Hoje, dia 22 de Janeiro, comemora-se o 82º aniversário da fundação da Federação Portuguesa de Xadrez.
Em tempos de vacas magras e crises gordas, não há motivos para grandes festividades, reconheço-o, mas não há motivos por razões internas, conhecidas de todos.
O escândalo, tornado público, do comportamento da Vice-Presidente da Direcção e Chefe de Delegação da FPX nas Olimpíadas de Xadrez, em Dresden, é por demais evidente que impunha outro tipo de festejos, mas, aparentemente, até ao momento, pelo menos, não existe interesse dos órgãos sociais competentes para apurar o que se passou e punir as infracções disciplinares, que, a confirmarem-se as que se descrevem nas citadas cartas, impunham, de imediato, a suspensão preventiva da Vice-Presidente da FPX, nos termos dos Estatutos e Regulamentos da FPX em vigor.
Aguardemos os próximos capítulos desta xeque-novela. A festa continua…!
Vamos à minha prenda, neste aniversário de barbas brancas e negros costumes dominantes. A Acta da Assembleia Geral da FPX de 9.11.2008 e o Parecer do Conselho Fiscal sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2009.
A Assembleia Geral da FPX testemunhou, pelo menos, duas ilegalidades.
A saber: a primeira consiste na recusa da AX Coimbra participar na Assembleia, com o fundamento de «…não possuir pelo menos três clubes filiados na época em curso». A outra consiste em fazer constar da Acta da Assembleia Geral ordinária matérias não constantes da Ordem de Trabalhos, as quais, não poderiam, por isso, ser matéria a abordar para deliberação válida.
O lógico e correcto seria fazer constar da Assembleia Geral, o assunto Olimpíadas de Xadrez, como pediram, em tempo, o GM António Fernandes e 4 Associações Distritais, mas isso, os órgãos sociais federativos não estão dispostos a discutir, nem que seja à força, com ameaças e proibições de duvidoso bom-senso e manifesto tique totalitário, como aconteceu em Dresden.
O Parecer do Conselho Fiscal sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2009, contém, de forma discreta, reparos sobre a forma como a Direcção da FPX elabora documentos e divulga a informação. Embora não conste da Acta – por razões óbvias? – o Pres. do Conselho Fiscal da FPX, afirmou, em plena Assembleia, que é preciso mais transparência na informação da FPX.
A assim chamada Acta não é, em bom rigor uma verdadeira “Acta” mas uma minuta da Acta, pelas razões que abordarei em breve.
Também voltarei a abordar esta matéria, que se encontra mal desenvolvida na Acta.