Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

O GM António Fernandes acusa a Direcção da FPX de falta de cumprimento do regulamento das selecções nacionais de Portugal

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GM António Fernandes (no I Campeonato Iberoamericano de Ajedrez, em Ayamonte, Huelva, España, 2006.O GM António Fernandes (AX Gaia), concedeu uma entrevista ao 16×16, onde questiona os critérios que estiveram na origem da selecção olímpica, denunciando a Direcção da FPX de falta de cumprimento do regulamento em vigor sobre as selecções nacionais, absoluta e feminina, de xadrez de Portugal.

Evidentemente que sim, mas segundo me apercebi tanto nos blogues de xadrez existentes como nos próprios torneios, existe uma indignação generalizada.


Eu não só questiono, como fiz mesmo um protesto que enviei por email à Associação de Xadrez do Porto, onde me encontro filiado, a qual o reenviou para a FPX. Este protesto teve por base, única e exclusivamente o incumprimento do actual regulamento em vigor por parte Direcção da FPX no que respeita à convocatória das selecções nacionais, prejudicando a nível particular vários jogadores e de um modo geral as próprias selecções nacionais tanto a absoluta como a feminina.

Recebi posteriormente um email do presidente da FPX indeferindo o mesmo, com algumas (in)explicações, as quais, todas elas «desculpas», foram por mim rebatidas sem que até ao momento houvesse alguma outra evasiva a justificar tal procedimento.

Ler a entrevista de António Fernandes.

 

‘Lisboagate’ e a cultura da cunha

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João Miguel Tavares, escreveu no Diário de Notícias,

Veja-se o caso Lisboagate. As primeiras notícias divulgadas pelo DN ainda vinham acompanhadas de um halo de santidade. Os abusos na atribuição de casas pela autarquia eram, afinal, justificados pelas melhores razões: do Presidente da República à esposa do primeiro-ministro, todos metiam cunhas e pediam casas, mas sempre a favor do pobrezinho desamparado. A cunha, boa parte das vezes, não beneficia directamente o próprio e é feita com o argumento de reparar uma injustiça. O problema é que, sem a existência de regras claras e justas, passa a haver uma espécie de fotogenia da pobreza: beneficiam aqueles que melhor comoverem os poderosos. Claro que atrás do pobre vem o motorista do Presidente que mora longe, coitado, e atrás do motorista vem a funcionária que se divorciou e não tem para onde ir, e atrás da funcionária vem o filho da funcionária, que também é filho de Deus.

 

Ler o artigo Lisboagate e a cultura da cunha.

Tribunal Arbitral do Desporto está para breve

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De acordo com Victor Ferreira, do jornal Público, 

A criação de um Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) em Portugal, proposta avançada pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), já obteve a luz verde do Governo e, para que se torne realidade, depende apenas de pequenas alterações à proposta de estatutos com vista a harmonizar a justiça desportiva e os tribunais administrativos.


A novidade foi avançada ontem pelo presidente da Comissão Jurídica do COP, José Comissão Instaladora do Tribunal Arbitral do DesportoMiguel Nobre Ferreira, em declarações à Lusa, no mesmo dia em que a direcção daquela entidade se reuniu para avaliar a prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos.

 

À margem desse encontro, Nobre Ferreira revelou que a proposta feita pelo COP em Dezembro de 2007 já foi analisada pelo Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios do Ministério da Justiça, que indicou que a criação do TAD é «do maior interesse do Estado», sem avançar, contudo, com nenhum prazo ou data.


O TAD passará a ser a última instância de recurso nas questões estritamente desportivas. A ideia, acolhida por todas as federações desportivas, é diminuir o recurso aos tribunais administrativos. Para tal, o TAD terá uma bolsa com um máximo de 40 juízes que associam formação jurídica com vivência desportiva, mas “sem vínculos” clubísticos que levantam sempre “suspeições”. «É uma forma de algumas ‘batatas quentes’ desportivas poderem ter uma decisão final fora das federações», sustentou aquele responsável.  

Ler também o artigo da Lusa.

Os acéfalos figurantes

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Face a uma maioria que usa e abusa do poder quetem, a oposição não perde uma ocasião para Públicocriar má impressão. E não se vê forma de sair deste filme macabro, em que somos tratados como acéfalos figurantes.

José Manuel Fernandes, em Editorial do Público

Não tivesse o jornal Público, por princípio, não dedicar qualquer notícia ao xadrez nacional e teria ficado confuso com aquelas palavras  que o director do Público escreveu em Editorial. Até parece que alguém contou algo ao Zé Manel…

COP divulga Anteprojecto do Programa de Preparação Olímpica

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Está disponível para análise no sítio do Comité Olímpico de Portugal (COP) o Anteprojecto do Comité Olímpico de PortugalPrograma de Preparação Olímpica Londres 2012 e Jogos Olímpicos de 2016, apresentado ao Instituto do Desporto de Portugal (IDP) no passado dia 1 de Agosto.

Alguém saberá, por acaso, a razão, porque é que este Progarama não é aplicável ao xadrez, que, embora, não fazendo parte dos Jogos Olímpicos não deixa de ter Olimpíadas.

Ler o artigo de João AlmeidaJanelas de oportunidade, no blogue Colectividade Desportiva, onde este afirma que

Uma breve leitura ao Programa de Preparação Olímpica 2012-2016 e a noticia de uma primeira reunião de balanço dos Jogos de Pequim ontem realizada no COP convocam uma chamada de atenção a um tema recorrente em alguns textos anteriores. A prestação de contas e a avaliação de estratégias de financiamento público ao desporto.