Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

«O que está mal no desporto português» Luis Leite

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Luis Leite apresenta em Colectividades Desportiva o texto – O queestá mal no desporto português – com uma breve mas acutilante análise sobre as debilidades e insuficiências do desporto português. A frieza e o rigor não deixam espaço para discussões estéreis.

O diagnóstico é muito claro e negativo e só ganhará reparo por insuficiência do rol. Mais um excelente texto deste colunista da Colectividade Desportiva.

Procuro acompanhar com interesse e atenção o Desporto internacional em todas as modalidades, mesmo aquelas que não são praticadas no nosso País.

Em resultado desse interesse/paixão que confesso pelo Desporto nas suas mais diversas facetas, sem querer mostrar ter “descoberto a pólvora”, decidi enumerar e dar a conhecer a minha opinião sobre o que faz falta ao Desporto português e o que o impede de apresentar resultados internacionais a um nível aceitável na maioria das modalidades, nas grandes competições.

Obviamente este não é um estudo com pretensões académicas, antes uma sensibilidade empírica, registada pela observação e contacto pessoal directo enquanto dirigente responsável pelas Selecções Nacionais de Atletismo durante 5 anos, concretamente em vários Campeonatos do Mundo e da Europa e nos Jogos Olímpicos de Pequim. É também baseada nos inúmeros contactos mantidos enquanto dirigente desportivo, designadamente com a Administração Pública Desportiva, em organismos internacionais e na organização de grandes eventos internacionais, bem como na análise comparada com outros países europeus da nossa dimensão e, em parte, na estatística histórica dos resultados obtidos em grandes competições internacionais em muitas modalidades.

Assim, passo a enumerar, por ordem de importância decrescente, as principais causas da fragilidade do Desporto português:

1) Falta de cultura desportiva dos Órgãos de Poder, com particular incidência para os sucessivos Governos e Assembleia da República, com reflexos preocupantes ao nível executivo e legislativo;

2) Desporto escolar e universitário com importância e dimensão pobre ou insignificante, com consequências evidentes na falta de cultura (educação) desportiva, que se repercute na “clubite” e no reduzido “fair-play”;

3) Baixo nível qualitativo global do dirigismo desportivo por falta de formação e excesso de amadorismo, tanto na Administração Pública (SEJD e IDP) como nas organizações intermédias (COP e CDP), Federações, Associações e Clubes (não confundir com empenhamento, entrega, abnegação, disponibilidade, etc., que são apanágio, em geral, do movimento associativo de base);

4) Excessiva importância, altamente discriminatória, concedida pelos sucessivos Governos e pela Comunicação Social ao Futebol profissional, hoje com características empresariais, em detrimento do incremento tanto da prática e da cultura desportiva de base como do Alto Rendimento desportivo nas diversas modalidades, em particular as olímpicas;

5) Deficiente(s) sistema(s) de detecção e acompanhamento de grandes talentos, salvo raras excepções em determinadas modalidades;

6) Reduzida capacidade de financiamento público e privado para o Desporto, com uma preferencial canalização, muitas vezes disfarçada, para o Futebol profissional;

7) Errada política de financiamento e construção de equipamentos desportivos, com responsabilidades graves para a Administração Pública central, regional e local.

8) Errada política de financiamento público de eventos internacionais e excessiva confusão com o aparente “investimento” no Turismo, que serve para justificar o injustificável;

9) Reduzida participação da Universidade na investigação desportiva a todos os níveis, embora se registe uma melhoria nos últimos anos.

Enquanto estes factores permanecerem sem mutação, favorecendo-se o clientelismo político e o nivelamento por baixo em quase todas estas áreas, o Desporto português não terá condições para evoluir, sendo inúteis quaisquer expectativas mais optimistas.

Texto colocado em Colectividade Desportiva pelo Prof. José Meirim.

(Imagem e sublinhados da responsabilidade de Ala e Rei)

Xadrez e Música – Testes de cena da curta metragem “O Duelo”

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Curta-metragem “O Duelo”


Teste de vídeo de movimentos de Xadrez de acordo com a música. Corresponde a trechos do início do roteiro do curta-metragem O Duelo, escrito por Maurício Antunes Oliveira. Roteiro registrado na Biblioteca Nacional.

Por ser apenas um teste, foi filmado sem iluminação e cenários apropriados, e sem atores profissionais nem continuidade real.

Música: No Hall do Rei da Montanha, de Edvard Grieg.

Maurício Pinguim no canal Vimeo.

«A Autoridade Antidopagem não pode agir no caso Queiroz» José M Meirim

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O Sol online apresenta um entrevista de Pedro Prostes da Fonseca e Rui Antunes ao Prof. José Manuel Meirim a propósito do “caso Queiroz”. A importância desta entrevista é óbvia, desmitifica as interpretações do direito por parte de certos comentadores e outros opinadores de circunstância.

Uma coisa é,  a meu ver, o comportamento incorrecto, porque difamatório da honra e dignidade de um ser humano. Situação que alguns pretendem branquear, ignorando ou simplesmente desvalorizando.

Outra, bem diferente, a aplicação do direito ao caso presente e que o Prof. Meirim não se tem cansado de esclarecer, nomeadamente, nos textos que publicou no blogue Colectividade Desportiva.

Ala de Rei entende que o Direito Desportivo deve ser conhecido e aplicado e quando for o caso alterado, mas deve ser sempre aplicado enquanto estiver em vigor.

A entrevista deves ser lida na íntegra no Sol, de que me permito transcrever o seguinte excerto. De acordo com este jornal,

Uma eventual sanção a Carlos Queiroz decretada pelo Conselho de Disciplina não poderá ser alterada pela Autoridade Antidopagem, por a Federação ter o estatuto de utilidade pública suspenso desde Abril, defende em entrevista o professor de Direito do Desporto José Meirim.

Ler a entrevista aqui.

Entretanto, noticia o Correio da Manhã, que

O Instituto do Desporto de Portugal fez uma queixa-crime pordifamação contra Carlos Queiroz no Ministério Público, apurou o CM. Os insultos do seleccionador nacional ao médico Luís Horta, director da Autoridade Antidopagem de Portugal, na Covilhã, podem vir a ser punidos com pena de prisão até seis meses ou multa até 240 dias.

Parece que este caso está para durar, qualquer que venha a ser o desfecho desta situação.

Coimbra lança uma zona desportiva. O xadrez foi esquecido?

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Coimbra está prestes a receber um complexo de alto rendimento. Depois da existência de um projecto para criar uma zona desportiva, em Taveiro, eis que aparecem as propostas por parte das federações.

«Recebemos um desafio, lançado pelo presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, para Coimbra receber um complexo para o alto rendimento da modalidade», referiu, ao Diário das Beiras, Luís Providência, vereador do Desporto de Coimbra.

Luís Providência não esquece os clubes da cidade e pensa que estes terão de «ser ouvidos tal como a Associação de Basquetebol de Coimbra”, mas reforça que “a cidade não pode deixar passar esta oportunidade».

Na zona desportiva de Taveiro, onde já se encontra o estádio Sérgio Conceição, irá nascer mais um campo de relva natural e outro sintético.

Para o vereador do Desporto era «importante fazer mais dois pavilhões: um para o futsal, basquetebol, voleibol e andebol; e o outro para modalidades como o judo e a ginástica».


Outras modalidades

Para este projecto, já estava pensado o acolhimento de atletas de alta competição para o futebol e para o rugby. «Temos intenção de trazer para a cidade o alto rendimento para o Futebol e também para o Rugby», visto que «para a natação e para o judo já temos com as piscinas e o Pavilhão Multidesportos», finaliza.

Em Diário das Beiras.

O Complexo Multi-Despoertivo não terá por acaso uma sala de arrumações onde se possam colocar umas mesas e cadeiras e uns tabuleiros e umas peças xadrez e, se não for pedir demais, uns jogadores de xadrez para preencher as cadeiras.

Eles prometem que não fazem barulho enquanto estiverem a jogarmesmoque, entretanto, alguém da Mancha Negra apareça por lá para apoiar.

A terminar, fica desde já prometido que o árbitro não vai usar o apito, nos desempates.

Patrocínios desportivos: mais um exemplo que vem do Brasil – é copiar porque não paga direitos de autor

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Um protocolo de intenções assinado nesta terça-feira (10) em Curitiba deverá resultar em importante impulso para o esporte paranaense. Com o auxílio e apoio da Paraná Esportes, a Copel pretende apoiar as diversas modalidades olímpicas, para-olímpicas e também o futebol profissional no Estado, destinando verbas de patrocínio a Federações e clubes.

Os recursos serão oriundos dos mecanismos de renúncia fiscal criados pelo Governo Federal por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006, de 29 de Dezembro), e complementados por recursos do Plano de Comunicação e Política de Patrocínio da Copel, que está em fase de elaboração.

Nesse particular, o protocolo de intenções estabelece a adoção de critérios isonômicos para a destinação da verba e dispõe que, no caso dos clubes de futebol, os valores deverão ser iguais para os clubes integrantes das Séries A e B e das Séries C e  D do Campeonato Brasileiro.

«Trata-se de um dia bastante especial para o esporteparanaense», saudou o governador Orlando Pessuti. «Por meio do exemplo que é dado pela nossa Copel, vamos concretizar a idéia de que as empresas e as estruturas do poder público devem apoiar mais o esporte, como fazem muitas empresas públicas em outros estados brasileiros».

O presidente da Copel, Ronald Ravedutti, adiantou que a criação do programa Esporte com mais energia, como será chamado, poderá ajudar a alavancar o desempenho dos clubes e dos atletas paranaenses no cenário brasileiro, principalmente tendo em vista a realização das Olimpíadas e Para-Olimpíadas no  Rio de Janeiro, em 2016. «Todos sonhamos com um Paraná que seja reconhecido como uma referência e uma potência desportiva em termos nacionais. A Copel quer dar a sua contribuição nessa empreitada que, certamente, será abraçada por mais empresas na seqüência», disse.

Além do governador Pessuti e do presidente da Copel, assinaram o protocolo de intenções a secretária da Educação, Yvelise Arco Verde, o presidente da Paraná Esportes, Marco Aurélio Rocha, presidentes da Federação Estadual de diversas modalidades esportivas e representantes dos três clubes de  futebol profissional da Capital.

Cláusulas - O projeto Esporte com mais energia que está sendo estruturado pela Copel vai contar com a consultoria de profissionais e especialistas da Paraná Esporte para a elaboração dos projetos, com definição de objetivos, metas e regulamentação para a destinação dos recursos. Os patrocínios serão viabilizados de forma isonômica a partir de contratos individualizados com os clubes, federações e atletas beneficiados, que serão precedidos de chamadas públicas.

Como contrapartida, a Copel terá sua marca, produtos e serviços divulgados pelos patrocinados, que manterão a imagem da companhia associada às ações direcionadas ao desenvolvimento sustentável, à promoção da cidadania e à inclusão social. As entidades patrocinadas também assumirão o compromisso de promover ações e programas que permitam o acesso de mais crianças e jovens carentes às práticas desportivas, além de incentivar o seu bom desempenho escolar e educacional.

Em Agência de Notícias (Paraná).

«Dois meses de espíritos escandalizados» por Francisco José Viegas

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Francisco José Viegas escreveu em A Origem  das Espécies:


O «caso Carlos Queiroz» começou há muito tempo e, embora mereça discussão, leva muito tempo a alinhavar. Pessoalmente, acho que Ronaldo tinha razão: «Assim não vamos lá, Carlos…». E não fomos. Mas isso já foi há muito tempo. De modo que é preferível tomar os últimos episódios como referência: de repente, o secretário de Estado diz que há «factos graves» e o presidente da FPF diz que é «um assunto delicado». Factos graves e assuntos delicados são matéria de todos os dias em clubes de futebol. Terá Queirós insultado a equipa do anti-doping no estágio da Covilhã? Só dois meses depois é que o inquérito revela «factos graves»? Só dois meses depois é que o assunto é «delicado»? Se Portugal tivesse ultrapassado a Espanha (ou cilindrado a Costa do Marfim), e já uma glória nacional, o governo e a FPF tinham disponibilizado uma equipa do anti-doping para Queirós praticar insultos e atirar-lhes cascas de tremoço? Ou demoraram apenas dois meses a escandalizar-se? O que teria sido assim tão grave? A suspeita não tem fim, como se sabe. Mas ver tantos espíritos ofendidos dois meses depois, isso sim, desperta ainda mais curiosidade. Factos graves? Um mimo.

Carlos Queiroz terá insultado médicos que cumpriam a legislação nacional antidoping em vigor e ameça recorrer à FIFA alegando «ingerência do Estado» para não «ser prejudicado»

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O seleccionador nacional Carlos Queiroz ameaça “recorrer à FIFA” para denunciar “ingerências do Estado” na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) caso venha a ser prejudicado pelo inquérito aberto pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), sobre alegados insultos aos médicos da brigada antidoping durante o estágio de preparação para o Mundial 2010.

«Isto levou a Federação Portuguesa de Futebol a fazer uma reunião para decidir com base num relatório que não tem fundamentos correctos. Isto é nitidamente uma ingerência de quem fez o relatório. Se me vir prejudicado, porque o inquiridor fez algo que levou a FPF a tomar uma decisão, há nítida intervenção do Estado numa federação e terei talvez de recorrer à FIFA e perguntar opinião», disse Queiroz, em entrevista à RTP em Moçambique, de onde saiu hoje para regressar a Portugal.

 

Continua no Público.

 

O cidadão e desportista Carlos Queiroz está isento de cumprir a Lei nacional portuguesa, como todos os restantes cidadãos residentes em Portugal ou considera-se, para este efeito, cidadão moçambicano?

Quando assinou o contrato de trabalho com a FP Futebol não sabia que havia controlos antidoping de surpresa, incluindo os treinos, durante 24 horas por dia 7 dias da semana? 

Se o Estado até obriga os xadrezistas a fornecer urina para os laboratórios à procura de elevadores de Elo Fide, porque razão os pontapés da bola não deveriam estar igualmente sujeitos a fornecerem o líquido orgânico?

Siga a Dança… Desportiva e o IDP

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No próximo dia 25 de Setembro, o Complexo Desportivo do Casal Vistoso em Lisboa, acolhe o Portugal Open 2010, prova internacional de Dança Desportiva, que integra o circuito mundial da modalidade e o calendário da Federação Internacional de Dança Desportiva.

Lido na página do IDP.

A informação institucional do IDP não considerou relevante a informação antes durante ou depois das Olimpíadas de Xadrez Estoril 2010, realizadas no mês passado…

E, no entanto, as Olimpíadas do Estoril – co-organizadas pela Liga Portuguesa para o Desporto dos Surdos e a Federação Portuguesa de Xadrez – tinha o apoio institucional e oficial da ICSC (International Committee of Silent Chess).

Duplicidade de critérios ou algo mais?

“Formação de elite em Gestão Desportiva” em Angola

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Luanda recebe a primeira formação de elite em Gestão Desportiva, de 9 a 25 de Novembro, com o apoio do Comité Olímpico Angolano e organizada pela QUEST, que em Portugal já realizou vários cursos semelhantes.

A formação conta com cinco painéis, programados por Pedro Afra (Diretor de Marketing do Sporting Clube de Portugal - formação de Marketing Desportivo), Fanha Vieira (Vice-Presidente do Instituto do Desporto de Portugal — Direito Desportivo), João Sachetti (Diretor da João Lagos Sports - Organização de Eventos), Luís Silva (Diretor de Equipamentos Desportivos do FC Porto – Gestão de equipamentos) e Pedro Vieira (Managing Partner da LifeTraining — coaching desportivo).

Os workshops [são] compostos por 12 horas de formação cada, agendados para (…) Novembro de 2010.

«Estão reunidas todas as condições para que este programa seja um sucesso. Este modelo de formação de alto nível eminentemente prático é um conceito extremamente bem sucedido em Portugal e será, com certeza, em Angola também. Em Portugal contamos habitualmente nas formações que promovemos com formandos como Vítor Baía, Paulo Paraty, Augusto Inácio, Ricardo Sá Pinto. entre muitos outros ligados ao mundo do desporto profissional», disse Ricardo Baldeira, da QUEST, em declarações à agência Lusa.

Esta formação tem como alvo todos aqueles que lidam (ou pretendem vir a lidar) com a Gestão do Desporto Profissional, como dirigentes de clubes, diretores de marketing de federações e clubes, responsáveis pelos departamentos legais, responsáveis pela organização de eventos desportivos e pela gestão de equipamentos desportivos e todos aqueles que se relacionam habitualmente com a indústria do desporto.

Despacho da agência Lusa.

Aqui está uma boa sugestão para a Federação Portuguesa de Xadrez: aproveitar as lições angolanas para o xadrez nacional. Sempre daria uma ajudinha à fraca e amadora estrutura da modalidade. E elevaria o nível de exigência de qualidade e profissionalismo do nosso dirigismo.

Por US$600 (€ 460) forma-se um Gestor Desportivo (de Elite?).

I Forum Desporto/ESMF Abrantes 4.Junho

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Subordinado ao Tema O Desporto e o Jovem, vai realizar-se no Auditório da Escola Secundária c/2º e 3º CEB Dr. Manuel Fernandes, no próximo dia 4 de Junho, o I Forum Desporto ESMF.

A organização é da Turma do 10º ano do Curso Tecnológico de Desporto da ESMF e vão ser prelectores um representante de diferentes agentes desportivos abrantinos (Município, Associações, Dirigentes, Treinadores e Atletas).

Não é necessário inscrição, para participar basta aparecer no dia.

Maratona de xadrez nas Caldas da Rainha

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No âmbito do Dia Mundial da Criança, o Vivaci Caldas da Rainha cultiva a arte e a paixão pelo xadrez entre o público infantil. Em parceria com a Associação Tabuleiro de Cores, o centro comercial vai instalar, no piso 1, duas mesas gigantes com capacidade para 20 tabuleiros de xadrez, em simultâneo.

De 31 de Maio a 8 de Junho, o espaço comercial organiza, também, em parceria com a Bertrand, uma Feira do Livro inteiramente voltada para o público infantil e juvenil. Aí, é possível encontrar almanaques de banda desenhada, livros de colorir e obras de cariz educativo, a partir de um euro.

Com vista a elevar ao extremo a animação entre os praticantes de xadrez, está também patente no espaço comercial um tabuleiro gigante, de 3×3 metros, em que as peças têm sensivelmente meio metro de altura. Durante a semana de 1 a 6 de Junho, os participantes podem contar com o auxílio de um especialista na modalidade disponível para explicar as regras e as técnicas de um dos jogos de estratégia e táctica mais populares a nível mundial.

Lido no Jornal das Caldas.

Um sócio aprovou o Relatório e as Contas na Assembleia Geral da Naval 1º de Maio

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O Relatório e Contas do ano de 2009 e orçamento para a época desportiva de 2010 da Naval 1.º de Maio foram aprovados em Assembleia Geral que contou apenas com a presença de um associado.

Excluindo os elementos dos corpos sociais, deu-se o facto inédito no historial do clube da Liga portuguesa de futebol de estar presente na Assembleia Geral do clube apenas um sócio, que votou favoravelmente os documentos.

«Foram cumpridos os estatutos», garantiu o presidente da Mesa da Assembleia, justificando: «a convocatória foi feita para as 18.30h e os estatutos são claros. Se não houver quórum, a Assembleia reunirá uma hora depois com qualquer número».

Ouvido na RTP/TSF.

«Os países não podem comprar jogadores, dar um passaporte a um brasileiro e pô-lo a jogar» (José Mourinho)

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Em declarações à TVE, citadas pelo Record, José Mourinho criticou, ontem, em conferência de imprensa,  as selecções que recorrem a jogadores naturalizados.

«Para mim a final da Champions é mais importante do que a final do Mundial, os clubes são melhores do que as seleções. Os países não podem comprar jogadores, não são como uma equipa a não ser que façam como já alguns andam a fazer. Dão um passaporte a um brasileiro e metem-no a jogar», disse o ainda treinador do Inter.

Protocolo celebrado com a Câmara Municipal leva xadrez a jovens de Vila Pouca de Aguiar

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Desde o início do ano que às 3ª e 5ª feiras, entre as 18 e as 19,30 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia em Pedras Salgadas, decorrem aulas de xadrez ministradas pelo Mestre ucraniano Roman Chemerys.

A adesão tem sido imensa, havendo cerca de três dezenas de jovens que habitualmente frequentam estas aulas.

Roman Chemerys entre as crianças

Esta iniciativa deve-se ao protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Pouca de AguiarAssociação de Xadrez de Vila RealAgrupamento de Escolas de Pedras SalgadasJunta de Freguesia de Bornes de Aguiar.

Lido em RCA Desporto.

Entretanto, pode-se constatar que já em Agosto de 2009, a Câmara Municipal tinha publicado no seu sítio a seguinte notícia

O Protocolo de Parceria estabelecido, a 20 de Agosto, entre a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, representada por Domingos Dias e a Associação de Xadrez de Vila Real, representada por Paulo Pedroso, vai possibilitar a formação de xadrez nos agrupamentos escolares do concelho aguiarense, assim como prestar apoios às associações locais.

Para o efeito, um técnico especializado (treinador ucraniano que já orientou vários campeões portugueses), vai prestar apoio, durante 35 horas semanais, aos alunos no seu enriquecimento curricular e a toda a comunidade, desde logo através do apoio aos clubes.

Este protocolo de parceria entre a Câmara Municipal e a Associação de Xadrez (com sede em Vila Pouca de Aguiar, nas antigas instalações da empresa municipal VitAguiar) é válido para o ano lectivo 2009/2010 e automaticamente renovado.

A Câmara Municipal e a Associação de Xadrez estão de parabéns. Um bom exemplo para a prática da modalidade fora da estrutura curricular de ensino envolvendo as organizações associativas do xadrez e as autarquias locais, não descurando os agrupamentos escolares.

É pena que sejam casos isolados no panorama nacional.

A importância da investigação na área das Ciências da Saúde e do Desporto

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O semanário Sol divulga as actividades desenvolvidas pelo Centro de Estudos em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. Eis alguns excertos daquele artigo.

O Centro de Estudos em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD) é um dos três centros de investigação nacionais na área das Ciências da Saúde e do Desporto e une, em rede, oito instituições do Ensino Superior. «Para criar massa crítica suficiente», explica o director António Silva.

A UTAD é a instituição de acolhimento, mas o CIDESD junta investigadores e laboratórios de todo o país.
A investigação, a extensão ao meio e a formação são áreas de trabalho transversais a três grupos distintos: o grupo da Performance Desportiva, que está sedeado em Vila Real, o grupo da Saúde (Bragança) e o grupo da Intervenção Pedagógica Profissional (Rio Maior).

«Trabalhamos com federações, associações e algumas selecções. Temos protocolos com as federações de voleibol, andebol, râguebi, futebol. Vamos aos jogos mas também vêm cá equipas para serem avaliadas. Este tipo de análise faz mais sentido em situação de jogo. Os treinadores podem depois utilizar a informação a que chegamos», esclarece António Silva.

No caso dos desportos individuais, como o atletismo, a ginástica ou a natação, é feita «a análise do padrão de movimento, preferencialmente em situação de competição», com vista a melhorar esse padrão e a tornar o movimento mais eficiente.

 

Ler o artigo completo do

Jogar xadrez com o doping ou como o “passaporte biológico” vai melhorar o combate antidoping segundo Francesca Rossi

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De acordo com Francesca Rossi, a nova responsável anti-dopagem da União Ciclista Internacional (UCI), vão ser introduzidas melhorias no passaporte biológico e os ciclistas vão ficar mais expostos caso recorram a métodos e substâncias dopantes.

Na entrevista à Associated Press, a italiana que veio do atletismo considera que o «processo está a melhorar» e a gestão da informação nas situações de um caso positivo serão comunicadas com maior rapidez. Francesca Rossi falou à imprensa dias depois da comunicação de três ciclistas com práticas suspeitas de dopagem identificados pelo passaporte.

Francesca trabalhou anteriormente num laboratório credenciado pela AMA [Agência Mundial Antidopagem] em Roma, onde se tornou directora-adjunta, supervisionando os testes anti-dopagem aplicados no Jogos Olímpicos de Inverno de Turim em 2006. Esta responsável que substituiu a australiana Anne Gripper no cargo, ajudou a desenvolver os chamados “perfis esteróides, instrumento no qual se baseia, em parte, a aplicação do passaporte biológico.

A italiana vai fazer parte de um painel de especialistas que, este ano, irá aconselhar as federações desportivas e os laboratórios como colher, transportar e analisar as amostras de urina tendo por objectivo alterações no perfil esteróide, alterando a norma em vigor, em que os laboratórios procuram e testam apenas substâncias específicas.

De acordo com Francesca Rossi outro problema identificado pela UCI diz respeito às “microdoses”. A técnica consiste administrar produtos dopantes em quantidades pequenas, mas de forma regular – como EPO –  de modo a que as flutuações de um perfil sanguíneo sejam camufladas.

«Temos que direccionar os testes o mais possível para a microdose», disse Rossi. «É como um jogo de xadrez. Temos que ter em conta o próximo passo de um possível prevaricador e tomar as nossas decisões com isso em mente».

 

Saber mais em Yahoo! Sports.

Clubes e federações têm papel decisivo na massificação da prática desportiva paralímpica

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O desporto para pessoas com deficiência só se poderá massificar se começar a ser praticado nos clubes, com o apoio das respectivas federações de modalidade, defende o presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), Humberto Santos.

«Não é possível continuar a ter desporto exclusivamente nas organizações de pessoas com deficiência. Elas são em número diminuto e estão dispersas no território», afirma Humberto Santos, em entrevista à Agência Lusa.

Humberto Santos considera que esse trabalho só pode ser feito através de uma sensibilização das federações desportivas, para que estas passem a dispor de áreas para pessoas com deficiência.

O presidente do CPP reconhece que para poderem desenvolver esse trabalho, «as federações vão ter que ter alguma atenção por parte da tutela desportiva».

O dirigente afirmou já ter iniciado o trabalho de sensibilização das federações e mostra-se satisfeito com «a receptividade genérica», que tem tido à proposta de desporto inclusivo.( …)

 Ler mais em Destak que cita o despacho da Lusa.

Escocês Higgins suspenso preventivamente por suspeita de corrupção desportiva em apostas ilegais no snooker

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Escândalo de potencial suborno, aceite por John Higgins, ensombra decisivamente o Campeonato do Mundo de Snooker que está a decorrer em Sheffield. Até ser concluída a investigação, o escocês está suspenso de toda a actividade desportiva.

Caiu como uma bomba a notícia de que John Higgins teria, alegadamente, aceite subornos no valor de 300 000 euros, para perder, de forma deliberada, partidas seleccionadas em encontros do circuito mundial de Snooker. A notícia, divulgada (e também orquestrada) pelo jornal sensacionalista News of The World, surgiu em vésperas da final do Mundial, que decorria em Sheffield, no Reino Unido.

John Higgins, escocês que já criou uma fortuna razoável no mundo do Snooker, foi filmado – sem prévio conhecimento – numa conversa informal que manteve com dois contactos, em Kiev, na Ucrânia, para onde voou após a surpreendente derrota com o veterano Steve Davis no Mundial. Nessa reunião, onde estavam os dois jornalistas do News of The World, Higgins aceitou (de acordo com o vídeo entretanto publicado no website do jornal) receber dinheiro para deliberadamente perder partidas em quatro encontros, para assim dar lucro a sistemas ilegais de apostas.

No mesmo vídeo vê-se (e escuta-se) Higgins a discutir a melhor forma de receber o dinheiro sem que haja qualquer suspeita, da mesma forma que sublinha ser fácil perder deliberadamente uma partida sem que os espectadores percebam que estão a assistir a um encontro de Snooker «viciado».

O presidente da Associação Profissional de Bilhar e Snooker, Barry Hearn, decretou rapidamente a suspensão preventiva do jogador de qualquer actividade desportiva até que estejam esclarecidos os contornos deste caso e sejam apuradas responsabilidades. O agente de Higgins, Pat Mooney (coincidentemente, também o grande responsável pela promoção do circuito mundial de Snooker), já pediu demissão do quadro directivo do órgão federativo, o que foi aceite com efeitos imediatos. Barry Hearn tem-se desdobrado em múltiplas reuniões para tentar perceber a extensão do caso e as repercussões que poderá ter no futuro da modalidade, nomeadamente na sua divulgação através da comunicação social. Higgins ainda não fez nenhuma declaração pública.

Lido em Eurosport.

As estruturas associativas do futebol ponderam recurso a tribunal para parar «as ilegalidades» do novo regime jurídico das federações desportivas

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Está para durar o braço-de-ferro entre as Associações de Futebol (AF) e o GovernoEm causa a decisão do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, de suspender o Estatuto de Utilidade Pública da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que implica o corte dos apoios previstos nos contratos-programa com o Estado, numa sanção que visa essencialmente as AF, que não desarmam e ameaçam com o recurso aos tribunais.

Na base de toda esta polémica está o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, que deveria ser respeitado numa reforma dos estatutos da FPF. Mas tal acabou por ser vetado pelas AF, facto que motivou o veredicto de Laurentino Dias.

Acima de tudo, as Associações – sócias da Federação – exigem não perder a sua representatividade maioritária na Assembleia Geral da FPF. Têm, nesta altura, 55 por cento, mas com as mudanças da lei, passam a representar apenas 35 por cento. Ora, as Associações alertam para a desobediência da proporcionalidade, com o argumento de que representam dois terços do futebol português. «Querem colocar-nos num cantinho. Há três princípios dos quais não vamos abdicar: a questão de representatividade, a eleição por método de Hondt para o Conselho de Arbitragem e o contrato entre Liga de Clubes e FPF para a organização do futebol», disse ontem Júlio Vieira, presidente da Associação de Futebol de Leiria, porta-voz das AF, à saída de um plenário.

Na suspensão dos apoios financeiros decorrentes de contratos–programa, Laurentino Dias resguarda o «alto rendimento e as Selecções Nacionais». Sobram assim as verbas destinadas à formação (na ordem dos 100 mil euros), que são repartidas pelas AF. Uma punição vista como selectiva pelas AF. «Caso se confirmem as notícias vindas a público, o eventual despacho está repleto de ilegalidades e podemos assumir essas divergências pelas vias judiciais», rematou Júlio Vieira. A FPF tem dez dias para reagir à decisão do Governo.

Lido em Correio da Manhã. Ler também no Diário de Notícias.

 

Não obstante o peso e os interesses que o futebol representa no nosso país, as estruturas associativas desta modalidade (não esquecendo também a Vela) foram as únicas que desafiaram e enfrentaram a intromissão do Governo nas estruturas associativas. O Futebol poderá seguir a via judicial.

Nenhuma outra ousou (e quando o pensou desistiu de imediato) pôr em causa a legalidade de normas  constantes do regime jurídico das federações desportivas.

O Prof. José Manuel Meirim entre outros juristas (Alexandre Mestre e Luis Cassiano Neves) e Rui Maques Simões, bem têm tentado mostrar a inconstitucionalidade orgânica e ailegalidade de muitas das normas aprovadas do regime jurídico das federações desportivas, mas os praticantes e dirigentes desportivos têm acatado sem reclamar tudo o que vem de cima, isto é, do IDP e do secretário de Estado da Juv. e d0 Desporto.

Quando uma federação depende dos dinheiros do Estado é muito difícil ousar enfrentar os governos, ainda que se entenda que se está na posse da razão.

O IDP é o Adamastor do nosso desporto, ninguém o vê, está sempre presente e todos têm medo dele.

Secretário de Estado suspende o estatuto de Utilidade Pública Desportiva à FP Futebol

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O secretário de Estado da Juventude e do Desporto exarou esta sexta-feira o despacho que notifica a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) da suspensão do estatuto de utilidade pública.

O facto de os estatutos não estarem adequados ao Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD) está na base desta decisão. O despacho governamental, na sequência da reunião do Conselho Nacional do Desporto (CND) de terça-feira, estabelece «um prazo de dez dias» para que a FPF e a Federação Portuguesa de Vela, também sem estatutos em conformidade com o RJFD, “se pronunciem” sobre a suspensão do estatuto de utilidade pública.

Findo o período, «será tomada a decisão final», que «visa a suspensão de todos os apoios financeiros decorrentes dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo celebrados com o Estado, que tenham por objecto o desenvolvimento das suas actividades e o enquadramento técnico das mesmas».

Assinala o despacho assinado por Laurentino Dias a excepção dos contratos-programa «relativos aos apoios ao alto rendimento e às selecções nacionais, ficando interdita a outorga de novos contratos-programa para os mesmos fins».

No despacho refere-se ainda que a suspensão do estatuto de utilidade pública desportiva às federações de futebol e de vela «não afecta, nesta fase, o exercício dos demais direitos desportivos».

«Em Dezembro, dissemos no CND que íamos esperar até 28 Fevereiro para que as federações aprovassem os estatutos. No dia 01 de Março, convocámos este conselho para hoje. Não tendo o futebol nem a vela aprovado os estatutos, dissemos que iríamos accionar o que a lei prevê em termos de utilidade pública desportiva e suspender nos termos que diremos num despacho», disse Laurentino Dias, à saída do encontro do CND.

 

Lido no Público. Ler despacho da Lusa no Diário de Notícias.

A experiência do clube Linex Magic Extremadura nas prisões espanholas

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A edição espanhola de Chessbase apresenta uma reportagem sobre o xadrez nas prisões. Apresenta igualmente um artigo de Juan Antonio Montero, ¡A la cárcel con el ajedrez! (Na prisão com o xadrez!).

El señor Rafael Fernández, famoso por un día y recluso de la prisión de Badajoz para más señas, declara ante varios medios de comunicación que él ocupa su tiempo “libre” en la cárcel leyendo, estudiando en la universidad a distancia (UNED) y jugando al ajedrez. Afirma también que este juego le ha enseñado muchas cosas y que está seguro de que varias de ellas le servirán una vez que haya salido. Imparte una sorprendente y espontánea lección de estrategia ajedrecística aplicada y traza un paralelismo impecable entre el ajedrez y la vida: “Ambos se parecen mucho”, afirma, “Tanto en lo uno como en lo otro, los grandes errores se pagan muy caros”.

Ler a reportagem La experiencia del Linex Magic Extremadura en las prisiones e o artigo de Juan Antonio Montero¡A la cárcel con el ajedrez!.

«Relação entre desporto escolar – desporto federado», por Joel Rocha

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O professor Joel Rocha publicou no seu blogue o seguinte texto onde aborda as releções entre o desporto escolar e o desporto federado.

Esta é uma questão importante no desporto em geral mas tem uma indidência especial no xadrez, inde cada vez mais se está a dar importância ao desporto escolar em detrimento do desporto federado em geral.

O artigo é extremamente importante e muito oportuno, porquanto, vem colocar em relevo uma questão quente em que muitos dos intervenientes nos dois planos – escolar e federado – não querem ou não estão à vontade para discutir. Há um objectivo comum – praticar desporto, mas duas modalidades, ou melhor duas vias, dois caminhos, a nível escolar , como diz o autor que apresento,  «uma missão de educação, generalização, recreação e saúde» a nível federado, o «espectáculo e o profissionalismo».

A palavra a Joel Rocha, num artigo que merece cuidada reflexão

As divergências entre o desporto na escola e o desporto no clube reflectem a desarmonia e descoordenação entre dois sistemas que embora devam seguir vias diferentes, concorrem para o mesmo objectivo – o desenvolvimento do desporto nacional (Teixeira, 2007). Na mesma linha de pensamento, Bento (1991), citado por Silva (2006), refere que não há um desporto pedagógico, puro e educativo na escola e outro não pedagógico, impuro e não educativo no clube; não há um desporto bom que se deve escolher e um desporto mau que se deve rejeitar; são impróprias a dicotomia e a oposição entre clube e escola, entre professor e treinador, entre treino e educação. Na mesma linha de pensamento, Constantino (1996) citado por Silva (2006), refere que a escola e o clube são, apenas, dois momentos de um mesmo objectivo e de uma mesma função.

Em suma, cabe a todas as entidades fazer um esforço na mobilização e coordenação dos recursos que lhe são possíveis, no sentido de remover os obstáculos, tendentes a limitar as condições de acesso, das crianças e jovens, ao Desporto Escolar (Silva, 2006).

O Desporto Escolar deve promover um lugar de encontro entre a Escola e a comunidade local, de forma a permitir a participação de todos os parceiros sociais no desenvolvimento das suas actividades (Carvalho, 1987, citado por Silva, 2006). Pensamos assim ser importante o Desporto Escolar estabelecer e manter protocolos de colaboração com clubes, federações, autarquias e entidades públicas ou privadas, no sentido de promover e divulgar as suas actividades, convidando a comunidade envolvente a fazer parte dos projectos de uma escola e/ou Agrupamento. Pinto (2003) refere que a Escola não deve disputar o espaço do Desporto Federado porque não prossegue os mesmos objectivos.

A base de igualdade em que devem assentar as relações entre o sistema desportivo e o sistema educativo não pode ser configurada, unicamente, num quadro de melhoria da qualidade da prática dos alunos, já que a Escola não reclama a tarefa de formar “campeões”. Compete, no universo desportivo português, aos clubes e federações a tarefa de especializar os praticantes, assim como compete, no universo educativo português, a tarefa de proporcionar aos praticantes a prática regular de actividades físicas desportivas orientadas, sem restrição de modalidade. Entendamos assim que existe complementaridade entre o desporto praticado na escola e o desporto praticado fora desta – federado.

A problemática, nesta relação, não está tanto na aceitação de um compromisso entre as duas instituições (já que ambos reconhecem essa inevitabilidade), mas está centrada nas funções que cada uma deve assumir no processo de preparação desportiva da criança e do jovem (Silva, 2006). O desporto na escola, seja qual for o seu modelo organizacional, não pode ignorar o movimento federado sob pena de desenvolver um desporto sem sentido (Teixeira, 2007). Deve o Desporto Escolar ser o espaço potenciador e contributivo para o aluno demonstrar capacidades e “talento” para, a nível do clube ou federação, entrar na elite desportiva. Podendo coabitar num espaço comum (a prática de actividade física regular e orientada), o Desporto Escolar e o desporto federado têm, na sua essência, preocupações distintas.

É necessária uma efectiva política nacional para o Desporto Escolar, não estando dependente de variáveis circunstanciais ou de verbas disponibilizadas pelo Estado. Precisamos de orientações integradoras de desenvolvimento desportivo concreto, que articuladas ao mais alto nível com entidades públicas ou privadas, desenvolvam o plano desportivo nacional.

A diferença entre os dois reside na missão: o Desporto Federado tem como missão o rendimento, o espectáculo e o profissionalismo. O Desporto Escolar deve ter uma missão de educação, generalização, recreação e saúde.

Lido em O pensamento nasce com a dúvida…

«Desporto de Alto Rendimento e Sucesso Escolar. Análise e estudo de factores influentes no seu êxito»

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Os investigadores Vítor Zenha, Rui Resende (do Inst Superior da Maia) e A. Rui Gomes (do Inst Educação e Psicologia, da Univ do Minho) efectuaram uma investigação sobre o Desporto de Alto Rendimento e Sucesso Escolar. Análise e estudo de factores influentes no seu êxito.

Resumo:

As exigências a que os atletas de alta competição são submetidos quer ao nível do processo de treino, quer ao nível das prestações desportivas, criam-lhes diversas dificuldades sendo, por vezes, muito difícil conciliar as actividades educativas e a prática desportiva. Infelizmente, em Portugal não existem muitos estudos sobre esta temática junto de atletas com estatuto de alta competição.

Este estudo procura colmatar esta lacuna, analisando o modo como os atletas gerem e percepcionam a sua carreira escolar e desportiva. Assim, participaram neste trabalho 79 atletas com estatuto ou em percurso de alta competição, tal como definido pelo Instituto do Desporto de Portugal.

Alguns dos principais resultados obtidos evidenciaram a importância dada pelos atletas a uma boa organização do tempo e aos métodos de estudo enquanto factores promotores do bom rendimento académico. Pelo lado inverso, o pouco tempo de descanso e a falta de estímulo/motivação foram os factores mais referidos para o insucesso escolar.

Mais de metade dos participantes consideraram que não seriam melhores atletas se não estudassem e praticamente metade da amostra também referiu que não seria melhor aluno se não competisse ao mais alto nível.

No final, são apresentadas algumas implicações práticas deste estudo. 

 

O artigo foi publicado pela Editorial Y Centro de Formación Alto Rendimento da Corunha (Espanha) e foi disponibilizado pela Universidade do Minho. 

O xadrez nos ensinos público e privado

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O jornal Público publica o artigo de Barbara Wong, de que apresento alguns excertos, onde «a música, o desporto ou o xadrez são algumas das ofertas a somar» à mensalidade (nas escolas privadas) e ao curriculum para uma educação ddiferentes as crianças e jovens do nosso país.

Nos últimos dez anos, o ensino público perdeu mais de 98 mil alunos, do pré-escolar ao ensino secundário. No entanto, o número de estudantes nos colégios e externatos aumentou de 15 para 18 por cento do total da rede, em dez anos. Entre 1998 e 2004, fecharam cerca de cem colégios. Mas o ensino privado ganhou um novo fôlego. E, de há seis anos para cá, surgem novos projectos anualmente.

As famílias que optam pelo privado procuram um ambiente seguro, um projecto educativo virado para o sucesso e um corpo docente estável, dizem os pais, os responsáveis pelas escolas, mas também os investigadores universitários.

No entanto, o ensino particular e cooperativo não tem um grande peso em Portugal. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação, referentes ao ano lectivo de 2007/2008, o número de alunos representa apenas 18 por cento do total, entre o pré-escolar e o ensino secundário. Contudo, a procura é muito grande e a oferta tem tentado acompanhá-la, aponta Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep).

Todos os anos, abrem novas escolas, sobretudo creches, jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo. Mas há também grandes projectos a inaugurar não só em Lisboa e no Porto, como noutras capitais de distrito.

«As famílias procuram projectos de segurança e há muito a preocupação com a qualidade do ensino», refere a directora do Pedro Arrupe, dando como exemplo que algumas das perguntas que os pais fazem, no momento de fazer a inscrição, é sobre quem são os professores. «Para os pais, é importante que sejam competentes», reforça.

«Os pais trabalham e os colégios têm as crianças até mais tarde do que as escolas públicas», avalia Stella Aguiar, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e autora de um estudo sobre os alunos do ensino particular. A especialista lamenta o cansaço das crianças e as consequências de estarem envolvidas em tantas actividades extra-curriculares.
O que dá a escola?

A música, o desporto ou o xadrez são algumas das ofertas a somar à mensalidade. «Os pais têm a consciência tranquila de que estão a dar a melhor educação ao pôr as crianças a fazer 50 coisas diferentes; mas estão a criar filhos sem autonomia, que não sabem estar sozinhos, incapazes da solidão e pouco independentes. Estão a criar carneiros e não homens e mulheres autónomos», alerta a professora da Universidade de Lisboa. «Os colégios cumprem a cultura do “dar” coisas, em vez do “ser”», critica.

Actualmente, a escola pública também oferece actividades extra-curriculares, mas «são soltas, sem continuidade», avalia João Muñoz, vice-presidente da Aeep. Além disso, todas as reformas que vão sendo introduzidas têm sempre a contestação dos professores, constata Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

«A maior procura [do ensino privado] está ligada a uma ideia que passou de haver instabilidade nas escolas públicas e os pais temem que essa possa vir a condicionar as aprendizagens dos alunos», acrescenta.

Apesar de os professores da escola pública serem “melhores” e de muitos irem trabalhar para o privado, o colégio “trata o aluno individualmente e toda a escola trabalha para o sucesso daquele aluno”, analisa Maria José Viseu, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). A escola pública «não tem hipótese de pôr a funcionar equipas multidisciplinares ou de ter horários para apoiar os alunos», reconhece.

«A escola pública também oferece apoio aos alunos mas com menos intensidade devido ao peso do horário dos professores», confirma João Barroso, professor da Universidade de Lisboa, investigador e defensor da escola pública. Uma coisa é certa: «Se a escola pública quer preservar a oferta, terá que encontrar soluções para responder às exigências dos pais», reconhece o investigador.

Lido em Público.

As Federações têm até Abril para cumprir novo regime jurídico. Secretário de Estado recordou que “não podem estar acima da lei”

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Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, deu às federações desportivas até ao final de Março para regularizarem todas as situações – dívidas, estatutos e regulamentos – a fim de adequarem ao novo regime jurídico e poderem assinar os novos contratos programa para 2010.

Com a aplicação do novo diploma, as 62 federações desportivas estão obrigadas, entre outras exigências, a adequar os estatutos ao regime novo regime jurídico assim como não podem formalizar contratos-programa enquanto tiverem dívidas ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP).

Numa reunião realizada ontem no auditório do Centro de Medicina Desportiva de Lisboa, entre o IDP e as federações desportivas, «com a finalidade de analisar assuntos decorrentes da celebração e execução de Contratos Programa do Desenvolvimento Desportivo» inerentes às dificuldades manifestadas pelas federações em cumprir os regulamentos, Laurentino Dias, recordou ao dirigentes federativos presentes que estes «não podem estar a cima da Lei».

O político acrescentou que quando o IDP enviou para as federações uma informação, no último dia útil do mês de Janeiro, sobre essa matéria, limitou-se “a chamar a atenção” para os condicionalismos que o incumprimento das normas provocaria na assinatura dos contratos programas para as federações em falha. Laurentino Dias disse ainda que «não compreendia o alarmismo e os constrangimentos do funcionamento interno» provocado pelas federações, recordando que quando tomou posse do cargo que agora exerce essas mesmas federações estavam sem receber até Março.

Os dirigentes desportivos contactados pelo DN, após a reunião, mostraram-se satisfeitos com as palavras de Laurentino Dias, mas voltaram a reiterar que «nunca estiveram contra a Lei mas apenas contra os apertados prazos para a adaptação à nova realidade jurídica e a falta de diálogo que agora foi de uma forma clara promovida por Laurentino Dias». Ainda assim, voltaram a recordar que o IDP «tem e deve fazer cumprir a Lei mas também deve essa instituição promover esse cumprimento evitando atrasar e disponibilizar atempadamente os meios de trabalho para o cumprimento dos contratos programa».

Em DN Desporto