Archive for Dezembro, 2008

Feliz Ano de 2009!

Quarta-feira, Dezembro 31st, 2008

Feliz Ano de 2009 [© www.photoshoptalent.com]

Comité Olímpico: mais do mesmo. Vicente Moura recandidata-se e ganha

Segunda-feira, Dezembro 29th, 2008

Vicente Moura tem o apoio assumido de pelo menos 13 das 29 federações olímpicas para Vicente de Mourase recandidatar à presidência do Comité Olímpico de Portugal, mas a maioria ainda mantém segredo de voto, apesar de várias fidelidades prometidas e do próprio Vicente Moura já ter deixado escapar algumas declarações que apontam para a adesão ao seu projecto de 22 federações olímpicas e outros membros com direito a voto.

Num estudo elaborado pela Agência Lusa as 29 federações olímpicas, mais as 34 não olímpicas e os 15 membros extraordinários com direito a voto foram contactados e, de facto, tudo aponta para a recondução de Vicente Moura, uma vez que na constituição da Assembleia Plenária do Comité Olímpico de Portugal, as federações desportivas, cujas modalidades figurem no programa dos Jogos Olímpicos, devem deter a maioria dos votos, a qual não pode ser inferior a dois terços do total a apurar em cada olimpíada.

Assim sendo, as federações olímpicas “fiéis” a Vicente Moura garantirão 63 votos, aos quais se juntarão oito das não olímpicas que disseram estar em sintonia com o actual líder. Quanto aos membros extraordinários, só o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto já expressou o seu apoio ao actual presidente do COP.

Lido em O Jogo.

Mais do mesmo. Vai continuar a política desportiva de esvaziar os bolsos sem encher os olhos.

Internet leva clubes de xadrez na capital paulista [Brasil] à falência

Segunda-feira, Dezembro 29th, 2008

Foi com incrudelidade que tomei conhecimento, em plena quadra natalícia desta notícia da jornalista Carolina Araújo (Folhapress).

 

Na noite do dia 13 de Dezembro, sábado, o jogador de xadrez Panayote Meidanis lia um jornal no Clube de Xadrez de São Paulo. Sozinho no salão com mais de 50 mesas quadriculadas, aguardava a chegada de um potencial adversário para jogar uma partida.

 

PORTEIRO RELEMBRA ANOS BONS

O xadrez já foi popular em São Paulo. Testemunha ocular disso, Virgílio Agostinho Oliveira, de 78 anos, porteiro do Clube de Xadrez de São Paulo desde 1953, lamenta a falta de interesse atual. «Há alguns anos, aqui era animado até de madrugada. Hoje, me dá tristeza ver o salão tão vazio».

Após 55 anos de trabalho no local e já aposentado, “seu Virgílio”, como é conhecido, segue trabalhando no clube todos os dias, mesmo que, devido aos problemas financeiros, seus salários estejam atrasados há vários meses.

LEIA MAIS SOBRE ‘SEU VIRGÍLIO’

 

O ambiente vazio no terceiro andar do prédio na rua Araújo, na região da República, traz poucas evidências de que aquele tenha sido o palco dos principais torneios de xadrez do Brasil nos últimos anos.


Ou de que, na década de 60, 800 sócios freqüentassem o espaço, contra os pouco mais de 40 que, atualmente, ainda pagam a mensalidade de R$ 40.


Nem a tradição salva da decadência o Clube de Xadrez de São Paulo (CXSP), o mais Clube de Xadrez de São Pauloimportante do país e, fundado há 106 anos, o mais antigo do continente americano.


A dívida atual ultrapassa R$ 20 mil, diz o presidente da entidade, Celso Freitas. A receita com mensalidades está longe do valor das despesas fixas, de cerca de R$ 4.000 por mês.


Para reduzir custos, o clube restringiu dias e horários de funcionamento e tirou seu site do ar. Na semana passada, ficou dias sem água por falta de pagamento. «O xadrez é vítima da internet», afirma Freitas, que crê que a popularização dos jogos on-line tornou os enxadristas pouco interessados em encarar rivais de carne e osso.

 

Ler mais.

 

É uma tristeza ler notícias destas, em especial, num clube centenário e o mais antigo da América Latina. O xadrez não merecia isto. Sinal dos tempos? Já em tempos li a descrição de uma situação complicada no Boylston Chess Club  e a “ginástica” que este clube americano fazia para ser viável. Por cá é o que se sabe. 2008 não termina da melhor maneira. 

«Do prazo de validade no sistema desportivo português», do Prof. Olímpio Bento

Terça-feira, Dezembro 23rd, 2008

O Prof. Jorge Olímpio Bento, catedrático e actual presidente do Cons. Directivo da Fac. Ciências do Desporto e Ed. Física, da Univ. Porto apresentou uma comunicação na Conferência Sistema Desportivo Português: que modelo.

 

Prof. Dr. Jorge Olímpio tem um amplo conjunto de investigações na "fundamentação pedagógica, filosófica e cultural" do desporto [foto © jpn.icicom.up.pt]Pela extrema importância para o desporto nacional e para o xadrez em português, permito-me divulgar a sua comunicação, que leva o muito sugestivo título Do Prazo de Validade no Sistema Desportivo Português, apresentada em Gaia, no ano de 2001.

 

Foi apresentada há sete anos, mas, parece ter sido escrita ontem. Paradoxos do tempo ou estagnação da modalidade?

 

Não resisto a transcrever uns trechos da comunicação, desde logo, a dar o mote:

 

O prazo de validade de alguns protagonistas e factores que configuram o actual estado do desporto português está ultrapassado:

 

Ora só por cegueira, resultante da doença mais grave que é a do corporativismo, se pode negar que o movimento desportivo português não sobressai, no seu todo, por um nível elevado de formação dos seus dirigentes, dos seus quadros e dos praticantes.

 

Urge entender que o fenómeno desportivo não depende tanto do volume dos orçamentos. E que na contratação dos atletas não pesa apenas a sua valia desportiva, mas são determinantes o seu comportamento cívico e espírito de ambição e conquista, a sua predisposição para uma conduta exemplar.

 

Poder-se-á falar da caducidade de determinados modelos ou figurinos de administração e organização. Poderá também dizer-se que há gente com demasiado tempo de permanência nos seus cargos e com manifesta falta de competência e abertura para se adaptar às mudanças ocorridas ou em curso no desporto. Poderá supor-se que os jogos, disputas e apetências de poder não se circunscrevem à política e têm igualmente no desporto um campo de culto privilegiado.

 

Atrevo-me a firmar que precisamos de uma renovação de mentalidades.

 

Porque hão-de alguns dirigentes eternizar-se nos cargos? Porque não há-de o movimento desportivo estabelecer limites para os mandatos?

 

(…) porque é que alguns dirigentes têm a língua destemperada e afiada para os outros, mas reivindicam para si a infalibilidade papal, colocando-se acima de tudo e de todos no pedestal da sobranceria e arrogância, como se tivessem um estatuto de excepção que proíbe que sejam objecto de críticas e reparos? Porque lhes falta humildade e sobram gestos de esperteza e lidam a seu bel-prazer com os atletas, com a opinião pública e com os associados, como se a coisa desportiva fosse privada e escondida e não tivessem que prestar contas de nada a ninguém?

 

Meus caros, foi apenas um aperitivo para avaliarem a excelência deste texto que vos apresento. As suas dezoito páginas lêem-se de um fôlego.

 

Um documento de reflexão que dispensa mais palavras. De discussão obrigatória!

Livro analisa corrupção e a sua aceitação em Portugal .

Terça-feira, Dezembro 23rd, 2008

Corrupção e os Portugueses - Atitudes, Práticas e Valores [© Editora RCP Edições]Corrupção e os portugueses: Atitudes, práticas e valores é o título de um livro lançado há dias, no qual se conclui que os portugueses são, na generalidade, contra a corrupção, mas, no dia-a-dia acabam por pactuar com “cunhas” e situações de conflito de interesses.

«No nível simbólico, abstracto, toda a gente condena a corrupção, tal como no resto da Europa, mas no nível estratégico, no quotidiano, as pessoas acabam por pactuar com a corrupção, até nos casos mais graves, de suborno», disse Luís de Sousa, co-autor com João Triães.

Ler mais sobre o livro: Apresentação do livro, com descrição de capítulos e a Introdução (apresentados pela Editora) e artigo de Celso Paiva Sol da Rádio Renascença [em 15/10/2008].

Não sei se os autores sabem jogar xadrez ou tinham em mente esta modalidade, mas do que li escrito na comunicação social, há aparências que iludem. Ou não?

Como se diz na recensão crítica de Celso Paiva Sol

«Na verdade, os portugueses condenam a corrupção, mas também lhe atribuem vários níveis. alguns até aceitáveis»

Uma obra a ler!

Assassinatos e ameaças. Medos ou sonhos?

Terça-feira, Dezembro 23rd, 2008

Ameças de morte e assassínios À soltaO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que descobriu um plano para o assassinar. Não sei se é verdade a notícia que circulou ontem pela comunicação social.

Mas, também já me chegou aos ouvidos, por mais de uma fonte, que uma senhora do nosso meio afirmou para quem a quiz ouvir que tinha recebido «ameças de morte». Também não sei se é verdade, simples bluff ou boato ou se já foi apresentada a competente queixa à autoridade policial contra desconhecidos ou o alegado autor dessas ofensas.

Mas aqui ficam os dois registos. 

Carta Aberta Natalícia à Federação Portuguesa de Xadrez

Segunda-feira, Dezembro 22nd, 2008

Meus caros amigos,

 

 

Bom, antes de mais tenho de dizer que muito provavelmente “meus caros amigos” será um exagero. Tratá-los pessoalmente assim quando a forma como tratam o xadrez e os xadrezistas é, no mínimo, caricato.

 

Para onde vai o xadrez?A razão que me leva a escrever-lhes nesta quadra festiva é chamar-lhes a atenção para a forma como estão a agir em nome da FP Xadrez, no plano interno e externo e o mal que estão a causar à modalidade e à sua credibilidade.

 

Não pretendo por em causa a legitimidade formal que constitui a vossa gestão, apoiada eleitoralmente pelas associações que reconheceram em vós capacidade, seriedade e rigor para imprimirem uma orientação homogénea, coerente, nova e credibilizadora do xadrez federativo.

 

Constato, outrossim, a ingenuidade, falta de critérios objectivos e análise crítica e a transferência ou mesmo acumulação de cargos associativos e federativos. A dança das cadeiras, isto é, dos cargos, é por demais evidente inapropriada – ou deverei dizer promíscua? – que amiúde, não sabemos quem é que representa o quê. (Consulte-se os cargos dos órgãos socais das Associações e da Federação e conte-se pelos dedos, se é que os dedos das mãos vão chegar). É igualmente susceptível de opiniões pouco abonatórias para as instituições envolvidas.

 

Com o devido respeito e salvaguardando o livre pensamento e crítica, quem vê de fora, logo, objectivamente, repara que a FPX funciona em muitos aspectos como um senhorio feudal e que as Associações, nem todas felizmente, são meros peões de estratégias individuais e de grupo, na prestação de vassalagem ao seu senhor para protecção e rendimentos.

 

Não se vislumbra uma autonomia crítica ao estado actual bem sequer intenção de a promover, mas antes comportamentos de redistribuição de um tesouro alheio, porventura pouco vigiado do padrinho governamental.

 

Se Henrique IV na sua obsessão pelo trono, considerou que a França valia bem uma missa, aqui, mutatis mutandis, considera-se que os euros do IDP valem bem o silêncio e a submissão, quando não a subserviência, como a expressão «não façam ondas» é, por si só, elucidativa. Ainda se nós fossemos uma modalidade aquática!

 

O incumprimento das disposições legais, estatutárias e regulamentares reiterado, persistente, é por demais evidente do quanto é indiferente a obediência à lei.

 

A situação já foi indiciada.

 

A vigilância já foi sugerida.

 

A investigação já foi pedida.

 

O que (me) espanta já não é apenas o incumprimento das disposições legais, estatutárias e regulamentares a que se encontram vinculados. Nem sequer a falta de zelo pelo seu cumprimento ou mesmo a falta de fiscalização do cumprimento, mas, o ter de apresentar factos que comprovem as denúncias, quando elas estão à vista de todos.

 

Mas que não seja por isso…

 

O ano de 2009 vai conhecer estou certo, mais iniquidades, nas disposições já referidas, por acções e omissões dos órgãos federativos (e também associativos). Que me engane é o meu sincero desejo.

 

Onde estão a fantasia e realidade na FPX? [© fantasyartdesign.com] A falta de vergonha no xadrez federativo só tem paralelo na impunidade em que tudo se passa, como é bem ilustrado pelas actuações dos órgãos sociais da FPX, em especial, o Presidente e a Direcção, designadamente no Caso GC Odivelas e, agora, no Caso das Olimpíadas de Dresden 2008.

 

Dois casos em dois anos de mandato dá um caso por ano – elementar, não é? Ou dito de outra forma mais dramática, mal se acaba de sair de um está, logo, outro à espreita para se manifestar.

 

O melhor exemplo do que afirmo está no comportamento da ex [?] -Vice-Presidente da Direcção da FPX, Maria Armanda Plácido. Ninguém conhece publicamente que a dita senhora se tenha afastado oficialmente da Direcção da FPX mas é voz corrente que dela não faz parte há muito. É Presidente da Direcção da AX Lisboa e durante meses ninguém viu ou ouviu falar da senhora. Não, se contentando com os dois cargos oficiais, ainda assim assumiu as funções [inscrita como] de jogadora da selecção olímpica, de capitã de equipa, de «chefe de equipa», delegada ao Congresso da FIDE? Uma super-mulher, diga-se, que faz (ia) há muito falta ao xadrez nacional! Mas foi inscrita como jogadora na selecção olímpica feminina para não jogar, como se ouviu da boca do Presidente da FPX em plena Assembleia Geral da FPX de 9 de Novembro p.p. Pergunta ingénua e maldosa: Porque foi então, inscrita como jogadora, se 72h antes de embarcar para Dresden já se sabia publicamente que não iria jogar? Todos nós aguardamos que a ditosa senhora, na sua qualidade de Chefe de Delegação de Portugal às Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008, apresente o Relatório final da Representação Nacional, documento a ser elaborado nos termos do art.º 6º, alínea f), do Regulamento de Representações Nacionais Nacionais, e que se encontra, porventura, em atraso há cerca de um mês. Todos nós gostaríamos de conhecer publicamente o documento.

 

Outro exemplo muito claro do que afirmo está no comportamento do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Fernando Castro, quanto à não convocação de uma Assembleia Geral da FPX a pedido de várias [quatro] Associações distritais. Mais do que a recusa que seria ilegítima em virtude da falta de fundamento, foi a interpretação proposta, os argumentos invocados e os termos defendidos para não convocar a AG que erradamente prevaleceram. E quanto à não aceitação da requerimento da AX RA Açores vou deixar para os comentários à AG da FPX que divulgarei no início de 2009.

 

Um terceiro caso exemplar está no comportamento do Presente da FPX, António Bravo, quando sonegou informação [uma Carta-Ofício do IDP que trazia anexo um Despacho do Sec. Estado Juventude e do Desporto] à comunidade xadrezista e aos órgãos sociais da FPX, incluindo, à Direcção. Mais recentemente, os malabarismos e piruetas semânticas, as reserva mentais e falta de seriedade e rigor informativos no processo sobre toda a constituição das selecções olímpicas e do “Caso do Seleccionador Nacional”.

 

O grotesto da situação é que a maior parte dos intervenientes no xadrez nacional e distrital pactua com estas iniquidades que degradam e descredibilizam a nossa modalidade. Mas, parece não interessar nem preocupar as mentes dos nossos dirigentes.

 

Se a maioria não se preocupa, acaso alguém dom dois dedos de testa, pode acusar quem quer que seja – eu próprio, p.ex. – de não concordar com tal situação e denunciar publicamente? E quando o faço voltar a ser censurado de «fazer mal» à modalidade?

 

A carta vai longa, eu sei. Mas é necessária. E sei que não vai ser apenas mais uma. Em 2009 algo vai mudar – tem que mudar – e, por duas razões. São elas:

 

  1. O novo Regime Jurídico das Federações Desportivas; e,

 

  1. A Listagem das Disposições Legais, Estatutárias e Regulamentares não cumpridas ou violadas pelos órgãos sociais da FPX;

 

 

O novo Regime Jurídico das Federações Desportivas – infelizmente pela forma como foi elaborado e que vai impor o seu funcionamento e menos a sua fiscalização, o IDP – vai permitir, assim se espera e deseja, que a Assembleia Geral da FPX deixe de ser dominada pelas Associações distritais que passarão a ficar em minoria. Não é a melhor solução para o Desporto federativo, mas parece ser a arma eficaz para colocar certas Associações na ordem e a funcionar democraticamente.

 

Senhores da Federação Portuguesa de Xadrez, ao contrário do que possam supor, talvez já não vão a tempo de alterar a vossa forma de conduta perante os novos tempos que se aproximam. Não é isso que me tira o sono.

 

O que me preocupa e, pelos vistos a vós não, na linha de pensamento do Prof. Olímpio Bento, é que sejam afastados da FPX mas as vossas sombras perdurem no tempo como esprectros e essas são mais difíceis de afastar. Nem com apagões.

 

A carta foi longa, é certo. Como longa é a lista das vossas maldades ao xadrez nacional. Mas, as acções ficam com quem as pratica, não é assim que diz o nosso povo?

 

Um Feliz Natal e um Bom Ano Novo também para vocês, são os meus sinceros votos nesta data.

 

Francisco Vieira

Eleições na Federação Angolana de Xadrez impugnadas

Segunda-feira, Dezembro 22nd, 2008

O empresário Alexandre Veríssimo, antigo praticante, candidato à presidente da Federação Angolana de Xadrez (FAX), afirmou ontem ao Jornal de Angola que deverá solicitar diante dos órgãos competentes a impugnação das eleições para a instituição reitora do jogo ciência no país, marcadas para hoje às 10.00h, com lista única dirigida por Aguinaldo Jaime, por ilegalidades no processo.


De acordo com Alexandre Veríssimo, membro do Conselho Fiscal no mandato findo, constituiu-se uma equipa de advogados para a normalização do processo, porque depois de devidamente prestadas as contas em Assembleia, a data das eleições para os corpos gerentes das associações desportivas é marcada e dada a conhecer aos associados, através da convocatória com pelo menos 120 dias antes do final do mandato em vigor.

 

É assim que diz a Lei e a Assembleia da Federação Angolana de Xadrez, para tal efeito, aconteceu no dia 6 de Dezembro, às 19.00h.

 

Em relação às motivações da sua candidatura, Alexandre Veríssimo afirma que decorre do fraco desempenho das Selecções Nacionais de xadrez, do desconhecimento de algum plano para inverter a situação, da falta de prestação de contas nos últimos 4 anos, da ausência de regulamentos, dentre outros itens.

 

Ler mais em Jornal de Angola.

Para quando a Acta da Ass Geral de 9 de Novembro de 2008?

Sábado, Dezembro 20th, 2008

FP Xadrez

A página principal do sítio oficial da FPX permaneceu intacto desde a minha última visita. Em princípio não é de estranhar, não há notícias de xadrez todos os dias, dada a aparente apatia da modalidade.

Mas, a minha última visita foi há mais de 15 dias!

Nada aconteceu nestas margens do Atlântico? Então o “gestor de conteúdos online” da FPX não poderia aproveitar esta pausa natalícia para divulgar a Acta da Assembleia Geral da FP Xadrez de 9 de Novembro de 2008?

Se a referida Acta não for divulgada até ao próximo dia 31 de Dezembro, a comunidade xadrezista O Natal na FPX?poderá ler aqui o seu conteúdo e com um bónus: os meus  comentários às intervenções com referência expressa aos seus aspectos mais significativos, incluindo o que se disse e não foi transcrito na Acta.

Considerem um presente de Natal.

Um texto do amigo MF João Cordovil

Sexta-feira, Dezembro 19th, 2008

Recebi do amigo MF João Cordovil o seguinte texto, que me permito publicar com a devida sugestão MF João Cordovile autorização do autor, a quem estou reconhecido por partilhar com todos os leitores do blogue.

 

 

Senhor Francisco Vieira,

                                                                        

Foi com grande satisfação que verifico que voltou a terreiro na “nossa” Ala de Rei.

                                                                          

Aquela votação sempre me pareceu um absurdo. Até porque gente haverá a ir pelo “acabar” pelo simples facto do não “merecimento” do xadrez nacional. Esses são os de “boas intenções” mas acho que se está a sobrevalorizar a importância do xadrez federado; os federados nunca passaram de uma minoria em relação ao público simpatizante da modalidade.

                                                                         

O xadrez tem raízes históricas de envolvência cultural muito para além da actividade desportiva que dele se gera; o relevo dos seus promotores é apenas parasitário, mas como é próprio da espécie pode dar-se o caso de ser desproporcionalmente daninho; felizmente o normal é a neutralidade benigna sem notas de rodapé.

                                                                          

O que mais me surpreende é presumir que há gente que se deixa arregimentar para chapeladas de votos negativos por quem se sentirá aliviado pela ausência de critica. É que não me passa pela cabeça, descontando criancices, pulsões destrutivas e outros estados de alma afins, é que haja quem se julgue xadrezista (de mero curioso a pilha peões) e que possa advogar o encerramento de um espaço de divulgação da modalidade; seja na internet ou em qualquer outro meio da comunicação social, promovido por quem quer que seja (conhecido ou desconhecido, amigo ou adversário) e para mais que se apresente com dedicação e dignidade. As listas destas votações deveriam ser sempre públicas e assumidas sem anonimatos ou outras máscaras.

                                                                        

Sentimos a sua ausência no recente leilão do espólio de livros de xadrez de estimação do malogrado Castanheira da Silveira. Afinal foi o senhor que o anunciou à comunidade. Sobre os tesouros encontrados que se pronunciem os presentes da sénior guarda (Dr. Saraiva Duarte, Sena Lopes e Carlos Sirgado) que ali se deslocaram para os apreciar e discutir. Escapa-me o significado da conotação cabalística daqueles três esses (Saraiva, Sena, Sirgado) a que se junta o quarto (Silveira) do falecido. Existirá?

                                                                        

Mas agora apetece-me recordar que não me lembro de ter lido (em parte alguma) uma palavra, uma linha, um epitáfio sobre a figura de Castanheira da Silveira. Personagem que encarnou a de um respeitado alfarrabista, de visita obrigatória no coração de Lisboa (até há bem poucos meses), coleccionador emérito e diversificado (que periodicamente mereceu honras de reportagem televisiva), apaixonado pelos seus selos, livros, gravuras e labores e também pelo xadrez e pelo seu Sporting, que nenhum homem é perfeito. Nos últimos anos gabava-se mesmo de ter estado na génese do que redundou numa bênção presidencial que referiu o xadrez; se tal mérito impulsionador teve honra lhe seja feita, pois comprovado foi a vontade de sussurrar ao vento a inconfidência, que por isso se deixa registada. A morte como megafone é mais frequente do que se pensa; agora, sim, ouvem-no. Protestou um almoço. Ficou por saldar? Que descanse em paz.

                                                                        

Caso ainda não o tenha, teria muito gosto em lhe oferecer um exemplar desse eterno Jogo Real (2ª.edição) de Alfredo Ânsur, que veio na rede.

                                                                         

Bom Natal e Feliz Ano Novo 2009!

                                                                    

J. Cordovil

As notícias que informaram o desaparecimento do Ala de Rei, são muito exageradas

Quinta-feira, Dezembro 18th, 2008

O Rei dirige o combate.Para desgosto de uns quantos e alegria de muitos mais, venho por este meio informar que o blogue Ala de Rei vai continuar.

Vai continuar, enquanto a minha avaliação da situação do xadrez for negativa. E considerar que tenho o dever de contribuir para que a situação mude.

Ouvi dizer algures, que «o xadrez foi tomado de assalto». Não sei se é verdade, mas as consequências estão bem visíveis à frente de todos.

O dirigismo que temos é também, e muito, responsável pela situação actual, mas as mãos invisíveis que o suportam não são menos culpadas ao manifestar a indiferença e o encolher de ombros.

As Associações há muito que se demitiram que promover e divulgar o xadrez. Estou a lembrar-me dos momentos em que o faziam sem os apoios estatais. Hoje os euros circulam pelas veias associativas e faz-se cada vez menos. Os Clubes, com muitas honrosas excepções fazem o que podem.

Há um desfasamento entre quem nos dirige e quem é dirigido. Mas quando a qualidade não abunda, a “moeda boa” desaparece à velocidade de um piscar de olhos, ao poder governativo.

Acredito, e os comentários colocados no blogue e outros que me dirigiram por email foram disso um exemplar significado, que Ala de Rei pode ser um meio de mudar o xadrez, mas em termos diferentes dos que vinha percorrendo.

Ao continuar com o blogue, pretendo que deixe de ser informativo, no sentido que devia competir a um jornal informar a comunidade para passar a ser opinativo, isto é, exprimir e debater ideias sobre o xadrez que temos e o xadrez que queremos ou não queremos.

A modalidade está a bater no fundo e um qualquer dia o baú federativo fica mais vazio que um tabuleiro sem peças, porque, tal como os anéis, também aquelas se foram para preservar os dedos.

Os espectáculos degradantes para a modalidade, como foram o Caso GC Odivelas e o Caso Olimpíadas de Dresden 2008, mostraram quanto a falta de «amor pelo xadrez» divulgado há cerca de 40 anos, continua a existir e a reproduzir-se, mesmo por entre aqueles, que não leram as oportunas palavras de Cordovil!

Todos aqueles que manifestaram satisfação pelo fim de Ala de Rei devem constatar quanto exageradas foram as notícias da sua morte.

Ala de Rei vai continuar.

Xadrez move as peças… mas pouco, no semanário Sexta.

Sábado, Dezembro 6th, 2008

Xadrez move as peças enquanto o futebol é rei

Vivo o famoso jogo de tabuleiro com reis, rainhas, torres, cavalos, bispos e os incontornáveis peões, já conheceu dias de maior mediatismo, Mas, mesmo mais escondido, vai continuando a evoluir em Portugal – assim escreve, em introdução a jornalista Ana Soares, do semanário gratuito Sexta, que se publia este fim de semana.

É sempre interessante ler um artigo sobre o xadrez na comunicação social. em especial, quando não se trata de apresentar análises de partidas nem quadros classificativas dos campeonatos e outros torneios. É o caso do artigo que Ana Soares publica no Sexta, com o sugestivo título Xadrez move as peças enquanto o futebol é o rei.

Mas, desculpem-me a franqueza, para além das incorrecções – e graves, como é o caso de afirmar que é uma regra caricata  efectuar controlos anti-doping aos veteranos (onde terá ido buscar esta informação?) – e omissões sobre a modalidade e os seus preticantes (enaltecer, o que é jusro, o MF Ruben Pereira, e ignorar a MFF Ana Baptista, em particular, após as Olimpíadas de Xadrez que nem sequer são abordadas!) e dirigentes a dizer vulgaridades de duvidosa eficácia  (essa de serem neessários «dois anos para aprender a jogar bem xadrez»!

Para finalizar um erro histórico: Pedro Damião nada tem a ver a com o Damião Português que publicou em 1512, a obra  Qvesto Libro e da imparare Giocare a Scachi et de le Partite.

Sem óculos… [*]

Quinta-feira, Dezembro 4th, 2008

Borges. A blind writer witn insight, by Israel ShenkerA blind chessplayer? Or a man with glasses?

Aos meus leitores,

Neste fim de semana prolongado aconteceram-me 3 coisas:

  • Descansei um pouco mais;
  • Apanhei uma constipação;
  • Fiquei sem os óculos.

Assim, de momento, estou impedido de ler e escrever.  (Pelo menos ao perto). Como só tenho os novos óculos para a semana, adivinhem as dificuldades que tenho para ler e escrever o que quer que seja. E agora que o debate estava a aquecer sobre a continuidade do blogue ou, como eu defendo, sobre o seu conteúdo.

A título de compensação, ofereço-vos a leitura de um texto de Israel Shenker, Borges, A Blind Writer with Insight, publicado no New York Times, em 6/4/1971.

[*] Tenho para mim que pior do que não ver, é não ver depois de já ter visto.