Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Robot português joga xadrez e mostra emoções.

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Um robot «português» vai ensinar e jogar xadrez com humanos, adaptando-se ao  iCat, um robot amarelo com sobrancelhas, pálpebras e boca. Um robot «português» vai ensinar e jogar xadrez com humanos.nível de competição do adversário e mostrando emoções e expressões faciais durante a prova. A ideia é ser um verdadeiro «companheiro» de jogo interactivo.

 

O projecto está a ser desenvolvido no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento em Lisboa, do Instituto Superior Técnico.

(…)

 

«Vamos jogar xadrez» é um convite que o iCat tem feito aos investigadores portugueses envolvidos no projecto e em várias demonstrações com crianças, no âmbito da iniciativa «Living With Robots And Interactive Companions» (Viver com Robots e Companheiros Interactivos).

(…)

 

Por agora, o robot «apenas» antecipa as jogadas do oponente e desenvolve expectativas e sorri, por exemplo, quando a jogada lhe é favorável. Recados sobre jogadas ilegais e sobre os movimentos que quer fazer são outras das suas capacidades actuais.

 

Ler o artigo do Portugal Diário.

 

O curioso deste robot é que pacere um mealheiro.

“Futebolização” das modalidades com nova legislação no desporto

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«Houve um tempo em que as Federações tinham apenas como seus componentes as Associações, depois passaram a ter Ligas, depois Associações de Treinadores, de Jogadores, o mundo vai evoluindo.»

 

Laurentino Dias, Sec Est Juventude e Desporto

 

 

Diário de NotíciasO Diário de Notícias publica hoje no suplemento Sport, uma página ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas.

 

“Futebolização” e “politização” do sistema desportivo, a ignorância da realidade nacional e a impossibilidade de aplicação prática do novo regime jurídico. Estas são algumas das críticas que os dirigentes desportivos apontam ao diploma que entrou em vigor no dia 1 deste mês.

A maioria das federações desportivas iniciou já as alterações propostas pelo novo regime jurídico das federações mantendo, todavia, elevadas dúvidas quanto aos efeitos da sua aplicação prática e ao combate ao cooperativismo, nomeadamente no futebol, que o Governo pretendeu com este diploma.

 

Ler o artigo “Futebolização” das modalidades com nova legislação no desporto.

 

O DN ouviu vários dirigentes da Confederação do desporto e de várias Federações.

 

Paulo Frischnecht, Presidente da FP Natação.Destacam-se, em especial, as seguintes afirmações, bem elucidativas aliás. Segundo Paulo Frischnecht, Pres da FP Natação «este regime jurídico foi feito para o futebol. A lógica é: “o que é bom para o futebol é bom para as modalidades”. As outras modalidades terão de adequar a essa realidade». Mais claro não podia ser.

 

Por outro lado, Luís Ferreira, Pres da FP Triatlo, tem uma análise mais próxima da realidade doFederação Portuguesa de Triatlo nosso xadrez, ao dizer que «Quem passa a mandar nas Federações individuais são os atletas, treinadores e árbitros. Mas tudo dependerá da mobilização de cada um destes grupos em Assembleia Geral. Mas quem tem os melhores projectos nem sempre terá capacidade de mobilização». Alguém duvida.

 

Como não podia deixa de ser, apesar de tudo, é ainda, o Futebol é o principal queixoso deste regime que o vai afectar na sua autonomia, mas pelas razões diferentes do nosso xadrez, pelos menos, por enquanto. De acordo com Júlio Vieira, Pres da Ass Futebol de Lisboa, «A apreciação é extremamente negativa, num modelo que será de difícil implementação na realidade portuguesa. (…)».

 

Se é verdade, a acreditar em Carlos Cardoso, Pres. da Confederação do Desporto de Portugal, que este regime jurídico «decorre de uma série de problemas que existiram no futebol nos anos 80s» já percebi tudo, vamos continuar a ser dirigidos pelos “futebolizadores” agora instalados na cadeira governamental.

O governo reconduziu o presidente do IDP, Dr. Luís Sardinha

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Dr Luis Sardinha, Presidente do IDP.

 

 De acordo com o Despacho 3753/2009, de 23 de Janeiro do Primeiro Ministro,  

 «…. é renovada a comissão de serviço do presidente do IDP, Dr.Luis Sardinha…» (…) «O presente despacho produz efeitos a partir do dia 1 de Agosto de 2008…» 

Poderão reler a entrevista que o Dr. Luís Sardinha, concedeu em 2005, ao Diário de Notícias, Federações desportivas devem aumentar financiamento privado.

Thinking Mode: O “computador” mostra-nos como pensa e joga

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Um software chamado Thinking Machine mostra-nos o processo de raciocínio de uma máquinaSite desafia criatividade humana no xadrez durante uma partida de xadrez. Nesta 4ª geração do programa, os seus autores criaram uma peça com o objectivo de descrever detalhadamente a complexidade dos pensamentos que envolvem a estratégia deste jogo de tabuleiro.

 

Cada possível movimento, da máquina ou do homem, é projectado por curvas coloridas (esverdeadas para o utilizador e alaranjadas para a inteligência artificial) enquanto o computador pensa na jogada.

 

A tecnologia usada foi uma aplicação em Java 1.1, construída a partir da base de algoritmos simples e de várias partidas de xadrez. Segundo descrição dos próprios autores, não é um programa para jogadores evoluídos, mas, para quem tem interesse no desenvolvimento científico.

 

Conforme a partida contra a máquina evolui, a aplicação mostra-nos o modo como o jogo se desenrolará. Alguns jogadores mais experientes poderão desafiar o sistema inteligente de pensamento da máquina e vencê-la.

 

Esta ferramenta virtual já existe desde 2002, como protótipo, no entanto, só teve a sua versão para a Internet, com esta 4ª versão.

O Governo considera o Xadrez «uma modalidade desportiva individual»

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Gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto

 

Despacho n.º 3203/2009

 

Nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 3 do artigo 26.º e no artigo 64.º, ambos do Decreto -Lei n.º 248 -B/2008, de 31 de Dezembro, ouvido o Conselho Nacional do Desporto, determino:

 

São modalidades desportivas colectivas o andebol, o basebol e softbol, o basquetebol, o corfebol, o futebol, o hóquei em campo, a patinagem, o rugby e o voleibol;

São modalidades desportivas individuais, todas as restantes.

 

14 de Janeiro de 2009. — O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto,

Laurentino José Monteiro Castro Dias.

 

Publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 17,  26 de Janeiro de 2009

Ver Despacho n.º 3203/2009 (Lista das Modalidades Colectivas e Individuais)

Dirigentes desportivos no Brasil só podem ser reeleitos uma vez

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A Câmara de Deputados do Brasil analisa o Projeto de Lei 4397/08, do deputado Geraldo Magela (PT-DF), que impõe o limite de uma única reeleição para dirigente eleito de confederações, federações e clubes desportivos. A proposta, que modifica a Lei Pelé (Lei 9.615/98), estende esse limite a quem houver sucedido o dirigente no curso do mandato. A proposta também torna inelegíveis, na sucessão do dirigente, seu cônjuge e seus parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção.

 

Magela argumenta que a reeleição ilimitada desses dirigentes tem provocadoDeputado Geraldo Magela (PT-DF), autor do Projecto de Lei 4397/2008. distorções. Ele afirma que a expectativa de continuidade de administrações oportunistas incentiva a realização de pleitos com pouca transparência, práticas administrativas irresponsáveis, corrupção e dilapidação do patrimônio da associação. «Tudo em detrimento da profissionalização da prática desportiva, do fortalecimento dos clubes, do espetáculo desportivo, do incentivo a modalidades menos populares», assinala.

 

Ler o artigo completo no sítio da Câmara dos Deputados do Brasil

 

Ler o  Projecto nº 4397/2008,

Altera os arts. 23 e 55 da Lei nº 9.615, de 24 de Março de 1998, que “Institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências”.

 

Explicação da Ementa: Impõe limite de uma reeleição para o dirigente eleito das confederações, federações e clubes desportivos ou quem o houver sucedido no curso do mandato e determina a inelegibilidade de cônjuge e parentes cosangüíneos ou afins até o segundo grau ou por adoção. A altera a composição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva incluindo um membro indicado pelo conjunto das entidades regionais de administração e outro pelas seccionais da OAB, respeitando sistema de rodízio entre os Estados.

 

do deputado Geraldo Magela.

 

No Brasil como em Portugal para combater a irresponsabilidade, o oportunismo e a falta de transparência é preciso limitar o mandato dos dirigentes desportivos.

 

É uma medida importante e adequada às situações que se vivem nas associações desportivas, mas, não chega. É preciso ir mais longe e ser mais rigoroso com as inelegibilidades e incompatibilidades que “matariam” certos fenómenos logo à nascença.

“Tabuleiro e jogadores de Xadrez” políticos

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Em entrevista ao programa Discurso Directo da TSF e Diário de Notícias, o presidente da mesa do Congresso do PSD e da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento, Rui Machete, sublinhou não querer pensar que imprensa possa estar a ser utilizada como um tabuleiro de xadrez político entre o Presidente da República e o primeiro-ministro.

 

«Há um papel de pessoas que se auto-motivam para desempenhar ou são motivadas por outros dentro do mesmo sector, outra coisa é pensar que há dois jogadores de xadrez que mexem uma peça da imprensa. Acho que isso seria lamentável e muito perigoso», sublinhou.

Assembleia da República aprovou novo Regime Jurídico da luta contra a Dopagem no Desporto

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A Assembleia da República aprovou, ontem, na generalidade, o novo Regime Jurídico da Luta Contra a Dopagem no Desporto, que prevê um agravamento das sanções e penas de prisão para quem trafica e administra produtos ilícitos.

 

O novo diploma adequa a legislação nacional ao Código Mundial Antidopagem. O World Anti-Doping Agencytráfico passa a ser punido com pena de prisão entre seis meses e três anos, a administração, com ou sem consentimento, vale prisão de seis meses a dois anos. O uso de substâncias implica dois a oito anos de prisão na primeira infracção e quinze a vinte anos na segunda. As equipas em que mais de um atleta viole a lei numa prova podem ser desclassificadas.

 

O Conselho Nacional Anti-Dopagem [CNAD] passa a chamar-se Agência Antidopagem de Portugal.

 

Lido em Público. Ler também em Infordesporto que transcreve notícia de O Jogo.

Código mundial antidoping. Decreto 4-A/2007 – adopção da Convenção Internacional Contra a Dopagem no Desporto. Decreto 4-A/2007 – adopção da Convenção Internacional Contra a Dopagem no Desporto

 

Administrar e traficar drogas é um crime que vê agravadas penas e desclassificações. Vamos ver como vai ser no Xadrez!

 

E o resto senhores deputados?

Comentário ao novo Regime Jurídico Desportivo pelo Dr. Luís Cassiano Neves

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Foi finalmente publicado o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD). É um diploma que responde a muitos dos anseios da comunidade desportiva e nessa medida surge repleto de boas novidades, soluções propostas para problemas graves e ancestrais. Contudo, “no melhor pano cai a nódoa” e o novo RJFD parece perpetuar a dúvida relativa à infame questão da justiça desportiva.

 

De entre as novidades, como por exemplo, a distinção entre modalidades colectivas e individuais, as novas regras de representatividade dos agentes desportivos, a regra de concessão do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva pelo prazo de 4 anos (o ciclo Olímpico) ou a limitação de mandatos a três, destaco aquela que me parece ser a que mais impacto terá na regulação de cada modalidade: o reforço dos poderes executivos da direcção. No passado, a aprovação de regulamentos, ferramentas essenciais na implementação e prossecução do programa desportivo proposto pela direcção, dependia de votação em Assembleia Geral. Desta forma, assistiu-se durante anos a um interessante fenómeno: a ausência de aprovação de regulamentos que exigissem seriedade, cumprimento de obrigações e transparência competitiva. O anterior paradigma de regulação teve como resultado mais visível o empossamento de direcções de “favor”, reféns da vontade de clubes e associações que jamais votariam regras que contrariassem ou limitassem os seus próprios interesses. Talvez assim se explique o porquê de modelos competitivos bacocos, de pagamentos devidos a trabalhadores e funcionários e as demais características pitorescas do nosso panorama desportivo. Doravante, as direcções terão confiança para aprovar os regulamentos que considerem necessários para a remodelação da sua prática desportiva, atento o valor intrínseco da medida, sem prejuízo do controlo exercido por 20% da Assembleia Geral.

 

Quanto à “nódoa”, o RJFD escolheu adoptar, ainda que parcialmente, a formulação já proposta pela Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, consagrando a irrevogabilidade dos efeitos desportivos validamente produzidos ao abrigo da última decisão desportiva, sem prejuízo da sujeição às normas de direito administrativo. Muito embora se aceite que não caberia ao RJFD clarificar as fronteiras da justiça desportiva e dessa forma esclarecer o que é passível de recurso judicial, estranha-se que seja a própria lei a convocar a liberdade de associação para sustentar a tendencial exclusão das matérias desportivas do grupo de questões sindicáveis.

 

Lido em Lex Sportiva, de Luís Cassiano Neves, em O Jornal de Economia.

Acta da Assembleia Geral da FPX de 9.11’08

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Hoje, dia 22 de Janeiro, comemora-se o 82º aniversário da fundação da Federação Portuguesa de Xadrez.

 

Em tempos de vacas magras e crises gordas, não há motivos para grandes festividades, reconheço-o, mas não há motivos por razões internas, conhecidas de todos.

 

O escândalo, tornado público, do comportamento da Vice-Presidente da Direcção e Chefe de Delegação da FPX nas Olimpíadas de Xadrez, em Dresden, é por demais evidente que impunha outro tipo de festejos, mas, aparentemente, até ao momento, pelo menos, não existe interesse dos órgãos sociais competentes para apurar o que se passou e punir as infracções disciplinares, que, a confirmarem-se as que se descrevem nas citadas cartas, impunham, de imediato, a suspensão preventiva da Vice-Presidente da FPX, nos termos dos Estatutos e Regulamentos da FPX em vigor.

 

Aguardemos os próximos capítulos desta xeque-novela. A festa continua…!

 

Vamos à minha prenda, neste aniversário de barbas brancas e negros costumes dominantes. A Acta da Assembleia Geral da FPX de 9.11.2008 e o Parecer do Conselho Fiscal sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2009.

 

A Assembleia Geral da FPX testemunhou, pelo menos, duas ilegalidades.

 

Acta da AG da FPX de 9.11.2008.A saber: a primeira consiste na recusa da AX Coimbra participar na Assembleia, com o fundamento de «…não possuir pelo menos três clubes filiados na época em curso». A outra consiste em fazer constar da Acta da Assembleia Geral ordinária matérias não constantes da Ordem de Trabalhos, as quais, não poderiam, por isso, ser matéria a abordar para deliberação válida.

 

O lógico e correcto seria fazer constar da Assembleia Geral, o assunto Olimpíadas de Xadrez, como pediram, em tempo, o GM António Fernandes e 4 Associações Distritais, mas isso, os órgãos sociais federativos não estão dispostos a discutir, nem que seja à força, com ameaças e proibições de duvidoso bom-senso e manifesto tique totalitário, como aconteceu em Dresden.

Parecer do C. Fiscal sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2009O Parecer do Conselho Fiscal sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2009, contém, de forma discreta, reparos sobre a forma como a Direcção da FPX elabora documentos e divulga a informação. Embora não conste da Acta – por razões óbvias? – o Pres. do Conselho Fiscal da FPX, afirmou, em plena Assembleia, que é preciso mais transparência na informação da FPX.

A assim chamada Acta não é, em bom  rigor uma verdadeira “Acta” mas uma minuta da Acta, pelas razões que abordarei em breve. 

Também voltarei a abordar esta matéria, que se encontra mal desenvolvida na Acta.

Isto vai ser matéria de outro texto, com as colaborações e comentários dos leitores, se assim o entenderem.

PS

Declaração de interesses:

 

1) Fui convidado a representar o GD Diana (Évora), na AG de 9.11, com um mandato claro: «aprovar o Plano de Actividades e o Orçamento para 2009».

 

2) Na minha qualidade de representante do GD Diana, não estava presente, no início da AG, às 15.00h, como por lapso, é referido na Acta. Foi, aliás, esta a razão que me impediu de contestar a exclusão de participação da AX Coimbra na Assembleia. É matéria para ser debatida pelo Conselho Fiscal ou Disciplinar e Jurisdicional.

Gala do Desporto de Cascais sem xadrez?

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Gala do Desporto de Cascais'08A Câmara Municipal de Cascais promove Domingo, 25/1, a Gala do Desporto, iniciativa que visa homenagear os atletas do concelho que mais se evidenciaram na última época desportiva.

 

Segundo o sítio Desporto na Linha, «vão ser atribuídos prémios aos desportistas que tenham obtido resultados de excelência na época 2007/2008 a nível federado e no desporto escolar». 

 

Haverá alguém que se destacou no xadrez no concelho de Cascais?

GM Luis Galego [Abs] e MIF Ana Baptista [Fem] lideram listas Elo FIDE de Portugal

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António P. Santos publicou na sua crónica diária de hoje no Diário de Notícias o seguinte texto,

 

GM Luis GalegoOs resultados da Olimpíada de Xadrez de Dresden tiveram como efeito a recuperação do 1º lugar do ranking português pelo GM Luís Galego por troca com o MI Diogo Fernando. O resto mantém-se sem grandes alterações. Continuamos com 8 xadrezistas acima dos 2400 [pts Elo FIDE] e mais 6 acima dos 2300, numa população de cerca de 500 xadrezistas classificados.

 

MIF Ana BaptistaEm femininos, a MIF [Mestre Internacional Feminina] Ana Baptista, continua à frente da MIF Catarina Leite. Só 4 jogadoras têm mais do que 2000 pontos. Uma crise que pede uma política empreendedora para o xadrez feminino em Portugal.

 

Em suma: um retrato estampado do nosso país, está ali transcrito em 17 linhas pelo mestre António P. Santos, com a sua habitual síntese. Uma crónica a não perder, que o Diário de Notícias  nos trás diariamente. 

Animação com Xadrez no Centro Comercial da Rua das Montras [Caldas da Rainha]

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Informa o Jornal das Caldas que

 

De acordo com o Centro Comercial da Rua das Montras, no centro das Caldas da Rainha, vai desenvolver um conjunto de iniciativas de animação até finais de Fevereiro, entre as quais se inclui o xadrez, setas, pintura, ginástica e música.

 

No dia 24 de Janeiro, 11h, haverá uma sessão livre de xadrez e às 16h iniciação ao xadrez. Os participantes podem levar o seu próprio material e no dia 7 de Fevereiro, 11h, será realizada uma sessão livre de xadrez e às 16h uma simultânea aberta de xadrez.

 

Ler também no Jornal das Caldas sobre os Campeonatos Distritais Individuais de Damas e Xadrez da Fundação INATEL.

Conselho de Associações de Canoagem altera estatutos

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Federação Portuguesa de CanoagemO Conselho de Associações da Federação Portuguesa de Canoagem, presidido pelo Presidente da FPC, Dr. Mário Santos, reuniu no passado dia 10 de Janeiro, com o objectivo de análise da proposta de alteração de estatutos elaborada pela direcção da FPC.

 

Esta proposta de alteração de estatutos vai de encontro ao novo Regime Jurídico das Federações Desportivas e procura enquadrar as normas desta federação à nova realidade do Associativismo Desportivo.

 

Os associados com a licença Federativa em vigor, receberão uma convocatória para uma assembleia-geral, que vai decorrer no próximo dia 31 de Janeiro, com o objectivo de aprovação deste novo documento.

 

Em O Jogo.

 

A Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), mal acabou de ver publicado o novo regime jurídico das federações desportivas, foi logo a correr adaptar os seus estatutos, não vão os dinheiros do subsídio não chegar para todos neste ano eleitoral.

 

Desconheço se ouve discussão entre aqueles que serão os membros que terão assento na Assembleia Geral da FPC, mas a Direcção já procedeu às alterações necessárias.

 

Já estou a ver as restantes 64 Associações que têm o Estatuto de UPD [Utilidade Pública Desportiva] a porem-se em bicos de pés para fazerem a vontade ao Sr. Dr. Laurentino Dias, não obstante as inconstitucionalidades já detectadas no diploma legal aprovado pelo Governo, como sublinhou o Dr. José Manuel Meirim.

O derradeiro erro? – crónica de José Manuel Meirim no Público [18.01'08]

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O jurista José Manuel Meirim escreveu mais uma excelente crónica no Público. Subordinado ao Regime Jurídico das Federações Desportivas [Dec-Lei  248.B/2008, de 31/12], a crónica de ontem deixa a nú as fragilidades de uma legislação pensada à pressa e executada lentamente com inconstitucionalidades à mistura. Um mimo!

 

1. Uma prevenção ao leitor. Temos consciência de que todos os governos não cumprem prazos quando anunciam novos diplomas. O que nos agasta é que os governantes vão dizendo, cinco, dez vezes ou mais, que é urgente, sai para a semana, vai entrar em vigor nesta época desportiva, etc. E levam nisto uma legislatura inteira.



2. Outra prevenção. O Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro, que estabelece o regime jurídico das federações desportivas e as condições de atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva (RJFD), padece, na nossa opinião, de ilegalidades e inconstitucionalidades. Não cuidaremos delas neste espaço.

 

Vamos, pois, situarmo-nos fora desse objecto de análise, procurando apenas – mas é um grande apenas – sublinhar aquilo que nos parece ser mais uma cereja no topo do bolo no que respeita à deriva, à incompetência e irresponsabilidade do Governo em matéria de legislação do desporto. E, como sempre afirma Laurentino Dias, para uma maioria absoluta, (ir)responsabilidade absoluta.



3. O RJFD entrou em vigor no dia 1 de Janeiro. Um dos seus efeitos, dadas as profundas alterações que carrega neste domínio, é a adaptação dos estatutos das federações desportivas. E, no futuro, a federação desportiva que não tiver os estatutos em conformidade com o RJFD, verá suspenso o estatuto de utilidade pública desportiva. Do RJFD decorre, também, a realização de eleições. Até aqui, tudo bem.



4. Para estas operações o RJFD fixa prazos: as [65] federações já existentes devem adaptar os seus estatutos ao disposto no decreto-lei no prazo de seis meses a contar da publicação do despacho referido no n.º 3 do artigo 26.º, para que produzam os seus efeitos até ao início da época desportiva imediatamente seguinte (artigo 64.º). O despacho fixa a lista das modalidades desportivas colectivas e das individuais.



5. Como se sabe, as modalidades desportivas têm diferentes inícios de época. Por exemplo, no voleibol começa a 1 de Agosto, no triatlo e na vela será dia 1 de Janeiro, no hóquei e algumas outras a data eleita é 1 de Setembro. A solução encontrada não foi, pois, a de procurar que os ajustamentos estatutários – na realidade, bem mais do que isso – tivessem um prazo certo para produzirem efeitos para todas as federações. Por outro lado, abriu-se uma porta a que uma federação desportiva possa “conviver” simultaneamente com dois estatutos: o actual, a partir de certa altura em desconformidade com a lei vigente, e um virtual, conforme com as novas normas, mas só produzindo efeitos num tempo futuro. Teria sido mais adequado estudar bem os diversos limites temporais de época desportiva e marcar um prazo único a partir do qual as federações teriam que viver só de acordo com o novo registo.



6. Vamos às eleições. Segundo o artigo 65.º, as federações devem realizar eleições para os órgãos federativos até ao final da época desportiva referida no artigo anterior (a “imediatamente seguinte” à reforma estatutária). Daqui deriva, novamente, a hipótese de multiplicidades de calendários e ainda que, numa federação, o acto eleitoral possa só ter lugar entre 1 de Julho de 2010 a 30 de Junho de 2011. Tudo resultado de um diploma publicado a 31 de Dezembro de 2008.



7. Ora aqui está, caro leitor, como se aplicam imediatamente as leis urgentes e estruturantes.

 

E mais não disse, por enquanto, José Manuel Meirim, mas promete para breve. A ler atentamente.

 

Era minha intenção analisar o preâmbulo deste regime jurídico que, também a meu ver, contém inconstitucionalidades, desde logo, pela sua governamentalização do movimento associativo. Talvez ainda vá a tempo de escrever.

O GM António Fernandes transfere-se para o GD Diana, abandonando a AX Gaia

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GM António FernandesRecebi de fonte fidedigna a informação de que o GM António Fernandes aceitou o convite e transferiu-se para o GD Diana, de Évora, abandonando a AX Gaia.

 

Para quem acompanhou a odisseia da sua exclusão da Selecção Olímpica Absoluta às Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008, não espanta.

 

De facto, o acompanhamento do seu clube e mesmo a relativa distanciação da sua Associação Distrital, a AX Porto, a isso conduziria. Diversas pessoas amigas do xadrez e fora dele, me perguntaram, quando viram o artigo do Expresso, o que tinha feito a AXP pelo seu atleta. Todos viram o alheamento e a falta de interesse, não obstante lhe assistir a razão.

 

Esta questão foi levantada por mim na Entrevista que lhe efectuei há cerca de 2 meses. Todos estarão lembrados da sua curta e seca resposta.

 

Qual o apoio que recebeste do teu clube [AX Gaia] e da tua Associação [AX Porto]?

 

Gostaria de não comentar no preciso momento tais atitudes, talvez num futuro próximo.

 

É claro que mais directo não poderia ter sido na altura. O desagrado estava à vista.

 

Pelos vistos sai de Gaia, sem grandes saudades. A ingratidão tem coisas destas.

IDP vai subsidiar em duodécimos até à assinatura do Contrato-Programa com a FPX

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Segundo informou ontem a RTP, também disponível no sítio da Sec. Est. Juv. Desporto, através de um despacho da Lusa,

 

[Em] despacho [do Sec. Est. Juventude e Desporto] hoje publicado, o Governo determina que as federações continuem a receber em 2009 quantias mensais correspondentes aos duodécimos dos valores estipulados nos contratos-programa de 2008, até que sejam assinados os contratos para o ano em curso.

 

Os novos contratos-programa deverão englobar as verbas entretanto pagas.

Xadrez no Campeonato Estadual de São Paulo

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A Fundação CASA (Centro de Atendimento Sócio-Educativo ao Adolescente) levou oportunidades de inclusão social por meio de práticas desportivas e lazer a mais de 5.000 adolescentes que cumprem medida sócio-educativa de internação nas unidades de todo o Estado de São Paulo. Ao todo, em 2008, foram sete campeonatos estaduais promovidos fora das unidades, além de vários torneios internos que resultaram em 10 mil actividades na área de Educação Física.

(…)

 

O meeting, a gincana e o campeonato de xadrez (não realizado em 2008) são as novidades do calendário.

 

«Esta é a 4ª edição do calendário, que tem o objectivo de orientar as unidades e os professores sobre o planeamento desportivo para 2009», diz Carlos Alberto Robles, gerente de desporto.

 

(…) Segundo Robles [gerente de desporto], o ano de 2008 foi produtivo para a área de Educação Física da Fundação CASA. «Conseguimos envolver mais de 10 mil jovens em actividades desportivas», destaca Robles. «Esta adesão é o resultado do comprometimento dos profissionais da área de Educação Física durante as aulas. O desporto prova mais uma vez a sua força. Com este aliado todos nós ganhamos».

 

Ler mais em Jornal da Cidade de Aruja.

 

Único comentário: um exemplo a seguir no nosso país.

O Xadrez já tem Praticantes de Alta Competição. Mas quem são?

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O IDP disponibiliza um Registo dos Praticantes em Regime de Alto Rendimento na sua página. Esta Lista, segundo o IDP, foi efectuada de acordo com os Artºs. 3º e 5º-A, ambos do Decreto-Lei n.º 125/95, de 31 de Maio.

 

Entre os 435 atletas federados das mais diversas modalidades, encontra-se:

 

 

NOME DO ATLETA

MODALIDADE

ESTATUTO

VALIDADE

 

 

 

 

 

141

RUBEN  PEREIRA

Xadrez

Percurso

16-04-2009

 

Ainda na página do IDP podem encontrar-se as Medidas de Apoio ao Alto Rendimento. Não sei se a legislação indicada se encontra actualizada.

 

Cabe referir que a Ana Baptista não se encontra ainda referenciada pelo IDP, desconhecendo-se se não foi reconhecida superiormente ou apenas a sua divulgação pública se encontra atrasada. Haverá mais e não sabemos quem são? 

 

Refira-se, por outro lado, que já há 20 ano, atrás o GM António Antunes lutava pelo reconhecimento estatal do Estatuto de Alta Competição.

O IDP publicou, publicou O Apoio Material à Pratica Desportiva de Alta Competição, da Lei à Realidade de Maria José Carvalho.

 

Esta dissertação tem por objecto de estudo a prática desportiva de alta O Apoio Material à Pratica Desportiva de Alta Competição - da Lei à Realidadecompetição, sob a perspectiva do seu apoio material. (…) O objectivo da investigação é aferir a proximidade ou distanciamento entre o que está vertido na Lei e o que é usufruído, na realidade, pêlos atletas com estatuto de alta competição.

 

Os resultados obtidos levam-nos a considerar que, para a amostra em causa, existe um afastamento assinalável entre o estipulado na norma e o usufruído, quanto às medidas consignadas nos artigos 30° e 32° [Artº 30° (Bolsas de alta competição) e 32° (Centros especiais de apoio)] Em relação às outras medidas, apontamos problemas existentes e finalizamos com sugestões tendo em vista o melhoramento da alta competição e o seu apoio material.

 

Fundesporte [Brasil] realiza reuniões com federações mas esquece-se do Xadrez

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Campeonato Estadual 2008 de Menores, da Juventude e de Categorias de Xadrez.

Com intuito de conhecer a realidade e as necessidades das federações desportivas do Mato Grosso do Sul, a FUNDESPORTE-MS, através de seu presidente Júlio César Komiyama, realizará nos dias 27, 28 e 29 de Janeiro reunião com as entidades de direcção estadual. É nossa vontade poder incluir no calendário desportivo do Estado, algumas acções desenvolvidas pelas federações, além de apoiar os seus calendário.

(…)

 

Com estas reuniões Júlio Komiyama espera traçar o perfil do desporto de Mato Grosso do Sul, a sua realidade, necessidades e efectuar um planeamento para em um curto espaço de tempo impulsionar o desporto estadual.

 

Ler mais em UltimaHoraNews.

 

Porque será que o xadrez está ausente das cerca de 50 federações a consultar? Não existe Xadrez no Mato Grosso do Sul?

Ala de Rei atingiu 15,000 visitas em 4 meses

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Ala de Rei, não sendo um blogue de divulgação de torneios e análise de partidas, mas, de opinião e [© www.littlethorpechess.co.uk - Littlethorpe Chess Club is the fastest growing chess club in Leicestershire]. informação relevantes sobre a modalidade, encontra-se de parabéns.

 

Não pretende competir com os blogues de xadrez existentes de relevância nacional, antes, reconhece neles uma sadia convivência, cada um com a sua forma de abordar a modalidade, de forma rigorosa, séria e independente, sem subserviências ao poder instituído.

 

Não pretende, como creio nenhum outro pretende, creio eu, ser um governo sombra da Federação ou qualquer Associação distrital, mas, de acordo com as regras da democracia instituída, ser uma voz autónoma, com pensamento crítico e livre, sobretudo, com uma forma de estar que não troca, liberdade por subsídios ou cargos públicos.

 

Desde os órgãos federativos e associativos e os seus titulres cumpram as disposições legais, estatutárias e regulamentares da modalidade, ninguém verá o Ala de Rei intrometer-se na administração dessas instituições.

 

Por isso atingir as 15,000 visitas em cerca de 4 meses, significa, antes, do mais, o reconhecimento da sua utilidade. Digam o que disserem os yes man do nosso xadrez ou as costumeiras vozes do vilipêndio, das injúrias e da obscenidade à espreita da primeira oportunidade para descredibilizar um espaço aberto a todos – à sua leitura e ao seu comentário.

Blogue pessoal do MI António Fróis. Um exemplo a seguir!

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MI António Fróis

Recebi do MI António Fróis um convite para visitar o seu blogue pessoal.

Antes do mais as minhas felicitações pelo facto de António Fróis criar um espaço pessoal na net, coisa que ainda não motiva a maior parte dos nossos xadrezistas e mestres.

O espaço, leve e agradável, aborda a sua actividade e as suas preocupações enquanto treinador de xadrez. Não sendo exclusivamente análises de partidas, aborda questões actuais e importantes para a modalidade, como por exemplo, Inteligência Emocional e Estratégia no Xadrez.

Um exemplo (iniciado pelo MI Sérgio Rocha) a seguir por outros Mestres. Não deixem de visitar.

 

Afinal “o Xadrez é um Desporto ou Recreação”?

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Interessante o comentário de kamikazeking no artigo Metamorfoses do desporto e os novos delegados de propaganda médica, onde José Manuel Constantino aborda, em Colectividade desportiva, segundo as suas palavras que

Explicar o que é o desporto é um dos objectivos a que projecto do Museu Nacional do Desporto, anunciado pelo governo, pretende responder.

 

O programa museológico que levanta a pergunta não se fica por ela. Introduz à partida um certo entendimento da resposta. Mistura o desporto, com questões que são do âmbito da saúde e outras da actividade física. O que, valha a verdade que se reconheça, vem na linha da alteração de paradigma que se iniciou com a chamada lei de bases e que acolheu o entendimento prevalecente em certa comunidade académica.

(…)

 

A situação é hoje radicalmente diferente. Assistimos ao revisionismo do conceito –o desporto passou a incluir práticas que não eram consideradas como tal com significados e objectivos bem distintos do “rendimento” e do “resultado” e com esta vaga uma tentativa relativamente recente de reciclar o desporto através da “higienização” do corpo.

 

Não será uma discussão espúria, ainda que levantada em tom académico. É uma pena que estas questões não sejam, de facto, mais amplamente discutidas.

 

A questão que ele levanta é, se o Xadrez será um desporto, de acordo com a explanação de JM Constantino. Será o xadrez um desporto porque a lei o diz? Ou mantém essa qualidade se praticado ao abrigo de uma Federação sem aquele reconhecimento legal?, como questiona Kamikazekng?

 

Questão sem dúvida interessante, mas que nos levaria as outras questões bem mais profundas que o simples definição de desporto. Há cerca de 25 anos em Portugal, a FPX e a comunidade xadrezista tremeu de medo só de “ouvir dizer” que o Governo iria rever os apoios e subsídios [1] ao xadrez, porque este deixaria de ser considerado como um desporto mas simples recreação . Duvidam?

 

Pelos vistos quem determina a sua qualificação é o Governo. Ou o seu braço financeiro o então IND e agora IDP? A ver vamos até quando se mantém a dúvida, até porque já li um estudo [2] sobre os hábitos desportivos dos portugueses onde o xadrez era considerado uma modalidade de salão.

 



[1] Cfr., p.ex., a publicação Xadrez Actualidades, de 1982, que lhe deu o devido destaque.

 

[2] De facto no Inquérito aos Hábitos Desportivos da População Portuguesa, de Salomé Marivoet, 1998, Instituto Nacional Formação e Estudos do Desporto/Ministério da Juventude e Desporto, Lisboa [IHDPP’98], pode encontrar-se no Anexo IV (Tabelas das modalidades Desportivas), os “Jogos de Salão” (sic) que englobam o Bridge, Damas, Setas e Xadrez, enquanto o Bilhar, o Bowling e a Yoga, por exemplo, são consideradas modalidades desportivas autónomas. Significativo!

 

 

 

Xadrez inspira campanha publicitária de Construtora brasileira

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Um novo conceito vai marcar a entrada da Paulo Octávio em 2009. Antenada na grande incógnita do sistema econômico e financeiro mundial, a Gabinete C buscou nas peças do jogo de xadrez a inspiração para a nova campanha da construtora.

Com o título Suas Escolhas Determinam sua Vitória, o anúncio estabelece uma comparação entre a importância de saber escolher. Se, num jogo de xadrez, saber planejar determina o resultado certeiro, da mesma forma, saber escolher a construtora vai determinar o sucesso do negócio imobiliário. As belas imagens que ilustram a campanha são do banco de imagem Rubberball/ Latinstock.

Lido em Brasília em Dia.

O Xadrez chegou à Construção Civil como inspiração para publicidade. Algum há-de chegar a “apoiar” o xadrez, como acontece com os negócios entre a construção e o futebol. È uma questão de tempo, Mas será mesmo?

Pedido público de instauração de Processo Disciplinar à Vice-Presidente da Direcção da Federação Portuguesa de Xadrez e Chefe de Delegação às Olimpíadas de Xadrez em Dresden 2008

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FPXA comunidade xadrezista sabia que a deslocação a Dresden para disputar as Olimpíadas de Xadrez estava contaminada por um mal-estar e por um ambiente de “cortar à faca”.

 

A Carta Aberta que enderecei a Maria Armanda Plácido, na sequência de outros escritos aqui no blogue, prenunciavam o que se passou na Alemanha. No entanto, ainda havia umas quantas pessoas que ingenuamente acreditavam na inocência da Vice-Presidente da Direcção da FPX, querendo fazer-me[nos] crer que andava uma cabala à solta contra a senhora e o seu bom nome, honra e consideração. Más-línguas. De tudo se ouviu.

 

Os documentos agora divulgados pela Casa do Xadrez, mostram que a realidade ultrapassou qualquer previsão mais antipática ou mais negra que se pudesse ter do comportamento (previsível) da Vice-Presidente da Direcção da FPX e capitã da selecção olímpica feminina e Delegada ao Congresso da FIDE e Chefe de Delegação da FPX.

 

O bom nome e prestígio de PORTUGAL pode ter estado em causa. Mas a dignidade de duas atletas [Ariana Pintor e Ana Baptista] foram violentadas ao ser abandonadas e insultadas pela capitã da sua selecção nacional.

 

A carta que Rosa Maria Durão enviou ao Presidente, aos Directores, ao Presidente do Conselho Fiscal e da Assembleia Geral da FPX com cópia para as Associações Distritais, APMX e Vice-Presidente da Direcção da FPX com cópias para as Associações Distritais, é por si só suficiente para que os órgãos federativos responsáveis actuem de imediato mandando instaurar um Processo Disciplinar (ou mesmo um Processo de Averiguações) para que se apure os factos, identifique os infractores, se os houver, e se puna nos termos das disposições legais, estatutárias e regulamentares aplicáveis.

 

O que se descreve não se pode deixar passar em branco, em nome de tudo aquilo que o xadrez significa de bom, de sério, de verdadeiro.

 

 

Ora, nos termos do Regulamento de Disciplina da FPX em vigor,

 

Artº 14º (Infracções Muito Graves)

 

São consideradas infracções Muito Graves:

(…)

 

d) Qualquer declaração, comportamento, atitude ou gesto público ofensivo, agressivo ou antidesportivo, que revista especial gravidade;

(…)

 

f) Os actos notórios e públicos que atentem contra a dignidade ou a ética desportiva, quando revistam especial gravidade;

 

e

 

Artº 16º (Circunstâncias Agravantes)

 

São consideradas circunatâncias agravantes:

(…)

 

2. A acumulação de infracções, numa mesma participação.

3. Ser o infractor titular de Órgãos Nacionais, Reginais ou Técnicos da FPX.

 

4. A prática da infracção em país estrangeiro.A Rainha de Copas proibe...

 

 

A Federação Portuguesa de Xadrez, designadamente, o Presidente do Conselho Disciplinar da FPX, por via do novo Regime Jurídico das Federações Desportivas, tem o dever e a obrigação legal de mandar instaurar, com efeitos imediatos, um Processo Disciplinar, a Maria Armanda Plácida, Vice-Presidente da Direcção da FPX, em virtude dos actos e comportamentos descritos em Cartas de Rosa Maria Durão e das jogadoras Ana Baptista, Ariana Pintor e Margarida Coimbra da Selecção Olímpica Feminina à Olimpíada de Xadrez 2008, tornados públicos online em Casa do Xadrez.

 

Permito-me chamar a atenção para o facto do Artº 24º (do Regulamento de Disciplina da FPX) dispor que

O direito de instaurar procedimento disciplinar prescreve igualmente se, conhecida a infracção, não for instaurado o competente procedimento disciplinar no prazo de 3 meses pela entidade disciplinarmente competente.