Em virtude das críticas que se têm vindo a dirigir aos órgãos sociais federativos e aos seus titulares e as possíveis ou necessárias alternativas, considero oportuno republicar o documento que divulguei em 29 de Novembro de 2007, no blogue Ala de Rei, após a recusa de um convite pessoal do Presidente, António Bravo, para integrar a Direcção da FPX
Na passada 5ª feira, 22/Nov, à noite, recebi um telefonema do Presidente da FPX, António Bravo, a convidar-me para a Direcção da FPX.
Como ia subir a efectivo um suplente, em virtude da demissão (no passado dia 12/7) do Secretário Carlos Sirgado, seria necessário, no entendimento do Presidente da FPX, cooptar um novo elemento.
Não cheguei a apurar as razões que o levaram a efectuar este convite pessoal. Fiquei surpreendido. Nada faria supor um tal convite. Seria de ficar sensibilizado, como fiquei, mas, também atónito. Como seria facilmente compreensível não poderia aceitar um tal convite. Não, nas circunstâncias actuais.
Tive a oportunidade de explicar – era exigível, mesmo – a minha recusa. É isso que pretendo tornar público, a fim de que não surjam quaisquer dúvidas, confusões ou mal entendidos.
1. Desde 12/07/2007 que há um lugar vago e sem pretendentes. Só 4 meses depois e nas vésperas de uma Assembleia Geral é que seria preenchido. Por outro lado, surgia outra vaga, por preencher, por isso me foi efectuado o convite.
2. Nessa noite desconhecia em absoluto que estava convocada, e logo desde 29/10, uma Assembleia Geral da FPX, para 25/11, nem da data fui informado.
3. Naquelas circunstâncias não fazia muito sentido o convite, porquanto, havia publicado no início da semana as Teses para alterar o xadrez nacional, o que mostrava que a situação havia mudado, pelo menos a análise da situação tornara-se pública, logo conhecida.
4. De facto, ao publicar aquele documento, tinha mostrado à comunidade xadrezista que era preciso mudar, mas, mudar muito, de práticas, de mentalidades, e, mesmo de pessoas.
5. Sendo crítico e defendendo uma alteração profunda no funcionamento e orientação dos destinos institucionais nacionais associativos e federativos não poderia aceitar um convite que não tinha condições para cumprir.
6. Seria suposto e normal, acaso houvesse real intenção de mudar, ou, pelo menos de me ver incluído na Direcção da FPX com a minha visão crítica da situação federativa nacional, de dialogar previamente, explicando a razão do convite, ouvir a minha disponibilidade de tempo, conhecer as minhas ideias (em particular, quando não havia ainda sido lidas as Teses), discutir o Plano de Actividades e o Orçamento para 2008. Mas, era pedir demais.
7. Mas, afinal, era apenas para 2º suplente, o lugar vago. Seria apenas e só tapar um buraco federativo.
8. Para além de tapa-buracos, seria, a concretizar-se, mais um erro de casting, como, irónica, mas muito justamente, lhe chamou Carlos Sirgado, ao referir-se à sua inclusão no elenco federativo sujeito ao sufrágio do passado 13/5.
9. Nada me move, pessoalmente, contra qualquer membro da Direcção da FPX, mas, manda a verdade dizer que não me identifico – pese a boa vontade no reconhecimento da necessidade de existência de uma estabilidade directiva – nem concordo com a forma como a actual Direcção está a orientar os destinos da FPX.
10. Não é, pois, a forma que defendo de dirigir institucionalmente o xadrez nacional, como muito claramente defendi nas Teses para Alterar o Xadrez Nacional.
11. O apoio que tenho recolhido às críticas formuladas nas Teses, publicado ou não, mostra claramente a necessidade de mudança.
12. Por isso, seria incompreensível, entrar para a Direcção a prazo, entrar para voltar a sair, com conflitos, desacordos, mal-entendidos. O xadrez não precisa de mais atribulações.
13. É, assim, que surge incompreensível o convite para a Direcção da FPX. Não quero afirmar que foi o abraço da cobra, como soe dizer-se, isto é, para neutralizar as críticas. Mas lá que parece, parece.
14. Não pretendo desvalorizar o convite, mas, parece-me que foi uma pura perca de tempo, como muito bem será compreendido.
Pelas razões expostas, não me resta dizer mais nada, senão afirmar, que a minha presença nas amenas e profícuas reuniões da Direcção da FPX, seria mais um sinal de instabilidade do que concórdia social. Desculpem-me a franqueza, mas é o que sinto ainda, 8 dias depois daquele convite.
Por último, durante a conversa com o Presidente da FPX, nem passou pela cabeça que estava a ser convidado à revelia dos Estatutos da Federação Portuguesa de Xadrez.
O que recebi foi um convite fantasma. Um convite que nunca poderia ser concretizado. Só espero que ninguém tenha ficado com a vaga.
Francisco Vieira, 29 de Novembro de 2007
Na passada 5ª feira, 22/Nov, à noite, recebi um telefonema do Presidente da FPX, António Bravo, a convidar-me para a Direcção da FPX.
1. Desde 12/07/2007 que há um lugar vago e sem pretendentes. Só 4 meses depois e nas vésperas de uma Assembleia Geral é que seria preenchido. Por outro lado, surgia outra vaga, por preencher, por isso me foi efectuado o convite.
6. Seria suposto e normal, acaso houvesse real intenção de mudar, ou, pelo menos de me ver incluído na Direcção da FPX com a minha visão crítica da situação federativa nacional, de dialogar previamente, explicando a razão do convite, ouvir a minha disponibilidade de tempo, conhecer as minhas ideias (em particular, quando não havia ainda sido lidas as Teses), discutir o Plano de Actividades e o Orçamento para 2008. Mas, era pedir demais.
13. É, assim, que surge incompreensível o convite para a Direcção da FPX. Não quero afirmar que foi o abraço da cobra, como soe dizer-se, isto é, para neutralizar as críticas. Mas lá que parece, parece.




Pobre e mal agradecido.
Perguntas (oportunas):
Porque será que tenho obrigatoriamente de candidatar-me ou aceitar um qualquer lugar nos órgãos sociais da FPX
ou
reduzir-me ao silêncio perante as trapalhadas, iniquidades e ilegalidades que tenho pela frente?
O que fazer quando se tropeça, com demasiada frequência, em atropelos aos regulamentos e se recebe como paga o desprezo ou o insulto gratuito?
Será que sou o único que tenho obrigação de informar, divulgar ou denunciar o que se passa no xadrez nacional?