Archive for the ‘Desporto’ Category

«Relação entre desporto escolar – desporto federado», por Joel Rocha

Sexta-feira, Março 12th, 2010

O professor Joel Rocha publicou no seu blogue o seguinte texto onde aborda as releções entre o desporto escolar e o desporto federado.

Esta é uma questão importante no desporto em geral mas tem uma indidência especial no xadrez, inde cada vez mais se está a dar importância ao desporto escolar em detrimento do desporto federado em geral.

O artigo é extremamente importante e muito oportuno, porquanto, vem colocar em relevo uma questão quente em que muitos dos intervenientes nos dois planos – escolar e federado – não querem ou não estão à vontade para discutir. Há um objectivo comum – praticar desporto, mas duas modalidades, ou melhor duas vias, dois caminhos, a nível escolar , como diz o autor que apresento,  «uma missão de educação, generalização, recreação e saúde» a nível federado, o «espectáculo e o profissionalismo».

A palavra a Joel Rocha, num artigo que merece cuidada reflexão

As divergências entre o desporto na escola e o desporto no clube reflectem a desarmonia e descoordenação entre dois sistemas que embora devam seguir vias diferentes, concorrem para o mesmo objectivo – o desenvolvimento do desporto nacional (Teixeira, 2007). Na mesma linha de pensamento, Bento (1991), citado por Silva (2006), refere que não há um desporto pedagógico, puro e educativo na escola e outro não pedagógico, impuro e não educativo no clube; não há um desporto bom que se deve escolher e um desporto mau que se deve rejeitar; são impróprias a dicotomia e a oposição entre clube e escola, entre professor e treinador, entre treino e educação. Na mesma linha de pensamento, Constantino (1996) citado por Silva (2006), refere que a escola e o clube são, apenas, dois momentos de um mesmo objectivo e de uma mesma função.

Em suma, cabe a todas as entidades fazer um esforço na mobilização e coordenação dos recursos que lhe são possíveis, no sentido de remover os obstáculos, tendentes a limitar as condições de acesso, das crianças e jovens, ao Desporto Escolar (Silva, 2006).

O Desporto Escolar deve promover um lugar de encontro entre a Escola e a comunidade local, de forma a permitir a participação de todos os parceiros sociais no desenvolvimento das suas actividades (Carvalho, 1987, citado por Silva, 2006). Pensamos assim ser importante o Desporto Escolar estabelecer e manter protocolos de colaboração com clubes, federações, autarquias e entidades públicas ou privadas, no sentido de promover e divulgar as suas actividades, convidando a comunidade envolvente a fazer parte dos projectos de uma escola e/ou Agrupamento. Pinto (2003) refere que a Escola não deve disputar o espaço do Desporto Federado porque não prossegue os mesmos objectivos.

A base de igualdade em que devem assentar as relações entre o sistema desportivo e o sistema educativo não pode ser configurada, unicamente, num quadro de melhoria da qualidade da prática dos alunos, já que a Escola não reclama a tarefa de formar “campeões”. Compete, no universo desportivo português, aos clubes e federações a tarefa de especializar os praticantes, assim como compete, no universo educativo português, a tarefa de proporcionar aos praticantes a prática regular de actividades físicas desportivas orientadas, sem restrição de modalidade. Entendamos assim que existe complementaridade entre o desporto praticado na escola e o desporto praticado fora desta – federado.

A problemática, nesta relação, não está tanto na aceitação de um compromisso entre as duas instituições (já que ambos reconhecem essa inevitabilidade), mas está centrada nas funções que cada uma deve assumir no processo de preparação desportiva da criança e do jovem (Silva, 2006). O desporto na escola, seja qual for o seu modelo organizacional, não pode ignorar o movimento federado sob pena de desenvolver um desporto sem sentido (Teixeira, 2007). Deve o Desporto Escolar ser o espaço potenciador e contributivo para o aluno demonstrar capacidades e “talento” para, a nível do clube ou federação, entrar na elite desportiva. Podendo coabitar num espaço comum (a prática de actividade física regular e orientada), o Desporto Escolar e o desporto federado têm, na sua essência, preocupações distintas.

É necessária uma efectiva política nacional para o Desporto Escolar, não estando dependente de variáveis circunstanciais ou de verbas disponibilizadas pelo Estado. Precisamos de orientações integradoras de desenvolvimento desportivo concreto, que articuladas ao mais alto nível com entidades públicas ou privadas, desenvolvam o plano desportivo nacional.

A diferença entre os dois reside na missão: o Desporto Federado tem como missão o rendimento, o espectáculo e o profissionalismo. O Desporto Escolar deve ter uma missão de educação, generalização, recreação e saúde.

Lido em O pensamento nasce com a dúvida…

«Desporto de Alto Rendimento e Sucesso Escolar. Análise e estudo de factores influentes no seu êxito»

Quinta-feira, Março 11th, 2010
Os investigadores Vítor Zenha, Rui Resende (do Inst Superior da Maia) e A. Rui Gomes (do Inst Educação e Psicologia, da Univ do Minho) efectuaram uma investigação sobre o Desporto de Alto Rendimento e Sucesso Escolar. Análise e estudo de factores influentes no seu êxito.

Resumo:

As exigências a que os atletas de alta competição são submetidos quer ao nível do processo de treino, quer ao nível das prestações desportivas, criam-lhes diversas dificuldades sendo, por vezes, muito difícil conciliar as actividades educativas e a prática desportiva. Infelizmente, em Portugal não existem muitos estudos sobre esta temática junto de atletas com estatuto de alta competição.

Este estudo procura colmatar esta lacuna, analisando o modo como os atletas gerem e percepcionam a sua carreira escolar e desportiva. Assim, participaram neste trabalho 79 atletas com estatuto ou em percurso de alta competição, tal como definido pelo Instituto do Desporto de Portugal.

Alguns dos principais resultados obtidos evidenciaram a importância dada pelos atletas a uma boa organização do tempo e aos métodos de estudo enquanto factores promotores do bom rendimento académico. Pelo lado inverso, o pouco tempo de descanso e a falta de estímulo/motivação foram os factores mais referidos para o insucesso escolar.

Mais de metade dos participantes consideraram que não seriam melhores atletas se não estudassem e praticamente metade da amostra também referiu que não seria melhor aluno se não competisse ao mais alto nível.

No final, são apresentadas algumas implicações práticas deste estudo. 

 

O artigo foi publicado pela Editorial Y Centro de Formación Alto Rendimento da Corunha (Espanha) e foi disponibilizado pela Universidade do Minho. 

O xadrez nos ensinos público e privado

Terça-feira, Março 2nd, 2010

O jornal Público publica o artigo de Barbara Wong, de que apresento alguns excertos, onde «a música, o desporto ou o xadrez são algumas das ofertas a somar» à mensalidade (nas escolas privadas) e ao curriculum para uma educação ddiferentes as crianças e jovens do nosso país.

Nos últimos dez anos, o ensino público perdeu mais de 98 mil alunos, do pré-escolar ao ensino secundário. No entanto, o número de estudantes nos colégios e externatos aumentou de 15 para 18 por cento do total da rede, em dez anos. Entre 1998 e 2004, fecharam cerca de cem colégios. Mas o ensino privado ganhou um novo fôlego. E, de há seis anos para cá, surgem novos projectos anualmente.

As famílias que optam pelo privado procuram um ambiente seguro, um projecto educativo virado para o sucesso e um corpo docente estável, dizem os pais, os responsáveis pelas escolas, mas também os investigadores universitários.

No entanto, o ensino particular e cooperativo não tem um grande peso em Portugal. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação, referentes ao ano lectivo de 2007/2008, o número de alunos representa apenas 18 por cento do total, entre o pré-escolar e o ensino secundário. Contudo, a procura é muito grande e a oferta tem tentado acompanhá-la, aponta Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep).

Todos os anos, abrem novas escolas, sobretudo creches, jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo. Mas há também grandes projectos a inaugurar não só em Lisboa e no Porto, como noutras capitais de distrito.

«As famílias procuram projectos de segurança e há muito a preocupação com a qualidade do ensino», refere a directora do Pedro Arrupe, dando como exemplo que algumas das perguntas que os pais fazem, no momento de fazer a inscrição, é sobre quem são os professores. «Para os pais, é importante que sejam competentes», reforça.

«Os pais trabalham e os colégios têm as crianças até mais tarde do que as escolas públicas», avalia Stella Aguiar, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e autora de um estudo sobre os alunos do ensino particular. A especialista lamenta o cansaço das crianças e as consequências de estarem envolvidas em tantas actividades extra-curriculares.
O que dá a escola?

A música, o desporto ou o xadrez são algumas das ofertas a somar à mensalidade. «Os pais têm a consciência tranquila de que estão a dar a melhor educação ao pôr as crianças a fazer 50 coisas diferentes; mas estão a criar filhos sem autonomia, que não sabem estar sozinhos, incapazes da solidão e pouco independentes. Estão a criar carneiros e não homens e mulheres autónomos», alerta a professora da Universidade de Lisboa. «Os colégios cumprem a cultura do “dar” coisas, em vez do “ser”», critica.

Actualmente, a escola pública também oferece actividades extra-curriculares, mas «são soltas, sem continuidade», avalia João Muñoz, vice-presidente da Aeep. Além disso, todas as reformas que vão sendo introduzidas têm sempre a contestação dos professores, constata Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

«A maior procura [do ensino privado] está ligada a uma ideia que passou de haver instabilidade nas escolas públicas e os pais temem que essa possa vir a condicionar as aprendizagens dos alunos», acrescenta.

Apesar de os professores da escola pública serem “melhores” e de muitos irem trabalhar para o privado, o colégio “trata o aluno individualmente e toda a escola trabalha para o sucesso daquele aluno”, analisa Maria José Viseu, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). A escola pública «não tem hipótese de pôr a funcionar equipas multidisciplinares ou de ter horários para apoiar os alunos», reconhece.

«A escola pública também oferece apoio aos alunos mas com menos intensidade devido ao peso do horário dos professores», confirma João Barroso, professor da Universidade de Lisboa, investigador e defensor da escola pública. Uma coisa é certa: «Se a escola pública quer preservar a oferta, terá que encontrar soluções para responder às exigências dos pais», reconhece o investigador.

Lido em Público.

As Federações têm até Abril para cumprir novo regime jurídico. Secretário de Estado recordou que “não podem estar acima da lei”

Quinta-feira, Fevereiro 25th, 2010

Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, deu às federações desportivas até ao final de Março para regularizarem todas as situações – dívidas, estatutos e regulamentos – a fim de adequarem ao novo regime jurídico e poderem assinar os novos contratos programa para 2010.

Com a aplicação do novo diploma, as 62 federações desportivas estão obrigadas, entre outras exigências, a adequar os estatutos ao regime novo regime jurídico assim como não podem formalizar contratos-programa enquanto tiverem dívidas ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP).

Numa reunião realizada ontem no auditório do Centro de Medicina Desportiva de Lisboa, entre o IDP e as federações desportivas, «com a finalidade de analisar assuntos decorrentes da celebração e execução de Contratos Programa do Desenvolvimento Desportivo» inerentes às dificuldades manifestadas pelas federações em cumprir os regulamentos, Laurentino Dias, recordou ao dirigentes federativos presentes que estes «não podem estar a cima da Lei».

O político acrescentou que quando o IDP enviou para as federações uma informação, no último dia útil do mês de Janeiro, sobre essa matéria, limitou-se “a chamar a atenção” para os condicionalismos que o incumprimento das normas provocaria na assinatura dos contratos programas para as federações em falha. Laurentino Dias disse ainda que «não compreendia o alarmismo e os constrangimentos do funcionamento interno» provocado pelas federações, recordando que quando tomou posse do cargo que agora exerce essas mesmas federações estavam sem receber até Março.

Os dirigentes desportivos contactados pelo DN, após a reunião, mostraram-se satisfeitos com as palavras de Laurentino Dias, mas voltaram a reiterar que «nunca estiveram contra a Lei mas apenas contra os apertados prazos para a adaptação à nova realidade jurídica e a falta de diálogo que agora foi de uma forma clara promovida por Laurentino Dias». Ainda assim, voltaram a recordar que o IDP «tem e deve fazer cumprir a Lei mas também deve essa instituição promover esse cumprimento evitando atrasar e disponibilizar atempadamente os meios de trabalho para o cumprimento dos contratos programa».

Em DN Desporto

«Fundamentalismo administrativo [do IDP] provoca asfixia nas Federações»

Sexta-feira, Fevereiro 19th, 2010

Cipriano Lucas escreveu no Diário de Notícias, um artigo onde denuncia o «fundamentalismo administrativo» do IDP (Instituto do Desporto de Portugal).

Ler o artigo Federações queixam-se de asfixiamento pelo IDP.

«Modelos e Virtudes» do Modelo Europeu do Desporto, por João Carvalho

Sexta-feira, Fevereiro 19th, 2010

João Carvalho escreveu em Colectividade Desportiva o artigo Modelos e Virtudes [do Modelo Europeu de Desporto]. Destaco o seguinte excerto:

A Comissão abandona o modelo descrito em 1998 e no Livro Branco sobre o Desporto assume que:

“O debate político sobre o desporto na Europa atribui frequentemente uma importância considerável ao chamado «Modelo Europeu do Desporto». A Comissão considera que certos valores e tradições do desporto europeu devem ser promovidos. Contudo, considera que, dada a diversidade e as complexidades das estruturas desportivas europeias, é irrealista tentar definir um modelo único de organização do desporto na Europa”

Se os valores solidários onde assentam as bases do desporto europeu o permitem distinguir de outros modelos de organização desportiva, não deixa de ser evidente que muitos desses valores se podem encontrar em várias partes do globo. Na Europa o desporto tende também a importar mecanismos de governação e regulação (sistemas de licenciamento, tectos salariais, competições fechadas ou organizadas em estruturas não piramidais, etc.) de outras latitudes. Tudo isto reconfigura os pilares do Modelo Europeu de Desporto (MED) e a sua fiabilidade enquanto instrumento de análise da complexidade actual do desporto da UE.

 

Ler o artigo completo.

Sobre o Modelo Europeu de Desporto, ver p.ex., O Modelo Europeu de Desporto – Documentos de Reflexão da Comissão Europeia, da Confederação do Desporto de Portugal, Modelo Europeu de Desporto, pelo Fórum Olímpico de Portugal, A centralidade das federações desportivas no modelo europeu de desporto e os efeitos nas políticas públicas e no moviomento olímpico, de José Manuel Constantino e Modelo Europeu de Desporto. A Alegoria do Oásis, de Luis Cassiano Neves.

A CDP obteve a declaração de Utilidade Pública

Sexta-feira, Dezembro 18th, 2009

Pelo Despacho nº 26996/2009, de 4 de Dezembro, do Primeiro-Ministro [publicado no DR de 16/12], foi declara a Utilidade Pública da Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

 

A Confederação do Desporto de Portugal, pessoa colectiva de direito privado n.º 503042579, com sede na freguesia de Algés, concelho de Oeiras, foi criada em 1993 e tem como fins promover o associativismo desportivo, as relações com os organismos congéneres de outros países, intervir na política desportiva nacional e participar nas orientações estratégicas desportivas em geral, como parceiro social, junto do Estado.

A Confederação do Desporto de Portugal assume-se como uma entidade de relevo no panorama desportivo nacional, representando um conjunto de 70 organizações de âmbito desportivo. Tem promovido a realização de congressos e de outras acções de natureza semelhante, como a formação, junto de agentes desportivos, as quais se constituem de relevante interesse para o desenvolvimento do desporto em todas as suas vertentes.

Destaca -se a participação activa da Confederação, em 2007, no debate sobre as alterações na orgânica desportiva resultantes da aprovação da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, tendo então promovido fóruns com participação significativa das federações filiadas nas iniciativas decorrentes da Presidência Portuguesa da União Europeia.

Por estes fundamentos, conforme exposto na informação final do processo administrativo n.º 58/UP/2008 instruído na Secretaria–Geral da Presidência do Conselho de Ministros, declaro-a pessoa colectiva de utilidade pública, nos termos do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, com a redacção dada pelo Decreto -Lei n.º 391/2007, de 13 de Dezembro.

4 de Dezembro de 2009. — O Primeiro-Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

 

Em Diário da República, 2ª série, nº 242, de 16 de Dezembro de 2009

Saber mais em CDP.

A propósito do karaté… onde se podem ler descrições de factos e comportamentos dignos de um “manual de más maneiras” de ser dirigente…

Quarta-feira, Novembro 25th, 2009

Armando Inocentes ex-director federativo e treinador de karaté resolveu escrever uma espécie de carta aberta aos praticantes daquela modalidade desportiva, que, como muitas outras, faz a sua travessia do deserto. Eis o seu testemunho, do qual apresento apenas os seguintes excertos.

 

A consumação de um facto

 

A Federação Nacional de Karaté-Portugal encontra-se desde a passada sexta-feira sem mais um elemento da Direcção e sem Director do Departamento de Formação.

Ao fim de um longo período de reflexão e de troca de opiniões com alguns elementos mais próximos da minha pessoa, acabei por assumir a minha demissão, consciente que a própria vida é formada por um conjunto de opções: umas são correctas, outras menos correctas… e outras são erradas, servindo o erro pura e simplesmente para ser rectificado e não se voltar a repetir.

Não é motivo relevante esta demissão porque não há pessoas insubstituíveis e porque não há trabalho que não possa ser melhorado e executado com maior eficácia e eficiência, logo com mais rentabilidade e melhores resultados.

(…)

Demiti-me principalmente em confronto com um modelo de gestão autocrático imprimido por uma única pessoa. Demiti-me principalmente por falta de informação que me era sistematicamente sonegada. Demiti-me principalmente por falta de acesso a certos conhecimentos. Demiti-me por discordar de muita coisa… Mas também me demiti consciente de erros cometidos por mim próprio, pois também tenho telhados de vidro…

Encontramo-nos num final de um ciclo de amadorismo do qual convém dar o salto. Uma Federação sem estruturas profissionalizadas não passará daquilo que tem eternamente sido: uma funcionária administrativa que sozinha não consegue dar vazão a todo o trabalho burocrático, um Presidente que procura estar sempre em todo o lado e dentro de todos assuntos deliberando por vezes coisas que não são da sua competência e não dando o respectivo espaço de manobra aos vários Departamentos e Directores que em vez de dirigirem, gerirem e organizarem, acabam por fazer todo o trabalho de sapa. Moral da história: escasseiam os meios humanos, fracassa a organização deteriora-se a realização.

Isto porque o final deste ciclo determina novos modelos de gestão: uma só federação por modalidade desportiva, delegados que representam uma única entidade, cada um só com um voto e proibição de votos por procuração ou por correspondência.

Ler o artigo completo no blogue karate-do.pt.

Os praticantes dos desportos de neve querem dirigir a sua federação

Sexta-feira, Outubro 30th, 2009

O ex-presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP), José António Pinho, criou este mês a Federação de Desportos de Neve de Portugal (FDNP), uma associação de âmbito nacional, também com sede na Covilhã.

«Decidimos avançar porque pensamos que não existe nenhuma federação com este conceito. Assenta não nos clubes, mas nos atletas. Os nossos estatutos estipulam que o poder de decisão está nos atletas, ao contrário das outras federações, dirigidas pelos clubes», disse José António Pinho, que em Março foi destituído da FDIP, a antiga Federação Portuguesa de Esqui, por alegado abuso de poder.

Pinho sempre rejeitou as acusações: «Fui destituído, porque me recusei a levar uma atleta, filha de um dirigente, a um festival olímpico, porque estava enferma. Eu não estava à venda, então arranjaram forma de fazer aquele assalto ao pode».

Entre os fundadores da nova federação, constituída a 7 de Outubro, está também João Martins, antigo presidente da Assembleia-Geral da FDIP.

A recentemente criada Federação de Desportos de Neve está vocacionada para três eixos prioritários: o projecto juvenil, a alta competição e aquilo a que chama desporto para todos. «Estamos virados não só para a competição, mas também para o lazer», disse José António Pinho.

Neste momento, de acordo com este dirigente, há já contactos com praticantes de vários pontos do país interessados em integrarem o projecto.

Embora a ideia seja englobar todos os desportos de neve, o esqui alpino, o esqui de fundo e o snowboard vão merecer especial atenção.

Questionado sobre a compatibilidade com a federação que dirigiu no passado, Pinho salienta que são dois projectos «com filosofias completamente opostas».

A FDIP tem em curso uma auditoria às contas, cujos resultados devem ser divulgados no próximo mês.

«Estou tranquilo quanto a isso. Além do meu trabalho, tenho lá 18 000 euros», realçou José António Pinho, que se queixa de nunca ter sido permitido apresentar a sua defesa.

Lido em O Jogo.

Vai ser interessante seguir a evolução desta nova Federação. As afirmações do autor deste projecto, José António Pinho

Decidimos avançar porque pensamos que não existe nenhuma federação com este conceito. Assenta não nos clubes, mas nos atletas. Os nossos estatutos estipulam que o poder de decisão está nos atletas, ao contrário das outras federações, dirigidas pelos clubes.

são muito interessantes - apresentam um conceito que rompe com a tradicional forma de estar no desporto de certos atletas que decidiram passar a dirigir a sua própria federação.

De facto, esta modalidade ou conjunto de disciplinas afins, é considerada individual, mas era dirigida pelos clubes.

Quais seriam os reflexos e as suas consequências no xadrez? Do meu ponto de vista talvez seja um exemplo a pensar (e a seguir?).

Há que reflectir no rumo que se pretende para o xadrez sem excluir quaisquer ideias por mais adversas que se apresentem no quadro actual do nosso dirigismo.

Subscritores do Manifesto pela Ética Desportiva

Quinta-feira, Outubro 29th, 2009

Destacam-se entre os subscritores desta Manifesto os seguintes dirigentes desportivos e autarcas ligados ao desporto:

Amadeu Portilha, Vereador do Desporto da Câm. Municipal Guimarães; Fernando Correia Monteiro, Presidente da Ass. Basquetebol Braga; João Salgado, Presidente da Federação Nacional de Karaté; José Joaquim Pita Guerreiro, Governador Civil de Viana do Castelo; José Luís Moreira Ferreira, Presidente da Federação de Triatlo de Portugal; Luís André Silva e Couto, Presidente da Fed. Académica do Desporto Universitário; Rui Pereira, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Esposende; Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol; Comandante Vicente de Moura, Presidente do Comité Olímpico de Portugal

Para o xadrez, os interessados podem consultar com muito proveito o Código de Ética da FIDE (FIDE Code of Ethics.

Realiza-se hoje, no Casino Estoril, a Gala do Desporto 2009

Quinta-feira, Outubro 29th, 2009

Realiza-se hoje, a partir das 19.30h, no Casino Estoril, a Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal, evento onde vão ser conhecidos os desportistas do ano eleitos pelo público através de votação online.

Todos os grandes campeões portugueses estão, portanto, ainda a ser escolhidos, num processo de selecção que só termina hoje.  Ver Programa da 14ª Gala do Desporto.

O Prémio Desportista do Ano distingue os melhores da época desportiva 2008-2009 nas categorias de jovem promessa, equipa, treinador, atleta feminino e atleta masculino. Este ano, estão em competição atletas e representantes de 13 federações que obtiveram relevantes resultados em competições internacionais. Este número reflecte o aumento da diversidade e a melhoria qualitativa registada pelo desporto português.

Os dirigentes, técnicos ou praticantes indicados pelas federações recebem, por sua vez, o Prémio Mérito Desportivo, que premeia uma carreira de acordo com o tema da Gala. Este ano, a CDP escolheu para tema “Acreditar na Formação”. Assim, também o Troféu Alto Prestígio CDP, a mais alta distinção a entregar na Gala do Desporto, irá galardoar formadores e educadores com currículos exemplares.

Mais informações no sítio oficial da CDP.

«Morte anunciada» da informação sobre algumas modalidades desportivas

Terça-feira, Outubro 27th, 2009

Jenny Candeias escreveu no diário desportivo A Bola [23/10], um artigo de opinião onde se questiona, a propósito da participação de um ginasta português num mundial da modalidade, do interesse dos órgãos de comunicação social sobre a prestação desportiva dos nossos atletas e se a informação sobre muitas das modalidades não estará já a morrer.

 

Ainda no rescaldo da alegria de ver Manuel Campos competir entre a elite do Mundial de ginástica artística, vi na televisão, e de fugida, que um investigador previu que os jornais teriam o seu fim dentro de dez anos. Já Juan Luís Cebrián e Philip Meyer vaticinaram tal morte em períodos mais ou menos alargados. Quem somos nós para os contradizer.

Ignoro se a imprensa desportiva que, em Portugal, tem características específicas está incluída nas mesmas previsões. Muitos são os desportos que nela – para não falar nos jornais pluralistas – há muito «morreram» ou nem chegam a ter vida. Ora se de acordo com os investigadores, as grandes vias noticiosas virão a ser exclusivamente a televisão, telemóveis, computadores e afins, mal estarão os nossos melhores atletas se não subirem a pódios mundiais e europeus ou se não forem jogadores de futebol. Porque estes e só estes serão, como já são, objecto do noticiário nacional.

Na bancada do 02 Arena de Londres bem esmiucei (está na moda o termo) na Net e em vários sítios, alguma informação sobre Manuel Campos. Com a excepção de A Bola – e bem procuradinho!… – nada encontrei. Soube, igualmente, que na televisão ele não foi visto em directo nem sequer quando das finais em que participou. Pudera! É que há finalistas mais finalistas do que outros, até para os nossos média. Aqueles ginastas estavam divididos em quatro subgrupos, de acordo com os totais alcançados na qualificação. O nosso representante pertencia ao terceiro e à TV (internacional? Nacional?) apenas interessaria o primeiro. Ou seja, para a RTP ou outros canais – ignoro – mesmo estando um português a disputar a final, não havia interesse em vê-lo a competir. Talvez em diferido. E mesmo assim…

Por isto, pergunto-me se a informação acerca de muitos desportos não estará já a morrer e não apenas nos jornais. Se é que ela não é um nado-morto. Num processo bem engendrado de globalização, mas no pior entendimento desta, fazem-nos assistir aos feitos de atletas de outros países e escondem-nos – para o melhor e para o pior – o que se passa com os nossos.

Manifesto JOGO LIMPO – pelo combate ao doping na defesa da ética desportiva

Sábado, Outubro 24th, 2009

A Associação de Ciclismo do Minho (ACM) lançou hoje o manifesto jogo limpo, para promover o combate ao doping, com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo, em Santarém.

«Sentimos que é uma necessidade muito urgente de explicar ao país que há gente muito séria no ciclismo português e essa gente séria não merece, nem pode, continuar a ser prejudicada por aqueles que violando, flagrantemente, a ética desportiva têm posto em causa o seu trabalho», frisou o presidente da ACM, José Luís Ribeiro.

Apelando à subscrição do “manifesto” de «apenas quem se reveja nele e na defesa da ética desportiva no seu quotidiano», o dirigente associativo realçando que «deploravelmente, o jogo sujo tem ferido a essência do desporto, originando uma imensa descrença que mina flagrantemente a continuidade do sistema desportivo e pondo em perigo a saúde pública».

IDP intimado pelo Tribunal de Sintra a apresentar parecers e decisões

Quinta-feira, Outubro 22nd, 2009

IDPO Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra intimou ontem o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e a Câmara de Oeiras para, no prazo de cinco dias, apresentar todos os pareceres e decisões sobre o projecto do campo de golfe em construção no complexo desportivo do Jamor.

O campo de nove lugares [?] resulta de uma parceria entre o IDP e a Federação Portuguesa de Golfe (FPG), mas está suspenso desde meados de Junho na sequência de uma providência cautelar interposta por um grupo de utentes que contesta a legalidade do projecto. (…)

O IDP foi intimado a fornecer os estudos sobre a exploração dos recursos hídricos no Jamor e o juíz quer ver as actas do livro de obra na posse da Vibeiras, líder do consórcio da obra, que inclui a Mota-Engil. Nesses registos haverá alterações ao projecto feitas já durante o processo judicial.

Lido no Diário de Notícias.

Apresentação da Gala do Desporto em 6 de Outubro no Casino Lisboa

Domingo, Outubro 4th, 2009

O Momento Público de apresentação da Gala do Desporto realiza-se na próxima 3ª feira, dia 6 de Outubro, no Casino de Lisboa, no Parque das Nações, a partir das 15 horas.

Com a presença de anteriores premiados e alguns dos candidatos aos prémios da época 2008-2009, vão ser divulgadas as listas dos cinco desportistas escolhidos para as categorias de melhor atleta masculino, melhor atleta feminino, melhor treinador, melhor equipa e melhor jovem promessa do prémio “Desportistas do Ano”. Esta pré-selecção foi feita por um júri de reconhecidas personalidades desportivas convidadas pela CDP.

In Newsletter da CDP

Os nomeados pela Direcção da FPX para a Gala da Confederação do Desporto de Portugal

Sábado, Setembro 26th, 2009

Com já aqui referi a edição deste ano da Gala do Desporto da CDP vai ser subordinada ao tema Acreditar na Formação, com o propósito de homenagear os educadores e formadores que estão na base de toda a actividade desportiva.

O tema da Gala do Desporto irá, portanto, determinar a indicação de cada elemento escolhido pelas federações para ser distinguido com o prémio Mérito Desportivo – Personalidade do Ano.

A Gala, a exemplo dos anos anteriores, vai decorrer no Casino Estoril, no dia 29 de Outubro de 2009.

De acordo com a informação divulgação no seu sítio [Comunicado 6/2009], a FPX  apresentou, nas diversas categorias, os seguintes nomeados:

“Mérito Desportivo CDP”

 PERSONALIDADE DO ANO – JORGE ATAÍDE COELHO ANTÃO

“Atleta Feminino do Ano”– ANA FILIPA BAPTISTA

“Atleta Masculino do Ano” – RUBEN PEREIRA

  “Jovem Promessa do Ano” – JORGE VITERBO

  “Equipa do Ano” – ACADEMIA DE XADREZ DE GAIA

  “Treinador do Ano” – DINIS FURTADO

Regime jurídico das federações desportivas: uma polémica para durar

Sexta-feira, Setembro 18th, 2009

Rui Marques Simões escreveu no Diário de Notícias de hoje o seguinte artigo sobre uma espécie de balnaço desportivo da actuação do Governo quanto ao desporto, e, em especial do Dr. Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

O Governo resume os últimos quatro anos, a nível de desporto, em três pontos fortes: desporto escolar, avanço legislativo e centros de alto rendimento. Mas a última legislatura ficou marcada por uma polémica que promete continuar a fazer correr tinta para lá das eleições: o Regime Jurídico das Federações Desportivas.

Em declarações ao DN, o secretário de Estado da Juventude e Desporto destacou o “esforço no desporto escolar” e a criação dos centros de alto rendimento (ver textos nestas páginas) como dois os marcos da legislatura. Mas salientou também o «vasto conjunto de legislação criado para solidificar o funcionamento» do desporto em Portugal. Um dos exemplos dessa legislação é o Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD), que veio harmonizar os estatutos das associações representativas das diversas modalidades, dando maior representatividade a atletas e treinadores e impondo a limitação de mandatos nos órgãos federativos.

O novo documento foi muito contestado no seio de algumas federações. Futebol e vela ainda não alteraram os estatutos para permitir a adopção do RJFD e arriscam uma punição dura do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), que pode até passar pela retirada do estatuto de utilidade pública. «Os serviços jurídicos do IDP abriram inquéritos às duas federações em falta e, com certeza, haverá sanções», admite Laurentino Dias.

Mas porque correu mal na aplicação do regime jurídico? «Porque as federações estavam paradas no tempo e tiveram dificuldades em adaptar-se à reforma», diz o secretário de Estado.

O futebol esteve no centro da polémica, com os novos estatutos (adaptados ao RJFD) a serem rejeitados em assembleia geral (apenas tiveram os votos a favor da Liga, associação de Aveiro e sindicatos de jogadores e treinadores). O líder da Associação de Futebol de Braga, Carlos Coutada, foi um dos que votaram contra e justifica-se com a “perda de democracia” com o novo regime (ver texto ao lado).

Mas Laurentino Dias alega, precisamente, os ganhos democráticos com o novo regime. «O desporto precisa de evoluir e, cada vez mais, tem de ter em conta todos os seus actores: clubes, atletas, treinadores», esclarece. Com a nova legislação, as associações perdem poder de voto. E «ninguém tem a hegemonia da decisão; os atletas, técnicos, árbitros são chamados a pronunciar-se e não fica tudo nas mãos de três dirigentes», replica.

Depois, o governante conclui que, com a nova Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto e o Regime Jurídico das Federações Desportivas – como com outras legislações harmonizadoras aprovadas nos últimos quatro anos – «o desporto pôde, enfim, evoluir».

Ainda assim, o novo regime deve continuar a dar que falar. Falta saber a conclusão e eventual castigo a decidir pelos serviços jurídicos do IDP. E Laurentino Dias não adianta qualquer prazo para que isso aconteça.

Se as associações distritais de futebol não gostaram da intervenção do Governo no novo RJFD, a verdade é que houve outros momentos em que foi pedida uma acção governamental no “reino da bola”.

Devido aos sucessivos escândalos de arbitragem e aos cada vez mais frequentes casos de salários em atraso, clubes e sindicato de jogadores pediram a intervenção do Governo. De qualquer forma, Laurentino Dias nunca se quis imiscuir.

«O papel do Governo não é o de intervir semanalmente, diariamente, casuisticamente nas questões que têm a ver com a vida de todos os dias do futebol», tinha afirmado o governante, após as polémicas da final da Taça da Liga.

Reconhecendo que «nunca fingiu, nem fingirá que nada se passa», Laurentino Dias preferiu chutar a questão para canto: «Quando há matérias que não são da minha competência não devo falar».

Equipamentos Desportivos em Odivelas

Quinta-feira, Setembro 17th, 2009

Pode ler-se no VOLUME 4.2 CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO – ESTRUTURA E FUNÇÕES SOCIAIS do PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE ODIVELAS, o seguinte:

2.2 EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS

As alterações sociais dos últimos tempos (crescimento demográfico, aumento do nível de escolaridade e de qualidade de vida das populações, etc.) têm-se reflectido num aumento da procura da prática desportiva e da diversificação das modalidades desportivas, pelo que o desporto ocupa hoje um papel crucial na organização das sociedades.

Em relação ao conjunto dos equipamentos desportivos, em Odivelas sobressaem os pequenos campos de jogos (47%) e as salas de desporto (31%), grande parte dos quais pertencentes a instalações escolares.

Por outro lado, os espaços para a prática desportiva informal têm um peso reduzido (7,3%), o que demonstra a sua fraca relevância, “(…) apesar de constituírem uma exigência dos novos tempos” (CMO/DD, 2008, p.31).

Quadro 2 – Equipamentos desportivos em Odivelas

EQUIPAMENTOS DE DESPORTO, POR TIPOLOGIA (N.º) (%)

  • Grandes campos de jogos                              9             4,7
  • Pequenos campos de jogos                          90          46,6
  • Pavilhões                                                               9            4,7
  • Salas de desporto                                            60           31,1
  • Piscinas                                                                  5             2,6
  • Pistas de atletismo                                             5             2,6
  • Espaços de desporto informal                    14            7,3
  • Outros                                                                      1             0,5

De uma forma geral, podemos afirmar que a oferta de equipamentos desportivos em Odivelas é reduzida e pouco diversificada, pelo que, no âmbito da Carta dos Equipamentos Desportivos do Concelho de Odivelas, se propõem as seguintes intervenções (pp. 31-32):

  • Ao nível do desporto formal, a “necessidade de aumentar e diversificar a oferta de equipamentos, de modo a responder à procura crescente por parte do associativismo”;
  • Ao nível do desporto informal, “é importante apostar num processo de construção de uma imagem para a cidade”.

Retirado de PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE ODIVELAS, VOLUME 4.2 CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO – ESTRUTURA E FUNÇÕES SOCIAIS

Documento disponível em PDM de Odivelas –  Extras – anexos. (Ver pdf)

Entretanto, a CM Odivelas, após aprovar em sessão camarária, na passada 4ª feira, 9/9, Carta Desportiva do Concelho de Odivelas – Relatório Final, reuniu-se ontem com os clubes desportivos do concelho para dar a conhecer a Carta Desportiva que, no entanto, não se encontra disponível no sítio oficial da CMO.

Gala do Desporto 2009 destaca importância da formação

Quinta-feira, Setembro 17th, 2009

A edição deste ano da Gala do Desporto da CDP vai ser subordinada ao tema “Acreditar na Formação”, com o propósito de homenagear os educadores e formadores que estão na base de toda a actividade desportiva.

O tema da Gala do Desporto irá, portanto, determinar a indicação de cada elemento escolhido pelas federações para ser distinguido com o prémio “Mérito Desportivo – Personalidade do Ano”.

Como nas últimas edições, a Gala do Desporto terá como grande palco e ponto de encontro dos desportistas portugueses o Casino Estoril, no dia 29 de Outubro.

Informação CDP.

«Perdemos um amigo» – o testemunho de Carlos Baptista

Sexta-feira, Setembro 11th, 2009

António Manuel Mamede Diogo (13 Dez 1957 - 06 Set 2009)

«Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós»

Antoine de Saint-Exupéry

Perdemos o que há de mais difícil fazer: um amigo. Vem depois do sangue e do amor. Com um amigo vive-se com palavra ou silêncio. Perto ou à distância. Com o coração e o pensamento. Quem teve o prazer de conviver com o António Mamede Diogo durante muitos anos sabe disso.

No xadrez, António Diogo tinha a sua paixão, onde criou um estilo e deixou marcas. Sem vaidade, mania, arrogância ou presunção.

Com desportivismo e cordialidade jogou xadrez desde muito novo na equipa da Casa do Povo do Bombarral.

Em 2006, fundou a secção de xadrez da AEFCR Penichense, que seguramente vai continuar a sua obra. Sonho difícil, está bom de ver.

Para além de ser um dos melhores jogadores de xadrez do Distrito de Leiria, a sua verdadeira inclinação era do homem que gostava de “pôr a malta a jogar xadrez”. Tinha a ambição máxima de ensinar os mais jovens. Ensinar a pensar. O que com êxito conseguiu.

Em conjunto fizemos planos. Considerávamo-­lo um grande desportista.

Era bom falar sobre xadrez com o Diogo. Profundo conhecedor e estudioso da modalidade, juntamente com outros xadrezistas do Distrito de Leiria, jogou torneios a nível nacional e internacional. Muito bem informado, ajudava-nos a perceber muitas coisas do mundo do xadrez e da arbitragem, tema a que também se dedicou nos últimos anos.

Jogava xadrez de igual para igual com qualquer um, e só a doença, numa luta desigual, lhe deu o último xeque–mate da sua vida.

São estes momentos que recordaremos para sempre.

Carlos Baptista (Secretário da Mesa da Ass Geral da AX Leiria)Morreu­-nos um amigo. Um homem bom.

Carlos Manuel Maximiano Baptista

11 de Setembro de 2009

Candidatos a Desportistas do Ano a indicar até 10 de Setembro pelas federações desportivas

Quarta-feira, Setembro 9th, 2009

A indicação pelas federações dos seus candidatos aos prémios Desportistas do Ano, a atribuir durante a Gala do Desporto da CDP, tem este ano o prazo limite previsto para 10 de Setembro.

Os prémios Desportistas do Ano distinguem anualmente as prestações desportivas de atletas masculinos e femininos, treinador, equipa e jovem promessa relativas à época transacta, neste caso, a de 2008-2009.

Numa primeira fase, as federações indicam à CDP as suas escolhas para as diferentes categorias. Segue-se uma pré-selecção, através de correio electrónico, feita por um júri constituído por figuras relevantes relacionadas com a actividade desportiva, que determina os cinco elementos de cada categoria a submeter à escolha final do público, a efectuar por votação online.

Esta votação começa a 6 de Outubro e termina no dia da Gala do Desporto, 29 de Outubro, sendo os resultados conhecidos no decorrer do evento, no Casino Estoril.

Newsletter da Confederação do Desporto de Portugal.

A prática e o apoio municipal ao desporto em 2005

Sexta-feira, Agosto 21st, 2009

Federações desportivas demasiado dependentes do Estado

Quinta-feira, Agosto 13th, 2009

O jornalista Hugo Daniel Sousa escreveu no Público de hoje um artigo em que comenta a incapacidade das federações desportivas de subsistirem sem os financiamentos estatais ainda que algumas delas tenham igualmente financiamentos privados, por via de patrocínios e outros apoios.

As federações desportivas “excessivamente” dependentes do financiamento do Estado. Esta é a opinião de Laurentino Dias, Secretário de Estado da juventude e do Desporto. Entre 1996 e 2008, o Estado entregou 467 milhões de euros às federações. Actualmente foram sempre entregues valores superiores a 30 milhões e este ano o montante subirá para quase 40 milhões, adianta Laurentino Dias.

«O desporto está, na esmagadora maioria, totalmente dependente do financiamento público», argumenta o Secretário de Estado. Acrescentando que esta situação tem que ser alterada. «Acho que tem de mudar, embora não tenham sido viáveis mudanças nestes últimos anos. Primeiro, porque o financiamento ao desporto era altamente deficitário. Por outro lado, neste ano, algumas federações que já tinham iniciado o processo de busca de meios financeiros no privado têm tido enormes dificuldades», explica Laurentino Dias, referindo-se à crise económica.

As federações são um dos principais destinos de financiamento do desporto na Europa. Segundo o relatório elaborado para a Presidência francesa da União Europeia, em média, 26 % do orçamento dos ministérios responsáveis pela tutela do desporto em 2005 foram entregues a estas instituições, à frente das infra-estruturas (22 %), do apoio específico à alta competição (15 %), das verbas entregues a clubes e outras organizações desportivas (10 %) e do apoio a eventos (4 %).

Como exemplos no caso português, o relatório europeu cita os casos das federações de atletismo e de futebol, cujos orçamentos dependeram em 2005, respectivamente, 59,5 % e 60,3 % do apoio estatal, apesar de serem das modalidades que mais apoios privados obtêm.

Uma das vias para diminuir esta dependência é, segundo Laurentino Dias, o recurso às câmaras municipais. «Na prática estão quase terminados os esforços de construção de instalações e equipamentos desportivos no país. Aquilo que foi o grande financiamento das autarquias até agora pode ser dirigido para financiar a actividade desportiva e já não as instalações», explica o responsável pela pasta do Desporto em Portugal. «O outro caminho é apostar na área do patrocínio, do apoio, que é um parceiro presente em todo o desporto europeu e mundial».

Estatísticas do desporto em Portugal

Quinta-feira, Agosto 13th, 2009

Em 1996, pouco mais de 260 mil portugueses estavam inscritos em federações desportivas. Doze anos depois, o número quase duplicou e atinge agora os 492 mil. Este é um dos dados mais significativos das estatísticas que o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) apresentou hoje no Jamor e a que o PÚBLICO teve acesso.

Esta quase duplicação, que significa que actualmente 4,63 por cento dos portugueses praticam formalmente desporto, é a boa notícia. A má é que Portugal continua longe do topo da Europa. Um relatório elaborado para a Presidência francesa da União Europeia (UE) no final do ano passado, a cuja versão preliminar o PÚBLICO também teve acesso, demonstra que apenas cinco países da UE (ainda a 25) tinham taxas de praticantes inferiores à portuguesa em 2005: Lituânia (2,7 por cento), Hungria (2,2), Bulgária (1,1), Roménia (1) e Polónia (0,3).(…)

Ouvido pelo PÚBLICO, Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, reconhece que há «um grande potencial de crescimento» em Portugal, sublinhando a importância de captar as crianças e jovens. «O problema de Portugal é a falta de hábitos desportivos da população. E esses hábitos criam-se nas primeiras idades», defende Laurentino Dias, argumentando que esse problema se resolve com medidas como a introdução da prática desportiva nas escolas, como aconteceu «no primeiro ciclo do ensino básico, em que 333 mil crianças tiveram actividade física desportiva».
O governante espera que Portugal venha a colher, a “médio e longo prazo”, frutos de medidas como esta, de forma a poder aproximar-se do topo da Europa.

Laurentino Dias, por outro lado, defende que há uma «recuperação face à média europeia», graças ao crescimento da última década, e apresenta algumas explicações. «A primeira razão é que, em 12 anos, aumentou muito o número de instalações desportivas disponíveis. Em quatro anos, abrimos 545.000 m2 de área desportiva e fez-se muito mais ao longo desses últimos 12. A segunda razão é que há um conjunto de novas modalidades, como surf, triatlo, orientação, canoagem e remo, que cresceram muito e há 12 anos quase não tinham expressão».

O estudo que será hoje apresentado demonstra ainda que a prática desportiva está ainda muito concentrada no género masculino. Dos 491.564 atletas federados em 2008, 77 por cento eram homens e apenas 23 mulheres. O número de atletas femininas, no entanto, tem crescido mais depressa. Em 1996, as mulheres representavam apenas 15 por cento dos praticantes.

Futebol domina

Outro ponto relevante nas estatísticas recolhidas pelo IDP é o facto de haver uma quebra da percentagem de praticantes nas idades de juniores (17, 18 anos), o que é explicado por Laurentino Dias como uma consequência do facto de os clubes «diminuírem o número de equipas nos juniores e seniores».

Todos estes dados vão ser editados em livro em Setembro, incluindo também as estatísticas dos praticantes por modalidades. Os dados provisórios de 2008 – relativos a todas as federações com utilidade pública desportiva, incluindo instituições que habitualmente não são associadas a desporto de alta competição, como a federação de campismo e montanhismo ou a federação de columbofilia – mostram que o futebol lidera de forma destacada. É a única modalidade que supera os 100 mil praticantes, com 141.958 atletas inscritos (incluindo o futesal). A segunda maior é o voleibol e a terceira o campismo e montanhismo, federação que junta actividades campistas com desportos como alpinismo e escalada.

A quantidade, no entanto, não é sinónimo de qualidade. Várias das modalidades em que Portugal tem assegurado o apuramento olímpico estão fora do top-20, como é o caso dos trampolins (3679 atletas federados), ténis de mesa (3142), taekwondo (3074), vela (2887), canoagem (2223), remo (1633), badminton (1301), triatlo (972), esgrima (670) e tiro com arco (294).

Ver a infografia das Estaísticas de Desporto em Portugal.

[O Xadrez segue em 20º com 4081 praticantes, segundo dados de 2008]

Lido no Público.

Câmara Municipal da Moita atribui apoio financeiro ao Clube de Xadrez da Moita

Sábado, Agosto 8th, 2009

A Câmara Municipal da Moita informa que

Na sua última reunião, a Câmara Municipal da Moita aprovou a atribuição de um apoio financeiro, no valor de 500 euros, ao Clube de Xadrez da Moita.
Esta verba destina-se a apoiar a participação do clube no Campeonato Nacional da 2ª e 1ª Divisão de Xadrez que se vai realizar nos dias 8 e 9 de Agosto, em Vila Nova de Gaia.

Ver a notícia no sítio da Câmara Municipal da Moita.

A 60 dias das Eleições Autárquicas os euros aparecem das árvores, dos cofres, etc… à procura de votos.