importante existe do ponto de vista institucional?

A política informativa continua nas mãos do ex-presidente da FPX António Bravo, que além de não divulgar o que era importante para o xadrez nacional ainda se permitia sonegar informação, como aconteceu, por exemplo em 2007 com o importante ofício do Sec Estado do Desporto com argumentos espúrios e falsos, que conduziram a uma demissão na direcção da FPX?

Não há mal que sempre dure lia-se na lírica camoneana, mas para isso seria necessária vontade, que não parace transparecer pubicamente da actuação federativa.

Ou Portugal que deu novos mundos ao Mundo, terá de recrutar um lusófono federativo na África Austral para resolver um problema que se arrasta desde que  António Bravo tomou o  poder federativo nos idos de 2007?

Bom, talvez a resposta se encontre nos cursos de formação ministrados recentemente aos angolanos sobre gestão desportiva. Porque não se compreende como é uma federação que vai formar árbitros quase ao Polo Sul não consegue dizer  ao seu clã o que anda a fazer em seu nome e aparentemente em seu benefício.

Esta questão da política de informação já se arrasta há tanto tempo que mais parece um tabú. Nem sempre o que parece é, mas aqui é o que parece. Se não for pior.

Entretanto, leia-se que os dirigentes do xadrez angolano gostariam de fazer se o dinheiro do petróleo chegasse aos tabuleiros de xadrez.

O presidente da associação de xadrez em Malanje, Inácio Ferraz, disse hoje, nesta cidade, que o relançamento da modalidade, visando o seu desenvolvimento a nível da província, depende da disponibilidade de meios informáticos.

Falando à Angop, Inácio Ferraz referiu ser necessário que as instituições públicas ou privadas estabeleçam parcerias com o órgão reitor da modalidade no sentido de tirar o xadrez da situação em que se encontra, com novas tecnologias.

Apontou a realização de treinos domiciliares, através da Internet, com mestres internacionais como uma das medidas que poderão resultar no aumento de conhecimentos dos xadrezistas de Malanje.

«Nós temos estado a fazer alguma coisa para dignificar a modalidade na província, mas infelizmente não encontramos reciprocidade», desabafou.

Despacho da Angop.

Divulgadas as constituições das selecções nacionais absoluta e feminina às Olimpíadas de Xadrez de Khanty-Mansiysk 2010

1 Comment »

A FPX divulgou um comunicado conjunto do Presidente da FPX e do Seleccionador Nacional Absoluto e Feminino às Olimpíadas de Xadrez 2010.

Neste comunicado ficamos a conhecer, a 60 dias da data de embarque para a longínqua região de Khanty-Mansiysk, na Sibéria, onde se realizam este ano as Olimpíadas de Xadrez, não apenas as constituições das duas selecções olímpicas como – e isto é muito importante para evitar conflitos e intrigas e sobretudo tráfico de influências ou benefícios pessoais – e, sobretudo, as razões da escolha, isto é, os critérios utilizados pelo selecionador.


Não sei se a situação presente representa uma viragem na política federativa em relação a esta e muitas outras questões, em relação ao mandato anterior- tenho a minha prudência para não chamar outra coisa – mas, pelo menos, este é um bom sinal, a que não é alheio o perfil do seleccionador nacional escolhido.

Concorde-se ou não, este ano sabe-se quem foi seleccionado e porquê. Há 2 anos atrás, nunca se soube, aliás, ficou sempre a pairar até hoje a suspeição de mãozinhas ou dito de outra forma de tráfico de influências da parte do anterior Presidente da FPX, António Bravo, como patente no caso António Fernandes com indícios e suspeitas acima de dúvidas no caso da imposição à comunidade xadrezista do 5º tabuleiro feminino, da Capitã de Equipa Feminina, na Delegada ao Congresso da FIDE e Chefe da Delegação que recaiu na Vice-Presidente que já era presidente da Direcção da AX Lisboa Maria Armanda Plácido.


Selecção Nacional Absoluta [ordem apresentada no Comunicado]:

  1. GM Luis Galego
  2. MI Diogo Fernando
  3. MI Ruben Pereira
  4. GM António Fernandes
  5. MI Sérgio Rocha

Capitão de Equipa: MI Joaquim Durão

Selecção Nacional Feminina [ordem apresentada no Comunicado]:

  1. Ana Margarida Ferreira
  2. MIF Catarina Leite
  3. MFF Margarida Coimbra
  4. MFF Ariana Pintor
  5. Sara Monteiro

Capitão de Equipa: MN António P Santos

Os critérios são claros, objectivos e justos. A meu ver, eles reflectem o xadrez nacional que temos.

É, no entanto, com muita consternação que vejo ficar de fora Ana Baptista, a nossa  bicampeã nacional feminina das duas últimas épocas que pelos mesmos motivos que não participou no Nacional Feminino – estudos – não vai estar presente nas Olimpíadas de Khanty-Mansiysk e a Bianca Jeremias que tão injustiçada foi pelo dirigismo federativo de má memória.

A terminar, só desejo as melhores classificações porque unidade, espírito de equipa e, sobretudo, harmonia entre jogadores e capitães, não será o problema que os seleccionados irão encontrar na Sibéria.

Felicidades às nossas selecções.

P.S. Por favor não levem pretensas Bandeiras Nacionais com pagodes a substituírem os castelos nacionais.

Altera-se o Regulamento de Competições mas não se faz Justiça na Federação Portuguesa de Xadrez

1 Comment »

A FPX divulgou um Regulamento de Competições no passado dia 14/7. Ainda não tive a oportunidade de o ler com a atenção devida e por isso ainda não lhe fiz qualquer referência.

No entanto, instado por um leitor (“El Comandante”) a divulgar a minha opinião, apresento de seguida o meu ponto de vista sobre o Regulamento de Competições da FPX, aprovado na reunião de Direcção de 8 de Julho de 2010.

Em primeiro lugar, fiquei com a ideia, após uma breve leitura cruzada, que não se trata verdadeiramente de um novo regulamento, mas, tão-só, o que já não é pouco, de corrigir as aberrações que o Sr. Manuel Pintor, na qualidade de Presidente da AX Porto, conseguiu fazer aprovar na tal célebre Assembleia Geral de 25 de Novembro de 2007. Valeria mais uma vez a pena ler esta acta que é um hino à incompetência do dirigismo nacional esteja ele instalado nas associações distritais - que aprovaram, nas que recusaram e nas que se abstiveram, dando coberta a esta obra-prima do golpismo no desporto –  ou na (Mesa da Assembleia Geral da) Federação Portuguesa de Xadrez.

Este intróito, sendo repetitivo, é necessário porque não compreender ou pior, deixar passar em claro esta situação, desculpando os seus autores que, na sua maioria, continuam no poder, é deixar a porta aberta para que o mesmo ou semelhante possa acontecer. A experiência dos meses e anos mostram-nos que os hábitos e vícios e incompetência na Federação e nas Associações não se corrigem, eliminam-se com o afastamento dos seus autores.

Mas adiante, porque já se compreedeu (espero eu), o que penso sobre o assunto.

Em segundo lugar, o reconhecimento público e por escrito do Pres. da FPX, em que só falta chamar incompetentes aos dirigentes que pensaram, propuseram e aprovaram as alterações que se encontram no artº 36º do (já) anterior mas ainda em vigor Regulamento de Competições.

E, não podia ser mais claro ao afirmar – no comunicado da FPX sobre o Camp Nacional Equipas de 16/7, sobre Pedidos de alteração da lista de Jogadores - que

(..) O que parece mostrar algum desfasamento entre as normas aprovadas pelas AG e a realidade do Xadrez Nacional. (…).

A Direcção retirou do próximo Regulamento de Competições as normas que afectam este tema, mas a FPX terá de respeitar os regulamentos em vigor. (…)

Estes dois aspectos reconhecidos agora por um dirigente foram, no essencial, há muito denunciados pelos blogues Ala de Rei, Casa do Xadrez e por clubes como GC Odivelas, que, na altura não encontrou clube disponível para contestar a medida e, mais tarde, pela Casa do Xadrez que, no início desta época apresentou um documento contestando o artº 36º, avisando que jogava o Nacional da III Divisão sob protesto admitindo recorrer aos meios disponíveis para alterar a situação.

Aqui e acolá ouviram-se timidamente algumas vozes discordantes mas o golpe do regulamento foi dado e estava em vigor para gáudio dos seus autores e beneficiários.

Quantas associações denunciaram esta situação? Quase todas se calaram: as que aprovaram e todas as outras. Acaso AX Lisbooa ou a AX Santarém apoiaram (na altura) os seus clubes GC Odivelas e Casa do Xadrez? Ou foram coniventes com os golpistas?


Em terceiro lugar, a decisão do Pres. e deliberação da Direcção da FPX é, a meu ver, uma decisão de pretensa justiça salomónica.

Reconhece o desfasamento das normas aprovadas e a realidade do xadrez, o que é verdade e se saúda, mas permite que os beneficiários da aberração não sejam prejudicados. Parece ser o caso do benefício do infractor de certas modalidades desportivas, e, outros oportunistas que aproveitaram este habilidoso golpe.
A deliberação é válida a partir de 15 de Julho de 2010 mas só tem eficácia útil para a época de 2011/2012, isto é, quem ganhou na secretaria(!) o direito a subir de divisão vai estar durante a época de 2010/2011 na divisão errada. Com a grande ajuda dos Srs. Manuel Pintor e Fernando Castro o xadrez português passou a jogar-se no tabuleiro e na secretaria.

Que tivesse reparado, a única medida eficaz de efeito útil imediato é a reposição dos 4 tabuleiros por encontro em vez dos actuais 6.

(Um estudo muito interessante sobre a perversão das alterações propostas e aprovadas pelo Triângulo do Norte – AX Porto, AX Braga e AX Aveiro e na primeira fase, com a ajudnha de AX Santarem com o apoio do Pres da Mesa da Ass Geral da FPX – foi efectuado por Paulo Rocha e disponibilizado no xadrez64).

O xadrez nacional não ganhou e a maioria dos clubes ficou a perder! O Rei ia nú mas ninguém, com as excepções conhecidas, teve a coragem de por em causa a aberração triunfante!

Em termos práticos, por exemplo na série D, da III Divisão Nacional, a equipa que sobe na época de 2010/2011, será, devido ao artº 36º, novamente ratificado só por uma época, em nome de direitos adquiridos com a aberração e a segurança jurídica que se impõe na certeza dos regulamentos, vai ser a 4ª classificada no tabuleiro, entre 8 participantes, mas a 1ª e a única, na secretaria, a subir à II Divisão Nacional por cumprir normas de um Regulamento que se reconhece desfasado na realidade mas vai ser cumprido. Contradições ou incompetências?
Por agora, meu caro leitor, a impunidade triunfou. Cumpre-se a Lei mas não se faz Justiça na Federação Portuguesa de Xadrez.

Não sei se faz sentido em falar de montanhas e ratos mas a época desportiva que se avizinha vai funcionar como se nada tivesse acontecido – vai subir quem ia subir.

Assim, aparentemente não se compreende a urgência em aprovar um Regulamento que não vai entrar em vigor em 1 de Outubro de 2010, quando os Nacionais da I, II e III Divisões Nacionais só tem início a partir de Fevereiro de 2011.

O assunto não ficou esgotado, mas creio ter já dado uma ideia do enquadramento da questão.

Google traz o regresso ao passado na Federação Portuguesa de Xadrez

1 Comment »

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Alertas do Google <googlealerts-noreply@google.com>
Data: 16 de Julho de 2010 04:08
Assunto: Alerta do Google – Federação Portuguesa Xadrez
Para: favieira@gmail.com

Web 1 resultado novo para Federação Portuguesa Xadrez


Xadrez: Joaquim Durão regressa à presidência da federação – Outras 
O mestre internacional Joaquim Durão voltou a ser eleito presidente da Federação Portuguesa deXadrez, cargo que ocupara pela última vez de 1988 a 1997. 
www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=00684618-3333…


Não sei porquê, mas recebi este alerta do Google. Mas, se repararem bem, remete para um artigo do jornal Record de 26 de Setembro de 2005.

Mas que situação mais estranha e curiosa…

Os actuais dirigentes federativos estão seguros e descansados nos lugares que ocupam? Ou existe, algures no etéreo espaço, desejos da sua substituição, com a ajudinha do Google?

Futuro do xadrez feminino português – o exemplo vem dos Estados Unidos da América

No Comments »

Fernando Melo, actual secretário da Fed Paraibana de Xadrez, publicou no blogue Reino de Caíssa, este breve mas sintomático post

Com prêmios bastantes generosos, o xadrez feminino nos Estados Unidos vem se desenvolvendo a olhos vistos, pela força e beleza de suas participantes. Uma delas é Alisa Melekhina [à direita na foto de baixo], já conhecida dos leitores deste blog.

As líderes do Campeonato Feminino dos EUA, em andamento, são Anna Zatonskih e Irina Krush (na foto) [ambas, depois do empate entre si, com 3 ½ em 4 sessões. Saber mais aqui].

Um detalhe: todas são oriundas da ex-União Soviética e se tornaram cidadãs norte-americanas.

O actual xadrez norte-americano: MI Anna Zatonskih, MI Tatev Abrahamyan, GMf Sabina Foisor, MIf Alisa Melekhina


Eis a solução para o xadrez feminino português: depois da importação da mão-de-obra operária durante o período aúreo da construção civil nos anos 90 e com a oferta da nacionalidade portuguesa ao desbarato,  não escandalizaria ninguém, a começar pela amorfa comunidade xadrezista, a importação de mão-de-obra desportiva.

A bem dizer, ela já existe. Como se observa na selecção nacional de futebol. Por isso quem se incomodaria que o xadrez feminino de Portugal fosse representado além fronteiras por tudo o que não fosse português. Sempre daria jeito a muita prosápia da modalidade.

Bastaria o Madaíl do xadrez pressionar as autoridades desportivas  (SEJD, IDP e SEF) e teríamos uma selecção olímpica capaz de coleccionar medalhas. Poderíamos não ter identidade nacional na selecção mas teríamos, concerteza, uma medalheiro digno de inveja de certas potências menores (do nosso nível). Quantos lugares não subiríamos no ranking feminino da FIDE. Estava o assunto resolvido. O xadrez português continuaria de tanga – bikini dirão alguns – mas tínhamos estrelas de nível internacional.

E o que aconteceria às nossas melhores jogadoras de xadrez, como Ana Baptista, Ariana Pintor, Bianca Jeremias, Catarina Leite e Margarida Coimbra? Receita muito simples. Esperamos que cresçam, casem e tenham filhos, porque se isto acontecer e a acontecer seria a lei natural da vida, não mais regressarão ao xadrez.

Selecção nacional feminina de Portugal às Olimpíadas de Calvià 2006


A avaliar como o xadrez feminino está a ser tratado neste momento isto nem sequer precisa de um prognóstico é a realidade antecipada.

De facto, um Nacional de Xadrez Feminino em que das cinco melhores jogadoras – e, provavelmente, todas elas membros da selecção olímpica que se deslocará às Olimpíadas de Xadrez de Khanty-Mansiysk 2010, na Sibéria – apenas uma disputa o título, é sintomático do estado actual também do xadrez feminino.

Selecção nacional feminina de Portugal às Olimpíadas de Dresden 2008


E, se a isto juntarmos o facto de 12 das 16 que se atreveram a pagar entre € 22o, oo a € 280,00 [mais € 270,00 para acompanhantes] para participar viverem a Norte de Aveiro, isto é, 3 em cada 4 são do triângulo [quadrado?] Aveiro[3]-Braga[3]-Porto[5]-Bragança[1], o carácter nacional esboroa-se num carácter inter-regional. Depois de um Quadro Competitivo de Equipas manipulado pelo artº 36º, a situação está a correr de feição aos mentores deste Triângulo Nortenho.

E qual a razão da falta de participação das xadrezistas nacionais? A começar pelo litoral do país, porque do interior – Bragança tem uma representante – então nem se fala. Lisboa (2), Setúbal (1), Coimbra (0) e Leiria (0) e Faro (0). Representam 1 em cada 4 das participantes. E a selecção olímpica, que deveria estar a treinar ou em estágio, encontra-se em período de exames ou em teses de fim de curso.

É que as xadrezistas descobriram há muito, sempre aliás, que o futuro não passa pelo xadrez mas por um curso ou uma profissão decente e estável e com futuro.

Assim, não há mão-de-obra feminina que resista. Lembram-se de Isabel Pereira dos Santos? Ela foi apenas uma xadrezista, entre outras, que mostrou como seria o xadrez dali – agora – a 20 anos! Foi o prognóstico que ninguém percebeu. Naquela altura não se percebeu, hoje não se quer perceber!

O futuro do xadrez português feminino está aí. O exemplo vem dos Estados Unidos da América. Importação de mão-se-obra desportiva com oferta de nacionalidade às xadrezistas de leste que lutam com dificuldade para se afirmarem nos seus países de origem e que não se importam de trocar as estepes e o frio soviéticos pelo sol e praias atlânticas.

O Nacional Feminino pode ser seguido aqui.

Pedro Rodrigues acusa Maria Armanda Plácido, Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa, de lhe dever dinheiro que recebeu do IDP através da FP Xadrez

1 Comment »

Pedro Rodrigues acusa a Associação de Xadrez de Lisboa, na pessoa da sua Presidente de Direcção, Maria Armanda Plácido, de se locupletar com dinheiros públicos para uma acção de formação a que correspondeu um subsídio solicitado ao IDP através da FP Xadrez.

Em virtude do que foi afirmado em plena Assembleia Geral da AX Lisboa e do que se encontra escrito na Acta da mesma Assembleia Geral, Pedro Rodrigues entendeu por bem, em nome da verdade, divulgar pela comunidade xadrezista, no blogue Ala de Rei, a sua posição através de uma Carta para informação e esclarecimento dos equívocos e deturpações que a “sua” situação tem sido sujeita pela Associação de Xadrez de Lisboa.

Ala de Rei, encontra-se disponível para apoiar nas diligências que o Pedro Rodrigues entenda dever seguir para ser informado e ressarcido do que lhe for devido, bem como, nos contactos com o IDP ou outros organismos oficiais para esclarecimento do rasto do dinheiro que deveria ter chegado ao Pedro e dos responsáveis pela situação presente.

Ala de Rei não é um órgão de comunicação social não estando, por isso, obrigado ao contraditório na redacção e edição dos textos que publica. De qualquer modo, a Associação de Xadrez de Lisboa, encontrará aqui o espaço necessário para esclarecer “a sua posição” neste diferendo com o Pedro Rodrigues que agora diz respeito a todos nós, associados da Federação Portuguesa de Xadrez, envolvida no processo por via do subsídio que contratou com o IDP para a sua associada AX Lisboa.


Em defesa do meu bom nome

Tendo aparecido recentemente na Acta da Assembleia Geral da AXL afirmações falsas relativas a Pedro Rodrigues – «ele deve dinheiro à AXL» – e tendo ainda sido realizadas pela Presidente da AXL, Maria Armanda Plácido, com testemunhas, acusações e afirmações falsas relativas também a assuntos relacionados com Pedro Rodrigues, sente Pedro Rodrigues o direito de defender o seu bom nome e de esclarecer por via escrita que afasta “o dito que não dito”.

1. Trabalhos efectuados no xadrez entre 2000 e 2004

Por via de Projectos em que foi sempre co-autor e Coordenador, Pedro Rodrigues trabalhou em três diferentes Concelhos e ensinou mais de 600 crianças das quais 320 ao nível curricular (vertente que ele sempre defendeu e num Projecto que mereceu a melhor das apreciações por parte das Directoras das Escolas envolvidas, Professoras, Pais e alunos).

2. Convite para integrar a Direcção da AXL

Pedro Rodrigues foi convidado a integrar o Corpo Directivo da AXL  por Maria Armanda Plácido e por Catarina Leite. Posteriormente foi votado favoravelmente que Pedro Rodrigues assumisse o cargo de “Coordenador de Projectos Escolares”. Foi enquanto tal que assumiu um papel de destaque no Projecto Escolar da AXL de Julho a Setembro de 2006.

3. Enquanto Coordenador de Projectos Escolares

3.1. Propôs ao Professor Melícias do Externato João Alberto Faria a realização de uma Acção de Formação a 12 Professores de Matemática com vista à inserção do xadrez enquanto actividade curricular e extracurricular. Foi Pedro Rodrigues que a par e passo criou a estrutura de todo o Curso (levada muito a sério nesse Externato). De seguida criou toda a Documentação seguida no citado Curso (Metodologias para o Ensino de Xadrez). A mesma documentação e o Dossier de Iniciação ao Xadrez por si realizado foram a base integral do Corpo Principal da Formação (16 horas). Deu todas as aulas relativas a este corpo principal de Formação (15 horas acrescida de 1 hora de avaliação). As restantes 8 horas (apoio prático aos Professores) foram dadas por Paulo Dias.

Pedro Rodrigues assinou os Diplomas de Formação, recebeu do externato um Certificado de Formador e realizou todos os Relatórios que lhe foram requisitados. Esta Formação foi anunciada como apoiada pelo IDP (a avaliação do Curso pelos Formandos foi realizada em folhas com a chancela do IDP) tendo igualmente sido referido a existência de Subsídio de € 1.000,00 para a sua realização.

Pedro Rodrigues nada recebeu por tudo o acima descrito, nem tampouco por custos de deslocação nem comunicações. O Contrato de Programa relativo a este Curso foi pedido pelo GCO à FPX (IDP financia FPX – FPX financia AXL). O mesmo não foi entregue.

Considera, que a apresentação dos valores envolvidos (contratados) nesta acção de formação é da maior importância, também para todos os associados – os clubes – para ficar claro o que foi escrito, com  foi realizado e por quem.

3.2. Após a realização do Projecto Escolar AXL, Pedro Rodrigues contactou todos os Colégios Privados Alvo. O S. João de Brito por mais de uma vez. O Coordenador do S. João de Brito veio a pedir uma reunião com um representante da AXL. Foi Pedro Rodrigues que aí compareceu. Foi ele que deu uma pequena aula de demonstração. Foi ele que conseguiu acordar os € 20,00 por  hora. Foi ele que enviou a proposta final ao Coordenador após a reunião dando conhecimento da mesma à Presidente da AXL que respondeu «Está muito bom. Pode enviar». Nessa proposta final estava previsto que a AXL iria efectuar uma série de acções desde o acompanhamento técnico do Professor (pelo Coordenador dos Projectos Escolares da AXL) ao apoio em provas escolares que estavam previstas. Isto justificava a existência do Protocolo com a AXL (caso contrário, porque estaria previsto que o S. João de Brito daria algum dinheiro (“mais valias”) à AXL?). Pedro Rodrigues foi o único que insistiu, incluindo junto ao Colégio, na realização desse Protocolo por escrito. Que nunca chegou a ser realizado.

A pedido do Coordenador do S. João de Brito Pedro Rodrigues deu as primeiras (20) aulas no S. João de Brito. Até à sua demissão. Nunca recebeu nada pelas 20 horas de aulas dadas. Foi-lhe dito por escrito que as mesmas seriam pagas. Deve aqui ficar esclarecido que enquanto Professor, se Pedro Rodrigues iria também desempenhar todas as funções que justificavam a existência de um Protocolo, porque razão pediu € 16,50/hora. A AXL decidiu e comunicou por escrito que ia pagar € 12,50/hora. Mas, nem esses € 250,00, prometidos por escrito, foram pagos.

3.3. Workshop no Colégio Espanhol – Propôs à Coordenadora da Associação de Pais do Colégio Espanhol a realização de um workshop. O mesmo foi integralmente da sua concepção. Teve inúmeros gastos em comunicações e em deslocações. E muito foi o tempo dispendido para que o workshop se tornasse possível. Por ele e pela Coordenadora referida. Participou ainda enquanto Monitor no primeiro dia (um grupo de trabalho para Pedro Rodrigues; outro para Ana Baptista e outro para a Maritza Valdés) e no último dia dos quatro dias do workshop. O mesmo foi considerado um sucesso pelo Colégio e pela AXL que recebeu € 450,00 pelo mesmo. Pedro Rodrigues nada recebeu (ao contrário dos outros referidos), nem sequer foi ressarcido pelas suas despesas pessoais com o projecto. O que viu foi o papel que desempenhou nessa acção ser diminuído na notícia que saiu na página da AXL.

4. O “outro” Colégio

Um Colégio pediu que a AXL aconselhasse um Professor. Veio a ficar claro que esse Colégio estava frontalmente contra uma parceria com a AXL e como tal em desfavor a uma adesão ao Projecto Escolar AXL. O Colégio apreciou a experiência de Pedro Rodrigues no xadrez e convidou-o a aceitar um contrato de trabalho. A Presidente da AXL considerou que Pedro Rodrigues não teria o direito de aceitar esse contrato a menos que desse uma parte do seu salário à AXL. Situação que Pedro Rodrigues considerou totalmente inaceitável. Demitiu-se, pôs o seu lugar à disposição no S. João de Brito (que aderira ao Projecto AXL) e assinou o contrato com esse tal Colégio sendo que mais nada mais tem a dizer sobre o assunto e não ser apenas a título informativo e esclarecedor (das recentes declarações da Presidente da AXL) que os valores hora médio que Pedro Rodrigues desde o início recebeu nesse Colégio foram muito inferiores a € 20,00/hora.

Quando Pedro Rodrigues foi ameaçado pela Presidente da AXL, por escrito, respondeu através do Advogado, situação à qual nunca obteve qualquer resposta. Ao contrário do que foi recentemente mencionado na Assembleia Geral pela Presidente da AXL.

Na carta, o Advogado era claro ao afirmar que era a AXL que devia dinheiro a Pedro Rodrigues e não o contrário.

Essa dívida a Pedro Rodrigues (aulas no S. João de Brito e Acção de Formação no Externato) continua sem estar resolvida. E continua sem ninguém saber quanto recebeu a AXL pela Acção de Formação do Externato João Alberto Faria e quais os valores que foram realmente contratados.

O que consta desse Contrato Programa celebrado não justifica por si só a necessidade da sua divulgação pública, para conhecimento do que foi acordado e assinado?

O nome de Pedro Rodrigues foi colocado em causa publicamente pelo que ele desde já se reservou aqui ao direito de se defender também publicamente.

Paço de Arcos, 11 de Julho de 2010

Pedro Rodrigues

A FPX beneficia descaradamente as equipas nortenhas da fase final da Taça de Portugal – A posição do GD Diana, de Évora

13 Comments »

Exmº Senhor Presidente da FPX

Segue um comunicado oficial por parte da Direcção do GD Diana referente à Final Four

Assunto: Final Four da Taça de Portugal época 2009/2010

Factos:

1- Na terça-feira dia 6 de Julho, a FPX contactou por telefone o GD Diana via Senhor Altino Costa, sendo que, o Senhor Altino Costa solicitou ao Prof. Dr. Fernando Carapau (responsável pela secção de xadrez do GD Diana) se era possível ao GD Diana organizar a Final Four na cidade de Évora, oferecendo alojamento e alimentação às equipas participantes, e aos elementos da FPX;

2- O Prof. Dr. Fernando Carapau entrou em contacto com a Direcção do GD Diana e a mesma solicitou uma reunião urgente com o Exmº Senhor Presidente da CME [Câmara Municipal de Évora], o qual acedeu ao pedido do GD Diana, mas invocando que apenas podia apoiar em termos de alojamento, o que até faz sentido, e assim a CME disponibilizou-se para custear o alojamento das 4 equipas para sexta-feira dia 9 de Julho mais os elementos da FPX, e custear o alojamento das equipas finalistas para sábado dia 10 de Julho mais os elementos da FPX, e ainda um beberete de honra para a cerimónia de entrega de prémios.

O alojamento seria no Évora Hotel, bem conhecido do mundo do xadrez pelas suas condições ímpares. Os jogos seriam no salão nobre da CME o qual tem ligação à internet. A CME colocava à disposição da organização transporte para as equipas e elementos da FPX poderem efectuar o trajecto entre Hotel e local do jogo;

3- Quando o Prof. Dr. Fernando Carapau entra em contacto com o Senhor Altino Costa, este lhe transmite que afinal a Final Four ia ser na cidade Vila Nova de Gaia visto 3 equipas serem da zona do Porto. Foi transmitido ao Senhor Altino Costa que entretanto o GD Diana estava em condições de organizar a Final Four;

4- Escolhido o local da prova, i.e., Vila Nova de Gaia, o GD Diana solicitou à FPX numa 1ª fase que os jogos do dia 10 de Julho fossem às 21h pois inicialmente pensou-se iniciar a deslocação à cidade Vila Nova de Gaia no sábado de manhã havendo tempo para descansar um pouco antes do jogo. A FPX não acedeu ao pedido do GD Diana e pior nem se dignou a responder;

5- Depois de saber via FPX o nome do adversário e a hora do jogo, i.e., pelas 15h, o GD Diana solicitou numa 2ª fase às equipas que constituem a Final Four e em particular à sua adversária directa nas meias-finais se era possível alterar a hora do jogo para as 21h, apenas o adversário directo respondeu e de forma negativa e justificando a sua decisão, nada a dizer;

6- Tendo em conta que o jogo de sábado tem a hora definida pelas 15h, é evidente que os jogadores do GD Diana têm que pernoitar na cidade Vila Nova de Gaia, e nesse sentido o GD Diana solicitou à Organização 4 quartos singles para a noite de sexta-feira dia 9 de Julho, os quais sem encargos económicos para o clube eborense;

7- A FPX numa 1ª fase e via Senhor Altino Costa envia um e-mail ao Prof. Dr. Fernando Carapau a confirmar a reserva de 4 quartos singles para sexta-feira dia 9 de Julho em resposta ao pedido formulado pelo mesmo em nome do GD Diana;

8- A FPX numa 2ª fase e via Senhor Altino Costa envia um e-mail ao Prof. Dr. Fernando Carapau a dizer que a Direcção da FPX tinha decidido que o alojamento e a alimentação era da exclusiva responsabilidade das equipas envolvidas na Final Four, e nesse e-mail justifica a opção Vila Nova de Gaia pelo facto de 3 das equipas da Final Four serem da zona do Porto;

Posição do GD Diana:

a) Esquecendo a forma pouco simpática como as coisas foram feitas, e ignorando o facto número 8 tudo estaria ok para o GD Diana, que abrindo mão do factor de proximidade geográfica, o qual devia ser mais ou menos igual para as equipas envolvidas, já estaria satisfeita com as condições minimas;

b) Tendo em conta o facto número 8, o mínimo que se pode afirmar é que a FPX não respeitou a instituição GD Diana, não respeitou a cidade de Évora e em última instância não respeitou a região Alentejo, vejamos: então para organizar a Final Four na cidade de Évora e a pedido da FPX o GD Diana tinha que oferecer alojamento e refeições, que até conseguiu, e sendo a Final Four na cidade de Vila Nova de Gaia o GD Diana tem que pagar todas as suas despesas;

c) Com esta decisão a FPX está claramente a beneficiar as equipas adversárias quer em termos económicos quer em termos desportivos. Se a FPX não pode oferecer condições e se pretende realizar uma Final Four pelo menos o factor de proximidade geográfica tem que ser minimamente respeitado;

e) Qual o interesse para os clubes que vão disputar uma Final Four num determinado local X se têm que ser os mesmos a custear todas as despesas?

f) Apesar da situação o GD Diana afirma que vai estar nas meias-finais, mas que esta será a sua última participação numa Taça de Portugal se não souber à partida as condições mínimas para poder participar com dignidade.

Atenciosamente, pelo GD Diana

Dr. António Eugénio (Presidente do GD Diana)

Dr. Joaquim Rodrigues (Vice-Presidente do GD Diana)

Prof. Dr Fernando Carapau (Director da secção de xadrez do GD Diana)

Encontros Nacionais e Assembleias Gerais federativas de xadrez para que vos quero?

No Comments »

A Federação Portuguesa de Xadrez organiza um Encontro Nacional [que] tem como destinatários os clubes filiados, as associações (distritais, Açores) e é aberto, entre outros, aos órgãos sociais, seleccionador nacional e à comissão de qualificação ELO, podendo a organização convidar ainda outras entidades.

Era o convite para um Encontro Nacional de Reflexão e Debate. Como se depreende do texto, não era destinado aos sócios da FPX mas apenas a alguns deles – as associações e os clubes – desde que, previamente efectuassem a respectiva inscrição.

Segundo o Documento elaborado em 9/6/2010 da FPX,

Tema Central dos trabalhos será o Regulamento de Competições da FPX.

Outros temas – Os Estatutos da FPX; O novo Regime Jurídico das Federações Desportivas; Os Órgãos Sociais da FPX – Constituição e Competências; Os Regulamentos da FPX; a época de 2010/2011

Não obstante o Encontro se ter realizado há cinco dias, nada se sabe do que aconteceu na reunião, porquanto, o silêncio da página oficial da FPX continua a ser a política de comunicação da Federação Portuguesa de Xadrez.

O que se sabe é o que aparece escrito numa dúzia de linhas num artigo não assinado no suplemento de anúncios do Diário de Notícias de 30/6 e o que o xadrez64 se permite publicar, enquanto se assume cada vez mais como jornal oficioso da FPX.

A comunidade xadrezista nacional não é digna nem merecedora de um comunicadozinho no sítio oficial da FPX?

O curioso é que o DN afirme que

O tema do “Xadrez nas Escolas”, um dos subprogramas prioritários da actual Direcção da FPX, foi debatido no Encontro Nacional de Xadrez, um inovador espaço de reflexão e debate aberto sobre diversos aspectos regulamentares e funcionais da modalidade, que decorreu no passado dia 26 em Leiria e onde participaram representantes federativos das associações regionais e dos clubes.

quando o tema “Xadrez nas Escolas” não constava do «Documento elaborado em 9/6/2010» disponibilizado pela FPX nem consta da «informação sobre o evento» que o xadrez64 divulgou.

O DN inventou uma reunião ou foi disponibilizada contra-informação ao misterioso redactor do artigo do DN?

De acordo com xadrez64, ficámos a saber que apenas cerca 25% (4 em 15!!) das associações estavam presentes e nem 10%  (!) dos clubes compareceram. Terá sido uma espécie de Estados Gerais dos órgãos sociais federativos alargados.

A comunidade xadrezista estará mesmo interessada no estado actual do xadrez nacional federativo?

Ao nível associativo, estamos na mesma ou pior do que estávamos há 40 anos! O «amor pelo xadrez» de que falava o mestre Cordovil, há muito que desapareceu como naquela história da moeda da Lei de Gresham. Lembram-se?

Ah é verdade, recebi há alguns dias a notícia de que o SIR Elvas, que beneficiou da influência do Presidente António Bravo há 3 anos, para não descer da 1ª Divisão, desistiu agora de partcipar no Nacional da 1ª Divisão deste ano. O ano passado foi o GC Odivelas!

Mais um clube que desaparece ou desiste de competir devido ao Quadro de Competições nacional em vigor.

É curioso que quem aprovou esta aberração não venha agora dar a cara e reconhecer que que não tinha razão prejudicando a competição e os clubes e se remeta ao silêncio.

[Quem quiser saber mais pode ler a Acta da Assembleia Geral da FPX de 25 de Novembro de 2010].

Mestre João Cordovil apresenta uma Proposta de novo Quadro de Competições de Xadrez em Portugal

No Comments »

Em conversa com João Cordovil sobre a aprovação “a golpe” nas costas dos associados do actual Quadro Competitivo Nacional, o mestre fez-me chegar um dossiê sobre as propostas que apresentou à FPX em 2005 e que entretanto foram rejeitadas com o sibilino argumento da falta de divulgação pública.

Argumento este, sem dúvida, muito importante, mas que não foi seguido 2 anos e meio depois na célebre Assembleia Geral de 25 de Novembro de 2007, para aprovar a aberração do actual quadro modelo competitivo.

As propostas que me permito divulgar estão “datadas”, mas, como se comprova pelo evoluir do modelo de competições em vigor, afinal, apenas necessitam de adaptações.

No entanto, João Cordovil fez-me notar

Que seja dito que essas e as outras propostas foram de facto apresentadas numa Assembleia da FPX (na da Marinha Grande foram impedidas pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral A.Bravo, «por não terem tido divulgação atempada») em Évora, durante o Nacional por Equipas de 2005 (creio), pelo Ramiro Lopes, em representação do GD Diana e a meu pedido (…).

Já que esta reforma tinha também a ver com o aparecimento de outras provas e de outras recomendações, algumas das quais ainda muito oportunas, agradeço-lhe que (mesmo que ultrapassadas) as apresente em conjunto, bem “capituladas”, por isso segue em anexo o respectivo ficheiro. E também dá para ver os cinco anos já desperdiçados nalgumas questões.


Ainda uma observação de João Cordovil

No preâmbulo, quando se fala em Janeiro e Marinha Grande é bom frisar que foi em 2005. Só assim se entende que surjam ali questões a problemas concretos dessa época (match Galego vs Dâmaso e ausência deles, após mudança de datas do Nacional, por causa de compromissos com clubes espanhóis) ou então são de suprimir esses períodos, que não fazem sentido e provocam confusão ao leitor actual.


De qualquer forma é importantissimo contextualizar isso com as restantes propostas que fiz. Para se mudar o Nacional por equipas sem divisões, deve ser aprovado (ou fortemente recomendado) em conjunto (e apresentadas as respectivas propostas que escrevi) sobre o Inter Cidades e o Torneio de Gerações, chamando a atenção que resta dar mais vida, uma vida digna!, ao campeonatos regionais (que hoje se misturam com o tal nacional da terceira divisão).


Não esquecer no preâmbulo que estou a falar (no Nacional por equipas) de formações com quatro tabuleiros, sem tabuleiros especificos de género ou escalões (isso está contemplado no Gerações).


Feito o reparo, aqui apresento o documento

Considerações prévias para um novo Campeonato Nacional por Equipas

por Mestre João Cordovil (Janeiro 2005)


Das nove propostas apresentadas em finais de Janeiro na Mesa da Assembleia Geral na Marinha Grande, que então não puderam ser discutidas, duas referem-se a sugestões para novas provas e outras duas a profunda remodelação do Nacional por equipas e Nacional individual.

Todas as propostas incluem uma nota ou comentário que, em síntese, pretende justificar as ideias base para tais alterações. Mas para que se possam compreender no seu conjunto pode ser útil esclarecer o seguinte:

O xadrez nacional vive hoje, no aspecto informativo (para o público em geral) a sua época mais pobre dos últimos 35 anos. A última machadada foi dada pelo desaparecimento de “A Capital”. Dir-me-ão que isso não é verdade pois existe a internet. De facto, o xadrez beneficiou muitíssimo com o aparecimento dos computadores portáteis, com os programas de bases de dados e com a circulação de informação pelo cyberespaço, das quais se destaca a transmissão em directo de jogos. Mas isso chega ao grande público? Capta novos adeptos? De facto, o que acontece é que o xadrez na internet é, verdadeiramente proveitoso, só para os já crentes, já que para os voayeurs tem de disputar os seus méritos com milhares de ofertas especializadas, não menos atractivas, nesse mesmo ambiente.

Nos tempos que correm a melhor forma de dar maior visibilidade ao xadrez nacional é promover provas diferentes das rotineiras (torneio de gerações, inter cidades) menos acessíveis a outras modalidades (e que falam das virtualidades desta) ou provas expressivas para decisão dos seus títulos máximos. Nesse sentido foi um erro, por exemplo, ter-se eliminado a forma de desempate em match no Campeonato Nacional Individual. Um encontro entre Galego e Dâmaso vale muito mais notícias do que todo o torneio, em si, que o antecedeu… Para além de desportivamente ser diferente. Neste aspecto foi um recuo de quase 40 anos…

O Campeonato Nacional por Equipas da 1ª Divisão está a ser contestado pelo excessivo número de estrangeiros que envolve. De facto, são muitos e pelos vistos ainda poderiam ter sido mais… Nalgumas regiões talvez essa seja a melhor forma de se fazer propaganda da modalidade (por isso dispensam-se conselhos paternalistas, venham de onde vierem, sobre essa política), de pelo menos se ouvir falar de xadrez e, porventura, despertar interesse a novos adeptos. Por outro lado, esta é a única prova verdadeiramente categorizada no nosso País. Forçar a limitação de estrangeiros é andar para trás... Não há muitos mais jogadores portugueses que justifiquem essa mudança em nome de uma oportunidade numa equipa da primeira divisão. Os que a justificam tem tido essa oportunidade (até para normas, etc.) ou simplesmente nem sequer estão interessados; posso apontar casos de jogadores que têm preferido continuar nas suas equipas (amadoras!) em escalões inferiores e recusam ser transferidas só para jogar neste (mesmo com algum benefício financeiro).

Mas por que razão existe um campeonato da terceira divisão? As séries que o formam não passam de torneios regionais e às vezes apenas de uma cidade e arredores… Melhor seria que se valorizassem os campeonatos regionais, com a presença em força das melhores equipas e os seus titulares do que arrastar jogadores (com formações “B” e “C”) para provas de nível tão fraco.

Nestas condições considero muito interessante um Nacional sem divisões. Onde todos possam beneficiar da presença de equipas estrangeiradas, onde um clube nunca corra o risco de desaparecer do mapa (desintegrar-se) por falta de meios numa ou noutra época (como infelizmente continua a acontecer) porque, como se sabe, participar na segunda divisão (uma vez por semana) é mais caro do que disputar a primeira divisão durante uma semana para uma equipa com pretensões em regressar aos melhores. E sem esse objectivo por vezes não se arranjam apoios… Por último. mas não menos importante, é a possibilidade de surgirem, de facto, equipas em representação de empresas que apenas queiram investir para uma campanha concreta e imediata e não para hipotéticos resultados a médio prazo (dois três anos).

À margem destas propostas gostaria de referir ter alertado dirigentes da FPX (na Marinha Grande, logo após a Assembleia) da eventualidade destas datas poderem vir a prejudicar alguma equipa (falei concretamente dos casos do L. Galego e do R. Dâmaso) mas pelos vistos não fui ouvido.

Perguntei o motivo de terem variado as datas, em relação a anos anteriores e foi-me dado a entender que isso terá sido a pedido da AX Gaia como eventual organizador de novo campeonato. Uma vez que a FPX optou, excepcionalmente, por Évora (o que lhes agradeço) poderia ter acordado datas mais felizes para não afectar a prova. Calhou ao Boavista ter sido o prejudicado, desnecessariamente, e também a prova sofreu bastante com isso.

Outra questão que protestámos (até porque aqui fomos nós que acabámos por ser afectados e até, talvez, o GX Porto) foi o facto de se impor um tão dilatado prazo para inscrição definitiva da equipa que não tem nem tradições nem justificação. Também na altura alertei para a possibilidade de falharem jogadores (como se veio a verificar).

A FPX foi mais papista do que o Papa, pois até nas Olimpíadas são permitidas rectificações de última hora, até ao inicio da prova!


PROPOSTA DE UM NOVO QUADRO DE COMPETIÇÕES EM PORTUGAL


O Campeonato de Portugal por Equipas deixará de estar dividido em três divisões e será disputado numa única competição por Sistema Suíço de emparceiramento em duas fases.


1ª Fase:

Até 128 equipas a prova realizar-se-á em seis sessões, com duas jornadas de sessões duplas (2ª. e 3ª, 4ª. e 5ª).


2ª Fase:

As quatro primeiras equipas ficarão apuradas para um torneio final (com três jornadas) para decisão do título. As diferenças pontuais que os finalistas eventualmente registarão na fase prévia só servirão para efeitos de desempate na fase final.

Com mais de 128 equipas a prova também será realizada em seis sessões, com duas jornadas de sessões duplas (2ª e 3ª, 4ª e 5ª), mas será dividida em dois grupos, de força estimada equivalente, apurando-se os dois primeiros de cada grupo para um torneio final (com três jornadas) para decisão do título.

Neste caso as diferenças pontuais registadas na fase prévia não serão contabilizadas para desempates.

Classificações (do 5º ao 8º e do 9º ao 12º lugar)

Será possível estabelecer classificações finais do 5º. ao 8º postos (e do 9º. ao 12º) caso [os organizadores assim o entendam e] o Regulamento o preveja aplicando-se idênticas fórmulas de apuramento para as respectivas finais.

Inscrições

Os clubes só poderão inscrever uma equipa, excepto no caso de número ímpar de concorrentes e caso os organizadores pretendam preencher essa vaga com uma segunda formação.

Norma transitória:

Se este formato for utilizado na época de 2010/2011 e se se pretender voltar ao antigo em 2011/2012 as equipas mantém as posições (divisões) que conquistaram na presente época de 2009/2010.

Caso se aplique novamente o Sistema Suíço (2010/2011) acima proposto passam a vigorar, como direitos adquiridos, as classificações alcançadas nesse último ano para efeitos de eventual regresso ao processo de divisões.

Ideias básicas:

  • Visa transformar o Nacional por equipas em mini-olimpíadas (com maior número de participantes poderão baixar os preços das unidades hoteleiras);
  • Reduz para apenas seis jornadas as despesas com estadias para esmagadora maioria das formações (não agravando os custos para as melhores – nove dias, máximo);
  • “Desobriga” os clubes a reforçarem-se com o único objectivo de não baixarem de divisão;
  • Possibilita patrocínios com muito mais facilidade, pois têm uma aplicação imediata (na própria época); e
  • Não empobrece o Campeonato permitindo, simultaneamente, que muitíssimos jogadores portugueses possam beneficiar de contacto com jogadores estrangeiros.

O Pacote proposto pelo Mestre João Cordovil


Ideias gerais:

Na proposta sobre Rejuvenescimento da selecção, passar a obrigação de sub-30 para dois e não três jogadores já que a Fide reduziu as equipas para um reserva e não dois.

Sobre as propostas que visam o Nacional individual, uma para o transformar no modelo que a Fide aplicava (já mudou, julgo) para os seus mundiais e outra para o adaptar ao ano de transição, voltaram a estar “actualizáveis já que a FPX de 2005 para cá acabou com os apuramentos para o ano seguinte e o ano passado voltou ao mesmo… Nunca se sabe com que critério; possivelmente para evitar que os três jogadores que vinham da Preliminar jogassem dois torneios quase seguidos… Mas isso mesmo na pseudo “alta competição” que temos não é desculpa.


As restantes (Países Lusófonos, Metodologia de Trabalho e Filiação Obrigatória), podem já ter sido indirectamente contempladas pelas mudanças que têm sido introduzidas; mas não faz mal que figurem, pios estão datadas e nunca se sabe…

Ficam outras coisas por realçar e que fazem parte da tal filosofia. Mas seria bom destacar que é completamente errado misturar os torneios de jovens com o próprio sub-20 (que merece outra projecção) e naturalmente o de veteranos, que só ali faz sentido circense!


Frisar bem que o objectivo deste pacote é que as provas mereçam ser acompanhadas, uma por uma, e não empasteladas pela FPX para não terem mais chatices com o assunto e julgarem que cumpriram o calendário e já está. Ora é exactamente o contrário o que deve acontecer.

Mas fazer tantas mudanças para quê? Se a própria FPX dá consecutivos tiros no pé, “despachando” as provas sem se preocupar em dar os seus resultados ao momento e desleixando as próprias transmissões, como aconteceu já nas três priomeiras jornadas dos torneios de Mestres e de Honra.

Valerá a pena lutar por um xadrez diferente quando os vícios e a mesquinhez é que teimam em instalar-se?


Proposta 1: Países Lusófonos

Que no ponto 5 do artigo 20 do Capítulo 3 da segunda parte do Regulamento de Competições onde se lê:
“(…) Consideram-se equiparados a cidadãos portugueses para efeitos de provas colectivas, os cidadãos dos países da União Europeia, dos PALOPS e os residentes em Portugal há mais de 3 anos.”
A palavra PALOPS seja substituída por Lusófonos, em conformidade com o texto da alínea b) do ponto 5 do Regulamento de Filiações onde se lê:
“b) todos os nacionais de países da União Europeia e da Comunidade da Países de Língua Portuguesa.”

Nota: A diferença está em que inclui, naturalmente, o Brasil.
Esta emenda talvez já tenha sido aprovada, pois foi falada (discutida, votada?) nas duas últimas Assembleias (Porto, Dez.04; Marinha Grande, Jan.05).

Proposta 2: Filiação obrigatória

Que o ponto 5 do Regulamento de Filiações onde se descrevem em três alíneas quem se poderá filiar na FPX passe a ter como redacção única:
“A FPX admite a filiação de pessoa de qualquer nacionalidade, sem prejuízo das limitações já descritas sobre estrangeiros no Regulamento de Competições. Todas as pessoas que pretendam participar em prova oficial individual ou colectiva em Portugal têm de estar filiadas na FPX e ter pago, para além dessa taxa, o respectivo Seguro Desportivo com a antecedência mínima de cinco dias à data de início da primeira competição”.
Nota: Não exclui nenhuma nacionalidade, sem prejuízo de defesa de outros interesses ou políticas desportivas para o sector. Aumenta o número de filiados e dá-lhes garantias (seguro) legais.
Proposta 4: Torneio Inter Cidades

Que a FPX organize todos os anos um Torneio Inter Cidades (Conselhos) com as seguintes características:
As equipas serão constituídas por dez tabuleiros. Quatro destes tabuleiros serão seleccionados de qualquer escalão e os restantes obrigatoriamente formados por dois sub-20, dois femininos e 2 veteranos que alinharão em posições fixas para competir com os do mesmo género.
Os jogadores serão convocados pelas respectivas Associações Distritais ou pela FPX ou delegação desta em regiões de clube(s) directamente filiados ou inexistentes.
Os jogadores só podem representar nesta prova as cidades dos Concelhos onde efectivamente vivam.
Só poderão fazer parte destas selecções os jogadores que tenham pavilhão FIDE por Portugal.
A FPX decidirá livremente no inicio de cada época as características da prova desse ano.
Comentário: Procura apoios autárquicos que confirmem ou facilitem o desenvolvimento ou aparecimento dos planos já existentes. Poderá vir a interessar cidades (e regiões) onde ainda nem sequer existem clubes filiados. Introduz um tipo de prova que faz falta no nosso x.. Dá uma expressão mais ajustada à geografia do x. nacional.
Proposta 5: Torneio de gerações

Que a FPX organize todos os anos um TorneioAniversário que oponha a quatro selecções nacionais de quatro (a seis) tabuleiros. A saber:
  1. Selecção absoluta;

  2. Selecção feminina;

  3. Selecção de juniores (sub 20 ou mesmo sub 25);

  4. Selecção de veteranos (aqui será melhor considerar deste escalão os praticantes a partir dos 50 anos).

O torneio poderá decorrer a uma só volta (três jornadas).

Comentário: Pretende realçar a imagem de como, de facto, a modalidade é para todas as idades e para ambos os sexos. Proporciona à selecção feminina e à de juniores uma prova interessante para se averiguar dos seus progressos.
Proposta 6: Rejuvenescimento

Que na Selecção Nacional Absoluta metade dos jogadores não ultrapasse os 35 anos de idade em todas as provas onde Portugal não tem aspirações a obter uma das três (a cinco) primeiras posições.

Comentário: Em 2005 a média de idades dos dez melhores será de 37,9 anos e a do grupo seguinte de 36,7; dos 50 primeiros ficará em 36,26 e nos cem baixa apenas para 35,43. Esta medida não deverá ainda provocar exclusões até à próxima Olimpíada (na última a média foi de 34 anos) mas será um limite. Há enorme falta de renovação entre os principais valores do x. Nacional (apenas seis sub-20 figuram no quadro dos primeiros cem). Há umas décadas a zona dos 30/35 anos era considerada como média do máximo desenvolvimento (combinando pujança física com maturidade e conhecimentos). Num futuro, não muito longe, poderá cair para os 25/30 ou mesmo menos; basta verificar o número de GMs e MIs  que vão surgindo antes dos 20 anos de idade.
Proposta 7: Nacional Individual (actual modelo)

Que no Campeonato Nacional Individual do próximo ano (2006), (a manter-se o actual modelo) as três provas não sejam em simultâneo a fim de permitir que os jogadores, que nelas vierem a ser apurados para os torneios seguintes, possam concorrer às provas de nível superior nessa mesma época.
Que esse ano o Campeonato Individual Absoluto seja (excepcionalmente) alargado para treze concorrentes, a fim de possibilitar a entrada dos três jogadores a apurar na prova B, sem perda de direitos pelos já apurados (Vila Real, 2005).
Que só possam participar jogadores nas provas B e C que, em caso de apuramento, tenham de facto direito em concorrer à A.
Que a manter-se este modelo, de três torneios, sejam todos em sequência permitindo, sempre, que um jogador os possa jogar todos na mesma época.
Dado as características dos concorrentes do torneio C, pode permitir-se aos apurados deste só subir ao grupo B na época seguinte (se não utilizarem esse direito na própria época).
Comentário: O apuramento de B para A no próprio ano (como se fazia) é muito mais motivador do que o actual modelo e evita que ambas as provas percam força (como está a acontecer). Não se compreende que jogadores que não podem jogar o torneio A possam influenciar classificações nos torneios especialmente para apuramento.
Proposta 8: Nacional Absoluto (Novo figurino)

Que o Campeonato Nacional Absoluto possa ser alargado para 80 (ou 40 no mínimo) jogadores (na fase final) e ser disputado em sucessivas eliminatórias conforme modelo que a FIDE aplica para os seus Campeonatos do Mundo.
A 1ª eliminatória começaria com 80 jogadores; na 4ª.  ao grupo de dez apurados juntar-se-iam os segundo e terceiros da época anterior; e na 6ª. (meias-finais) juntar-se-ia o campeão em título.
As primeiras cinco eliminatórias seriam disputadas em dois jogos, a sexta a quatro e a final a seis. Os desempates das primeiras cinco eliminatórias far-se-iam tal como o regulamento da FIDE mas em sessão suplementar da mesma jornada (dia) da segunda partida. Nas meias-finais e final os desempates seriam em jornada especial (dia seguinte).
As eliminatórias podem decorrer em locais diferentes, particularmente nas fases sem prémios, dependente da vontade da FPX, interesse de eventuais patrocinadores/organizadores e dos próprios jogadores (evitando, se possível deslocações desnecessárias).
Comentário: É um modelo bastante atractivo para propaganda da modalidade e exige o que a modalidade exige aos melhores: que se adaptem a qualquer ritmo. Poderá provocar algumas “injustiças” (nos desempates) mas os torneios de nove jogos (brancas/pretas) a uma só volta são igualmente “duvidosos”.
Proposta 9: Metodologia de trabalho

Que as propostas genéricas apresentadas possam ser votadas na generalidade endossando-se a sua discussão na especialidade e regulamentação para comissão a nomear pela FPX.

Uma vez regulamentadas deverão obter parecer dos Conselhos Técnico e Jurisdicional da FPX antes de serem apresentadas por email (ou carta) aos delegados presentes nesta Assembleia e subscritores do(s) projecto(s). Caso estes mantenham a mesma maioria de apoio a todo(s) o(s) texto(s) serão definitivamente aprovados (por email ou carta) e encerrar-se-ão os trabalhos desta Assembleia, que, para este efeito, ficou suspensa.
Todo este processo não deverá exceder os 30 dias.
Comentário: É um procedimento que teria a sua justificação na última Assembleia para se evitar, não só a repetição da mesma, como a aprovação de propostas, dignas de serem aprovadas (na generalidade) sem uma redacção cuidada e (na especialidade) bem regulamentada. Ou antes da sua apresentação ou depois deveriam ter sempre o parecer do Conselho Jurisdicional (parece que o Técnico já não existe; quem o substitui?) antes de serem homologadas.
João Cordovil (Jan/Mar 2005)

António Russo apresenta um Projecto de Competição de Xadrez para Portugal

No Comments »

De algum tempo a esta parte tenho vindo a dialogar na net com diversos xadrezistas sobre o melhor Modelo de Competição para o xadrez nacional.

Entre os vários intervenientes encontra-se António Russo. Uma pessoa que dispensa apresentações. Desafiei-o a escrever e a apresentar sobre o assunto. Escreveu um documento que estava preparado para ser divulgado no final desta época para suscitar o debate.

Entretanto, a FPX resolve levar a efeito um Encontro Nacional em Leiria no próximo dia 26 de Junho. De acordo com a comunicação federativa

A Direcção da Federação está a trabalhar no sentido de aprovar Um Novo «Regulamento de Competições» até ao último dia de Junho, para entrar em vigor na época 2010/2011; O actual Regulamento de Competições encontra-se em vigor até 30 de Setembro de 2010.

O texto de António Russo é pois uma contribuição para o debate que se pretende amplo e sereno mas também sério e rigoroso sobre o modelo de campetição de equipas em Portugal que seja consensual e não divisionista ou para benefício de um restrito número de clubes. E para acabar com os jogos fora do tabuleiro…

Escrevia-me o António Russo que este texto «não é uma proposta, mas sim um projecto para devolver à competição de xadrez em Portugal a dignidade que merece.» Sobre o número de tabuleiros por equipas defende o número 4 , porque é mais económico e os clubes não estão preparados para mais.


UM NOVO MODELO DE COMPETIÇÃO PARA O XADREZ


por António Russo (Maio 2010)

Perguntava-me o Francisco Vieira qual o modelo de competição que preconizava para Portugal.


Entendo que o actual modelo competitivo é completamente desajustado a um xadrez de competição e com este figurino impede que as equipas sejam exigentes e levem o xadrez a sério.

Por isso, propus que se criasse uma 1ª categoria, que poderia ser chamada de Grupo A e que integraria os teoricamente melhores 40 clubes nacionais.

No 1º ano integraria todas as equipas da actual 1ª divisão e as melhores classificadas da 2ª até completar o número de 40.

Teríamos portanto definido as equipas que poderiam almejar ser campeãs nacionais.

Inicialmente seriam geográficamente divididas em 4 grupos de 10 equipas que apurariam 3 em cada grupo para finalmente disputar o título num torneio final.

As 2 últimas de cada grupo, “poderiam” vir a ser despromovidas.

Digo poderiam porque nenhuma equipa da categoria B subiria sem provar no tabuleiro que é melhor do que as piores do grupo A. As promoções e despromoções automáticas terminariam!

No Grupo B estariam incluídas todas as equipas que se inscrevessem pela 1ª vez, as que já disputavam o grupo B, e as que tivessem descido do grupo A após disputar o torneio de apuramento.

No grupo B, seriam feitas as séries suficientes de 10 equipas até abarcar todas as inscritas e divididas também aqui não por Distritos ou Concelhos, mas por proximidade geográfica.

Os vencedores e os 2ºs classificados dessas séries do grupo B disputariam com os 8 “piores” do grupo A um torneio de apuramento (suiço a 8 rondas-4 fins de semana no mesmo local e com arbitragem in loco) que definiria quem seriam as 8 equipas a integrar o grupo A da época seguinte.

Ao terminar as subidas e descidas automáticas, procura-se que ano a ano, teoricamente tenhamos mesmo as melhores 40 equipas a disputar o título de campeão nacional.

Para isso, dificilmente uma equipa pode ser campeã nacional contratando apenas GM’s estrangeiros.

No final até o pode fazer, mas tem de ter uma equipa bastante forte para conseguir disputar o torneio final.

Acabam-se as equipas de verão (as dos GM’s) com mais dinheiro.

Até agora acontecia que equipas com menos nível competitivo podiam estar numa divisão supeior graças ao nível competitivo da zona.

Não tenho dúvidas que existiriam equipas muito melhores técnicamente em divisões inferiores, apenas porque tiveram o “azar” de apanhar equipas ainda mais fortes na sua zona.

Lisboa e Porto eram disso exemplos. Outras, em que o nível competitivo era baixo beneficiavam de serem as melhores da zona e subiam e no ano seguinte lá vinham por aí abaixo.

Por outro lado, no Grupo B, todos podem participar. O que se traduz em que qualquer clube que organize uma secção de xadrez, após a inscrição tem um campeonato para poder competir.

Exemplo: Aqui no Águias de Alpiarça falou-se em criar uma secção. No Distrito, por haver um reduzido nº de equipas, a competição finalizaria pela participação no Distrital. Faziam 2 ou 3 jogos (se o fizessem…) e podiam arrumar as peças até à época seguinte. Os custos de um Distrital em Santarém são quase tão elevados como disputar uma série zonal…

Esta situação que descrevo não é irreal. Posso dizer que no meu clube isso aconteceu. Alguns de nós tentamos fazer uma equipa B, disputamos 2 jogos do Distrital e ficámos 10 jogadores uma época parados a aguardar a próxima época.

(Tinhamos equipa com mais de 1900 ELO médio o que seria suficiente para sermos candidatos à subida).

Ora mais praticantes é sinónimo de mais federados e de mais taxas de inscrição de equipas.

Outra das vantagens é clubes com muitos praticantes, por exemplo o Alekhine pode por toda a gente a jogar.

Não há jogadores parados numa época. O grupo B serve para isso! Serve para os que têm ambições em chegar ao grupo A e disputarem o campeonato nacional e para que todos os amadores possam participar.

Equipas de jovens, incluindo escolas podem competir e ganhar experiência.

Ainda há outra componente!

Uma empresa que resolva apostar no xadrez pode ver a sua equipa ser campeã nacional logo no ano seguinte.

Tempo é dinheiro e ninguém investe publicitáriamente para ter o retorno passados 4 ou 5 anos..

Os Distritais terminariam. Não fazem sentido tantos escalões num país com apenas umas dezenas de equipas.

Por seu lado, em Lisboa ou Porto disputar um Distrital é relativamente fácil. Apanham o comboio suburbano ou o metro e estão do outro lado da cidade por 3 ou 4 euros e passados 5 ou 10 minutos.

Na província, jogar um Distrital por exemplo na Guarda, Santarém ou Trás os Montes são centenas de Kms de deslocações com os respectivos custos de tempo e de gastos financeiros.

Lisboa ou Porto, disputar um Distrital, ou uma série do grupo B, parece-me ser quase a mesma coisa.

Coloca-se uma pergunta e que fazem as Associações Distritais?

Isso é outro assunto, que posso desenvolver, mas no meu entender deveriam ser substituídas por “Delegados FPX” com outras competências.

Este documento do António Russo foi-me enviado no passado 23 de Maio.


Obs: Por lapso, no texto introdutório, não constava a indicação do número de 4 tabuleiros,  situação que já foi corrigida.  As minhas desculpas pelo facto.

Federação Portuguesa de Xadrez divulga as Olimpíadas de Xadrez para Surdos 2010 na véspera do seu início

2 Comments »

A organização das Olimpíadas de Xadrez para Surdos 2010, de acordo com o cartaz promocional da sua Comissão Organizadora, é um evento que tem a organização da Liga Portuguesa de Desportos para Surdos (LPDS) e da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX).

A LPDS informa a existência das Olimpíadas na página do xadrez, mas nem considerou importante destacá-la na página de entrada onde apresenta um cartaz alusivo a uma notícia a um torneio nacional de futesal. É curioso notar que para a LPDS, «o ICSC em parceria com a Liga Portuguesa de Desporto para Surdos, irá realizar a 16.ª Olimpíada de Xadrez para Surdos, a 4.ª Olimpíada de Xadrez para Mulheres Surdas e o 1.º Mundial Individual de Blitz de Xadrez para Surdos». Para a LPDS a FPX não existe.

Não obstante estar convocada há meses – a mensagem de boas-vindas do Presidente da Comissão Organizadora data de Dezembro de 2009  e consta da publicidade de uma página do último exemplar da revista da FPX saído em Dez/Jan – o sítio oficial da Federação Portuguesa de Xadrez apenas divulga a existência do evento na véspera do seu início, numa única linha remetendo para a página oficial das Olimpíadas.

E que dizer da informação a nível associativo? As mais importantes Associações não informam a existência das Olimpíadas [foram consultados os sítios da AX Braga, AX Faro, AX Lisboa, AX Porto, AX Setúbal]. Nem o fórum lusoxadrez nem os sítios de informação sobre o xadrez nacional. Nada. [Foram consultados o scn (que deixou de divulgar o xadrez) e o xadrez64].

Para um evento desportivo desta natureza e de projecção internacional não é nada má ideia não lhe conferir o destaque que ele deveria merecer. Depois queixam-se da falta de cobertura da comunicação social.

Mas os xadrezistas saberão que há xadrez para surdos em Portugal?

Uma simples e ingénua pergunta.  Porque trouxeram para Portugal um evento internacional desta importância senão para ganhar alguma visibilidade e chamar a atenção dos desportistas e da população em geral?

Se tratam assim o xadrez de quem não ouve como será tratado o xadrez dos que não têm esse problema.

A propósito, para terminar, alguém se lembrará quem foi Renato Pereira?

Bom, creio que apenas Arlindo Vieira (que se lembrou dele no seu blogue) e mais uma meia dúzia de xadrezistas e pouco mais e todos da velha guarda. Dos que puderam conviver com ele, enquanto frequentava as salas de jogo, a maioria já desertou do tabuleiro e os outros já lhe esqueceram a face e o nome.

Não ouvi um único xadrezista pronunciar o seu nome desde que regressei ao xadrez há cerca de dez anos, a não ser quando falei dele. Alguns tinham uma vaga ideia.

Neste momento numa prova de carácter internacional justifica-se falar dele e da importância que teve no xadrez de competição em Portugal há cerca de 30 anos. O xadrez e o país, que tanto o maltrataram, devem-lhe uma homenagem séria e sincera de reconhecimento.  O país ter-lhe-á feito justiça em 1982.

Mas só depois de Egídio Vieira ter escrito um artigo, Um campeão marginalizado pela Direcção-Geral dos Desportos, na revista Reabilitação, 4, Set-Out 1981, do então Secretariado Nacional de Reabilitação e de uma carta do Prof. Francisco Goulão, a situação seria apreciada pela DGD.

O Secretário de Estado dos Desportos, Dr.Vaz Serra de Moura no momento da entrega da condecoração ao xadrezista Renato Pereira na Sede Central da Associação Portuguesa de Surdos em Lisboa em 23/3/1982. (© Prof. Francisco Goulão, em http://profsurdogoulao.blogspot.com/).

A FPX ainda não o fez e só desejo que não esteja à espera que ele parta para outros planos da existência para lhe reconhecer a indiferença com que o brindou enquanto jogava entre nós.

Os comentários de José Saraiva e os silêncios federativos e não só sobre o mistério angolano!

2 Comments »

Agradeço a José Saraiva os esclarecimentos que prestou.
A situação, de facto, além de confusa parece anómala.
Um português está em Luanda a assinar um Protocolo de xadrez e em Portugal ninguém se digna informar a comunidade.

Os jornais  angolanos (e um senegalês!) sabem mais ou estão mais interessados em informar do que os jornais portugueses? Ou estão, afinal, apenas a cumprir a sua missão – informar?
Afinal, qual a qualidade em que se encontra investido o português?
É o presidente de uma associação desportiva privada em busca de negócios além fronteiras ou o presidente da Federação nacional da modalidade em missão dignitária de apoio desportivo?

O certo, como nos confirma José Saraiva que está em Luanda, é que o português em causa, outorgante de dois protocolos semelhantes com a Federação Angolana de Xadrez é o mesmo – Jorge Antão.
Só que em 2009 não era presidente da Federação Portuguesa e Xadrez!

  • Afinal quem assinou o Protocolo?
  • O presidente da Federação Portuguesa de Xadrez ?
  • Versa sobre quê?
  • É ou não continuação de um outro assinado no ano anterior?
  • Envolve despesas para a FPX?
  • Porque não foi tornado público?
Perguntas que estão sem resposta.
O jornal oficioso do xadrez federado nacional, xadrez64, nada refere sobre o assunto não obstante, abordar a contratação de um jogadores estrangeiro, a
residir em Espanha.
O que liga este jogador a Portugal é a participação em torneios e estar filiado,  como jogador, na FPX pela AX Gaia, e, no entanto, a sua escolha como “seleccionador nacional angolano”, mereceu artigo próprio. É um critério editorial que não discuto. Aguardo, apenas, a leitura neste sítio informativo de algo sobre a viagem do português Antão a Luanda, se for entendido importante noticiar.
A política informativa da FPX pura e simplesmente não existe, está na mesma como a lesma.
Desde 4/5 de Abril de 2010, a FPX só colocou na página de entrada duas notícias informativas que não tenham a ver com provas do calendário oficial:
o óbito de Dagoberto Markl e a nomeação do «novo seleccionador nacional», e, esta há mais de 15 dias.
Entretanto, o xadrez federativo não esteve parado…
Obrigado, Sr. Saraiva pelos seus esclarecimentos, valiosíssimos em tempos de silêncio federativo. Uma herança que esta direcção herdou do Sr. Bravo.
Há hábitos que não mudam, por mais palavras que se empreguem ou promessas que se façam!
Nota:
Foram consultados os sítios da FPX, AX Porto, AX Gaia (por via da AXP) e Xadrez64.

Reflexões a propósito de um Clube de Xadrez que precisa de sede própria para funcionar

No Comments »

Os Peões precisam de apoio

Clube Peões da Caparica tem por base a promoção da prática de desportiva e cultural, bem como o convívio entre todos os seus associados.

Não temos instalações próprias e num acto de boa vontade, que deve aqui ser salientado, talvez até para ser seguido por todo o País, a Câmara Municipal de Almada permitiu que usássemos o espaço da Escola Básica do 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica, com acordo do Director do Agrupamento Vertical de Escolas da Costa de Caparica, Prof. João Fonseca.

Neste processo agradeço o apoio de todos, mas especialmente da Prof. Teresa Frade, responsável de instalações e da Prof. Lina Afonso que num acto de simpatia e confiança disponibilizou a sua sala de aula, como espaço base do Clube.

O xadrez tem sido até ao momento a secção do Clube mais activa. Esta secção tem crescido de uma forma estruturada, fazendo formação e promovendo a competição, através da filiação na Federação Portuguesa de Xadrez dos seus jogadores e participando nas competições promovidas pela Associação de Xadrez de Setúbal e outros. A parte da competição tem sido um sério problema, porque ao nível do Concelho de Almada, não existe mais nenhum Clube e toda a competição ao nível distrital tem o seu enfoque no Barreiro. A participação nestas competições tem portanto associado um valor elevado em deslocações, que começam a ser um problema sério.

(…)

O Clube do ponto de vista financeiro vive das cotizações dos associados, do integral suporte das despesas de filiação por parte dos jogadores. Além disso a escolinha de xadrez, contribui com uma fonte de receita de 15 euros/trimestrais por jogador e essa é a razão porque existem apenas 10 jovens inscritos na escolinha. Mas claro, que o Clube não tem condições para pagar aos monitores que dão, semanalmente duas sessões de formação, desde Dezembro. Todas estas contribuições tem sido usadas para pagamento do processo de legalização do Clube, inscrição do Clube na Federação Portuguesa de Xadrez, pagamento da inscrição das actividades de xadrez em equipa em que participamos e, mas espera-se que de futuro possa reverter para compra de material próprio do Clube, e talvez apoio às outras despesas do Clube.

Nem sempre tem sido assim, mas frequentemente os monitores de xadrez além generosamente darem mais de 6 horas semanais do seu tempo, ainda transportam gratuitamente os jogadores às provas. Claro que esta situação, a médio/longo prazo não é sustentável.

Em resumo, o Clube Peões da Caparica precisa de apoio das entidades oficiais e particulares.

Vila Nova de Caparica, 19 de Maio de 2010

Presidente da Direcção
António Dias


Lido no blogue do Clube de Peões da Caparica.

Não é verdade que o Clube Peões da Caparica seja o único clube do concelho de Almada – existem, pelo menos, mais quatro na listagem disponível no sítio da AX Setúbal – a não ser que aquela informação esteja desactualizada.

Quanto a «toda a competição ao nível distrital tem o seu enfoque no Barreiro», não sei se é verdade esta afirmação, mas pelo menos pode-se constar, ainda de acordo com a listagem divulgada pela AX Setúbal que cerca de 60% dos clubes estão, de facto, sediados no Barreiro.

Enquanto não houver um apoio planificado de associações fortes, enraízadas localmente, com o apoio autárquico devido, que nem sempre passa por subsídios, os clubes aparecerão (cada vez menos) como cogumelos e desaparecerão logo a seguir, por causa da falta de estruturas e apoios.

A cada vez menos participação de clubes na Taça de Portugal é um bom exemplo disso. Só não é visível porque os clubes subvertem a sua participação desportiva com equipas A, B, C, etc.

A situação do Clube Peões da Caparica é igual, ou pelo menos semelhante, às histórias que ouço com frequência por esse país fora. Conheço dois casos em Portugal (GX Alekhine, por onde passei e GC Odivelas onde estou neste momento) e um nos Estados Unidos (Boylston Chess Club) onde se faz o mesmo que é descrito no CP Caparica, com destaque especial para o GXA e o BCC que têm instalações arrendadas e vivem apenas das cotizações dos seus sócios. O BCC promove torneios pagos em Universidades, conferências pagas e por vezes é obrigado a ceder as suas instalações para outras actividades exteriores ao clube e ao xadrez para angariar fundos que lhe permita subsistir enquanto clube, por isso constituiu uma Fundação (uma situação mais fácil de constituir no EUA).

Uma outra questão importante tem a ver com o pagamento das aulas e treinos por parte dos clubes, associações e ou federação. Porque é que há-de ser o xadrez a fornecer quase tudo gratuitamente quando, por exemplo, para a natação, ténis, futebol, entre outros, são os próprios ou os pais a pagar esses serviços.

Quantas modalidades têm os clubes a serem subsidiados pela sua federação? Não se pode exigir que um clube tenha aquilo que não existe: ou jogadores ou estruturas para poder funcionar. Nunca resultará. Mais do que promover um clube local é preciso promover a modalidade localmente para que o projecto seja rentável.

Este é o panorama do xadrez em Portugal – uma espécie de pedintes que têm de pedir de licença para existirem e desenvolverem uma actividade desportiva que tem reconhecimento social, cultural e desportivo e autárquico. Pode não ser verdade, mas é a mentalidade dominante. O país está virado para o futebol como se verá daqui a um mês.

Se os clubes de xadrez não se unirem, não se impuserem perante as estruturas onde estão ou deviam estar representados, bem podem esperar sentados, como soe dizer-se, que não serão as associações ou a federação que lhes estenderão a mão ou conforme diz o ditado popular chinês, lhes ensinarão a pescar.

Felicidades para os vossos projectos são os meus votos e não desanimem.

O mistério angolano: Afinal quem foi a Luanda fazer o quê?

3 Comments »

A agência de notícias angolana Angop avançou, ontem pela meia-noite, num despacho em inglês, citando o Secretário-Geral da Federação Angolana  de Xadrez (FAX), Abraão dos Reis uma notícia, de que a Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) se encontra em Angola para negociar com a FAX um Protocolo para formação «em centros de treino com técnicos portugueses e troca de experiências» nessa área.

Abraão dos Reis referiu ainda que o presidente da FPX, Jorge Antão, se encontra em Luanda com esse objectivo.

O acordo, sem prazo, será assinado antes da última sessão do Torneio Internacional Cuca, que decorreu em Luanda, até ontem.

O despacho da Angop foi publicado cerca de 4 horas depois de um despacho exactamente igual – o mesmo – do jornal nigeriano SportsDay.

A mesma Angop publicou online pelas 4 da manhã, o seguinte despacho

Luanda (20 de Maio, 3.56) – O presidente da Academia de Xadrez de Portugal, Jorge Coelho, considerou esta quinta-feira, em Luanda, excelentes as relações entre a sua instituição e a federação angolana da modalidade (FAX).
Em declarações à Angop, o dirigente apontou a vertente formação como sendo o ponto mais alto e prioritário das relações entre os dois órgão, sublinhando que será rubricado um acordo neste domínio nos próximos dias, para permitir elevar os níveis de preparação e pontuação dos atletas no “ranking Fide”.
Defendeu maior intercâmbio entre jogadores, com participação recíproca em torneios internacionais, passando por aposta nos escalões inferiores, já que constituem a força motriz da sociedade.
Jorge Coelho falava à margem da cerimónia de entrega de prémios aos vencedores do torneio internacional Cuca, para o qual foi convidado pelos responsáveis da prova.
A taça foi ganha pelo mestre internacional zimbabweano Robert Wase e na classe feminina pela tswanesa Lopang Tshapiso.

Em resumo, com uma diferença de 4 horas a notícia foi alterada ficando-se se perceber grande coisa.

Quem é que foi a Angola negociar um Protocolo com a FAX? Jorge Coelho ou Jorge Antão e se foi este último, fê-lo na sua qualidade de presidente da Academia de Xadrez de Portugal (sic) como referido –  será Academia de Xadrez de Gaia? – ou da Federação Portuguesa de Xadrez?

Além desta enorme confusão – já tinha reparado que a informação angolana não é fiável, devendo ser sempre confirmada por mais de uma fonte, vejam-se, p.ex. Angop, Jornal de Angola e Jornal dos Desportos – ainda fui brindado com uma ninhada de vírus de diversas origens. Valeu-me o Norton 360, que lhes chamou um figo. (Eu estranhava a dificuldade de acesso e a lentidão mas não adivinhava o brinde que me aguardava).

Desporto Escolar [Min.Educação] assina protocolo com a FP Xadrez

No Comments »

O  jornal Record publicou a notícia Escolas e Federações continuam ligadas, sobre o Protocolo assinado entre o desporto escolar e algumas federações desportivas nacionais.

 

O Desporto Escolar e as federações desportivas vão continuar de mãos dadas. O acordo foi selado na sede do Comité Olímpico de Portugal, entre a Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação e 13 federações, através da assinatura de protocolos de parceria.

Com a presença do presidente do IDP, Luís Sardinha e a diretora-geral da IDC, Alexandra Marques, os 13 representantes das federações rubricaram um acordo que valoriza o desenvolvimento do desporto.

 

De acordo com o sítio do Ministério da Educação para o Desporto Escolar, foi assinado, na 2ª feira passada, o Protocolo entre o Desporto Escolar e algumas federações desportivas nacionais.

Realizou-se, na sede do Comité Olímpico de Portugal, a cerimónia de assinatura de protocolos entre o Desporto Escolar e a Federações de Ginástica, Badminton, Basebol, Basquetebol, Desporto para as Pessoas com Deficiência,  Futebol, Golfe, Hóquei, Patinagem, Pentatlo Moderno, Trampolins e Desportos Acrobáticos, Rugby, Ténis de Mesa e Xadrez.

Esta é uma iniciativa da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular/Ministério da Educação em colaboração com o Comité Olímpico de Portugal.

 

Desconhecem-se os termos dos Protocolos assinados, mas na página do Desporto Escolar podem consultar-se protocolos de diversas entidades de anos diferentes. Curiosamente o xadrez, já incluído neste programa há vários anos ,não tem qualquer protocolo divulgado.

Uma vez que a FPX não informou a situação nem divulgou o documento que assinou, talvez seja importante ter uma ideia do que se trata e das responsabilidades assumidas pela FPX.

Aproveito a oportunidade para divulgar o Regulamento Específico de Xadrez 2009-2013 do Desporto Escolar.

O Gabinete do Desporto Escolar informa que decorrerão entre 28 a 30 de Maio os próximos Campeonatos Nacionais do Desporto Escolar 2010, para diversas modalidades, entre as quais o xadrez,

O MN António Pereira dos Santos é o seleccionador nacional de xadrez

No Comments »

 

O MN António Pereira dos Santos é o novo seleccionador nacional de xadrez (não jovem) de Portugal.

Terá a responsabilidade imediata de escolher os membros das selecções nacionais absoluta e feminina que irão participar nas próximas Olimpíadas de Xadrez, a disputar em Khanty-Marsiysk, na Sibéria, de 20 de Setembro a 4 de Outubro.

Deverá, igualmente, dentro das suas funções, propor à FPX, um novo Regulamento das Representações Nacionais que substitua o actual que ajudou em muito à trapalhada a que assistiu há 2 anos atrás.

A escolha do mestre nacional António Pereira deos Santos é uma garantia de seriedade,  rigor e transparência na selecção e acompanhamento dos elementos a escolher sem suspeições de influências e benefícios pessoais, como aconteceu nas Olimpíadas de Dresden, na Alemanha, em 2008.

Não escondo a admiração pessoal, desportiva e técnica pelo seleccionador escolhido – conheço-o há cerca de 35 anos - mas tal facto, não me impede de reconhecer que a opção foi a mais acertada que o xadrez actual exigia e podia proporcionar de momento.

Goste-se ou não da escolha de António P Santos, todos reconhecem nele, a competência, frontalidade e rigor com que defendeu os seus pontos de vista sobre as selecções nacionais e que terá sido, a meu ver, a razão do convite que lhe foi dirigido.

Era um crítico à situação anterior, foi convidado para pôr em prática aquilo que defende e escreveu no passado recente -  «A minha posição sobre o assunto» – o testemunho do MN António P Santos sobre as selecções olímpicas para Dresden 2008 - nada mais lógico.

Presumo ser uma escolha pessoal do Presidente Jorge Antão. Tenho dúvidas que a escolha tivesse sido pacífica ou pelo menos unânine, mas, pelos vistos, triunfou o reconhecimento da seriedade e do rigor que o cargo de seleccionador nacional exigem.

Não é possível, em nome de uma participação séria, digna e respeitada da nação que representam, aceitar escolhas de pessoas que pouco têm a ver com o xadrez, deixando no ar suspeições de favorecimentos e interesses pessoais ou de grupo pouco claros e nunca esclarecidos.

As minhas felicitações pessoais para as funções que vai desempenhar em representação do nosso país e que na fria Sibéria dignifiquem o nome de Portugal.

Alguns documentos importantes a ler sobre as Olimpíadas Dresden 2008 com particular interesse para as Olimpíadas de Khanty-Mansiysk 2010.

 

Já me chegou aos ouvidos a informação de ter havido um milagre de Santo Antónioavant la lettre(?).

Como não sou cristão tenho dificuldades em assimilar esse santo acto, mas reconheço que alguma intervenção superior poderá ter havido para ultrapassar a indiferença e o comodismo que permitiu tanta incompetência e aproveitamento pessoal no passado.

100 horas depois das Assembleias Gerais de 24 Abril 2010 reina o silêncio na FP Xadrez!

No Comments »

 

Cerca de 100 horas depois das reuniões das Assembleias Gerais da Federação Portuguesa de Xadrez, de 24 de Abril de 2010, a comunidade xadrezista não sabe o que se passou naquelas assembleias.

De acordo com as convocatória, pretendia-se, às 15.00h, eleger os Conselhos Fiscal, de Disciplina e de Justiça e às 16.00h aprovar o Relatório de Actividades e as Contas e o Parecer do Conselho Fiscal do ano de 2009.

O sítio oficial da FPX está em silêncio e o sítio xadrez64 nada nos informa, se exceptuarmos uma fotografia da tomada de posse do Presidente Jorge Antão, que nem estava prevista na ordem de trabalhos da assembleia geral.

 

(O contador horário foi actualizado às 21.15h, de 28.4.2010)

Por uma nova Federação Portuguesa de Xadrez – Carta Aberta ao Eng. Jorge Antão

1 Comment »

 

Senhor Eng. Jorge Antão,

Não obstante o associar ao excelente projecto de xadrez em que está envolvido, não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente.

Não será, por isso, que deixarei de lhe dirigir as linhas seguintes. Hesitei em fazê-lo, para evitar ser mal interpretado. Mas a consciência sobrepôs-se. Tenho por adquirido que na situação inversa não deixaria de fazer o mesmo.

É-me dado saber da sua disponibilidade para presidir à FPX e do seu interesse em conhecer o que se passa actualmente no xadrez: as suas dificuldades, os seus problemas e os seus casos.

Caso venha a exercer o cargo convém saber com o que conta de imediato.

Duas ordens de razões levam-me a escrever-lhe. Sintetizo-as em dois acontecimentos recentes, mas de grande relevância: as palavras do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, a propósito da suspensão do estatuto de Utilidade Pública Desportiva e a Declaração de Candidatura a Presidente da FIDE do ex-campeão do mundo, o GM Anatoly Karpov.

Disse o Dr. Laurentino Dias:

«Quem recebe do Estado a utilidade pública desportiva para promover uma modalidade também tem que dar ao Estado o mínimo e o mínimo é cumprir o que a lei determina»

Estas palavras não podiam ser mais adequadas à realidade da FPX, que é grave.

Tomo, por isso, a liberdade de lhe fazer chegar alguma informação que recordará, se, entretanto, esta não lhe tiver sido sonegada ou desvalorizada. O que lhe apresento são factos que podem ser comprovados documentalmente.

 

I. A legalidade na FPX

O acto eleitoral em que foi eleito Presidente da FPX está ferido de ilegalidade por ter sido realizado com a participação de eleitores (delegados) que não tinham capacidade para o fazer.

Por mais de uma vez reclamei a ilegalidade do processo eleitoral. O Presidente da Com. Eleitoral, Fernando Castro e os restantes membros – que não são juristas – não encontraram ilegalidades.  E, no entanto, elas existiram como se provou.

Resolvi, por isso, requerer a impugnação do acto eleitoral perante o Conselho de Justiça que – constituído por juristas – decidiu declarar nulo e de nenhum efeito o acto eleitoral para os delegados dos clubes! Isto é, dezasseis Delegados à Assembleia Geral da FPX estão ilegais e não podiam participar no acto eleitoral que o elegeu a si!

Acresce as reclamações que apresentei aos cadernos eleitorais e ao acto eleitoral dos técnicos, um eufemismo que a FPX utiliza para chamar aos treinadores, contornando a lei que, de acordo com o regime jurídico respectivo, não existem na FPX. Mais uma vez, a Com. Eleitoral não reconhece a existência de quaisquer ilegalidades na eleição dos representantes dos técnicos. E, no entanto, mais uma vez, elas existiram, como se provou.

O Conselho de Justiça decidiu suspender os efeitos do acto eleitoral dos técnicos até a FPX informar se os eleitores são treinadores! E nós sabemos que não são, não é assim? Falta-lhes a cédula.

No final do processo, sob proposta do novo Pres. da Mesa da Ass. Geral, Tiago Pinho, também ele ilegalmente eleito, a Com. Eleitoral na pessoa do seu presidente foi premiada com um louvor.

Permita-me a transcrição deste excelente e elucidativo naco de prosa: «Por este motivo… os delegados empossados à Assembleia Geral da FPX reconhecem e dão público testemunho da grande capacidade de trabalho, elevado grau de competência e alto sentido de responsabilidade… demonstrou na presidência…» – o qual foi aprovado por unanimidade e aclamação dos presentes  (mesmo por aqueles que não deviam lá estar!). O Presidente da Mesa da Ass. Geral, que é jurista e os delegados presentes sabiam o que estavam a aprovar? É assim na actual FPX.

Considerando ilegal a norma estatutária que aceitava a existência de técnicos, requeri ao Procurador da República a análise da situação  e este informou-me ter notificado a FPX para rectificar os Estatutos para alterar o termo “técnicos” para treinadores, impossibilitando que os delegados, indevidamente eleitos, possam ocupar um lugar na Assembleia Geral da FPX.

A FPX foi notificada pelo Procurador da República em 21 de Dezembro – há quatro meses – para alterar os estatutos, mas ainda não encontrou disponibilidade para fazer a aprovação nas Assembleias Gerais de Fevereiro e agora em Abril!

A situação é de tal modo grave que, não obstante, cerca de metade (19 em 40) dos delegados à Assembleia Geral não poderem ser considerados eleitos, pelas razões expostas – ilegalidade na eleição - o Pres. da Mesa da Assembleia Geral, Fernando Castro, não viu irregularidades e convocou os delegados “eleitos” para a tomada de posse.

A FPX escondeu – a decisão não consta das Decisões do C.D. e C.J. disponibilizadas - a informação da impugnação e a decisão do Conselho de Justiça aos xadrezistas cerca de um mês e mesmo assim, ainda hoje ninguém sabe onde está disponível esta decisão do CJ, não obstante, nos termos legais, as federações desportivas deverem publicitar através da respectiva página na Internet as decisões integrais dos órgãos jurisdicionais e a respectiva fundamentação (artº 8º, b), do regime jurídico das federações desportivas).

Para acabar de vez com os incómodos recursos, um habilidoso delegado (eleito por um acto eleitoral considerado nulo, logo, um delegado sem competência para tal) sugeriu e o Presidente da Mesa da Ass. Geral (também ilegalmente eleito) propôs, e ambos votaram, a alteração estatutária para que o Conselho de Justiça deixasse de ter competência para decidir as impugnações relativas a actos praticados no âmbito do processo eleitoral.

O órgão máximo da FPX – a Assembleia Geral – viola e convive com a violação das disposições legais, estatutárias e regulamentares.

Foi nesta Assembleia Geral que foi eleito Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Tiago Brandão de Pinho, o jurista que não encontra ilegalidades no processo da sua eleição, nem antes nem depois da decisão do Conselho de Justiça da FPX.

A democracia e a transparência da FPX no seu melhor!

Mais, o incumprimento das decisões do Conselho de Justiça da FPX, nos termos do Regulamento de Disciplina, são consideradas «infracções muito graves» (artº 14º) e a que correspondem, no mínimo, a sanção de «repreensão registada» (artº 20º, a). Mas isto, ao zeloso jurista que preside à Mesa da Ass. Geral da FPX,  é coisa despicienda.

Todos os sócios têm o dever de cumprir os estatutos e regulamentos da FPX, mas alguns quando detêm cargos nos órgãos sociais federativos, sentem-se desonerados dessas obrigações legais. Ou desconhecem as suas obrigações legais, estatutárias e regulamentares?

Desde 27 de Novembro de 2009 – há seis meses! – data da decisão do Conselho de Justiça, que os órgãos sociais da FPX, em especial, o Presidente e a Direcção ignoram tal decisão, o que constitui uma conduta reiterada de incumprimentos estatutário e regulamentar, passível de responsabilidade civil e disciplinar.

Procurador-Geral da República e o Presidente do IDP não podem deixar de tomar conhecimento e proceder em conformidade para que a legalidade seja reposta na FPX. (Aliás, já fui informado da melhor forma de fazer chegar junto da Procuradoria um dossiê sobre os factos que pretenda requerer a intervenção do Sr. Procurador). 

Quanto às alterações ao Quadro Competitivo do Nacional por Equipas nem é bom falar, atenta a forma como foi pensado, discutido e aprovado – um golpe!

Em plena Assembleia Geral de 25/11/2007, quando se entrou no ponto da ordem de trabalhos, o Pres. da Mesa da Ass. Geral, Fernando Castro, diz que «não tinha recebido nenhuma proposta de alteração de qualquer articulado», mas o Pres. da AX Porto, fez aparecer do nada, não uma, não duas, não três, mas cinco propostas de um novo Quadro Competitivo e a Ass. Geral aprovou uma delas - a que está em vigor - por 23 em 45 votos dos presentes de um universo de 87 votos possíveis! A Assembleia Geral aprovou uma proposta que desconhecia que existia!

No passado dia 20 de Fevereiro, fez um ano que requeri diversos documentos administrativos. Nem de livre vontade, nem pressionada pela Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, a FPX, nas pessoas do Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, António Bravo e Rui Henriques, disponibilizou a esmagadora maioria dos documentos.

O acto eleitoral para os representantes dos clubes decorrido no dia 25 de Outubro p.p., foi declarado nulo e de nenhum efeito. Do ponto de vista do direito, este acto eleitoral não existiu e terá de ser, por isso, repetido.

Assim, e em resumo, a ilegalidade na FPX é uma prática comum a que se juntam outros casos de denúncias de situações menos claras no cumprimento da lei e regulamentos na FPX.

Se forem levadas a sério as declarações do Dr. Laurentino Dias, também a FPX se encontra em condições de poder vir a perder o estatuto de Utilidade Pública Desportiva, como admite o Prof. José Manuel Meirim, em artigo recentemente publicado.

Sr. Eng. Jorge Antão, encontro-me disponível para aprofundar as questões aqui abordadas ou outras que tenha interesse em conhecer ou esclarecer, tanto quanto a distância que nos separa o permita.

 

II. Uma nova FPX?

Parafraseando a declaração de candidatura do GM Anatoly Karpov à presidência da FIDE, também por cá, são exigíveis alterações estruturais e comportamentais para uma nova FPX.

Será exigível um novo rumo, uma nova actuação, que sintetizo nesta mão-cheia:

  • Um novo rumo com uma nova liderança;
  • Apoio nacional em todos os níveis;
  • Acabar com a crise com um regresso às origens da FPX;
  • Transformar o xadrez num desporto moderno (e profissional);
  • Capacidade para unir e mobilizar a comunidade. 

Nestes termos, a FPX é reformável?

A FPX está debilitada e continuará a degradar-se se a seriedade e a credibilidade forem constantemente postas em causa com o reiterado incumprimento das disposições legais, estatutárias e regulamentares.

A FPX existe como associação desportiva para promover o xadrez, realizar competições federadas e apoiar a alta competição. A FPX  não pode e não deve substituir-se ao Min. Educação, quanto ao xadrez escolar,  dispendendo verbas com treinadoresno xadrez jovem quando o não faz com os jogadores com estatuto de alta competição – não são os seus objectivos nem os seus fins.

O apoio ao desenvolvimento regional é nulo. Onde está a verba da cativação obrigatória, nos termos estatutários, para este fim?

A falta de seriedade e transparência na elaboração dos orçamentos federativos é outro aspecto muito importante que não pode ser ignorado. Como se justifica a existência de sucessivos orçamentos rectificativos? Os orçamentos são aprovados às cegas, com receio que o IDP anule ou reduza o subsídio estatal?

A arbitragem não está autonomizada na federação, continuando, no essencial, a ser a direcção a decidir a nomeação de árbitros alguns acumulando com cargos associativos. Há anos que as competições nacionais de clubes (II e III div.) são efectuadas por “árbitros distritais”, muitos deles sem a devida preparação técnica.

A escolha de monitores ou “treinadores” é feita sem regras nem concurso aberto aos interessados, devidamente publicitados, continuando a escolher-se por conhecimentos ou amizades.

As Assembleias Gerais não têm as actas aprovadas, assinadas e publicadas em tempo oportuno. E, no entanto, aparecem resumos(?) oficiosos publicados na net, pelo Presidente da Mesa da Ass. Geral. Neste momento não se sabe onde estão as actas (o que foi discutido e aprovado por quem e como), desde, pelo menos, 26 de Julho de 2009!

As Assembleias Gerais são convocadas mas os documentos a discutir e aprovar não são disponibilizados publicamente nem distribuídos aos delegados a tempo. Os documentos de Prestação de Contas, a aprovar  na Assembleia Geral convocada para 24 de Abril p.f., não estão disponibilizados no sítio oficial da FPX a menos de 44 horas da reunião! [Actualização: às 15.05h de 23.4.2010 ainda não estavam publicadas no sítio da FPX]

Os titulares dos órgãos sociais da FPX acumulam cargos na federação e nas associações, por vezes nos clubes e ainda alguns deles exercem, em simultâneo, a arbitragem. Um descontrolo total ou a tentativa de controlar?

O sítio da FPX na Internet é um espaço em que a informação não é clara, directa e acessível, havendo situações em que ou não existe ou não se sabe onde se encontra a informação e documentação que deveria estar à disposição e à vista de todos.

 

III. O dilema a resolver

Uma nova liderança com líderes antigos não reforma coisa alguma. 

As situações descritas mostram a situação actual do xadrez federativo e o essencial da actuação federativa no mandato de 2007-2010. Ou dito de outra forma, ilustram a prestação do ex-Presidente da FPX e seus acompanhantes para o xadrez que temos.

Pensar pior é impossível.

O Presidente da FPX foi nomeado seleccionador nacional nas Olimpíadas de Dresden 2008 e escolheu uma colega de direcção, Maria Armanda Plácido, que era Vice-Presidente, para jogadora suplente que, segundo as suas palavras, «não vai jogar», e por isso, foi nomeada capitã de equipa, aliás, bastante contestada na comunidade xadrezista antes e depois de embarcar para a Alemanha. A culminar foi escolhida Chefe de Delegação.

Os conflitos na comitiva, com a Chefe da Delegação, foram sérios e graves – além disso foram tornados públicos através de cartas das jogadoras da selecção olímpica – mas a Direcção da FPX não lhe encontrou relevância e gravidade para proceder a uma investigação. A impunidade triunfou! Quando não se investiga nem pune em casa tem-se autoridade moral e ética para punir lá fora?

E sobre as Olimpíadas de Khanty Mansiysk de 2010 ainda não se sabe de nada! O Regulamento de Representações Nacionais muito discutido em 2008 continua o mesmo!

Com esta forma de actuação por parte do Presidente da FPX, não se vê, em bom rigor, como será possível apresentar uma confiança séria e duradoura no seio da comunidade xadrezista no futuro como Vice-Presidente. Não se compreende como vai ser possível trabalhar com um dirigente que corporiza grande parte das situações aqui descritas.

O sentimento de indiferença instalou-se. As pessoas afastam-se, a unidade desfaz-se e a família (gens) diminuiu – eis em síntese o mandato do Presidente cessante da FPX. Não acredito na sua reciclagem. Perdeu o seu prazo de validade. O Prof. Olímpio Bento, da Univ. Porto retratou com mestria esta situação.

A FPX não pode ser uma estrutura que permita projectos de poder pessoal ou de grupo, como tem sido evidente neste mandato. O xadrez federativo foi tomado de assalto por uma concepção e métodos que põem em causa a sua própria sobrevivência.

Senhor Eng. Jorge Antão, envolvido nesta amálgama de interesses dificilmente se encontrará em condições de transmitir um “projecto de unidade” tão necessário para poder levar ao xadrez a seriedade e a credibilidade que tanto carece.

O que apresentei foi apenas uma súmula do muito que haverá para conhecer do que publicamente ou não se tem dito e escrito.

Será uma questão de tempo ver para que lado vai partir a corda, se entender, como se espera e deseja, enfrentar os maus hábitos em vigor na FPX e por essa gente na ordem, a começar pelo cumprimento das Leis, dos Estatutos e dos Regulamentos que mandam aplicar aos outros, mesmo quand, porventura, não tenham, como revela o recente caso GCO.

 

IV. O Poder

Perante os factos descritos, não sei, pessoalmente, se ainda mantém a disponibilidade para presidir à FPX.

Uma coisa é certa, há três anos não se conhecia como era o Sr. António Bravo no poder, hoje já não é assim. «É o perfil», repete-me à exaustão um amigo do xadrez que sabe bem do que fala.

Soe dizer-se, «à primeira todos caem, à segunda cai quem quer». Mas, depois não podem vir queixar-se que não sabiam ou não foi avisados.

Eu também fui convidado há três anos pelo Sr. Bravo, mas recusei, e não imaginava o que ainda estava para acontecer!

O Sr. Karpov teve a oportunidade de escolher a pessoa mais qualificada, competente e disponível para o cargo de Vice-Presidente da FIDE, no caso de ser eleito. O Sr. Eng. não terá tido essa opção e recebeu um dirigente reciclado fora do prazo de validade, como diria o Prof. Olímpio Bento.

A terminar, é óbvio que a actual orientação da FPX está nos limites e qualquer tentativa de fazer regressar o xadrez ao estado anterior deve ser ligado ao nome de alguém que tenha prestígio e conheça a realidade.

Do meu ponto de vista, é necessário mudar a situação, mas esse alguém não é o Presidente António Bravo e seus seguidores. Nunca o farão. Não são alheios ao estado a que o xadrez chegou. São parte do problema em que se encontra a Federação Portuguesa de Xadrez.

Sobre o “protocolo” entre a APXC e a FPX para o xadrez por correspondência

No Comments »

A FPX divulgou no seu sítio o Comunicado 3/2010, datado de 2/4, onde se pode ler o seguinte

 

1- Associação Portuguesa de Xadrez por Correspondência

A APXC–Associação Portuguesa de Xadrez por Correspondência, foi constituída a 20 de Fevereiro de 2010, e a 25 de Fevereiro de 2010 foi assinado o protocolo entre a FPX e APXC que transfere os poderes detidos pela extinta CNXC para a APXC nomeadamente, no que diz respeito à coordenação da disciplina de xadrez por correspondência.

 

Refirmo aqui o que escrevi em artigo anterior neste blogue. Tenho as mais sinceras dúvidas sobre a legalidade deste processo.

Voltarei brevemente para explicar o assunto.  

Sobre o “protocolo” entre a APXC e a FPX para o xadrez por correspondência

No Comments »

A FPX divulgou no seu sítio o Comunicado 3/2010, datado de 2/4, onde se pode ler o seguinte 

1- Associação Portuguesa de Xadrez por Correspondência

A APXC–Associação Portuguesa de Xadrez por Correspondência, foi constituída a 20 de Fevereiro de 2010, e a 25 de Fevereiro de 2010 foi assinado o protocolo entre a FPX e APXC que transfere os poderes detidos pela extinta CNXC para a APXC nomeadamente, no que diz respeito à coordenação da disciplina de xadrez por correspondência.

 

Refirmo aqui o que escrevi em artigo anterior neste blogue. Tenho as mais sinceras dúvidas sobre a legalidade deste processo.

Voltarei brevemente para explicar o assunto.

FPX manda repetir partida do 2º tabuleiro [AR Penichense-CP Bombarral] devido a arbitragem “caseira” do árbitro penichense

No Comments »

Com a intenção de divulgar o Xadrez, a secção de xadrez da A. D. J. de Caldas da Rainha, candidatou-se e foi seleccionada, para receber o jogo de repetição relativo à 3ª Divisão – Série D.

A repetição do jogo deve-se ao mau funcionamento de um dos relógios de jogo.

A prova desenrola-se no dia 10 de Abril, com início às 15.00h, na Biblioteca das Caldas da Rainha, sendo a organização e arbitragem desta partida da responsabilidade da Federação Portuguesa de Xadrez, que tenciona também disponibilizar em directo a partida via Internet.

Lido em Jornal das Caldas.

Comentário que coloquei no Jornal das Caldas:

É agradável saber que a comunicação social local se interessa e divulga notícias sobre xadrez.
No entanto, esta notícia é, a meu ver, vazia de conteúdo: falta o essencial. Afinal, qual o encontro que vai ser repetido?

O sítio oficial da FP Xadrez nada refere sobre este assunto, o que não deixa de ser sintomático quanto ao nível da informação que uma federação desportiva devia ter e ao que a FPX nos tem habituado.

A situação apenas se encontra completamente esclarecida no sítio oficial da CP Bombarral, que divulga o comunicado da FPX sobre esta situação.

A propósito, a repetição diz respeito, à partida do 2º tabuleiro (Inês Lima Santos-Ricardo Pais) do encontro entre a AR Penichense e a Casa do Povo do Bombarral.

 

Ver a  Decisão da FPX sobre o protesto da CP Bombarral…» (no sítio oficial da CP Bombarral).

Quando é a FPX resolve de uma vez por todas a falta de Árbitros Nacionais para as arbitragens dos Campeonatos Nacionais da II e III Divisões e Taça de Portugal?

«Apelo ao Xadrez» de Hugo Saraiva – uma reflexão bem a propósito

No Comments »

Pela importância não podia deixar de divulgar este Apelo ao Xadrez divulgado no blogue Casa do Xadrez.

 

Sou jogador de xadrez desde 1992, e com muito esforço consegui jogar um Campeonato Nacional de Xadrez de Jovens, só no escalão de S18. Eram tempos diferentes em que os Jovens eram apurados em percentagem ao Campeonato Nacional mais os três melhores Rankings e os Campeões Nacionais e os Campeões Regionais ou Distritais também iam com as despesas pagas.

Passados mais de 10 anos, cada vez há mais jogadores de xadrez e cada vez há mais negócio a rondar esta modalidade, ou seja, como o xadrez “supostamente” dá prejuízo às Associações e Federação mesmo com os Campeonatos Nacionais serem abertos a todos os jovens e há 10 anos eram fechados a quem se apurassem. Ou seja, São mais jovens a jogar os nacionais agora do que anteriormente e basta ter dinheiro para jogar. Não é necessário um jovem esforçar-se, perder as férias do Natal e do Carnaval por gosto ao xadrez, porque no fim se não tiver possibilidades financeiras, mesmo como Campeão Distrital, fica por terra. Que se passa com as Instituições Públicas como Associações e Federação para que não apoiem estes jovens?

Como Pais, deixavam o vosso filho de 6, 7, 8 ou até mesmo de 12 anos à responsabilidade de pessoas desconhecidas ou mesmo conhecidas momentaneamente ou que são ainda jovens e acabam por quererem ir para se divertirem e nas horas do expediente vêm qualquer coisa de xadrez? Este ano, o Campeão Distrital [vai ]pagar 120€ depois de ter abdicado de férias de Natal e Carnaval pagar mais 15€ do que o 6º Classificado, penso que é uma vergonha. Acredito que a Federação não tenha verbas, mas se abdicarem dos jantares [a] que assisti, das deslocações da viatura da FPX para uso de particular [??] de responsáveis e até mesmo uma gestão mais aprofundada das despesas e como já deviam saber, para uma boa gestão é necessário mais entrada do que saída, mas o jovens não podem nem devem entrar nos cortes orçamentais.

Às Associações, caiba o carapuço a quem lhe sirva, pois não posso falar das que não conheço, mas em conjunto com a FPX angariar 157€ e depois prometer prémios no valor que pode chegar ao pago referente à inscrição alojamento e refeições. Espero que tenham noção de que os jovens S16 e S18 são menores de idade e que não podem receber prémios de jogo em dinheiro, isto se tiverem intenção de pagar, pois ainda não pagaram os respectivos prémios do ano transacto. Se quisessem fazer bem as coisas, ou davam aos S08 para cima que também são menores de idade e que os pais têm mais gastos do que um S18 ou então descontem a todos os jogadores porque todos eles são jovens.

 

Hugo Saraiva, jogador do GD Dias Ferreira, ligado à formação
(apelo referente aos Campeonatos Nacionais de Jovens – Penso que o xadrez está a mudar e não será para melhor)

 

(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei).

São cada vez mais as denúncias de situações que põem em causa o xadrez de competição, isto é, federado em Portugal.

É sabido que a actual política federativa está pouco preocupada em fomentar e divulgar o xadrez seja onde for, mas apresentar, mostrar, que anda a fazer alguma coisa, mesmo quando anda a fazer coisa nenhuma.

Alguém na FPX se questionou porque é que os Nacionais de Jovens e Veteranos são jogados com jornadas duplas, isto é,  jogar 7 sessões em 5 dias?

Alguém na FPX se questionou o que é que pensam os jovens estudantes a respeito das datas dos Nacionais?

A terminar, porque será que a campeã nacional de sub-20 e bi-campeã nacional feminina não foi defender o título a Torres Vedras?

Federação Portuguesa de Xadrez recebeu € 57.800,00 do IDP (2º semestre de 2009)

No Comments »

Foi publicado no Diário da República (II série) de hoje, o despacho do Presidente do IDP, Luis Sardinha, de 23/2/2010, contendo a Listagem nº 50/2010, informando que

«Em cumprimento da Lei nº 26/94, de 19/8, publica-se a listagem de transferências efectuadas pelo IDP, no 2º semestre de 2009».

 

Nesta listagem, a Federação Portuguesa Xadrez recebeu € 57.800,00.