Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

«Nova lei, a mesma violência», por José Manuel Meirim

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Na sequência de novas acções de um pelotão de um dos muitos exércitos dos clubes de futebol, e sem prejuízo de outras leituras mais atentas sobre a qualidade e a eficácia das novas normas jurídico-desportivas, não podemos deixar passar em claro o desperdício que representa a nova (mais outra) Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho, que veio estabelecer o regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança.

Eis um exemplo bem elucidativo de como se fazem leis em Portugal e, a cavalo da sua produção – mesmo que em massa –, se lançam campanhas de mera propaganda sem qualquer retorno prático na vivência social e, neste caso, desportiva.

Comecemos pelo fim. De acordo com o artigo 53º da lei, as suas normas entram em vigor 30 dias após a data da sua publicação (relembre-se que ocorreu no passado dia 30 de Julho).

Por seu turno, o artigo 52º, revogou expressamente a lei anterior.

Por ora, tudo bem.

Porém, as coisas começam a complicar-se quando miramos o disposto no artigo 50º, nº 1, que estabelece prazos para a execução de determinadas medidas:

“1 — Deve ocorrer até ao início da época de 2009-2010:

a) A adopção da regulamentação prevista no artigo 5.º, pelo organizador da competição desportiva;

b) O cumprimento do disposto no artigo 15.º, pelo grupo organizado de adeptos;

c) A instalação do sistema de videovigilância previsto no artigo 18.º pelo promotor do espectáculo desportivo.” (destacámos).

 Tudo visto, o que sucede, por exemplo, no caso de incumprimento das obrigações no âmbito do registo dos grupos organizados de adeptos (artigo 15º) que deveriam ser «respeitadas» até ao ínicio da época desportiva 2009/2010, ou seja, até 1 de Julho, embora a lei só entre em vigor amanhã ou depois (seja-nos perdoada a imprecisão relativa da contagem do prazo)?

 Podem descansar, pois, os clubes e as sociedades desportivas que participam nas competições desportivas profissionais e, claro está, os seus exércitos.

José Manuel Meirim, em Colectividade Desportiva.

O Inatel e «o desporto para trabalhadores»

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Rui Lança publicou no blogue Colectividade Desportiva um artigo onde aborda o “desporto para trabalhadores” e as relações institucionais entre a futura Fundação Inatel (actual Inatel IP) e o IDP. A ler sem preconceitos

Após a passagem em termos estatutários de Inatel Instituto Público para a Fundação Inatel, aproxima-se o início da primeira época desportiva do sector do desporto para trabalhadores com os actuais estatutos.

Já há algum tempo que se torna impossível dividir as ofertas e dinâmicas desportivas pelos ‘teóricos’ sectores desportivos estandardizados que compõem de alguma forma o sistema desportivo português.

A questão do desporto e trabalhadores, em que não trabalhadores (agregado familiar e participantes ao abrigo de protocolos com entidades colectivas) usufruem da oferta desportiva para um nicho específico, ou a situação dos trabalhadores que preferem outro tipo de ofertas de actividades e serviços de exercício físico (ginásios, associações, prática informal, etc.) deixou de ser estanque e com isso, potenciar o aparecimento de inúmeras situações dúbias e/ou singulares.

Parece não existirem dúvidas que o impacto que esta tipologia de prática desportiva bem como a sua oferta atinge actualmente é diferente comparativamente ao passado. A oferta de todo um mercado de actividades desportivas é mais abrangente e diversificado, felizmente. Os interessados têm um maior leque de escolha, sejam eles trabalhadores ou seus agregados, embora a capacidade de realizar actividades num território tão vasto e transversal continua a ser uma das marcas deste movimento desportivo que ainda contém algumas características corporativas.

O que antigamente podia ser confundido com um misto de acções entre o Inatel IP e o IDP (ou as anteriores denominações), com a duplicação de acções, de apoios e filosofia de actuação, deixou de existir pela ausência de dinamização por parte de algumas das entidades.

Prestes a iniciar-se a época desportiva 2009/10 da Fundação Inatel (a 1 de Setembro), um possível paradigma poderá (re)surgir, que é a permanência de alguns valores e da alteração da actual visão e missão da instituição com uma mudança estatutária, bem como a sobrevivência de alguns dos programas desportivos face a novos objectivos que têm em conta novas realidades e estratégias sociais e não só.

Concluindo, e no seguimento de alguns posts já aqui colocados, é e será sempre importante ter o conhecimento e consciência do real impacto das várias ofertas de ‘sectores’ desportivos, do retorno que as mesmas assumem, da quantificação de praticantes, movimentos e entidades envolvidas. Ao nível deste ‘sector’, estão envolvidas mais de 900 entidades colectivas (CCD’s), perto de 30 000 praticantes em provas de carácter regular e anual onde sustenta toda uma logística de acção, atinge mais de 100 000 participações em eventos promovidos conjuntamente por diversas entidades, subsidia pecuniariamente com € 370.000,00  os CCD’s na vertente desportiva mais os subsídios não pecuniários.

Oportuno este artigo em que apresenta como os dinheiros públicos poderão estar a ser utilizados com pouca eficácia face aos objectivos iniciais que, porventura, estarão já ultrapassados numa sociedade democrática moderna.

XXII Torneio de Xadrez Activo de Montemor-o-Velho a 16 Setembro

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O XXII Torneio de Xadrez Activo de Montemor-o-Velho realiza-se no dia 19 de Setembro de 2009, no Pavilhão Municipal de Montemor-o-Velho e está integrado nas tradicionais festas da vila.
A prova tem a organização do Círculo de Xadrez de Montemor-o-Velho e apoios da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Junta de Freguesia de Montemor-o-Velho e Associação de Xadrez de Coimbra.

Mais informações no blogue Xadrez em Coimbra do prof. João Maduro.

Governo brasileiro apoia distribuição de bolas e jogos de xadrez

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A Kombi da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, carregada de artigos esportivos, pegou de surpresa os alunos da rede pública municipal nesta sexta-feira (28). Os materiais já haviam sido repassados a outras 36 escolas de Santa Cruz do Sul. Nesta sexta foi a vez dos estudantes do interior do município.

As bolas e os jogos foram confeccionados por apenados do sistema prisional brasileiro através do programa Pintando a Liberdade, do Governo Federal. Esta parceria entre o Ministério do Esporte e o Ministério da Justiça tem como objetivo a ressocialização e profissionalização dos detentos do sistema carcerário brasileiro através da utilização da mão-de-obra na produção de material esportivo. A cada três dias de trabalho, os presos reduzem um dia de sua pena.

As informações são da Assessoria de Imprensa de Santa Cruz.

Lido em Gazeta do Sul.

O portal scn disponibiliza vídeo promocional do ‘match’ entre Karpov e Kasparov colocado no YouTube.

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Na sequência das informações que tenho vindo a divulgar, o portal desportivo scn disponibiliza o vídeo promocional do match que oporá os dois ex-campeões mundiais do mundo de xadrez, Karpov e Kasparov, que disputarão na cidade de Valência de 21 a 25 de Setembro próximo.

Ver o artigo do scn sobre Karpov-Kasparov: video promocional do match e o vídeo publicado no YouTube.

Prefeitura de Itapetininga assina convénio para a “Capacitação de Professores da Rede Municipal de Ensino” que irão ministrar de aulas de xadrez.

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Amanhã, a Prefeitura de Itapetininga, assina o convênio para a realização do I Festival Internacional de Xadrez e para a Capacitação de Professores da Rede Municipal de Ensino que irão ministrar de aulas de xadrez. (…)

A Rede Municipal de Ensino, já desenvolve um projeto que envolve a modalidade, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Profª Rosa Badin Vieira. Há três anos, a unidade oferece aulas de xadrez e promove torneios internos entre os alunos. Com a assinatura deste convênio entre a Federação Paulista de Xadrez e o Ministério do Esportes, serão capacitados 40 professores, de dez unidades, que irão lecionar aulas de xadrez.

Na ocasião, estarão presentes o, o Prefeito Roberto Ramalho Tavares, a Secretaria de Educação, Suzana Eugênia de Mello Moraes Albuquerque, o Secretario de Esportes, Adilson Ramos, o Campeão Mundial e Campeão Panamericano de Xadrez, Rafael Leitão, o enxadrista Roberto Suardi Jr, o Presidente da Federação Paulista de Xadrez (FPX), Horácio Prol de Medeiros, o Vice Presidente da FPX, José Alberto Ferreira Santos e o Vice Presidente Administrativo da FPX, Henrique Salama. (…)

Lido em Jornal Cruzeiro do Sul.

Esta informação já tinha sido disponibilizada pelo gabinete de imprensa do deputado estadual Chico Sardelli (PV), no seu blogue.

António P Santos apresenta um modelo alternativo para o Nacional de Jovens de Portugal

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A Federação de Xadrez dos Estados Unidos adoptou uma fórmula muito interessante para a organização do seu campeonato nacional de juniores sub-21. Convidou os 7 melhores classificados no ranking, acrescentou o campeão do Open de juniores do ano passado e fez um torneio fechado para apurar o campeão.

Com alguns ajustamentos à nossa realidade seria uma alternativa interessante para tentar estimular os nosso jovens mais velhos para a alta competição.

António P Santos, no Diário de Notícias, 26 Agosto 2009

Eleições directas no xadrez do Ceará? E, para quando, em Portugal?

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Fernando Alves Lessa, Presidente da Federação Cearense de Xadrez (FCX), publicou no blogue do Xadrez Cearense News, um artigo sobre as “eleições directas”  na FCX.

O artigo, debruçando-se sobre a realidade brasileira no estado do Ceará, é igualmente oportuna em Portugal, numa altura em que o xadrez nacional se encontra num período pré-eleitoral para as eleições de Delegados à Assembleia Geral da FPX.

Eleições Diretas: Viabilidade ou Utopia?

Eu acredito que a palavra chave para mudanças políticas é a PARTICIPAÇÃO. O que parece impossível pode se tornar realidade se houver união, determinação, compromisso com o coletivo e acima de tudo, participação. Estes foram alguns dos sentimentos que impulsionaram o movimento popular por eleições diretas no Brasil para Presidente da República no início da década de 80. Ainda que analogicamente passamos longe dessa realidade quando o assunto é eleições diretas para os poderes da Federação Cearense de Xadrez. Talvez, ao invés do movimento se chamar “Diretas Já“, fosse chamado de “Eleições Participativas”, até porque não vivemos num regime ditatorial na FCX, já que seus poderes são eleitos democraticamente pelos presidentes dos clubes filiados.

Ideologicamente falando, a realização de eleições com a participação de todos os jogadores é fantástico, pois fortalece a democracia e estimula a participação popular nos processos decisórios. No entanto, estamos falando de uma modalidade ímpar com inúmeras carências. Não podemos ser levianos e temos que levar em consideração as conseqüências de uma mudança tão radical. Diversos aspectos devem ser amplamente discutidos para se chegar à conclusão da viabilidade ou não da implantação desse processo. Senão, vejamos:

Quem terá direito a voto? Haverá urnas em todas as cidades (o Ceará tem 184 municípios, imagina o tamanho da estrutura necessária para essa eleição)? Se não houver urnas em todas as cidades, como será garantido o direito do voto dos jogadores desses municípios? Como será garantida a inviolabilidade do processo? Quem poderá ser candidato? O voto será direcionado a uma chapa completa ou a um candidato (por exemplo, o eleitor escolheria cada membro separadamente: presidente, tesoureiro, etc.)? De onde virão os recursos para pagar a estrutura da eleição (mesários, cédulas eleitorais, transporte, alimentação, segurança, etc.)? Como serão as urnas? A votação será simultânea em todas as cidades? Quais serão as regras para a campanha dos candidatos? Qual a idade mínima para votar e ser votado?

Estes e outros questionamentos que poderão surgir no processo de discussão não podem ser ignorados. Enquanto presidente da Federação Cearense de Xadrez sou absolutamente favorável ao debate, para que possamos identificar como garantir a estrutura logística e financeira para tal mudança. O debate sem dúvida enriquece e instiga as pessoas a se importarem com os rumos da instituição e isso é o desejo de qualquer dirigente responsável: que as pessoas se importem e que contribuam para o crescimento da entidade através da sua efetiva participação.

Não basta falar, é preciso agir! Considero equivocada a atitude de qualquer pessoa em afirmar ser a favor de uma mudança desse porte sem antes promover uma ampla discussão. Como podemos nos posicionar contra ou a favor de algo que não conhecemos? Vamos sim debater profundamente esse tema, isso é legítimo e tem meu apoio.

É importante ressaltar que hoje o processo de eleição dos poderes da Federação é absolutamente legitimo e legal, pois está respaldado pela legislação vigente e que qualquer mudança deve passar antes por uma reforma estatutária, respaldada pela Assembléia Geral, órgão máximo da entidade.

Federações desportivas devem enviar ao IDP dados actualizados sobre a situação escolar dos praticantes de alta competição

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Despacho n.º 19596/2009, de 11 de Agosto [DR, II, n.165, 26 Agosto 2009] (…)

Considerando, por fim, que se torna necessário assegurar uma adequada articulação entre os organismos que têm a seu cargo a identificação e o acompanhamento das situações dos alunos integrados no regime de alto rendimento;

Nestes termos, determina -se:

1 — As federações desportivas devem providenciar para, até ao dia 1 de Setembro de cada ano, enviar ao Instituto do Desporto de Portugal, I. P. (IDP), dados actualizados sobre a situação escolar dos praticantes de alto rendimento das respectivas modalidades desportivas.

2 — O IDP deve transmitir à Direcção -Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) a listagem dos alunos referida no número anterior até ao dia 15 de Setembro de cada ano.

3 — A DGIDC deve transmitir aos respectivos estabelecimentos de ensino a informação referida no número anterior até ao dia 30 de Setembro de cada ano.

4 — No final de cada ano lectivo, os estabelecimentos de ensino devem transmitir à DGIDC as informações relativas ao aproveitamento dos alunos em regime de alto rendimento, com vista a subsequente comunicação de tais resultados ao IDP e às federações desportivas.

5 — A aplicação do artigo 22.º da Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro, deve articular -se com o disposto no Regime Jurídico do Desporto de Alto Rendimento e a eventual realização de provas de recuperação deverá ocorrer tendo em conta as orientações consagradas pelo despacho do Secretário de Estado da Educação de 8 de Setembro de 2008, enviadas às Direcções Regionais de Educação e já por estas transmitidas aos estabelecimentos de ensino.

11 de Agosto de 2009. — O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino José Monteiro Castro Dias. — O Secretário de Estado da Educação, Valter Victorino Lemos.

Despacho n.º 19596/2009, de 11 de Agosto foi publicado no Diário da República, II, n.165, 26 Agosto 2009]

“Xadrez Café”, um blogue ‘non-sense’ a visitar

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Algumas verdades a brincar e a sério… para pensar!

A burocracia e a incompetência geram emprego mas a burocracia precisa de pessoas menos qualificadas.

Ofereço este presente ao GANG do XADREZ por tudo o que tem feito para acabar com o xadrez federado em Portugal.

Um abraço muito cínico do XADREZCAFE. 

(Paull, em XadrezCafé) 

Os estereótipos de género no xadrez

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Na edição de Março/Abril do Jornal Europeu de Psicologia Social foi publicado um estudo onde se defende que estereótipos de género são os principais responsáveis pelo desempenho inferior das mulheres no xadrez.

Baseiam-se os autores do estudo numa experiência levada a cabo consistindo numa série de partidas entre xadrezistas de sexo oposto através da internet. Os resultados indicaram que quando os jogadores não conheciam o sexo do adversário, o desempenho era aproximadamente igual entre opositores de ambos os sexos mas quando o sexo do adversário era conhecido as xadrezistas perdiam o confronto. Mais um elemento para alimentar este debate sem fim.

O facto é que só uma mulher em toda a história do xadrez conseguiu ombrear com os homens ao mais elevado nível. Foi a húngara Judit Polgar que ocupava um dos 10 primeiros lugares do ranking quando a maternidade impôs outras prioridades. Hoje, aos 33 anos, tem competido muito pouco.

António P. Santos, em Diário de Notícias, 25/8/2009.

Pela sua importância voltarei a este assunto. O estudo da investigação da Prof. Dra. Anne Maass e de Cláudio D’EttoleMara Cadimua a que APS se refere está disponível em  no European Journal of Social Psychology, vol. 38, n.2, March-April 2008.

Governo aprova Portaria que considera que as funções de natureza técnica prestadas pelos professores nas federações desportivas passam a contar como «tempo de serviço docente efectivo», desde que inseridas no desporto escolar

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O Governo aprovou a Portaria nº 966/2009, de 25 de Agosto, que Documento original em pdfconsidera como tempo de serviço docente efectivo, para efeitos de progressão na carreira docente, as funções de natureza técnica prestadas pelos professores nas federações desportivas exercidas nas federações desportivas no apoio às selecções no âmbito do da alta competição, desde que inseridos em actividades do âmbito do desporto escolar.

Pela sua importância transcrevo, na totalidade, a Portaria

A Portaria nº 343/2008, de 30 de Abril, ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 39.º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei nº 139-A/80, de 28 de Abril, procedeu à definição dos cargos e funções não docentes, revestidos de natureza técnico-pedagógica, cujo exercício é considerado como tempo de serviço docente efectivo, para efeitos de progressão na carreira.

O nº 4 do artigo 3º da Portaria acima identificada, elenca as funções de natureza técnico-pedagógica exercidas em serviços e organismos não pertencentes ao Ministério da Educação que são consideradas como serviço docente para os efeitos referidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

No entanto, quando se procedeu ao elenco daquelas funções não foi considerado o exercício de funções nas federações desportivas, designadamente as prestadas pelos docentes nos departamentos técnicos daquelas federações, no apoio às selecções e no âmbito do subsistema de alto rendimento.

Assim, atendendo, por um lado, à necessidade de o sistema desportivo, no seu desenvolvimento, continuar a ser apoiado por técnicos qualificados e, por outro, à expectativa dos docentes que ali prestam serviço de lhes ser considerado, para efeitos de progressão na carreira, o tempo de serviço que prestam, urge adicionar ao rol de funções previstas no nº 4 do artigo 3º da Portaria nº 343/2008, de 30 de Abril, as prestadas pelos docentes no âmbito das federações desportivas desde que inseridas em actividades do âmbito do desporto escolar.

Assim:

Ao abrigo do disposto no nº 4 do artigo 39º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei nº 139-A/90, de 28 de Abril, alterado pelos Decretos-Leis nºs 105/97, de 29 de Abril, 1/98, de 2 de Janeiro, 35/2003, de 17 de Fevereiro, 121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de 29 de Dezembro, 224/2006, de 13 de Novembro, 15/2007, de 19 de Janeiro e 35/2007, de 15 de Fevereiro:

Manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Educação, em aditamento à Portaria nº 343/2008, o seguinte:

Artigo 1º

Aditamento à Portaria nº 343/2008, de 30 de Abril

É aditada uma alínea g) ao nº 4 do artigo 3º da Portaria nº 343/2008, de 30 de Abril, o qual passa a ter seguinte redacção:

«Artigo 3º [Funções ou cargos de natureza técnico –pedagógica] (…)

g) Em federações desportivas, a quem tenha sido concedido o estatuto de utilidade pública desportiva, desde que desenvolvam actividades no âmbito do desporto escolar.»

Artigo 2º (Produção de efeitos)

A presente portaria produz efeitos a 1 de Setembro de 2007.

O Secretário de Estado da Educação, Valter Victorino Lemos, em 10 de Agosto de 2009.

Capeões do mundo jogam contra amadores num jubileu do Clube de Zurique de 21 -25 setembro 2009

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Para comemorar o 200º aniversário do clube de xadrez mais antigo do mundo, os oito melhores jogadores dos últimos 50 anos, incluindo os mestres Karpov e Kasparov, vão participar num invulgar torneio em Zurique, na Suíça. Cada um vai jogar contra 25 amadores ao mesmo tempo.

MESTRES JOGAM 200 PARTIDAS
 REUTERS/Jeff Christensen

Lendas do xadrez como Kasparov (f) vão enfrentar 25 amadores cada um na Suíça.
REUTERS/Marcelo Del Pozo

Serão 200 partidas simultâneas; campeões como Karpov (f) disputarão outro torneio.
KARPOV E KASPARO festejam 25 anos da disputa com jogo exibição

Serão 200 partidas simultâneas, uma para cada ano do Clube de Xadrez de Zurique, que organiza o evento para comemorar a data neste sábado. Em quatro horas e meia, os entusiastas do xadrez aproveitarão a oportunidade de enfrentar seus ídolos na principal estação de trem da cidade.

As maiores atracções serão os ex-campeões mundiais Anatoli Karpov e Garry Kasparov, dois dos maiores jogadores de todos os tempos. Kasparov manteve o posto de melhor do mundo por 15 anos seguidos entre 1985 e 2000 e Karpov é o recordista de títulos em torneios de primeira classe, superando a marca de 100 triunfos.

O actual campeão mundial, o indiano Viswanathan Anand, será também uma das atracções no torneio comemorativo.

Completam a lista os ex-campeões Vladimir Kramnik, Boris Spassky, Veselin Topalov e Ruslan Ponomariov, além do vice-campeão Viktor Korchnoi.

O clube de Zurique foi fundado em 1809 e abriu a todos os interessados a oportunidade de jogar contra os melhores dos últimos tempos. Para comemorar o aniversário, haverá ainda um torneio de rápidas que terá igualmente a participação daqueles mestres, à excepção de Kasparov.

«Seja um profissional, amador ou apenas simpatizante de xadrez, se é de Zurique, da Suíça ou de qualquer outra parte do globo, oferecemos-lhe a oportunidade de participar no nosso jubileu», diz o comunicado de divulgação do torneio.

Lido em UOL Esporte.

«O governo deve prestar mais atenção ao xadrez» afirma Sergei Tiviakov ao portal scn

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O portal desportivo SCN entrevistou Sergei Tiviakov, campeão europeu de xadrez em 2008 e recente campeão nacional pela equipa do AX Gaia.

 

Elucidativa a sua resposta à questão colocada pelo scn sobre  O que acha ser necessário fazer para que essa evolução possa acontecer?

Sergei Tiviakov –Acho que o apoio do Estado é muito importante, o governo deve prestar mais atenção ao xadrez.  O xadrez deve ser introduzido nas escolas enquanto disciplina e poderem haver subsidios para os jogadores mais fortes. Apenas o Estado pode melhorar esta situação.

Ler a interessante entrevistana totalidade em scn.

FPX divulga calendário oficial para a época 2009/10

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A FPX já divulgou no seu sítio oficial o Calendário Oficial da FPX para a Época 2009/10.

Desconhece-se se este calendário é definitivo ou se encontra sujeito a alterações. O scn e o xadrez 64 reproduzem-no igualmente, sem quaisquer informações nesse sentido. É melhor aguardar o início da época ou a confirmação da FPX.

Umas federações querem disponibilizar documentos outras não

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A Federação Portuguesa com Armas de Caça (FPAC) que aprovou os novos Estatutos em 18/7 e efectuou a escritura pública notarial no dia 27/7, publicou-os de imediato no sítio oficial da federação.

Como se não bastasse a rapidez na divulgação pública daqueles documentos, também já disponibilizou – nos termos do Artº 8º do regime jurídico das federações desportivas – os Planos de Actividades, Orçamentos, Relatórios e Contas dos anos de 2007, 2008 e o Plano de Actividades, Orçamento e o Relatório e as Contas  (1º Sem) de  2009 [ver aqui].

A FPAC é um exemplo a seguir.

«Onde pairam os poderes públicos?», por José Manuel Meirim

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Percorrendo ainda o acidentado trilho da reforma estatutária empreendida pelas federações desportivas, detemo-nos agora sobre a forma desordenada como o Estado olha o exercício de poderes públicos por parte desses entes. Não vamos, neste espaço, mirar os dezasseis anos de quase contínua omissão pública. Situamo-nos apenas no último exemplo – paradigmático – que nos foi oferecido na conferência de imprensa (aqui já abordada) do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, realizada no passado dia 13.

O sistema desportivo federado, todos o sabem, encontra-se escorado de forma que não levanta dúvidas: simplificando, o Estado, mediante o estatuto de utilidade pública desportiva, delega o exercício de poderes públicos nas federações desportivas.

Assim sendo, o Estado tem o poder-dever de fiscalizar, nos termos da lei, parte significativa da actividade dessas organizações desportivas.

E, bem se compreenderá, a sua primeira obrigação – dir-se-ia básica – é saber, com todo o rigor, quem, em seu nome, exerce os «seus poderes».

Da mencionada conferência de imprensa resultou, com suficiente clareza, que o Estado julga que são 60 as federações desportivas que exercem poderes públicos (“51 das 60 federações desportivas responderam positivamente à reforma dos estatutos”).

Contudo, um anónimo veio a este blogue – em comentário(?) ao nosso texto já referido – aditar a Federação Portuguesa de Petanca, a qual, segundo a sua preciosa indicação, também respondeu à chamada do legislador, embora tal conhecimento tivesse chegado após a conferência de imprensa.

Ao que parece, pois, não são 60, como afirmou o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, mas 61.

Porém, na página do Instituto do Desporto de Portugal, consultada no passado dia 20, com alguma dificuldade lá ficamos a saber que são publicitadas, como titulares do estatuto de utilidade pública desportiva, 62 federações desportivas.

A insegurança adensa-se: quem exerce, então, poderes de natureza pública?

60, 61 ou 62 federações desportivas? Ou serão 63?

Aproveitámos a “maratona” e na mesma data consultámos as páginas indicadas pelo IDP.

Somente 25 federações desportivas disponibilizam os seus novos estatutos. Isto é, cerca de metade das 48 (ou 49?) federações desportivas que procederam à revisão estatutária ainda não cumpriram o disposto na lei quanto à publicidade a conferir à sua magna carta.

Merece destaque, pela positiva, a reposta que nos oferece a Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça.

Não falamos do conteúdo das suas normas estatutárias – que não analisámos -, mas ao cumprimento do artigo 8º do novo regime jurídico das federações desportivas e do estatuto de utilidade pública desportiva.

Com efeito, na sua página, esta federação desportiva confere destaque de assinalar aos dados que tal preceito obriga a publicitar.

Ler o artigo do Prof.  José Manuel Meirim em Colectividade Desportiva.

Apólogos de um método no xadrez ou a arte de bem cultivar a memória (I)

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Nunca se deve dizer “eu não tenho memória”, porque isso não é correcto. Deve dizer-se “eu não cultivei a minha memória”, porque existe entre estas duas afirmações lugar para a falta de vontade que faz com que nos descuidemos de justificar o nosso espírito com o auxílio do estudo e da atenção.

Havia dois homens que tinham cada um construído a sua casa no meio de um grande jardim plantado com flores e árvores. Uma cerca era o muro verdejante que servia ambos, como limite das suas propriedades.

Ora, um dia, um desses homens disse ao seu vizinho:

- Como se compreende que o seu jardim seja povoado por bandos de pássaros cujo gorjeio é um verdadeiro prazer, enquanto que os meus canteiros permanecem vazios e silenciosos? Os nossos jardins têm as mesmas flores e as resinas das nossas árvores são exactamente iguais. O que atrai para os seus canteiros esses visitados alados que fogem dos meus?

O outro homem sorriu e respondeu:

- Eu.

- Como? Quer insinuar que tem algum poder mágico?

- Não, mas os pássaros sabem que à frente da minha porta encontrarão todos os dias os grãos que gostam e nunca deixo de tocar uma melodia para os atrair.

Os factos que a memória quer reproduzir são semelhantes aos pássaros que acorrem ao primeiro chamamento desde que se tenha o hábito de os chamar frequentemente.

A indiferença, no entanto, torna-os mais tardios e menos dóceis e se passarmos muitos dias sem solicitar a sua visita e sem fazer esforços para lhes proporcionar um bom acolhimento, é em vão que levaremos a flauta aos lábios; eles estarão muito distantes para ouvir e não deixarão facilmente o jardim daquele que sabe tratá-los bem por uma visita que só se repetirá com intervalos muito longos.

É, pois, apenas através de um cultivo diário que conseguiremos adquirir a presença permanente da memória. E depois usufruí-la.

Este texto foi inspirado no pensamento de Sankara, filósofo indiano do séc. XII.

Moral da história para os profanos

Os amigos da sabedoria chamam a esta memória “experiência”. É ela que nos permitirá evitarmos as emboscadas do destino e nos fornecerá os meios de escaparmos às redes em que caiem aqueles que se entregaram ao esquecimento.

Em todo o caso, esse será o meio infalível de evitar as reincidências no erro, visto que q relação entre as causas desse erro exercerá sobre nós uma influência moralizadora.

Moral da história para os crentes (xadrezistas)

Um facto isolado deixa apenas traços fugitivos, mas o conjunto das circunstâncias que o cercaram, ajuda-nos a grava-lo no nosso espírito ou, no mínimo, pela sucessão de ideias, contribui para torná-lo sempre vivo.

Primeiro de uma série de 12 apólogos para cultivar a memória.

Sem método, o estudo do xadrez é inglório!

SCN entrevista o Rui Marques, captão do GX Alekhine

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SCN entrevistou Rui Marques, capitão da equipa principal do Grupo de Xadrez Alekhine, que se sagrou Campeão Nacional da II Divisão.

«Os jogadores do GX Alekhine, apesar de não serem jovens, têm vindo a progredir e pretendem continuar, por forma a enfrentar sempre novos desafios. O objectivo na primeira divisão será a manutenção.» (Rui Marques ao scn).

Ler a entrevista na íntegra en SCN.

A prática e o apoio municipal ao desporto em 2005

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«Finalmente estudos no desporto, mas mais é preciso!», de José Pinto Correia

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O Dr. José Pinto Correia, escreveu no seu blogue PortugalMente um extenso mas importante artigo sobre a importância de se fazerem estudos e estatísticas e publicá-los de imediato.

Anunciaram-se na passada semana os primeiros estudos de toda a legislatura sobre o desporto português. O que é espantoso mesmo é a administração pública desportiva finalmente, ao final de toda uma legislatura, fazer estudos e eles não estarem de imediato e gratuitamente, como bem público puro que deveriam ser, na Net, nos sites do Governo ou do IDP.

E isto acontece num Governo que até se ilustra de ser tecnologicamente da linha da frente, o que é no mínimo contraditório ou mesmo lamentável. Assim, neste momento ainda só é possível dispor da débil e muito sintética informação que sobre aqueles estudos foi veiculada pelos media (que não foram os jornais desportivos como se poderia justificadamente supor).

Mas como dizíamos, o Governo e as autoridades da Administração Desportiva não entenderam razoável e eficiente colocar de imediato nos seus sites aqueles estudos públicos, pagos com os dinheiros dos contribuintes nacionais certamente. E dessa forma expedita e não discriminatória colocarem o conhecimento assim produzido ao dispor de toda a comunidade interessada no desporto e na sua evolução e desenvolvimento.
Bastaria a estas autoridades desportivas nacionais que governam o nosso desporto irem ver o que se faz em todos os países que compõem a Grã-Bretanha, onde existe nos sites oficiais das várias organizações governamentais públicas ou para-públicas todo um vastíssimo conjunto de estudos que são feitos em permanência e aí utilizados para darem forma devida, apostada nas evidências reais, às respectivas políticas públicas desportivas.

Mas aí, no Reino Unido, será, penso eu modestamente e sem ser o intérprete mais avisado, outro socialismo mais fiel e em íntima relação à comunidade e aos desportistas e eleitores/contribuintes. Governação também aí mais exigente e rigorosa, mais transparente, mais escrutinada pública e mesmo privadamente, com revelação de maior responsabilidade em prestar contas à sociedade das políticas e dos usos dos dinheiros públicos.

Lembre-se também a este propósito que em Portugal durante os últimos anos o IDP e a Secretaria de Estado não promoveram quaisquer outros estudos sobre as realidades desportivas nacionais.

E eu que até gosto do desporto como área de estudo e de investigação fiquei em branco nesse importantíssimo imperativo de quem governa e administra publicamente o desporto nacional. E pelos vistos vou ainda ter de pagar o livro que editará os estudos agora concluídos, que dizem que será dado à estampa lá para Setembro próximo pelo nosso governo socialista.

Os estudos são indispensáveis, obviamente que sim, mas muitos e permanentemente, incluindo as boas bases estatísticas que permitam ir avaliando temporalmente as diferentes características fundamentais do desporto nacional. É que as boas políticas públicas têm de se fundar nas evidências que a realidade apresenta e apontarem para o futuro, numa perspectiva de melhoria qualitativa e quantitativa.

Ler o artigo completo em  PortugalMente.

Presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (Fesmax) participa no WSM S2009

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Para atualização e marcar presença do registro que o Xadrez utiliza as Redes Sociais para seu desenvolvimento e realizações, nos dias 20 e 21 de agosto, o presidente da Fesmax, Orlando Silvestre, está participando do Workshop Mídias Sociais, em Campo Grande, no auditório do Sebrae/MS. (…)

De acordo com a empresa de pesquisa Nilsen Online, sete em cada dez internautas confiam mais na opinião pessoal que na publicidade de um produto. As opiniões difundidas pelos internautas dependem do relacionamento que a empresas têm com eles. Para conquistar o novo consumidor vale blog, Twitter, Youtube e qualquer ferramenta que a web oferece gratuitamente.

O evento pode ser seguido em no Twitter.

«Vamos dar dicas e mostrar casos de sucesso de quem aposta nas mídias sociais como ferramenta de comunicação com o cliente e se dá bem», afirma o analista técnico do Sebrae/MS, Wellington Vidaurre, que acredita que os meios tradicionais de publicidade – como televisão e jornal – exigem mais investimentos e são menos ágeis que as mídias sociais.

De acordo com o analista, caberá aos empresários participantes a reflexão de como usarão as novas mídias e se elas atingem seu público. «Eles serão provocados a inovar», afirma.  «O novo consumidor pesquisa na internet antes da compra, avalia opiniões sobre a empresa e o produto, e quer que as empresas os atendam de forma sincera», diz Vidaurre.

A geração Y – os que nasceram a partir de 1979 – tomou de assalto a web e revolucionou a relação entre quem vende e quem compra. «Hoje há necessidade de estreitamento dessa relação, e nos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro isso já está mudando», analisa Vidaurre.

Saber mais na página da FESMAX.

O desenvolvimento do desporto em Angola

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António F. Ribeiro publicou no blogue Clube dos Pensadores um artigo sobre o desenvolvimento do desporto em Angola.

O autor traça um retrato negro da divulgação desportiva naquele país em que a comunicação social e não se preocupa em divulgar competições e  as empresas não se interessam em patrocinar as modalidades praticadas no país, que, por via disso não se desenvolvem.

Na maior parte dos desportos em Angola, nota-se uma ausência da media, nacional e internacional e a ausência dos responsáveis desportivos, gerando-se assim uma fraca divulgação dos desportos e dos atletas.

Nota-se uma total ausência de “PATROCÍNIOS” ou seja, fraco poder económico das Federações desportivas por ausência de patrocínios e de empresas apoiando os diversos desportos.

Qualquer empresa saudável financeiramente, inserida num contexto de desenvolvimento do país, está interessada minimamente em apoiar os desportos desde que estes se apresentem bem organizados, eficientes e eficazes.

Todas as empresas, pequenas e médias, para evoluírem precisam de se inserirem cultural e socialmente nos ambientes aonde estão instaladas pois esse é o melhor caminho para crescerem, numa visão de economia sustentada.

Nota-se uma falta de programação anual das actividades ou campeonatos nacionais e internacionais a serem desenvolvidos pelas Federações.

Se não houver uma programação bem definida e uma organização visivelmente capaz, com certeza a media não será atraída e terá pouco interesse em divulgar essas actividades.

Se a media não participar com bastante empenho na divulgação dos eventos desportivos e dos patrocinadores, com certeza as empresas não estarão interessadas em apoiar financeiramente os eventos devido à ausência de um retorno do investimento feito, marketing, pois é disso que as empresas sobrevivem e podem crescer.

Se houver uma fraca divulgação dos desportos, por mais nobres que sejam, com certeza os prováveis futuros atletas dessas modalidades nunca serão atraídos para as mesmas, gerando-se um fraco desenvolvimento desse desporto devido à ausência de atletas e de competitividade.

Os desportos não podem desenvolver-se no seu máximo potencial sem que os aspectos financeiros sejam cuidados, tanto para os atletas como para os que organizam os eventos.

Além disso, os Clubes e Academias devem desenvolver um especial cuidado com os atletas femininos e com os atletas mais novos.

Seria importante que as Federações, Associações, Clubes e Academias tivessem departamentos femininos e departamentos para os mais novos para cuidar, zelar, desenvolver divulgar, patrocinar estes atletas de modo a que não desanimem e não abandonem estes desportos.

É importante que se cuide bem dos dois géneros, em todas as idades.

Continuamos a ver cada vez mais jovens “largados” nas ruas do descaso quando através dos desportos, muitos deles encontrariam um rumo melhor para suas vidas, longe das drogas e da delinquência.

Ler o artigo completo no blogue Clube dos Pensadores.

De onde vem a inteligência, artigo de Nelson Marques no Expresso online

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O Expresso disponibilizou hoje online o artigo que publicou este fim de semana De onde vem a inteligência, do jornalista Nelson Marques.

Com contributos de cientistas, como Helson S. Lima (neuropsicólogo), Leandro Almeida (psicólogo), Hamilton Correia (biólogo) e Mário Cordeiro (pediatra), aquele jornalista apresenta-nos, na minha opinião, um dos artigos mais importantes do jornalismo português publicados sobre esta matéria nos últimos tempos.

A afirmação do pediatra Mário Cordeiro sobre a inteligência – «não há pessoas mais inteligentes do que outras» – sendo conhecida de há muito dos neurocientistas como o Prof. António Damásio, merece destacado relevo.  Este artigo, a não perder, propicia excelentes pistas para percebermos porque é que os melhores xadrezistas não são, necessariamente, mais inteligentes.

A capacidade de raciocínio é um puzzle complexo que mistura componentes genéticos e o ambiente onde crescemos. Leia aqui as respostas às perguntas inteligentes.

[Diagramas retirados de Study of eye movements as an indicator of chessplayers' cognitive processes and heuristics. Principal Investigator: Fernand Gobet, da Universidade de Nottingham (em colaboração com o Prof. Adriaan de Groot, da Universidade de Groningen)].

Resolver uma equação. Compor uma sinfonia. Escrever um romance. Ganhar uma partida de xadrez. Inventar a cura para uma doença rara. O que têm todas estas situações em comum? São átomos de uma anatomia complexa: a inteligência. E, contudo, não me lembro da última vez que resolvi uma equação, não me sinto capaz de compor uma sinfonia, não me interesso pelo xadrez, sinto-me ainda longe de escrever um romance e muito mais ainda de encontrar a solução para uma doença rara. Nunca tinha pensado nisto desta forma e começo a ficar inquieto: serei menos inteligente do que pensava? Como podemos aferir a nossa inteligência?

Para responder a estas questões precisamos dissecar primeiro o conceito: o que significa, afinal, ser inteligente? O neuropsicólogo Nelson S. Lima, director do Instituto da Inteligência em Portugal, define a inteligência como «um conjunto complexo de habilidades mentais diferenciadas que permitem o saber pensar, fazer escolhas, decidir e agir com êxito nos desafios da vida». Ser inteligente, explica ao Expresso, é ter a capacidade de «enfrentar e resolver as exigências e problemas decorrentes da nossa interacção com os outros». Nesse sentido, mais do que falar em inteligência, faz sentido admitir a existência de diversos tipos de inteligência, como a inteligência social ou a inteligência lógico-matemática.

A associação da inteligência ao funcionamento do cérebro impõe uma outra questão: será a inteligência inata? «A participação dos genes na construção do sistema de nervoso, tal como acontece no resto do organismo, permite concluir que as estruturas cerebrais que estão envolvidas nas actividades do pensamento, da criatividade e da aprendizagem recebem uma forte influência genética», admite Lima.

Contudo, sozinhos, estes fundamentos biológicos não são suficientes para resolver o puzzle da inteligência. «É a interacção do indivíduo com o meio, de onde recebe uma enorme carga de estímulos, que vai decidir sobre a expansão e a funcionalidade dos recursos mentais que intervêm no exercício da inteligência», revela. Mais do que inata, a inteligência é, por isso, “educável”. Desenvolve-se ao longo da vida através de várias actividades que a estimulam.

 O genoma, o ambiente e a comida 

 
 
 

Ainda que a alquimia da inteligência permaneça em grande parte um mistério, há dois ingredientes que sobressaem: a genética e o ambiente. Primeiro a biologia, depois a cultura ou a educação. «Os reflexos biológicos iniciais ganham um significado na interacção com o outro, sendo esse significado interiorizado e dando origem ao pensamento e à linguagem, duas das formas de expressão da inteligência», explica Leandro S. Almeida, psicólogo e autor de várias publicações e testes psicológicos na área da inteligência, aprendizagem e treino cognitivo.

«Qual das componentes é mais importante? É uma falsa questão», responde o biólogo da Universidade de Coimbra Hamilton Correia, que se tem dedicado ao estudo da inteligência e da sua importância na salvaguarda da espécie. «Se uniformizarmos os factores ambientais, então o que vai determinar a diferença de inteligência entre as pessoas é sobretudo o genoma. Se uniformizarmos a componente genética, então o que irá distinguir os indivíduos em relação à inteligência serão os factores ambientais». O biólogo dá um exemplo: «Imagine que existiam dez bebés clones, com a mesma constituição genética. A partir deles podemos ‘criar’ dez indivíduos com uma diferença abismal nos resultados dos testes de QI. Isto porque os factores ambientais variaram significativamente entre eles durante o desenvolvimento». Por exemplo, o tipo de alimentação durante os três primeiro anos de vida é fundamental para o “desenvolvimento da inteligência”.

 

A importância da mãe

Muito menos consensual é a teoria do antigo inspector das escolas públicas britânicas Chris Woodhead, que no seu mais recente livro, The Desolation of Learning (A Desolação da Aprendizagem, numa tradução literal), coloca todo o peso da balança da inteligência no comportamento dos genes. Segundo o autor, os rapazes e as raparigas tendem a ser mais inteligentes se forem filhos de professores, advogados ou académicos. Quem foi menos bafejado pela genética será pouco inteligente, mesmo que tenha a melhor educação do mundo. «Porque é que temos a pretensão de pensar que conseguimos tornar uma criança mais inteligente do que aquilo que Deus a fez?», perguntou durante uma entrevista ao diário britânico The Guardian.

Ainda que o determinismo da polémica teoria de Woodhead esteja ultrapassado pelo compromisso que existe hoje na comunidade científica entre o papel do inato e do adquirido na inteligência, é inegável a influência da genética no desenvolvimento cognitivo e intelectual. «Parece existir um conjunto de genes directa ou indirectamente relacionados com algumas hormonas que funcionam como factores de crescimento e de desenvolvimento dos neurónios», revela Hamilton Correia. «A actuação destas hormonas, conhecidas como neuroesteróides, sobretudo durante a gestação e nos primeiros anos de vida, irá influenciar em grande medida a capacidade cognitiva dos indivíduos». O biólogo salienta ainda a existência de alguns genes relacionados com os neurotransmissores que influenciam a velocidade de transmissão do impulso nervoso e, consequentemente, «a rapidez de processamento de informação –  uma das vertentes da inteligência».

Segundo Correia, a influência da hereditariedade na inteligência faz-se sentir sobretudo pelo lado da mãe. «A maioria dos genes descobertos que quando mutados dão origem a deficiências cognitivas encontram-se no cromossoma X. Por outro lado, existem algumas hormonas (sobretudo androgénios) que estimulam o crescimento e ramificação dos neurónios. Ora, o gene RA (gene do receptor dos androgénios) que se encontra no cromossoma X possui um efeito significativo na velocidade de transmissão neuronal e, portanto, na inteligência. Por esta razão, o sexo feminino é mais importante que o sexo masculino na transmissão da inteligência para a geração seguinte».

Este facto explica uma realidade que pode parecer surpreendente: segundo um estudo realizado pelo biólogo no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, «os homens tendem a casar com alguém mais inteligente que eles, pois terão mais probabilidades de terem filhos inteligentes». Ainda que o façam inconscientemente, a inteligência acaba por ser um importante critério de selecção sexual na espécie humana.

Hamilton Correia acredita que os avanços no estudo dos genes ligados à inteligência poderão permitir estimular a expressão desses genes e, desse modo, influenciar positivamente o desenvolvimento cognitivo. «Existem algumas biomoléculas que podem potenciar significativamente a inteligência estimulando os factores de crescimento do tecido cerebral. Este fenómeno será tanto mais importante quanto mais precoce for em relação ao desenvolvimento do indivíduo». O investigador está já a estudar os efeitos de algumas dessas moléculas no aumento da inteligência humana, mas ainda não foram revelados os resultados.

 

«O QI é um teste de burrice»

Mas o que faz ao certo uma pessoa mais inteligente que a outra? Como se faz essa avaliação? A ferramenta mais familiar são os testes que medem o quociente de inteligência (QI), mas mesmo estes não são consensuais. Mário Cordeiro, pediatra, pai de cinco filhos, consultor do Conselho Nacional de Educação, e autor de O Grande Livro do Bebé, O Livro da Criança e O Grande Livro do Adolescente, é feroz na crítica. «O QI é um teste de burrice… de quem o aplica pensando que está a avaliar alguma coisa. O 2+2, sozinho, não serve para nada. Daniel Goleman e António Damásio, entre outros, foram os que mais directamente mostraram a falência desse modelo e dessa forma de pensar».

Não há uma inteligência racional, sustenta Cordeiro. Há sim «capacidades várias de responder a situações novas, a problemas complexos, a questões nunca antes resolvidas». Uma inteligência com várias facetas ou, então, várias inteligências, diferentes peças nesse puzzle complexo que é a capacidade de resolução de problemas. A alquimia perfeita não inclui apenas a Razão, a informação, o conhecimento ou a lucidez. «É preciso também a Emoção, repleta de sentimentos, circunstâncias e contextos». A evidência, sublinha o pediatra, é óbvia: a maioria das situações que uma pessoa precisa de resolver ao longo da vida são «de natureza social, de cidadania, de respostas afectivas, de estratégias várias».

 

«Não há pessoas mais inteligentes»

Por isso, «não há pessoas mais inteligentes do que outras». Há sim pessoas que, por razões individuais, familiares, sociais ou de privilégios vários, tiveram a hipótese de desenvolver as várias facetas da sua inteligência. «Muitas crianças não têm essa hipótese, por razões familiares, desinteresse dos adultos, escolas abaixo de cão, professores doentiamente desinteressados (a não ser na questão da sua avaliação, o que já consumiu três anos lectivos) e um sistema de ensino caduco e ultrapassado com um ministério napoleónico quase patético». A estes factores acrescem as desigualdades sociais e económicas, «que são das maiores causas dessas diferenças.

Mais do que uma mera questão de QI, o insucesso escolar, alerta Cordeiro, é sobretudo um sintoma de disfunção na vida da criança, que pode começar logo na gestação. «Há factores, um dos quais a ingestão de álcool durante a gravidez, que podem causar dificuldades escolares». Outras causas, acrescenta o pediatra, incluem dormir mal, ter um ambiente desestabilizador em casa, ser pobre, ter frio, fome ou viver sem espaço vital habitacional.

«O que interessa é que todos temos talentos, capacidades, mais-valias, e que não é o QI que as mede, mas a assertividade, a resiliência, a força do querer, a vontade do aperfeiçoamento, a humildade de saber que não se sabe tudo mas que se pode saber um pouco mais, abrindo a porta também a mais ignorância que estimulará novas abordagens e pesquisas».

O neuropsicólogo Nelson Lima concorda. «Aquilo que faz uma criança revelar-se mais inteligente do que outra deve-se mais ao aproveitamento que saiba fazer dos seus recursos (capacidade de aprender, de motivar-se e de agir no e sobre o mundo) do que a mera exibição de raciocínios brilhantes».

Ver o artigo De onde vem a inteligência.

Ler igualmente com proveito, o estudo dos Professores William M. Bart e Michael Atherton, da Universidade do Minnesota (USA) dirigido aos educadores e treinadores de xadrez de crianças e jovens A Base Neurocientífica do Jogo de Xadrez: Aplicações ao Desenvolvimento do Talento e da Educação [pdf] (Abril2003).

As inscrições para o XVIII Campeonato Brasileiro de Soluções 2009 terminam em 27/8.

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O Mestre Nacional de Soluções Enxadrísticas  e Campeão Brasileiro de Soluções 2008, Roberto Stelling, informa

Foi anunciado no dia 25 de Junho o XVIII Campeonato Brasileiro de Soluções – 2009.

Se o CBS 2008 [Campeonato Brasileiro de Soluções] inaugurou uma nova etapa no regulamento e nível de competição o CBS 2009 tem muito mais a oferecer!

Estão em disputa vagas para o mundial de soluções que será realizado no Rio de Janeiro em Outubro de 2009!

O CBS 2009 é dividido em duas fases:

Fase de inscrição

Solução do Problema Convite [ver Diagrama ao lado] pelo correio até 27/08/2009. Esta fase não é eliminatória e todos os inscritos estarão aptos a participar da fase seguinte.

Fase Final ao vivo

Soluções ao vivo em 29/08/200. nas dependências do Tijuca Tênis Clube.

Saber mais no blogue Problemas de Xadrez.