Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

O Ministério Público obriga a Federação Portuguesa de Xadrez a alterar os Estatutos!

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De acordo com uma fonte fidedigna,

«…o Ministério Público obriga a FPX a alterar os Estatutos nalguns pontos dando 60 dias contados de 27 de Outubro…»

 

(Fernando Castro, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX, na sua qualidade de Presidente da Comissão Eleitoral dos Delegados à Assembleia Geral da FPX)

e mais não se sabe, de momento!

Afinal existem ilegalidades nos Estatutos e, por extensão, no Regulamento Eleitoral da Federação Portuguesa de Xadrez reconhecidas superiormente!

Ao Ministério Público compete a averiguação das ilegalidades constantes dos Estatutos da Federações Desportivas. Para melhor conhecimento da situação,divulgo a conclusão 2ª do Parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República.

2. A legalidade dos estatutos das federações desportivas é apreciada a posteriori, pelo que, caso não respeitem a lei geral das associações ou o regime jurídico das federações desportivas, poderá justificar-se a intervenção do Ministério Público, nos termos dos conjugados artigos 168º, nº 2, 280º, 294º e 295º, todos do Código Civil e 4º, nº 2, in fine, e 5, nº2, ambos do Decreto-Lei nº 594/74.

Em Parecer nº 46/2004.

De facto, o  processo  aberto para analisar as desconformidades dos estatutos aprovados pela FPX com as disposições legais e constitucionais – Proc. 965/2009B – foi distribuído pelo Procurador da República Adjunto no Tribunal Judicial de Lisboa, Dr. Jaime Olivença.

Face às ilegalidades e outras desconformidades existentes naquele documento, era natural que o Sr. Procurador da República Adjunto não deixasse passar em aberto sem intervir.

Numa primeira análise detectei a violação de disposiçõeslegais e constitucionais em

  • 8 artigos dos Estatutos;
  • 5 artigos do Regulamento Eleitoral.

Vamos ver qual é a posição do Ministério Público.

A «face descarada» do futebol. E a do xadrez?

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O Dr. Dias Ferreira, advogado e presidente da Liga de Futebol Não Profissional escreveu um artigo na edição do Record de hoje que constitui uma verdadeira pedrada no charco.

Não é novidade, mas é mais uma voz que desassombradamente diz aquilo que pensa, livremente, alheio aos poderes instituídos.

É um mal amado no futebol? Pois que seja.

Mas o país que gosta de futebol e não de trafulhice aprecia. O país que defende a legalidade e não a legalice agradece.

A palavra ao Dr. Dias Ferreira 

Face descarada

 

Dizia eu, no meu escrito do passado sábado, que, há cerca de um ano, ou, mais propriamente, em 31/12/2008, foi publicado no Diário da República, o Decreto-Lei nº 248-B/2008, que estabelece o regime jurídico das federações desportivas e as condições de atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva, o qual, no seu art. 64º (disposição final e transitória), impõe às federações um prazo para adaptação dos estatutos – prazo esse já ultrapassado pela FPF, sem que nada tivesse acontecido. Digo agora que, no próximo dia 16 de Janeiro, faz três anos que foi publicada a Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, aprovada na Assembleia da República, na sequência de uma discussão que teve o seu ponto alto com o Congresso do Desporto. Pergunto e gostaria que me respondessem com sinceridade, se, na prática, alguma coisa mudou, não obstante, importantes princípios teóricos que foram introduzidos naqueles diplomas legais?

 

Um dos princípios consagrados, o princípio da ética desportiva – «a actividade desportiva é desenvolvida em observância dos princípios da ética, da defesa do espírito desportivo, da verdade desportiva e da formação integral de todos os participantes»só parece ser lembrado para justificar a censura às críticas que se fazem aos agentes do poder desportivo, ma que logo é esquecido na hora de punir os criticados! Infelizmente, a todos os níveis da sociedade, se instalou o princípio – e não há lei que lhe valha – de que os prevaricadores têm de ter todas as garantia e direitos e as vítimas que esperem, porque todos nós tivemos de esperar para nascer, pelo menos, nove meses. Alguns morrem, e continuam a esperar!…

 

A assembleias gerais das federações, designadamente, a da FPF, continua a ser a assembleia nacional do antigo regime, completamente indiferente ao estabelecido na Lei – «nas assembleias gerais das federações desportivas, ligas profissionais e associações de âmbito territorial não são permitidos votos por representação. Mas que importa? A democracia pode esperar, pois já esperou quarenta anos, por que não, no futebol, esperar outros quarenta? Já estamos perto, pois o 25 de Abril já foi há mais de 35!…

 

Nada disto importa, porque isto não vende. O que importa são os grandes eventos, as grandes realizações. O que importa são os grandes estádios, para dar pasto às moscas! O que importa é ser parceiro (vá lá…) da organização de um mundial de futebol, independentemente de cumprir ou não os requisitos mínimos de utilidade pública desportiva. Por que não organizar então um mundial de folclore, onde o primeiro lugar é garantido?

 

Esta semana, porém, uma notícia encheu de orgulho o futebol, pelo que significa relativamente ao progresso deste sector da sociedade: desencadeou-se a operação “face oculta”, que envolve a política e os negócios. Há muito tempo que a face do futebol é descarada!… 

 

Nota: Os sublinhados são do Ala de Rei.

 

Excelente artigo do Dr. Dias Ferreira!

As aparências iludem ou talvez não. O xadrez está assim tão diferente do futebol? Alterou os Estatutos e aprovou um Regulamento Eleitoral. E depois? Quando se cumpre o que lá está escrito? Quando convém!

Desde que a actual Direcção da FPX foi eleita que tomou prática deixar de cumprir disposições legais, estatutárias e regulamentares. Esta é uma verdade insofismável que ninguém desmente.

Aliás esta situação foi uma das razões de ter surgido o Projecto Gambito.

A ilegalidade na Federação Portuguesa de Xadrez – qual vírus – continua à solta!

 

Gostaria de ser desmentido.

Qualquer email com críticas, sugestões ou comentários será publicado.

Carlos Cardoso (CDP) elogia Laurentino Dias

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O presidente da Confederação do Desporto de Portugal, Carlos Cardoso, manifestou-se satisfeito pela continuidade de Laurentino Dias à frente da Secretaria de estado [da Juventude e] do Desporto: «Foram os melhores quatro anos de desenvolvimento desportivo em Portugal.»

Lido em Record, 31 Out 2009

Azerbeijão é o novo campeão da Europa

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A selecção do Azerbeijão sagrou-se campeã europeia de xadrez na 17ª edição da prova que se disputou na cidade sérvia de Novi Sad, sucedendo à Rússia, que desta vez, se teve de contentar com o segundo posto.

À partida para esta última ronda estas duas selecções eram as favoritas, pois encontravam-se em igualdade pontual com dois pontos à maior sobre os seus mais directos perseguidores. E, tendendo ao claro favoritismo de qualquer das duas para o confronto de ontem, a Rússia frente à Espanha e o Azerbeijão frente à Holanda, seria de prever que o sistema de desempate tivesse que ser utilizado para se encontrar o campeão. No entanto, uma improvável ajuda dos espanhóis, ao imporem um inesperado empate, permitiu ao Azerbeijão isolar-se com uma vitória tangencial obtida in extremis.

Na terceira posição classificou-se a Ucrânia, em igualdade pontual com a Arménia, ficando nos lugares imediatos, entre os 38 participantes, a Alemanha, a Espanha e a Polónia.

Jorge Guimarães, em Público, 31 Outubro 2009

Segundo a PanARMENIAN.Net, antes da última ronda  da Taça da Europa, o capitão da equipa do Azerbeijão, Zurab Azmaiparashvili afirmou que não esperava a vitória do encontro Rússia-Arménia.

«Faço figas pelo empate. A Rússia é a equipa mais forte da prova, mas devemos preocupar-nos com o nosso próprio encontro», divulgou a azerisport.com, citando o capitão azeri.

Mais informações no sítio oficial da 17ª Taça da Europa de Nações e a reportagem completa sobre esta Taça na ChessBase.

Poderão ler também, com agrado, a entrevista com Faik Gasanov, o pai do xadrez do Azerbeijão, publicada na ChessBase (14/3/2007).

O talento e a falta de transpiração de Spassky

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A quase todos já nos terá sido dito que o êxito é composto de 1% de inspiração e 99% de transpiração.

O ex-campeão mundial Boris Spassky fugia a esta regra. Contou Karpov que, o assistir a uma sessão de preparação para o seu confronto com Fischer em 1972, ficou deveras espantado com a preguiça de Spassky.

Começava a manhã alegremente a contar os mitos gregos que lera na noite anterior enquanto tomava o pequeno-almoço, seguidamente havia uma sessão de ténis, depois algo mais. Tudo excepto xadrez.

Parece que Igor Bondarevsky, o seu treinador, defendia que com a cabeça fresca e o seu talento ele venceria qualquer um. Bem, Spassky tinha realmente talento mas não me parece que transpirar um pouco não ajude.

António P Santos, no DN, 30 Outubro 2009

Pode ler-se uma breve biografia sobre este GM soviético – Remember Igor Bondarevsky – em ChessAdict.

«Xadrez e autismo: desenvolvendo o talento», por Karel e MI Merijn van Delft

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O xadrez é um desporto apropriado para crianças e adultos com autismo, uma deficiência no desenvolvimento do cérebro. O tema, carece de investigação mais aprofundada, mas a experiência apresentada mostra que o xadrez serve para estimular o desenvolvimento social, emocional e cognitivo.

Recentemente foi publicada um livro dedicado a este tema, com título Developing Chess Talent (Desenvolvendo o talento do xadrez). Os autores desta obra, Karel y MI Merijn van Delft, apoiam-se em casos para ilustrar a sua tese.

Ver o artigo de MI Merijn van Delft. A ChessBase (v.espanhol) efectuou a tradução para espanhol.

Developing Chess Talent – How to create a chess culture by coaching, training, organization and communication

Por Karel van Delft e MI Merijn van Delft.
Tradução do inglês por Peter Boel.
Introdução: GM Artur Yusupov.

Trata-se de uma tradução do original holandês Schaaktalent ontwikkelen,que será publicado em Abril de 2010 pela KVDC (Apeldoorn, Holanda).

Lido na Press Release do livro Developing Chess Talent, pela autora Karel van Delft, no blogue Susan Polgar Chess Daily News & Information.

Os praticantes dos desportos de neve querem dirigir a sua federação

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O ex-presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP), José António Pinho, criou este mês a Federação de Desportos de Neve de Portugal (FDNP), uma associação de âmbito nacional, também com sede na Covilhã.

«Decidimos avançar porque pensamos que não existe nenhuma federação com este conceito. Assenta não nos clubes, mas nos atletas. Os nossos estatutos estipulam que o poder de decisão está nos atletas, ao contrário das outras federações, dirigidas pelos clubes», disse José António Pinho, que em Março foi destituído da FDIP, a antiga Federação Portuguesa de Esqui, por alegado abuso de poder.

Pinho sempre rejeitou as acusações: «Fui destituído, porque me recusei a levar uma atleta, filha de um dirigente, a um festival olímpico, porque estava enferma. Eu não estava à venda, então arranjaram forma de fazer aquele assalto ao pode».

Entre os fundadores da nova federação, constituída a 7 de Outubro, está também João Martins, antigo presidente da Assembleia-Geral da FDIP.

A recentemente criada Federação de Desportos de Neve está vocacionada para três eixos prioritários: o projecto juvenil, a alta competição e aquilo a que chama desporto para todos. «Estamos virados não só para a competição, mas também para o lazer», disse José António Pinho.

Neste momento, de acordo com este dirigente, há já contactos com praticantes de vários pontos do país interessados em integrarem o projecto.

Embora a ideia seja englobar todos os desportos de neve, o esqui alpino, o esqui de fundo e o snowboard vão merecer especial atenção.

Questionado sobre a compatibilidade com a federação que dirigiu no passado, Pinho salienta que são dois projectos «com filosofias completamente opostas».

A FDIP tem em curso uma auditoria às contas, cujos resultados devem ser divulgados no próximo mês.

«Estou tranquilo quanto a isso. Além do meu trabalho, tenho lá 18 000 euros», realçou José António Pinho, que se queixa de nunca ter sido permitido apresentar a sua defesa.

Lido em O Jogo.

Vai ser interessante seguir a evolução desta nova Federação. As afirmações do autor deste projecto, José António Pinho

Decidimos avançar porque pensamos que não existe nenhuma federação com este conceito. Assenta não nos clubes, mas nos atletas. Os nossos estatutos estipulam que o poder de decisão está nos atletas, ao contrário das outras federações, dirigidas pelos clubes.

são muito interessantes - apresentam um conceito que rompe com a tradicional forma de estar no desporto de certos atletas que decidiram passar a dirigir a sua própria federação.

De facto, esta modalidade ou conjunto de disciplinas afins, é considerada individual, mas era dirigida pelos clubes.

Quais seriam os reflexos e as suas consequências no xadrez? Do meu ponto de vista talvez seja um exemplo a pensar (e a seguir?).

Há que reflectir no rumo que se pretende para o xadrez sem excluir quaisquer ideias por mais adversas que se apresentem no quadro actual do nosso dirigismo.

Subscritores do Manifesto pela Ética Desportiva

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Destacam-se entre os subscritores desta Manifesto os seguintes dirigentes desportivos e autarcas ligados ao desporto:

Amadeu Portilha, Vereador do Desporto da Câm. Municipal Guimarães; Fernando Correia Monteiro, Presidente da Ass. Basquetebol Braga; João Salgado, Presidente da Federação Nacional de Karaté; José Joaquim Pita Guerreiro, Governador Civil de Viana do Castelo; José Luís Moreira Ferreira, Presidente da Federação de Triatlo de Portugal; Luís André Silva e Couto, Presidente da Fed. Académica do Desporto Universitário; Rui Pereira, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Esposende; Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol; Comandante Vicente de Moura, Presidente do Comité Olímpico de Portugal

Para o xadrez, os interessados podem consultar com muito proveito o Código de Ética da FIDE (FIDE Code of Ethics.

«Ministro modelo» ou a justiça adiada?

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O substituído ministro da Justiça, Alberto Costa, ficará para a história do desporto em Portugal como o homem que se recusou a criar e a instalar o Tribunal Arbitral do Desporto.

Dispenso-me aqui de referir o historial deste processo de que fui dando alguma informação ao longo do tempo. Nem sequer respondeu ao pedido de informação que enviei – através do deputado do CDS-PP, Pedro Mota Soares – em 20 de Março passado.

É, também, por estas razões que vale a pena ler a crónica de hoje do jurista Carlos Abreu Amorim, publicada no Correio da Manhã

 

Ministro modelo

Carlos Abreu AmorimDe início, o ex-ministro da Justiça, Alberto Costa, queria fazer qualquer coisinha. Talvez, até, dar nas vistas: arremeteu contra os dois meses de férias judiciais. Conseguiu virar contra si quase toda as coutadas da Justiça. Costa abanou, não tombou mas nunca mais se restabeleceu.

A partir daí Costa optou pelo paradigma básico de

aAdeusa da justiça foi expulsa do seu corpo?

A deusa está fora do corpo?

 qualquer ministro que preze a sua sobrevivência: a invisibilidade. Cultivou esse dote, em si natural, aliás, com invulgar mestria: esquivou-se, sumiu-se, em suma, aguentou-se inocuamente em funções.

Na sala dos Conselhos de Ministro a deveria existir um retrato desta figura tão expressiva da arte de mal governar em Portugal – para lembrar aos outros que qualquer marca é sinónimo de uma vida política próspera e sã.

Declaração de Lisboa para o Desporto apresentada amanhã

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A conferência da Unidade de Desporto da União Europeia, programada para hoje, vai aprovar a Declaração de Lisboa sobre o Desporto, documento que definirá as linhas de orientação no âmbito do Tratado de Lisboa.

A Declaração de Lisboa para o Desporto na União Europeia vai ser apresentada amanhã, dia 30 de Outubro, no Hotel Solplay, em Linda-a-Velha, onde decorre a conferência final da Unidade de Desporto da Comissão Europeia.

Saúde, Educação, Voluntariado, Emprego e Sociedade são temas parcelares que são discutidos ao longo do dia, dando continuidade à reflexão que foi já produzida em cinco reuniões anteriores realizadas em Viena de Áustria, Paris e Budapeste.

A Declaração de Lisboa para o Desporto irá avançar com as linhas estratégicas que deverão ser consideradas pela próxima Comissão Europeia tendo em conta a previsível entrada em vigor do Tratado de Lisboa.

O documento foi aliás pedido pela Comissão Europeia dado que o Tratado de Lisboa introduz referências específicas ao Desporto dando origem a políticas comunitárias para o sector que se reflectem no financiamento europeu para projectos desportivos.

A conferência final da Unidade de Desporto da Comissão Europeia está integrada no Fórum anual da ENGSO (European Non-Governamental Sports Organisation), uma organização de cúpula que reúne confederações e comités olímpicos europeus. A Confederação do Desporto de Portugal, na qualidade de membro da ENGSO, organiza as duas reuniões.

A aprovação e apresentação da Declaração de Lisboa para o Desporto é aberta ao público, convidando-se os órgãos da Comunicação Social a estarem presentes.

Lido no sítio da CDP.

 

Ler, igualmente, com proveito o documento aprovado em Bruxelas no final do ano passado

Anexo 5- Declaração do Conselho Europeu sobre o desporto

O Conselho Europeu reconhece a importância dos valores associados ao desporto, essenciais para a sociedade europeia.

Salienta a necessidade de ter em conta as características específicas do desporto, para além mesmo da sua importância económica.

Congratula-se com o estabelecimento de um diálogo construtivo no âmbito do primeiro Fórum Europeu do Desporto organizado pela Comissão Europeia.

Apela ao reforço desse diálogo com o Comité Olímpico Internacional e os representantes do mundo do desporto, nomeadamente sobre a questão da “dupla formação” desportiva e educativa dos jovens.

Retirado de Conclusões da Presidência do Conselho Europeu de Bruxelas (11 e 12 de Dezembro de 2008).

Muda o Governo, mantém-se o secretário – mais do mesmo para o desporto

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Na sequência das eleições legislativas e depois de empossados os ministros, vai decorrer no próximo sábado, a tomada de posse dos secretários de estado.

Dos 38 governantes, 17 são caras novas, mas, para desânimo de muitos, incluindo o autor destas linhas, o secretário de Estado da Juventude e do DesportoLaurentino Dias – não foi abençoado com a renovação nem sequer com a mudança de pasta.

Assim, estimados leitores, vão continuar a acompanhar as notícias do Inimigo Público, bem como, os excelentes nacos de prosa que o professor José Manuel Meirim vai continuar a brindar a tão excelso governante que continuará a usufruir da excelente vista que tem para o rio Tejo.

Eis a última do senhor secretário, segundo o comandante Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal,

«Antes das eleições legislativas o Secretário de Estado do Desporto assegurou-me que a portaria a autorizar o tribunal seria publicada até Outubro, mas o facto é que ainda não aconteceu», disse à Agência Lusa Vicente Moura, citada pelo jornal O Jogo.

Mas a competência da aprovação não pertence ao ministro da Justiça?

Muda o Governo permanece o secretário – vai ser mais do mesmo para o desporto.

Ah! É verdade, o ministro da Justiça – Alberto Costa – o tal que tinha na sua secretária o dossiê do Tribunal Arbitral do Desporto, foi descansar depois do cumprimento de tão doloroso sacrifício em prol da deusa Themis.

Como aqui vaticinei há meses, o Ministro da Justiça não ficou associado à criação e instalação do Tribunal Arbitral do Desporto e foi mudar de ares. Provavelmente estaria a precisar.

O xadrez mundial depois do desmembramento do império soviético

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Depois do conflito mundial de 1939/45 o xadrez tornou-se um veículo promocional da União Soviética e, em geral, dos países do leste europeu que dominaram a modalidade até aos anos 1990.

Com o desmembramento da URSS, o domínio distribuiu-se pela Rússia, pelos países do leste europeu pelos novos estados que se tornaram independentes da ex-URSS e, ainda, pela Índia e pela China.

O que continua a verificar-se é o forte apoio que a modalidade merece nesses países, muitas vezes com o envolvimento dos principais governantes. Na Bulgária, foi o próprio primeiro-ministro que garantiu as verbas necessárias para a realização, em 2010, do próximo Campeonato do Mundo entre Topalov [BUL] e Anand [IND], em Sófia. E, enquanto Anand continua sem competir, o número um do mundo já ganha tabuleiro na Taça da Europa.

António P Santos, no DN, de 29/10/2009

Realiza-se hoje, no Casino Estoril, a Gala do Desporto 2009

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Realiza-se hoje, a partir das 19.30h, no Casino Estoril, a Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal, evento onde vão ser conhecidos os desportistas do ano eleitos pelo público através de votação online.

Todos os grandes campeões portugueses estão, portanto, ainda a ser escolhidos, num processo de selecção que só termina hoje.  Ver Programa da 14ª Gala do Desporto.

O Prémio Desportista do Ano distingue os melhores da época desportiva 2008-2009 nas categorias de jovem promessa, equipa, treinador, atleta feminino e atleta masculino. Este ano, estão em competição atletas e representantes de 13 federações que obtiveram relevantes resultados em competições internacionais. Este número reflecte o aumento da diversidade e a melhoria qualitativa registada pelo desporto português.

Os dirigentes, técnicos ou praticantes indicados pelas federações recebem, por sua vez, o Prémio Mérito Desportivo, que premeia uma carreira de acordo com o tema da Gala. Este ano, a CDP escolheu para tema “Acreditar na Formação”. Assim, também o Troféu Alto Prestígio CDP, a mais alta distinção a entregar na Gala do Desporto, irá galardoar formadores e educadores com currículos exemplares.

Mais informações no sítio oficial da CDP.

Intenção de reanimar o blogue «Há Xadrez em Odivelas

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O portal grandeLISBOA divulgou a notícia de que a secção de xadrez do GC Odivelas, através do seu blogue oficial, Há Xadrez em Odivelas, informa que

Após um ano sem qualquer notícia, decidi reanimar o blogue da Secção de Xadrez do Ginásio Clube de Odivelas.

Vamos a ver se não passa de uma pia intenção e se consigo manter algum ritmo na escrita.

Este blogue serve fundamentalmente para divulgar o Xadrez, Odivelas e o Xadrez em Odivelas.

Até breve.

«As últimas da FPX – assim o espero» – o email anónimo e troca de correspondência com a FPX

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Recebi  um email anónimo que reproduzo de seguida. Não obstante o ter recebido há dias só agora o publico porque solicitei previamente esclarecimentos ao presidente e vice-presidente da FPX que não se mostraram disponíveis para o efeito, argumentando entenderem «não ser benéfico para o xadrez alimentar polémicas».

Eis o documento recebido:


AS ÚLTIMAS DA FPX – ASSIM O ESPERO


É triste mas é verdade e as verdades têm que ser ditas. Posto isto, esclareço os menos atentos às incompetentes decisões que esta direcção da FPX já nos habituou e que tem vindo a tomar desde a sua tomada de posse.

Hipocrisia – É realmente uma hipocrisia, quando nos tentam impingir algum produto, mandando-nos com areia para os olhos, não olhando a meios para concretizar os seus objectivos. Efectivamente foi o que esta direcção nos fez quando há poucos meses atrás, se bem se lembram, pela primeira vez na história do xadrez em Portugal fomos todos informados das despesas inerentes à realização do campeonato nacional de equipas 2009.

Parece ninguém ter estranhado tal atitude! Parece que estes indivíduos da Direcção da FPX até se queriam redimir das porcarias que tinham vindo a fazer! Mas não, afinal as aparências iludem e na realidade lá estavam eles, outra vez mais, a mandarem-nos com a areia para os olhos. Porquê digo isto? Estão vocês a interrogar-se neste preciso momento. Passo a explicar, a realização desse campeonato em Gaia, já estava planeada há muitos meses e a escolha desse orçamento só foi possível na medida em que, com segundas intenções, haviam alterado as datas do calendário para a realização dessa prova. Desse modo, ao adiantar uma simples semana no calendário (passando-se do mês de Julho para o de Agosto, muito importante esta sábia decisão) como todos se devem recordar, as despesas organizativas relativamente ao Hotel Évora iriam subir estrondosamente sem qualquer dúvida, o que deixava o caminho livre, sem qualquer crítica, para essa proposta ser preterida em favor da opção de Gaia.

E assim terminou uma história que só não teve um final feliz porque, infelizmente as condições onde se disputou esse campeonato dificilmente poderiam ser piores.

Disputar apenas a prova mais importante de equipas no nosso país, com alguns jogadores estrangeiros de renome, numa cave de um hotel, sem quaisquer condições de luminosidade, numa pequena sala onde se sentavam dezenas de pessoas respirando oxigénio saturado, a qual em virtude da sua dimensão e do número de praticantes não possuía a devida circulação de ar.

Condições que, tanto jogadores como os presentes puderam testemunhar e criticar. Inclusivamente os próprios jogadores do clube não perceberam o porquê de tal mudança, quando comparadas as condições de jogo de Évora e de Gaia. O que se torna muito grave é que, os actuais dirigentes haviam tomado conhecimento das respectivas condições e inclusivamente participantes no Open Internacional lá realizado semanas antes, já haviam chamado à atenção sobre as mesmas.

Incompetência – A birra efectuada acerca do Campeonato Nacional de Semi-Rápidas, é mais uma daquelas em que é demonstrada a atitude do poder, em que se diz eles querem, eles podem e eles mandam.

Alguém poderá explicar o motivo pelo qual foi retirada a organização do Campeonato Nacional de Semi-Rápidas para este ser realizado em Mirandela no mesmo dia do outro? Qualquer motivo poderá servir para explicar a mudança, agora a coincidência das datas numa altura em que são escassos os torneios existentes no nosso país, é no mínimo uma atitude de incompetência para quem tinha por bandeira a dinamização da modalidade.

Lamentável – É o que se pode chamar ao olharmos para a organização do Campeonato Nacional Individual, quando a prova é disputada com sessões duplas e em ambiente de música tal e qual como no ano passado. Pelos vistos gostaram de repetir a dose e devem propor à FIDE estes novos moldes organizativos.

É lamentável que um jogador como o Rui Dâmaso (treinador da FPX), tenha participado nesta prova e como já li algures, tenha querido abandonar a mesma, tendo o presidente da FPX lhe dito que não em virtude de serem necessário a presença de três jogadores titulados para possibilitar a obtenção de normas. Ora, isso a acontecer é passível de presumir-se que o jogador tenha tido alguma contrapartida da FPX, uma vez que ao empatar os jogos todos iria perder vários pontos no ELO. Além do mais, estando o jogador a disputar praticamente todas as partidas num estado alcoolizado, além de muito mau para ele próprio é desprestigiante para a modalidade e se pensarmos um pouco será no mínimo intrigante quando no dia da partida com o Ruben Pereira (seu aluno), se tenha apresentado pior do que nunca, sem conseguir dar 2 passos sem cambalear, como que antevendo o que se avizinhava ou querendo esquecer esse jogo que então começava. Ficariam todos estupefactos e perplexos com o jogador Ruben, quando este sem razão aparente e ao contrário de todos os outros que nesta situação cederam o empate ao seu adversário, este dispunha-se a continuar a partida de pretas.

Será que para se ser campeão é necessário vencer-se um adversário nestas condições? A dúvida ficará certamente no ar, mas é no mínimo muito estranha a atitude de ambos os jogadores.

Vergonha – Se isto é uma Federação de xadrez, então esta deixa muito a desejar. Durante toda a vida ouvi um lema que diz o seguinte, “Quem não se dá ao respeito, não pode ser respeitado.”

Como é possível que uma Direcção de uma Federação de uma modalidade desportiva, coloque no seu site a seguinte informação:

Estágio Nacional de Jovens – 1º Festival de Xadrez de Mirandela

Tem início, dia 20 de Julho, o 3º Estágio Nacional de Jovens que terá lugar em Mirandela, com o apoio da Câmara Municipal de Mirandela e a Associação de Xadrez de Bragança. Esta actividade está integrada nos eventos do 1º Festival de Xadrez de Mirandela:

-De 1 a 31 de Julho: entre as 21 e as 24 horas, as Noites Quentes no Parque do Império;

-Dias 18 e 19: 24 horas de Xadrez 2009;

-De 20 a 24: 3º Estágio Nacional de Jovens;

-Dia 26: 1º Campeonato Nacional Aberto de Troca Peças;

-Dia 31: 8º Open das Noites Quentes.

Vejo que esta modalidade é muito diversificada e como tal deve-se dar a máxima importância nas mesas onde aparecem umas peças de xadrez.

Considero do mais importante que esta federação tem para nos dar, além da constante troca de atitudes, de regulamentos, agora temos também uma troca de peças, realmente assenta-lhe como uma luva. É a FPX no seu melhor.

Não percebo porque não divulgaram os regulamentos para esta competição, eu gostaria de participar se soubesse como é que isso se joga, será que podem divulgar os respectivos regulamentos o mais breve possível? Como não nos deram mais nenhuma informação sobre essa importante prova, possivelmente deverão ter ficado empatados vários jogadores, se foi esse o caso irão disputar algum match? Pois pretendia divulgar essa modalidade através dos vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a televisão, uma vez que, tal como vocês, também eu penso ser de extrema importância para o desenvolvimento da modalidade.

Fui também informado que, existem outras competições tais como uma tal casa escondida e outra sobre a recusa do lance…

Também agradecia que nos informassem sobre esses regulamentos e saber se iriam colocar no calendário da FPX essas provas.

Já agora que abordamos este tema deveras importante, gostaria de saber se os vários treinadores da FPX, cujos alunos têm obtido resultados espectaculares nos torneios em que participam, nomeadamente no estrangeiro, como temos observado nos seus relatórios, também dão aulas destas xadrezices?

Não sei se será pedir muito, mas eu conheço umas caricas que têm umas peças desenhadas e sou muito bom na sua movimentação, será que podiam organizar um campeonato nacional na rua à borda do passeio, iriam ter muitos adeptos e quiçá muitos participantes. Há pois é, já percebi, tem um problema falta-lhe o tabuleiro não é? Então, mais interessante seria organizar-se um campeonato nacional em que os quadrados e as peças de ambos os jogadores fossem todas da mesma cor, pensem nisso numa próxima reunião.

Como diz um ilustre da nossa praça “VIVA A INCOMPETÊNCIA”.

Eleições – Finalmente um dia que terá certamente uma grande adesão às urnas ou talvez não? Elegerão os mais dos mesmos ou talvez não? Existirão ainda muitos adeptos (ou antes cépticos) a apoiarem a respectiva Direcção pelo trabalho desempenhado ou talvez não?

Deixemo-nos de Hipocrisias, Incompetências, Lamentações e de Vergonhas e façam nestas Eleições as melhores trocas possíveis, por uma Federação em condições.

GENS UNA SUMUS [Somos Uma Família]

É verdade o que diz o email?

É verdade o que diz o email?

Na sequência do email enviado à FPX houve troca de correspondência.

Pela importância que se reveste para os leitores do blogue e para a modalidade em geral, permito-me tornar públicos os emails trocados. Não me foi pedida a confidencialidade nem a reserva, as quais não poderiam existir em virtude do qualidade de utilidade pública da FPX.


Email recebido da FPX em 27 Out 2009  12:03


Bom dia!
Obrigado por ter dado conhecimento prévio do texto que lhe foi enviado.
Em relação ao seu mail, e sem que haja para já uma decisão da nossa parte, há uma questão prévia que precisamos saber: o autor aparece identificado no texto a publicar ou não?
Com os melhors cumprimentos
Rui Teives Henriques (vice-presidente da FPX)
Email enviado à FPX em 27 Out 2009  3:38 PM

Na sequência do seu email, que agradeço, informo o seguinte:

1) O email recebido não tem remetente, mas encontra-se identificado como “ami xad”;

2) Creio, no entanto, ser irrelevante de momento essa situação,
porquanto, o email, que recebi e não publiquei, já se encontra
disponível na net desde domingo, no blogue xadrezices.

3) O email foi igualmente remetido para mais meia dúzia de destinatários.

4) De momento, desconheço se está publicado online em mais algum sítio ou blogue.

Os factos e acontecimentos descritos no email recebido já se encontram à disposição de quem leia regularmente os blogues dos destinatários.

Pessoalmente, entendi ser correcto, do ponto de vista ético, ouvir primeiro a FPX, exactamente por o email não estar devidamente identificado.
Será anónimo o remetente, mas os factos e acontecimentos descritos não podem deixar de ser investigados devidamente perante a gravidade do que se encontra denunciado.

Mesmo sabendo que o conteúdo do email já estava publicado entendi não publicar o seu conteúdo no Ala de Rei pela razões acima apresentadas.

Com os meus cumprimentos.
Francisco Vieira

Email recebido da FPX em 27 Out 2009  6:22 PM

Boa tarde!
Agradecemos as suas explicações e a disponibilidade para publicar esclarecimentos da Direcção.
Entendemos não ser benéfico para o xadrez alimentar polémicas. Nesse sentido, tal como o fizemos no passado, divulgamos as nossas decisões e posições através do site da FPX, e nos locais próprios são discutidas e analisadas.
Com os melhores cumprimentos
António Bravo e Rui Henriques

Email enviado à FPX em 27 Out 2009  6:43 PM


A Direcção da FPX agirá da forma que entender como mais conveniente para salvaguarda dos seus interesses pessoais, federativos e da modalidade.

Pessoalmente lamento que mais uma vez situações graves como as descritas no email tornado público, que constituem em si mesmas irregularidades disciplinares, passem incólumes.

Em nome dos benefícios da modalidade, prima-se pelo silêncio.
É uma opção, os senhores directores da FPX lá saberão porquê.
Objectivamente essa atitude tem uma leitura clara.

A questão é que nem no blogue Ala de Rei, que disponibilizou espaço nem na página da FPX, irá aparecer qualquer comentário ou desmentido ou a simples informação de que a FPX não deixou passar em claro uma situação grave como esta denúncia indicia.

Mais uma vez o xadrez federativo opta pelo silêncio, condescendendo com práticas lesivas da imagem e credibilidade do xadrez.

Pela minha parte, tenho a consciência tranquila.

E mais não se disse…

O jornal i de hoje publicou um artigo sobre o MI Joaquim Durão

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Jornal i, de 29 de Outubro 2009O jornal i publicou hoje, da autoria do jornalista Fernando Pinho, um artigo sobre o MI Joaquim Durão, com o prosaico título Fischer ofereceu-me almoço durante o jogo. Segundo o autor, «Há 43 anos o mestre português jogou com o norte-americano em Havana (Cuba) para a XVII Olimpíada de Xadrez. Perdeu, mas não foi isso que ficou para a história que ele conta.» 

Sobre este artigo permiti-me enviar uma carta ao seu director do seguinte teor:

Senhor director,

Enquanto leitor do jornal i, venho por este meio felicitá-lo pela publicação de um artigo sobre xadrez.

Deixou de ser habitual a publicação de artigos onde o xadrez seja tema, nem mesmo durante as Olimpíadas da modalidade, onde pouco mais é referido do que os resultados das selecções nacionais, em que muitas das vezes, nem mesmo os resultados da selecção feminina são indicados.

A imprensa, mais do que esquecer-se, desinteressou-se por completo desta modalidade, uma das muito poucas em que se pode jogar dos 7 aos 100 anos – há exemplos concretos da longevidade da modalidade.  E, no entanto…

Espero que a publicação do artigo do jornalista Fernando Pinho, praticante da modalidade, constitua uma alteração de atitude da indiferença para com o xadrez.

Escuso-me de lhe referir as vantagens e os benefícios da prática do xadrez, certo estou de que os não desconhecerá.

Não é por acaso, decerto, que a sua prática se vai, ainda que devagar, estendendo a cada mais escolas, públicas e privadas, no nosso país.

Ainda não é entendido, a nível governamental, como noutros países, o seu real benefício para o sistema de educação, mas há exemplos, lá fora, como a nossa vizinha Espanha ou a longínqua Turquia, que permitem ter alguma esperança em como um dia a situação pode ser diferente.

Senhor director, desculpe-me estas longas linhas, mas justificam-se porque o jornal de que é director assumiu a manifestar algum interesse pelo xadrez, ainda que como curiosidade – num episódio da vida de dois grandes xadrezistas, um ex-campeão do mundo e outro ex-campeão nacional. Esperando que não seja a última peça a ser publicada no i é o maior desejo neste momento.

Com os meus melhores cumprimentos.

Francisco Vieira

Jogador, monitor e árbitro de xadrez

Uma questão de árbitros!

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A Confederação Brasileira de Xadrez publicou na sua página oficial o Comunicado 46/2009, sobre o Quadro de Árbitros. Neste comunicado pode ler-se que «A CBX possui 415 árbitros cadastrados».

Desconheço pessoalmente quantos filiados tem o Brasil, mas sei que Portugal – não sei quantas vezes mais pequeno e com menos filiados – tem 253 inscritos nos cadernos eleitorais dos Árbitros para Delegados à Assembleia Geral da FPX. Ou o Brasil tem árbitros a menos ou Portugal tem árbitros a mais!

A questão parece-me, no entanto, não ser esta. Em Portugal frequenta-se um curso e passa-se a ter uma licença. Duvido que a maioria, para não dizer esmagadora maioria, tenha arbitrado um encontro ou torneio. Não paga qualquer licença, mas consta de uma listagem federativa como árbitro. É curioso anotar que nas listagens de Elo da FPX existem jogadores inactivos ou foram abatidos os mais antigos, mas entre os árbitros não se conhecem inactivos ou que tenham sido abatidos. Talvez só pela morte.

E para a realização da esmagadora maioria dos encontros da Taça de Portugal por Equipas e Campeonatos Nacionais da II e III Divisão não há árbitros suficientes com a categoria exigível. Faltam cursos ou interessados?

Por exemplo, para referir apenas as duas últimas épocas desportivas, eu, que sou Árbitro Distrital tive de arbitrar encontros no Nacional da II Divisão (série B), onde participaram clubes de 4 distritos nacionais!

Para quando a criação de uma Licença Desportiva de Árbitro?

Para quando o pagamento dos árbitros que exercem a arbitragem de provas oficiais no nosso país e não apenas para algumas provas nacionais oficiais?

Assuntos, a meu ver, para serem discutidos no futuro Conselho de Arbitragem da FPX, porque o actual Conselho de Arbitragem só tem o nome. Nem as suas próprias competências exerce.

Quem nomeia os árbitros para as provas? Quem avalia os árbitros? Quem promove os cursos de árbitros em Portugal? Alguém há-de ser mas o Conselho  de Arbitragem não é!

Qual é a autonomia do Conselho de Arbitragem que não tem orçamento próprio nem os contactos deste órgão social da FPX publicados na página oficial da FPX?

Parabéns ao MI Joaquim Durão!

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Hoje em dia, é normal ver os xadrezistas portugueses competirem nos torneios que se realizam por esse mundo fora independentemente do seu nível de jogo mas houve tempos em que não era assim.

MI Joaquim Durão, Berliner Sommer 1987 [© Harald Fietz in www.scr-kuppenheim.de]O mestre Joaquim Durão, 13 vezes campeão nacional, era a excepção. Em 1958 o mestre Durão, então campeão nacional, participou, juntamente com o vice-campeão Daniel de Oliveira, no torneio internacional de Santander onde enfrentou os campeões de Espanha (Pomar), Itália (Paoli) e Bélgica (Franck). Durão ficou em 3º lugar mas obteve a proeza de vencer Arturo Pomar que viria a vencer o torneio apenas com esse ponto perdido.

Joaquim Durão, que completou ontem 79 anos, foi agraciado com a medalha de ouro de mérito pela Confederação Desportiva Internacional do Trabalho, Vilnius, na Lituânia.

Arturo Pomar [ARG]

Joaquim Durão [POR

Torneio Santander (6), 17.08.1958

1.e4 e6 2.d4 d5 3.Cd2 Cf6 4.Bd3 c5 5.e5 Cfd7 6.c3 Cc6 7.Ce2 Db6 8.Cf3 cxd4 9.cxd4 f6 10.Cf4 fxe5 11.Cxe5 Cdxe5 12.dxe5 Bb4+ 13.Rf1 Cxe5 14.Dh5+ Cf7 15.Bxh7 Dd4 [15...e5 16.Cg6 Bg4! 17.Dxg4 Txh7¥] 16.g3?! [16.Cg6? Txh7 17.Dxh7 Dd1#; 16.Be3 Dxb2³] 16…e5! 17.Ce2 [17.Cg6 Bg4 18.Dh4 Dd1+ 19.Rg2 Bf3+ 20.Rh3 Dxh1 21.Dxb4 Dg2+ 22.Rh4 Dxh2#; 17.Be3 Dc4+ 18.Ce2 Bg4] 17…Txh7 18.Dxh7 Dd1+ 19.Rg2 Dxe2 20.Be3 d4 21.Thc1 dxe3 22.Tc2 Df3+! 23.Rxf3 Cg5+ 24.Rxe3 Cxh7 25.Tc7 Cf6 26.Txg7 Rf8 27.Tg6 Rf7 28.Tg5 Bd2+! 29.Rxd2 Ce4+ 30.Re3 Cxg5 0–1

António P. Santos, no DN, de 26/10/2009

Outra partida do MI Joaquim Durão

Durao, J – Pomar, A

Alekhine -Verteidigung [B03]

Madrid, 1982

1.e4 Sf6 2.e5 Sd5 3.d4 d6 4.c4 Sb6 5.f4 g5? Eine Mischung aus Genie, Erfahrung und Provokation. Doch kann so etwas im frühen Partiestadium gut gehen? 6.Dh5 [ Interessante Komplikationen ziehen mit 6.exd6 gxf4 7.dxc7 Dxc7 8.Sc3 auf.] 6…dxe5 7.c5! Sd5 8.fxe5 Sf4? [ Mehr versprach 8...Sb4 9.Lc4 e6 10.Lxg5 Dxd4! ] 9.Lxf4 gxf4 [ Nicht 9...Dxd4 10.Ld2 , und über b2 ist auf a1 nichts zu holen.] 10.Lc4 e6 11.Se2 Sc6 12.Sbc3 Sa5? 13.Ld3 b6 14.0-0! Hat schon die Achillesferse f7 im Visier! 14…Lb7 15.Txf4 Dd7 16.b4 Tg8 [ Der Springer war nicht zu retten: 16...Sc6 17.b5 Sa5 18.c6 ] 17.Le4 bxc5 18.bxa5 cxd4 19.Lxb7 Tb8 20.Txf7! Tg5 [ Der Turm war tabu wegen 20...Dxf7 21.Lc6+ Ke7 22.Dh4+ ] 21.Txf8+ 1-0

Disponível em Kreative Autodidakten am Rande Europas Portugiesische Schachfreuden zwischen Frust und Lust, von Harald Fietz unter Mitarbeit von IM António Fróis (Lissabon-Amadora) und Michael Burghardt (Berlin), August 2004.

 

Com um voto de parabéns amigo ao MI Joaqum Durão pelo seu 79º aniversário. 

«Morte anunciada» da informação sobre algumas modalidades desportivas

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Jenny Candeias escreveu no diário desportivo A Bola [23/10], um artigo de opinião onde se questiona, a propósito da participação de um ginasta português num mundial da modalidade, do interesse dos órgãos de comunicação social sobre a prestação desportiva dos nossos atletas e se a informação sobre muitas das modalidades não estará já a morrer.

 

Ainda no rescaldo da alegria de ver Manuel Campos competir entre a elite do Mundial de ginástica artística, vi na televisão, e de fugida, que um investigador previu que os jornais teriam o seu fim dentro de dez anos. Já Juan Luís Cebrián e Philip Meyer vaticinaram tal morte em períodos mais ou menos alargados. Quem somos nós para os contradizer.

Ignoro se a imprensa desportiva que, em Portugal, tem características específicas está incluída nas mesmas previsões. Muitos são os desportos que nela – para não falar nos jornais pluralistas – há muito «morreram» ou nem chegam a ter vida. Ora se de acordo com os investigadores, as grandes vias noticiosas virão a ser exclusivamente a televisão, telemóveis, computadores e afins, mal estarão os nossos melhores atletas se não subirem a pódios mundiais e europeus ou se não forem jogadores de futebol. Porque estes e só estes serão, como já são, objecto do noticiário nacional.

Na bancada do 02 Arena de Londres bem esmiucei (está na moda o termo) na Net e em vários sítios, alguma informação sobre Manuel Campos. Com a excepção de A Bola – e bem procuradinho!… – nada encontrei. Soube, igualmente, que na televisão ele não foi visto em directo nem sequer quando das finais em que participou. Pudera! É que há finalistas mais finalistas do que outros, até para os nossos média. Aqueles ginastas estavam divididos em quatro subgrupos, de acordo com os totais alcançados na qualificação. O nosso representante pertencia ao terceiro e à TV (internacional? Nacional?) apenas interessaria o primeiro. Ou seja, para a RTP ou outros canais – ignoro – mesmo estando um português a disputar a final, não havia interesse em vê-lo a competir. Talvez em diferido. E mesmo assim…

Por isto, pergunto-me se a informação acerca de muitos desportos não estará já a morrer e não apenas nos jornais. Se é que ela não é um nado-morto. Num processo bem engendrado de globalização, mas no pior entendimento desta, fazem-nos assistir aos feitos de atletas de outros países e escondem-nos – para o melhor e para o pior – o que se passa com os nossos.

O Desporto Escolar e o Controlo Médico

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Artigo de opinião do professor Fernando Costa, publicado no blogue O Badmintonista.

Creio que é unânime a tese que defende um controlo médico para todos os atletas que pretendam praticar uma modalidade desportiva. Com efeito, as Federações Desportivas só permitem a filiação de um atleta desde que este cumpra o requisito de um exame médico-desportivo. Porém, o que sucede com os praticantes do Desporto Escolar é algo que deve merecer a nossa reflexão.

O programa do Desporto Escolar preconiza no seu ponto 4.8 que

“Os Órgãos de Direcção e Gestão dos estabelecimentos de educação e ensino, bem como e principalmente, os encarregados de educação deverão diligenciar no sentido de ser realizado previamente um controlo médico ao praticante do Desporto Escolar”.

Na verdade, a intenção é a melhor, contudo na realidade, são raros os praticantes que fizeram ou virão a fazer o referido exame médico-desportivo. Porém, eles estão a treinar e vão competir, muitas vezes com atletas federados, nas diferentes fases da competição do Desporto Escolar (ou nos Torneios de Divulgação da Federação Portuguesa de Badminton, por exemplo) com níveis de exigência próximos ou similares aos da competição federada.

É evidente que tal situação deve ser revista no sentido de, neste domínio em particular, o Desporto Escolar seguir o exemplo do Desporto Federado. O Ministério da Educação, que tutela o Desporto Escolar, deve intervir rapidamente nesta situação, no sentido de garantir a realização de um controlo médico efectivo aos praticantes escolares, estabelecendo protocolos com os Centros de Medicina Desportiva ou com os Centros de Saúde. Mais vale prevenir…

Os praticantes de xadrez não precisam de exames médico-desportivos, mas seria sempre útil para despistar quaiqauer problemas.

À espera de esclarecimentos da FPX… a propósito de um email anónimo contendo denúncias graves

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Está, senhor presidente da FPX, é verdade o que eu li no email que me enviaram? E o que é que vão fazer?Recebi um email “anónimo” contendo denúncias de situações menos apropriadas ocorridas em provas oficiais federativas.

Face ao seu teor, entendi, contactar primeiro, o presidente da FPX a apresentar os “esclarecimentos”  que entendesse oportunos para acompanhar a divulgação pública no blogue Ala de Rei.

Aguardarei, por isso, durante as próximas 48 horas por esse esclarecimento. Entretanto, divulgo o email que enviei à FPX:

Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez,  

c.cópiaVice-Presidente da Direcção da FPX
 
 
Recebi um email que descreve situações anormais e graves ocorridas durante a realização de competições oficiais nacionais.
 
De facto, as situações descritas, a serem verdade, configuram ilícitos disciplinares graves, que não podem passar sem a necessária investigação e análise por parte do Presidente e da Direcção da FPX.
 
Pretendo divulgar publicamente o conteúdo do email recebido, mas, entendo dever acompanhá-lo dos esclarecimentos que a FPX, considerar oportunos para acompanhar a divulgação pública do texto no blogue Ala de Rei.
 
Seria exigível a audição da FPX, o que faço, neste momento, por isso, a falta de resposta, a existir, não deixará de ter uma respectiva interpretação .
 
Com os meus cumprimentos.
 
Francisco Vieira

Para que conste!

Era uma vez um gato xadrez…

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Iniciando o mês de Novembro, o Auditório Cláudio Santoro traz o espetáculo  Era Uma vez um gato xadrez para o divertimento do público infantil.

A peça é sobre as histórias das viagens que o esperto gato xadrez faz pelo mundo afora, e que em companhia de seu fiel amigo, o cão Bigodinho, conduz o público a um espetáculo cheio de aventuras em meio a muita música e divertidos personagens.

A história contará sobre a paixão do cão pela bola, o rato que queria ser um leão, e as galinhas que cantam para botar seus ovos, entre tantas outras tão engraçadas quanto estas.

O espetáculo musical foi montado pela Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos, que tem em seu repertório vários textos clássicos, bem como montagens próprias. Com seus bonecos expressivos e sua técnica de manipulação, derivada do Bunraku japonês, a Cia traz para os palcos de todo o Brasil uma plástica apurada, aliada a uma dramaturgia delicada e coerente, com temas variados que exploram as mais diversas sensações, indo da poesia à comicidade, até da tristeza à saudade ou reflexão.

Mesmo dedicado fielmente ao público infantil, não se pode dizer que seja exclusivamente para os pequenos, pois a Cia Polichinelo busca realizar em seus trabalhos o lúdico, o poético, o compreensível e o dinâmico em suas criações, o que conquista também o público adulto. 

A apresentação do musical Era uma vez um gato xadrez será no próximo domingo, dia 01 de Novembro, a partir das 11.00 horas, no Auditório Cláudio Santoro.

Lido em guiadoturista.net.

«O que diz um Velho do Restelo», artigo de José Manuel Meirim

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O Prof. Dr. José Manuel Meirim, publicou ontem, em Colectividade Desportiva, o artigo seguinte. Permito-me chamar à atenção para a subtileza dos comentários apresentados. Um excelente exercício de escrita e de crítica. Apreciem.

Em tempos de implosões e na ausência de cegos anónimos militantes que aguardam a renovação da legitimidade eleitoral e carreirista, seja-nos permitido espreitar a oportunidade para avivar a memória da coerência, sempre presente, de Laurentino Dias.

Ninguém se esquecerá – ou muitos já não se lembram – da suprema indignação desse membro do Governo responsável (?) pelo desporto, aquando da acção de propaganda que teve lugar a 13 de Agosto passado, um dia antes do prazo que lhe concedi.

Fingindo conscientemente que estava disposto a fazer cumprir a lei – no que respeita à reforma estatutária das federações desportivas imposta pelo novo regime jurídico das federações desportivas e do estatuto de utilidade pública desportiva – Laurentino Dias olhava para a Federação Portuguesa de Futebol e via uma entidade que vivia à margem da lei e da modernidade. E teimosa: «Estas federações [onde se inclua a de futebol] não entenderam a necessidade e potencialidade dos novos estatutos, mas vão ter que entender.»

E parece que se abriu um inquérito tendente a aplicar uma qualquer medida sancionatória.

Dois meses depois, Laurentino Dias, à custa do erário público, directo – pelas verbas do orçamento – ou indirecto – por convite da Federação Portuguesa de Futebol – lá foi à Suíça, prazenteiro, como sempre em matéria de viagens à volta do Mundo – são as vantagens do desporto ser um fenómeno global – dar o seu aval a um projecto de uma federação que, segundo o próprio, pratica ilegalidades, antiquada e teimosa.

Coisa de menos, o que é preciso é trazer chocolates e queijo para a família (quiçá uma bola de futebol ortografada por alguém). Isso sim, é o que se leva da vida. 

Vota Lista A nas Eleições para Delegados dos Praticantes à Assembleia Geral da FPX

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Ver os Candidatos da Lista A      Ver Locais de Voto

Saber mais em Projecto Gâmbito e em Comissão Eleitoral dos Delegados à Assembleia Geral da FPX

Quadro-Resumo das Assembleias Gerais Eleitorais para Delegados à Assembleia Geral da FPX

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MESAS DE VOTO PRAT CLUB TÉCN ÁRBI
AÇORES: Graciosa ……  3 0 0 0
AÇORES: S. Miguel ….. 63 6 3 18
AVEIRO …………………… 90 8 28 13
BEJA …………………….…. 154 4 2 2
CASTELO BRANCO …… 28 2 8 9
COIMBRA ……………….. 54 2 15 17
FARO ……………………… 100 6 36 22
BRAGA …………………… 172 8 51 38
LEIRIA …………………….. 71 7 15 20
LISBOA …………………… 332 14 60 35
PORTO ……………………. 263 17 68 40
SANTARÉM …………….. 40 3 5 7
SETÚBAL …………………. 139 10 37 32
TOTAL ………………….. 1509 87 328 253