Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

«Eleições FIDE: O Curioso Caso dos Membros Honorários» por GM Giovanni Vescovi

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O grade mestre brasileiro Giovanni Vescovi escreveu no seu blogue o texto com o título Eleições FIDE: O Curioso Caso do Membros Honorários, o qual me permito divulgar em Ala de Rei.

Brasil, Argentina, México e Chile fazem declaração duvidosa

Atendendo ao interesse dos internautas, voltamos a cobrir o tema das eleições na FIDE, o que costuma gerar um debate interessante.

O site da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) publicou sua agenda para as reuniões da Assembleia Geral a ser realizada durante a Olimpíada de Xadrez, que por sua vez será disputada entre os dias 20 de Setembro e 04 de Outubro de 2010, na distante Khanty Mansyisk, uma cidade na Sibéria, Rússia.

Juntamente com essa agenda, publicou também a documentação que será analisada, bem como as cartas de nomeação dos candidatos. É o Anexo 5 (o link é pesado, demora um pouco) para quem tiver a curiosidade de dar uma olhadela e entender um pouco essa dinâmica do processo eleitoral. Também será possível inferir sobre os temas que estarão sendo discutidos no Tribunal de Arbitragem para o Esporte em Lausanne, Suíça.

Um dos pontos dessa documentação que chama a atenção é a curiosa nomeação dos candidatos Kirsan Ilyumzhinov e Beatriz Marinello, respectivamente aos cargos de Presidente e Vice-Presidente na mesma chapa. O atual Presidente da FIDE está recebendo as nomeações das federações da Argentina e do México na qualidade de “membro honorário” dessas federações.

Da mesma forma, as federações do Chile e do Brasil resolveram indicar a WIM Beatriz Marinello sob o mesmo argumento, de que ela é “membro honorário” dessas federações. É certamente difícil analisar os casos de outros países, mas tendo em vista essa estranha declaração uníssona desses países, acho que o título deste post é adequado: o Curioso Caso dos Membros Honorários.

Argentina

Na Argentina nossos hermanos já se insurgiram contra a FADA (Federação Argentina de Xadrez) que recentemente recebeu uma dolorosa intervenção judicial. Chega uma hora em que as pessoas se cansam de abusos e resolvem se mexer. A nomeação inventiva de Kirsan foi mais uma das peripécias do Presidente da FADA, Sr. Nicolas Barrera. Dessa vez, parece que não sairá impune. Os principais jornais argentinos estão cobrindo o assunto, e em seus trabalhos investigativos já descobriram que não há qualquer documento que comprove essa ligação de Kirsan com o xadrez argentino.


Brasil

A carta da CBX à FIDE contendo a indicação de Beatriz Marinello foi assinada pelo Vice Presidente para Assuntos Exteriores, GM Darcy Lima. Sem data e local, e escrita em inglês ao invés de nosso idioma oficial, a carta declara que: “Beatriz Marinello é um membro honorário de nossa Confederação desde 2002, em razão de sua posição na FIDE Américas e seu excelente trabalho no campo do xadrez escolar.”

Beatriz Marinello é uma WIM chilena, que vive nos EUA há mais de vinte anos. Neste ano de 2010 disputou a Final do Campeonato Feminino dos EUA. Foi Presidente da USCF entre 2003 e 2007. E eu nunca a vi no Brasil. Melhor dito, eu a vi, sim: este ano durante o Panamericano da Juventude.

Baetriz Marinello 2010 © chessbase

Segundo o artigo 83 do seu Estatuto, a CBX pode conceder o título de membro honorário “àquele que se faça credor desta homenagem por serviços de monta prestados ao desporto nacional”. A concessão deste título é competência da Assembleia Geral, mediante proposta fundamentada da Diretoria.

Ou seja, se ela tivesse recebido esse título, deveria haver algum documento comprobatório, como uma ata registrada em cartório. Além do mais, qual o serviço de monta que ela teria prestado ao xadrez brasileiro? Ter uma posição na FIDE América não justifica, muito menos o seu “excelente trabalho no xadrez escolar”. Se esse trabalho realmente existiu, não foi no Brasil.

Outra pergunta que fica no ar é: por que a CBX resolve indicar uma chilena que sequer esteve em nosso país nos últimos cinco anos? Normalmente se espera que os nacionais sejam prestigiados. Realmente não dá para entender porque o Brasil fez a tal indicação.

Lido em espnbrasil.terra.com.br/giovannivescovi.

Arte e Xadrez de mãos dadas em Curitiba – o presidente da Câmara de Santarém bem podia copiar e fazer regressar o xadrez à capital de distrito

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A Galeria Júlio Moreira, conhecida por abrigar o TeatroUniversitário de Curitiba (TUC), transforma-se a partir do próximo domingo (29) em um novo complexo cultural com a inauguração do Espaço da Arte Urbana e da nova sede do Clube de Xadrez Erbo Stenzel. A inauguração será às 11h, com a abertura da primeira intervenção no Espaço da Arte Urbana, feita pelo artista Olho Wodzynski e com uma simultânea de xadrez com os enxadristas Ernani Choma e Bolívar Gonzalez no Clube Erbo Stenzel.

A Galeria Júlio Moreira foi incluída, em 2007, no Plano de Revitalização dos Espaços Culturais da Prefeitura de Curitiba, implantado em 2005 e que já garantiu a renovação de mais de 25 espaços culturais da cidade.

O TUC foi a primeira unidade da Galeria a ser recuperada pelo programa de revitalização. O teatro passou a funcionar como espaço multiuso, dando atenção especial às apresentações de bandas de garagem, formadas por grupos musicais que integram a chamada arte urbana, segmento que inclui manifestações como grafite, street dance, entre outras. O Espaço da Arte Urbana e o Clube de Xadrez ocupam as salas que antes eram utilizadas como lojas comerciais.

O artigo continua em Jornale.

O Dr. Moita Flores (e outros presidentes de Câmaras municipais do nosso país, por exemplo, Almada) bem podia copiar este bom exemplo que vem do Brasil e fazer regressar o xadrez à capital do distrito donde foi “expulso” há alguns anos atrás, quando alguns clubes foram mandados sair da Pavilhão do Inatel. Imagine-se um organismo de cultura, lazer e desporto a enxotar o desporto da capital de distrito para a periferia.

Ao que sei a responsabilidade da situação terá pertencido a um amigo do futebol - ex-árbitro.  Alguém duvida?

«Alô! Alô! Planeta Terra! Há vida aí? Preciso de alguém inteligente que de preferência saiba jogar xadrez» pergunta Pongo, o orangotandgo, ao autor do blogue ‘o cágado xadrez’

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Não sei se alguma vez se cruzaram com o blogue O cágado xadrez. Pois digo-vos não sabem o que perdem. Apesar do seu título não é sobre xadrez, ou dito de outra maneira, é sobre um xadrez muito especial – não aquele que imita a vida como no título da obra de Kasparov – mas a própria vida. É de uma fina ironia, estou a imaginar o seu autor, que assina romacof, a escrever sobre xadrez. Como deveria ser deliciosa a sua prosa.

O autor que me desculpe mas este post é imperdível. Chama-se ele Aviso aos eventuais leitores!


Enquanto durar o período de retrocesso, também denominado Estado de Censura, envolvendo os comentários de cunho humorístico aos políticos, este blog optará por veicular apenas notícias reais. Pede-se aos leitores que não riam. Quem quiser rir não leia as matérias aqui postadas e assista aos horários eleitorais que a mídia nos oferece diária e gratuitamente. Quem não gostar deste método já marqueteirizado pode acompanhar os políticos diretamente em suas campanhas. Nelas eles costumam dar inúmeros atestados hilários de sua falta de cultura e despreparo para os cargos que pleiteiam. Lá vocês podem rir a vontade, embora o assunto seja de chorar.


Leiam os excelente textos. Para vos despertar curiosidade e o interesse de uma visita, permito-me transcrever, como introdução do que podem encontrar n’O cágado xadrez, em especial, o diálogo entre o autor e o residente habitual do zoo municipal, o simpático Pongo, que sendo um orangotango tem mais humanidade do que muito humano que conheço. (Lembram-se do livro Bichos de Miguel Torga?).

“Vamos dar mais alguns exemplos de coisas óbvias.” Continuou Pongo. “Não coma cocô! Não durma dentro da boca de um leão! Pular de um penhasco… não seria um ato inteligente sem os recursos adequados! pois parece que as asas não são geradas espontaneamente. Claro que todos os indivíduos estavam livres para fazer qualquer experimentação que comprovasse se estas regras, ditas de forma tão despretensiosa, eram realmente confiáveis, ou não. É assim que nasceu e se desenvolveu a ciência. Alguém deve ter sugerido que antes de pular de um penhasco o proto-cientista comesse merda. Este passo, embora indigesto e nojento, teria menor chance de extinguir a espécie de vocês já nas primeiras experiências. Mas foi, é, e sempre será necessário, tentar, comparar, discordar, discutir, criar modelos, teorizar, concluir, e estabelecer as regras. Qualquer coisa diferente disto transformaria esta bagunça que é o viver com um semelhante (tão dessemelhante) num caos. Aos poucos vocês foram evoluindo nos acordos. As leis físicas deviam ser comuns. Cair é para baixo. Subir é para cima, e assim por diante. Conforme o manual foi ficando mais complexo entraram as leis da cinemática, da termodinâmica, alguém falou em entropia, em física quântica, relatividade, teoria das cordas, quarks, e por aí vai. Você joga xadrez?” Por um momento a pergunta não pareceu ser dirigida a mim e eu demorei a encaixá-la no contexto. Pongo aproveitou a deixa para se divertir as minhas custas: “Alô! Alô! Planeta Terra! Há vida aí? Preciso de alguém inteligente que de preferência saiba jogar xadrez?”

“Ah! Sim! Estava atento no que você estava dizendo e a pergunta me pegou de surpresa. Sei sim jogar xadrez!” Respondi.

“Se o meu papo está lhe dando sono podemos deixar isto pra lá…” Disse Pongo.

“De forma alguma! Continue! Já lhe disse. Você deu uma guinada muito brusca e eu não percebi. Perdoe-me se pareceu desatenção.” Contemporizei pois sabia que isto deixava Pongo nitidamente envaidecido.

“Eu dizia…”, continuou ele, “… que regras comuns a todos permitem uma comunicação sem questionamentos. Mais ou menos como as regras de xadrez. Você pode sentar, neste exato momento, com um japonês que nunca viu mais gordo em sua vida, na frente de um tabuleiro de xadrez, sem que vocês saibam dizer nenhuma palavra na língua um do outro, ou numa língua qualquer de conhecimento comum, para jogar uma partida de xadrez. E esta partida pode ser jogada de forma absolutamente correta e sem desavenças. Simplesmente porque as regras são planetárias. E ponto. Quando o manual destas coisas inquestionáveis estiver pronto, e infelizmente ainda não está, vocês já podem dar o próximo passo.”


Continua em O cágado xadrez.

Xadrez e Música – Testes de cena da curta metragem “O Duelo”

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Curta-metragem “O Duelo”


Teste de vídeo de movimentos de Xadrez de acordo com a música. Corresponde a trechos do início do roteiro do curta-metragem O Duelo, escrito por Maurício Antunes Oliveira. Roteiro registrado na Biblioteca Nacional.

Por ser apenas um teste, foi filmado sem iluminação e cenários apropriados, e sem atores profissionais nem continuidade real.

Música: No Hall do Rei da Montanha, de Edvard Grieg.

Maurício Pinguim no canal Vimeo.

O génio do xadrez brasileiro e mundial Henrique Mecking tem biografia de Paola Gentile (Callis Editora)

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Prezado Prof. Gérson:

A Callis Editora vai fazer o lançamento do livro “Mequinho”, da Coleção “Pequenos Craques”, escrito pela escritora Paola Gentile, no dia 21/8/2010, em São Paulo-SP, na Bienal 2010, estande i50 .

A escritora Paola entrevistou várias pessoas que foram minhas amigas na minha infância.

A Ciranda Cultural Editora vai fazer em breve o lançamento do livro, de minha autoria, sobre Minhas Melhores Partidas; a data do lançamento deste livro ainda não foi divulgada.

Agradeço se você publicar esta notícia no site “Clube de Xadrez”.

Muito obrigado, um abraço do Mequinho.


Era este o ter da mensagem enviada por Henrique C Mecking ao Prof. Gérson Peres Batista e publicada no sítio do Clube de Xadrez online.

Agora, confirma-se aquela notícia. De acordo com o comunicado de imprensa, da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o principal encontro sobre literatura do Brasil que acontece entre os dias 12 e 22 de Agosto, este livro será lançado, no próximo dia 21/8. Integra a colecção “Pequenos Craques”, que ilustra a vida de referências do desporto brasileiro, com dois lançamentos. Um sobre o génio do xadrez, Mequinho, e o outro conta a história de superação do bi-campeão paralímpico, Mizael. Ambos escritos por Paola Gentile.

Jose Bonamigo escreveu no sítio da Rádio Progreso de Ijuí.

A obra Mequinho conta a infância do menino prodígio que trocou os carrinhos pelo tabuleiro e se tornou um campeão.

Ao invés de carrinhos de brinquedo e bonecos, a infância de Henrique Costa Mecking, o Mequinho, foi preenchida por reis, rainhas, cavalos e torres. Peças de um jogo de xadrez dado pela mãe, Maria José.

Mesmo antes de aprender a ler, o menino, nascido na cidade de Santa Cruz do Sul (RS), em 1952, surpreendia a todos com sua inteligência diante do tabuleiro. Com apenas seis anos acompanhava o pai, Paulo Hugo, no clube de xadrez da cidade, do qual logo se tornou membro. Aos nove anos, deixou todos de queixo caído, quando, ficou em segundo lugar em um campeonato regional. Seria o primeiro de muitos êxitos do ‘menino gênio’.

Não era apenas no xadrez que ele era craque. Na escola, só tirava notas altas, especialmente em matemática, mesmo com as inúmeras faltas por conta dos torneios. A única resistência que o garoto prodígio enfrentava vinha da mãe, que logo se conformou com a escolha do filho.

Um pouco de História do Xadrez  do Brasil:


O brasileiro Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, tornou-se aos 19 anos o mais jovem grande mestre internacional de xadrez ao empatar com o romemo Victor Cocaltea no 15º movimento em partida válida pela 14ª rodada do torneio de Hastings, na Inglaterra. Depois de conquistar o título, o mestre desabafou: «Agora posso dormir tranquilo. Fiquei várias noites em claro, passando e repassando cada movimento no tabuleiro». De volta ao Brasil, Mequinho foi recebido no aeroporto pela bateria da Mangueira.

Denise de Almeida, em As Conquistas de Mequinho, em Hoje na História 1972.

O jogo de xadrez e o monge – vidas de clausura, afastados da realidade do mundo que os rodeia?

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O escritor brasileiro Paulo Coelho apresenta no seu blogue, em inconfundível estilo zen, um conto, em que o essencial, como se sabe, não é a veracidade da historia nem o estilo narrativo, mas aquilo a que nós, ocidentais, chamamos a moral da história. Espero que apreciem.

O jovem disse ao abade do mosteiro:

- Bem que eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida. Tudo que meu pai me ensinou foi jogar xadrez, que não serve para iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado.

- Pode ser um pecado, mas também pode ser uma diversão, e quem sabe este mosteiro não está precisando um pouco de ambos – foi a resposta.

O abade pediu um tabuleiro de xadrez, chamou um monge, e mandou-o jogar com o rapaz.

Mas antes da partida começar, acrescentou:

- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todo mundo fique jogando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui; se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro, e abrirá uma vaga para você.

O abade falava sério. O rapaz sentiu que jogava por sua vida, e suou frio; o tabuleiro tornou-se o centro do mundo.

O monge começou a perder. O rapaz atacou, mas então viu o olhar de santidade do outro; a partir deste momento, começou a jogar errado de propósito. Afinal de contas preferia perder, porque o monge podia ser mais útil ao mundo.

De repente, o abade jogou o tabuleiro no chão.

- Você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram – disse. – Concentrou-se o suficiente para vencer, foi capaz de lutar pelo que desejava. Em seguida, teve compaixão, e disposição para sacrificar-se em nome de uma nobre causa.

” Seja bem-vindo ao mosteiro, porque sabe equilibrar a disciplina com a misericórdia.

Lido em Paulo Coelho’s bog.

Ah é verdade, os monges budistas zen não jogam xadrez mas shogi ou go. A propósito, quem se lembra do filme O Mestre?

Xeque-mate no xadrez e na matemática

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Foto retirada do blogue Eu educo, vocês educam, nós educamos, de Fernanda Amaral Borges, pedagoga com pós-graduação em psico-pedagogia

Marina Pereira de Gouvêa e Fábio Ciavatta Pessoti são prova de que esporte e educação sempre caminham juntos e podem se complementar. Os dois conquistaram medalhas de ouro na categoria infantil (13 e 14 anos) de xadrez ontem, na 41ª Edição dos Jogos Escolares de Santo André. Depois da vitória, os estudandes do Singular e do Liceu Monteiro Lobato, respectivamente, destacaram como o jogo de tabuleiro ajuda na vida escolar, relação que muitas pessoas nunca devem ter enxergado.

«O xadrez exige muito raciocínio lógico e rápido na hora de pensar qual a melhor jogada, o melhor momento para executá-la e como planejá-la. Desde quando começei a jogar, tive mais facilidade para resolver aqueles problemas-pegadinha de matemática por já estar acostumada a pensar rápido», contou Marina, que tem 13 anos, disputa o xadrez nos Jogos Escolares há quatro e que agora já é tricampeã.

Fábio confirmou com números o que a colega falou. «Antes de aprender a jogar xadrez, eu tirava nota dois em uma prova da escola que valia cinco. Agora, consigo atingir 3,5 numa boa, porque consigo pensar mais rápido», destacou o estudante, que participa da competição há dois anos e pratica o esporte há quatro.

Lido em Diário do Grande ABC.

O Tribunal Superior do Trabalho do Brasil considera que «a actividade, pela própria natureza do serviço [de árbitro], é eminentemente autónoma e não gera vínculo de emprego»

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Valdir Bicudo escreveu o artigo de que apresento o seguinte excerto a título de introdução.

O árbitro de alguma forma está subordinado, só não se sabendo ao certo quem seja o seu empregador: Os clubes, as federações ou a própria CBF.

A atividade, pela própria natureza do serviço, éeminentemente autônoma e não gera vínculo de emprego. Esse foi o teor do voto do ministro Vieira de Mello Filho, aprovado recentemente pela 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O voto do ministro deu provimento a recurso da Federação Paulista de Futebol e reformou decisão que reconhecia vínculo de um árbitro de futebol com a entidade.

A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região (SP) que reconheceu o vínculo de emprego entre as partes desde 8 de agosto de 1982, o que foi objeto de questionamento pela Federação Paulista de Futebol, mediante recurso ao (TST). Destacando que não ficaram configurados nos autos os elementos que caracterizam o vínculo de emprego, alegou violação de dispositivos constitucionais, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e contrariedade a outras decisões da Justiça Trabalhista em questão sobre o tema.

O artigo continua em Paraná online.

Patrocínios desportivos: mais um exemplo que vem do Brasil – é copiar porque não paga direitos de autor

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Um protocolo de intenções assinado nesta terça-feira (10) em Curitiba deverá resultar em importante impulso para o esporte paranaense. Com o auxílio e apoio da Paraná Esportes, a Copel pretende apoiar as diversas modalidades olímpicas, para-olímpicas e também o futebol profissional no Estado, destinando verbas de patrocínio a Federações e clubes.

Os recursos serão oriundos dos mecanismos de renúncia fiscal criados pelo Governo Federal por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006, de 29 de Dezembro), e complementados por recursos do Plano de Comunicação e Política de Patrocínio da Copel, que está em fase de elaboração.

Nesse particular, o protocolo de intenções estabelece a adoção de critérios isonômicos para a destinação da verba e dispõe que, no caso dos clubes de futebol, os valores deverão ser iguais para os clubes integrantes das Séries A e B e das Séries C e  D do Campeonato Brasileiro.

«Trata-se de um dia bastante especial para o esporteparanaense», saudou o governador Orlando Pessuti. «Por meio do exemplo que é dado pela nossa Copel, vamos concretizar a idéia de que as empresas e as estruturas do poder público devem apoiar mais o esporte, como fazem muitas empresas públicas em outros estados brasileiros».

O presidente da Copel, Ronald Ravedutti, adiantou que a criação do programa Esporte com mais energia, como será chamado, poderá ajudar a alavancar o desempenho dos clubes e dos atletas paranaenses no cenário brasileiro, principalmente tendo em vista a realização das Olimpíadas e Para-Olimpíadas no  Rio de Janeiro, em 2016. «Todos sonhamos com um Paraná que seja reconhecido como uma referência e uma potência desportiva em termos nacionais. A Copel quer dar a sua contribuição nessa empreitada que, certamente, será abraçada por mais empresas na seqüência», disse.

Além do governador Pessuti e do presidente da Copel, assinaram o protocolo de intenções a secretária da Educação, Yvelise Arco Verde, o presidente da Paraná Esportes, Marco Aurélio Rocha, presidentes da Federação Estadual de diversas modalidades esportivas e representantes dos três clubes de  futebol profissional da Capital.

Cláusulas - O projeto Esporte com mais energia que está sendo estruturado pela Copel vai contar com a consultoria de profissionais e especialistas da Paraná Esporte para a elaboração dos projetos, com definição de objetivos, metas e regulamentação para a destinação dos recursos. Os patrocínios serão viabilizados de forma isonômica a partir de contratos individualizados com os clubes, federações e atletas beneficiados, que serão precedidos de chamadas públicas.

Como contrapartida, a Copel terá sua marca, produtos e serviços divulgados pelos patrocinados, que manterão a imagem da companhia associada às ações direcionadas ao desenvolvimento sustentável, à promoção da cidadania e à inclusão social. As entidades patrocinadas também assumirão o compromisso de promover ações e programas que permitam o acesso de mais crianças e jovens carentes às práticas desportivas, além de incentivar o seu bom desempenho escolar e educacional.

Em Agência de Notícias (Paraná).

«Jogos, mercados e decisões» – ou os exercícios simuladores de inteligências em tabuleiros e xadrez

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Talvez não tenhamos algo tão complexo, comvariáveis, riquezase possibilidades, como um exercício simulador de inteligências, diante das regras e desafios estratégicos propostos num tabuleiro de xadrez.

O que o torna fascinante é que você exercita sua mente, isoladamente, ou em grupos, contra máquinas ou seres palpáveis, onde fica claro que ainda podemos levar vantagem sobre os melhores sistemas desenvolvidos (por ironia) para as nossas próprias substituições.

A lógica é simples, as variáveis, pelas características e complexidade do conjunto desse jogo permitem sempre a inclusão do até então desconhecido, surpreendendo ou não nossos adversários.

Como na vida atual e real, o xadrez é resultante de uma evolução milenar, iniciando seu desenvolvimento na China ou Índia (por volta do século V d.c) e chegando “quase” ao modelo atual por volta do ano de 1500 (Europa).

O que de comum relacionamos com o nosso estado das coisas (quer sejam pessoais, profissionais ou empresariais), é que em ambos os casos (na vida e nos jogos) não bastam apenas o registro dos movimentos, mas conhecer e perceber suas variáveis, em conjunto com a visão de que o ganhar deve, antes de tudo, significar garantias de se negociar ou mesmo adicionar saídas até então não exploradas.

Outro ponto comum (jogo e mercado contemporâneo) é o fato de que o Rei tem pouca mobilidade, e quase sempre é defendido pelo conjunto do exército, aonde o integrar é a chave de êxito para os ataques e defesas quando necessários.

Por outro lado verificamos um conjunto quantitativo de “piões”, que bem manuseados avançam pelo acreditar nas possibilidades de conquistas, num jogo claro de que comprometimento só existe quando acompanhado de resultados equivalentes, aumento da utilidade, respeito e reconhecimento.

Os grandes mestres desse jogo estratégico sabem que ele não tem fim. Pode-se inclusive negociar adiamentos ou mesmo empates, pois sempre existirá o dia seguinte para avaliações, reinvenções e acréscimos com novas alternativas de mudanças. O vicio dos propósitos do jogo é tão grande e rápido que quando perdemos, voltamos, estudamos, adicionamos e propomos novos desafios.

O poder do xadrez, tal como o diferencial das empresas, está na reunião equilibrada de um conjunto ordenado de peças e seu manuseio, onde a inteligência sempre será de quem conseguir reunir algo potencial que consiga transformar o poder da teoria em algo consistente que chamamos de soluções. A questão interna das organizações está no conseguir dominar o seu lado externo com o brilhantismo de quem sabe ofertar ações seqüenciais que provoquem como resposta o crescimento com o encantamento de quem nos consome. Andando muito rápido podemos estar atropelando as coisas, se vamos devagar corremos o risco de ficar para trás. É bom pensar sempre que a melhor velocidade é aquela que estabelece a reunião entre o talento e sua capacidade de organização, no que se refere ao entendimento do passado, do presente e das condições que devemos ter para poder evoluir a forma do como se expressar com versatilidade para que no futuro continuemos a transferir o que se quer e ser bem entendido.

A luz necessária para garantir uma visão distanciada do hoje em relação ao futuro, passa pelos antecedentes que serão necessários para construir as bases que ofertem garantias a sustentação dos caminhos pelo que acreditamos enxergar em nossa frente.

De forma bem simples tudo que somos nessa vida deriva da assimilação diante da experiência vivida e a capacidade de conseguirmos reunir o lado prático das coisas que acumulamos, para que melhoremos potencialmente nossos valores, ampliando as possibilidades de se sair dos buracos, tanto quanto, ter os pés no chão diante dos sucessos. Não dá para imaginar nada que dure o tempo todo, mas podemos sempre estar munidos dos conhecimentos para contornar ou sustentar os estágios que nesse momento estamos vivendo.

A magia para se conquistar o sucesso, depende do acreditar em si próprio, reconhecer as próprias imperfeições, aprender a conviver e aceitar as relações com gente melhores do que nós. A visão clara do reconhecimento das nossas dependências, do não nos considerarmos imunes, será sempre um facilitador para um dar as mãos a partir dos momentos em que se está bem, para que o amanhã seja mais completo por novas percepções, já que estas por mais claras que aparentam ser no momento, na prática são incertas.

A nossa utilidade quando da participação e o somar nas decisões vem exatamente pela existência das incertezas. Afinal empresas e profissionais são remunerados exatamente pelo potencial qualificado das suas previsões e empenho em buscar os acertos. É por isso que sempre devemos “planilhar” nossas mentes para que não deixemos de aproveitar tudo que já fomos, com o fazemos hoje e o que falta para melhorar a compreensão do amanhã.

Para o amanhã, hoje dependemos de um qualificado “sim ou não” diante das necessidades a serem visualizadas para os avanços, mas seja qual for à posição a ser adotada, deve estar apoiada com uma postura segura para garantir que as possibilidades sejam possíveis de acertos imediatos ou reversíveis através de manobras de ajustes pelos planos alternativos.

Na guerra dos mercados, na luta pelo destaque, no fortalecimento das marcas, no recebimento e aceitação dos clientes, vivemos todo dia uma estratégia de jogo, aonde o critério da vitória nem sempre se encontrará em vencidos ou derrotados, mas na capacidade dos grupos de avaliar os fatos ocorridos para que sejam avançados e desejados.

(Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras inteligentes em Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional www.sergiodalsasso.com.br)

Artigo disponível em Administradores.

Uma Faculdade brasileira organiza um campeonato de futebol em conjunto com torneios de xadrez, ténis de mesa e canasta

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Recebi esta notícia do jornal online BV News, Notícias de Roraima. Uma iniciativa interessante onde o xadrez aparece associado a uma actividade diferente que atrai grande quantidade e espectadores e participantes: o futebol.

No período de 14 de Agosto a 16 de Outubro, a Faculdade Cathedral promove o VIII Campeonato de Futebol Society. Durante o campeonato, também são realizados torneios de xadrez, tênis de mesa e canastra.

O Campeonato de Futebol Society é direcionado aos alunos, professores e demais colaboradores da Faculdade Cathedral. As inscrições serão realizadas na Secretaria de Apoio no período de 02 a 09 de Agosto. (…) Os vencedores (campeão e vice) vão receber como premiação, troféus e medalhas.

Ler mais em BV News.

Ora aqui está uma iniciativa que podia ser adoptada em Portugal. Há umagrande migração ou simples grande tráfego entre o xadrez e o bridge.  Outras modalidades poderiam fazer-lhes companhia, ligadas ao campo e à praia, por exemplo.

Há alguns anos atrás , fui contactado por um membro da Fed Portuguesa de Futevolei para a realização de actividades conjuntas com o xadrez. Como não pertencia à  direcção da FPX dei-lhe os contactos e disse-lhe para contactar por escrito a Federação. Desconheço o que se seguiu. Pelos vistos, a iniciativa perdeu-se.

Para Saber: A intenção da foto é mostrar a associação das modalidades e não qualquer intuito comercial que não existe em Ala de Rei.

Programa “Xadrez Movimento Educativo” de São Paulo

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«Trata-se do piloto de curta metragem, género documentário, em que é abordada principalmente a importância do Xadrez como movimento educativo na Rede Publica Municipal de Ensino de São Paulo. Destaque para os depoimentos dos ilustres entrevistados.»


«Trata-se de vídeo produzido na EMEF Prof.º Carlos Pasquale, localizado em Itaim Paulista, região leste de São Paulo, em que os particantes de xadrez da escola relatam as suas emoções em participar deste movimento educativo, a prática de xadrez».

© Secretaria Municipal de Educação de São Paul0, 2010

Saber mais sobre o Xadrez Movimento Educativo.

«… não resisto descrever o que penso sobre xadrez e o que é preciso para se desenvolver» Daniel Brandão

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Quando penso, erro, é com esta citação do campeão do mundo Anand que Daniel Brandão escolheu  no seu blogue Xadrez Dojo para iniciar o post Placebo.

Mesmo assim continuo refletindo muito sobre xadrez e, não sei se por vício ou TOC, «… Na verdade minto pra mim quando digo que não sei porquê faço isso… não é nenhum problema psicológico, mas talvez filosófico. Tão grande é a necessidade de me sentir à vontade com algo lógico que insisto em fazer anotações sobre as coisas e tentar entendê-las da forma mais racional possível – como se, ao me iludir que há alguma verdade superior em tudo, me sentisse mais completo. Talvez essa seja uma forma de se embriagar, que me joga no vazio quando o efeito vai embora e me obriga a buscar novas doses de compreensão. (…)

Começando pela parte mais direta, o primeiro pilar da força é o processo de tomada de decisões. Se xadrez é um jogo de análise e escolha, falhas nesse processo comprometem o rumo dos acontecimentos e a qualidade das decisões que são tomadas, independente de quão forte (tecnicamente) é o jogador. Percebi que, para mim, o processo é mais eficaz quando organizado da seguinte maneira:

  1. Recolhimento das informações táticas, ou seja, ameaças, oportunidades, lances forçados que sugerem operações táticas de ganho para qualquer um dos lados, enfim, ideias que provocam alterações bruscas na posição e podem fazer a balança das chances pender rapidamente para um lado ou outro.
  2. Recolhimento das informações posicionais, ou seja, quais são os fatores estratégicos relevantes ou temas principais presentes na posição, qual lado está superior e o que cada lado deve ter como objetivo estratégico de forma geral.
  3. Escolha do plano, ou seja, quais operações serão realizadas, em qual área do tabuleiro, em que ordem e o que meu adversário pode fazer para contrariar meu plano.
  4. Escolha do lance, ou seja, selecionar qual movimento é mais coerente com as informações recolhidas e com o plano elaborado, utilizando a técnica de lances candidatos e cálculo.


O conceito de processo de tomada de decisão já me ajudou muito no ano passado, especificamente no Citadino, quando comecei a empregar um processo de raciocínio disciplinado. É difícil seguir à risca em todos os momentos da partida um processo como esse, mas no mais das vezes é muito útil contar com um raciocínio organizado.

O artigo Plecebo continua, com as reflexões de Daniel Brandão no blogue Xadrez Dojo, que merece uma visita e uma leitura atenta.

A clareza da escrita e a qualidade e maturidade de raciocínio tornam o blogue do jovem brasileiro Daniel uma referência e uma leitura obrigatória entre os blogues de xadrez.

‘Copa QI de Xadrez Estudantil’ pretende divulgar a prática do xadrez entre o público infanto-juvenil do Rio Grande do Sul

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No dia 31 de Julho, as Escolas e Faculdades QI realizarão mais uma etapa classificatória da Copa QI de Xadrez Estudantil, desta vez em Alvorada. O campeonato, organizado pela Federação Gaúcha de Xadrez, teve início no município de Canela. O Torneio Aberto de Xadrez Rápido conta com uma média de 150 inscritos por município participante da competição e tem como objetivo divulgar a prática deste jogo entre o público infanto-juvenil do Rio Grande do Sul.


«A maioria do público que consome xadrez é basicamente escola», diz o presidente da Federação Gaúcha de Xadrez, Eduardo de Medeiros. Ele ainda ressalta que, atualmente, este é um dos maiores torneios de enxadristas do Brasil e conta com árbitros oficiais da Confederação Brasileira de Xadrez. “A prática do xadrez melhora o raciocínio e a capacidade de solucionar problemas”, relata Medeiros.

Notebooks e bolsas de estudos estão entre as premiações, além de medalhas e trofeus. (…) O participante deve estar matriculado e frequentando a rede escolar.

Lido no portal Fator Brasil.

«Se os clubes de xadrez não oferecem nada mais que mesas, cadeiras e um punhado de jogos de peça e relógios aos seus associados, a preferência pela tecnologia será notória» (Leandro Salles)

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Tainha, Kebab e costelinha de porco

Não, o Portal Paraná On-line ainda não conseguiu contratar a Ana Maria Braga. Provavelmente, nem jogar xadrez ela sabe. O que esses ingredientes estão fazendo no título da coluna, então? Explico-lhes: é a prova de que nem só de xadrez vive um clube de xadrez.

A Festa da Tainha, a ser realizada pelo Clube de Xadrez de Curitiba dia 31/07 é uma pequena mostra disso. Esse evento, juntamente com os já tradicionais Torneios Feijoada e as Noites Árabes, faz uma combinação deliciosa entre comida e xadrez. A composição é a seguinte: um torneio relâmpago para aquecer, muito bate papo e, para finalizar, o tão esperado peixe.

Tudo isso é, sem dúvida, muito divertido. Mas a grande lição é a seguinte: a popularização da internet e a inevitável evasão de pessoas dos clubes pode ser contornada com criatividade. Se os clubes de xadrez não oferecem nada mais que mesas, cadeiras e um punhado de jogos de peça e relógios aos seus associados, a preferência pela tecnologia será notória.

O Clube de Xadrez de Curitiba faz as escolhas certas. O que precisa ser buscado, agora, é um maior número de pessoas nesses eventos. Eis aqui, então, a solução definitiva: que faça-se um grande Festival dos Marrecos e das Capivaras. Os salões do clube irão lotar.

Em tempo: Daniel Farah, de São Paulo, venceu o Campeonato Brasileiro Amador, do qual comentei no último fim de semana. Mais informações sobre esse torneio e as aventuras gastronômicas no site do Clube de Xadrez de Curitiba.

Jogue a abertura como um livro, o meio-jogo como um mágico e o final como uma máquina (Spielmann).

Artigo de Leandro Salles disponível  no Paraná online é colunista.

(Sublinhados da responsqabilidade de Ala de Rei)

«Procura-se um ídolo» no xadrez brasileiro por Leandro Salles

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Desde os idos da década de 70, o Brasil não vê surgir um grande ídolo no xadrez como Mequinho. Até hoje, ele é o enxadrista mais lembrado por quem tem apenas uma vaga ideia do que é o xadrez. A imagem que ele possui, de gênio, excêntrico e esquisito é conhecida por muitos.

Essa carência de nomes para seguir, se espelhar e tomar como exemplo é sentida não só no xadrez como no esporte brasileiro em geral. A revolta da torcida brasileira quando Felipe Massa freou para que Fernando Alonso passasse não foi pela falta de ética da Ferrarri ou pela falta de moral dos pilotos. Se fosse por isso, teríamos protestos diários nas ruas, devido à crise de ética que o Brasil enfrenta na política.

Em verdade, o povo brasileiro fica indignado porque procura em Massa (assim como já procurou em Barrichello) um novo Ayrton Senna. O problema é que aqueles dois não tem o mesmo brilho deste e, até agora, não ganharam nenhum título do mundial de F1. A morte de Senna e sua posterior transformação em mártir também foi decisiva para que ele se tornasse inesquecível.

Assim como na F1, no xadrez há a busca por um novo Mequinho. A concorrência, porém, é hoje muito mais acirrada, o que torna a procura por um jogador inconteste quase impossível. Agora que o Brasil possui dez Grandes Mestres, pode ser que um novo ídolo esteja por vir. Pelo menos o xadrez está melhor que a F1, com seus Massas e Barrichellos.

 

Leandro Salles é colunista no Paraná online.

(Sublinhados da responsqabilidade de Ala de Rei)

O outro ‘xadrez’ II – «Rábula de porta de xadrez» judicial

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Mais um exemplo de um outro tipo de xadrez este, parece que muito especial, envolvendo o Direito e a sua aplicação. Descrito na primeira pessoa pelo seu autor, o advogado brasileiro  Ítalo Leite, no blogue «Notas judiciosas: recortes jornalísticos e opiniões sobre temas jurídicos».
 

Hoje à tarde acompanhei o interrogatório de um constituinte na delegacia. Aliás, por orientação minha ele ficou em silêncio.
(Pior que a pressão típica da delegacia, só mesmo as perguntas feitas a mim pela repórter Mairla Lima. Ao final brinquei que foram piores que os apartes de alguns promotores).

Como eu ia dizendo, fui à delegacia já com contrato acertado com a mãe do acusado. Lá meu cliente me disse que uma advogada apareceu miraculosamente logo após sua prisão para pegar o caso, como se diz na linguagem forense.

Sei que cada um tem que buscar seu pão de cada dia. Ocorre que o advogado que se submete a isso promete muita coisa em troca de no máximo mil reais. Isto é o que se chama da velha prática do rábula de porta de xadrez. Nesse caso específico a colega advogada disse que “honestamente” não faria pedido de revogação de prisão, pois dificilmente o juiz revogaria a prisão. Evidente que me manifestei contra quanto a isto. Não prometi mundos e fundos, apenas meu trabalho e meu conhecimento.

post continua aqui.

O outro ‘xadrez’ I – «TIM pode entrar no xadrez societário envolvendo Portugal Telecom, Vivo e Oi»

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Pelos vistos, há vários tipo de xadrez

Em entrevista à agência Reuters esta semana, Ricardo Espírito Santo Salgado, presidente do principal accionista individual da Portugal Telecom, o Banco Espírito Santo (BES), comentou o possível interesse da operadora portuguesa na Oi e foi além, afirmando que haveria outros ativos interessantes para aquisição no Brasil. Segundo rumores de mercado, “possibilidade” para a Portugal Telecom no Brasil, caso a empresa de facto venda sua participação na Vivo, passaria por um acerto com a Telecom Italia, controladora da TIM. Esse complexo xadrez já entrou no radar do governo brasileiro e está sendo analisado em conjunto com a possível entrada dos portugueses no capital da Oi.

 

O artigo continua em Teletime.

O Problemismo no xadrez não morreu – Roberto Stelling cultiva e divulga esta variante no seu blogue

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Roberto Stelling é um xadrezista brasileiro que se tem dedicado a praticar e a divulgar o problemismo, essa variante de xadrez, muito popular, sobretudo, na primeira metade do século passado.

Os jornais de todo o mundo, não dispensavam a apesentação de um problema criado por verdadeiros especialistas ou retirado de partidas jogadas no tabuleiro.

Portugal, não era excepção, restando, actualmente apenas, quanto aos jornais de âmbito nacional, o Diário de Notícias, em que o MN António P Santos apresenta diariamente durante a semana e o Público, ao fim de semana. Algum tempo atrás também o Correio da Manhã os publicava.

Um grande especialista do problemismo é o MN Rui C Nascimento, de quem escreverei em breve.

Por agora, destaco um problema apresentado por Roberto Stelling no seu blogue Problemas de xadrez «Arte e ciência da solução de problemas de xadrez».

Espero que apreciem e visitem a página deste nosso amigo brasileiro que cultiva o problemismo e não se tem cansado de fazer a sua divulgação.

Permito-me, transcrever da sua págima, a introdução e o digrama com o problema, remetendo para o seu post em Problemas de xadrez.

 

O objetivo básico de um sacrifício de peão é controlar a iniciativa – o controle geral de eventos – e melhorar a colocação de suas peças.” – Isaac Lipnitsky

Toda segunda feira publicamos uma composição para ser comentada e resolvida pelos leitores. Na segunda feira seguinte publicamos a sua solução e uma nova composição.

As composições são selecionadas entre os formatos usados nos campeonatos mundiais de solução: mates em 2, mates em 3, mates em mais de 3 movimentos, inversos, ajudados e estudos. Em boa parte dos casos selecionamos composições utilizadas em competições oficiais.

 

Hans Lepuschütz
Schachmagazin, 1950

 Problema da Semana 115 – Mate em 5

 

Nos campeonatos mundiais a seção de diretos em mais de 3 movimentos é composta por 3 problemas que devem ser resolvidos em 80 minutos.

O texto continua em Problemas de xadrez.

«Os problemas matemáticos e o jogo do xadrez» por António Madrid

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António Madrid publicou os problemas matemáticos e o jogodexadrez, nas suas crônicas matemáticas. Pela sua importância permito-me divulgar a sua abordam ao problema transcrevendo os primeiros parágrafos do artigo.

A resolução de problemas de xadrez, como por exemplo, dar mate num ou dois lances, é utilizada como uma estratégia de aprendizagem e aperfeiçoamento dos jogadores de xadrez (Rocha, 2005).

Analisando alguns livros e sites relacionados ao xadrez é fácil verificar, que é comum o recurso à resolução de problemas.

Estes problemas baseiam-se nos finais de partida, nas aberturas e no jogo médio. Segundo Wood (1972) os problemas de xadrez apareceram por volta do ano 800. (em tumbas egípcias de aproximadamente 1500 a.C. foram encontrados indícios do jogo de xadrez). Este fato é corroborado pela historiadora Carmem Romero (2006), referindo que nos finais do século XVIII aparecem documentos onde são descritas coleções de problemas de xadrez. A utilização de problemas de xadrez já se encontrava fortemente presente no livro de Damiano, impresso em 1512, com 72 problemas. Nesta obra, Damiano escreve alguns conselhos que ainda são passados pelos professores de xadrez:

  • nunca jogue rápido demais;
  • se vires uma boa jogada procura por uma melhor,
  • nenhuma jogada deve ser feita ao acaso.

Relativamente ao primeiro conselho acima enunciado, um professor de xadrez mandava colocar as mãos debaixo da mesa no fim de cada jogada do adversário no sentido de obrigar os jogadores a pensarem melhor antes de tocarem na peça a jogar.

O movimento das peças de xadrez produz padrões específicos de cada peça e de acordo com a casa que ocupa no tabuleiro. Como exemplo. Apresentamos padrões formados pelo cavalo e pela dama ou rainha (como alguns jogadores preferem chamar).

Estes padrões são muito úteis para uma mais rápida identificação da situação do jogo, ou seja, das possíveis jogadas de cada jogador.

O artigo continua.

«O complexo e o lúdico», por Daniel Brandão

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Daniel Brandão continua a surpreender, mesmo para quem o segue regularmente.

Mais um excelente artigo deste jovem brasileiro, O complexo e o lúdico. Dava um belo argumento cinematográfico.

Socialização na escola através do jogo de xadrez

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O Prof. Adair Júnior ( Educação Física com Pós Graduação em Docência no Ensino Superior, Supervisão Escolar com enfase em Educação Especial) publiou no seu blogue o artigo Xadrez na escola – Socialização através do jogo.


Destaco do seu artigo o seguinte trecho


Quando o xadrez foi implantado na grade curricular no município de Passos/MG em 2005, muito se falou sobre qual é a real importância do jogo para os alunos. Alguns chegaram a falar que o jogo deixa o aluno mais inteligente, outros já falaram que ele faz com que a criança aprenda melhor a matemática e alguns pessimistas em relação ao assunto chegaram a afirmar que o xadrez era apenas mais um desporto oferecido pela escola visando torneios e nada mais. Não só no município, mas também em outros lugares o xadrez é visto desta maneira. Poucos sabem qual sua verdadeira importância dentro da escola. Os docentes contrariaram as afirmações feitas em relação à inclusão do xadrez na escola e defenderam o xadrez como sendo importante para o raciocínio, concentração, atenção e cálculo, ambos os valores cognitivos importantes para a formação académica.

(…)

Grandes mestres do xadrez como o brasileiro Gilberto Milos Jr., a mestra colombiana Adriana Salazar Váron e estudiosos do xadrez como Antônio Villar Marques de Sá, Wilson da Silva e Sylvio Rezende defendem a importância do xadrez como instrumento pedagógico devendo ser incluído como conteúdo escolar obrigatório devido a sua gama variada de conteúdos, incluindo seus benefícios sócio-educativos.

‘Chessfriends’ um programa com interface para iPod e para web – sugestão de Leandro Oliveira

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Leandro de Oliveira um professor com doutoramento na área de biofísica molecular e com o xadrez como hobby nas horas vagas, publicou no seu blogue A casa do peão o seguinte texto

Hoje, procurando novidades para o iPod me deparei com um novo servidor para partidas de xadrez (em tempo real e por correspondência), o chessfriends. O programa tem interface tanto para iPod quando para web, assim qualquer pessoa com iPhone/iPod touch ou um computador pode ter acesso ao serviço.

Após uma pequena visita verifiquei que a interface é bem limpa e simplificada. O link para sugestões está sempre visível e você tem a opção de ajustar o seu “rating” inicial para o nível que você acredita que está. Por ser um servidor novo, ainda existem poucas pessoas registradas, porém com o tempo, acredito que encontrar vários oponentes por lá não será um problema.

Fica a dica!

Krikor Mekhitarian é o mais recente grande mestre do Brasil

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«O paulista Krikor Mekhitarian conquistou sua 3ª norma de GM no Torneio Internacional de Eforie, na Roménia» GM Giovanni Vescovi

Saber mais no Blog do Krikor, em especial, em Krikor Sevag Mekhitarian (GM).

Pesquisas no Brasil confirmam que a prática do jogo e xadrez estimula a memória e a concentração

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Em 2004, no Brasil, foi aplicado durante três meses o ensinamento teórico e prático do jogo em 40 escolas do Piauí, Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, para uma turma de aproximadamente 6.400 alunos. O projeto foi desenvolvido pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Esporte. Ao final, identificou que os alunos que participaram da pesquisa demonstraram, principalmente, uma melhoria na capacidade de concentração em sala de aula.

Além da memória e da concentração, a prática do jogo também melhora o rendimento em matérias exatas. Para Marina Hurba Nunes, mãe da atual campeã brasileira sub-12, Agatha Hurba Nunes, o xadrez melhorou o desempenho da jogadora em matemática, matéria em que Aghata tem as melhores notas da sala.

O administrador Ricardo Alboredo, pai da atual campeã paulista sub-14, Júlia Alboredo, ressalta a independência como um dos quesitos trabalhados pelo esporte. «Com alguma frequência acontece um lance irregular durante uma partida contra um adversário muito mais velho e a Júlia precisa ter a coragem de parar o relógio, chamar o árbitro, explicar o que está acontecendo, argumentar e convencer o árbitro, olho no olho. Imagine quanta coisa ela exercita numa atitude dessas!», comenta.

Para o bolsista do curso de Educação Física e jogador da equipe de xadrez da universidade UniSant’Anna, Robson Douglas Rocha, o xadrez é fascinante e os seus benefícios se estendem para a vida. «Sua prática proporciona não apenas ganhos em concentração, memória e criatividade, mas também o aprendizado com as derrotas e outros valores como o caráter e a educação, porque esse esporte exige isso de um jogador. Não existe aquela coisa do sexo frágil em que meninas não podem competir com meninos. Nesse sentido, todos podem competir de igual para igual», explica.

Um inquérito realizado entre alunos da UniSant’Anna demonstrou que 35% dos entrevistados já jogaram xadrez durante a vida e cerca de 10% praticam regularmente. O resultado do inquérito mostrou ainda que os homens praticam pouco mais que as mulheres.

Entre os benefícios mais importantes apontados pelos estudantes está o desenvolvimento do pensamento lógico (22%) e da concentração (18%). Em terceiro lugar, a diversão (14%). A habilidade de prever as consequências das próprias ações aparece em quarto lugar, com 13% dos votos.

Ler o artigo completo no Blog Educação citando Jornal ‘A pauta é nossa’, da UniSant’Anna