Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Leiloado o tabuleiro de xadrez onde o Cavaleiro perdeu com a Morte no filme ‘O Sétimo Selo’

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O jornal Público e o blogue O homem que sabia demasiado divulgaram o leilão efectuado do espólio pessoal de móveis, objectos e adereços de trabalho do realizador sueco Ingmar Bergman que superou as expectativas.

O tabuleiro de xadrez usado no filme O Sétimo Selo para a partida entre o cavaleiro medieval (Max von Sydow) e a Morte (Bengt Ekerot) foi leiloado por cerca de € 100.000,00. Ver o tabuleiro leiloado pela  Bukowskis de Estocolmo utilizado no filme.

Saber mais sobre o filme O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet, 1957), de Ingmar Bergman em  IMDb e em Ala de Rei. Ver o o vídeo do primeiro encontro do Cavaleiro medieval com a Morte.

A propósito: Onde está o Rei Branco? Resposta (errada): Levou-o a Morte.

A Mafalda faz hoje 45 anos

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Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino criou, inicialmente, para um anúncio a electrodomésticos, faz hoje 45 anos.

O cartoon de Quino transformou-se numa improvável mas assertiva Mafalda e o Mundocomentadora política da actualidade mundial nos anos 60, quando surgiu. Quino, que imaginara Mafalda para um anúncio com a história de uma família típica da classe média, acabou por tornar-se mundialmente famoso através da contestatária criatura.

I match Casa do Xadrez vs. Alekhine

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Os blogues Casa do Xadrez e o Gato de Alekhine informam que se disputou no sábado passado, em Alpiarça, o I match Casa do Xadrez-GX Alekhine.

Quanto ao resultado, saber-se que a Casa do Xadrez «ganhou por alguns pontos de vantagem, mas poucos!».

Após o encontro seguiu-se um almoço de confraternização.

Segundo o relato do Gato do Alekhine

 

A taça ficou em Alpiarça, só nas últimas rondas do torneio Scheveningen os alekhinistas conseguiram alguns parciais favoráveis, reduzindo a margem da derrota a proporções sofríveis. Mas no excelente convívio/almoço a seguir fomos todos vencedores!

Gostei de conhecer esta jornada de desportivismo e confraternização. Um exemplo a seguir!

Cuba tem especialização em xadrez, o Brasil está na fase escolar e Portugal à espera de saber o que quer

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Enquanto Cuba já está oferecendo curso de pós-graduação em xadrez, visando a profissionalização de seus professores na modalidade, o Brasil caminha para a implantação do jogo na grade curricular das escolas.

«Em Cuba, o xadrez está na grade curricular desde 1939», contrapôs o MI Gerardo Lebredo, diretor do Instituto Sul-Americano de Xadrez, de Cuba, em visita à sede do Grupo A TARDE, onde foi recepcionado pelo diretor executivo Renato Simões Filho.

Pela primeira vez em Salvador, Lebredo estava acompanhando o GM Giovanni Vescovi e sua filha, Katherine Vescovi, na visita. Os três foram convidados para participar da 17ª Copa Sigma de Xadrez, que começa neste sábado 26 e será encerrada no próximo domingo, 27, no Colégio Isba.

Também acompanharam a visita o procurador do Estado e escritor Luiz Cláudio Guimarães e o secretário da FBX, Wilter Pereira. Lebredo observou que o esporte é muito popular em seu país e está presente na cultura nacional desde o século 18. O resultado, segundo atestou, são estudantes mais concentrados nas aulas e bons resultados nos estudos, com a ajuda do xadrez.

Brasil –- O mesmo movimento está sendo registrado no Brasil, segundo o GM brasileiro Giovanni Vescovi, ao defender a inserção da esporte como ferramenta pedagógica. «Cerca de 40% da rede pública já está aderindo», disse, incluindo na lista a própria filha, Katherine, estudante da Escola Morumbi, em São Paulo.

Ainda segundo ele, além de facilitar a aprendizagem de disciplinas, principalmente na área de exatas, o xadrez contribui como facilitador para falar outros idiomas. «Tenho dificuldade de me comparar, no antes e depois, porque praticamente desde que nasci jogo xadrez. Não sei como seria se não tivesse essa ferramenta», declarou o grande mestre.

Vescovi fala idiomas como o russo, inglês, espanhol e alemão fluentemente. «Aprendi a falar sueco sozinho», acrescentou. A filha Katherine, campeã brasileira sub-10, segue caminho parecido: «Só sei falar espanhol», respondeu a menina, mais interessada em desenhar no quadro de uma das salas. Pausa nos desenhos, alguns imitando as pessoas presentes, só para falar do que gosta ou não. «Eu gosto de campeonatos e de atacar no jogo. Só não gosto de perder», respondeu, antes de voltar aos desenhos.

Ranking Em relação a Cuba, o Brasil sai em desvantagem, quando o assunto é a classificação no ranking mundial. «Nós estamos entre os 100 do mundo, Cuba entre os 20 primeiros», certificou Giovanni Vescovi. O Brasil tem cerca de oito grandes mestres enquanto em Cuba há cerca de 20, segundo Lebredo.

Lido em A Tarde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual é a fase em que se encontra Portugal? À espera de saber o que quer!

Os nomeados pela Direcção da FPX para a Gala da Confederação do Desporto de Portugal

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Com já aqui referi a edição deste ano da Gala do Desporto da CDP vai ser subordinada ao tema Acreditar na Formação, com o propósito de homenagear os educadores e formadores que estão na base de toda a actividade desportiva.

O tema da Gala do Desporto irá, portanto, determinar a indicação de cada elemento escolhido pelas federações para ser distinguido com o prémio Mérito Desportivo – Personalidade do Ano.

A Gala, a exemplo dos anos anteriores, vai decorrer no Casino Estoril, no dia 29 de Outubro de 2009.

De acordo com a informação divulgação no seu sítio [Comunicado 6/2009], a FPX  apresentou, nas diversas categorias, os seguintes nomeados:

“Mérito Desportivo CDP”

 PERSONALIDADE DO ANO – JORGE ATAÍDE COELHO ANTÃO

“Atleta Feminino do Ano”– ANA FILIPA BAPTISTA

“Atleta Masculino do Ano” – RUBEN PEREIRA

  “Jovem Promessa do Ano” – JORGE VITERBO

  “Equipa do Ano” – ACADEMIA DE XADREZ DE GAIA

  “Treinador do Ano” – DINIS FURTADO

Presidente do CN Arbitragem da Federação de Angola defende que «o xadrez deve ser inserido no currículo de actividades extra-escolares, nas escolas primárias e do ensino médio»

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O presidente do conselho nacional de arbitragem da Federação Angolana de Xadrez (FAX), Abílio Ribeiro, defendeu hoje, em Luanda, a necessidade de se desenvolver a prática da modalidade nas escolas, visando massificar e melhorar a base da modalidade no país.

Falando à Angop, o responsável afirmou que neste momento o xadrez se encontra num período de sistema contrário, havendo muitos atletas de alta competição e poucos nos escalões de formação, que servirão, no futuro, de suporte da modalidade.

Na sua opinião, o xadrez deve ser inserido no currículo de actividades extra-escolares, nas escolas primárias e do ensino médio, para dinamizar e incutir o hábito da prática a nível nacional.

Defende que o governo deviria ajudar financeiramente a federação no seu projecto de massificação e expansão do xadrez nas escolas bem como controlar o número de praticantes.

Disse que, apesar do esforço que a FAX faz, a verba dada pelo Ministério da Juventude e Desportos (MJD) tem sido insuficiente para garantir a formação de quadros e satisfazer dignamente os atletas de alta competição.

Por esta razão, Abílio Ribeiro informou que existem jogadores desta categoria que perderam as suas qualidades técnicas e o gosto de virem às salas de jogo, porque não têm sido recompensados na íntegra. E a vicissitude da vida os obriga a deixarem a modalidade para sustentarem as suas famílias.

Despacho da Angop.

Criado um Grupo de Trabalho para Estudar Cenário Nacional da Prática do Xadrez no Brasil

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O ministro dos Esportes, Orlando Silva, constituiu um grupo de trabalho para estudar o cenário nacional da prática de xadrez e a construção de um plano nacional de desenvolvimento do xadrez educacional.

Ele considera, na Portaria nº 171, publicada hoje no Diário Oficial da União, que existe demanda da sociedade brasileira quanto ao fomento e à prática de modalidade esportiva xadrez, em todas as suas particularidades.

Caberá ao grupo, entre outros objetivos, elaborar a estratégia de fomento do xadrez no Programa Segundo Tempo e analisar a execução e as diretrizes do Programa Xadrez nas Escolas.

Entre os oito integrantes do grupo está Amauri Aparecido Bássoli de Oliveira, representante da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Lido em O Diário e no  Blogue do Rigon.

Responsável da Federação Angolana de Xadrez defende maior participação dos clubes mas a falta de meios financeiros e apoio material dificulta a massificação do xadrez

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A Federação Angolana de Xadrez (FAX)

O secretário executivo da Federação Angolana de Xadrez (FAX), Manuel Pedro, defendeu quarta-feira, em Luanda, a necessidade dos clubes participarem nas actividades e nos campeonatos de forma a manterem a forma e massificar a modalidade a nível dos seus atletas.

Em declarações à Angop, Manuel Pedro explicou que tem havido provas individuais em que os clubes filiados na FAX dedicam pouca importância em participar.(…)

Na sua opinião, a presença deste grandes clubes da arena desportiva angolana à FAX, trará para as casas de jogo mais adeptos, para além da criatividade desportiva no xadrez nacional. (Ver despacho da Angop).

Em Huíla

A falta de meios financeiros está a dificultar o processo de massificação do xadrez, a nível da província da Huíla, informou hoje à Angop o presidente da associação local da modalidade (APX), António Ernesto.

O titular do órgão reitor do “desporto-ciência” na província disse que a situação já se arrasta por mais de cinco anos, o que deixa a associação sem condições para criar estímulos para os técnicos, árbitros e jogadores, envolvidos no processo, o que os leva a desistir.

António Ernesto disse que, para que a modalidade não morra na província, APX criou núcleos de massificação nas escolas e empresas, o que está a permitir que algumas pessoas continuem a praticar, sem avançar quanto precisaria, em termos monetários, para relançar a modalidade na província. (…)

A fonte considerou que a Huíla já esteve melhor no xadrez nacional, na década de 90, mas actualmente está de “mal a pior”, tudo porque a modalidade não tem apoios, aproveitando para apelar às autoridades competentes no sentido de voltarem a apoiar.

A APX controla mais de 50 jogadores, entre amadores e federados.  (ver despacho da Angop).

No Lobito

Em declarações à Angop, Pedro Filipe, chefe para área dos Desportos do Lobito informou que a modalidade não se faz sentir ao nível dos clubes sedeados nesta cidade ferro-portuária devido a escassez do material (tabuleiros) no mercado local. (..)

Na sua opinião, por ser uma urbe com instituições académicas de nível superior e de actividade turística intensa precisa de ter o xadrez quer do ponto de vista competitivo como recreativo. (Ver despacho da Angop).

Festival de Xadrez do Minho em 2 de Outubro

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Segundo José M. Teixeira, professor responsável pela animação do Clube de Xadrez Afonsino

Este Festival que se realiza, pela primeira vez aqui, no Pavilhão Multiusos, está destinado aos alunos do Ensino Básico e do 1º e 2º Ciclos, nas perspectivas de os sensibilizar e trazer para esta modalidade lúdica.

Mais informações no blogue Clube de Xadrez Afonsino.

Chasing the king of chess, by Peter Nicholas in Los Angeles Times

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What made Bobby Fischer so brilliant yet so bizarre? Could the truth about his father unlock the puzzle?

By Peter Nicholas, in Los Angeles Times.

Like a lot of kids in the summer of 1972, I was riveted by a strange spectacle unfolding in Iceland: a chess match between Soviet grandmaster Boris Spassky and Bobby Fischer, the mercurial young American.

The games weren’t televised — Fischer permitted no cameras — so chess experts replayed the moves on public television using oversize boards. Through long summer days, I puzzled over poisoned pawns and bishop pairs as Fischer, after nearly walking out on the match, crushed the Russian champion.

Through solitary study and determination, Fischer had toppled a Soviet chess establishment that had every advantage: better coaching, state stipends, access to the latest games and opening theory.

I got caught up in the chess mania that swept the country after Fischer’s victory. The craze quickly faded, but my fascination with Bobby never did.

Read more.

Henrique Mecking (‘Mequinho’) desafia o actual número 1 brasileiro, Alexander Fier para ‘match’ de 4 partidas [23-27.Set]

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A Folha Online noticia que o GM Alexandr Fier, de 21 anos, actual número 1 do Brasil, disputa um match de quatro partidas, com o GM Henrique Mecking, o ‘Mequinho’, de 57 anos – o melhor xadrezista brasileiro e melhor colocado no ranking mundial em todos os tempos que chegou a terceiro do mundo na década de 1970.

Os dois xadrezistas vivem fases opostas. Enquanto Fier acaba de entrar no Top 100 mundial, ‘Mequinho’ abandonou antes do fim, o último torneio que participou, o Campeonato Continental, em Julho de 2009.

O match, de 4 partidas, abertas ao público, com transmissão pela internet vai ser disputado nos dias 23 e 24 (19.00h) e 26 e 27 (10.00h), descansando 6ª feira. As partidas serão jogadas ao ritmo de 1.30h, com um acréscimo de 30″ por cada lance.

As partidas serão transmitidas online (ao vivo) em CTX Centro de Treinamento em Xadrez (empresa informática que constituiu uma parceria com a IChessU — International Chess University, fornecedora de um software específico para ministrar aulas de xadrez à distância).

Mais informações em Liga do Xadrez, Repórter Aventura.Não esquecer a excelente Base de Dados de Xadrez do Brasil.

AX Santarém promove Curso de Formação de Árbitros em Outubro

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A Associação de Xadrez de Santarém em conjunto com a União Desportiva e Recreativa da Zona Alta vai realizar nos dias 09, 10 e 11 de Outubro, um Curso de Formação de Árbitros, na Piscina Municipal de Torres Novas.

 O curso, ministrado pelo AI Carlos Dias, «é homologado pela Federação Portuguesa de Xadrez» e encontra-se aberto a todos os interessados com idade superior a 16 anos. Mais informações em Xadrez no Distrito de Santarém.

Dirigente considera crítico estado do xadrez no Huambo

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O director geral do Petro do Huambo, Paulo Alexandre, considerou hoje crítico o actual estado do xadrez na província do Huambo, devido à carência de meios e competição interna. Em declarações à Angop, o dirigente desportivo afirmou que em virtude desta situação os clubes locais não prestam atenção ao fomento do xadrez.

Para Paulo Alexandre, é necessário que a associação provincial da modalidade desperte os grémios sobre o interesse pela massificação do “desporto ciência”. Sublinhou que uma das maneiras de alterar a situação passa em distribuir materiais aos clubes e realizar provas regularmente.

Realçou que, caso haja vontade da associação em desenvolver o xadrez, a província do Huambo poderá tornar-se, nos próximos dois anos, numa potência no que se refere à pratica da modalidade. «Considero crítico o xadrez nesta província, mas também tenho certeza de que não é impossível sairmos desta situação. O xadrez não exige muitos custos financeiros como, por exemplo, as modalidades colectivas», manifestou.

Paulo Alexandre disse ainda que o seu clube prevê iniciar, este ano, um programa com finalidade de aumentar o número de praticantes, sobretudo na classe feminina.

O Petro do Huambo, fundado em 1980, tem actualmente 10 xadrezistas, que competem em provas nacionais de juniores e seniores masculinos.

Despacho da Angop.

Karpov e Kasparov lamentam que a modalidade tenha perdido fascínio

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Os antigos campeões do Mundo Anatoly Karpov e Garry Kasparov abandonaram hoje em Valência a tensão de anos entre ambos e trocaram-na por elogios mútuos e uma visão concordante de que o xadrez perdeu fascínio.

«A diferença para outros desportos é que o xadrez já viu passar a sua idade de ouro. Ficaria satisfeito se voltasse a idade da prata…», lamentou Karpov, decepcionado com as federações internacional e da Rússia pelo que considera ser a má gestão dos últimos 15 anos.

Kasparov, o azeri que nasceu na antiga União Soviética, defende que os jogadores actuais perderam “personalidade e ‘glamour’”.

«Os nossos desafios contribuíram para o desenvolvimento do xadrez moderno e muitos aprenderam a jogar com eles. Agora compete-se com mais energia e dinamismo, a média de idades baixou, mas não se joga com o mesmo nível de antes», vincou.

Dois dos mais famosos rivais da história do xadrez mundial – até pelas suas públicas divergências em termos políticos quanto à União Soviética/Rússia – vão defrontar-se novamente, agora em Valência.

Terça e quarta-feira, Karpov e Kasparov vão disputar duas partidas semi-rápidas de 25 minutos mais cinco segundos por lance e quinta-feira, oito partidas rápidas de cinco minutos, com dois segundos por lance.

Karpov reconheceu as divergências que sempre manteve com Kasparov quanto ao ponto de vista político, mas garantiu que sempre sentiu um «grande respeito profissional» pelo rival, que reconheceu que o seu compatriota foi dos poucos a manifestar-lhe apoio quando esteve afastado da competição.

Lido em O Jogo.

Xadrez na Escola EB 2,3 de Manhente [Braga] – uma Escola de Referência Desportiva no âmbito do Desporto Escolar.

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O Clube de Xadrez de Manhente foi criado no ano lectivo de 2005/2006, no âmbito das actividades do Desporto Escolar. Nesse mesmo ano inscreveu-se na Federação Portuguesa de Xadrez, tendo participado em alguns torneios Associação de Xadrez do Distrito de Braga. Neste momento é o clube de Xadrez com mais praticantes do Concelho de Barcelos, tendo colaborado várias vezes com o CCCB.

Este ano lectivo temos como ambição divulgar e dinamizar as actividades promovidas pelo clube. Procurando abranger mais jovens, melhorar a valia técnica dos nossos jovens atletas e trazer para o Concelho a organização de pelo menos uma prova do circuito distrital do Xadrez Federado (é também uma razão de desmotivação dos nossos jovens atletas, visto que nunca podem jogar no Concelho). Para o efeito constituímos a nossa escola sede – Escola EB 2,3 de Manhente – como Escola de Referência Desportiva (ERD), no âmbito das actividades do Desporto Escolar.

Pretendemos iniciar as aprendizagens nas escolas do primeiro ciclo e proporcionar a prática do xadrez às escolas Secundárias do Concelho.

Deste modo neste ano lectivo todos os alunos das turmas do 4º e 3º anos vão usufruir da aprendizagem da modalidade.

Pretendemos também dar apoio técnico aos alunos das escolas secundárias que se inscrevam na modalidade.

Para sermos bem sucedidos pretendemos obter o apoio de várias instituições. Neste momento contamos já com o apoio da Associação de Pais da escola EB 2,3 de Manhente. Estamos à espera de receber o apoio da Câmara Municipal de Barcelos, das Juntas de Freguesia e das associações de pais das escolas EB1 do agrupamento. 

Lido no blogue do Clube de Xadrez de Manhete.

Ao contrário do que muitos pensavam não é só no Brasil – é em Braga. Mas questiono-me para quando em todo o país? E no interior?

Match Karpov-Kaspaov

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Regime jurídico das federações desportivas: uma polémica para durar

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Rui Marques Simões escreveu no Diário de Notícias de hoje o seguinte artigo sobre uma espécie de balnaço desportivo da actuação do Governo quanto ao desporto, e, em especial do Dr. Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

O Governo resume os últimos quatro anos, a nível de desporto, em três pontos fortes: desporto escolar, avanço legislativo e centros de alto rendimento. Mas a última legislatura ficou marcada por uma polémica que promete continuar a fazer correr tinta para lá das eleições: o Regime Jurídico das Federações Desportivas.

Em declarações ao DN, o secretário de Estado da Juventude e Desporto destacou o “esforço no desporto escolar” e a criação dos centros de alto rendimento (ver textos nestas páginas) como dois os marcos da legislatura. Mas salientou também o «vasto conjunto de legislação criado para solidificar o funcionamento» do desporto em Portugal. Um dos exemplos dessa legislação é o Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD), que veio harmonizar os estatutos das associações representativas das diversas modalidades, dando maior representatividade a atletas e treinadores e impondo a limitação de mandatos nos órgãos federativos.

O novo documento foi muito contestado no seio de algumas federações. Futebol e vela ainda não alteraram os estatutos para permitir a adopção do RJFD e arriscam uma punição dura do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), que pode até passar pela retirada do estatuto de utilidade pública. «Os serviços jurídicos do IDP abriram inquéritos às duas federações em falta e, com certeza, haverá sanções», admite Laurentino Dias.

Mas porque correu mal na aplicação do regime jurídico? «Porque as federações estavam paradas no tempo e tiveram dificuldades em adaptar-se à reforma», diz o secretário de Estado.

O futebol esteve no centro da polémica, com os novos estatutos (adaptados ao RJFD) a serem rejeitados em assembleia geral (apenas tiveram os votos a favor da Liga, associação de Aveiro e sindicatos de jogadores e treinadores). O líder da Associação de Futebol de Braga, Carlos Coutada, foi um dos que votaram contra e justifica-se com a “perda de democracia” com o novo regime (ver texto ao lado).

Mas Laurentino Dias alega, precisamente, os ganhos democráticos com o novo regime. «O desporto precisa de evoluir e, cada vez mais, tem de ter em conta todos os seus actores: clubes, atletas, treinadores», esclarece. Com a nova legislação, as associações perdem poder de voto. E «ninguém tem a hegemonia da decisão; os atletas, técnicos, árbitros são chamados a pronunciar-se e não fica tudo nas mãos de três dirigentes», replica.

Depois, o governante conclui que, com a nova Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto e o Regime Jurídico das Federações Desportivas – como com outras legislações harmonizadoras aprovadas nos últimos quatro anos – «o desporto pôde, enfim, evoluir».

Ainda assim, o novo regime deve continuar a dar que falar. Falta saber a conclusão e eventual castigo a decidir pelos serviços jurídicos do IDP. E Laurentino Dias não adianta qualquer prazo para que isso aconteça.

Se as associações distritais de futebol não gostaram da intervenção do Governo no novo RJFD, a verdade é que houve outros momentos em que foi pedida uma acção governamental no “reino da bola”.

Devido aos sucessivos escândalos de arbitragem e aos cada vez mais frequentes casos de salários em atraso, clubes e sindicato de jogadores pediram a intervenção do Governo. De qualquer forma, Laurentino Dias nunca se quis imiscuir.

«O papel do Governo não é o de intervir semanalmente, diariamente, casuisticamente nas questões que têm a ver com a vida de todos os dias do futebol», tinha afirmado o governante, após as polémicas da final da Taça da Liga.

Reconhecendo que «nunca fingiu, nem fingirá que nada se passa», Laurentino Dias preferiu chutar a questão para canto: «Quando há matérias que não são da minha competência não devo falar».

O interesse dos Nacionais Individuais Absolutos

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O ex-treinador de Frederico Gil, João Cunha e Silva, admitiu recentemente que o Campeonato Nacional Individual Absoluto de Ténis perde interesse sem a presença dos grandes nomes do ténis português.

«Estamos a falar de outros números, de outro nível. A este nível, os patrocinadores nem exigem o título nacional», referiu o actual treinador de Rui Machado.

Cunha e Silva acredita que a falta de um prémio monetário é a principal justificação para a ausência dos principais tenistas, ainda que as razões sejam conhecidas: «O habitual patrocinador descontinuou e não houve outra solução porque a federação não tem um departamento organizador de provas. É uma opção. A verdade é que sem os melhores praticantes, tal retira brilho à prova».

É interessante conhecer as dificuldades presentes no ténis nacional quanto é certo que “lá fora” é cada vez maior o número das presenças portuguesas com resultados de bom nível internacional se atendermos ao nível do ténis português.

Também o xadrez nacional tem os seus problemas. O Nacional que terminou há dias na Amadora é igualmente o espelho do estado actual da modalidade.

De acordo com o regulamento da prova, apenas os cinco primeiros classificados recebem prémios monetários. A partir do sexto lugar, o valor dos prémios [€ 50,00] correspondia ao montante da inscrição. Creio ser uma forma elegante e vazia de oferecer o que não se dá, dando a entender que se entrega o que não se recebe.

Jorge Guimarães afirma, no jornal Público, que apesar das ausências de alguns dos mais destacados xadrezistas portugueses, «o lote de participantes era de reconhecida qualidade», ainda assim, muitos dos habituais e reconhecidos participantes nesta fase final não participaram.

A dúvida que persiste é a seguinte: Qual poderia ser o ‘nível de melhoramento’ dos prémios para cativar o interesse dos mais fortes e activos jogadores portugueses a participarem na mais importante prova individual que se disputa no nosso país? Mas, será a via do aumento dos prémios monetários para termos um Nacional mais forte e participativo?

E já agora, outra situação crítica que se ouviu, amiúde, no Nacional da Amadora 2009: Quando é que as duas fases do Campeonato Nacional são disputadas no mesmo ano, acabando-se com esse disparate que é obrigar os participantes da fase preliminar de 2009 disputarem o NAcional de 2010?

“Xadrez e Ensino” na Universidade de Évora

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O Departamento de Matemática da Universidade de Évora, em colaboração com a Delegação Regional Sul e Ilhas da Sociedade Portuguesa de Matemática promoveram o Workshop “Xadrez e Ensino” que decorreu em Évora, de 2 a 5 de Setembro de 2009, no Colégio Luís António Verney.

De realçar o seu carácter inovador, nomeadamente, no facto de relacionar uma universidade portuguesa à modalidade do xadrez, a qual devia ser parte integrante do currículo do ensino básico e secundário.

No Workshop participaram professores dos ensinos básico e secundário e estudantes universitários, entre outros, e foram proferidas conferências relevantes no âmbito das áreas: xadrez e ensino, xadrez e computadores, xadrez e arbitragem e história do xadrez. Refira-se o facto de uma delas ter sido apresentada por um dos melhores jogadores do mundo da década de 80, o luso-canadiano GM Kevin Sppragett. Segundo a opinião dos seus participantes, tratou-se de uma acção de formação bastante interessante e que deveria ter continuidade no futuro.

O evento foi acreditado pelo Conselho Científico e Pedagógico da Formação Contínua, órgão do Ministério da Educação responsável pela acreditação das acções de formação contínua de professores, nos grupos de docência 230, do 2.º ciclo do Ensino Básico e 500 e 510, do 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário, com o Registo nº CCPFC/ACC-57805/09 e 1,1 créditos.

Lido em EU Line (Jornal On-line da Universidade de Évora).

Artista espanhol apresenta tabuleiro de xadrez gigante em Londres

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Criado pelo designer espanhol Jaime Hayon, um tabuleiro de xadrez com peças de dois metros de altura chama a atenção de quem passa pelas fontes da Trafalgar Square, no coração de Londres. A obra faz parte do Festival de Design que acontece entre os dias 19 e 27 de Setembro na capital inglesa.

Em parceria com Bosa, um especialista em cerâmica de Veneto, na Itália, Hayon pintou à mão as 32 peças de xadrez. Mosaicos em vidro feitos pelo artista italiano Bisazza mostram pontos turísticos de Londres, como cúpulas e torres.

O tabuleiro, com rodinhas para facilitar o deslocamento, é feito em madeira e, sobre ele, cadeiras suspensas permitirão com que visitantes direccionem as peças como forma de incentivar a prática do xadrez.

Lido em EBand.

“Grande Roque” blogue pessoal de Francisco Carapinha

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Francisco Carapinha, (na foto), o lusitano errado por terras de Cabo Verde, ex-dirigente da Associação de Xadrez de São Vicente, criou o seu blogue pessoal – Grande Roque.

Embora ainda no início, vale a pena visitá-lo e saber por que é que se demitiu da AXSV, mas de acordo com as suas palavras o seu afastamento da AXSV (…)

não significa o meu afastamento do xadrez em Cabo Verde pois pretendo continuar a ter iniciativas e apoiar as iniciativas de outros (em qualquer que seja a ilha), não pensando desistir enquanto a Federação Caboverdiana de Xadrez não for uma realidade.

Equipamentos Desportivos em Odivelas

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Pode ler-se no VOLUME 4.2 CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO – ESTRUTURA E FUNÇÕES SOCIAIS do PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE ODIVELAS, o seguinte:

2.2 EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS

As alterações sociais dos últimos tempos (crescimento demográfico, aumento do nível de escolaridade e de qualidade de vida das populações, etc.) têm-se reflectido num aumento da procura da prática desportiva e da diversificação das modalidades desportivas, pelo que o desporto ocupa hoje um papel crucial na organização das sociedades.

Em relação ao conjunto dos equipamentos desportivos, em Odivelas sobressaem os pequenos campos de jogos (47%) e as salas de desporto (31%), grande parte dos quais pertencentes a instalações escolares.

Por outro lado, os espaços para a prática desportiva informal têm um peso reduzido (7,3%), o que demonstra a sua fraca relevância, “(…) apesar de constituírem uma exigência dos novos tempos” (CMO/DD, 2008, p.31).

Quadro 2 – Equipamentos desportivos em Odivelas

EQUIPAMENTOS DE DESPORTO, POR TIPOLOGIA (N.º) (%)

  • Grandes campos de jogos                              9             4,7
  • Pequenos campos de jogos                          90          46,6
  • Pavilhões                                                               9            4,7
  • Salas de desporto                                            60           31,1
  • Piscinas                                                                  5             2,6
  • Pistas de atletismo                                             5             2,6
  • Espaços de desporto informal                    14            7,3
  • Outros                                                                      1             0,5

De uma forma geral, podemos afirmar que a oferta de equipamentos desportivos em Odivelas é reduzida e pouco diversificada, pelo que, no âmbito da Carta dos Equipamentos Desportivos do Concelho de Odivelas, se propõem as seguintes intervenções (pp. 31-32):

  • Ao nível do desporto formal, a “necessidade de aumentar e diversificar a oferta de equipamentos, de modo a responder à procura crescente por parte do associativismo”;
  • Ao nível do desporto informal, “é importante apostar num processo de construção de uma imagem para a cidade”.

Retirado de PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DE ODIVELAS, VOLUME 4.2 CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO – ESTRUTURA E FUNÇÕES SOCIAIS

Documento disponível em PDM de Odivelas –  Extras – anexos. (Ver pdf)

Entretanto, a CM Odivelas, após aprovar em sessão camarária, na passada 4ª feira, 9/9, Carta Desportiva do Concelho de Odivelas – Relatório Final, reuniu-se ontem com os clubes desportivos do concelho para dar a conhecer a Carta Desportiva que, no entanto, não se encontra disponível no sítio oficial da CMO.

Gala do Desporto 2009 destaca importância da formação

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A edição deste ano da Gala do Desporto da CDP vai ser subordinada ao tema “Acreditar na Formação”, com o propósito de homenagear os educadores e formadores que estão na base de toda a actividade desportiva.

O tema da Gala do Desporto irá, portanto, determinar a indicação de cada elemento escolhido pelas federações para ser distinguido com o prémio “Mérito Desportivo – Personalidade do Ano”.

Como nas últimas edições, a Gala do Desporto terá como grande palco e ponto de encontro dos desportistas portugueses o Casino Estoril, no dia 29 de Outubro.

Informação CDP.

«A influência da Câmara Municipal na estratégia do clube desportivo – Estudo de caso de dois clubes no concelho de Torres Vedras»

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Vítor Fernandes concluiu em Maio de 2006, as provas de mestrado em Gestão do Desporto, com a tese A influência da Câmara Municipal na estratégia do clube desportivo – Estudo de caso de dois clubes do concelho de Torres Vedras.

A intervenção das câmaras municipais no desenvolvimento desportivo nacional reveste-se de particular importância, porquanto são proporcionam e condicionam a actividade desportiva na maior parte dos municípios do nosso país.

Com os parcos recursos de que dispõem, a maior parte dos clubes, sujeitam-se aos subsídios e apoios que aquelas entendem disponibilizar gerindo orçamentos à medida das suas conveniências políticas (e eleitorais).

O resumo da tese de mestrado que apresento é esclarecedor do que acabo de referir.

Resumo:

A literatura compreende diversos registos que comprovam a importância do poder público local como um motor importante e preponderante no desenvolvimento desportivo local e nacional.

O presente trabalho tem como objectivo principal estudar a influência da Câmara Municipal na estratégia dos Clubes Desportivos. Recorremos a quatro dimensões da análise estratégica dos clubes: os recursos, a análise estratégica, a natureza da decisão e os resultados.

A partir de uma análise documental e de entrevistas exploratórias semi-estruturadas, verificámos que

A Câmara é o principal financiador dos Clubes apostando, cada vez mais, em recursos humanos mais especializados;

A Câmara e os Clubes têm a mesma função social: a formação de cidadãos proporcionando condições de prática para os praticantes, vida saudável e generalização;

A duas organizações assumem a responsabilidade da tomada de decisão dos seus planos estratégicos, bem como dos agentes de fomento e de desenvolvimento desportivo local;

Finalmente, a dimensão dos resultados: verificámos que ambas as entidades em estufo apontaram como resultado fundamental o aumento do número de praticantes.

Em suma, concluímos que a Câmara Municipal ao apoiar financeiramente, ao promover programas e actividades, ao realizar encontros e cursos de formação destinado aos agentes desportivos, tentou exercer influência sobre os Clubes.

«Contas com leis», por José Manuel Meirim

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Anónimo a cavalo de um texto sobre as claques – sobre o qual nada diz, embora aí se afirmasse algo sobre uma novel solução legislativa – ofereceu-nos um entusiástico balanço da iniciativa legislativa do XVII Governo Constitucional. E o fervor é tanto que é legítimo suspeitar que o anónimo se trata, a final, do próprio membro do Governo ou de algum dos seus porta-vozes.

O anonimato começa por nos dar conta da «parte desportiva» do Conselho de Ministros do passado dia 5 de Agosto.

Nessa reunião, o Conselho de Ministros aprovou os seguintes diplomas:

a) Decreto-Lei que estabelece as medidas específicas de apoio ao desenvolvimento do desporto de alto rendimento;

b) Decreto-Lei que estabelece a responsabilidade técnica pelas actividades físicas e desportivas desenvolvidas nas instalações desportivas;

c) Decreto-Lei que estabelece o regime jurídico dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo.

Depois da notícia, assim fala (?) o anonimato:

“Assim, quase seja ao fim, em 4 anos apenas, a maior e mais profunda reforma legislativa no sector do Desporto na história da democracia portuguesa.
De um lado, a propaganda e o ataque pessoal. Do outro lado, os resultados e a obra efectivamente feita.

À vista de todos sem embustes mediáticos, nem montagens televisivas, ou bloguistas.
Digam lá, ò doutos de vocês da Colectividade, no fundo da vossa consciência, se o truque político das «oposições» não foi tentar esconder do Povo estes resultados, e esta capacidade de realizar, com os insultos e os ataques pessoais?

A sério?”

Colocando de parte o que só interessa ao anonimato, centremo-nos, serenamente, no destaque que efectuámos, para a seu propósito tecermos algumas considerações.
Olhando, por ora, somente a quantidade, quanto errado está o anónimo.
Caso me esqueça de alguma medida legislativa, estou certo que o anonimato me corrigirá.

Assim temos:

1. Lei nº 5/2007, de 16 de Janeiro (Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto), a qual determinava, no seu artigo 51º, que a sua regulamentação, nas matérias que não sejam reserva da Assembleia da República, deve ser objecto de regulamentação, por decreto-lei, no prazo de 180 dias;

2. Decreto n.º 4-A/2007, de 20 de Março, que aprova a Convenção Internacional contra a Dopagem no Desporto;

3. Decreto-Lei nº 169/2007, de 3 de Maio, que cria o Instituo do Desporto de Portugal, acompanhado de duas declarações de rectificação do seu texto – uma publicada em 15 de Junho e outra a 2 de Julho – existindo, assim, por via delas, no espaço de dois meses, três regimes de exercício de funções para os dirigentes do IDP;

4. A Portaria nº 662/2007, de 31 de Maio, procedeu à aprovação dos Estatutos do IDP, todavia, um ano depois, a Portaria nº 573/2008, alterou tais estatutos dado que a “experiência entretanto colhida demonstrou que a estrutura interna dos serviços centrais carece, ainda, de pequenos ajustamentos que visam garantir uma melhor adequação desta estrutura à prossecução da missão e atribuições do IDP, I. P.”;

5. Decreto-Lei n.º 315/2007, de 18 de Setembro, que veio estabelecer as competências, composição e funcionamento do Conselho Nacional do Desporto; o seu texto viu-se rectificado em 26 de Outubro e já em 2009 foi objecto de alteração por via do Decreto-Lei n.º 1/2009, de 5 de Janeiro;

6. A Lei n.º 50/2007, de 31 de Agosto, veio estabelecer um novo regime de responsabilidade penal por comportamentos susceptíveis de afectar a verdade, a lealdade e a correcção da competição e do seu resultado na actividade desportiva;

7. O Decreto-Lei n.º 248-A/2008, de 31 de Dezembro, ocupa-se da actividade de treinador de desporto;

8. O Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro, estabelece o regime jurídico das federações desportivas e as condições de atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva;

9. O Decreto-Lei n.º 10/2009, de 12 de Janeiro, estabelece o regime jurídico do seguro desportivo obrigatório;

10. O Decreto-Lei n.º 141/2009, de 16 de Junho, estabelece o regime jurídico das instalações desportivas de uso público;

11. A Lei n.º 27/2009, de 19 de Junho, estabelece o regime jurídico da luta contra a dopagem no desporto, diploma já rectificado a 4 de Agosto;

12. A Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho, estabelece o regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança.

De boa vontade aditamos os três que anunciou.

Ora, a “marca alcançada” parece-nos ficar bem atrás da obtida pelo XIII Governo Constitucional, liderado por António Guterres, não havendo legitimidade, assim se crê, para homologar o record pretendido.

Eis alguns dados da “maior e mais profunda reforma legislativa no sector do Desporto na história da democracia portuguesa”:

1996 – Reforma da Lei de Bases do Sistema Desportivo, criação do Gabinete Coordenador do Desporto de Escolar, alteração do diploma sobre o apoio à alta competição;

1997 – Diploma sobre a prevenção e combate à dopagem, regime de segurança social especial para o basquetebol (algo agora nunca alcançado para o andebol, em manifesta violação do princípio da igualdade), portaria sobre o regime de alta competição, diploma sobre os clubes de praticantes, diploma sobre as associações promotoras do desporto, regime jurídico das sociedades anónimas desportivas, regime fiscal das sociedades anónimas desportivas, alteração do regime jurídico das federações desportivas, diploma sobre a instalação e funcionamento das instalações desportivas de uso público, criação de três institutos públicos na área do desporto (IND, CAAD e CEFD), criação do Conselho Superior do Desporto;

1998 – Lei sobre a violência no desporto, lei do contrato de trabalho desportivo e do contrato de formação desportiva, portaria sobre a livre entrada nos recintos desportivos, três portarias relacionadas com o regime da alta competição e plano oficial de contabilidade para as federações desportivas, associações e agrupamentos de clubes;

1999 – Diploma sobre o enquadramento da formação desportiva, decreto-lei sobre medicina desportiva, estatuto do mecenato, decreto-lei sobre o regime de responsabilidade técnica nas instalações desportivas, qualificação das competições desportivas profissionais e regime disciplinar das federações desportivas.

E, na actualidade, o vento soprou a favor, pois não havia, na altura, maioria absoluta.

Mais. O resultado agora obtido não foi em 4 anos apenas.

A primeira reunião do Conselho de Ministros do XVII Governo Constitucional teve lugar a 17 de Março de 2005 e, como é público e notório, esta legislatura viu-se alongada no tempo para além dos quatro anos.

Ao invés, o XIII Governo Constitucional (1995-1999) tomou posse a 28 de Outubro de 1995 e a 25 de Outubro de 1999 tomava posse o XIV.

Aqui sim, apenas quatro anos.

Eis o exercício quantitativo. Pela extensão, as desculpas. Mas sempre fica um registo.
Voltaremos para outros.

José Manuel Meirim em Colectividade Desportiva.