Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Será que chega entender os bons patrocinadores que o xadrez precisa?

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O portal scn, publicou um artigo de Daniel Sá, onde é abordado o marketing desportivo, os patrocinadores e as diversas modalidades desportivas – Quer arranjar patrocinadores? Tente entendê-los primeiro…

Este artigo revela-se de um grande importância. De facto, na sequência de outros já publicados sobre esta área, este destaca-se pela divisão que o autor faz das várias modalidades “na óptica do marketing”, segundo afirma.

É curiosa a classificação que Daniel Sá atribui a modalidades nas quais inclui o xadrez – «desportos de Nicho, ou seja, modalidades que se dirigem a segmentos específicos da nossa sociedade».

Eis um excerto significativo do artigo

As modalidades desportivas são cada vez mais utilizadas pelas empresas para comunicar as suas marcas e produtos. Existem modalidades seculares e outros que têm conquistado espaço e notoriedade nos últimos anos. Mesmo as mais antigas, têm sentido a necessidade de se adaptar aos novos tempos seja através da alteração das regras, formatos competitivos ou organização dos modelos competitivos. Numa óptica de marketing propomos uma divisão das modalidades em 10 segmentos distintos: artes marciais e lutas, motorizados, náuticos e aquáticos, nicho, aventura, frio, calor, massas, novos desportos e culto do corpo e bem-estar. Trata-se de uma forma de entender o que buscam as empresas quando apostam no desporto.

Ao quarto grupo apelidamos de desportos de Nicho, ou seja, modalidades que se dirigem a segmentos específicos da nossa sociedade. De um leque alargado de modalidades podemos encontrar conceitos muito diferentes como a Columbofilia, Esgrima, Golfe, Pólo, Hipismo, Squash, Pesca, Tiro, Tiro com Arco, Xadrez, Badminton, Críquete, Corfebol, Curling, Halterofilismo, Minigolfe, Ténis de Mesa, Triatlo ou Pólo Aquático. Estas modalidades são aproveitadas por marcas que querem trabalhar segmentos específicos pelo que algumas delas conseguem obter índices de rentabilidade muito interessantes.

Ler o  artigo completo aqui.

Após a leitura do artigo de Daniel Sá fico com a ideia que o xadrez nunca terá grandes patrocinadores, mas apenas “mecenas” e estes terão que ser grandemente altruístas, provavelmente com uma ajudinha nos “benefícios fiscais”.

Será que o xadrez est(ar)á condenado a ser um parente pobre do nosso desporto e a viver de mão estendida do “rendimento mínimo desportivo”?

«O futebolista do Marechal Gomes da Costa», por José Manuel Meirim

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Escusado será chamar a atenção para as crónicas do Prof. Dr. José Manuel Meirim, docente universitário de Direito do Desporto. Mais do que oportunas são importantes, por isso, sempre que as considero imprescindíveis não hesito em dá-las a conhecer integralmente. 

1. Na última crónica demos conta de quanto o secretário de Estado da Juventude e do Desporto preza a saúde no desporto. Nada melhor, pois, do que o acompanhar nessa “cruzada”.

2. No dia 23 de Novembro de 2002, no “Estádio do Perafita”, em Matosinhos, decorreu um jogo de futebol entre o “Marechal Gomes da Costa” e o “Frazão”. Vasco participou no jogo e, enquanto corria em direcção à zona onde se encontrava a bola, apoiou mal o seu pé esquerdo, com torção do joelho, caindo, de imediato, ao solo: ruptura completa do ligamento cruzado anterior esquerdo.

Hospitais, intervenção cirúrgica, fisioterapia, despesas e mais despesas. Após o acidente, Vasco deixou de prestar os serviços relacionados com a sua habilitação – educação física – no âmbito do ténis, da natação e da ginástica. E, como consequência da lesão sofrida, Vasco ficou a padecer de um grau de incapacidade permanente de 10 por cento.

3. Vasco encontrava-se abrangido pelo seguro desportivo obrigatório, celebrado, com uma seguradora, pela Federação Portuguesa de Futebol. Só que a seguradora entendeu que a situação não se encontrava abrangida pelo seguro: o seguro não cobria as incapacidades permanentes até 10 por cento.

Vasco, naturalmente, não se deu por vencido e recorreu aos tribunais.

4. Abreviando a história, recente acórdão do Supremo Tribunal de Justiça veio confirmar a condenação da Federação Portuguesa de Futebol, a título de perda de rendimentos, em quantia que tem como limite? 14.963,94 (actualizável). Que razões terão ditado esta decisão?

Referindo as normas do diploma, então em vigor, relativo ao seguro desportivo obrigatório, o Supremo Tribunal de Justiça tornou bem claro que não é suficiente para cumprir as obrigações legais, que nele se inscrevem para as federações desportivas, celebrar um qualquer seguro desportivo.

O seguro desportivo a subscrever deve respeitar as previsões legais, tanto ao nível do âmbito da cobertura, como dos montantes mínimos objecto de cobertura. Não foi isso que sucedeu no caso.

Daí que, jogando mão de preceito do mesmo diploma, a Federação Portuguesa de Futebol deva responder nos mesmos termos em que responderia a empresa seguradora caso houvesse seguro desportivo (válido).

5. Na sua resposta, a Federação Portuguesa de Futebol afirma que a cláusula de exclusão de indemnização de incapacidade igual ou inferior a 10 por cento é uma prática comum em Portugal.

Deve, pois, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, baluarte do “desporto saudável”, ordenar uma leitura atenta de todos os contratos de seguro desportivo celebrados pelas federações desportivas, num pequeno esforço de fiscalização pública.

E já que falamos em fiscalização pública, será que esse membro do Governo ou o Instituto do Desporto de Portugal nos podem informar sobre o estado do processo de inquérito que corre (?) à actuação da Federação Portuguesa de Futebol, tendo por objecto o denominado “Caso Nuno Assis” (2006)? Estamos todos esquecidos? Foi arquivado? Está sobre uma cadeira? Está “debaixo de olho”? “Tira-me isso de cima da secretária!”?

6. Parabéns ao Vasco e à família pela sua tenacidade.

José Manuel Meirim, no Público, de 28.Junho.2009

Vídeos sobre Xadrez: “O Xadrez das Cores”, “O Jogo da Vida”.

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Agradeço reconhecido Pedro Fonseca a sugestão dos seguintes vídeos de xadrez (disponíveis em www.Blonx.com). Para ver e guardar.

Xadrez Fragmento extraído do programa ‘Os Normais’ 2006, 1’49”, Cor, Brasil, em YouTube.

O Xadrez das Cores (ficção) Realizador: Marco Schiavon. Elenco: Anselmo Vasconcellos, Mirian Pyres, Zezeh Barbosa. 2004, 21’09”, Cor, 35mm, Brasil, em blip.tv.

Xadrez – O Jogo da Vida, 2009, 49’10”, cor, Brasil, em  Vídeo.Google.com.

O Sportv Repórter vai mostrar como o xadrez está a ser usado como importante ferramenta educacional, mudando a vida de estudantes, jovens delinquentes, deficientes visuais, crianças com crancro e até jogadores que procuram apurar a sua técnica nas suas  modalidades. A projecção do xadrez é tão supreendente que ele alcançou um local muito curioso do país: a aldeia indígena dos Tembé, uma tribo do interior do Pará, que encontrou no xadrez um forte aliado na transformação do pensamento e do raciocínio de crianças e jovens. O programa mostra que quem joga exercita diversas áreas do cérebro, trabalhando com cálculos, associações, abstrações e memória. Mostra que jovens delinquentes estão a regenerar-se por meio do jogo, que crianças com cancro estão tolerando melhor o tratamento após aprenderem a jogar, que cegos conseguem melhorar a memória. E, por fim, revela que atletas de futebol, tentando aprender a tomar decisões rápidas e a escolher a estratégia mais eficiente, também estão desvendando os segredos dos tabuleiros de xadrez.

«Os crimes da Rua Morgue», por Carlos Terra

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Me “acusam” de defender o casal Nardoni, e eu já disse que não apenas não os defendo como também não teria prerrogativas para isso.

O que eu tenho feito e acho que é correto, é questionar os resultados dos exames e de certas conclusões que os consideraram culpados mas que jamais me convenceram.
Do debate poderá surgir a luz e todo o elemento que se acresce ao debate é bem vindo e será considerado dentro de sua grandeza e parâmetros.

Uma obra fictícia, de um dos maiores, senão o maior escritor de todos os tempos, Edgar Alan Poe, talvez ilustre essa posição.

Edgar Alan Poe, extraordinário, um gênio da literatura e da filosofia, dispensa qualquer comentário e apresentação e “Os crimes da Rua Morgue” é um extraordinário presente que ele nos deixou.

Espero que leiam e reflitam sobre tudo e eu quero oferecer a apresentação desse conto de Poe, à Da. Rosana de Sousa Antunes, que, como tantos outros leitores, apresentaram suas opiniões mesmo discordando da minha, mas sempre com o espírito verdadeiro de buscar a verdade.

Quero também, respeitosamente oferecer ao Exmo. Promotor de justiça, o Dr.Cembranelli que gentilmente nos deu alguns esclarecimentos.

Enfim, desejo a todos o prazer imenso da leitura que Edgar Alan Poe nos oferece associada a uma análise extraordinária da natureza humana.

Bom divertimento e aqui vai a primeira parte da história.

O xadrez como ferramenta pedagógica, em Rio Grande do Sul [Brasil]

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Em 2004, a estudante Thaís Alves teve seu primeiro contato com o tabuleiro quadriculado preto e branco do xadrez, graças ao incentivo de um professor voluntário que chegou à sua escola para ensinar o jogo. Hoje, aos 14 anos, a jovem já é campeã dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul (Jergs) em sua categoria e também passou a ser aluna exemplo de bons desempenhos na escola.

A iniciativa, tão bem-sucedida na Escola Municipal Altamir de Lacerda, é do bombeiro Everton Florentino Pithan, enxadrista há 35 anos. Em 2004, ao participar de um torneio de xadrez no Município, ele percebeu que a cidade era carente de enxadristas estudantes e adultos. Foi então que surgiu a ideia de ensinar estudantes de forma voluntária. «Fui à escola dos meus filhos, conversei com a diretora, Elizete Nunes, que acreditou no projeto. A ideia foi pioneira, nunca havia sido ensinado xadrez na rede pública do Município», conta.

Lido no Jornal Agora.

«…Pressentimento do nosso futuro…»

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Os macacos

Excerto do poema Palavras soltas ao vento, de Mário Quintana

 

O que me impressiona,

à vista de um macaco,

não é que ele tenha sido nosso passado:

é este pressentimento

de que ele venha a ser nosso futuro.

 

 

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Nasceu em Alegrete em 30 de Julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de Maio de 1994.

«Uma abordagem sobre a questão da visibilidade do xadrez no marketing desportivo», de Ricardo Paolucci

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Tenho vindo a dar um grande relevo à questão da visibilidade e prestígio do xadrez na imprensa e na população em geral. Depois de dois artigos muito interessantes, publico de seguida, mais um excelente artigo, do Dr. Ricardo Paolucci, que para além do seu currículo académico e profissional é xadrezista. Quanto mais não fosse por isso, desta vez, é “um dos nossos”, interessado na promoção, desenvolvimento, divulgação, visibilidade e prestígio do xadrez. E acima de tudo é claro, directo e frontal. E prático! Mais uma valiosa contribuição vinda do Brasil.

Um texto a não perder, para ler e reflectir… Mais uma vez, os meus agradecimentos pessoais a Orlando Silvestre, presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX)

O XADREZ E AS “HAVAIANAS”

 (Uma abordagem sobre a questão da visibilidade do xadrez no marketing desportivo), por Ricardo Paolucci

Há um certo tempo venho discutindo este assunto, seja com pessoas do meio enxadrístico ou com profissionais que atuam no segmento de administração e marketing esportivo.

Meu ponto de vista e argumentação remete-se à estratégia de grandes empresas em momentos de crise, queda de produção ou redução do seu público consumidor.

Em muitos casos, o que podemos acompanhar é o “rejuvenescimento da marca/produto” e, para ilustrar, temos um caso exemplar: A empresa Alpargatas e suas sandálias “Havaianas”

Quem viveu intensamente os anos 70 e 80 pode recordar – e concordar – que este produto era tipicamente visto e associado com o “calçado das empregadas domésticas”, tinham apenas um caráter funcional e, ano a ano perdia cada vez mais mercado.

Pois eis que, ao final dos anos 90, a história começa a mudar e o que antes era uma simples sandália de borracha, se tornou um acessório de moda, valorizado em todo o mundo e atingindo um público que jamais poderia ser imaginado há 3 décadas. 

Trazendo este cenário para o Xadrez, o que podemos encontrar?

Tirando os “praticantes intensos”, a visão global, ainda, associa o xadrez com quem e o quê?

Não é difícil responder: Mequinho e “pessoas nerds”.

É incrível que, passados mais de 30 anos do auge de sua carreira, seja ele ainda o “top of mind” da grande maioria da população e da mídia nacional. E aqui não vai nenhuma crítica ao GM, ao contrário, pois ele fez por merecer este reconhecimento.

Vejam que são situações semelhantes ao “case Havaianas”.

Além dos já consagrados Milos, Vescovi e Leitão, temos uma nova geração de jovens talentos extremamente promissora – Fier, Diamant, Krikor – e que em nada lembram aquela figura “nerd” tão enraizada na mente daqueles que apenas acompanham superficialmente este esporte.

O que falta, então?

Simplesmente conseguir atingir o mesmo “efeito Guga” que quintuplicou os praticantes de tênis. Porém, neste caso, minha sugestão é seguir um cronograma de planejamento estratégico que fatalmente dará resultados em médio prazo, consolidando este modelo para o longo prazo.

Fácil falar – ou escrever – mas como executar?

Seguem alguns exemplos:

·         Melhoria da estrutura administrativa das Federações e Confederação, com profissionais capacitados para realizar uma gestão profissional, com destaque principal para:

Marketing: para elaboração de todas as propriedades e retornos (imagem/institucional), além de contatos com patrocinadores / investidores em potencial;

Comunicação: atuação direta com todo material de divulgação e assessoria de imprensa para as mídias existentes;

Informática/Tecnologia: criação de um site que seja AGRADÁVEL , INTERATIVO, ATUALIZADO DIARIAMENTE (e, se for caso, várias vezes ao dia);

·         Massificação dos participantes, nas escolas, clubes ou competições “acessíveis”, tanto do ponto de vista estrutural como financeiro;

·         A criação de um calendário unificado, com implantação de um circuito nacional, privilegiando TODAS as capitais do país, em TODAS as categorias, com realização da “Semana do Xadrez” em cada uma delas, com premiações atraentes, envolvendo atividades paralelas durante as competições (sejam palestras de profissionais não necessariamente ligados ao xadrez, mas que consigam fazer analogia de sua área de atuação com a modalidade), feira com exposição de produtos e serviços, clínicas e atividades interativas aos expectadores;

·         Aproveitar as oportunidades fiscais proporcionadas pelo Ministério do Esporte (vide Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte – Lei 11.438/06), formatando projetos que beneficiem a comunidade enxadrística e o seu desenvolvimento para que, cada vez mais, tenhamos atletas entre os melhores do ranking mundial.

A mídia só vai atrás do que seja interessante em termos de repercussão. O patrocinador / investidor também atua e pensa da mesma maneira. Por isso, no caso do Xadrez, este processo deve começar o quanto antes. 

É mais do que necessário “rejuvenescer” e “profissionalizar” nosso produto e torná-lo atrativo e desejado pelas pessoas – tal qual uma “Havaianas”. 

Ricardo Paolucci é graduado em Administração de Empresas e Negócios, profissional de Educação Física, pós-graduado em Administração e Marketing Esportivo, mestre em Administração, Consultor e Gestor de Esportes e Entretenimento. Premiado como “Gestor Esportivo de 2009” pela Confederação Brasileira de Clubes. E enxadrista!

Artigo disponível em grbg [Galeria de Xadrez Borba Gato].

1a. Olimpíada de Ajedrez de Mercosur

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Decorreram de 17 a 29 de Junho, em Mar del Plata, na Argentina, as 1as. Olimpíadas de Ajedrez de Mercosur

A actuação do Brasil, com comentários do GM Darcy Lima, pode ser consultada em “Olimpíadas Mercosur Equipe Brasileira”, blogue oficial da delegação brasileira à I Olimpíada Mercosur de Xadrez.

Torneio de Mestres 2009: Ruben Pereira-Paulo Dias ½-½ na antepenúltima ronda.

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MF Ruben Pereira - MF Paulo Dias, durante a 7ª ronda no Torneio de Mestres, 26.06.2009Os MF Ruben Pereira e Paulo Dias empataram, ontem, na 7ª e antepenúltima ronda do Torneio de Mestres 2009, realizada no Hotel AS em Lisboa.

Mais informações em Chess-Results.

Festival Eunice Yamamoto de Xadrez vai reunir mais de 100 crianças

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O Colégio e Curso Geração 2001 localizado na Rua José Barnabé de Mesquita 258, no bairro Santo Antonio, em Campo Grande/MS, vai ser palco do Festival Eunice Yamamoto de Xadrez, e será disputado nas categorias Sub-8 a Sub-18 nos naipes masculino e feminino que acontece no dia 27 de Junho, e vai reunir mais de 100 crianças sem precedentes na história do xadrez Sul-mato-grossense.(…)

 

 

 

 

 

 

 

O Festival será uma homenagem a Professora Eunice Yamamoto com 43 anos, que teve a morte cerebral dia 29 de Abril, onde ela foi uma das coordenadoras da implantação do Projeto Piloto do Xadrez nas Escolas na Capital e técnica do Mato Grosso do Sul na modalidade de xadrez nos JEBs de 2004 e 2005, deixa uma enorme gama de feitos e realizações.

A família autorizou a cirurgia para a retirada e doação dos órgãos. A cirurgia foi realizada às 23h do dia 29/04 na Santa Casa de Campo Grande, onde foram retirados seus rins, córneas, pâncreas, coração e fígado. A paciente estava internada no local desde o dia 20 de Abril, quando sofreu uma queda. Dos órgãos, somente os rins e as córneas ficarão em Campo Grande, pois na cidade existem receptores. Pâncreas, coração e fígado serão transportados a São Paulo (SP). A cirurgia foi comandada pelo médico Roberto Meireles, de São Paulo.

A organização do Festival é de César Leon e Marcel Ortiz, e conta com apoio da Secretaria Estadual de Educação, Vereador Vanderlei Cabeludo e Bifão do Panamá. A Direção Técnica será do Clube de Xadrez Pantanal com apoio da Prefeitura Municipal através da Fundação de Esportes de Corumbá.

Mais informações em Xadrez Alternativo.

«Editorial» da RPX (Maio-Junho.2009)

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A Revista Portuguesa Xadrez publicou o número 4 (Maio-Junho.2009). Destaco o Editorial do presidente da FPX e director da revista, António Bravo.

Revista Portuguesa de Xadrez nº 4, Mai-Jun.2009.«É com satisfação que após um grande interregno fazemos sair o número quatro da Revista Portuguesa de Xadrez. Como é do domínio público, os redactores anteriores apresentaram a sua demissão e não importa agora escalpelizar as suas razões, mas sim acima de tudo levar à evidência o bom trabalho por eles desenvolvido e acentuar também a sua abertura em continuar a colaborar com a RPX, como poderão constatar neste número.

Foi com muita pena que vimos um projecto estratégico vacilar, paralelamente com a demissão da Maria Armanda Plácido da direcção da FPX, foi necessário assegurar a substituição da direcção da mesma, uma vez que a direcção da RPX estava ligada à direcção da FPX, tendo eu assumido esse papel e Rui Henriques o de editor. Relativamente ao futuro a curto prazo da RPX, julgamos possível editar os seis números desta série até final do ano. A médio prazo ter-se-á de encontrar a melhor solução para a sua viabilização.

Esta publicação é essencial na estratégia de divulgação da modalidade, para além da sua componente técnica como apoio de desenvolvimento do xadrez nacional e desse ponto de vista a sua continuidade é fundamental. Neste número procurou-se dar alguma visibilidade à formação e às participações internacionais jovens, aspectos essenciais na evolução do xadrez em Portugal. As contribuições técnicas foram muito importantes para um conteúdo equilibrado da RPX.

Por último, deixo um agradecimento a todos os que colaboraram e acreditaram que é possível a Revista Portuguesa de Xadrez.

António Bravo»

Termina o III Torneio de Xadrez Inter-Municípios (Açores)

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Termina no próximo Sábado dia 27 de Junho, mais uma edição do Torneio de Xadrez Intermunicípios da Ilha de São Miguel que conta com apoio de todas as Câmaras, desde a 1ª Edição iniciada em Janeiro de 2007, no transporte dos alunos durante as seis Jornadas que se desenrolaram de Janeiro a Junho, nos lanches e lembranças que cada Câmara suporta quando a jornada se disputa numa Escola Secundária do seu Concelho, e ainda nos prémios finais constituídos por Taças, Troféus, Medalhões e Medalhas.

Também as escolas tiveram uma importância vital na cedência das suas instalações para receber perto de cem crianças para que as jornadas se pudessem realizar. A Associação de Xadrez deu o seu apoio na cedência do material de jogo.

Para esta última jornada inscreveram-se 102 jovens alunos, mantendo-se a média de quase 100 alunos por jornada.

Lido em Açores.Net.

«Marketing desportivo. Para todos os tipos de verba»

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Marketing Esportivo. Para todos os tamanhos de verba é um artigo constsnte do número 9 da  revista do CENP (Conselho Executivo das Normas-Padrão), integrado no tema de capa.

O marketing esportivo tem se revelado uma ferramenta muito especial para a comunicação publicitária, inclusive pela capacidade de queimar etapas na construção de marcas.

Por isso, a associação entre o marketing esportivo e a publicidade é cada vez mais intensa e bem sucedida, atraindo verbas de grandes, médios e pequenos anunciantes (quem disse que o marketing esportivo só está ao alcance de quem tem muito dinheiro para investir?) e renovando os desafios para as agências (quem disse que elas não têm um papel importante a desempenhar?), pois o marketing esportivo gera resultados tanto maiores na medida em que se associa às ferramentas mais tradicionais da comunicação publicitária.

A revista co CENP foi acedida através do sítio da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX).

O Xadrez não tem «visibilidade e prestígio» do ponto de vista do marketing desportivo, segundo um estudo brasileiro.

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Recebi de Orlando Silvestre Filho, presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX), a quem agradeço reconhecido, o envio de um estudo sobre marketing desportivo, realizado pela empresa brasileira J. Cocco Sport Marketing.

O estudo é muito interessante, porquanto, nos apresenta, como nos diz a sua autora, não apenas a abordagem do entretenimento e lazer mas sob «um enfoque empresarial».

Esta empresa dedica-se há mais de 30 anos nas actividades de administração, deporto e marketing, tendo criado o Rank port Marketing, que, segundo afirma,  é «a única ferramenta disponível e confiável para avaliação e adequação do patrocínio desportivo».

A J. Cocco Sport Marketing «utiliza o PhotoMind, um processo que fotografa e mede o grau e a qualidade de memorização que os espectadores tiveram após a realização de um evento».

O estudo foi realizado no Brasil, como se pode comprovar com o «ranking geral genérico de adequação das modalidades ao marketing desportivo». Mas, pela listagem apresentada nada indica que em Portugal fosse muito diferente, salvaguardando as modalidades mais populares de cada país.

Entre 55 modalidades, o xadrez aparece no modestíssimo 38º lugar neste estudo de Abril de 2009, descendo dois lugares em relação ao estudo de Outubro de 2006.

O estudo é efectuado de acordo com 20 critérios, entre os quais adequação aos sexos, às faixas etárias e sócio-económicas, cobertura geográfica e população potencial e praticante, qualidade da marca da modalidade, visibilidade da imprensa, consolidação da modalidade, entre outros.

Ranking geral genérico de adequação das modalidades ao marketing esportivo (o Ranking é atualizado permanentemente).

 

ESPORTE

Ranking

Abril 2009

Ranking

Out 2006

1º | FUTEBOL

1479

1533

2º | VOLEIBOL

1366

1395

3º | AUTOMOBILISMO

1349

1400

4º | TÊNIS

1194

1219

5º | GINÁSTICA

1149

1376

6º | GOLF

1098

1118

7º | HIPISMO

1054

1005

8º | MOTOCICLISMO

975

961

SURF

952

913

RADICAIS

920

851

CICLISMO

916

820

ATLETISMO

914

884

POLO

906

945

FUTSAL

892

869

DESPORTOS AQUÁTICOS

868

950

HANDBALL

787

833

TRIATHLON

773

816

VELA E MOTOR

771

865

PARAQUEDISMO

725

805

BICICROSS

700

800

ESQUI AQUÁTICO

650

737

SKATE

601

613

BASQUETE

582

914

VÔO A VELA

567

660

JUDÔ

539

654

BASEBALL E SOFTBALL

518

529

TIRO ESPORTIVO

485

648

TÊNIS DE MESA

483

485

HOQUEI E PATINAÇÃO

442

590

BADMINTON

436

526

PESCA DESP.SUBAQUÁTICOS

435

586

DESPORTOS NA NEVE

424

581

ESGRIMA

421

582

SQUASH

389

587

PENTATLO MODERNO

383

535

REMO

381

501

DESPORTOS NO GELO

360

517

38º | XADREZ

344

525

HOQUEI S/ GRAMA E INDOOR

332

502

BOXE

327

483

RUGBY

317

440

DESPORTOS UNIVERSITÁRIOS

315

418

TAEKWONDO

306

656

ORIENTAÇÃO

276

428

LEVANTAMENTO DE PESO

276

441

TIRO COM ARCO

271

429

CAPOEIRA

267

439

CANOAGEM

255

470

KARATE

252

412

JIU-JITSU

250

410

KUNG FU WUSHU

249

432

CULTURISMO E MUSCULAÇÃO

248

478

LUTAS ASSOCIADAS

246

406

CAÇA E TIRO

214

359

55º | BOLICHE

191

406

     

 

Fonte: Rank Sport Marketing

Este estudo é esclarecedor da situação actual do xadrez enquanto desporto, em especial como a modalidade é vista de fora, pela população e pelos patrocinadores desportivos. O xadrez não é atractivo para patrocinar, apoiar ou simplesmente dar a cara por ele.

Artigo citado na página da FESMAX.

A Federação Portuguesa de Xadrez aprovou novos estatutos

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Pela extrema importância da notícia e, sobretudo pela ausência de informações por parte da FPX do que se passou na Assembleia Geral de 21/6, transcrevo o artigo de Tiago Pinho, publicado hoje no sítio scn:

Com a publicação da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, publicada em Janeiro de 2007, a Assembleia da República veio estabelecer um conjunto de orientações que levaram à aprovação, pelo Governo, do Regime Jurídico das Federações Desportivas que entrou em vigor em Janeiro deste ano.

As alterações mais relevantes impostas pelo RJFD às diversas federações desportivas são a nova composição das Assembleias Gerais e o papel reservado às suas Associações Territoriais. Estas e outras opções devem, nos termos do seu artigo 64º, ser configuradas pelas federações e vertidas nos seus estatutos até ao final de Julho, no sentido de entrarem em vigor na época desportiva 2009/2010. 

Face a esta imposição legal, a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Xadrez reuniu no passado domingo, nas instalações da Associação Académica de Coimbra, para alterar os seus estatutos e os seus regulamentos.

De acordo com Fernando Castro, presidente da Mesa, «a reunião correu muito bem, com ampla discussão das ideias inerentes aos dois projectos apresentados, tendo a maior parte do articulado sido aprovado por unanimidade».

Em apreciação estiveram principalmente dois documentos, um proposto pela Associação de Xadrez do Porto (AXP), que aproveitava para dar nova redacção aos estatutos actuais e outro proposto pela Associação Distrital de Xadrez de Beja (ADXB), baseado nos estatutos em vigor, cirurgicamente alterados nos pontos impostos pelo novo regime jurídico.

A Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores (AXRAA) também apresentou uma proposta, relativa apenas à possibilidade de representar na assembleia-geral, por inerência, os clubes que participam nas suas competições.

Ao longo das cinco horas que durou a reunião, a discussão passou por vários temas pois, como enumerou ao scn Manuel Pintor, presidente da AXP, o novo RJFD «vem operar uma completa revolução na forma de funcionamento da FPX em muitos dos seus aspectos, nomeadamente no que respeita à composição da sua Assembleia Geral, órgão de onde emanam todos os outros, assim como as linhas de orientação da federação, à forma de eleição e às competências de alguns dos órgãos, às incompatibilidades, aos mandatos…»

«As principais diferenças entre as propostas da AXP, da Associação de Beja e, em parte, da Associação dos Açores, tinham a ver com a qualidade de sócios e com o direito das associações designarem delegados à assembleia-geral, por inerência», informou Manuel Pintor, tendo acabado «por vingar uma solução de meio-termo, entre a proposta da AXP, que apontava para a eleição de todos os 40 delegados, incluindo os 28 atribuídos aos clubes, e as das Associações de Beja e dos Açores, que apontavam para que ficasse reservado um delegado por cada associação (previsivelmente até um máximo de 20; na próxima época 14), a subtrair a 19 dos clubes num total de 30 delegados».

«Na solução encontrada, serão eleitos 40 delegados às futuras Assembleias Gerais, sendo 28 pelos clubes, mas as associações territoriais terão direito (que poderão escolher não exercer) a designar um delegado em representação dos clubes que não participem nos campeonatos nacionais por equipas em ritmo clássico, que será diminuído àquele número de 28», informou o dirigente da invicta.

Neste modelo, os clubes que não participem nos Campeonatos Nacionais  e se encontrem filiados através das associações que exerçam a nova possibilidade estatutária da representação por inerência, não participarão na eleição dos restantes delegados na categoria dos clubes.

Em jeito de balanço, para Manuel Pintor «estes Estatutos poderão trazer uma nova dinâmica ao funcionamento da FPX, carreando novos dirigentes para o campo onde se discutem e tomam as principais decisões, criando com isso uma maior envolvência e participação na teia com que tecem os destinos do xadrez no país».

Por seu lado Nuno Rocha, secretário da ADXB salientou a importância desta assembleia pela aprovação dos novos estatutos, referindo que «a diferença das propostas era no capítulo dos sócios, já que nos restantes pontos praticamente havia consenso. A Associação de Beja, no cumprimento de um mandato  dos seus sócios, os Clubes desportivos, considera muito positiva a solução adoptada pelos sócios da  Federação no sentido de continuarem a exercer as suas funções de modo pleno e não como meros apêndices federativos».

Para Nuno Rocha, «seria grave para o movimento associativo no Xadrez que as Associações Distritais e Regionais deixassem de ter voz nas Assembleias Gerais da Federação», esperando que «as Associações que se abstiveram de participar na aprovação dos Estatutos compareçam para dar o seu contributo na definição dos regulamentos da Federação Portuguesa de Xadrez».

O presidente da mesa da assembleia-geral, Fernando Castro, publicará nos próximos dias, no site da FPX, a acta da reunião que incluirá os documentos aprovados.

Como a discussão dos novos estatutos se prolongou, não foi possível passar ao ponto seguinte da ordem de trabalhos, o da alteração dos regulamentos internos da federação, pelo que será realizada nova assembleia geral, em Julho, para apreciar esta questão. 

«Portugal tem nova lei contra o doping»

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A criminalização do tráfico, da administração de dopantes e das associações criminosas ligadas à dopagem, a criação da Autoridade Antidopagem de Portugal [ADoP] e o endurecimento das sanções desportivas são os principais pontos da nova lei de combate ao doping, que foi publicada em ‘Diário da República’ na sexta-feira e entrou em vigor no dia seguinte.

A nova legislação levou mais de um ano a ter validade jurídica. Começou por ser uma proposta inicial elaborada pela Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, mas depois passou por várias fases: discussão no Conselho Nacional do Desporto, revisão antes de ser aprovada pelo Conselho de Ministros, e discussão, revisão e aprovação na Assembleia da República, com audição de várias entidades, antes de ser homologada pela Presidência da República.

A lei representa uma revolução no edifício legislativo português no que respeita à dopagem. Os anteriores diplomas centravam-se quase só no aspecto desportivo e deixavam de lado todos os fenónemos criminosos que estão pode detrás de um tipo de negócio ilegal que chegou a inúmeros sectores da sociedade, indo muito além do desporto profissional, e que movimenta milhões.(…)

Ler o artigo completo de Duarte Ladeiras no Diário de Notícias de hoje.

Catalunha defende autonomia desportiva

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Um dos potenciais adversários à ascensão do desporto espanhol está no plano interno. Sobretudo no País Basco e na Catalunha há movimentos nacionalistas que reivindicam a independência ou uma autonomia mais alargada das suas regiões, a começar pela vertente desportiva.

Sergi Blasques, vice-presidente da Plataforma Pro-Selecções Catalãs, afirmou ao DN que o objectivo do seu movimento, que recolheu 525 mil assinaturas a favor desta causa, é o de forçar uma alteração de estatutos das principais federações internacionais para permitir que a Catalunha passe a estar desportivamente em plano de igualdade com Espanha: «A maioria dos jogadores catalães quer jogar pela sua selecção em vez de representar Espanha. O nosso objectivo é que eles escolham livremente por quem querem jogar». Futebolistas como Piqué ou Oleguer já manifestaram publicamente o apoio à ideia, que, naturalmente, encontra fortes entraves das federações espanholas.

Certo é que a Catalunha já compete a nível oficial em 16 modalidades, como hóquei em patins, bowling ou kickboxing. No entanto, em desportos mais mediáticos como o futebol o grupo de catalães, que tem simpatias independentistas ou simplesmente federalistas, tem de contentar-se a jogar encontros amigáveis, já que os estatutos da FIFA não permitem a criação de selecções oficiais de países não reconhecidos pela ONU. Blasques discorda, já que defende o direito de livre associação desportiva, porém, vê como possível no futuro que jogadores como Xavi (futebol) ou Pau Gasol (basquetebol) representem a Catalunha em algo mais do que meros encontros particulares. «Para ter uma selecção de futebol ou basquetebol oficial não dependemos da autorização do Estado espanhol, mas apenas de uma alteração de estatutos dos organismos internacionais, algo que se pode conseguir numa simples assembleia geral».

Lido no DN.

O Parlamento decidiu aplicar o controlo anti-doping 24 horas por dia. O xadrez não é excepção.

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A legislação nacional sobre o doping e a anti-dopagem aparece no nosso país como os cogumelos. Aqui e ali, e, de repente, a paisagem está cheia. À velocidade a quelegislação e as listas de substências proibidas se sucedem e substituem, não acredito que exista muitos desportistas (e dirigentes) o que está, de facto, em vigor.

Na 6ª feira, foi publicado mais um diploma legal, a Lei nº 27/2009, de 19 de Junho, que aprovou o novo Regime Jurídico contra a Dopagem no Desporto. Veio revogar a Lei nº 152/99, de 14/9, o Decreto-Lei nº 192/2002, de 25/9 e o artº 5º do Decreto-Lei nº 390/91, de 10/10.

A par do Decreto-Lei nº 4-A/2007, de 20 de Março que aprovou a Convenção Internacional contra a Dopagem no Desporto, da UNESCO e do Decerto nº 2/94, de 20 de Janeiro que aprovou a Convenção Europeia contra a Dopagem e a Resolução da Assembleia da República nº 20(98, de 28 de abril, aparece agora o Regime Jurídico contra a Dopagem no Desporto, a Lei nº 27/2009 de 19 de Junho.

Com tanta legislação sobre o doping e as substâncias  proibidas e controlos do líquido orgânico e do sangue, ainda sobre disposição para jogar xadrez?

É que agora é que a coisa vai ficar bonita. Alguém já se deu ao cuidado de fazer uma leitura, ainda que cruzada, nesta Lei.

Bom, a aprtir de agora «é proibida a dopagem a todos os praticantes» e «consituti violação das normas antidopagem por parte dos praticantes», «a recusa, a resistência ou a falta sem justificação válida submeter-se a um controlo de dopagem, em competição ou for a dela (…)» !!

A partir de agora muito cuidadinho, porque  pode haver um frasquinho à espera de cada um de nós, em qualquer esquina, de dia ou de noite, em qualquer lugar, a qualquer hora. O xadrez passa a estar 24 horasà disposição da ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal) a nova designação do CNAD (Conselho Nacional AntiDopagem), que passa a órgão consultivo daquela autoridade.

De acordo com a nova lei, «cada praticante desportivo tem o dever de se assegurar de que não introduz ou é introduzido no seu organismo qualquer substância proibida (…)», porque «os praticantes desportivos são responsabilizados, por qualquer substância proibida ou os sues metabolitos ou marcadores encontrados nas suas amostras orgânicas (…)» – artº 5º, nº 1 e 6º, nº 1, da Lei nº 27/2009.

As federações desportivas, tenham ou não departamentos clínicos ou medicos de service, «estão obrigadas a adaptar o seu regulamento de controlo antidopagem» (artº 12º, nº 1) no qual devem incluir, em anexo, «a listagem de substâncias e métodos proibidos, decidamente actualizada » (artº 8º, nº 4) e enviar esse regulamento à ADoP para «registo» (artº 12º, nº 2).

Na elaboração do regulamento antidopagem devem ser observados os princípios de que o controlo «pode ser feito em competições desportivas ou for a delas, quer elas façam ou não parte de campeonatos nacionais». Isto é, sempre, durante as 24 horas do dia e da noite.  Se o praticante for menos de idade, a federação deve exigir a quem exerce o poder paternal ou detèm a tutela, a autorização que a sujeita aos controlos antidoping em competição e for a dela (artº 30º, nº 3).

A FPX tem 120 dias a contra de 19 de Junho para adaptar o Regulamento Antidopagem em vigor.

Os «clubes a que pertencem os praticantes desportivos que sejam punidos disciplinarmente incorrem em contra-ordenação por cada praticante que cometa uma violação de uma norma antidopagem» (artº 48º, nº 2).

Leiam a este propósito as excelentes e mais uma vez oportunas palavras do MF João Cordovil – O doping no xadrez é uma aberração! Deixo-vos ainda com a Declaração do GM Alexei Shirov, espanhol de origem russa,  à ChessBase, em 2.12.2008, sobre o doping no xadrez.

O Diário de Notícias criou um dossier especial sobre o doping.

Ver também a página do World Anti-Doping Agency.

A alimentação dos xadrezistas… e o Verão

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Mesmo os xadrezistas que se preparam conveniente para os torneios e campeonatos incluindo os mestres não têm o cuidado de se alimentar de forma conveniente. Aqui ficam algumas ‘dicas’ e outras se seguirão, sobre a alimentação dos xadrezistas, mas que qualquer pessoa pode aproveitar.

Hoje os meus conselhos vão especialmente para quem vive e trabalha nos grandes centros urbanos. Há cada vez menos tempo para, no dia-a-dia uma alimentação saudável – o ritmo do trabalho obriga muitas vezes a saltar refeições e a que se coma mal e depressa. As necessidades nutricionais não são iguais para todos, dependem das características físicas e da actividade de cada um.

Regras básicas para uma alimentação saudável: um café e um bolo é um pequeno-almoço muito vulgar e nada nutritivo: não tome o pequeno-almoço na pasterlaria, faça-o em casa, com muita calma: leite, cereais, frutas variadas são sempre uma boa escolha.

Entre o intervalo do pequeno-almoço e o almoço deve comer sempre alguma coisa, uma peça de fruta, um iogurte ou uma sanduíche. Ao almoço tente comer uma refeição variada com sopa, prato e fruta, se no local de trabalho houver frigorífico e micro-ondas, sera certamente uma boa refeição.

Os líquidos também faze parte de uma alimentação saudável. Durante o dia beba bastante água, o corpo humano precisa de 1,5 litros de água por dia. Não coma até ficar muito enfartado, coma até ficar saciado, com calma e mastigue bem os alimentos. Para evitar digestões difíceis tome um abebida quente durante a tarde e ao jantar prepare uma refeição leve, tipo uma sopa, uma salada e um apeça de fruta. Se conseguir junte a tudo isto um pouco de exercício físico. Pela sua saúde, aqui ficam estes conselhos, até porque o Verão está aí.

Hernâni Ermida, consultor nutricional da Vitacress

Relatório do Provedor de Justiça de 2008

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O Relatório da Provedoria de Justiça de 2008 regista na área designada de assuntos político-constitucionais, direitos, liberdades e garantias, prisões, actuação das forças policiais, saúde, educação, cultura, ciência, media e desporto, o número de queixas na Saúde atingiu as 150, o que significa um “decréscimo” para níveis um puco inferiores aos de 2006.

O Relatório de 2008 revela também que foram recebidas mais queixas tendo como entidades visadas federações desportivas, designadamente a Federação Portuguesa de Futebol.

Ler o Relatório da Provedoria de Justiça de 2008.

«O Jogo de Xadrez» de Maria João Brito de Sousa

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O Jogo de Xadrez

É urgente este estar dentro de mim!
Impõe-se defender estas fronteiras
De quem tentar entrar de mil maneiras
Com cavalos-de-Tróia ou de marfim!
.
Eu jogo de xadrez nunca tem fim!
As duas torres estão ainda inteiras
E nenhum dos peões fará asneiras!
O relógio do outro faz: tlim-tlim…
.
Numa jogada mestra eu contra ataco
(neste jogo de egos sou rainha…)
E dou um xeque-mate ao invasor!
.
O tabuleiro é velho, um pobre caco,
Mas a vitória, essa é muito minha!
A vida é um xadrez que sei de cor…

Maria João Brito de Sousa
poetaporkedeusker

Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Xadez aprova alterações aos estatutos

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“Foi uma assembleia geral histórica” nas palavras do Presidente da Mesa Fernando Castro. A Federação Portuguesa de Xadrez deu um grande passo para cumprir as especificações da nova lei do regime jurídico das federações desportivas (Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro). Os novos estatutos seguem agora os parâmetros legais (parecer do IDP, escritura pública, publicação no Diário da República).

Foi pouco polémica a assembleia-geral da FPX que se realizou hoje [ontem, 21/6] no edifício da Académica de Coimbra, para discussão e aprovação dos novos estatutos da Federação, de modo a compatibilizá-los com a nova Lei. A discussão centrou-se nas propostas apresentadas pelas associações do Porto e de Beja, e versaram principalmente sobre a nova forma de composição de Assembleia-Geral – que deixa de ser feita com base nas associações, embora estas não percam a sua representação.

Foi também aberta a porta ao alargamento da cobertura territorial das associações, que podem passar a cobrir mais do que um distrito.

Os novos estatutos deverão ser divulgados em breve na página da FPX.

Lido em xadrez64.

O sítio da FPX nada refere sobre os documentos aprovados na Assembleia Geral.

A Mafalda quer jogar xadrez

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Quem apreciar a Mafalda e os seus amiguinhos pode ir ao Clube da Mafalda.

«Ajedrez» de Juan Ripollés no Casino Estoril e Casino Lisboa

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Esculturas de Juan Ripollés irão povoar a partir de 01 de Julho os Jardins do Estoril frente ao Casino, onde no átrio principal estará exposta a peça “Xadrez”.

“La Reina”, “Felicidad”, “Encantadora”, “Generosa”, “Niño Corriendo”, “Niño del Pez” ou “Pensador” são alguns dos dez trabalhos que integram a exposição nos jardins, que termina a 30 de Setembro.

A peça “Xadrez” estará colocada no átrio do Casino Estoril, até 31 de Julho, e, posteriormente no átrio do Casino de Lisboa, de 1 de Agosto até final de Setembro, é constituída por uma peça com uma base de madeira de 8X8 metros rodeada por um conjunto de figuras de cristal de Murano à escala humana.

Ripollés expõe no Estoril depois de ter apresentado as suas obras em Hertenbosh (Holanda), Veneza (Itália), Madrid, Sevilha e Córdoba (Espanha). Para além disso, tem exposto com regularidade na Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália, França, Estados Unidos, México e Japão.

O desporto saudável de Laurentino Dias

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1. Numa daquelas muitas cerimónias onde tem por hábito marcar presença, Laurentino Dias considerou que o desporto português está com saúde. Há umas “coisitas” no futebol mas, perdoe-se-me a expressão, eles que se curem. Quanto ao resto, não só o desporto faz bem à saúde, como ele próprio apresenta um registo sadio invejável. Será assim?
2. Curiosamente estas palavras são proferidas no momento em que a imprensa fez eco de uma decisão do Tribunal de Contas, de 2 de Abril – que aprovou um relatório de auditoria de seguimento ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP) - em que, de forma impressiva, Laurentino Dias é responsabilizado pela autorização de despesas ilegais no montante de ?2 milhões (o “tal apoio” ao piloto Tiago Monteiro” [ver notícia do "Sol" aqui]). Sobre esta matéria, aguardemos serenamente – bem mais serenos que Laurentino Dias, pois corre o risco de ter que reintegrar o património do Estado com tal valor – as outras fases processuais. Miremos, sim, outros aspectos constantes dessa auditoria, reveladores da magnífica saúde do nosso desporto.

3. Aí se afirma, por exemplo, que em resultado de auditorias realizadas pelo IDP, referentes a contratos-programa celebrados com as federações desportivas (de 2004 a 2006), foram apurados valores a restituir no montante global de ?2.362.595,95. Quanto a 2007, ainda não se tinha realizado qualquer verificação da aplicação dos dinheiros públicos. Afirma o Tribunal de Contas que o acompanhamento e controlo dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo se revela deficiente e insuficiente, em desrespeito das obrigações legais e contratuais que, neste âmbito, impendem sobre o IDP.
Tudo isto acompanhado da violação, por parte do IDP, da cláusula contratual de cessação de apoios financeiros às federações desportivas que se encontrem em situação de incumprimento contratual. Ao invés, vão-se celebrando novos contratos.

4. Por outro lado, existem dívidas de “clientes” para com o IDP, desde a década de 90, sem que o IDP tenha desenvolvido os procedimentos conducentes à cobrança das mesmas. Para 2007, o Tribunal oferece mesmo uma tabela dos maiores devedores onde, curiosamente, surge a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, num honroso 3.º lugar (sempre é um lugar no podium).

5. Ora, e esta é uma questão essencial, perante esta dependência financeira das federações desportivas, bem “regada” de complacência pública, que federação desportiva poderia abalar a intervenção pública desmesurada patente no novo regime jurídico das federações desportivas? Como levantar a bandeira da autonomia do associativismo desportivo, correndo sério risco de total asfixia financeira e morte? O Estado convive bem com esta situação, jogando mão das federações desportivas para os objectivos, uns confessáveis outros nem tanto, que pretende alcançar. Todavia, num aparente paradoxo, o Governo, ao legislar sobre o regime jurídico das federações desportivas, reforçou a sua intervenção. Mas, com o grau, agora patenteado, de omissão de cumprimento de poderes de fiscalização sobre as federações desportivas, de que vale, na realidade, tal intervenção? Valerá, para jogar mão dos poderes de fiscalização se e quando o Estado entender e não, quando a lei o determina. Foi assim no passado, é assim no Acórdão e será assim no futuro.

6. Respira-se ar puro no desporto português.

José Manuel Meirim, em Público, 21.06.2009