Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Carta do Conselho Fiscal da FP Xadrez

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Recebi do Conselho Fiscal da FPX [em 30/10] a carta que reproduzo de seguida, em  resposta à carta que em devido tempo enderecei a este órgão federativo: 

De       Joaquim Marvao

Para    Francisco Vieira

 

cc          FPX, António Bravo e outros 

 

subject            Carta ao Conselho Fiscal da FPX 

 

Ex.mo Sr.:

 

O Conselho Fiscal da FPX analisou a sua carta, considerando positivo que este órgão seja visto como um recurso a que qualquer instituição ou xadrezista pode recorrer quando considerem que algo está mal na Federação Portuguesa de Xadrez.

 

Quanto ao conteúdo, estamos cientes das responsabilidades que nos cabem. No entanto, na sua carta não é levantado nenhum caso em concreto que possa ser analisado. Daí que consideremos a sua carta como o exercício do direito de critica, que está perfeitamente assegurado.

 

Consideramos, ainda, que o direito de crítica deve ser balanceado com os princípios éticos do respeito pelo trabalho e dignidade dos outros evitando levantar suspeições generalizadas sobre todos os orgãos da Federação.

 

A finalizar, desejamos que continue a efetuar um bom trabalho em prol do desenvolvimento do xadrez nacional.

 

Com os melhores cumprimentos;

 

Joaquim Marvão

 

Presidente do Conselho Fiscal da FPX

Resposta à carta do Presidente da Mesa da Ass Geral da FP Xadrez

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Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral da 

Federação Portuguesa de xadrez,

 

 

Foi com um misto de espanto e incrudelidade que recebi o seu email de 3 de Outubro p.p., na sequência da carta que enviei ao Conselho Fiscal da FPX.

 

Só as razões familiares apresentadas me impediram de responder mais cedo, como lhe dei conhecimento na altura.

 

Antes do mais, devo esclarecer que não percebi o que escreveu logo no início da sua carta, ao afirmar que tomou conhecimento da mensagem enviada ao Presidente da FPX, quando não dirigi qualquer mensagem ao Presidente da FPX. O único destinatário da carta foi o Conselho Fiscal na pessoa do seu Presidente. (O facto de ter enviado para dois correios electrónicos federativos deveu-se, tão-só, ao desconhecimento dos emails utilizados pelo Conselho Fiscal, mas o cabeçalho era claro na identificação do órgão a quem me dirigia).

 

O que me espantou, mais do que a falta de resposta por parte do Conselho Fiscal, mormente do seu Presidente, foi que, no prazo útil de 72 horas, recebi duas cartas, do Vice-Presidente da Direcção, David Barbosa e do Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX, órgãos e titulares aos quais não me dirigi.

 

Não percebi, por isso, a ausência de resposta ou mesmo de um contacto por parte do Conselho Fiscal, como não compreendo e daí a minha incrudelidade, não apenas o contacto do Presidente da Mesa da Assembleia geral como, e sobretudo, o teor da sua carta.

 

Não sendo a Mesa da Assembleia Geral um órgão social, não dispõe de quaisquer prerrogativas especiais, estatutárias ou outras, para se dirigir por iniciativa própria, quer aos sócios quer aos filiados, a inquiri-los, excepto, na sequência de deliberações da Assembleia Geral, o que não é o caso. Nos termos dos Estatutos da FPX, «a Mesa da Assembleia Geral é o órgão a quem cabe dirigir as reuniões da Assembleia Geral da FPX», e não um órgão social, pelo que não encontro qualquer suporte estatutário que legitimize uma tal acção, à Mesa da AG ou aos seus titulares.

 

Qualquer órgão social da FPX, no exercício das suas competências poderia ser tentado a contactar-me, mas havia logo de ser o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX, que não tem competências estatutárias ou outras, por não ser um órgão social, a pedir-me explicações de conteúdo a expor ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto ou ao Presidente do Instituto do Desporto de Portugal. Não compreendo, assim, esta pretendida ocupação de competências alheias.

 

Ainda que estivesse disposto a tal e a “colaborar”, de acordo com as suas palavras, a faze-lo seria criar um precedente grave que não pretendo introduzir na prática associativa da FPX.

 

Perante o exposto, escuso-me sequer a comentar o conteúdo do último parágrafo, não obstante considerar uma interpretação abusiva e com suspeitos processos de intenção o que para quem não dispõe de competência legal ou estatutária não deixa de ser esclarecedor.

 

Creia-me, Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, ter recebido a melhor resposta possível dado os pressupostos estatutários invocados.

 

Com os meus cumprimentos.

 

Francisco Vieira

PS

Não obstante ter recebido e respondido ao Conselho Fiscal aqui segue a carta que era minha intenção fazer chegar-lhe no início desta semana, se tal me tivesse sido possível. Com a salvaguarda da resposta ao Conselho Fiscal, mantém em tudo o resto a sua plena actualidade.

 

Xadrez e loucura

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 Chess Players who reach madness?Mike Griffin escreveu hoje no Boylston Chess Club Weblog, um pequeno texto sobre xadrez e loucura (Chess and Insanity).  

 

No artigo aborda Harry Nelson Pillsbury (1872-1906), Wilhelm Steinitz (1836-1900), Paul Morphy (1837-1884), Alexander Alekhine (1892-1946) e Bobby Fischer (1943-2008) e remete para o artigo de Edward Winter, Steinitz versus God.

O GM Viswanathan Anand mantém o título de Campeão do Mundo de Xadrez

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GM Viswanathan Anand

Parabéns Anand

Ler mais em Abril.com, ChessBase.com

Carta a Luis Alves (da FPX e AX Lisboa)

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A carta que Luís Alves remeteu à AX Leiria não teve resposta (ver o comentário àquela carta), mas ela merece alguns comentários em jeito de resposta. Não venho aqui em defesa da AX Leiria, que não precisa, mas em nome das questões essenciais e não do acessório, que entendo deixar claro. Vem um pouco tarde mas nem por isso perde a actualidade das matérias abordadas e das suas explicações…

 

Senhor Luís Alves,

 

1. Ainda tenho presente as suas palavras quando escreveu um comentário no neste blogue, o qual, podendo não ser feliz ou verdadeiro terá correspondido ao que lhe fizeram chegar ao ouvido. Na altura, respondi-lhe a propósito. Não sei se mantém essa opinião, mas, seja qual for, respeito-a tão religiosamente, se me permitir o termo, tal como desejo que respeite a minha teimosia de persistir em escrever no Ala de Rei, divulgando e denunciando todas as iniquidades e ilegalidades que tenha pessoalmente ou me queiram dar conhecimento.

 

Desculpe-me estas linhas introdutórias que me permito escrever, mas o empenho demonstrado na defesa da posição federativa, em linha com o Presidente da FPX, não deixa de ser curiosa: faz-me lembrar o tio Patinhas, essa figurinha da banda desenhada da nossa infância, que apenas se preocupava com as moedas, tal como o Luís Alves se parece apenas preocupar com a “parte” ou “questão financeira”, como lhe chama, descurando a legalidade dos actos. Mas, não deve confundir que o seu cargo de tesoureiro não é propriamente o de guarda do baú da ilha do tesouro….

 

 

2. A “parte financeira”, tanto quanto pude apurar, sempre esteve acautelada, desde que foi aprovado em Novembro de 2007, o Orçamento para 2008 e, sobretudo, a partir do 2º Orçamento Rectificativo, aprovado em Junho de 2008.

 

Este, como saberá, duplica o montante inicial de € 3.500,00 para os actuais € 8.000,00!! A não ser que esteja a prever despesas extras impossíveis de prever e calcular na data em que a Assembleia Geral da FPX aprovou o Orçamento Rectificativo, como por exemplo alguns souvenirs de última hora.

 

 

3. O Luís Alves entendeu por bem defender a honra da direcção federativa, o que só lhe fica bem, sobretudo, quando muito poucos dão a cara e entendem escrever alguma coisa a esclarecer os “outros”, que neste caso, somos todos nós, os filiados da na FPX.

 

Mas, o que me espantou é que escreveu e pouco disse, isto é, passou ao lado do que era (verdadeiramente) essencial e importante, preocupando-se (sobretudo) com o acessório e secundário.

 

De facto, o essencial aqui é o cumprimento das disposições legais, estatutárias e regulamentares, isto é, o cumprimento do Regulamento de Representações Nacionais (RRN) – que viu aprovada a sua última alteração em 1 de Outubro de 2002 e que não foi revogado nem substituído, logo, está em vigor – não ser cumprido, antes pelo contrário e o acessório tudo o que for distante da preocupação principal, a legalidade.

 

Na realidade, o Luís Alves sabe que o RRN não está a ser cumprido, nem pelo Presidente nem pela Direcção da FPX, e, no entanto, não escreve uma única palavra a denunciar o facto nem a justificá-lo, como seria desejável.

 

Como saberá, até porque hoje em dia não se fala de outra coisa, o art. 12º (do RRN) diz que

 

«Compete à Direcção da FPX (…) designar o Seleccionador Nacional, que terá a competência de designar quem são os atletas que irão integrar essa representação nacional».

 

 

E o Luís Alves resolve, muito simplesmente, passar por cima e omitir esta violação clara do cumprimento do Regulamento. Lá saberá porquê. Mas eu e muitos como eu não sabemos.

 

O Luís Alves saberá que os Estatutos da FPX determinam que

 

«Compete à Direcção administrar a Federação, incumbindo-lhe, designadamente:

(…)

8. Zelar pelo cumprimento do estatuto e das deliberações dos órgãos da Federação».

 

 

Ora, cumprir as deliberações da Federação, significa cumprir o RRN, que foi aprovado em Assembleia Geral da FPX. Logo, não cumprir o RRN («… designando o Seleccionador Nacional…») significa não cumprir as deliberações da Assembleia que é um órgão social, nos termos dos Estatutos da FPX. Elementar meu caro Luís Alves!

 

 

4. Mais um tiro no escuro… Afirmar que

 

«… informação formulada em conferência de imprensa por Ignatius Leong [que é o Árbitro-Chefe das Olimpíadas e o Secretário-Geral da FIDE] é um facto, mas não é um comunicado oficial»,

 

 

é uma afirmação de bradar aos céus. O que é que seria necessário para que o facto oficial mas que não reconhece como “oficial” fosse, de facto, oficial? Um email com a chancela e selo branco da FIDE dirigido ao Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez? Sejamos realistas e deixemo-nos de fantasias, porque a “coisa” é séria, muito séria, aliás.

 

 

5. Meu caro Luís Alves, mais do que opiniões diferentes, estamos em presença do cumprimento legal, estatutário e regulamentar. Isto é, do interesse e vontade de cumprir a legalidade ou de violar os comandos legais imperativos.

 

O Luís Alves «entende que não houve incúria da Direcção…», isto é, está a dizer que não houve falta de cuidado, desleixo. Pois bem, muito provavelmente não terá havido, mas quem teve

 

«… uma intervenção pouco activa neste procedimento da Selecção…»

 

 

é difícil ou pelo menos ousado assegurá-lo. A situação descrita sugere uma outra possibilidade, ser interpretado como premeditação, isto é, um propósito feito antes de actuar.

 

 

6. O Presidente e a Direcção da FPX sabiam da existência do Regulamento que,  nos termos da lei, deve ser cumprido e, no entanto, é argumentado por si que

 

«Qualquer solução que venha a ser apresentada deve ter em linha de conta que a parte financeira não pode ser esquecida…»[?].

 

 

Ora o que é isto senão a confirmação de que o cumprimento das disposições legais, estatutárias e regulamentares tal como definidas no regime jurídico das federações desportivas, está condicionado por interpretação subjectiva de carácter financeiro? Com a agravante de que fazem incorrer a FPX no cancelamento do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, não pode ser, creio, uma questão menos ou de somenos importância.

 

Como a sua sensibilidade financeira lhe dirá, “um dia a casa vem abaixo” como já li num comentário no blogue Ala de Rei, isto é, ironia à parte, um dia o subsídio do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) acaba-se, e, então é que eu gostava de ver como se vai ser, porque, parece que ninguém está preparado para viver sem esse rendimento mínimo garantido. Então sim, meu caro, é que eu gostaria de ver o baú do tesouro federativo!

 

Desculpe-me Luís Alves, mas a sua prosa merecia uma resposta apropriada, e, esta foi a inspiração que tive num momento de insónia.

 

 

Francisco Vieira

 

 

PS

Se puder compartilhe estas linhas com os seus colegas de Direcção da Associação e da Federação, que, por certo, não terão o hábito ou o gosto de ler o Ala de Rei. Eu não me importo.

 

O “doping” no xadrez é uma aberração!

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Excerto de uma entrevista concedida em Dezembro de 2007, pelo MF João Cordovil à jornalista Carla Branco num trabalho em jornalismo desportivo para a Univ. Lusófona. Entrevista inédita.

 

A maioria das pessoas pensam que o xadrez é um desporto intelectual e por isso não faz sentido falar em doping dos jogadores. Portugal foi um dos países pioneiros a adoptar regras de anti-doping, de que forma olha para este assunto?

 

É uma aberração! As medidas anti-doping foram introduzidas no xadrez apenas porMF João Cordovil interesses económicos! Isto é, pretendeu-se inscrever o xadrez como modalidade olímpica, para se obterem os apoios inerentes, e tiveram que se sujeitar às regras do COI. Uma vergonhosa subserviência, tanto mais que o xadrez não tem nenhum futuro como verdadeiro aspirante a disciplina olímpica.

 

Deve-se entender por doping as drogas (ou qualquer outra coisa) que sirvam para viciar resultados com eventuais prejuízos (a médio ou longo prazo) para a saúde. Está para ser atribuído um prémio Nobel a quem conseguir que um jogador de xadrez potencie verdadeiramente os seus resultados (isso pode medir-se em pontos ELO) à base de qualquer substância das listagens do doping ou não. Um medicamento desses, capaz de aumentar as capacidades mentais das pessoas, seria naturalmente muito útil para a humanidade.

 

Recentemente surgiram notícias sobre “estimulantes cognitivos”, como uma nova geração de medicamentos (aparentemente sem efeitos indesejáveis) capazes, entre outras coisas, de eliminarem as necessidades de sono…E para que é que isso serve para o xadrez, mesmo que fossem saudáveis? Durante uma partida de xadrez um jogador tem, por exemplo, de obter o máximo autocontrole sobre o seu sistema nervoso mas não pode tomar calmantes para isso, entre outras coisas porque lhe vão afectar a atenção (ver as bulas: trabalho com máquinas, condução, etc.); por outro lado, fases da partida há que exigem genica (adrenalina), acções de reflexos muito rápidos (nos apuros ou escasseio de tempo habituais) e não se pode mudar de comprimido como quem muda de módulo num computador, conforme as exigências das aberturas (memória), meio-jogo (cálculo e planeamento geral) e finais (técnica).

 

Há que referir ainda que o xadrezista está em actividade dos sete aos setenta anos de idade ou mais, e isto não é uma força de expressão, pelo que de nada lhe adiantaria procurar formas de potenciar resultados num determinado período que o (auto) condenariam no resto da carreira. Mas essa longevidade indica também que estará sujeito, ao longo da vida, a ter de lutar com algumas doenças que por vezes se transformam em crónicas. Uma das mais frequentes é a hipertensão arterial que se combate, creio, com determinados beta-bloqueantes; este grupo de medicamentos figurava na lista de drogas proibitivas (se não houver receita médica) para os xadrezistas, mas a pedido da própria FIDE (Federação Internacional de Xadrez) foi eliminada essa inibição desde 2006.

 

Num recente comunicado da FPX pode-se ler que um jogador acusou positivo numa prova nacional disputada em 2007. Não se explica qual poderá ter sido a substância. Mas posso assegurar o seguinte: era o 78º. da lista e terminou a prova em 76º. Nem com doping…Não sejam ridículos!

 

Entretanto tardam em se tomar medidas de fiscalização preventiva sobre o que sem dúvida irá representar, cada vez mais, a ameaça de batota no xadrez: a utilização de micro-computadores. E no dia em que a investigação banalizar os implantes de chips com efeitos concretos…acabou!

 

 

O GM indiano Anand, segundo o xadrez vigoroso, que cita Robert Huntington, da Associated Press, pronunciou-se nestes termos sobre o doping

 

“A conferência de imprensa após a partida atrasou-se mais de meia hora devido aos testes anti-doping obrigatórios. Questionado sobre estes, Anand considerou-os «completamente desnecessários» e apontou os computadores como a principal forma de fazer batota no xadrez. «Os testes anti-doping foram pensados para outros desporto», sustentou Anand”.

Presidente da FPX fala sobre a selecção nacional absoluta às Olimpíadas de Xadrez

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Continua a polémica sobre as selecções nacionais às Olimpíadas de Xadrez.

 

O jornalista Alexandre Reis do jornal Record, escreveu na edição online de hoje, mais um episódio sobre a composição das selecções nacionais, desta vez com a audição da FPX, que resolveu falar sobra a selecção absoluta, nada dizendo sobre a feminina, onde o escândalo não é menor, em Olimpíadas voltam a provocar polémica - guerra de regulamentos amputa selecção em Dresden.

 

A convocatória para a Olimpíada de Dresden (12 a 25 de Novembro) está a causar polémica, porque tanto António Fernandes (campeão nacional) como Diogo Fernando (o melhor português do ranking) foram excluídos do quinteto que estará na Alemanha, formado por Luís Galego, Rui Dâmaso, Sérgio Rocha, Ruben Pereira e Paulo Dias, capitaneados pelo decano Joaquim Durão.


Fernandes está tão indignado com a situação que até recorreu à Secretaria de Estado do Desporto para repor a justiça, já que o campeão nacional tem direito a participar na prova máxima de xadrez por equipas: «Fui lesado moral e desportivamente. A Federação (FPX) fechou a inscrição a 12 de Julho, mas poderia alterar dentro dos prazos legais dado que teriam de contar com a possibilidade de inscrever o campeão como ditam os regulamentos».

Absentismo

António Bravo, presidente da FPX, diz que foi aplicada a metodologia das direcções anteriores em relação à Selecção, que nem sequer tem seleccionador, alegadamente por falta de verbas: «Voltar atrás seria uma falta de respeito pelos seleccionados. Cumprimos regulamentos. A Selecção não foi lesada porque os valores são semelhantes. A Associação de Mestres, por exemplo, nada fez para mudar os regulamentos. Sou presidente numa situação de recurso e não houve listas alternativas nas eleições. Existem locais próprios para estes assuntos serem debatidos»”

 

Hugo Martins suspenso por doping

 

Paradoxalmente, o xadrez continua a revelar casos de doping, à semelhança de outros desportos. Hugo Martins (GX Porto) foi suspenso preventivamente, depois de acusar uma substância proibida na contra-análise ao resultado positivo na final-four da Taça de Portugal.

 

José Pascoal (GX Alekhine), que acusara um diurético, interpôs recurso, sendo-lhe retirada a suspensão de 6 meses, em processo que ainda não está concluído.

 

Ler o artigo do jornal Record.

O Presidente da FPX, António Bravo, respondeu a nada esclareceu, tendo repetido a argumentação já conhecida de que não volta atrás «por falta de respeito»! Só se esqueceu do estafado argumento, muito do seu agrado, da questão financeira.

 

Esta coisa do doping anda a ser muito mal tratada no xadrez, muito por culpa dos seus dirigentes. Lembro-me a propósito uma resposta dada por João Cordovil, o ano passado numa entrevista a uma jornalista que estava a efectuar um trabalho sobre jornalismo desportivo, que talvez valha a pena recordar aqui, sobretudo num momento em que o GM Anand vem, no essencial, dizer o mesmo.

 

Associação de Mestres de Xadrez divulga a sua posição sobre as Selecções Nacionais para as Olimpíadas de Xadrez

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Recebi do Presidente da Associação Portuguesa de Mestres de Xadrez, um comunicado em que aquela associação de mestres se pronuncia sobre as Selecções Nacionais às Olimpíadas de Xadrez, em Dresden, na Alemanha, em Novembro próximo.

De acordo com Carlos Pereira Santos, esta é a «posição da APMX após discussão interna».

Aoociação Portuguesa de Mestres de Xadrez (APMX).Transcrevo de seguida alguns dos trechos mais significativos da tomada de posição da APMX, que tem uma enorme importância e significado, dado que representa a opinião institucional e discutida no seu seio do pensamento dos mestres portugueses sobre esta olímpica trapalhada.

«Este comunicado surge da verificação de um sentimento de discórdia bastante generalizado nos membros da APMX face às recentes escolhas para as olimpíadas de xadrez».

(…)

«… O prazo para aplicação dos ditos critérios deixou muito a desejar….»

(…)

«Outro ponto a realçar, (… ) verificou-se na decisão relativa à selecção feminina. Um dos elementos escolhidos, a jogadora Maria Armanda Plácido, era na altura simultaneamente directora da FPX e seleccionada. Em princípio, este facto não levanta nenhum problema de incompatibilidade, não fosse o facto de os critérios só funcionarem na data em que foram utilizados, de a grande maioria da comunidade xadrezista desconfiar da sua força de jogo para esta representação e de colegas suas de selecção terem manifestado publicamente o mesmo tipo de desconfiança.»

(…)

«… o facto de a seleccionada [Maria Armanda Plácido] ser simultaneamente directora importa. Pode não importar se se focar cegamente os critérios, aplicados numa data muito particular, mas interessa se contextualizarmos correctamente a questão.»

(…)

«O que dizemos é que, mesmo com o regulamento em vigor, o processo de selecções foi muito mal conduzido pela Direcção da FPX.»

«Por todos estes factores, a APMX reafirma o seu desacordo quanto ao processo que levou à escolha das selecções nacionais para as Olimpíadas de Dresden.»

Ler o Comunicado da APMX Selecções Nacionaos para as Olimpíadas de Dresden.

 

A minha leitura e o meu comentário: Um documento arrasador… que põe a nú todo o processo das selecções olímpicas conduzido pelo Presidente e a Direcção da FPX desde o seu início.

Receita de «Bolo Xadrez»

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Bolo Xadrez [© Jornal do Barreiro]

O Jornal do Barreiro, divulgou uma receita de Felícia Sampaio, editora culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal – Bolo Xadrez.

Pela fotografia, o bolo tem um aspecto apetitoso e se não estivesse online já teria sido deglutido.

Aqui fica a receita da autora.

Hu Jia recebe Prémio Sakharov 2008. O Parlamento Europeu distingue dissidente chinês

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Hu Jia

Hu Jia, um dos mais conhecidos dissidentes chineses, foi condenado em Abril a três anos e meio de prisão por “incitamento à subversão do poder de Estado”.

 
Formado em engenharia de informação pela Escola de Economia de Pequim, Hu Jia, 35 anos, de aspecto frágil e carácter enérgico, atraiu a cólera de Pequim ao envolver-se na defesa dos doentes de Sida, ambiente e liberdade de expressão. Numa carta difundida há cerca de um ano sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, Hu Jia afirmou que na China “não há eleições, nem liberdade religiosa, tribunais independentes, sindicatos independentes”.

 

(…)

 

Hu Jia assistiu às manifestações pela democracia de Tiananmen, violentamente reprimidas na madrugada de 4 de Junho de 1989. Face à violência, explicou em entrevistas, ele tornou-se budista, defendendo a não violência e manifestando a sua admiração pelo Dalai Lama, uma figura detestada pelo regime de Pequim.

 

«É um budista que não mataria uma formiga, um vegetariano que gosta de proteger o ambiente e defende a vida, um altruísta que se compromete para trazer justiça às pessoas. Ele não é prejudicial para a sociedade, ao contrário dá a sua contribuição de maneira nobre», escreveu a sua mulher sobre ele.

 

(…)

 

No seu combate – ao lado da sua mulher Zeng Jinyan, que encontra quando ela era voluntária da Cruz Vermelha – utiliza as novas tecnologias, como a Internet e o telemóvel, não deixando de manter informados os jornalistas estrangeiros da situação dos outros dissidentes. «A China sempre foi uma ditadura», explicou Hu Jia, numa entrevista à agência noticiosa francesa AFP em 2007. «Agora existe uma possibilidade de trazer a democracia a este país pela primeira vez em cinco mil anos de história. É por isso que me sinto privilegiado de viver neste tempo e isso explica o que faço», acrescentou.

 

(…)

 

Foi detido antes dos Jogos Olímpicos de Pequim em Agosto e depois, no final de um processo em Abril, condenado a três anos e meio de prisão por tentativa de subversão pelas suas declarações divulgadas na Internet e entrevistas dadas à imprensa estrangeira.

 

A esposa do dissidente chinês afirmou que a distinção constitui um reconhecimento pela luta de seu marido.

 

«Acho que Hu Jia ficará muito contente, pois seu trabalho terá recebido o reconhecimento de todos», afirmou Zeng Jinyan, contactada por telefone pela AFP.

 

Ler mais em hoje Macau, Repórteres sem Fronteiras, Terra Networks, Parlamento Europeu.

António Fernandes queixa-se ao Sec Estado da Juventude e do Desporto devido à sua exclusão da selecção nacional de xadrez de Portugal

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António Fernandes apresentou uma exposição ao Sec Estado da Juventude e do Desporto queixando-se da sua exclusão da selecção nacional olímpica de Portugal às próximas Olimpíadas de Xadrez, a realizar em Dresden na Alemanha, de 12 a 25 de Novembro próximos.

 

 

O campeão nacional absoluto de xadrez, António Fernandes, recorreu para o Secretário de Estado da Juventude e Desporto expondo o facto de ter sido excluído da selecção nacional para as Olimpíadas da modalidade, que se disputam em Dresden, Alemanha.


Em declarações à Agência Lusa, António Fernandes alegou reunir as condições exigidas nos regulamentos da competição -dado o campeão nacional ter acesso automático à prova -, lamentando que a Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), apesar de ter reconhecido que errou ao não seleccioná-lo, não volte atrás com a decisão.

 

«Segundo os regulamentos o campeão nacional garante a presença nas Olimpíadas. A direcção da Federação não pode passar por cima dos regulamentos e o que me dizem é que a decisão está tomada e é irreversível», explicou o xadrezista.

 

Ler o artigo completo Xadrez: António Fernandes queixa-se ao Governo no jornal Record online [17:42]

Uma Carta de Luis Alves, Director da Ass Xadrez Lisboa e da Fed Portuguesa Xadrez

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Mão amiga fez-me chegar a carta que Luis Alves, Director da AX Lisboa e Director da FP Xadrez, entendeu, por conveniente, enviar à AX Leiria, que por qualquer razão, entendeu não lhe merecer uma resposta.

 

 

Exmo Sr. Presidente da Associação Distrital de Xadrez de Leiria,

 

Exmo Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX,

Exmos Srs. Presidentes das Associações Distritais de Xadrez,

Exmo. Sr. Dr. António Fernandes,

 

Caros amigos,

 

Cumpre-me esclarecer o seguinte, sendo membro da Direcção tive uma intervenção pouco activa neste procedimento de selecção, essencialmente porque existe um regulamento (que não ainda não foi alterado e não é da responsabilidade desta Direcção); no entanto, tomei conhecimento de todo o processo e o mesmo pode ser verificado, de acordo com as informações constantes no site da FIDE.

 

Assim:

 

- pode-se verificar que no seu boletim nº2 (que anexo) o prazo de inscrição das equipas olímpicas, *sem custo de estadia,* terminou a 12 de Julho;

 

- o prazo foi alargado (“Late registrations are still accepted until 12 September 2008″) para 12 de Setembro, mas como podem verifiquem também no boletim nº 2, neste caso com os custos de estadia a suportar por cada federação (“Please be aware that in cases of late registrations *hotel expenses will be charged to the respective Federation*”);

 

- o que refere o GM António Fernandes, que muito respeito, e quanto à questão da informação fornecida em *conferência de imprensa* por Ignatius Leong, de as federações indicarem a constituição até 12  de Setembro é um facto, mas não é um comunicado oficial e omite a questão financeira e o custo adicional que daí aviria para a FPX.

 

Assim entendo que não houve incúria da Direcção, antes pelo contrário procurou-se respeitar o prazo de 12 de Julho e não ter custos adicionais com esta importante participação nacional. Na parte desportiva, o regulamento definiu o resto (ainda que tenha havido alguns enganos nos cálculos que terão sido corrigidos).

 

Independentemente de, qualquer que seja a decisão do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, e de vir a realizar-se a Assembleia Geral esta questão não pode nem deve ser esquecida, pois como todos sabem e têm sentido directamente a redução dos subsídios (após o “caso Luís Costa”), é uma punição que o IDP impôs a qual limitou, e muito, a acção das Direcções posteriores àquela.

 

Admito que, desportivamente, pode o regulamento ser contestado e até ser estudada e alterada a situação das selecções nacionais, com a nomeação de um seleccionador nacional (que já houve) e cuja intervenção seja efectiva (actualmente entendo que não o é); ainda que, no caso concreto pouco alteraria face à necessidade de tomar a decisão naquela data (12 de Julho de 2008) e, na mudança de forma que, entretanto alguns jogadores de topo nacional revelaram. 

 

Qualquer solução que venha a ser apresentada deve ter em linha de conta que a parte financeira não pode ser esquecida… 

 

Espero ter contribuído para um melhor esclarecimento de todos em torno desta questão, estarei ao dispor para aquilo em que me for possível colaborar. 

 

Com os meus cumprimentos a todos,

 

 

Luís Alves

Entrevista do GM V Kramnik ao “Daily News & Analysis”

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GM Vladimir KramnikSerá que um campeão deveria jogar todos os tipos de xadrez [clássicas, semi-rápidas e rápidas]?

É pelo menos essa a opinião do GM Vladimir Kramnik na entrevista que concedeu a Vijay Tagore do jornal indiano Daily News & Analysis. A entrevista é de Julho de 2008, mas vale a pena revisitá-la durante a disputa deste match.

Aulas de Xadrez na Casa da juventude da Junta Freg de SM Olivais

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Casa da Juventude da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais

A Casa da Juventude está situada na Av. Cidade Luanda nº 1 – lojas C e D, o Xadrez na CAsa da Juventude dos OlivaisEspaço da Juventude, como o seu nome indica, é um local essencialmente dedicado à Juventude.

Mas não só. Ali os jovens podem desfrutar de outras valências, nomeadamente a prática de xadrez.

Com esta iniciativa, pretende a Junta de Freguesia contribuir de alguma forma na formação cultural dos jovens e estimular a interacção entre si. A prática de xadrez é hoje unanimemente reconhecida como modalidade que estimula o desenvolvimento intelectual, pelo que, pode ser também uma ajuda no desenvolvimento escolar.

As aulas decorrem ao Sábado das 10.00h às 12.00h e às 2ªs feiras, a partir das 18.00h. Mais informações em Espaço da Juventude/Instalações da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais.

Jogar xadrez a dinheiro no casino: o futuro do xadrez?

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Pawnshark - Jogar xadrez num casino virtual.

É errado jogar xadrez a dinheiro num casino virtual? Encontrei um sítio em que pelos vistos é bem aceite. Mas, surge a pergunta: irá dar xeque-mate ao xadrez e à popularidade deste jogo?


Quem o pratica acredita que a existência de cada vez mais dinheiro próximo do xadrez vai acabar por matá-lo, tal como entendemos nos dias de hoje. Mas será mesmo assim?

 

A propósito o tal sítio é este: PawnShark  Mas, um aviso, não joguem, sobretudo nestes tempos de crise…

Fernando Castro, da Com Qualificação e Pres Mesa Ass Geral da FPX responde a Fernando Carapau (GD Diana)

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Fernando Castro, invocando as suas qualidades de responsável pela Comissão de Qualificação e de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX enviou a Fernando Carapau do GD Diana (Évora) a seguinte resposta à carta que lhe havia endereçado.  

 

Caro Dr. Fernando Carapau,

 

Constato que persiste em utilizar este meio para, de forma maliciosa e abusiva, lançar a confusão junto das Associações Distritais de Xadrez e de outros membros da comunidade xadrezística.

 

Registo, por isso, apesar do meu pedido anterior, a sua indisponibilidade para reflectir maduramente sobre os assuntos antes de emitir opinião precipitada sobre os mesmos.

 

De facto, uma vez mais fala sem saber do que fala e, em consequência, acaba por apresentar suspeitas totalmente infundadas. De facto, o Open Javier Carpintero de 2006 terminou a 29/10/2006 (http://ratings.fide.com/rtdarca.phtml?event=5715&codt=23). Foi, por isso, contabilizado para a lista de Janeiro da FPX e para o cálculo das performances nessa mesma lista, como se impunha. Ora, segundo os critérios atempadamente divulgados pela Direcção da FPX (ver em www.fpx.pt) as listas que contam são as 6 últimas, ou seja, no caso da selecção anunciada em Julho para as Olimpíadas, as listas FPX que contaram foram as de Abril 2007, Julho 2007, Outubro 2007, Janeiro 2008, Abril 2008 e Julho 2008 (neste último caso só contou a lista FIDE, porque a FPX não publicou a lista nacional). Pelo que é evidente que o referido torneio não podia já contar.

 

A contabilização deste torneio para ELO FIDE só foi, contudo, registada na lista FIDE de Abril 2007, porque a Direcção da FPX só enviou à Comissão de Qualificação esta prova, no dia 24 de Dezembro de 2006, pelo que a FIDE já não a considerou para a lista de Janeiro (só aceitando a prova, na abertura da nova lista, já a 10 de Janeiro de 2007). Não sei de quem foi a culpa deste lapso: se do árbitro da prova, se da organização da mesma, se da Direcção da FPX na altura. Nem me interessa agora saber, até porque presumo que não terá sido um erro intencional, muito menos a pensar ser utilizado por alguém quase 2 anos depois. O que sei é que não foi culpa da Comissão de Qualificação, que apesar do envio tardio, ainda contabilizou, como deveria fazer, esta prova na lista FPX de Janeiro de 2007. Também não foi certamente culpa da actual Direcção, que ainda não se encontrava em funções naquela altura. De qualquer forma, constata-se, pelo cálculos, que, mesmo que esse torneio tivesse contado para as performances de Julho de 2008, absolutamente nada teria alterado no ordenamento dos principais jogadores, em nada alterando, por isso, a composição da selecção nacional anunciada pelo seleccionador.

 

O motivo de não convocação de AG já foi apresentado aos sócios da FPX. Pode consultá-lo em http://aladerei.e-xadrez.com/ com data de 17 de Outubro onde, apesar de não autorizada pela Mesa da AG, a minha mensagem de email acabou por ser tornada pública.

 

Cumprimentos,

 

Fernando Castro

Comissão de Qualificação/ Mesa da AG

AX Faro divulga a sua posição sobre a jogadora Bianca Jeremias

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Documento divulgado pela AX Faro (9/10/08) a propósito de um artigo do MN José Padeiro e outras considerações sobre a «falta de empenhamento na defesa da jogadora Bianca Jeremias» por parte desta Associação. Ramiro Lopes, director da AX Faro, escreve agora “em defesa da honra e da reposição da verdade”. Este documento só chegou ao meu conhecimento hoje, por isso, a sua divulgação tardia.

1. As pessoas estão a esquecer-se do fundamental: aplicar o que tem de ser aplicado a partir do momento em que a FPX publica no seu sítio que utiliza aquele regulamento.

 

O resto é conjecturas. Há direitos adquiridos que não podem ser substituídos por erros da Direcção. O que for terá de ser. As pessoas confundem isso com o “regulamento que seria justo”.

 

 

2. Não pode prevalecer o erro “só porque já convidaram as pessoas”. E demoram cerca de três meses para assumirem o erro e ainda por cima cometem logo outro? E continuam sem divulgar a informação solicitada pela AXD Faro.

 

Para mais uma dessas pessoas é a Vice-Presidente da FPX.

 

 

3. E o lugar de alojamento e alimentação gratuito para a quinta jogadora de Portugal pode ter sido utilizado eventualmente para a pessoa que vive maritalmente com um dos “capitães de equipa”, sabe-se lá qual. Agora estou a ser mauzinho, não divulgues. Mas gostava de ter acesso aos documentos de inscrição de Portugal nas olimpíadas. Essa foi uma das razões porque solicitei a AG para a sede da FPX. Era mais difícil “fugirem com o rabinho à seringa”.

 

 

4. Eu vou elaborar um outro esclarecimento complementar relativamente ao esclarecimento final colocado no site da FPX, com referências ao email do Tesoureiro da AX Lisboa (que também é tesoureiro da FPX), nomeadamente a preocupação com os custos. Parece que ele disse que não ligou muito a esta questão das Selecções (???). Pensei que havia sido tudo decidindo em reunião de direcção. Às tantas foram os capitães de equipa que deram a conhecer ao Presidente da FPX as decisões.

 

 

5. E estou a pensar seriamente voltar à carga junto do IDP, directamente. E divulgar tudo para todos e talvez na Lusoxadrez também mas aí tenho de fazer uma síntese de tudo. Ou criar um blogue.

 

Não percebo porque é que o filho Castro é que é quem responde pela AX Aveiro. Houve eleições recentes? Também gostava de ter informações sobre esta situação. Talvez descubra na net.

 

E digo isto porque não percebo. Quem me envia emails da AX Aveiro tem sido sempre o Albino Silva. Nunca recebi nada do Francisco Castro.

 

Cada vez acredito mais que é a panelinha a funcionar. Nem sequer defendem os seus xadrezistas. Mas isso até compreendia se os xadrezistas não tivessem razão.

 

Eu próprio disse à Bianca que a AXD Faro a defenderia dentro das suas possibilidades se ela tivesse razão.

 

Gostava de ver os cálculos (antes e depois).

 

 

Ramiro Lopes

AX Faro

António Fernandes denuncia irregularidades e informa pretender levar a FPX e titulares envolvidos a tribunal

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O GM António Fernandes divulgou um documento, Irregularidades na Constituição das Selecções que Representarão Portugal nas Olimpíadas de Dresden 2008, o qual segundo as suas palavras,  o qual destaca logo no início que

 

A questão essencial é a legalidade de todo o processo, isto é, o cumprimento ou não de todas as disposições legais estatutárias e regulamentares. No entanto, devido à confusão existente na comunidade xadrezística, incluindo a Blogosfera, venho por este meio esclarecer algumas questões que considero essenciais para melhor compreensão das acções e comportamentos da Direcção da FPX e do seu Presidente.

 

No final, António Fernandes informa a comunidade xadrezista a quem se dirige que, é sua intenção interpor competente acção judicial contra a Federação Portuguesa de Xadrez e os seus titulares «envolvidos».

 

 

Fernando Carapau pede uma Ass Geral da FPX com «carácter de urgência»

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Recebi esta carta de Fernando Carapau, a qual pelas razões óbvias dispensa de qualquer comentário adicional.

 

Exmo. Senhor Presidente da FPX

Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX

Exma. Direcção da FPX

Exmo. Senhor Presidente do Conselho Fiscal da FPX

Exmo. Senhor Presidente do Conselho Disciplinar da FPX

Exmo. Senhor Presidente do Conselho Jurisdicional da FPX

Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Arbitragem da FPX

Exmos. Senhores Presidentes das Associações Distritais de Xadrez

 

c/c GM António Fernandes

 

Caros Colegas Xadrezistas,

 

1. Porque motivo o Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX não convoca uma AG para estudar e resolver este assunto concreto, e já agora debater outros assuntos;

 

2. Porque motivo o Open Internacional Memorial Javier Carpintero (Outubro de 2006) não foi tido em conta para as performances dos jogadores da Selecção? Penso (salvo o erro) que tal Open está abrangido, para efeitos de performances, pelo regulamento em vigor;

 

3. Penso que é claro para toda a comunidade do xadrez a necessidade urgente de (re)organizar a modalidade. Os regulamentos têem que ser claros e sem truques, de modo a evitar situações desagradáveis para a modalidade.

 

4. Estas confusões e outras que vão ocorrer num futuro próximo podem por em causa o Estatuto de Utilidade Pública da FPX, será que as pessoas responsáveis não ponderam sobre tal?

 

Mais uma vez apelo ao bom senso do Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX para convocar uma AG com carácter de urgência para debater este assunto melindroso que coloca com certeza a modalidade do xadrez mal vista perante todos nós…

 

Atenciosamente,

 

Fernando Carapau

NOTA: Sublinhado meu (FV)

Resposta do Pres. Mesa da Ass Geral ao pedido de convocação de Ass Geral da FPX por parte da AX Faro e outras Associações

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Em resposta ao pedido de convocação de uma Assembleia Geral da FPX por parte de várias Associações [Ver pedido] recebi do AX Faro, a resposta que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX lhe remeteu na passada 3ª feira, 17/10: 

 

Exmos. Senhores representantes dos sócios da FPX,

 

Recebeu a Mesa da Assembleia Geral da FPX solicitação de marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária por parte de 3 sócios ordinários (AXD Faro, AX Leiria e AXD Coimbra). A esse pedido associou-se o Sr. Paulo Costa, representante de uma comissão administrativa da AX Santarém, a constituir.

 

O assunto requerido tem como ponto 1. Apreciar, discutir e deliberar sobre contestação apresentada pelo GM António Fernandes, ao Presidente da FPX, sobre constituição das selecções nacionais para a Olimpíada de Dresden.

 

Sendo o assunto da constituição das selecções nacionais, nos termos estatutários, uma competência que cabe, em exclusivo, à Direcção da FPX, é entendimento da Mesa da AG que é à Direcção da FPX que compete responder a eventuais contestações e a esta em particular. Contestação essa que, de facto, foi competentemente endereçada ao Presidente da FPX, como deveria ser. Não pode, estatutariamente, a AG da FPX alterar decisões da Direcção, que é soberana, nesta matéria de selecções nacionais. Por isso, é entendimento da Mesa da AG que não se justifica convocar uma AG para o efeito, que muito menos seria urgente, dada a total incompetência deste órgão nesta matéria.

 

Contudo, estando já marcada uma reunião ordinária da AG da FPX para 9 de Novembro, poderá haver interesse dos sócios em debater o assunto, nomeadamente para reflectirem sobre o mesmo e avaliarem a pertinência, ou não, de se proceder, em AGs futuras, a eventual alteração do Regulamento das Representações Nacionais. Por isso, e porque a Mesa da AG reconhece a importância e interesse do tema, e acredita que os representantes dos sócios terão capacidade para encontrar os melhores caminhos para o Xadrez Nacional, a Mesa da AG permitirá que, na referida AG de 9 de Novembro, após o ponto único da Ordem de Trabalhos, e caso seja essa a vontade a exprimir na altura pela maioria dos associados que estiverem presentes, se debata o assunto agora requerido por estes três sócios ordinários. Esse debate não poderá, como é evidente, ter carácter deliberativo pois a AG não foi convocada para alterar regulamentos, mas permitirá aos sócios aprofundar o assunto e começar a

preparar eventuais alterações. Caso os sócios concluam pela necessidade de alterar aquele (ou outros) regulamentos, a Mesa da AG actuará conforme a vontade dos sócios, que representa, convocando uma nova AG para o efeito.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Fernando Castro

Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPX

 

 

P.S. Da decisão de não marcação de AG, e respectiva justificação, foi prontamente dado conhecimento à AXD Faro e AX Leiria. Quanto à AXD Coimbra, só agora é dado, por esta mesma via, conhecimento, porque só agora recebi o pedido, por motivo de me encontrar ausente do estrangeiro (com grandes dificuldades de acesso à internet). Não se entende, por isso, a insistência que o Sr. Ramiro Lopes, da AXD Faro, tem feito, quando conhece há mais de uma semana a decisão da Mesa da AG quanto ao seu pedido. Informa-se ainda de que a Mesa não recebeu qualquer pedido da AX Açores, para convocação de AG.

Campeonato do Mundo de Jovens no Vietnam

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Começam no próximo Domingo, 19/8, os Campeonato do Mundo de Jovens S18, no Vietname. De World Youth Chess Championship 2008 acordo com o comunicado da FPX de 15/7, MF Ruben Pereira e Rafael Teixeira, são os representantes do nosso país, acompanhados do treinador MI Rui Dâmaso.

De acordo com o artigo Petrolinense participa de campeonato de xadrez no Vietnã, de  Roseane Albuquerque (Núcleo SJCC/Petrolina),

Uma estudante petrolinense de apenas dez anos está entre os cinco brasileiros que disputam, a partir do próximo domingo (19), o Campeonato Mundial de Categorias no Xadrez, evento que acontece no Vietnã. Ramires Coelho viajou na noite dessa quarta-feira (15) para Paris, na França, uma das escalas da viagem.

Na bagagem, a menina – que já é campeã panamericana, brasileira, nordestina, pernambucana e petrolinense em sua categoria, sub-10 – leva a esperança de trazer o título mundial. “Quero trazer essa conquista para o Brasil e para isso, treinei bastante”, afirma, categórica. Ramires deve ficar no Vietnã, acompanhada por seu técnico, até o fim de Outubro.

Ler o artigo completo no TV Jornal online.

Saber mais sobre Portugal, Brasil, Macau. (Nenhum país africano de expressão portuguesa está repsentado).

O Campeonato pode ser seguido no sítio oficial do World Youth Chess Championship 2008 e Chess-Results.com. Pode igualmente ser seguido em Chessdom.com.

As irmãs Polgar num artigo do Financial Times

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     Kester Eddy, publicou hoje no Financial Times, um artigo no qual aborda a vida das irmãs Polgar – Zsuzsa (Susana), Zsofi (Sofia) e The Financial Times Limited 2008Judit – e a sua aparição conjunta num match de exibição na cidade de Budapeste, Hungria. Não trazendo novidades é, no entanto, agradável recordar o seu percurso no xadrez, com observações pessoais das próprias.

Ler o artigo Queen of chess players makes the right moves.

Ala de Rei recebeu 5000 visitas em 50 dias!

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Comemoração das 5000 visitas em 50 dias.

O blogue Ala de Rei recebeu 5000 visitas em 50 dias. (O contador começou a funcionar no dia 27.Agosto.2008).

 

Ala de Rei 

 

continua fiel ao seu ideário, definido no seu início, de «debater e divulgar o xadrez, enquanto arte, ciência, cultura e desporto», actuando com seriedade, isenção e rigor, não trocando a liberdade de expressão e crítica por qualquer subsídio.  

Ala de Rei não é um órgão nem porta-voz de qualquer entidade, mas assume na opinião, na crítica e na divulgação de informações e notícias que se justifiquem, estar ao serviço da liberdade e da democratividade, em observância dos princípios da ética, da defesa do espírito desportivo e da verdade desportiva.

 

A crítica e o comentário, desde que ausentes de linguagem imprópria e respeitem a dignidade pessoal serão bem vindas e publicadas, desde que identificadas.

Anand-Kramnik disputam Mundial de Xadrez em Bona

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Começou ontem, em Bona, na Alemanha, o Campeonato Mundial de Xadrez. O actual campeão 2008 World Chess Championship Anand vs Kramnik in Bonn.mundial, o GM indiano Vishwanathan Anand coloca o títitulo em jogo frente ao anterior detentor, o GM russo Vladimir Kramnik.

Depois de uma longa espera, começa hoje o campeonato mundial de xadrez, que colocará frente a frente o actual campeão do mundo, o indiano Vishwanathan Anand e o challenger e anterior campeão do mundo, o russo, Vladimir Kramnik. O campeonato será disputado em Bona, antiga capital da desaparecida República Federal Alemã e consta de doze partidas clássicas, ou seja, com o ritmo de 120 minutos para os primeiros 40 lances, seguida de seis minutos para os 20 lances seguintes e, se a partida continuar, com 30 minutos e um incremento de 15 segundos por lance, até ao seu terminus.

 


Vai ser um match extremamente equilibrado e entre adversários com perfis muito díspares, senão mesmo antagónicos. Anand é um jogador de ataque, táctico por excelência, enquanto Kramnik é um jogador posicional, especialista em finais de partida, nos cumes do jogo estratégico. Mas ambos são versáteis e podem surpreender. Esperam-se jogos de fino calibre, que ficarão nos anais da história do xadrez. Na minha opinião são os dois jogadores mais fortes e consistentes da última década.


Este tipo de embates históricos encerram sempre, para além do seu conteúdo xadrezístico propriamente dito, uma vertente psicológica e humana de certo modo fascinante. Veremos o que nos espera.

 

 

Artigo de João Valle Roxo, em hoje Macau. Ler também Uma história de xeques-mates e Os Perfis, segundo uma avaliação, sempre arriscada, feita pelo GM Artur Yussupov, um dos comentadores oficiais do match.

 

Mais informações sobre o match (notícias, partidas, resultados e comentários no dia seguinte) em ChessBase ou no próprio sítio oficial em World Chess Championship 2008. É também possível acompanhar as partidas online através do sítio FOIDOSchess (World Chess Championship Broadcasts) ChessVibes. As partidas têm início às 15.00 horas locais (Bona). Ver igualmente o sítio do Clube de Xadrez (em português), muito interessante e completo sobre o match.

Portugal, Cabo Verde e o Xadrez

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Recebi de Francisco Carapinha, o Vice-presidente da Associação de Xadrez de S. Vicente (Cabo Verde), instituição a que fiz referência aqui no blogue, a seguinte carta: 

(…)  Sou leitor habitual do seu blogue, e eu que também já vivi em Odivelas, e que estive alguns anos desligado à modalidade, decidi regressar. Estou a viver há quase 8 anos em Cabo Verde, mais concretamente na cidade do Mindelo, e fui recentemente eleito vice-presidente da direcção da Associação de Xadrez de S. Vicente.

 

Como um dos objectivos da direcção da AXSV é a divulgação e promoção da modalidade, foi decidido realizar um evento, integrado nas comemorações do aniversário da Associação. Para isso, decidi, com apoio dos restantes membros, convidar o campeão de Portugal, a participar nesta acção. Fui no entanto, apanhado com a polémica da sua participação ou não na selecção olímpica portuguesa. Não poderia deixar-me ficar sem tomar uma posição de apoio aquele que acho que deveria ser um dos elementos dessa selecção, pelo facto enviei-lhe um email, que abaixo reproduzo, e para o qual fui autorizado pelo próprio Ant. Fernandes, a divulgá-lo.

 

O Francisco Vieira, se achar conveniente, pode divulgá-lo, bem como o convite feito para o Campeão Nacional vir a Cabo Verde.

 

Sem mais, desde já apresento as maiores saudações escaquísticas.

 

Francisco Carapinha

 

Eis a carta que Francisco Carapinha dirigiu, de Cabo Verde, ao GM António Fernandes: 

Caro amigo,

 

E permite que te trate assim.

 

Nada do que aqui te escreverei terá a ver com a minha posição pessoal nem com o convite que te enderecei para vires a Cabo Verde.

 

Estava longe de imaginar que, ao seres Campeão de Portugal (pela 12.ª.vez), uma polémica acerca da selecção olímpica, te iria envolver, porque para mim, qualquer campeão nacional deve fazer, SEMPRE, parte da selecção do seu país.

 

O seres Campeão de Portugal, logo um dos campeões da CPLP, permitiu-me a liberdade de te convidar para vires a Cabo Verde fazer uma divulgação e promoção da modalidade.

 

Quem me conhece, percebe e sabe identificar a minha escolha, e sabe também o motivo porque te escolhi, para apadrinhares Cabo Verde, actualmente o meu país de acolhimento, na divulgação da modalidade que me é tão querida, não só em S. Vicente como nas restantes ilhas.

 

Sei que este país, que não é o teu, nem o meu, mas sei também que te esperam para demonstrares uma única coisa: “O Xadrez é nosso”, nunca dos bravos ignorantes.

 

E se as coisas não correrem tão bem como isso, sei também, para vergonha de algumas personagens (que se auto identificam com o xadrez), que na próxima olimpíada, nos poderemos unir, e quem sabe, representar outro país, que também fale a língua de Camões.

 

Portugal, necessita de saber quem são os elementos necessários à construção, reafirmação e identificação do país, mas certamente não necessita dos bravos ou bravíssimos que se aproveitam dos cargos que ocupam para nos quererem fazer passar por parvos.

 

O xadrez é uma arte, um desporto e uma ciência, que nós, e permite António Fernandes, que me chegue à tua grande dimensão, deveremos defender, como pessoas de bem.

 

Um abraço amigo

 

Francisco Carapinha

Vice-presidente da Associação de Xadrez de S. Vicente (Cabo Verde)Gens Una Sumus (Somos Uma Família)

 

Sem palavras: GENS UNA SUMUS