Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

O Regulamento de Representações Nacionais é absolutamente legal

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Em virtude da minha ausência da blogosfera nestes últimos dois dias, não pude acompanhar a par-e-passo os desenvolvimentos que se iam sucedendo.

Tomei conhecimento da contundente tomada de posição da Direcção da AX Porto, aprovada por unanimidade em 09/10/08, através de um documento em 11 pontos, acompanhado da posição de Tiago Brandão de Pinho que o GM António Fernandes amavelmente me deu conhecimento e me autorizou a divulgar.

Eis o documento Posição da AXP-Associação de Xadrez do Porto sobre a Contestação do e Pedido do GM António Fernandes sobre a convocatória das selecções nacionais para as Olinpíadas de Dresden 2008 e a regulamentação aplicável.

É interessante a posição de Tiago Pinho, mas discordo da sua posição em que afirma que

«Este Regulamento [não pode contrarias a Lei, pelo que o seu artigo 19º parece ser ilegal, uma vez que determina que seja a Assembleia Geral a alterá-lo quando o RJFD [Regime Jurídico das Federações Desportivas, aprovado pelo Decreto-Lei nº 144/93, de 26 de Abril] atribui tal competência à Direcção.              

Por outro lado, se é certo que é a Direcção que tem competência para alterar o RRN…»

 

mas, salvo melhor opinião – e declaro aqui, para que não haja quaisquer dúvidas, que não sou jurista - a posição de Tiago Pinho não se me afigura correcta.

O meu entendimento, retiro-o directamente do Regime Jurídico, o mesmo que o Tiago considera não permitir validar o RRN, que dispõe

«A Assembleia Geral é o órgão deliberativo da federação dotada de utilidade pública desportiva, cabendo-lhe:

(…)

d) A aprovação dos regulamentos previstos no artº 21º,…» 

(Artº 25º, alínea d), do RJFD – Dec-Lei nº 144/93, de 26 de Abril)

 

por via do Artº 21º, alínea c), que dispõe que 

Para além de outras que se mostrem necessárias, as federações desportivas dotadas de utilidade pública desportiva (como é o caso da FPX), devem elaborar regulamentos que contemplem as seguintes matérias:

(…)

c) Participação nas selecções nacionais;

(Artº 21º, alínea c), do RJFD)

Deixo, no entanto, em aberto, por agora, por não ter interesse nem directo nem imediato, o regime que deveria ser seguido no caso da FPX não dispor do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva. 

Concluindo, o Artº 19º do Regulamento de Representações Nacionais não é ilegal à luz do RJFD, mas absolutamente legal, porquanto é um comando legal imperativo desse mesmo regime jurídico.

Atentemos que  

 «Às federações desportivas é aplicável o disposto no presente diploma e, subsidiariamente, o regime jurídico das associações de direito privado»

– o regime do Artº 157º e segs. do Código Civil, isto, reafirmo, para a FPX enquanto mantiver o estatuto de utilidade pública desportiva.

Não tive a oportunidade de ler com a atenção que o texto e o autor me merecem, o documento O dia de amanhã das convocatórias para as selecções nacionais, que pretendo fazer este fim de semana e pronunciar-me em definitivo sobre esta questão, que não esqueçamos já se encontra(va) no bojo da Carta ao Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Xadrez e na Exposição a efectuar ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

A posição do MN José Padeiro não é isenta

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Posição de José Padeiro sobre representações nacionais:


MN José Padeiro

E para mim um prazer poder opinar no blogue acerca da representação nacional nas Olimpíadas de Dresden.


Relativamente à selecção masculina existem muitas teorias e todas elas válidas. Não me deixa chocado a selecção nacional ser representada pelos jogadores
Luís Galego, Ruben Pereira, Paulo Dias, Sérgio Rocha e Rui Dâmaso, como também não me deixaria chocado que o António Fernandes ou o Diogo Fernando estivessem na selecção por troca de algum destes jogadores. Escandaloso seria se estivesse algum jogador que não estes 7, fosse seleccionado para representar a selecção.


A partir daí é possível conjecturar muitos cenários e pontos de vista. Se por exemplo fosse eu o seleccionador escolheria o
Luís Galego (melhor jogador português, independentemente de ter perdido o numero 1 nesta lista), Ruben Pereira (grande esperança do xadrez português, e na minha opinião futuro nº 1 brevemente), Paulo Dias (nos últimos 2, 3 anos efectuou uma excelente evolução que nem o seu último campeonato nacional pode apagar), e depois dos 4 jogadores restantes talvez escolhesse o Diogo Fernando e o Rui Dâmaso, embora como já disse anteriormente este é um ponto de vista pessoal e o nível é tão equilibrado entre estes 7 jogadores que ninguém pode afiançar que a prestação dum jogador seria melhor que outro ou vice-versa.


Também é fácil dizer que é incrível o campeão nacional António Fernandes e o número 1 português em Outubro Diogo Fernando não participem nas Olimpíadas, mas convém não esquecer que o António Fernandes tem efectuado torneios sofríveis e o Diogo Fernando não tem efectuado muitos torneios. Não estou a defender que eles não devam ir, estou simplesmente a tentar analisar a situação por todos os pontos de vista.


Depois existe a outra questão que são os regulamentos e aí realmente não quero opinar muito, só dando uma deixa. Eu se quiser apostar num evento desportivo daqui a um mês, tenho naturalmente mais informações se apostar no próprio dia do que um mês antes… Com isto quero dizer que existem mais torneios para analisar quanto mais perto da Olimpíada seleccionar os elementos que compõem a equipa.

Relativamente à selecção feminina custa-me um pouco comentar de tão óbvia é a questão. Não há dúvidas de que a Maria Armanda Plácido não é a 5ª melhor jogadora portuguesa (nem a própria deve ter dúvidas). Assim de repente lembro-me de meia dúzia de nomes de jogadoras superiores a ela (Bianca Jeremias, Ana Ferreira, Susana Ferreira, Ana Rato, Catarina Costa, Mariana Cortinhas…). Quando a diferença de força tal como acontece na selecção masculina é mínima todas as escolhas efectuadas estão justificadas por si próprias. Na selecção feminina a questão é diferente; existem 4 jogadoras claramente superiores às demais (Catarina Leite, Ana Baptista, Margarida Coimbra e Ariana Pintor), e depois a quinta jogadora aparentemente também parece claro ser a Bianca Jeremias.

 

 


Sendo assim penso que não pode haver muita discussão nesta matéria.

 

Independentemente dos regulamentos existentes, em alguns casos a regra do bom-senso deveria prevalecer…

 

 

Este texto retirado de José Padeiro foi retirado de Xadrez, blogue do Moto Clube do Porto, onde podem igualmente ser lidos dois comentários (um do MF António Vítor e outro de um anónimo)…

Comentário:

O MN José Padeiro não está em condições de se poder pronunciar com isenção e independência, dado o seu grau de quase funcionário da FPX (sendo irrelevante, de momento, se ele retira vantagens económicas, patrimoniais, turísticas ou simplesmente de benfeitor no treino dos nossos jovens). Não esqueçamos o vínculo que tem enquanto treinador e acompanhante de jovens nos torneios e campeonatos, incluindo deslocações ao estrangeiro)- ver nesse sentido o documento Participações Internacionais dos Jovens da FPX [disponível em 10/10/08].

A opinião do GM Luis Galego – uma crítica em tom de desabafo

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Recebi para publicação no blogue, este email do GM Luis Galego, «sobre o que se está a passar com a equipa olímpica».  

GM Luis GalegoÀ Federação Portuguesa de Xadrez

 
Não queria deixar passar esta fase de polémica, para exprimir a minha opinião sobre o que se está a passar com a equipa olímpica. 
 

Estando eu habituado a tudo o que se possa imaginar de mau, para o xadrez, como jogar olimpíadas a pagar do próprio bolso, jogar campeonatos nacionais a dormir em pensões de 5ª categoria em que o 4º classificado ganha 100 euros sem direito sequer a despesas de viagem, a ver ano após ano a nossa não participação no campeonato da Europa por equipas, vendo ao mesmo tempo quantidade de miúdos a jogar torneios na cochinchina com treinadores, sem qualquer tipo de apoio a qualquer nível, não é que ainda me conseguem surpreender… realmente o nosso xadrez… não sei se haveria algum prémio para a primeira equipa a ser inscrita nas olimpíadas, mas se não ganhamos devemos estar na luta… e era sobre isto que eu queria dar a minha opinião.  

Qualquer selecção tem que participar com os melhores jogadores e deixar o campeão nacional e agora creio o melhor elo Fide (espero que por pouco tempo eh) acho um absurdo, sobretudo porque com estes 2 resultados estes jogadores preencheriam os requisitos necessários para fazerem parte da equipa e isto é que é importante!  

Conclusão, estes dois jogadores conseguiram realizar os resultados dentro do prazo estabelecido pela Fide e em que nós decidimos ser mais papistas do que o Papa. Não sei o que se poderá fazer a não ser tentarem tudo para a inclusão destes jogadores na equipa, a ver se começamos a fazer as coisas bem para bem do xadrez…          

Luis Galego

 

 

Palavras para quê, é um Grande Mestre que resolveu abrir a boca e dizer o que pensa. Assim, intervenientes da nossa terra, estivesse estivessem interessados em libertar-se dos condicionalismos  dos “subsídios” e outras dependências económicas!

Novo espaço online «Xadrez Digital»

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Segundo os seus autores é um espaço de «Informação generalista sobre xadrez nacional e internacional».

Um agradecimento

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A minha mãe já se encontra em casa em restabelecimento.

Gostaria de agradecer publicamente a todos aqueles que se incomodaram em me manifestar os desejos de melhoras e rápida recuperação.