Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Sobre os mitos que rodeiam o xadrez feminino ou as respostas a um questionário de verão da GMf Natalia Pogonina

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“As mulheres casadas fazem roque para a direita”

A grande mestre feminina Natalia Pogonina aborda alguns dos mitos sobre o xadrez feminino na entrevista concedida a Mikhail Khomitch, da revista ProSport.


1. Durante o match para o campeonato do mundo Anand teve um grande mestre famoso do sexo feminino  na sua equipa, foi por isso que ele saiu vitorioso.

Isto poderia muito bem ser verdade! Há tanto secretismo sobre estes matchs... Afinal, Kasparov, Carlsen, Kramnik tiveram de ajudá-lo.


2. Carlsen traz um saco plástico para cada partida, enquanto as jogadoras trazem bolsas Birkin e cachorros chihuahua.

Carlsen certamente benefiia o saco de plástico. Os gostos das mulheres diferem: pode ser Birkin, pode ser Gucci. Transportar um cão consigo não é bom – vai distrair mais do que uma vuvuzela.

3. Quando fazem a mala para um torneio, as jogadores trazem vestidos de noite para cada sessão.

A maioria das jogadores de xadrez são esmeradas e têm sempre alguma roupa agradável com elas, incluindo um vestido de noite. Por isso, é claro que não é um por dia.

4. Enquanto a adversária está a pensar, as jogadoras retiram um espelho e começam a retocar a maquilhagem.

Se algo está errado (por exemplo, com o aspecto do cabelo), uma xadrezista pode ficar nervosa e errar. É melhor ir à casa de banho, para o fixar.

5. Plain Janes joga com mais vigor contra beldades.

Só se eles têm complexos psicológicos com isso. Mais, não há raparigas não atraentes no xadrez.

6. Quando as classificações Elo FIDE (ratings) são calculadas, as mulheres recebem pontos adicionais por serem bonitas.

A FIDE não emprega essa regra, caso contrário não haveria homens no topo da classificação!

7. Judit Polgar tem inveja das outras mulheres que tentam jogar com os homens.

Não, nada disso. É sabido que ela apoia a emancipação feminina.

8. As irmãs Polgar são na realidade irmãos Polgar.

Omg! Não, são grandes irmãs. O xadrez teria sido muito infeliz sem elas.

9. As mulheres casadas rocam sempre para a direita e as solteiras – para a esquerda [em russo "para ir para a esquerda" significa "cometer adultério" - Pogonina.com].

Todas as jogadoras são tão imprudentes que rocam para a direita e para a esquerda.

10. O chefe do júri de um concurso de beleza recente entre as xadrezistas foi Kasparov.

Seria excelente realizar tal concurso, especialmente, com Kasparov no cargo. Garry é um expert quando se trata de beleza feminina!

11. As mulheres não jogam blitz (rápidas) porque têm medo de partir uma unha.

Pelo contrário, as mulheres são muito eficazes em rápidas – uma unha comprida pode ajudar a fazer um lance extra!

12. As xadrezistas têm tabuleiros cor de rosa e peças com cristais embutidos.

Infelizmente, não. Mas algumas de nós têm laptops cor de rosa!

13. As raparigas louras têm dificuldade para dominar as regras do jogo.

Sim, é um facto bem conhecido. Por isso, têm que fazê-lo durante a partida!

14. Kosteniuk e Morozevich estão a disputar constantemente quem é o símbolo sexual do xadrez russo.

Bem, eles parecem ser de sexo diferente, não? Mas, no xadrez não se ouve falar muito em grande mestres gay, o nosso desporto é muito tradicional!

Lido no sítio da GMf  Natalia Pogonina.

Entrevista de Anatoly Karpov a ‘Europe-Echecs’[Interview d'Anatoly Karpov]

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Europe Echecs a réalisé une interview vidéo du candidat à la présidence de la FIDE, Anatoly Karpov, qui accuse Kirsan Ilioumjinov de faire pression sur les pays et les délégués.


A Europe-Echecs realizou uma entrevista ao candidato presidencial da FIDE, Anatoly Karpov, que acusa Kirsan Ilyumzhinov de fazer pressões sobre as federações e os delegados.


A vídeo-entrevista, em inglês, concedida a Gérard Demuydt, num total de cerca de 15 minutos, está dividida em três partes e poderá não estar completa em relação à edição em papel da revista Europe-Echecs.


«A condição prévia que um país necessita para desenvolver o xadrez é a existência de um amplo movimento de massas» – Karpov em entrevista ao jornal ‘Tuoi Tre’

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O VietNamNet Bridge, aproveitando a estadia de Karpov no Vietname em campanha para a presidência da FIDE, publicou a entrevista que o ex-campeão do mundo, concedeu ao diário local Tuoi Tre. É a tradução dessa entrevista que se apresenta de seguida:

 

Anatoly Karpov na cidade de Ho Chi-Minh 
  

Karpov, de 59 anos, foi muito amável. Com um sorriso permanente e verbo fácil para conversar com todos os que gostam de xadrez. Participou na cerimónia de abertura do Camponato Nacional de Rápidas de Jovens 2010 e partilhou a sua experiência com jovens xadrezistas vietnamitas.

Karpov antes de viajar para a Malásia, conversou com o jornal Tuoi Tre.

 

Para alguém se tornar Grande Mestre de xadrez como você, o que é mais importante, talento ou treino?

Penso que o talento conta 20 por cento do sucesso e até 80 por cento de treino duro e experiência ganha das suas próprias partidas.

 

Quais as condições necessárias que um país necessita para desenvolver o xadrez?

A condição prévia é um amplo movimento de xadrez. Depois os xadrezistas devem mostrar o seu profissionalismo. Além disso, o apoio do Governo e das empresas é muito importante.

 

O que conhece do xadrez do Vietname?

Têm o Le Quang Liem, que tem jogado em grandes torneios mundiais. Acredito que o Vietname tenha muitos talentos e que em breve seja o lar para muitos campeões mundiais de xadrez.

 

Os xadrezistas têm um bom raciocínio matemático. Não seria melhor que em vez de jogarem xadrez estudassem [investigassem, research] matemática?

Não sei, mas o xadrez ajuda muito na vida. Através do xadrez, as pessoas podem treinar o seu pensamento lógico e disciplina para se aperfeiçoarem e melhorarem a sua memória.

 

Como é que o jogod e xadrez beneficia os alunos?

O jogo de xadrez desenvolveu-se muito nas últimas duas décadas. Têm aparecido mais mestres e grandes mestres de xadrez. Em muitos países, o xadrez é ensinado nas escolas. É o berçário para descobrir quem vão ser os grandes mestres de xadrez e excelentes matemáticos.

 

Se for eleito presidente da FIDE, o que vai fazer para desenvolver o xadrez?

Su for eleito, vou isentar de taxas de registo os títulos de mestres e grandes mestres e irei dar o meu melhor para apoiar os movimentos de xadrezistas dos países em desenvolvimento.

O desenvolvimento do xadrez deve provir dos movimentos de massas, por isso vou criar, pelo menos, um clube de xadrez para cada grupo estário em nações com movimentos de xadrez.

No Vietname, pensei na criação e dois clubes de xadrez, um na cidade de Ho Chi Minh e outro na cidade de Hanói.

 

Entrevista disponível aqui.

(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei)

 

Gostei da entrevista.
Karpov ofereceu algumas idéias interessantes como os “movimentos de xadrez” nos países em desenvolvimento e a criação de “clubes de xadrez” onde existirem movimentos de massas. 

Não ficou claro como ele vai obter o apoio e empenho das federações nacionais da modalidade e, em particular, como vai financiar estes projectos numa FIDE depauperada de fundos e com fracos ou inexistentes movimentos de xadrez.

Entrevista com Viktor Kapustin, presidente da Fed. Ucraniana de Xadrez e candidato a Tesoureiro da FIDE

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Extraordinária e muito oportuna entrevista de Viktor Kapustin, presidente da Federação Ucraniana de Xadrez e simultaneamente, pelo ticket de Karpov, candidato a Tesoureiro da FIDE.

Apreciei as suas ideias claras e definidas sobre a organização e gestão,  a origem e gestão dos recursos financeiros, a não dependência de fundos públicos, a parceria público-privada, a falta de supervisão e disciplina na utilização dos fundos, o despesismo e má utilização dos recursos e a popularização e prestígio do xadrez, enfim, o que verdadeiramente interessa criar e por em funcionamento para que seja possível para dirigir a organização mundial de xadrez de forma séria e justa, sem compadrios, intolerâncias e corrupções que propiciam a permanência ilimitada nos cargos.

Uma entrevista a não perder.

Quem é Viktor Kasputin?

Um proeminente especialista bancário e financeiro que foi Presidente do Conselho do JSC Ukreximbank de 2005 até Abril passado.

Na década de 1990, o Sr. Kapustin foi uma figura chave na transição do sistema bancário ucraniano na cena internacional, realizando as primeiras operações com as instituições europeias. Mais tarde, foi presidente do Fundo para o Desenvolvimento da Ucrânia.

Foi o primeiro deputado da Comissão de Finanças do Parlamento ucraniano de 2002-2005. Em 2007, foi distinguido como “Financeiro do Ano na Ucrânia”.

Em 2010 foi eleito Presidente da Federação Ucraniana de Xadrez.



Na sua primeira entrevista exclusiva Viktor Kapustin partilha os seus pontos sobre a forma de gestão da FIDE, o futuro do xadrez na Ucrânia, a captação de recursos para projectos de xadrez – e apela à comunidade internacional para reflectir obre os benefícios do xadrez.

Viktor Kapustin

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A twitter interview with Viswanathan Anand 22 July 04.30pm live

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Twinter interview with

Viswanathan Anand

To most of us, Anand is the embodiment of success and high performance. But his journey to the pinnacle of world chess hasn’t been easy. From failure to virtual neglect by the game’s elite, Anand saw it all before his golden reign of the last three years, when he has been simply unbeatable as the world champion. But he never let the demons take control. He always worked back his way. But then, just what makes him tick?

Now, you can ask the man himself. Tweet your questions to @forbes_india and catch him live here at 4.30 p.m. on July 22, 2010.

You can also mail us your questions early to social.forbesindia@network18online.com

Anatoly Karpov e João Cordovil em sintonia

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Excerto da entrevista de Anatoly Karpov a Big Think, onde o grande mestre aborda o “pico” das capacidades de um xadrezista.

Com que idade normalmente os jogadores de xadrezalcançam o “pico” das suas capacidades?

No meu tempo, era, digamos, de 25 a 35, agora é mais cedo porque têm mais informações, têm computadores e, depois, bem, talvez os jovens tenham mudado e por isso penso que deverá ser a partir dos 18, ou, pelo menos, dos 20 aos 30.


Leia-se agora a proposta de João Cordovil apresentada em 2005 sobre o Rejuvenescimento da Selecção Nacional Absoluta


Que na Selecção Nacional Absoluta metade dos jogadores não ultrapasse os 35 anos de idade em todas as provas onde Portugal não tem aspirações a obter uma das três (a cinco) primeiras posições.


Comentário: Em 2005 a média de idades dos dez melhores será de 37,9 anos e a do grupo seguinte de 36,7; dos 50 primeiros ficará em 36,26 e nos cem baixa apenas para 35,43.

Esta medida não deverá ainda provocar exclusões até à próxima Olimpíada (na última a média foi de 34 anos) mas será um limite. Há enorme falta de renovação entre os principais valores do x. Nacional (apenas seis sub-20 figuram no quadro dos primeiros cem). Há umas décadas a zona dos 30/35 anos era considerada como média do máximo desenvolvimento (combinando pujança física com maturidade e conhecimentos). Num futuro, não muito longe, poderá cair para os 25/30 ou mesmo menos; basta verificar o número de GMs e MIs  que vão surgindo antes dos 20 anos de idade.

Big Think entrevistou o GM Anatoly Karpov

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O excelente espaço online Big Think (a global forum connecting people and ideas) – ver, a esse propósito os blogues que disponibiliza – publicou ontem, 29/6, um vídeo (20′ 41″), com uma entrevista ao GM Anatoly Karpov.

A entrevista aborda questões de carácter geral como p.ex., o apelo do xadrez, jogar ao nível mundial, quando aprendeu a jogar, a idade do auge, a popularidade do xadrez, a introdução dos computadores e, por aí fora. O seu estilo de jogo, jogar em posições difíceis, jogar calmo depois de um mau lance, as suas fraqueza. Fischer, Morphy, etc.

Considera Kasparov muito bem preparado, mesmo nos dias de hoje, ao nível teórico e das aberturas em especial, com o seu aspecto mais fraco no jogo posicional.

Uma única questão foi levantada sobre a sua candidatura à presidência da FIDE a qual me permito transcrever de seguida:

Why do you want to lead the World Chess Federation?

So this is a unique opportunity now to change the, change the situation. And chess is in danger as profession and so federation which is lacking now in leadership and so they made many mistakes and so now we have feeling that professional chess players have difficulties in financing and such prizes going down and then it’s difficult to keep this profession.

And, internationally, we have a very good situation now because we have grandmaster, Magus Carson from Norway who is one of the best chess players and most probably he will be next world champion, and then we have, we have American player, Hikaru Nakamura, who is also on the top, and then we have Sergey Karjakin in Russia, and then we have good players in China, in Holland, in India, and so it… and then Indian grandmaster, Vishy Anand, he just defended his title in match in Sofia against Bulgarian player, Topalov, and so he’s world champion for many years already and then this is very international view.

And chess, from a time it was just privilege of mostly Soviet players, and later Russian players, but now it became very international so it gives a lot of opportunities.

And these opportunities could be used with new team and I will have top professional team representing, of course different parts of the world.

Caso não consiga visualizar a entrevista clique aqui bigthink.com.

Big Think disponibiliza mais sete vídeos numa página dedicada a Anatoly Karpov.

Sérgio Conceição: «Selecção tem que ser nacional»

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Sérgio Conceição concedeu uma entrevista ao Correio da Manhã onde aborda a questão da identidade nacional dos jogadores que vestem a camisola da selecção da Federação Portuguesa de Futebol.

Pontos fortes de Portugal?

O talento enorme de alguns jogadores. Mas ficava mais descansado se fosse um espírito de equipa forte.

Então…

O individualismo não pode ser a marca principal, como até aqui. Tem que haver mais solidariedade, uma corrente afectiva, um sentimento de partilha e amor à camisola. Isso só é possível com uma convivência grande nos tempos mortos e à mesa. Porque o Mundial é um momento. Se houver facções opostas não se vai a lado nenhum. Falo em termos gerais, não estou a dizer que a Selecção é assim. Acho importante que todos cantem o hino e joguem com ‘sangue’ português.

É contra os naturalizados?

Entendo que a Selecção tem que ser nacional, não internacional ou mista, como era com Scolari.

Como assim?

Joguei 13 anos no estrangeiro, respeito os profissionais que vieram do Brasil à procura de oportunidades. Mas cada um tem a sua opinião sobre o que deve ser a Selecção. Para mim, tem que haver um elo de ligação, os jogadores têm que se rever na cultura ‘tuga’.

Ler a entrevista na íntegra.

Concordo em absoluto com as ideias expressas por Sérgio Conceição contra a oportunista naturalização de futebolistas brasileiros e africanos, apenas para terem acesso às selecções da Federação Portuguesa de Futebol nos Campeonatos da Europa e do Mundo ou para jogarem com passaporte europeu.

Os seleccionadores nacionais e os dirigentes federativos (já) não sabem o que fazer quando os resultados não aparecem e resolvem pescar tudo o que não seja português e “facture” (é o termo correcto aqui na dupla acepção: golos e lucros). José Mourinho demarcou-se desta postura que põe em causa a identidade da selecção.

Mais do que a suspeita fica sempre a realidade que é a de que a FP Futebol (e não Portugal) só consegue fazer brilharetes com pontapé na bola estrangeiro. De que serve ganhar um título ou um campeonato se os jogadores já não portugueses.

Depois borra a pintura. Chamar cultura tuga à cultura nacional portuguesa é não perceber o que este termo significa e quem o divulgou. Tuga tem a haver com tudo menos com a nossa identidade nacional assumida pelos portugueses.

«Os xadrezistas vão ver a diferença entre mim e Ilyumzhinov» Karpov em entrevista a Crestbook

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Entrevista efectuada por Yevgeny Surov para CrestbookAnatoly Karpov (tradução do russo para inglês de Dana Mackenzie)

Encontrei-me com Anatoly Karpov no calor do que eu não tenho medo de chamar uma guerra para a presidência da FIDE. Por esta razão, até a brisa da aldeia de Poikovsky, onde a escola fundada pelo 12º campeão do mundo comemora o seu décimo aniversário não poderia soprar outros tópicos na nossa discussão do que aqueles que estão na mente de todos.

Não há muito tempo atrás Kirsan Ilyumzhinov divulgou a sua equipa, apresentando os nomes da sua lista concorrente à eleição presidencial da FIDE. Pode dizer-nos com quem está a concorrer?

Ainda não, mas a equipa está quase pronta.

No entanto, é uma questão importante.

Muito importante. Estou satisfeito com a minha equipa. E eu penso que será importante e necessário para o mundo do xadrez, porque queremos mudar seriamente a situação no xadrez, incluindo a questão dos patrocínios. As pessoas que concordaram trabalhar comigo são pessoas conhecidas que alcançaram êxitos significativos nas suas profissões. Ao mesmo tempo amam o xadrez e ocupam elevadas posições no mundo do xadrez. É uma combinação perfeita.

Então, por enquanto, não pode nomear um único nome? Nem sequer dar uma dica?

Eu posso nomear um:
Richard Conn.
Anunciámos há muito tempo que ele será o Vice-Presidente. É um advogado internacional muito conhecido e um jogador de xadrez com um rating à volta de 2000. Por isso, é uma pessoa séria no xadrez. Além disso, o presidente da Federação de Xadrez da Ucrânia, [Viktor] Kapustin que é também uma pessoa séria e um homem famoso no mundo financeiro, estará na nossa equipa. Não vou revelar mais nada neste momento, mas quase tudo foi clarificado. Penso que por volta da próxima semana estaremos em condições de anunciar todo o grupo.

Já disse em várias ocasiões que uma das suas prioridades será aumentar o prestígio do título de campeão do mundo e também criar um sistema único para a atribuição desse título. Mas muitos mestres em, digamos, o nível médio está preocupado que, quando chegar ao poder eles vão ser esquecidos. Não obstante a opinião que tenha sobre ele, Ilyumzhinov desenvolveu um sistema em que um grande mestre que não for um sério candidato ao título de  campeão do mundo ainda pode ter uma vida decente, mas …

Enquanto eu puder “ter uma vida decente” é preocupante, mas isso é um exagero. Mesmo na Taça do Mundo, sim, se passar as duas primeiras fases, ganha uma soma decente, mas muitos grandes mestres nem sequer ganham para as suas despesas por participarem. Na realidade, esta será uma das tarefas mais importantes com que estamos confrontados para melhorar a posição dos profissionais de xadrez. Por causa diss0 as condições nos últimos dois anos descontrolaram-se (em parte devido à crise financeira, não apenas por causa das acções do meu adversário). Se não tivessem ido ao Campeonato Europeu de Clubes e à Taça da Europa, então teria sido realmente difícil para os grandes mestres, mesmo para sobreviver. Os únicos que ganham muito dinheiro são aqueles que chegam ao topo do Olimpo do xadrez e, por isso, devemos prestar mais atenção às questões dos grandes mestres e mestres internacionais. Vamos tentar atraí-los para o desenvolvimento e realização dos nossos programas. Vou estar tão activo quanto possível no xadrez na educação, e que é, claro, uma fonte de rendimento complementar para os grandes mestres. Vamos também pedir aos grande mestres para participar na promoção de xadrez em todos os continentes e que lhes dará uma oportunidade para colaborar com a FIDE e aumentar os seus orçamentos.

Vamos ficar no tema das finanças. Já disse várias vezes que você tem patrocinadores, mas ainda não nomeou nomes concretos ou organizações. Pode levantar um pouco a cortina?

Não, por agora não vou entrar em detalhes. Há um tempo para tudo. Afinal, ainda estamos a três meses e meio das eleições.

Sabe que é da natureza humana ter medo do desconhecido.

Sim, mas não vamos votar amanhã. É completamente óbvio que se não tivesse importantes perspectivas, não teria começado esta campanha. Porque ganhar a eleição é apenas o início de uma grande tarefa. E o trabalho vai para além disso, por exemplo, o que eu estava a falar anteriormente, o campeonato do mundo.  Eu não planeio uma reforma completa deste  sistema, mas algumas alterações são necessárias, em especial, ao nível da escolha do candidato [challenger]. Actualmente os matchs são demasiados curtos (seis partidas é muito pouco), devem ser mais longos. Nem sequer vou entrar no sistema que tínhamos antes – os campeonatos ko não podem ser chamados de outra coisa senão um simulacro de xadrez e da imagem do campeonato do mundo. E agora, graças a Deus, desistimos disso, embora continue presente na Taça do Mundo.  Mas para a Taça do Mundo este sistema é aceitável. Por princípio, não gosto quando diferentes tipos de xadrez estão misturados. Parece-me que isto é contrário ao espírito do nosso jogo. E permita-me este à-parte – não há qualquer questão, eu próprio joguei semi-rápidas e rápidas [blitz]. Penso que devíamos ter um Campeonato Mundial de Rápidas e campeonatos de rápidas continentais que seriam muito interessantes (embora não completamente sob a jurisdição da FIDE). Tal como tivémos uma vez um Campeonato do Mundo de Semi-Rápidas e campeonatos continentais no mesmo jogo. Para falar de perspectivas futuras, penso que o xadrez está numa posição muito interessante, sobre a possibilidade de captação de atenção e recursos adicionais. A competição no topo pode realmente ajudar: Kramnik, Topalov, Anand e Aronian são óptimos jogadores e temos jovens estrelas em Magnus Carlsen, Seryozha Karjakin e Hikaru Nakamura e existem também muito bons xadrezistas na China. Ou seja, a geografia é muito interessante. Nunca no passado houve jogadores de tantos países a lutar pelo título de campeão do mundo.

Como responderia às declarações de alguns grande mestres famosos de que a  sua aliança com Kasparov não vai conduzir senão à destruição do xadrez?

Exatamente o contrário, foi o nosso adversário que conduziu à suadestruição. Não trabalhamos juntos. Mas Kasparov não é o único a apoiar-me agora. A situação no mundo do xadrez é mais complicada: precisamos de caras novas, novos nomes; uma equipa que responda às suas questões, que conheça o xadrez profissional e não faça o que a equipa de Ilyumzhinov tem feito. Parece-me que os xadrezistas, verão rapidamente a diferença entre nós. E é uma grande diferença. É claro, que há sempre cépticos, o que se pode fazer sobre isso? É verdade, li mais declarações a favor do meu movimento, mas consegue, naturalmente, encontrar alguns do outro lado. Mas são feitos, sobretudo, sobre pressão da liderança ou para ser mais preciso, de um ramo da liderança da Federação Russa de Xadrez.

A propósito, conte-nos sobre a situação no interior da Federação. Poucas pessoas prestaram atenção a este facto: na votação de 14 de Maio, 17 membros do Conselho de Supervisão em 32 apoiaram-no (a maioria). Na mesma altura, oito pessoas reuniram-se no local do Dvorkovich. 17 + 8 = 25. Surge a pergunta: quem são as outras sete pessoas? É este o ás de trunfos que está preparado para jogar no caso de Dvorkovich seduzir dois ou três votos para o seu lado? (Actualmente estão a ser feitas previsões deste tipo.)

Não, mas o que quer dizer com “seduzi-los”? Compreende que eles não estão

apenas seduzir as pessoas, estão simplesmente a forçá-las. Talvez Dvorkovich nem sequer saiba que, sob a sua asa, têm trabalhado da forma mais vergonhosa  - com ameaças … Ou seja, o xadrez colocou-se numa situação completamente incompreensível. Nem vou mencionar todos aqueles re-votos e os documentos que foram forjados por aí. E eu não falarei sobre o ataque à FRX [Federação Russa de Xadrez] por salteadores. Tal coisa nunca aconteceu antes, que a sede da Federação na Boulevard Gogol foram selados. Eu entendo que Dvorkovich queira apoiar Ilyumzhinov, mas há limites para o que se pode fazer legalmente. E essa fronteira foi ultrapassada.

Mencionou que as pessoas têm sido pressionados com ameaças. Tem factos que sustentem essas queixas?

Tenho algumas informações. Estão a ameaçar pessoas com a perda dos seus empregos, se ocupam lugares no Estado. Não sei muito bem como é que isto é compatível com o Código Penal da Federação Russa.

Por que pensa que a batalha para o cargo de presidente da FIDE se tornou tão amarga?

Não sei. Para mim é simplesmente um mistério. Você e eu já abordámos o facto de que ganhar as eleições é só o princípio de uma grande tarefa. Ilyumzhinov está à frente da Federação há quinze anos. Certas pessoas estão, sem dúvida satisfeitas com os seus resultados, mas a maioria não está. Se estivessem satisfeitas não seria um número tão grande de países que já declararam apoiar-me. E estes são, na maior parte, as mais activas potências do xadrez. Estamos a trabalhar com os países mais pequenos ,é claro que iremos apresentar-lhes o nosso programa. Estes incluem, em primeiro lugar, programas de ensino de xadrez, preparação de treinadores, professores e árbitros de xadrez. Penso que iremos organizar seminários internacionais para árbitros, para que esta área não passe despercebida.

Como sabe, as pessoas às vezes fazem o seguinte jogo: “Se chegar a presidente do seu país quais seriam as suas três primeiras acções?” Agora não está a jogar, mas tem perspectivas reais …

Não, continuo a jogar! Fiz um grande número de apresentações – fundei escolas, dirijo seminários. Ou seja, estou activo no xadrez. E, claro, conheço muito bem o xadrez. A minha carreira profissional tem 45 anos. E joguei o meu primeiro torneio há 52 anos.

Para além disso, pode identificar agora acções concretas que tomará quando for presidente da FIDE?

Verá tudo no programa que vamos publicar. Vamos apresentá-lo em breve. Mas já identifiquei os pontos principais: trabalho activo para melhorar a imagem da FIDE. Penso que serei capaz rapidamente de firmar um programa de colaboração com as maiores organizações internacionais – UNESCO, UNICEF. Neste momento estou em negociações com uma organização internacional de juventude. Tudo isso vai reforçar a situação da Federação e fortalecer-nos quando negociarmos com patrocinadores. Todas essas direcções estarão entre as nossas prioridades, bem como, claro, o desenvolvimento do xadrez para crianças. E os países de cada continente participarão neste programa.

Em entrevista a gazeta.ru Ilyumzhinov esclarece ter processado Karpov “por difamação”

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Segundo o jornal  The Moscow Times

Kirsan Ilyumzhinov, líder da Kalmykia e actual presidente da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) processou por difamação Anatoly Karpov que o venceu na nomeação para as próximas eleições da FIDE.«As acções foram intentadas em Moscovo e em tribunais internacionais», disse Ilyumzhinov numa entrevista à Gazeta.ru, ontem, 5ª feira. Não especificou os tribunais mas citou as alegações de corrupção de Karpov como fundamento.

Ilyumzhinov – que não conseguiu garantir a nomeação do Federação Russa de Xadrez, apesar do apoio de seu superior, assessor do Kremlin, Arkady Dvorkovich – disse que tinha igualmente apresentado queixa à Comissão de Ética da FIDE.

“Toda a gente tem um hobby, um passatempo favorito. O meu hobby é o xadrez, boxe e o Budismo

(Kirsan Ilyumzhinov, 3 Junho 2009)

A extensíssima entrevista (em russo) está disponível em Gazeta.ru (Karpov prossessado por calúnia).

Nesta entrevista, Ilyumzhinov esclarece que intentou a acção no «Tribunal da residência de Karpov» em Moscovo e no tribunal internacional «do local de inscrição do jogador na FIDE».

À pergunta Porque se uniram Karpov e Kasparov contra si? respondeu Ilyumzhinov: «Eles precisam dos recursos financeiros e políticos da FIDE. Há 15 anos atrás, fizeram de tudo. Agora, quando a FIDE é uma organização internacional próspera, financeira e politicamente muito influente, precisam de uma plataforma para os seus objectivos ambiciosos. Uma vez que ambos, como jogadores de xadrez se esgotaram, as pessoas começaram a esquecê-los e com as suas declarações inadequadas estão a tentar mais uma vez chamar a atenção».

Guerra das Estrelas no Tabuleiro de Xadrez – O mundo do xadrez necessita de uma mudança na direcção da FIDE

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A ChessBase publicou uma excelente entrevista com o candidato à presidência da FIDE Antoly Karpov. Foram colocadas um conjunto de questões pouco abordadas em anteriores cartas, declarações e entrevistas  do Karpov.

Não sei se a entrevista não terá passado despercebida, porquanto, foi publicada incompleta na ChessBase (ed. inglesaalemã e espanhola), traduzidas do russo. A entrevista foi efectuada por Victoria Belova, para  Novoye Russkoye, com o sugestivo título de Guerra das estrelas no Tabuleiro de Xadrez (Звездные войны за шахматной доской). Aqui fica o reparo.

Capa do Novoye Russkoye (21.5.2010)

Anatoly, quando tomou a decisão de se candidatar à presidência da FIDE?

Foi no final do ano passado, quando eu decidi aceitar o desafio dessa luta. Depois comecei  procurar companheiros e informei em Moscovo Garry Kasparov dos meus planos.

E? Ele reflectiu de imediato o fogo do seu olhar?

Não, ao princípio não. Antes de mais  tínhamos de falar de muitas coisas muitas coisas para fazermos uma ideia da gigantesca tarefa em que nos metemos. Primeiro comentámos tudo o que se está a passar actualmente  no mundo do xadrez e aquilo que tem de ser feito para melhorar a situação. Quando percebemos que tínhamos pontos de vista semelhantes decidimos actuar juntos.

Em que pontos estão de acordo?

Sobretudo com o desejo de salvar a reputação do xadrez. Trata-se de melhorar a fama do xadrez como jogo mundial e profissão. Por isso, decidimos fazer todos os possíveis para mudar a direcção e tomarmos nós próprios o controlo da situação.

Há 15 anos você próprio propôs o nome de Ilyumzhinov para presiente da FIDE. Como avalia, hoje, a sua actividade?

Foi e continua a ser decepcionante. Mas não foi só ele que trabalhou mal, toda a sua equipa funciona mal. Ao longo de todos estes anos tem havido tantas promessas e poucas coisas se cumpriram. E foram cometidos erros graves. O pior foi implementar esse sistema eliminatório para determinar o Campeão do Mundo. A Comissão Directiva da FIDE empenhou-se nele demasiado tempo. Deram-se conta demasiado tarde que este processo era completamente desadequado e voltaram a mudar. Esse duvidoso regulamento desacreditou gravemente o título mundial.


Actualmente a Federação Russa de Xadrez está a sofrer a maior crise de todos os tempos. A Federação está dividida em duas e em Moscovo reina o caos? O que se passou?

Temos esta situação porque o burocrata oficial Arkady Dvorkovich quer ficar sozinho com esse poder. Está a tentar alcançar esse objectivo pela força,  do Clube de Xadrez Central [M. M. Botvinnik], mesmo que seja através de uma acção violenta. Sem ele não teríamos esta crise. Quer impor e dominar a vida do xadrez russod e cima.

Dvorkovich parece ter algum poder como assessor de Medvedev. Como é que, na sua opinião, está a actuar o presidente russo neste conflito?

Creio que o presidente do nosso país tem outras tarefas muito mais importantes do que resolver um conflito no mundo do xadrez. Claro que saberá o que o seu parceiro está a fazer. O presidente disse sempre que temos de ultrapassar, na Rússia, o nihilismo jurídico. Mas o seu assessor está criando os problemas do tipo que vimos nas últimas semanas. Não tenho palavras.

A Federação Russa também tem problemas relacionados com a força dos seus jogadores. Já não são quem predominam nas Olimpíadas e nos Campeonatos do Mundo. Por que é assim?

Naturalmente tem sido um duro golpe para a nossa tradição do xadrez que no duelo pelo título mundial entre Topalov e Anand, em Sofia, pela primeira vez desde 1927, não tenha participado qualquer jogador soviético. Mas esta queda não aconteceu num dia, mas caracteriza o resultado e o final de um desenvolvimento errado. Temos que voltar a que o xadrez  seja um desporto como o futebol ou 0 hóquei no gelo, como aonntecia antes. E deve ser alcançado rapidamente.

Como vai encontrar patrocinadores para os grandes eventos de xadrez?

Temos muitas possibilidades e perspectivas, mas, os potenciais patrocinadores querem saber antes se vai ou não haver mudanças na FIDE. Não é muito difícil encontrar patrocinadores privados mas, há também que encontrá-los para a FIDE e também para as federações nacionais. Um aspecto importante é por em ordem as finanças da FIDE e averiguar no mundo quantas pessoas se interessam pelo xadrez. Ilyumzhinov e a sua equipa nem sequer conseguiram dizer quantos jogadores federados existem na África, Ásia ou na América. Nem sequer para a Europa têm uma estatística exacta mesmo quando todas as federações publicam os seus números.

Tem criticado e muito a situação económica da FIDE. O que é que o leva especificamente a criticá-los?

Há discrepâncias entre as receitas e as despesas. Em 2008, a Federação Internacional já recebeu mais de €1′,800,000.00. As receitas são provenientes das quotas de membros e também os encargos com as classificações Elo e títulos. Mas desse dinheiro só aparecem cerca de €1,5 milhões na parte das despesas. O que aconteceu ao resto do dinheiro? E onde estão os milhões dos quais se ouve falar sempre Ilyumzhinov e a sua gente? Diz que investiu no xadrez muitos milhões de euros do seu próprio bolso. Onde estão? Nos documentos oficiais da FIDE não estão. Nem sequer sei de onde os tirou. O que se conhece são, por exemplo, as taxas das licenças para as Olimpíadas de Dresden [Kohlmeyer refere que Karpov avalia em cerca de €460,000.00]. Mas o dinheiro de Ilyumzhinov não aparece em nenhum dos livros da contabilidade da FIDE.

Por táctica vai adoptar que você vai escolher táticas nas eleições no Congresso da FIDE? O adversário de Ilyumzhinov nsa últimas eleições da FIDE, Bessel Kok não estava disposta a subornar os delegados em Turim 2006  e perdeu as eleições. Foi um erro?

Não temos nenhuma posição sobre esse assunto. Assim que começar a comprar votos perderá completamente a reputação. Isso não pode acontecer. Temos que esquecer isso. Com isso nos rebaixaremos ao mesmo nível duvidoso do grupo oposto.

Vladimir Kramnik e Alexandra Kostenjuk não o apoiam, mas ao grupo oposto, talvez por razões particulares. Qual é a sua opinião?

Se eles não compreendem que a nossa modalidade está perante um colapso total e sofrendo uma enorme crise, é com eles. Ao fim e ao cabo o que queremos seria benéfico para eles em primeiro lugar: aumentar as entradas e melhorar as relações no mundo do xadrez. Se não o compreendem há que questionar a sua inteligência.

Como você avalia as suas hipóteses de ser eleito presidente no Outono?

Estou muito optimista. De momento tenho uma grande vantagem. Já mais de 30 países que confirmaram por escrito o seu apoio muito antes,  a quatro meses e meio da votação. Como a minha carreira já dura há décadas, eu joguei em cerca de 100 países diferentes, também tenho muitos seguidores nos Estados Unidos e na América Latina, África e no mundo árabe. Na Europa, há 54 países membros da FIDE e calculo que receberei pelo menos 40 votos, apenas neste continente.

Reportagem com Karpov e Kasparov em Berlim para apoiarem candidatura de Weizsäcker à Eurochess

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Robert von Weizsäcker entre Karpov e Kasparov em Berlin

Anatoly Karpov y Robert von Weizsäcker son candidatos a dos cargos muy importantes en el mundo del ajedrez y se apoyan mutuamente a la hora de conquistar las presidencias de la Federación Internacional de Ajedrez y de la Unión Europea de Ajedrez, respectivamente. Con la ayuda también de Garry Kasparov, se han propuesto mejorar la imagen del ajedrez en el caso de ser elegidos. Piensan que es preciso contar con representantes más creíbles en los cargos importantes de la FIDE y de las federaciones y propugnan aspiran más transparencia, por ejemplo, en cuanto a las reglas de clasificación para el Campeonato del Mundo.

Anatoly Karpov ha criticado al FIDE también por su política económica. En el año 2008, por ejemplo, han “desaparecido” unos 400.000 euros en la FIDE.

Robert von Weizsäcker cuenta con un equipo de versados ajedrecistas en activo, entre ellos Short, Hjartarsson, Sokolov. «¡Vamos a devolver el juego a los jugadores!»

Dagobert Kohlmeyer mantuvo unas entrevistas con los  candidatos y se las ofrecemos ahora na ChessBase española.


Entre los años 1975 y 2000, un cuarto de siglo, dos jugadores dominabanclaramente el mundo del ajedrez: Anatoly Karpov y Garry Kasparov. Algunos hasta hablaban de la “Dinastía K y K”, haciendo alusión a otros ejemplos históricos. Desde el año 1984, Karpov y Kasparov estaban enfrentados en una lucha sin cuartel, que a veces también incluía algunas batallas fuera de los tableros de ajedrez.

Después de que Karpov visitase a Kasparov en la cárcel cuando éste fue metido en prisión por sus actividades políticas en Rusia, la relación entre ambos cambió. El año pasado hasta disputaron un duelo por el 25 aniversario de su enfrentamiento por la corona mundial. Ahora, Karpov se presenta como candidato a la presidencia de la FIDE y Kasparov le apoya en su proyecto.

Además, a ambos les gustaría ver a Robert von Weizsäcker como nuevo presidente de la ECU. El viernes pasado, el profesor Weizsäcker, en presencia de Karpov y Kasparov, presentó su candidatura en Berlín. En el estudio de la capital del primer canal de la televisión alemana ARD se celebró un interesantísimo coloquio público sobre el tema candente “Ajedrez y política”.

El reportaje de André Schulz na ChessBase española.

«É importante para os jovens que jogam ténis terem referências» Pedro Cordeiro (sel. nacional)

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«Era bom que estes encontros se repetissem, porque é óptimo para atrair público», declarou ao jornal Público, Pedro Cordeiro, seleccionador nacional, antes do encontro entre Frederico Gil e Rui Machado a contar para os quartos de final do Estoril Open.

Pedro Cordeiro reconhece que o jogo é «importante para os miúdos que jogam ténis terem referências» depois de anos com «um fosso referencial muito grande».

Interview with Sevan Muradian (founder of the North American Chess Association)

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Interview with Sevan Muradian IO and IA (founder of the North American Chess Association

 

Chessdom: The largest chess rating population segment are those rated below ELO 2000 and are sometimes referred to as amateurs. This year you brought the World Amateur Championship to the United States for the first time in its history. As an organizer, what is your opinion of the amateur chess world?

Sevan: No doubt those rated under 2000 comprise the majority of all chess players. As an organizer you have to be aware of this group and their importance. In open tournaments, they contribute the most amount of money in terms of entry fees, sleeping at hotels, and dining at restaurants. An organizer has to ensure that the conditions for these players reflect their contribution. (…)

 

Read more: Chessdom.

Kasparov foi ao Fórum da Liberdade de Oslo e encontrou-se com Carlsen na televisão

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O campeão Garry Kasparov esteve na Noruega para falar no Fórum da Liberdade de Oslo e também para se encontrar com o seu jovem colega e por vezes aluno, Magnus Carlsen, actualmente o número um do ranking mundial. Os dois foram entrevistados pelo canal de televisão NRK.

O ChessBase traduziu para inglês a entrevista televisiva e acompanha-a de um excerto (5′ 35″) acompanhada de vídeos. Uma reportagem a não perder!

«O xadrez está pouco desenvolvido nos Açores» afirma o presidente da associação regional

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A jornalista Patrícia Cristina Gouveia, do Expresso das Nove, entrevistou o presidente da Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores, Luís Ascenso. Eis uma súmula da entrevista.

O presidente da Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores ressalva a importância da existência de competições para o desenvolvimento da modalidade no Arquipélago.

A Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores (AXRAA) foi fundada em Fevereiro de 2006. Até 2004, existiu a Associação de Xadrez dos Açores, que desenvolveu a sua actividade essencialmente na ilha de S. Miguel e cuja extinção criou um vazio organizativo, que a actual associação veio preencher.

Os objectivos desta associação estão bem patentes no artigo quarto dos seus estatutos que informa: «a AXRAA tem por objectivo organizar competições desportivas de xadrez e de promover o ensino e o desenvolvimento desta modalidade desportiva na Região Autónoma dos Açores, bem como de disponibilizar serviços de apoio ao contacto entre os clubes associados e a Federação Portuguesa de Xadrez».

Segundo o actual presidente da AXRAA, o Governo Regional tem apoiado as actividades da associação. «Todos os anos é celebrado um contrato-programa com a Direcção Regional do Desporto e com a Câmara Municipal de Ponta Delgada. Recebemos igualmente apoios pontuais de outras autarquias», refere Luís Ascenso. (…)

Quanto ao futuro, os planos dos responsáveis pela associação são «prosseguir os trabalhos de desenvolvimento da modalidade no sentido de conseguir chamar cada vez mais jovens para esta modalidade, continuar a descentralizar o xadrez na Região, indo ao encontro das necessidades de organização de núcleos de xadrez nas diferentes ilhas do Arquipélago, já que estes estão, actualmente limitados às ilhas de S. Miguel, S. Jorge, Graciosa e Faia».(…) 

 Em Portugal, o xadrez, com estrutura federativa, tem quase um século de existência, sendo que a Federação Portuguesa de Xadrez foi fundada em 1927.

No passado, nos Açores, já houve xadrez federado, embora sem a expressão competitiva que apresenta actualmente. Segundo Luís Ascenso, comparando com o nível de competição nacional, o xadrez açoriano está, em termos médios, pouco desenvolvido, sobretudo devido à inexistência de oportunidades de competição. «Essa situação tem vindo a ser revertida através da participação no máximo de provas oficiais nomeadamente nos campeonatos nacionais individuais de jovens, campeonatos nacionais individuais absolutos, campeonatos nacionais individuais femininos, nacional da II e III divisão em equipas, Taça de Portugal», salienta o presidente da AXRAA.

Ler a entrevista na íntegra em

Entrevista com o tenista Frederico Gil

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Entrevista com o jovem tenista português Frederico Gil, considerado o melhor jogador de ténis de sempre em Portugal, publicada no sítio do Mov ProTenis2010.


Poucos dias antes do início da mais famosa competição de Ténis a decorrer em Portugal, aquele que é o Tenista Português melhor classificado de sempre conseguiu dedicar algum do seu precioso tempo ao Movimento ProTenis, acedendo responder a algumas questões que entendemos como pertinentes por revelarem mais do Homem por detrás da raquete e também do enorme Atleta de nível mundial patrocinado pela ASICS.

Assim, é com orgulho que colocamos à disposição de todos vós a entrevista que nos foi cedida por Frederico Gil, imbuído da humildade com que se vestem os grandes Homens, os verdadeiros campeões.

Aspectos desportivos

MPT2010 – Neste recente regresso a Portugal, onde irá retomar os treinos com a equipa técnica que o acompanhou na meteórica ascensão ao top 60, quais as capacidades que, no entender do Frederico, são fulcrais para se alcançar o top e o qual entende ser o trajecto a percorrer para maximizar essas capacidades?

Frederico Gil – Neste momento o meu principal objectivo e focus é o trabalho! Trabalhar, treinar, evoluir são tudo coisas que neste momento preciso e estou à procura. Para alcançar níveis muito altos e maximizar capacidades como você me pergunta este é o único caminho. Treinar bem, ser humilde e ter os pés bem assentes na terra…

MPT2010- A recente experiência no estrangeiro ofereceu-lhe dados que devem permitir comparar com situações anteriores e que no seu todo serão positivos. Na óptica do atleta, o que teria mudado antes da saída, o que entende ser de não esquecer no regresso e qual o conselho que daria aos jovens tenistas que pretendam iniciar uma espécie de “diáspora tenística”?

Frederico Gil – Relativamente à minha decisão não vou falar porque entramos no campo pessoal. Tenho a dizer que em Portugal temos óptimas condições de treino e climáticas para a prática e desenvolvimento da modalidade. Só tenho a dizer, aproveitem aquilo de bom que temos, que é muito!

Aspectos gerais
MPT2010 – Vinte e cinco anos de idade, centenas de lugares visitados, culturas díspares, são também alavancas na construção do perfil intelectual e humano de Frederico. Qual a perspectiva que tem de Portugal no futuro, medos e anseios em relação ao país e ao mundo que se lhe apresenta em constante mutação.

Frederico Gil – Como disse anteriormente na última questão, temos excelentes condições de treino em Portugal e temos de saber aproveitá-las! Um bom exemplo disso é a estrutura do Estádio Nacional (CAR – Centro de Alto Rendimento), temos ao nosso dispor uma equipa completa de médicos, fisioterapeutas, jogadores, condições de treino, ginásios, piscinas, nutricionista, etc. etc… Portugal está em crescimento e o ténis a passar uma muito boa fase!

MPT2010 – Qual a mensagem que gostaria que chegasse aos mais novos, praticantes e não praticantes de ténis, simples pessoas que não têm como o Frederico, a visão e o conhecimento pessoal das realidades e que lhe permitem ajuizar a evolução do país e do mundo.

Frederico Gil – Temos de acreditar naquilo que temos! Nós somos tão bons ou melhores que os outros… é preciso é acreditar e fazer por isso todos os dias!
Quanto mais trabalho, mais sorte pareço ter!

Entrevista disponível no sítio do Movimento ProTenis 2010.

«A Rússia não é imune à democracia» Garry Kasparov em entrevista publicada na edição portuguesa do jornal ‘Metro’

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A edição portuguesa do jornal Metro de hoje apresenta uma entrevista da jornalista Elisabeth Braw ao ex-campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov, fundador de A Outra Rússia

O artigo tem uma dupla importância, reafirma o completo afastamento de Kasparov do xadrez, a nível de competição e apresenta a sua nova faceta, já conhecida, de político activo e empenhado na democratização do seu país. Eis o seu conteúdo:

Garry Kasparov foi o melhor jogador de xadrez do Mundo durante 20 anos. Mas em vez de usufruir de uma vida de lazer e prazer em Nova Iorque ou Londres, passa todo o tempo em Moscovo. Objectivo? Levar a democracia à Rússia.

É possível a democracia na Rússia?

Não acredito que haja países imunes à democracia,. Há 100 anos, quem diria que a Alemanha e o Japão seriam democracias exemplares? A Rússia não é diferente. A democracia é um processo gradual de educação. É muito cedo para dizer que não funciona na Rússia. Pelo contrário: tem de se transformar numa verdadeira democracia: caso contrário haverá um colapso, como aconteceu com a União Soviética. O regime actual está a ser incapaz de lidar com o poder da China e com problemas internos como o crescimento do fundamentalismo islâmico.

O que é que faria se vencesse as eleições presidenciais?

É ainda prematuro seguir essa linha d pensamento. Não estou aqui para ganhar eleições. Estou aqui para que haja eleições livres e democráticas na Rússia.

O presidente Medvedev é melhor do que foi Putin?

A pergunta é irrelavante. A Rússia ainda é dirigida por Putin. É curioso como o Kremlin tem lapsos freudianos e por vezes ainda chama presidente a Vladimir Putin. Estou a recolher assinaturas para pedir a demissão de Putin [como primeiro-ministro] e é engraçado que nunca ninguém pede a demissão de Medvedev. Isso mostra quem tem o poder.

Quando é dará a sua missão por concluída?

Sei que poderia ser melhor governante do que eles, mas isso não interessa. Quando a Rússia tiver eleições livres, a minha missão estará acabada.

***

Os interessados podem igualmente ler, com proveito, a entrevista de Garry Kasparov a Ibragim Bayamduroglu, correspondente da Radio Free Europe/Radio Liberty no Azerbaijão, disponibilizada pela Moldova Foundation, no passado 11/3/2010. 

In a wide-ranging interview, Kasparov interprets Vladimir Putin’s vision, cites a Russian tendency toward authoritarianism and its effect on the region, and skewers the idea of a “pro-Russian” Ukrainian president.

Entrevista de Magnus Carlsen à revista ‘Der Spiegel’

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O Chessbase reproduz a entrevista de 3 páginas do GM Magnus Carlsen à revista alemã Der Spiegel.

 

The German weekly news magazine Der Spiegel is the largest and most influential in Europe.

At irregular intervals it turns its spotlight on chess.

Today’s edition has an unprecedented three-page interview with the world’s number one player, with questions regarding general intelligence, chess talent, work ethics and his chess trainer Garry Kasparov.

Interesting new insights.

Ler a entrevista (inglês)em Chessbase.

Ana Baptista entrevistada pelo jornal ‘i’

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Ana Baptista, bicampeã nacional feminina e campeã nacional absoluta de sub-20, concedeu uma entrevista a Mariana Pinheiro, do jornal i, a propósito da sua participação numa simultânea de 20 tabuleiros de jovens com o ex-campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov, em 1999. 

 

 Ana Baptista 2008 © FPXAna tinha nove anos quando defrontou Kasparov pela primeira vez. Hoje tem 19, é campeã nacional feminina sénior e campeã nacional de sub20 absolutos, categoria que inclui rapazes e raparigas. E estava a estudar para um exame quando falou ao i.

Que perguntava a Kasparov se o reencontrasse?

Perguntava-lhe se se lembrava de uma miúda que há dez anos jogou com ele uma simultânea em Lisboa. E também gostava de saber se não tem saudades da competição. Ele agora está mais voltado para a política.

O que recorda desse dia?

Na altura, eu era uma miúda e ele era um dos meus ídolos, um dos melhores do mundo, senão o melhor e, claro, andava entusiasmada. Pensar que o ia ver ao vivo era completamente surreal. Perdi o jogo, como é óbvio, mas no fundo a vitória foi minha. Era uma alegria estar ali e ter tido a oportunidade de jogar com ele.

Dizem que o Kasparov fica muito tenso. É verdade?

De facto, costumam dizer isso., mas eu achei-o descontraído. Ele não tinha muito com que se preocupar [risos].

Como é que surgiu essa vontade de jogar xadrez ainda tão jovem?

Comecei a jogar na primária. Por acaso, foi engraçado porque, quando eu era pequena, era irrequieta. O normal seria não me interessar pelo xadrez. As pessoas olham para este desporto como uma actividade enfadonha e praticada sentada, o que não corresponde totalmente à verdade. O xadrez consegue ser um desporto bastante dinâmico, tem imensas combinações e diferentes ataques. Se pensarmos bem, são dois exércitos que se estão a defrontar numa batalha. Qualquer criança fica entusiasmada com isso.

Entrevista com a MI e GMF Anna Muzychuk da Eslovénia

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Recebi do segundo vice-presidente do Ateneo de Cáceres, Ignacio García, a informação de ter sido publicada no sítio do clube, uma entrevista com a jogadora da Eslovénia, a MI e GMF Anna Muzychuk [533 FIDE]. De acordo com Ignacio García,

Anna é uma jovem jogadora de 19 anos, número 1 do ranking do seu país e nº 6 do mundo. Em Julho deste ano, alcançou 2542 pontos Elo FIDE e caminha para os 2600.

Com esta impressionante carreira e com a intenção de promover o xadrez feminino, continuamos com esta série de entrevistas a grandes talentos do xadrez feminino internacional.

A terminar a entrevista, Anna comenta uma partida que destacou das que já disputou até ao momento. Como sempre, a entrevista é publicada em inglês e espanhol.

A terminar Ignacio García diz-nos que,

Espero que sea de su agrado y den la máxima difusión a la entrevista.

Un cordial saludo, Ignacio García (Vicepresidente Segundo Ateneo de Cáceres)

Entrevista com a WGM Natalia Pogonina

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Recebi do Ateneu de Cáceres o seguinte pedido

Estimados amigos:

Iniciamos una serie de entrevistas a jugadoras de ajedrez con las que pretendemos contribuir a aumentar la presencia femenina en este deporte.

Hoy contamos con Natalia Pogonina, y hemos realizado la entrevista en dos idiomas: Inglés y Castellano. Los enlaces:

Female Chess: Natalia Pogonina

AJEDREZ FEMENINO: Natalia Pogonina

Rogamos den la máxima difusión de los artículos. Gracias.

Quem é a WGM Natalia Pogonina?

Natalia Pogonina (n.1985) é uma das melhores e mais prometedoras jogadoras de xadrez da actualidade.

Encontra-se em 14º no ranking mundial e em 3º no seu país, onde já ganhou uma medalha de ouro pela selecção nacional feminina do seu país.

Ultrapassou a barreira dos 2500 pontos Elo FIDE e é uma séria candidata ao título mundial feminino.

Partilha a sua carreira no xadrez com a actividade de modelo.

Encontra-se a escrever – com o seu marido Peter Zhdanov (n.1986), um especialista nas T.I., xadrezista, blogger e administrador do sítio pogonina.com – sítio oficial de Natália Pogonina – o livro O Kamasutra do Xadrez que, segundo Natalia, «o título é pouco provocador, no entanto, vai ser um apaixonante livro sobre xadrez e sexo».  

Na sua entrevista abordou os “estereótipos de género”, resumindo o que tinha escrito no artigo publicado na ChessBase e reproduzido no seu sítio pogonina.com, considerando-os ou misógenos ou feministas.

Azerbeijão é o novo campeão da Europa

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A selecção do Azerbeijão sagrou-se campeã europeia de xadrez na 17ª edição da prova que se disputou na cidade sérvia de Novi Sad, sucedendo à Rússia, que desta vez, se teve de contentar com o segundo posto.

À partida para esta última ronda estas duas selecções eram as favoritas, pois encontravam-se em igualdade pontual com dois pontos à maior sobre os seus mais directos perseguidores. E, tendendo ao claro favoritismo de qualquer das duas para o confronto de ontem, a Rússia frente à Espanha e o Azerbeijão frente à Holanda, seria de prever que o sistema de desempate tivesse que ser utilizado para se encontrar o campeão. No entanto, uma improvável ajuda dos espanhóis, ao imporem um inesperado empate, permitiu ao Azerbeijão isolar-se com uma vitória tangencial obtida in extremis.

Na terceira posição classificou-se a Ucrânia, em igualdade pontual com a Arménia, ficando nos lugares imediatos, entre os 38 participantes, a Alemanha, a Espanha e a Polónia.

Jorge Guimarães, em Público, 31 Outubro 2009

Segundo a PanARMENIAN.Net, antes da última ronda  da Taça da Europa, o capitão da equipa do Azerbeijão, Zurab Azmaiparashvili afirmou que não esperava a vitória do encontro Rússia-Arménia.

«Faço figas pelo empate. A Rússia é a equipa mais forte da prova, mas devemos preocupar-nos com o nosso próprio encontro», divulgou a azerisport.com, citando o capitão azeri.

Mais informações no sítio oficial da 17ª Taça da Europa de Nações e a reportagem completa sobre esta Taça na ChessBase.

Poderão ler também, com agrado, a entrevista com Faik Gasanov, o pai do xadrez do Azerbeijão, publicada na ChessBase (14/3/2007).

«Sempre tive o sonho de ser Grande Mestre» afirma o MI Ruben Pereira em entrevista ao portal scn

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Por estar ocupado com outras actividades não tenho acompanhado tão de perto, como gostaria, alguns espaços noticiosos.  Recentemente, o portal SCN publicou uma entrevista com o MI Ruben Pereira, o mais recente campeão nacional individual absoluto da modalidade.

Desta entrevista, publicada na passada 6ª feira, 2/10, permito-me transcrever um excerto, remetendo desde já, os leitores para a mesma que pode ser lida na totalidade em SCN.

SCNNo passado havia expressado que não pretendia fazer do xadrez um modo de vida, nem profissão, alguma coisa mudou entretanto?

RP – Não foi só o ano passado que expressei essa opinião, foi desde da altura em que comecei a jogar xadrez, ou seja aos 9 anos, que sempre exprimi essa opinião. Passado quase 10 anos continuo com a mesma decisão, já me encontro a estudar no ensino superior e se algum dia deixar de estudar, não será quase de certeza absoluta por causa do xadrez. Embora que também sempre afirmei que não iria desistir de jogar e, por conseguinte, sempre que tenha disponibilidade tentarei dar o gosto ao dedo e ao cérebro.

SCNEm entrevistas ao scn, António Fernandes queixou-se da falta de apoio das instituições para o xadrez em Portugal, tendo o ex-campeão europeu Sergei Tiviakov apontado a necessidade de haver um maior envolvimento do estado, para o desenvolvimento do xadrez nacional. Qual a sua visão em relação ao xadrez português?

RP – Tanto o Fernandes como o Tiviakov são jogadores que já estão no mundo xadrez há muitos anos e as suas opiniões já se tornam fruto de vários acontecimentos. No meu caso, não poderia dar uma opinião tão fundamentada como eles, mas do pouco que vejo e já presenciei tendo a ter a mesma opinião. Em Portugal a única modalidade que obtém destaque é o futebol, pelo simples facto que um jogador de futebol em Portugal não precisa de chegar ao topo para ser reconhecido, enquanto que qualquer outro desportista de outras modalidades precisa de ser campeão olímpico/mundial/europeu (e mais que uma vez!) para obter reconhecimento público. Nestas condições torna-se muito difícil de conseguir apoios e criar planos para o desenvolvimento da modalidade. Pegando no caso do Fernandes, que foi o único atleta português a obter uma medalha numa olimpíada de xadrez, facto este que só é conhecido pela comunidade xadrezista ou pessoas relacionadas com a mesma, o que é inadmissível para o carácter internacional que têm uma Olimpíada.

Uma entrevista oportuna, onde a lucidez do novo campeão nacional não esmorece face à apatia e indiferença dominante. O xadrez está condenado a ser uma modalidade ou se se quizer, uma actividade menor? Ou será a menoridade que passeia pelas cabeças?

“En el ajedrez una cosa es jugar y otra competir”, entrevista al GM argentino Jorge A Rubineiti

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“En el ajedrez una cosa es jugar y otra competir, la competencia no es tan buena. A mí me gusta la idea de hacer torneos donde jueguen todos los chicos sin resultados. Nadie le ganó a nadie, yo juego con vos, no contra vos. El éxito no está en que el niño gane sino en que la pase bien, entrene su mente y que le sirva para otras actividades… Los chicos pueden ganar o perder, pero adquiere un significado distinto si el profesor lo acentúa. No descalificar al que pierde, sino ver cómo jugó, más que si ganó o perdió: otra forma de evaluar.”

Verónica Castro e Carlos Cavallo de Educar (O  portal educativo do estado argentino)  publicou uma interessante entrevista com o GM Jorge A. Rubinetti. Escrevem na sua introdução à entrevista que

El ajedrecista Jorge Rubinetti obtuvo en 1991 la norma de Gran Maestro Internacional, otorgada por la Federación Internacional de Ajedrez. Representó a la Argentina en numerosas Olimpíadas, desde 1968, y ganó alrededor de 50 torneos, nacionales e internacionales. Desde 1993 dirige la Sala de Ajedrez del Jockey Club de Buenos Aires.

En esta entrevista habla de la importancia de reconocer el ajedrez como un juego, sobre todo cuando se trata de la enseñanza de ajedrez para chicos, y recuerda la época de oro del ajedrez en la Argentina y su falta de prestigio actual. Habla también de un presente donde todo va más rápido: chicos que ya saben jugar a los tres años, computadoras que le ganan a más del 99 % de los ajedrecistas y torneos exclusivamente entre computadoras. Las palabras de Jorge Rubinetti rescatan el entusiasmo que despierta este juego milenario y permiten imaginar nuevos futuros para el desarrollo del ajedrez nacional.

Ler entrevista completa em educar.