Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Uma Carta de Luis Alves, Director da Ass Xadrez Lisboa e da Fed Portuguesa Xadrez

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Mão amiga fez-me chegar a carta que Luis Alves, Director da AX Lisboa e Director da FP Xadrez, entendeu, por conveniente, enviar à AX Leiria, que por qualquer razão, entendeu não lhe merecer uma resposta.

 

 

Exmo Sr. Presidente da Associação Distrital de Xadrez de Leiria,

 

Exmo Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX,

Exmos Srs. Presidentes das Associações Distritais de Xadrez,

Exmo. Sr. Dr. António Fernandes,

 

Caros amigos,

 

Cumpre-me esclarecer o seguinte, sendo membro da Direcção tive uma intervenção pouco activa neste procedimento de selecção, essencialmente porque existe um regulamento (que não ainda não foi alterado e não é da responsabilidade desta Direcção); no entanto, tomei conhecimento de todo o processo e o mesmo pode ser verificado, de acordo com as informações constantes no site da FIDE.

 

Assim:

 

- pode-se verificar que no seu boletim nº2 (que anexo) o prazo de inscrição das equipas olímpicas, *sem custo de estadia,* terminou a 12 de Julho;

 

- o prazo foi alargado (“Late registrations are still accepted until 12 September 2008″) para 12 de Setembro, mas como podem verifiquem também no boletim nº 2, neste caso com os custos de estadia a suportar por cada federação (“Please be aware that in cases of late registrations *hotel expenses will be charged to the respective Federation*”);

 

- o que refere o GM António Fernandes, que muito respeito, e quanto à questão da informação fornecida em *conferência de imprensa* por Ignatius Leong, de as federações indicarem a constituição até 12  de Setembro é um facto, mas não é um comunicado oficial e omite a questão financeira e o custo adicional que daí aviria para a FPX.

 

Assim entendo que não houve incúria da Direcção, antes pelo contrário procurou-se respeitar o prazo de 12 de Julho e não ter custos adicionais com esta importante participação nacional. Na parte desportiva, o regulamento definiu o resto (ainda que tenha havido alguns enganos nos cálculos que terão sido corrigidos).

 

Independentemente de, qualquer que seja a decisão do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e de vir a realizar-se a Assembleia Geral esta questão não pode nem deve ser esquecida, pois como todos sabem e têm sentido directamente a redução dos subsídios (após o “caso Luís Costa”), é uma punição que o IDP impôs a qual limitou, e muito, a acção das Direcções posteriores àquela.

 

Admito que, desportivamente, pode o regulamento ser contestado e até ser estudada e alterada a situação das selecções nacionais, com a nomeação de um seleccionador nacional (que já houve) e cuja intervenção seja efectiva (actualmente entendo que não o é); ainda que, no caso concreto pouco alteraria face à necessidade de tomar a decisão naquela data (12 de Julho de 2008) e, na mudança de forma que, entretanto alguns jogadores de topo nacional revelaram. 

 

Qualquer solução que venha a ser apresentada deve ter em linha de conta que a parte financeira não pode ser esquecida… 

 

Espero ter contribuído para um melhor esclarecimento de todos em torno desta questão, estarei ao dispor para aquilo em que me for possível colaborar. 

 

Com os meus cumprimentos a todos,

 

 

Luís Alves