Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Arq Brent Blake cria xadrez eléctrico feito de lâmpadas a apresentar na ‘Big Deal Art Show Party’ em 21/8 em Washington

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Esta parece uma invenção tirada diretamente do desenho animado: um xadrez em que as peças são substituídas por lâmpadas. A criação é do arquiteto norte-americano Brent Blake, que uniu seus conhecimentos de consultor de design às habilidades como jogador de xadrez.

O tabuleiro elétrico é formado por uma base laminada e usa soquetes e bocais para marcar a posição das peças, que por sua vez são substituídas por lâmpadas.

Em vez do formato das peças designar sua ascendência no jogo, Blake usou cores. As lâmpadas brancas, por exemplo, são os peões. Os cavalos são representados pela cor azul, as torres são verdes, os bispos são amarelos e a rainha, vermelha. O rei é uma grande lâmpada branca.

As lâmpadas são colocadas diretamente no tabuleiro elétrico e, enquanto se movimentam, ficam acesas. No momento em que uma peça é capturada pelo oponente, vai parar na fileira lateral do tabuleiro, em que fica apagada.
A corrente elétrica é bem baixa para evitar que os jogadores queimem os dedos à medida que o jogo prossegue: 7 watts para os peões e 11 watts para o restante. Um dimmer controla a intensidade do brilho das lâmpadas.

Seria no mínimo curioso saber o que o grande campeão russo Gary Kasparov acharia de disputar uma partida nesse tabuleiro.
O jogo de xadrez elétrico será apresentado na exposição “Big Deal Art Show Party” no Lake Museum & Art, em Moses, Washington, no próximo dia 21 de Agosto.

Lido em Época negócios.

«Jogo de xadrez» – uma criação feita inteiramente no photoshop’

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“Quem vai encarar este jogo? Aqui está mais uma criação feita inteiramente no photoshop. Partilhando com vocês.”

(Retirado do  blogue de Alberto de Moraes)

András Adorján: o músico e o grande mestre

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Ruy Lopez colocou um post (Two Adorjans, linked by music: like Budapest = Buda + Pest) em rec.games.chess.misc, onde se pode ler:

Speaking of pests, GM András Adorján, Kasparov and Leko’s second, a manic-depressive music composer and chess grandmaster, is hated by GM Judith Polgar and vice versa.  Strange, as they come from the same little country.

Ah, like the Greeks–the Hungarians go out of their way to stab their fellow countrymen in the back.

CPE Bach András Adorján D minor flute concert III.mvm

(even if you don’t like classical music you cannot fail to be impressed by this piece).

Mas o GM András Adorján tem obras publicadas em xadrez das quais destaco Black is OK Forever!


Excerto de Black is OK Forever!

pelo GM András ADORJÁN.


“When I meet my Lord, I will ask Him why He chose me to discover the theorem that is to renew the whole science of chess: BLACK IS OK!?  And why did so many wonderful chess thinkers simply pass by it?  After all, it could even have been discovered from sheer practical need, asking an obvious question: ‘Is it OK that BLACK is beaten so badly?’  Shouldn’t we do something against it?  Not just sheepishly wait for tomorrow’s White game? White to move and BLACK to suffer!? Only collective intellectual laziness could raise an empty dogma like this to the level of axiom! People do sometimes get knocked out by diseases, sorrows, all kinds of hardships.  We must simply endure it.  But the fact that tens of millions only want to somehow ’survive’ EVERY SECOND DAY is – forgive me -INSTITUTIONALISED IDIOCY.

The FIDE K.O.World Championship final of 2004 saw White beat BLACK 4-0 in serious games (with 2 draws).  IS IT NORMAL??  Well, if it is, then I am an idiot.  (Which I  may be, but not because of this.)  The CONSCIOUS research I’ve been doing since the year 1985 (before that, I had produced a ’plus’ score with BLACK simply INSTINCTIVELY) failed to reveal any strictly chess-related arguments for ANY initial advantage for White.  The only exception is that the ’first’ player can play for a draw more easily than BLACK.  All the other obvious arguments can be easily neutralised, even refuted…”


Como brinde final ofereço a possibilidade de verem uma partida que gostei particularmente, entre os grande mestres Lajos Portisch e András Adorján [0-1] em chessgames.com.

A vida como um tabuleiro de xadrez difuso

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La vida como un tablero difuso de ajedrez (Frank Meyer)

Pintura de Elke Rehder

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Pintura © Elke Rehder Fine Arts

O labirinto visual do xadrez

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“O País das Maravilhas” num tabuleiro de xadrez

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Este País das Maravilhas, mesmo com a chancela da Disney e inconfundivelmente “burtoniano”, já que sofre sob a tirania da Rainha Vermelha, que tomou o poder, devastou a paisagem e instituiu um regime despótico, apoiada no Bandersnatch e no Jabberwocky, dois dos monstros do poema Jabberwocky, de Carroll, que Alice (interpretada pela desconhecida Mia Wasikowska), agora com 19 anos e sem qualquer memória da sua anterior visita, quando criança, vai ter que enfrentar para salvar os seus amigos. Burton declarou ainda que «talvez não tivesse feito este filme se a tecnologia 3D não estivesse já tão desenvolvida, porque este é um caso em que o tema e o meio se adequam perfeitamente. O País das Maravilhas de Lewis Carroll, pelas suas características, casa perfeitamente com o 3D».

Outra das grandes diferenças desta versão de Tim Burton em relação à história original e o destaque dado à personagem do Chapeleiro Louco, o grande aliado de Alice no combate contra a Rainha Vermelha de Helena Bonham Carter (a mulher do realizador), e que está no centro do filme durante grande parte das suas quase duas horas de duração, chegando até a empunhar uma espada na fabulosa batalha final entre as forças da Rainha Branca (Anne Hathaway) e da Rainha Vermelha, disputada num gigantesco tabuleiro de xadrez de pedra, num sinistro cenário à beira-mar, enquanto Alice, de armadura e espada Vorpal na mão, luta contra o Jabberwocky, que fala pela voz de Christopher Lee.(…)

Tim Burton recrutou Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Anne Hathaway, Christopher Lee e Michael Sheen para a sua versão do clássico da literatura Alice no País das Maravilhas , filme protagonizado pela novata Mia Wasikowska que chega aos cinemas a 5 de Março do próximo ano.

O filme não é completamente fiel à história, com o argumento escrito por Linda Woolverton (de A Bela e o Monstro e O Rei Leão ) a transformar Alice numa adolescente de 17 anos que volta ao País das Maravilhas 10 anos depois da primeira vez (uma experiência que já esqueceu).

Este Alice no País das Maravilhas passado pelo filtro lúgubre de Tim Burton estreia-se em Portugal no próximo dia 5 de Março.

Saber mais em IMDB.

Conferência “O Xadrez e a Gestão na Arte”

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Realiza-se hoje, na Fundação Portuguesa das Comunicações [Rua do Instituto Industrial, perto do Cais Sodré], pelas 18.30h., a conferência O Xadrez e a Gestão na Arte, pelo Prof. Dr. Fernando Miguel Pereira Alves.

Exposição de pintura de Virgínia Goes “A Comunicação e o Xadrez na Arte”

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A artista plástica Virgínia Goes apresenta uma exposição de pintura,  com o título A Comunicação e o Xadrez Na Arte,  a decorrer na Fundação Portuguesa das  Comunicações (Rua do Instituto Industrial, 16, em Lisboa, entre o  Cais Sodré e Santos).

Expõe em simultâneo a instalação de xadrez (jogo completo) intitulada  Sublime Fantasia e lança um livro bilingue (português e inglês) sob  o mesmo nome, profusamente ilustrado com fotos, dados e explicações sobre  as suas peças e os seus 25 quadros relacionados com o xadrez.

A servir de prefácio à obra a autora assina um texto dito “Estórias  sobre o Jogo do Xadrez” e a fechar o livro (de edição limitada a  meio milhar de exemplares) surgem cinco diversificados olhares sobre a artista e o seu trabalho. Destes textos destacamos o de João Cordovil:

Que um pintor ou escultor se interesse pela temática do xadrez é já de si um motivo de regozijo para os adeptos da modalidade. Mas deparar com um artista que fale dos enredos da sua obra ao xadrez com a convicção de gestos e a paixão das palavras de Virgínia Goes é mais do que uma revelação: torna-se uma cumplicidade.

Confessado que já não poderei ser isento neste caso, venho testemunhar como me impressionou conhecer, desses dois exércitos de dóceis monstros, uma por uma, as 32 peças delicadamente concebidas, da “Sublime Fantasia” de Virgínia Goes numa visita guiada ao seu atelier. Uma viagem por lugares desconhecidos e simultaneamente familiares do espaço/tempo onírico.

Das enigmáticas figuras de corpos com alma visível e de rostos sem feições que conhecia das suas pinturas ao tríptico “Xadrez dos Poetas”, viajando de Philidor a Pessoa nas telas, Virgínia Goes envereda, qual varinha de condão, pelas metamorfoses (transfigurações) de objectos a quem sopra vida, atribui funções, traça passados e destinos.

Peças paramentadas, autenticas singularidades, irão confundir as partituras para computador. Peças envoltas em estórias ao redor da sua história criativa. Tarefa de vidente.

O xadrez improvável de Virgínia Goes, de caótica organização quântica, prepara-se para o combate na Idade das Trevas. Expulso do ventre de algum dos grandes atractores (buracos negros) em agonia. Equipadas a rigor com todos os seus símbolos amuletos para suportarem o grande frio do apagão das estrelas partem em busca de uma passagem a outro Universo, noutra dimensão, transportando para outra frágil bolha de sabão recordações do futuro.

O xadrez é (como) uma corrente religiosa subterrânea que suga a paz de espírito dos seus praticantes com raríssima consciência de serem crentes.

Os escritores e os artistas que se encarregam das visões, interpretações e escrituras desse microcosmo assumem-se como sacerdotes ou profetas daquela fé.

Virgínia Goes conhecedora profunda do Jardim das Delícias Terrenas de Bosch, tocada por Caissa, mitiga deusa do xadrez, está a anunciar as licenciosidades dos Novos Tempos. Seja feita a Sua Vontade.    

J.Cordovil, 13.Julho.2009

 

A mostra encerra no dia 26 de Novembro, pelas 18.30h., com uma conferência a cargo do  Prof. Doutor Fernando Miguel Pereira Alves, denominada O Xadrez e a  Gestão na Arte.

Agradeço ao amigo João Cordovil colaboração na elaboração deste texto e na cedência da sua contribuição para o catálogo da exposição de Virgínia Goes.

Era uma vez um gato xadrez…

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Iniciando o mês de Novembro, o Auditório Cláudio Santoro traz o espetáculo  Era Uma vez um gato xadrez para o divertimento do público infantil.

A peça é sobre as histórias das viagens que o esperto gato xadrez faz pelo mundo afora, e que em companhia de seu fiel amigo, o cão Bigodinho, conduz o público a um espetáculo cheio de aventuras em meio a muita música e divertidos personagens.

A história contará sobre a paixão do cão pela bola, o rato que queria ser um leão, e as galinhas que cantam para botar seus ovos, entre tantas outras tão engraçadas quanto estas.

O espetáculo musical foi montado pela Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos, que tem em seu repertório vários textos clássicos, bem como montagens próprias. Com seus bonecos expressivos e sua técnica de manipulação, derivada do Bunraku japonês, a Cia traz para os palcos de todo o Brasil uma plástica apurada, aliada a uma dramaturgia delicada e coerente, com temas variados que exploram as mais diversas sensações, indo da poesia à comicidade, até da tristeza à saudade ou reflexão.

Mesmo dedicado fielmente ao público infantil, não se pode dizer que seja exclusivamente para os pequenos, pois a Cia Polichinelo busca realizar em seus trabalhos o lúdico, o poético, o compreensível e o dinâmico em suas criações, o que conquista também o público adulto. 

A apresentação do musical Era uma vez um gato xadrez será no próximo domingo, dia 01 de Novembro, a partir das 11.00 horas, no Auditório Cláudio Santoro.

Lido em guiadoturista.net.

De cabine telefónica para mesa de xadrez!

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Transformar é a palavra de ordem para a reciclagem. Dando nova utilidade para aquilo que seria descartado nos caixotes de lixo  de qualquer cidade.

O pessoal do estúdio de design Milbec (Canadá) transformou uma velha cabine telefônica em uma estilosa mesa de xadrez. Uma bela jogada de reciclagem.

A ideia do projecto é reciclar várias cabines e proporcionar tabuleiros de xadrez em diversas praças públicas. A mesa foi exposta na IDSWEST (Interior Design Show West) deste ano ocorrida em Vancouver.

Dosponibilizado em Rodrigo Barba.

Portugal bem precisava e agradecia. Poderia, por exemplo, ser uma forma de divulgar arte nestas terras e simultaneamente ajudar o Dr. Laurentino Dias a poupar os seus preciosos cêntimos – que até são de todos nós – necessários para distribuir mais relvados sintéticos por esse país fora.

Artista espanhol apresenta tabuleiro de xadrez gigante em Londres

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Criado pelo designer espanhol Jaime Hayon, um tabuleiro de xadrez com peças de dois metros de altura chama a atenção de quem passa pelas fontes da Trafalgar Square, no coração de Londres. A obra faz parte do Festival de Design que acontece entre os dias 19 e 27 de Setembro na capital inglesa.

Em parceria com Bosa, um especialista em cerâmica de Veneto, na Itália, Hayon pintou à mão as 32 peças de xadrez. Mosaicos em vidro feitos pelo artista italiano Bisazza mostram pontos turísticos de Londres, como cúpulas e torres.

O tabuleiro, com rodinhas para facilitar o deslocamento, é feito em madeira e, sobre ele, cadeiras suspensas permitirão com que visitantes direccionem as peças como forma de incentivar a prática do xadrez.

Lido em EBand.

“Xadrez” de Juan Ripollés já se encontra no Casino Lisboa

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Zita Ferreira Braga escreveu no Jornal Hardmúsica que

Está em exibição no Casino Lisboa [Praça das Nações ]a famosa peça “Xadrez”, da autoria do escultor espanhol Juan Ripollés. Até 30 de Setembro, a Galeria de Arte expõe, assim, esta obra evocativa da arte espanhola contemporânea.

Trata-se de uma singular peça que retrata, exactamente, o tabuleiro de um Jogo de “Xadrez”. Com uma concepção original, a peça é constituída por uma base de madeira de 8×8 metros sobre a qual está colocado um conjunto de figuras de cristal à escala humana, muito difícil de executar.

Segundo Juan Ripollés, esta obra representa a vida e o xadrez, ou seja um jogo para vencer como a vida deve ser vencida. “Xadrez” integra diferentes figuras em cristal Murano, em poli-forme e multicoloridos. Trata-se de um produto da imaginação do artista, onde as duas faces representam expressões da vida de emoções duplas do homem, entre o sofrimento e o júbilo.

«anjo vesperal», por Ëñ¡gmåt¡k®

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talvez amanhã
o meu ego ferido
dormite sobre folhas

talvez amanhã eu me reconheça
à cinzenta estação
mas hoje eu quero usufruir

aqui estou em meu quarto
rodeado por livros e livros
seduzido por belos lances
da arte de caíssa:o xadrez

hoje eu quero degustar
a cor púrpura e o orvalho
lágrimas que me transportam
lágrimas decantadas:o vinho

logo após agônicos anoiteceres
aprendí a colher azuis e violetas
descobrí sonetos de calmaria
sim:a vida é sem datas

é para além do bem e do mal 

Ligo no blogue obscuras expressões: diário de um gótico.

Herói (de um tabuleiro esquecido…)

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Herói

Um quadro de Luigi Mussini (1813-1888)

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A tela de Luigi Mussini (1813-1888) retrata os tempos do genial espanhol Ruy Lopez no seu match com o italiano Giovanni Leonardo di Bona, em 1560.

Lembra o blogue Reino de Caissa.

‘Xadrez Pintado’ por Sophie Matisse

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Sophie Matisse, neta do grande pintor francês Henri Matisse, pintou 5 tabuleiros de xadrez exclusivos para a exposição The Art of the Game que acontece em Setembro de 2009 na Beyond the Border International Contemporary Art Fair em San Diego.

Os tabuleiros de xadrez de Sophie Matisse têm pinturas únicas e são todos numerados individualmente. Quatro deles formam um desenho maior quando colocados lado a lado.

Cada tabuleiro será vendido por US$16.000 durante a exposição The Art of the Game.

Lido em Xadrez (do meu jeito!) um excelente blogue. A não perder!

«A Arte e o Cérebro» e o xadrez por perto

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Um dos factos que descobri quando comecei a aprender o meu ofício de neurocirurgião foi que os operadores de melhor técnica eram capazes de fixar, em esboços muitas vezes de notável qualidade artística, o que tinham acabado de executar na sala de operações. Um dia notei também que eu próprio guardava, numa memória visual de extraordinária precisão e colorido, as sequências, mais importantes das intervenções praticadas alguns dias antes. Nós, cirurgiões, vivemos da imagem e ela como que habita em nós em confortável simbiose.

Existem decerto, como já tenho apontado, alguns aspectos comuns ao ofício das artes e à prática cirúrgica, embora esta não use material descartável nem crie beleza. De facto, em ambos se aperfeiçoa a técnica pelo ensino e treino persistentes. Miguel Ângelo dizia ao seu discípulo António Mini: «Desenha António, desenha António, desenha e não percas tempo». Ambas são mediadas por instrumentos cuja manipulação é, a pouco e pouco, absorvida na fluência do movimento e quando a técnica é bem dominada, o instrumento parece desaparecer-nos da mão, já não existe mais pincel ou bisturi, mas apenas a tela ou o material biológico (no meu caso o cérebro) em que trabalhamos. Há por isso em ambas as actividades uma inevitável marca humana, os traços de uma construção artesanal, que muitas correntes das artes plásticas contemporâneas tendem a eliminar, também elas dominadas pelas novas tecnologias da imagem.

O conceito de experimentação nas artes plásticas não deve causar surpresa. O grande paisagista inglês Constable dizia que a arte era também uma ciência, na medida em que investigava as leis da natureza. Assim, por exemplo, a pintura paisagística seria um ramo da filosofia natural (assim se chamava a ciência até meados do século XIX) e as pinturas meras experiências.

Curiosamente, à medida que se vai investigando os mecanismos que permitem ao nosso cérebro apreciar as diferentes modalidades de expressão plástica, um ramo das neurociências a que se tem chamado neuroestética, chega-se à conclusão de que os pintores, como afirma Zeki, descobrem, sem dar por isso, princípios básicos do funcionamento cerebral. Já Leonardo da Vinci notara que o emparelhamento cromático mais agradável era o que reunia cores opostas. Hoje sabemos que as nossas células cerebrais (neurónios) que são estimuladas pelo vermelho, são inibidas pelo verde e vice-versa, e a mesma relação existe entre o azul e o amarelo e o branco e o preto.

É claro que o sentido da visão e a apreciação plástica estão indissociavelmente ligados. Uma das funções do aparelho visual é seleccionar, de uma informação que é muito vasta e continuamente em mutação, as imagens que o nosso cérebro “requisita” como indispensáveis num dado momento. Igualmente, a representação pictórica obriga a “sacrificar uns milhares de verdades aparentes” escolhendo apenas “a verdade” da sua experiência visual própria. É por isso possível dizer que o artista plástico não mente, nem finge, como o poeta de Fernando Pessoa, embora Leonardo chamasse à poesia a pintura cega e à pintura a poesia muda.

Não há dúvida que a Natureza nos dotou de um extraordinário equipamento sensorial para a apreciação das artes visuais. De facto, somos capazes de distinguir 500 graus diferentes de luminosidade e discriminamos sete milhões de gradações de cor. É na porção mais posterior do nosso cérebro, no chamado lobo occipital, que reside a chamada área visual primária. Que é uma espécie de central de correio que vai distribuindo informação por, pelo menos, 32 centros diferentes que ocupam mais de metade da área do nosso córtex cerebral, a chamada “massa cinzenta” que contém os neurónios.

A especialização do sistema visual é fascinante. Assim. Há áreas que distinguem objectos, diferenças de luminosidade, movimento ou profundidade, e outras dedicadas especificamente ao reconhecimento da face humana, que para lá de cumprir funções elementares como o comer ou respirar, é um instrumento indispensável na nossa relação com os outros, pois permite distinguir amigo de inimigo e, muita infinita paleta de expressões, revelar os sentimentos mais variados e contraditórios. Alguém calculou que existem 180 sorrisos anatomicamente diferentes e a dificuldade de os exprimir na tela já fora notada há séculos por Alberti, o inventor da perspectiva, no seu tratado Della pittura (1436). É para mim fascinante o tratamento que Francis Bacon deu ao retrato do Papa Inocêncio X, de Velásquez, numa transmutação fantasmática de uma das faces mais admiravelmente cinzeladas da pintura de todos os tempos.

A pintura explora técnicas e perspectivas que simultaneamente põem em jogo sistemas paralelos de percepção visual, cor, superfície, forma ou, como sucede na arte cinética, movimento. O exemplo mais ilustrativo são as esculturas de Alexander Calder, os chamados “mobiles”, compostos de elementos reduzidos às formas mais elementares, pintados de vermelho, branco, negro ou cinzento, que limitam a estimulação visual à percepção “pura” do movimento.

Muitas obras de arte contemporâneas – recordo, por exemplo, os admiráveis monocromáticos de Ângelo de Sousa e a pintura mais complexa, mas com uma marcada componente de redundância, de Vieira da Silva – nasceram das tentativas dos artistas para reduzir a complexidade da forma ao essencial ou, se quisermos, à verdade elementar tal como o nosso cérebro a percebe. O exemplo mais significativo é sem dúvida a pintura de Mondrian, levada à extrema depuração de linhas horizontais e verticais.

O que os neurocientistas reconhecem é que, quando bem sucedida, a arte intensifica ou aprofunda os conteúdos emocional, perceptual e cognitivo de experiências que ocorrem em muitos outros contextos não estéticos, incluindo a própria vida quotidiana. Não é propósito da arte (mesmo da impropriamente chamada “figurativa”) o retrato ou a representação fiel da realidade, mas sim ampliá-la, transcendê-la ou até mesmo distorcê-la. Esta é também a forma que a arte encontrou para conhecer a verdade e criar beleza e, embora a distinção deste continue a iludir-nos, o conceito de beleza é ainda o valor estético mais seguro. Por seu lado, os neurocientistas continuam a busca incessante para lhe apreender o sentido e revelar a sua intimidade biológica. Mas não seria melhor preservar-lhe o mistério?

Nota: Este texto foi baseado em parte no meu ensaio As Faces de Arcimboldo, publicado no livro Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios, Gradiva, 2002.

Artigo do Prof. Dr. João Lobo Antunes retirado da revista TerritórioArtes, 2008, editado pela Direcção Geral das Artes, Programa Território Artes.

Peças do jogo de xadrez réplicas das inscrições rupestres encontradas no parque são destaque no Congresso Internacional de Arquelogia e Arte no Estado do Piauí [Brasil]

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O Congresso Internacional de Arqueologia e Arte RupestreGlobal Rock Art promovido pela International Federation of Rock Art Organizations (Ifrao) e Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), com apoio do Governo do Piauí, oferece ao seu público uma atração que está chamando atenção de todos os congressistas. Os standes de comercialização de produtos regionais têm se destacado no evento e agradado os mais variados gostos dos inscritos.

No estande de Sr. José Antonio é possível encontrar jogos variados, mas o grande destaque é um jogo de xadrez diferente, onde as peças do jogo são réplicas das inscrições rupestres encontradas no parque.

Para o expositor do estande, José Antonio Silva, as expectativas são das melhores, já que o congresso reúne uma considerável quantidade de pessoas. «Esperamos vender muito, e além de vender, o nosso desejo é que o nosso trabalho seja valorizado e conhecido mundo afora» declarou.

No Congresso Internacional de São Raimundo Nonato cada dia passa a ser uma nova descoberta para os participantes do evento. Ontem, 30/6, segundo dia do congresso, um dos destaques é o stande da Cooperativa dos Artesãos da Microrregião de São Raimundo Nonato.

O público pode encontrar no estande dos artesãos jogos de gamão, dama e xadrez são peças trabalhadas em madeira, e também uma embalagem bem regional e artesanal feita de couro de bode. A cooperativa conta com 25 artesãos que estampam seu artesanato baseado nas riquezas do Berço do Homem Americano.

Lido em 45graus.

«…Pressentimento do nosso futuro…»

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Os macacos

Excerto do poema Palavras soltas ao vento, de Mário Quintana

 

O que me impressiona,

à vista de um macaco,

não é que ele tenha sido nosso passado:

é este pressentimento

de que ele venha a ser nosso futuro.

 

 

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Nasceu em Alegrete em 30 de Julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de Maio de 1994.

«Ajedrez» de Juan Ripollés no Casino Estoril e Casino Lisboa

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Esculturas de Juan Ripollés irão povoar a partir de 01 de Julho os Jardins do Estoril frente ao Casino, onde no átrio principal estará exposta a peça “Xadrez”.

“La Reina”, “Felicidad”, “Encantadora”, “Generosa”, “Niño Corriendo”, “Niño del Pez” ou “Pensador” são alguns dos dez trabalhos que integram a exposição nos jardins, que termina a 30 de Setembro.

A peça “Xadrez” estará colocada no átrio do Casino Estoril, até 31 de Julho, e, posteriormente no átrio do Casino de Lisboa, de 1 de Agosto até final de Setembro, é constituída por uma peça com uma base de madeira de 8X8 metros rodeada por um conjunto de figuras de cristal de Murano à escala humana.

Ripollés expõe no Estoril depois de ter apresentado as suas obras em Hertenbosh (Holanda), Veneza (Itália), Madrid, Sevilha e Córdoba (Espanha). Para além disso, tem exposto com regularidade na Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália, França, Estados Unidos, México e Japão.

Tabuleiro de Xadrez, pelo designer Dominik Scheurer

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Tabuleiro de Xadrez do designer de F1 Dominik Scheurer.

 

O tabuleiro de xadrez Carbon Luxury foi criado pelo designer de Fórmula 1 Dominik Scheurer utilizando os mesmos materiais de alta qualidade dos carros de corrida.

 

As peças de xadrez Carbon Luxury são feitas de fibra de carbono com base de aço inoxidável revestida a ouro de 24 quilates ou prata esterlina.

 

O Carbon Luxury custa € 8.000 e tem edição limitada de apenas 101 unidades com o respectivo Certificado de Autenticidade.

 

 

«Ameaça» [a preto e branco] de Alice Prina

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Ameaça (a Preto e Branco) – o ataque cerrado da Santa Aliança do Rei, da Dama e do Bispo. Um triumvirato de sucesso! [© Alice Prina]

Ameaça – uma Santa Aliança, do Rei, da Dama e do Bispo contra a mobilidade do Cavalo e a estrutura da Torre ou o xadrez ameaçado?

The Battle of Trafalgar de Jaime Hayón será a atracção do ‘London Design Festival’

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Spanish designer Jaime Hayón will create a giant chess set in Trafalgar Square, London, as part of this September’s London Design Festival.Dezeen design magazine

 

O designer espanhol Jaime Hayón vai criar um gigantesco tabuleiro de xadrez na Trafalgar Square, em Londres, integrado no London Design Festival de Setembro próximo.

 

A instalação, baptizada de Battle of Trafalgar, prevê a existência de 32 peças de cerâmica com 2 metros de altura cada uma. Serão interactivas e o público poderá participar nas partidas em tamanho gigante.

At the centre of the Festival will be a gigantic chess board in Trafalgar Square. Spanish designer Jaime Hayón has designed thirty-two ceramic chess pieces, each up to 2m tall that will be located in the centre of Trafalgar Square.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A imagem mostra como será o mega tabuleiro.

 

Ler o artigo e ver mais fotos em www.dezeen.com.

35 estudos de Nikolai Kralin, ilustrados por Paul Klee [apresentados por Tantale]

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Nikolai Kralin [1/2, Vserossiski Ty, 1962] sobre um quadro de Paul Klee, 1915 "Dois Camelos e um burro" ("Two Camels and a donkey")

35 estudos de Nikolai Kralin, ilustrados por Paul Klee, apresentados por Tantale em www.mrw.com.