Archive for the ‘Brasil’ Category

O xadrez e o professor de educação física

Sexta-feira, Março 12th, 2010

«O xadrez vem tendo uma grande inserção nas últimas décadas na educação, pelos benefícios pedagógicos de sua prática, como elemento articulador de atividades multidisciplinares e em ações de integração social», afirma o Prof. Charles Moura Netto (CREF 002293-G/ES).

Pós-Graduado em Treino Esportivo, é coordenador do Laboratório de Xadrez Pedagógico (FARESE) e vice-presidente Financeiro da (CBX) Confederação Brasileira de Xadrez

Segundo ele, «o jogo colabora de forma significativa na conquista da autonomia, princípio alicerce da educação. Ele vem de encontro às atuais diretrizes educacionais ancoradas em concepções do aluno como sujeito histórico, interativo, ativo, produtor de aprendizagem e de cultura, capaz de criar, imaginar, pensar, raciocinar, analisar e agir com autonomia».

«Em especial com a disciplina de Educação Física, o desporto possui uma conotação ímpar no desporto intelectual. Sendo assim, deve ser estimulado com outros desportos predominantemente físicos. Essa característica do xadrez possibilita aos Professores de Educação Física uma grande flexibilidade de ensino e de prática, proporcionando a interação de alunos de diferentes faixas etárias», explica o Prof. Charles que explica que, infelizmente, apesar de todos os benefícios, a oferta do xadrez como disciplina na estrutura curricular das instituições de ensino superior de Educação Física é praticamente nula, com raras exceções, como a Escola de Educação Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). «Isto ocasiona um défice de profissionais com capacitação para ensino e treinamento deste desporto», aponta.

Lido em Xadrez Piraí.

Xadrez no meio do mato

Quarta-feira, Fevereiro 17th, 2010

Tabuleiros improvisados, feitos de cartolina e papelão, e tampinhas de garrafas PET foram suficientes para levar estudantes de uma escola pública ao lugar mais alto do pódio.

Em Trajano de Moraes, a 220 quilómetros do Rio de Janeiro, filhos de agricultores deram xeque-mate nas adversidades e se tornaram tetracampeões estaduais de xadrez, por equipes, no feminino, nas Olimpíadas Escolares do Estado do Rio de Janeiro. (…)

Entusiasmado com o desempenho da garotada, o técnico e professor de Língua Portuguesa e Educação Física Nilton César Riguetti, 42 anos, sonha cada vez mais alto. «Estamos no meio do mato, em plena zona rural, mas isso não impede a gente fazer da cidade o primeiro polo de xadrez do interior do estado», diz. Para realizar o sonho, o professor tenta sensibilizar grandes empresas em busca de patrocínio. «Uma prova de que o esporte mudou a rotina da região é que os alunos foram homenageados na Câmara de Vereadores», completa.

Ler mais no blogue do professor Nilton Rigueti.

Aprovado novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva

Segunda-feira, Fevereiro 15th, 2010

Encontra-se em vigor o novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte em 10 de Dezembro de 2009 (Resolução CNE nº 29/09).

Todas as competições desportivas, de todas as modalidades federadas (não amadoras), sob a organização de Confederações, Federações e Ligas Desportivas filiadas), realizadas a partir de 1 de Janeiro de 2010, devem utilizar o novo CBJD, devidamente actualizado para efeitos da aplicação e julgamento das infrações disciplinares e relativas ao desenvolvimento das diversas competições desportivas.

De acordo com uma nota divulgada pelo Ministério do Esporte, a iniciativa de alterar o texto do CBJD partiu da Ordem dos Advogados do Brasil, em 2007, quando esta entidade recomendou alterações durante o Seminário Internacional de Direito Desportivo. Além disso, como o Brasil é signatário da Convenção Internacional contra o Doping no Desporte da UNESCO, verificou-se a necessidade de que as orientações da Agência Mundial Antidoping (WADA-AMA) fossem incorporadas na legislação brasileira. Não obstante, a proposta inicial elaborada pela Comissão de Estudos Jurídicos Desportivos do Ministério do Esporte foi submetida a um amplo processo de consulta pública, com apoio do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo (IBDD), do qual resultaram cerca de 60 alterações.

 

Amplitude das alterações do CBJD

De acordo com diversos juristas, a reforma do CBJD foi profunda, sendo que, de seus 287 artigos apenas 112 foram mantidos em sua redacção original, resultando em mais de 500 alterações efectuadas.

 

Publicado o novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva Anotado e Legislação Antidoping

 

Comentários do Autor José Ricardo Rezende:

 

Dispõe a Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XXXV, que: “A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Entretanto, “o Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da Justiça Desportiva, regulada em lei” (CF/88, art. 217, § 1º). Dessa combinação de normas constitucionais revela-se o prestígio adquirido pela Justiça Desportiva no Brasil, enquanto foro competente, essencial e predominante para dirimir conflitos oriundos da prática desportiva, limitados ao processo e julgamento das infrações disciplinares e às competições desportivas.

Neste aspecto, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva – CBJD se apresenta como o principal instrumento jurídico de regulamentação da sua organização, funcionamento e atribuições, assim como do respectivo processo desportivo e da previsão das infrações disciplinares e suas sanções decorrentes, no âmbito do desporto de prática formal. Tudo conforme determina a Lei nº 9.615/98, que institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências. Portanto, é fundamental que todos aqueles que se encontram sob jurisdição da Justiça Desportiva brasileira, bem como seu corpo de secretários, auditores, procuradores e defensores, tenham pleno conhecimento e domínio do CBJD, visando sempre a defesa da disciplina, da moralidade do desporto e do espírito desportivo (fair play).

Assim, espero que esta obra contribua neste sentido, facilitando o manuseio e interpretação de suas normas, especialmente em razão das alterações recentes promovidas pela Resolução nº 29/09, do Conselho Nacional do Esporte. 

 

Mais informações sobre o livro Código Brasileiro de Justiça Desportiva Anotado e Legislação Antidoping em www.cbjd.com.br.

Projecto Xadrez na Educação Escolar

Sábado, Dezembro 19th, 2009

O município de Ponta Porã participou em Novembro do I Encontro Estadual de Tecnologia Educacional, em que as Secretarias Municipais de Educação de Mato Grosso do Sul, apresentam suas experiências e perspectivas no uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC’s) nas escolas.

O evento foi realizado nos dias 26 e 27 de novembro de 2009. No Centro Universitário de Campo Grande (UNAES). No local estavam reunido o Núcleo de Tecnologia Estadual (NTE) e Núcleo de Tecnologia Municipal (NTM) do estado.
Ao todo 13 Núcleos Educacionais, sendo 10 estaduais e 3 municipais, com a participação de aproximadamente 380 professores. Todos com suas apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos Núcleos de Tecnologia Educacional em suas unidades escolares.

Ponta Porã apresentou dois projectos: o primeiro foi Xadrez Na Educação Escolar: Possibilidade de Ensino – Aprendizagem On-line, apresentado pelo professor Rubens Paz, da Escola Municipal Ignêz Andreazza, sob orientação da coordenadora das salas de Tecnologias (STE – SEME) Ruth Moura Derzi.

Projecto Xadrez Na Educação Escolar

Esse projecto é aplicado na Escola Pólo Ignêz Andreazza inicialmente hà 15 alunos. Através da utilização dos recursos tecnológicos como a Internet, Segundo o professor Rubens Paz, os alunos geralmente querem participar de projectos mais agitados, como por exemplo, futebol, judo entre vários outros onde o corpo está em movimento. Já o xadrez, exige concentração, paciência, táctica, estratégia e utilizar de maneira complexa a mente. «Portanto, por estes motivos é difícil atrair os alunos para o xadrez. Então, como a tecnologia atrai de forma satisfatória aos alunos, resolvi inserir a este projecto o recurso que incentivaria os alunos», contou Rubens.

Os benefícios da implantação de aulas de xadrez são observados directamente em sala de aula. O xadrez desenvolve a inteligência lógica, o que resulta na habilidade de solucionar problemas, além de proporcionar habilidade de visualizar mentalmente as formas geométricas.

Para a coordenadora Ruth Moura Derzi, o projecto contribui na aprendizagem em sala, «para os alunos que tiveram uma participação mais assídua e crítica, houve significativa contribuição no rendimento escolar, principalmente das disciplinas consideradas críticas como Matemática e disciplinas afins», afirmou Ruth.

Lido em AgoraMS.

A experiência no jogo de xadrez e na advocacia

Sábado, Dezembro 19th, 2009

Encontrei no livro Moderno Dicionário de Xadrez, de Byrne J. Horton, uma belíssima análise do que seja a experiência e o seu valor, e que se aplica também na advocacia, e em qualquer outra profissão.

«Aprender fazendo. É a aquisição de conhecimentos de primeira mão e de habilidade na condução de partidas, pela prática contínua.

O xadrez aprende-se facilmente, mas é difícil de jogar inteligentemente.

Quando tiramos proveito da prática estamos acumulando experiência. Podemos obtê-la directamente por nossos próprios esforços, ou interpostamente, aproveitando da experiência alheia.

A experiência directa, pessoal, pode ser um caminho tedioso e desagradável de aprendizado; por meio de outros, entretanto, seja de professores ou livros o estudo pode ser realizado por métodos mais económicos. Na análise final, os livros são professores silenciosos, eles apresentam as melhores experiências de gerações de especialista.

Toda essa experiência acumulada pelos outros serve de base teórica para nossa própria experiência. Depois de tudo dito e feito, ainda é a experiência pessoal o árbitro final de toda a teoria».

De tudo isso podemos dizer: que aprendemos com a experiência, com a nossa e com a dos outros; que a teoria nasce da prática e a prática nasce da teoria; que advogar é fácil, o difícil é advogar inteligentemente, como o jogador da arte do xadrez; que a experiência é posto, tem valor, tem brilho, tem poder, e que é o pulo do gato, a distância, a diferença, o abismo, entre o mestre e o aprendiz.

Lido no blogue de Samuelson Silva de Moura (advogado criminalista. Fundador da Associação dos Advogados Criminalistas do Acre -ACRIM)

O Jogo de Xadrez enquanto metáfora do Direito

Domingo, Dezembro 13th, 2009
Artigo de Honório de Medeiros (Mestre em Direito; Professor de Filosofia do Direito da Universidade Potiguar (Unp); Assessor Jurídico do Estado do Rio Grande do Norte; Advogado (Direito Público), publicado no seu blogue pessoal.

 

Suponhamos dois circunstantes que se disponham a jogar uma partida de xadrez. 

Para iniciá-la, deverão estar previamente concordes quanto às regras a serem seguidas. Sabem que descumpri-las é fatal: haverá sanção (no jogo de damas, cartas, ou outro qualquer, as regras surgirão, também, através de acordo preliminar). 

Uma vez iniciada a partida, ela desenvolver-se-á em dois planos: no primeiro, sob a égide de regras que disciplinam o jogo, e que são oriundas de fatores a ele externos, tais como as decisões da Federation Internationale Des Echecs (FIDE), entidade que congrega e ordena a atividade enxadrística em nível internacional ou mesmo o regulamento do torneio do qual estão participando os contendores; no segundo, deverão (ou não) serem observadas, pelos contendores, regras (técnicas) imanentes à própria disputa, ao jogo-em-si, descobertas ao longo do tempo pelos estudiosos para que se obtenha a vitória almejada: noções estratégicas, táticas, questões atinentes às aberturas, defesas, e assim por diante. 

Quanto ao segundo plano pode-se falar em duas realidades distintas: a estática e a dinâmica. A primeira diria respeito à estrutura que a configuração das peças, em determinado momento da partida, origina em termos de vantagem para um ou outro (algo como, numa batalha interrompida, a quantidade de soldados, tanques, armas das quais disporia cada exército); a segunda corresponderia à variáveis puramente abstratas e nos daria uma idéia acerca de quem, por exemplo, detém a iniciativa no jogo (comanda a ordem dos acontecimentos). 

O observador cognoscente pode analisar esse objeto cognoscível (o jogo) de três formas diferentes: na primeira, enquanto não-participante, ao se perguntar acerca da história dessa disputa, as causas do seu surgimento, a psicologia dos participantes e, nesse caso, estará trabalhando enquanto historiador, psicólogo, ou sociólogo. Se o analisa enquanto metáfora da guerra, ou empreende a construção de uma teoria política utilizando a luta, o debate, o jogo como paralelos, desenvolve uma atitude filosófica. 

A terceira forma impõe o raciocínio dedutivo e nos surpreende atuando enquanto participante do jogo, às voltas não somente com aquelas regras impostas de fora para dentro pela FIDE ou Direcção do Torneio, mas, também, com as outras exigidas pela estratégia e tácticas para a obtenção da vitória: aqui é-se um protagonista da cena enxadrística. 

Assim também o é o Direito, do qual o Xadrez pode ser uma metáfora, atento a quanto ele o é da guerra em si. 

Xadrez e escola combinam

Sexta-feira, Dezembro 11th, 2009

Kleber Galvêas escreveu em Século diário

Crianças, com informações superficiais sobre jogos de salão, param na frente de vitrine que expõe vários desses jogos e, conhecendo todos eles, escolhem e compram o xadrez. Lidas as instruções, compreendendo como movimentar as peças no tabuleiro e o objectivo do jogo, praticam essa aprendizagem jogando de forma mecânica ou aleatória.

Disputadas algumas partidas com jogadores mais experientes, percebem que no xadrez não há espaço para sorte ou azar, e que conhecimento do jogo, a compreensão dos movimentos das peças e aplicação correcta desses fundamentos numa partida, não garantem o sucesso. Aprendem que é preciso observar e analisar as acções do adversário em relação às suas posições, prever e até criar estratégias que induzam jogadas futuras do oponente, articulando o próximo ataque, ou consolidando a própria defesa. Só após avaliação desse conjunto de possibilidades quase infinitas num tabuleiro de xadrez, podem eleger e realizar uma jogada consciente.

Aplicando um xeque-mate, objectivo final do jogo, os novos xadristas percorreram níveis cada vez mais elevados da sua relação com o xadrez. Partindo do elementar conhecimento, que permitiu distingui-lo entre outros jogos expostos na vitrine, passaram a compreender, aplicar, analisar, sintetizar, avaliar lances e a partida. Adquiriram intimidade com formas diferentes de pensar.

Ler mais em Séculodiário.com.br.

A Construtora Conceito e Moradia criou uma equipa de xadrez e apoia o xadrez local no Brasil

Quarta-feira, Novembro 18th, 2009

Pode uma construtora ter algo em comum com um clube xadrez? Por incrível que pareça, sim! Planejar, projectar e construir requer muito planeamento e concentração, assim como o jogo de xadrez. Um desporto que, além de desenvolver o raciocínio lógico induz seus praticantes a exercerem modelos de planeamento táctico e estratégico, que são muito úteis na vida pessoal e profissional.

Por valorizar os benefícios do xadrez para vida pessoal e profissional de seus praticantes, a construtora curitibana Conceito e Moradia, conhecida por suas acções nas áreas de preservação ambiental e de acessibilidade na construção civil, tem dado apoio ao xadrez local. «As pessoas que jogam xadrez têm habilidades ligadas ao empreendorismo, e com isso mais chances de uma boa colocação no mercado de trabalho», afirma o director da Conceito e Moradia, Eurico Borges dos Reis. «Além disso, o xadrez é um desporto altamente inclusivo, que pode ser praticado em qualquer idade e por qualquer indivíduo, propiciando também o encontro de gerações apaixonadas pelo desporto», diz.

A equipa que leva o nome da construtora participou, entre os dias 6 e 8 deste mês, do Torneio Interclubes Brasileiro de Xadrez, que contou com a organização de Carlos Callero, árbitro internacional de xadrez, e conquistou o terceiro lugar na competição. «É a primeira vez que apoiamos o time e já tivemos um óptimo retorno», diz Borges. Entre os jogadores da equipe estava Sandro Mareco, de 22 anos, Mestre Internacional de Xadrez, com duas normas de Grande Mestre e outros diversos títulos internacionais. 

 

O Xadrez no Paraná

O xadrez como projecto educacional tem auxiliado no desenvolvimento de crianças, jovens e adolescentes paranaenses. Mais de 300 mil estudantes jogam xadrez. 80% deles estão em escolas estaduais [públicas], que introduziram o desporto na estrutura curricular.

Cerca de mil escolas estaduais tem acesso ao servidor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para acesso ao sistema de ensino. É uma actividade extra-curricular atraente e que promove a integração social entre os jovens e adolescentes e ainda auxilia no processo pedagógico: apoia a autonomia intelectual e promove a participação nas salas de aula.

Na fotografia, a equipa de xadrez da Conceito e Moradia. Podem ver-se da esquerda para a direita, Leo Pasqualini de Andrade, 47, Analista de Sistemas, Ulisses Kaniak, 39, Engenheiro Eletrônico, Eurico Borges dos Reis, 57, Engenheiro Civil, Sandro Mareco, 22, Mestre Internacional de Xadrez, Israel Krueger, 28, Engenheiro Elétrico e Gilberto Stein, 19, estudante de administração de empresas.

Lido em Panashop.

No Rio de Janeiro o tráfico muda rotina para driblar “Polícias Pacificadoras”

Terça-feira, Novembro 17th, 2009

O programa das Unidades de Policia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro não conseguiu acabar com o tráfico de drogas onde foi instalado, mas fez com que os criminosos deixassem de exibir seus crimes de forma ostensiva nas comunidades. Na avaliação do coordenador das UPPs, coronel José Vieira de Carvalho Júnior, os traficantes mudaram de comportamento nas cinco favelas onde foi instalado o programa. «Os bandidos já não ficam circulando com fuzis. E a comunidade já esta começando a confiar mais e a fazer denúncias», afirmou.

Depois de quase um ano da instalação da primeira UPP, na favela Santa Marta, em Dezembro de 2008, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ainda não tem levantamento que mostre queda de ocorrências criminais nas regiões ou aumento de prisões, mas, segundo a SSP, a meta principal – aproximar as comunidades da polícia e devolver os territórios à população – está sendo cumprida.

Conforme pesquisa feita em Maio pela Fundação Getúlio Vargas na favela Santa Marta, 58,38% dos entrevistados têm a percepção de que a segurança pessoal e da família aumentou. Na Cidade de Deus, o índice foi de 63,58%. O programa também está presente no Jardim Batam, Chapéu Mangueira e Babilônia. Somadas, as cinco correspondem a 10% das comunidades que vivem em favelas, segundo a SSP.

Os desafios do trabalho vão da aceitação pacífica dos traficantes à presença da PM à desconfiança da população e ao número reduzido de policiais preparados para exercer a função. Falta de pessoal capacitado – policiais recém-formados com especialização em direitos humanos e policiamento comunitário – segundo a SSP, é a maior dificuldade. (…)

Apesar das dificuldades, a secretaria considera o projeto bem-sucedido e pretende aumentar o contingente de policias em 3,5 mil policiais nas UPPs até o fim de 2010. Além das cinco favelas onde está instalado o projeto, um estudo analisa a ampliação para outras 100 comunidades. A idéia é de que uma UPP grande possa atender até 10 favelas. (…)

Essa intermediação que os policiais fazem entre os moradores e outros órgãos é normal, na opinião do coronel José Vieira de Carvalho Júnior. «A população não precisa só de polícia, mas de mais creches, escolas, ensino profissionalizante. No Santa Marta, o cabeamento de luz esta sendo refeito, as ruas, recadastradas. A conta de telefone não vai mais chegar na rua A ou B. A rua terá nome e isso é um início de cidadania», afirmou.

Ler a reportagem da jornalista Mariana Canedo, em Terra.

Simultânea com MI Marcus Vinícios para comemorar o Dia Mundial do Xadrez

Terça-feira, Novembro 17th, 2009

Vesusiano Ramos, professor de matemática, dvulga no seu blogue Matemática, Educação Matemática e Xadrez…. para comemorar, na próxima 5ª feira, o Dia Mundial Internacional do Xadrez, data de nascimento do ex-campeão mundial José Raul Capablanca

O Clube de Xadrez de Três Rios (Rio de Janeiro) organizou uma simultânea de 20 tabuleiros contra o MI Marcus Vinícius Moreira, o Ovelha, que tem 2394 pontos Elo FIDE, ocupando actualmente a 19ª posição no Brasil.

O evento, com início às 19.00 horas, será realizado no Shopping Olga Sola.

Xadrez na XIII Feira Pan-Amazónica do Livro

Terça-feira, Novembro 10th, 2009

Pela segunda vez consecutiva, o Hangar sedia um dos acontecimentos
culturais mais importantes de todo o país.

A XII Feira Pan-Amazônica  do Livro finca os pés no Centro de Convenções e Feiras da Amazónia com o status de ser o quarto maior evento literário da América Latina, aliando a venda de livros e materiais didáticos a uma extensa programação com atividades culturais a cada nova edição.

Quem visitar o stand da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) do Governo do Estado do Pará, na XIII Feira Pan-Amazônica do Livro, pode conhecer um pouco sobre o projeto Xadrez Escolar, desenvolvido nas escolas estaduais e ainda aproveitar para jogar uma partida. Considerado o carro-chefe do stand da Seduc desde as últimas edições da feira, o projeto Xadrez Escolar tem atraído crianças, jovens e adultos que aproveitam a visita à feira para testar suas habilidades nas partidas, disponíveis em quatro mesas do stand.

Em uma delas estava o estudante Cleberson Dias Rodrigues, aluno do 1º ano da Escola Estadual Avertano Rocha, em Icoaraci, que jogava uma partida com Matheus Barbosa Padilha, estudante da 6ª série da Escola Tenente Rêgo Barros. Os adversários contam histórias diferentes de como se interessaram pelas regras do jogo. Enquanto Cleberson aprendeu a jogar na escola, Matheus foi incentivado pelo pai, que o presenteou com um tabuleiro.

Mas concordam quando dizem que as regras do jogo de tabuleiro os ajudaram a melhorar nos estudos. «Sempre fui bom em Matemática, mas consegui liberar a mente e desenvolver um raciocínio mais rápido para melhorar em Português e Ciências», contou Matheus. Já Cleberson, que não era tão bom na disciplina Inglês, passou a tirar notas boas. «Associo o xadrez à Matemática, que você tem que usar a probabilidade», disse o jovem.

Segundo o professor Mário Cardoso, que coordena o projeto Xadrez Escolar, «as pesquisas comprovam que o jogo de xadrez pode melhorar a concentração, a atenção, a memória e até o comportamento do aluno em sala de aula».

Desde 2007, cerca de 80% de professores da Região Metropolitana de Belém (RMB) já foram capacitados e receberam kits com o tabuleiro para trabalharem o jogo na escola.

A meta da Secretaria é capacitar professores de 520 escolas da capital e interior do Estado até 2010 e fazer com que 261.000 alunos aprendam a jogar uma partida de xadrez.

Por Leandro Moreira (Assessoria de Imprensa do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia) em Hangar e Julie Rocha (Seduc), em Agência de Notícias do Pará.

A “Bolsa Atleta 2010” oficial para apoiar treinos não inclui o xadrez

Quarta-feira, Novembro 4th, 2009

 

 

Estão abertas as inscrições para o Bolsa Atleta 2010, programa da Secretaria de Esporte do Distrito Federal que oferece aos atletas sem patrocínio uma bolsa mensal para custeio de treinamentos do DF, sem necessidade de migrar para outro Estado. (…)

O programa atende cerca de 120 atletas em 16 modalidades olímpicas: atletismo, basquete, ciclismo, ginástica olímpica, ginástica rítmica, andebol, hipismo, iatismo, judo, natação, saltos ornamentais, taekwondo, ténis de mesa, ténis de quadra, triatlo e volei.

O valor da bolsa varia entre R$ 183,60 e R$ 3.305, dependendo da categoria em que o atleta se enquadra (estudantil, estadual, internacional ou olímpica).

O sítio oficial www.esporte.df.gov.br disponibiliza mais informações.

Seria interessante saber por que o xadrez não é contemplado. Talvez os nossos amigos brasileiros saibam explicar o estranho mistério! Ou será que a Bolsa se destina apenas às “modalidades olímpicas”? Mas o próprio xadrez também é uma modalidade olímpica ou não será?

Divulgada a lista Elo FIDE de Novembro onde dois brasileiros aparecem no top100 mundial: GM Alexandr Fier (2653) e GM Giovanni Vescovi (2648) e os portugueses continuam ausentes

Terça-feira, Novembro 3rd, 2009

A lista de Elo FIDE de Novembro apresenta muitas alterações em relação à FIDEanterior. 

O búlgaro Veselin Topalov é 1º, o jovem sueco Magnus Carlsen confirma o 2º lugar e o indiano Viswanathan Anand caiu para terceiro. Levon Aronian ganhou 13 pontos, estando a 2 pontos de Anand, mas caiu de 3º para 4º devido à subida de Carlsen.

Vugar Gashimov entra no top10 pela primeira vez, com mais 18 pontos em relação à lista de Setembro. Peter Svidler volta ao top10, enquanto Ivanchuk e Radjabov ficam de fora.

No Top100 masculino, encontra-se, em 48º, a única mulher, a GM Judit Polgar (2680) que lidera igualmente o Top100 feminino, seguida da GM Humpy Koneru (2603), as únicas com mais de 2600 pontos.

É de realçar a aparecimento dois brasileiros no top100 mundial: o GM Alexandr Fier (2653) em 76º e o GM Giovanni Vescovi (2648) em 91º. O GM Rafael Leitão (2621) e  o GM Gilberto Milos (2603) completam o quarteto que lideram o top10 Brasil.

Quanto aos portugueses, nenhum tem mais de 2500 pontos numa lista liderada pelo MI Diogo Fernando (2496), MI Ruben Pereira (2448), GM Luis Galego (2446), MI Sérgio Rocha (2431), GM António Fernandes (2410), MI António Fróis (2404), Carlos P Santos (2403) e MF António Vítor (2402), os únicos acima da barreira de 2400 pontos. Seguem-se, MF Paulo Dias (2391) e MI Rui Dâmaso (2386),.

Entre as femininas, todas elas incluídas no Top100 nacional, lidera a MIF Catarina Leite (2188), seguida da campeã naciona, MFF Ana Baptista (2167), MFF Ariana Pintor (2113) e MFF Margarida Coimbra (2109). Seguem-se Bianca Jeremias (1963)

Ver as listas Top100 men, Top100 womenTop100 Portugal, Top100 Brasil.

Era uma vez um gato xadrez…

Segunda-feira, Outubro 26th, 2009

Iniciando o mês de Novembro, o Auditório Cláudio Santoro traz o espetáculo  Era Uma vez um gato xadrez para o divertimento do público infantil.

A peça é sobre as histórias das viagens que o esperto gato xadrez faz pelo mundo afora, e que em companhia de seu fiel amigo, o cão Bigodinho, conduz o público a um espetáculo cheio de aventuras em meio a muita música e divertidos personagens.

A história contará sobre a paixão do cão pela bola, o rato que queria ser um leão, e as galinhas que cantam para botar seus ovos, entre tantas outras tão engraçadas quanto estas.

O espetáculo musical foi montado pela Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos, que tem em seu repertório vários textos clássicos, bem como montagens próprias. Com seus bonecos expressivos e sua técnica de manipulação, derivada do Bunraku japonês, a Cia traz para os palcos de todo o Brasil uma plástica apurada, aliada a uma dramaturgia delicada e coerente, com temas variados que exploram as mais diversas sensações, indo da poesia à comicidade, até da tristeza à saudade ou reflexão.

Mesmo dedicado fielmente ao público infantil, não se pode dizer que seja exclusivamente para os pequenos, pois a Cia Polichinelo busca realizar em seus trabalhos o lúdico, o poético, o compreensível e o dinâmico em suas criações, o que conquista também o público adulto. 

A apresentação do musical Era uma vez um gato xadrez será no próximo domingo, dia 01 de Novembro, a partir das 11.00 horas, no Auditório Cláudio Santoro.

Lido em guiadoturista.net.

Curso de Xadrez Escolar para professores no Pará

Quarta-feira, Outubro 21st, 2009

Professores e técnicos das escolas estaduais pertencentes à 10ª Unidade da Seduc na Escola (USE 10) participam de um curso de formação que vai qualificá-los a ensinar as técnicas do xadrez escolar aos estudantes. A ideia é formar clubes de xadrez nas escolas para que os educadores trabalhem a atenção, planeamento e auto-estima dos alunos por meio do jogo. A formação tem início hoje no auditório da escola estadual Márcio Ayres, no bairro do Tapanã.

O Projeto Xadrez Escolar, desenvolvido há dois anos pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), é um dos maiores projetos do Brasil na área da educação. Para a formação nas escolas da USE 10, os 60 educadores inscritos receberão kits com cinco jogos de peças de xadrez, cinco tabuleiros e um mural didático para começarem a aplicar o xadrez na escola. A importância do xadrez na escola e experiência desenvolvida no Estado e em todo o Brasil, além das atividades práticas que envolvem jogos educativos e o ensino do movimento das peças à formação do tabuleiro, estão entre os tópicos que serão trabalhados ao longo dos três dias de formação.

Lido em Agência Pará de Notícias.

O Brasil vai realizar os Campeonatos Mundiais de Jovens (sub-08 a sub-18) em 2011

Quarta-feira, Outubro 21st, 2009
A Confederação Brasileira de Xadrez informou em comunicado a comunidade xadrezista brasileira sobre as deliberações do Congresso da FIDE realizado há dias na Grécia.

Confederação Brasileira de XadrezRealizou-se de 12 a 17 deste mês, em Halkidiki (Grécia), o 80° Congresso da FIDE, onde o Brasil tinha para votação 3 petições, sendo aprovadas as 3 por unanimidade:

1. AI Antônio Bento aprovado como o 1° Lecturer de língua portuguesa para aplicação de FIDE Arbiter Seminar;

2. Foi criada, por sugestão do Brasil, a Subcomissão de Xadrez Social, tendo como Chairman o GM Darcy Lima;

3. Aprovada a realização, na cidade do Rio de Janeiro, do [Campeonato] Mundial sub-08 a sub-18 de 2011.

Pablyto Robert
Presidente da CBX

O GM Giovanni Vescovi comentou na sua página pessoal este acontecimento de relevância mundial,

Conforme informação do site da Confederação Brasileira de Xadrez, o Rio de Janeiro sediará os Campeonatos Mundiais de 08 a 18 anos em 2011. A decisão foi tomada por unanimidade no 80º Congresso da FIDE, realizado em Halkidiki, na Grécia.

Esta é mais uma importante conquista para o esporte brasileiro, e para o xadrez. Com os olhos da comunidade internacional voltados para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, a responsabilidade para os organizadores deste Mundial de 2011 é maior. Local de jogos, segurança, transporte, rede hoteleira e alimentação de primeira qualidade são a ordem do dia.

No entanto, esses são problemas materiais de fácil resolução (com o devido apoio financeiro, é claro). Minha preocupação maior é com a participação de nossos representantes e jovens talentos. Se por um lado é muito bom ter um Mundial realizado no Brasil, por outro lado todo esse esforço pode ser desperdiçado se não for feito um bom trabalho de base e de alto rendimento nesses dois anos.

Para conhecer melhor os pontos de vista deste grande mestre sobre a participação brasileira nesta prova podem ler a página de GM Giovanni Vescovi.

O GM Giovanni Vescovi lançou o seu blogue de xadrez

Terça-feira, Outubro 20th, 2009

O GM Giovanni Vescovi informou a comunidade xadrezista de que criou o seu blogue de xadrez pessoal. Eis a sua proclamação

Amigos do xadrez e da ESPN, salve!

Finalmente resolvi lançar meu blog. O objectivo é manter um canal aberto com o público, mesclando uma dose de informações sobre o xadrez no Brasil e no mundo com comentários e análises. Os comentários dos internautas são sempre bem vindos e ajudarão na construção de um blog de primeira!

Os fãs da ESPN Brasil agora terão a oportunidade de acompanhar as novidades e conhecer um pouco mais sobre o esporte intelectual mais praticado no mundo.

GM Giovanni Vescovi

«Mequinho vence a barreira do tempo» artigo de Nilton Valentim

Sábado, Outubro 3rd, 2009

Verdadeiro símbolo do xadrez brasileiro, Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, 57 anos, será um dos personagens principais da 73ª edição dos Jogos Abertos do Interior, em São Caetano. O enxadrista, que chegou a ser o terceiro melhor do mundo, representará São Bernardo.

Gaúcho de Santa Cruz do Sul, Mequinho descobriu cedo o xadrez. Começou a jogar aos 5 anos, influenciado pela mãe, e aos 13 já era campeão nacional. No fim da década de 1970 – no auge da carreira – descobriu que era portador de miastenia, uma doença incurável que ataca os músculos ao ponto de deixá-los sem controlo motor.

Deixou o mundo dos tabuleiros e passou a lutar pela vida. Saiu-se vitorioso e, em 2000, atendendo a um chamado divino, voltou a competir.

«Em 1977 eu fui desenganado em Houston, no Texas (EUA). O que eu achava que era uma simples dor de garganta na verdade era uma doença grave. Dois anos depois, sem poder mastigar. Fui perdendo as forças e, graças a três mulheres que rezaram por mim, melhorei 99%», relembra.

Aí começava o encontro de Mequinho com a religião. «Jesus me salvou. Mas a vontade de Deus foi que eu não ficasse totalmente curado. Tenho crises secundárias, mas que não ameaçam mais a minha vida e hoje mantenho a doença controlada.»

Depois disso, Mequinho tornou-se um católico fervoroso. Adepto da renovação carismática, três anos depois lançou o livro Como Jesus Salvou a Minha Vida e formou-se em Teologia e Filosofia.

Em 2000, ouviu o chamado divino para que retornasse ao xadrez e lançou-se novamente nas competições. «Quando Jesus me curar totalmente vou voltar a ser o que eu era. Hoje sou grande mestre internacional, mas pretendo ser um dos melhores jogadores do mundo. Essa cura total será muito em breve», proclama Mequinho do alto de sua inabalável fé.

Para quem ousa duvidar, Mequinho cita como exemplo o confronto que teve na última semana, com o número um do Brasil, Alexandr Fier, e que terminou empatado por 2 a 2. «Se não estivesse bem, não poderia enfrentá-lo. Principalmente porque iniciei a disputa perdendo e, no jogo final, tive boas chances de ganhar», aponta.

Além da fé em Deus, Mequinho cita outros dois factores para a sua recuperação: a alimentação natural e o tratamento com remédios homeopáticos.

O cuidado com a comida foi uma das exigências do enxadrista antes de assinar com São Bernardo. «Minha alimentação é excelente. Totalmente sem temperos e eu a uso tem 30 anos. Desta forma, não pego doença alguma», destaca o atleta, que garante hoje correr quatro quilômetros por dia e ter condições de praticar qualquer esporte, até mesmo artes marciais.

Nos Jogos Abertos, Mequinho e a equipe de São Bernardo terão como principais adversários a equipa de Americana, que será formado pelo primeiro do ranking brasileiro, Alexandr Fier, Rafael Leitão (terceiro) e Gilberto Millus, o quarto melhor enxadrista do País.

Ler o artigo de Nilton Valentim no Diário do Grande ABC.

Cuba tem especialização em xadrez, o Brasil está na fase escolar e Portugal à espera de saber o que quer

Sábado, Setembro 26th, 2009

Enquanto Cuba já está oferecendo curso de pós-graduação em xadrez, visando a profissionalização de seus professores na modalidade, o Brasil caminha para a implantação do jogo na grade curricular das escolas.

«Em Cuba, o xadrez está na grade curricular desde 1939», contrapôs o MI Gerardo Lebredo, diretor do Instituto Sul-Americano de Xadrez, de Cuba, em visita à sede do Grupo A TARDE, onde foi recepcionado pelo diretor executivo Renato Simões Filho.

Pela primeira vez em Salvador, Lebredo estava acompanhando o GM Giovanni Vescovi e sua filha, Katherine Vescovi, na visita. Os três foram convidados para participar da 17ª Copa Sigma de Xadrez, que começa neste sábado 26 e será encerrada no próximo domingo, 27, no Colégio Isba.

Também acompanharam a visita o procurador do Estado e escritor Luiz Cláudio Guimarães e o secretário da FBX, Wilter Pereira. Lebredo observou que o esporte é muito popular em seu país e está presente na cultura nacional desde o século 18. O resultado, segundo atestou, são estudantes mais concentrados nas aulas e bons resultados nos estudos, com a ajuda do xadrez.

Brasil –- O mesmo movimento está sendo registrado no Brasil, segundo o GM brasileiro Giovanni Vescovi, ao defender a inserção da esporte como ferramenta pedagógica. «Cerca de 40% da rede pública já está aderindo», disse, incluindo na lista a própria filha, Katherine, estudante da Escola Morumbi, em São Paulo.

Ainda segundo ele, além de facilitar a aprendizagem de disciplinas, principalmente na área de exatas, o xadrez contribui como facilitador para falar outros idiomas. «Tenho dificuldade de me comparar, no antes e depois, porque praticamente desde que nasci jogo xadrez. Não sei como seria se não tivesse essa ferramenta», declarou o grande mestre.

Vescovi fala idiomas como o russo, inglês, espanhol e alemão fluentemente. «Aprendi a falar sueco sozinho», acrescentou. A filha Katherine, campeã brasileira sub-10, segue caminho parecido: «Só sei falar espanhol», respondeu a menina, mais interessada em desenhar no quadro de uma das salas. Pausa nos desenhos, alguns imitando as pessoas presentes, só para falar do que gosta ou não. «Eu gosto de campeonatos e de atacar no jogo. Só não gosto de perder», respondeu, antes de voltar aos desenhos.

Ranking Em relação a Cuba, o Brasil sai em desvantagem, quando o assunto é a classificação no ranking mundial. «Nós estamos entre os 100 do mundo, Cuba entre os 20 primeiros», certificou Giovanni Vescovi. O Brasil tem cerca de oito grandes mestres enquanto em Cuba há cerca de 20, segundo Lebredo.

Lido em A Tarde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual é a fase em que se encontra Portugal? À espera de saber o que quer!

Criado um Grupo de Trabalho para Estudar Cenário Nacional da Prática do Xadrez no Brasil

Sexta-feira, Setembro 25th, 2009

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, constituiu um grupo de trabalho para estudar o cenário nacional da prática de xadrez e a construção de um plano nacional de desenvolvimento do xadrez educacional.

Ele considera, na Portaria nº 171, publicada hoje no Diário Oficial da União, que existe demanda da sociedade brasileira quanto ao fomento e à prática de modalidade esportiva xadrez, em todas as suas particularidades.

Caberá ao grupo, entre outros objetivos, elaborar a estratégia de fomento do xadrez no Programa Segundo Tempo e analisar a execução e as diretrizes do Programa Xadrez nas Escolas.

Entre os oito integrantes do grupo está Amauri Aparecido Bássoli de Oliveira, representante da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Lido em O Diário e no  Blogue do Rigon.

Henrique Mecking (‘Mequinho’) desafia o actual número 1 brasileiro, Alexander Fier para ‘match’ de 4 partidas [23-27.Set]

Terça-feira, Setembro 22nd, 2009

A Folha Online noticia que o GM Alexandr Fier, de 21 anos, actual número 1 do Brasil, disputa um match de quatro partidas, com o GM Henrique Mecking, o ‘Mequinho’, de 57 anos – o melhor xadrezista brasileiro e melhor colocado no ranking mundial em todos os tempos que chegou a terceiro do mundo na década de 1970.

Os dois xadrezistas vivem fases opostas. Enquanto Fier acaba de entrar no Top 100 mundial, ‘Mequinho’ abandonou antes do fim, o último torneio que participou, o Campeonato Continental, em Julho de 2009.

O match, de 4 partidas, abertas ao público, com transmissão pela internet vai ser disputado nos dias 23 e 24 (19.00h) e 26 e 27 (10.00h), descansando 6ª feira. As partidas serão jogadas ao ritmo de 1.30h, com um acréscimo de 30″ por cada lance.

As partidas serão transmitidas online (ao vivo) em CTX Centro de Treinamento em Xadrez (empresa informática que constituiu uma parceria com a IChessU — International Chess University, fornecedora de um software específico para ministrar aulas de xadrez à distância).

Mais informações em Liga do Xadrez, Repórter Aventura.Não esquecer a excelente Base de Dados de Xadrez do Brasil.

«Xeque-mate em sala de aula» ou mais caso exemplar!

Terça-feira, Setembro 15th, 2009

O jogo de xadrez é adotado como conteúdo nas escolas e auxilia no aprendizado das outras disciplinas

Os olhos estão fixos num mesmo ponto. A cada lance, o grupo adversário se reúne e pensa na melhor solução para a próxima jogada. Con­centração, silêncio e atenção re­do­­brada são essenciais nesta partida de xadrez gigante. A atividade é monitorada por um professor e ocorre dentro de uma escola. “Quero ser a dama”, gritam dois alunos interessados em se transformar na peça mais forte do jogo.

Gigante ou do tamanho tradicional, jogar xadrez faz parte da atividade extra do Colégio Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes, em Curitiba. O xadrez também aparece integrado ao currículo de Educação Física em grande parte dos colégios no Paraná, da rede pública e privada.

Ferramenta

Até a metade de 2010, um conteúdo específico sobre o jogo irá integrar o livro didático público para o ensino fundamental da rede pública estadual. O livro existe para os estudantes do ensino médio do Paraná como material de apoio aos livros didáticos enviados pelo Ministério da Educação. É produzido por professores da própria rede estadual.

O autor do conteúdo de xadrez, Osni Zioli, professor de Educação Física em Pato Branco, no Sudoeste do estado, ressalta que o uso do xadrez nas escolas vai além do desenvolvimento cognitivo das crianças. Relacionar a história do jo­­go com temáticas sociais, momentos históricos e questões de gênero. «A contextualização dá vida ao xadrez», afirma.

Um dos exemplos usados pelo professor é a questão de gênero que está por trás da dama, a mais forte do jogo. Segundo Zioli, até a Europa renascentista, o nome dado à peça era conselheiro do rei. «Depois que foi mudado, a própria regra do xadrez foi alterada por questões religiosas. Antes, o jogador que chegasse com um peão no fim do tabuleiro tinha o direito de pegar um ou mais conselheiros. Depois, só podia escolher a dama uma vez», explica.

Alunos reconhecem benefícios

Crianças e adolescentes que praticam xadrez na escola há algum tempo reconhecem os benefícios do jogo para o aprendizado. Para o estudante da 4.ª série Lucas Nacif Giacomin, 10 anos, adquirir paciência foi um dos principais ganhos. Lucas recebe aulas do jogo desde os 5 anos de idade. «Falo muito e sou muito agitado. O xadrez me ajudou a prestar mais atenção e fazer as coisas com mais calma», diz.

A concentração ficou melhor na opinião do estudante do 3.º ano George William Lokang, 8 anos. «É um jogo que tem de usar muito a inteligência», diz. Para Pedro Paulo Leal de Medeiros, 12 anos, campeão de xadrez em seu nível no Colégio Dom Bosco, o grande benefício é a melhoria na capacidade de concentração. «Consegui prestar mais atenção nas aulas», diz. Pedro Paulo está na 6.ª série e tem aulas de xadrez desde os 7 anos de idade. Para a coordenadora de Educação Física do Dom Bosco, Rachel Fontoura dos Santos Lima, um dos principais benefícios da prática do xadrez é ensinar a lidar com o fracasso ou sucesso. «É preciso ter um plano estratégico. Quem observa melhor o jogo e tem uma visão do todo, se sai melhor», afirma. (TD) (…)

Nas 175 escolas da rede pública municipal de Curitiba e nas 2,1 mil escolas da rede pública estadual do Paraná, o xadrez faz parte do conteúdo de Educação Física. O mesmo ocorre nos colégios Dom Bosco. Nos colégios Bom Jesus pode aparecer como atividade extra ou integrado ao currículo, dependendo da sede. Já nas escolas Positivo, o conteúdo aparece nas aulas de Educação Física até o 3.º ano do ensino fundamental. Depois é oferecido como atividade extra e gratuita.

Incluir o jogo de tabuleiro mais antigo do mundo como ferramenta pedagógica traz inúmeros benefícios às crianças, ressaltam os educadores. O principal ganho é cognitivo. Ajuda no desenvolvimento de capacidades como memorização, concentração, raciocínio e lógica.

Para a diretora do ensino fundamental da rede municipal de educação de Curi­tiba, Nara Luz Salamunes, uma das vantagens é a participação em campeonatos. «A criança se vê em situação permanente de desafio, pois precisa desenvolver diferentes estratégias. Sem contar que é algo que dá prazer», afirma.

Na opinião do professor de xadrez do Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes, Fábio Corrêa Volpe, o jogo também auxilia a desenvolver organização e responsabilidade. «O xadrez nos ensina que não adianta só pensar naquele momento, mas na consequência que o movimento escolhido trará depois. É assim na vida», ressalta.

Um melhor desenvolvimento do raciocínio lógico e matemático é a aposta das escolas Positivo para investir na prática do xadrez desde o 1.º ano do ensino fundamental, segundo o supervisor de Cultura e Esportes Zair Cândido Netto. «Tem também a questão cognitiva, mas o objetivo principal é fomentar a Matemática», diz.

Já na rede municipal de ensino de Curitiba, a aposta é no ganho que o xadrez traz por si só. «Não aliamos a uma área do conhecimento específica», ressalta Nara. Um projeto específico é oferecido aos alunos interessados no contraturno escolar. São 78 escolas municipais que oferecem o xadrez fora do horário normal de aula.

Lido em Gazeta do Povo.

«O falso mestre de xadrez»

Quarta-feira, Setembro 9th, 2009

Por William Pereira, baseado nos contos de Khawajah Nasr Al-Din (Séc XIV –Turquia)*

Um falso mestre de xadrez foi convidado para dar palestra a um grupo de iniciantes neste jogo de tabuleiro, o pessoal queria desmascará-lo.

Chegando ao recinto dirigiu-se a turma e perguntou:

- Alguém aqui entende ou sabe jogar xadrez?

Todos responderam que não.

O mestre indignado exclamou:

- Como são ignorantes, devia ter buscado a aprendizagem em livros, internet, em qualquer lugar se encontra como jogar xadrez!

E foi embora.

Na semana seguinte procuraram novamente o mestre, pediram calma, convenceram ao mesmo ir novamente dar seus ensinamentos, chegando lá a mesma pergunta;

- Alguém entende ou sabe jogar xadrez?

A resposta veio em coro.

- Sim mestre! Todos sabem!

Então o mestre se levantou e disse:

- Vou embora! Nada tenho que fazer aqui já que todos sabem jogar. E foi-se.

Encabulado os enxadristas combinaram uma resposta para deixar o mestre sem saída e dar a palestra e novamente o convidaram.

O mestre chegou, fez a mesma pergunta e responderam:

- Mestre uns sabem e outros não!

Então o mestre calmamente disse que ia embora e que os que sabem ensinam aos que não sabem.

* Extraído do livro Os 100 melhores contos de humor da literatura universal, de Flávio Moreira da Costa, Ediouro Publicações de Passatempos e Multimídia Ltda, 2001.

Lido em Clube de Xadrez Pensart.

O Mullah Nasrudin (Khawajah Nasr Al-Din) escreveu, no século XIV em que viveu, histórias onde ele mesmo era personagem.

São histórias que atravessaram fronteiras desde sua época, enraizando-se em várias culturas. Elas compõem um imenso conjunto que integra a chamada Tradição Sufi. (em Releituras)

Xadrez: Um jogo para o Saber

Quarta-feira, Setembro 9th, 2009

Considerado o segundo esporte mais praticado do mundo, a prática do xadrez é elemento de grande contribuição para o desenvolvimento da memória, capacidade de concentração e agilidade no raciocínio. Na Cidade do Saber, o curso de xadrez já existe há quase dois anos, mas sua procura é mediana em relação à quantidade de vagas disponíveis. Quem afirma isso, é o professor Joel Araújo de Menezes, que leciona no curso às terças e quintas, pela manhã e tarde, às 10h e às 14h, respectivamente.

Segundo o professor, a procura pelo curso é pouca, devido ao desconhecimento dos pais. «As crianças conhecem o jogo através do vídeo-game, do celular e do computador. Por isso, as mães e os pais imaginam que é um simples jogo de entretenimento. Mas o xadrez tem uma metodologia, uma aplicabilidade de cognição na criança, que aumenta o raciocínio lógico e matemático, que amplia o campo de visão, no que se refere às estratégias e previsões de movimentos. Poderia ser mais procurado aqui na Cidade do Saber», comenta Joel.

Além de desempenhar um importante papel social, já houve uma série de estudos realizados na ex-Alemanha Oriental, que comparou o desenvolvimento de grupos de estudantes de diversas idades. O resultado mostrou que o xadrez estimula a atividade intelectual e estabiliza a personalidade de crianças ou jovens durante seu crescimentoPraticar o jogo implica em vantagens de assimilação de conteúdos em aulas de física e matemática da escola regular, por exemplo, garantem os estudiosos e amantes da atividade. Além disso, o xadrez incentiva a criança a avaliar as consequências dos seus atos, tornando-as mais prudentes e responsáveis.

Uma prova desse resultado, na prática, é o bom desempenho nos estudos do pequeno Ricardo da Silva de Carvalho (foto), de 08 anos. Morador do bairro do Verde Horizonte, Ricardo é o aluno mais novo em idade e mais velho (com mais tempo) no curso. Há dois anos, ficou sabendo, através das irmãs, que a Cidade do Saber fornecia aulas de xadrez e, logo em seguida, matriculou-se. «Comecei a ter interesse vendo reportagens pela TV e depois através de jogos de computador. Melhorei bastante na escola», disse ele.

O professor Joel acredita que, com o tempo, o interesse pelo Xadrez possa aumentar: «Acredito nisso porque algumas escolas já têm o xadrez na grade curricular. Em particular, gostaria muito que se ampliasse a disseminação do “Esporte Xadrez”, assim como o xadrez lúdico. É um exercício tão variado que pode ser tanto uma grande brincadeira, quanto um jogo sério de estratégia».

Na Cidade do Saber, o xadrez está lado a lado com outros esportes competitivos, pois incentiva a inserção de Camaçari no cenário esportivo estadual, nacional e internacional. Assim como os outros esportes praticados na instituição, o xadrez também desempenha uma função de desenvolvimento cultural, resultando nos já conhecidos frutos: a educação, a inclusão social e a cidadania.

Lido em Cidade do Saber.

Juiz Desembargador apanhado a jogar xadrez em plena audiência do Tribunal Judicial da Bahia

Segunda-feira, Setembro 7th, 2009

 

 

 

 

 

 

O Juiz Desembargador Carlos Roberto Santos Araújo foi apanhado em flagrante jogando xadrez em seu computador na mais importante sessão do pleno do Tribunal de Justiça da Bahia este ano (veja foto ao lado).

A sessão foi aberta por volta das 9.30h e os desembargadores faziam saudações ao colega Gilberto Caribé, que participava da última reunião do pleno antes de se aposentar. Também faziam críticas à cobertura da imprensa sobre os assuntos do TJ-BA, quando o repórter fotográfico Haroldo Abrantes, do jornal A Tarde, percebeu a cena. Foram feitas seis fotos, nas quais Araújo aparece concentrado, olhando para o monitor do computador.

Na sexta foto, a interface do programa mostra que a partida entre o desembargador e a máquina estava no 18º lance. E era a vez do magistrado jogar. You move, avisava o programa. O desembargador Araújo pensava na sua próxima jogada, enquanto os desembargadores reclamavam do resultado da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada na terça-feira (1/9), cujo resultado deu ao TJ-BA a pior avaliação do Brasil.

«Eu não estava jogando xadrez. Abri a página antes de a sessão começar, por curiosidade», alegou o desembargador. «E a página ficou aberta [ao longo da sessão]», completou ele, que só se manifestou uma vez na sessão, que durou cerca de quatro horas. Os cliques do fotógrafo, no entanto, dizem o contrário.  Entre a primeira e a sexta foto foram feitos dois lances: o 17 e o 18.

Perguntado sobre a importância do uso do computador durante a sessão, o desembargador afirmou que a ferramenta serve para «dirimir dúvidas rapidamente».

O fotógrafo do jornal conta que o desembargador foi avisado sobre as fotos. «Alguém da plateia nos viu fotografando e telefonou avisando ao desembargador para ele mudar a tela do computador. Quando me virei, a tela já tinha sido modificada», conta Abrantes.

Os desembargadores debateram o projeto de extinção do Ipraj e decidiram pelo seu adiamento.

Lido em Consultor Jurídico.