Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

«O sistema desportivo nacional – dir-se-ia mesmo o país – não tem uma boa relação com a lei» (José Manuel Meirim)

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O Prof. José Manuel Meirim escreveu no Colectividade Desportiva, mais um artigo de opinião sobre o cumprimento das disposições legais, batalha pessoal que venho travando desde há vários meses a esta parte. 

O artigo é simplesmente excelente e mais uma vez devia merecer a atenção de todos aqueles que defendem a legalidade e a verdade no xadrez como no desporto em geral. Estes e todos os outros!

Num momento em que se intensificam críticas e ataques a quem pugna pela transparência, pela democraticidade e pela legalidade no xadrez e no desporto, este artigo vem demonstrar quanto as minhas acções não são actos isolados e têm apoios naqueles em que as palavras não são apenas figuras de retórica.

 

«É chegado o tempo do incumprimento»!

 

 Depois de uma leva legislativa – foi sempre assim no passado como que se afirmando uma norma desse sentido – segue-se inevitavelmente, neste infeliz país, uma situação de incumprimento das novas normas.

O sistema desportivo nacional – dir-se-ia mesmo o país – não tem uma boa relação com a lei.
A regra vai ser, pois, não temos dúvidas, não respeitar e incumprir as leis que se aprovaram.
Neste domínio do incumprimento até é possível, à semelhança de outras experiências, estabelecer uma lista dos principais incumpridores.

E, não se pasme – ninguém já se choca com a afirmação – o principal incumpridor, vai ser o Estado.

Dezenas e dezenas de novas normas passaram a polvilhar o tecido desportivo, do sector federado a outros sectores, e os operadores privados, sejam federações desportivas ou outras entidades, vão jogar com esse notável curriculum público de incumprimento legal.
Vai funcionar muito o telefone móvel e as conversas de circunstância, as contrapartidas de apoio aos poderes instituídos e os fluxos financeiros públicos imprescindíveis à vivências das organizações desportivas privadas.

O amiguismo, o clientelismo, as lojas, as seitas, os corredores, o medo de represálias, o interesse do partido, as vaidades pessoais, vão desempenhar o papel de «fortes argumentos jurídicos». 

As relações jurídicas vão ser – sempre foram – substituídas por perniciosas relações pessoais.
Para nós, resta-nos auxiliar, dentro das nossas capacidades, aqueles que acabarão inevitavelmente por serem vítimas deste estado de coisas.

One Response

Os nossos queridos dirigentes só querem o nosso bem!
Depois das palavras do Prof. Meirim o que se pode dizer mais? Esmiuçá-los claro!

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