«2010: Um ano com montanha e sem portaria», artigo do Prof. José Manuel Meirim

O Prof. José Manuel Meirim escreveu no Público o artigo de que publico o seguinte excerto

 

1. Praticar desporto é, nos dias que correm, também (cada vez mais?) um negócio. Legítimo em muitos casos. Todavia, a lógica da prestação de serviços desportivos começa a impor a sua força no actuar dos próprios serviços públicos. Vejamos um exemplo actual e para o qual se deseja solução diferente no ano de 2010.

2. Ecoaram registos, na imprensa e em diversos blogues, sobre um protesto de montanhistas e amigos da Natureza, que teve lugar, em Braga, no passado dia 12. Todos “marcharam contra a Portaria n.º 1245/2009, de 13 de Outubro”, incluindo alguns vizinhos galegos (regras si taxas no). Em causa, segundo os manifestantes, a oneração do acesso ao Parque Nacional Peneda-Gerês. Segundo foi afirmado em Braga, o montanhismo é um desporto que está em franca evolução cada vez com mais de aderentes. Na Peneda-Gerês, aos fins-de-semana, descobrem-se sempre pessoas que percorrem as montanhas pelo simples prazer de caminhar e entrar em contacto directo com a natureza.

Ler o artigo completo em Público.

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One Response to “«2010: Um ano com montanha e sem portaria», artigo do Prof. José Manuel Meirim”

  1. Nuno Silva Says:

    Devo felicitá-lo pelo excelente artigo e gostaria de juntar a minha opinião.

    Pagar o acesso a Parques Naturais (começa no Gerês e de certeza se expanderá aos outros) taxando actividades como o passeio na montanha e o contacto com o Natureza é no mínimo absurdo.

    Quem decide por efectuar um passeio na Natureza, a pé, não é concerteza alguém que quer prejudicar esse meio, dado que lhe retiraria a possibilidade de voltar a usufruir dele.

    O motodesporto e a caça já têem outro tipo de impacto que seria de pensar como o regular e como se pode atenuar o seu impacto no meio onde decorre.

    O que eu acho inaceitável é que o Organismo ICNB, responsável por divulgar e preservar os parques naturais se reserve o direito de ter espaços de acesso ao público em geral, normalmente sem pessoas disponíveis para dar informação, ou quando a dão só sabem dar como ir de CARRO, ou à feira de artesanato mais próxima!! Os panfletos disponíveis são inócuos em informação real sobre os percursos a efectuar.
    O contacto que tive com funcionários foi sempre cómico. A maioria são locais e na sua esmagadora maioria desconheciam percursos pedestres ou mesmo onde obter essa informação. No novo PNDI (douro Internacional) deram-me informação sobre o mirandês em panfletos que custaram imenso dinheiro para produzir (papel, impressão e apresentação de elevada qualidade gráfica), mas NENHUM panfleto sobre percursos pedestres.
    Qualquer informação com altimetria e com percursos a pé sinalizados é praticamente inacessível nos postos do ICNB. Tal como me aconteceu em Manteigas, Miranda do Douro, Portalegre, Mértola.

    Aliás o mapa impresso pelo ICN sobre a Serra da Estrela tendo por base as respectivas cartas militares, arranjei-o em Amsterdão (!!!) e em Manteigas DESCONHECIAM-NO!!

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