Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

O Nacional de Xadrez da I Divisão no Público

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Jornal PúblicoDe há muito tempo a esta parte que não via um único artigo do jornal Público sobre o xadrez nacional, seja ele individual ou por equipas, por isso, quando estas aparacem são, só por si, já notícia. Vêem estas linhas a propósito do artigo de Jorge Guimarães na edição do Público de hoje, que me permito reproduzir.

GD DIANA E FC BARREIRENSE LIDERAM NACIONAL POR EQUIPAS

Decorridas quatro das nove jornadas da 50.ª edição do Campeonato Nacional da I Divisão de xadrez, a decorrer em Évora, o Grupo Desportivo Diana de Évora e o Futebol Clube Barreirense isolaram-se no comando com 11 pontos de 12 possíveis, resultantes de três vitórias e um empate.

Se no que diz respeito à equipa eborense a liderança não surpreende – são os actuais detentores do título e possuem o conjunto com média de ranking mais elevada -, já o mesmo não sucede com o Barreirense, que está a realizar uma excelente prestação.

Na jornada de ontem, o principal confronto era o que opunha a Academia de Xadrez de Gaia ao clube do Barreiro, com os gaienses a sofrerem surpreendentemente o segundo revés. O mestre Internacional (MI) Rui Dâmaso defendeu com sucesso o primeiro tabuleiro, forçando o russo Oleg Korneev, 100.º jogador mundial, à divisão do ponto, enquanto no segundo e quarto tabuleiros sucediam as grandes surpresas, com as vitórias do MI Sérgio Rocha sobre o Grande Mestre (GM) peruano Julio Granda, actual campeão pan-americano, e de Pedro Barata sobre o GM António Fernandes.

A vitória no terceiro tabuleiro do GM eslovaco Lubomir Ftacnik sobre o jovem francês Thomas Saatdjian Artigo de Jorge Guimarães sobre o Nacional da I Divisão no Público de hoje, 30/7/2008.apenas atenuou a derrota daqueles que, à partida, seriam a segunda equipa mais cotada. Também um semi-revés sofreu a equipa da Associação Cultural e Recreativa de Vale de Cambra, que cedeu um inesperado empate frente ao Núcleo de Xadrez de Faro. Depois de estar a vencer por 2-0, com vitórias no segundo e terceiro tabuleiros, os vale-cambrenses permitiram a recuperação com a derrota do GM Luís Galego frente ao MI espanhol Cuencas Jimenez e do MI Carlos Santos frente ao jovem Nuno Guerreiro, Santos permitiu o volte-face, deixando esgotar-se o tempo, depois de desperdiçar oportunidades de vitória.

Também num animado encontro, as duas Académicas, da Amadora e de Coimbra, empataram com vitória da AAC no 3.º tabuleiro e da AAA no quarto, com o ponto a ser dividido nos dois primeiros. O Diana venceu com naturalidade o Sport Faro e Benfica (3-1), com o ponto algarvio a ser alcançado no segundo e terceiro tabuleiros. Na luta directa pelas últimas posições, o ADRC Mata e Benfica alcançou uma vitória pela diferença mínima sobre a Sociedade de Instrução e Recreio de Elvas, que lhes permitiu-se fugir ao último posto.

Que Jorge Guimarães e o jornal Público voltem às notícias nacionais que o xadrez nacional agradece reconhecido.

A propósito a %º sessão do Nacional da I Divisão por Equipas pode ser acompanhado online em CNE2008 . Mais informações na página do Campeonato Nacional por Equipas 2008.

Nuno Sá fala da tradução portuguesa de Damião Português – entrevista

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Publicamos em seguida na íntegra a entrevista que NUNO SÁ amavelmente concedeu ao Ala de Rei.   

Nuno Sá tradutor da 1ª ed. portuguesa do livro de Damião.Eu comecei a traduzir este livro para poder lê-lo, por não haver uma tradução portuguesa. Terminada a tradução decidi publicá-la, para benefício daqueles que, como eu, gostassem de conhecer este livro, e também por entender que uma sociedade deve valorizar os seus membros notáveis, como foi o caso de Damião. 
Porque escolheu fazê-lo neste momento, quando a obra de Damião comemora 500 anos no ano 2012? 

Não foi uma escolha mas sim uma coincidência. Mas acho que seria interessante que a comunidade xadrezística portuguesa tentasse organizar algum tipo de celebração nesse aniversário, a qual promoveria a figura do Damião e assim, indirectamente, o xadrez nacional. Nesse aspecto, o Francisco Vieira, que me entrevista, talvez pudesse dar o seu valioso contributo com o trabalho que tem desenvolvido acerca do Damião. 

Quais foram as suas principais dificuldades na tradução de uma obra escrita em italiano e espanhol antigos? 

Trata-se dum livro impresso e não dum manuscrito, o que facilita muito a sua transcrição. Portada da edição princeps do livro de Damião Português, Questo Libro e da Imparare Giocare a Scachi et de le partite (Roma, 1512).Tive também a ajuda da minha namorada, que é formada em História e conhece paleografia. Quanto à tradução propriamente dita, quase todo o livro está escrito num estilo muito técnico, com expressões do tipo “se ele tomar o teu cavalo, avançarás o teu peão do rei”, que são de muito fácil tradução. De certa forma, o facto do autor ser português também ajudou pois acontece por vezes ele usar construções de frases mais características do português do que do italiano. A parte mais difícil da tradução foi a dedicatória, a qual está escrita num estilo literário. Felizmente pude contar com a ajuda duma colega minha italiana, que estuda precisamente Literatura Italiana. 

Como é que obteve o material de apoio para a tradução e de estudo e de investigação para a introdução do livro? Foi difícil para si, que está radicado nos Açores? 

Fac-simile do interior do livro de Damiao Português [in ChessBase.com].Eu aproveitei viagens minhas para frequentar bibliotecas tanto em Portugal Continental como no estrangeiro. Por outro lado, os modernos meios informáticos permitiram-me recolher um conjunto de informações que de outra forma me teria demorado muito a conseguir, pois pude consultar catálogos bibliotecários on-line e encomendar cópias, scans e microfilmes por correio electrónico (claro que não foi barato fazer estas encomendas mas, mesmo assim, foi mais barato do que deslocar-me lá pessoalmente). 

Como foi a tradução recebida pela Editora? E qual o apoio que esta lhe concedeu?Damião Português, Questo Libro e da Imparare Giocare a Scachi et de le partite, trad port de Nuno Sá, 2008, Campo das Letras, Porto.

Foi um normal contrato para edição, bem recebido pela editora. Devo ainda referir e enfatizar o cuidado trabalho de revisão que me foi oferecido pela editora, feito com grande qualidade pela revisora Margarida Baldaia. Lamento apenas um pequeno erro no texto preparado pela editora para a contracapa.

Qual a recepção que espera dos leitores ao seu livro? 

Trata-se da minha tradução do livro de Damião, e não do meu livro (mas, evidentemente, entendo o sentido da sua pergunta). Eu dediquei-me bastante tanto à tradução como ao estudo introdutório, pelo que acredito que o trabalho seja apreciado pelos interessados, o que seria reconfortante para mim. Claro que, não sendo o xadrez um jogo assim tão popular (e ainda menos a história do xadrez), calculo que os interessados não serão numerosos. 

Nuno Sá, em casa, na companhia do Damião.Como explica o pouco interesse dos xadrezistas e mesmo dos historiadores nacionais em geral pela História e Origem do Xadrez e, sobretudo, pelo seu estudo, investigação e pesquisa?

Não tenho uma explicação, mas concordo com a sua opinião de que pouco se faz nessa área. Por exemplo, há uns anos atrás procurei informar-me acerca do historial competitivo em Portugal (campeões absolutos, campeões por equipas, etc.) e, para meu grande espanto, tive enorme dificuldade em encontrar informações. De resto, a própria espera de cinco séculos por uma tradução para português dum autor português tão importante na História do Xadrez evidencia o desinteresse por esta matéria. 

Considera importante a existência de um Centro de Estudos Damianos? 

Devido à escassez de dados que temos sobre o Damião (creio que dispomos de mais dados falsos sobre a sua biografia do que de verídicos), parece-me que não se justificaria a existência dum centro de estudos especificamente dedicado a ele. Talvez se justificasse melhor um centro de estudos com objectivos mais amplos (por exemplo, a história do xadrez nacional), o qual se poderia no entanto chamar “Centro de Estudos Damianos”. 

Quais são os seus projectos editorais futuros? 

 

Não tenho. Como referi atrás, mesmo este trabalho não nasceu como um projecto editorial mas sim como uma tradução para meu uso próprio.

 

Esta entrevista concedida pelo Nuno Sá não tem direitos reservados. Todos interessados, que assim o entendam, são livres de a reproduzirem na íntegra ou parcialmente. Ala de Rei agradece aque citem a fonte.

 

 

 

 

 

A alta competição sem seguro

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Ler com a devida atenção o artigo de José Manuel Meirim – A alta competição sem seguro - colocado em Colectividade Desportiva.

Tanto quanto me é dado saber, não é apenas a alta competição que não tem seguro. Também no xadrez, até há muito pouco tempo atrás, no xadrez, os Veteranos com mais de 70 anos não tinham seguro desportivo válido.

Mas, os veteranos não têm quaisquer problemas, porque, a confirmar-se que o Seguro Desportivo em vigor não se aplica a este segmento, a responsabilidade civil e criminal pertence à Federação Portuguesa de Xadrez e aos titulares responsáveis pela contratação.

Divulgado Parecer do Prof. Freitas do Amaral

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Federação Portuguesa de FutebolJoão Almeida colocou no Colectividade Desportiva, o artigo Sinal dos tempos, Prof. Freitas do Amaralonde tece alguns comentários sobre a situação que levou a FPF a pedir ao Prof. Freitas do Amaral a elaboração de um Parecer.

Que vos faça muito bom proveito nestas escaldantes férias a que não escaldões olímpicos. Boas leituas e boas reflexões!

Nuno Sá concede entrevista ao blogue Ala de Rei

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Nuno Sá

 

 

Nuno Sá, que, recentemente publicou na Campo das Letras, a sua tradução da obra de Damião PortuguêsQvesto Libro e da imparare Giocare a Scachi et de le Partite - concedeu uma entrevista ao blogue Ala de Rei que será publicada durante esta semana. 

Todos os xadrezistas são iguais, mas alguns são excepções.

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"Animal Farm", de George Orwell.Todos aqueles que têm a minha idade lembrar-se-ão da publicação há uns anos atrás da Capa da 1ª ed. portuguesa de "O Triunfo dos Porcos" (ed. Perpspectivas & Realidades, 197?).obra de George Orwell O Triunfo dos Porcos (ed. Perspectivas & Realidades), tradução portuguesa do original inglês Animal Farm. O título português embora cómico é de um lancinante realismo.

A editora Antígona resolveu publicar uma nova tradução portuguesa, com o título A Quinta dos Animais, esta mais próxima do título original, mas os nomes e detalhes geográficos foram alterados para aproximar o texto do estilo original de fábula.

Este livro polémico, nas palavras do jornalista Luis Naves,

A Quinta dos Animais (ed. Antígina, 2008)foi concebido como narrativa política, de crítica anti-comunista, ou melhor anti-estalinista, mas, a sua essência permanece tão actual que quase podia ser um tratado sobre a tomada do poder. A Quinta dos Animais é um livro anti-totalitário. As personagens são esquemáticas e simples. Há um tom geral de comédia sinistra.

Mas, de que nos fala o livro de George Orwell, nesta nova tradução portuguesa de Paulo Faria?

O livro conta-nos a substituição do preguiçoso Sr. Reis pelo porco Napoleão e seus sequazes, da transformação de uma sociedade opressiva por uma outra mais radical e sinistra.

George Orwell, escritor e autor de Animal Farm, 1984, etcOrwell que conhecia os mecanismos do totalitarismio, inventou nesta obra uma das grandes frases do século XX:

Todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais do que outros.

Pode ser lido com agrado no blogue De Rerum Natura, o comentário de Desidério Murcho sobre esta tradução da obra de Orwell.

Esta frase de Orwell trouxe-me à memória uma outra paradigmática do momento actual que se vive no xadrez no nosso país. A saber:

Todos os xadrezistas são iguais, mas alguns são excepções.

A propósito… se puderem não deixem de ler o livro em qualquer das duas [*]traduções portuguesas, e boas leituras…

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[*] Há uma terceira edição publicada pelas Publ Europa-América, mas adoptou a tradução portuguesa da 1ª edição.

Rating Progress Chart da Selecção olímpica feminina de Portugal

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A FPX divulgou recentemente a constituição das selecções olímpicas absoluta (e não masculina, como é referido) e feminina.

Aquele documento da FPX começou quase de imediato a suscitar controvérsia, em especial, devido à inclusão de Maria Armanda Plácido e a exclusão de Bianca Jeremias. Eu próprio, logo que tomei conhecimento, alertei para o facto ao escrever

Tenho as minhas reservas sobre a constituição da selecção olímpica feminina, mas, quero acreditar que não esteja constituída “à medida”, como já me tinha sido sugerido, logo que se soube que a selecção feminina iria ser constituída por 5 tabuleiros.

De facto, a evolução da situação tem mostrado contornos nebulosos quer quanto à aplicação dos regulamentos nacionais, isto é, Selecções nacionais – Dresden 2008, quer quanto a regulamentos olímpicos.

O fórum Lusoxadrez, resume, no tópico Ajuda – critérios de convocação para Dresden, algumas contribuições importantes que têm sido dadas sobre mais um escândalo (!!) na constituição das selecções nacionais de Portugal. 

Antes de apresentar uma análise sobre toda esta trapalhada, permito-me contribuir para a discussão com a apresentação dos mapas de progressão do Elo Fide das seleccionadas olímpicas e da Bianca Jeremias, retirados da página oficial da FIDE. Todos os contributos são importantes.

Assim, 1- MIF CATARINA LEITE  [2202]

Mapa de progressão do Elo Fide de Catarina Leite.

New Calculations available. Expected change: -36.6

 

2- MFF ARIANA PINTOR [ 2165 ]

Mapa de progressão do Elo Fide de Ariana Pintor.

New Calculations available. Expected change: -5.55

 

3- MFF ANA BAPTISTA  [2137]

Mapa de progressão do Elo Fide de Ana Baptista.

New Calculations available. Expected change: -6.15

 

4- MFF MARGARIDA COIMBRA [2093]

Mapa de progressão do Elo Fide de Margarida Coimbra.

New Calculations available. Expected change: -1.5

 

5- MARIA ARMANDA PLÁCIDO [1758]

MApa de progressão do Elo Fide de Maria Armanda Plácido.

 

9- BIANCA JEREMIAS [1990]

Mapa de progressão do Elo Fide de Bianca Jeremias.

New Calculations available. Expected change: -22.5

Apresentei um pequeno contributo para a discussão desta matéria. Na próxima semana abordarei mais profundamente o que está em causa e as consequências da decisão da FPX.

Ajudem a China a acordar!

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 Race for Tibet

É preciso vir de fora para ver…

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Alguém leu o relato do autor do blogue xadrez vigoroso sobre o Hotel A.S., em Lisboa, local onde se disputaram os Torneios de Mestres e Honra 2008 e as meias finais e final da Taça de Portugal 2008.

Embora atrasado [foi colocado em 6/7] vale a pena ler o texto Eu bem queria assistir às provas…., por vezes é preciso vir de fora [mas cá dentro de Portugal] para ver as coisas que temos mesmo à frente do nariz.

Gostei de ler este artigo do Tiago. É pena a “massa crítica” do xadrez andar hibernada!

Ana Baptista é a campeã nacional feminina 2007-08

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Parabéns ANA BAPTISTA

MFF Ana Baptista Campeã Nacional Feminina de 2007-08.

Com um desempenho simplesmente extraordinário, a MFF Ana Baptista, do GC Odivelas, é nova campeã nacional feminina de 2007-2008.

Com sete pontos em 7 sessões (100%) e uma performance de 250 pontos acima do seu elo real, no campeonato feminino mais forte de todos os tempos, a nova campeã nacional e membro da selecção nacional olímpica, venceu as anteriores campeã nacional, Margarida Coimbra e vice-campeã nacional, Catarina Leite.

Ver palmarés da Ana Baptista no blogue do GCO, Há Xadrez em Odivelas. Mais informações em Chess-Results.comNacional Feminino.

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Lewis Carroll

Arne Moll  publicou em Chessvibes o artigo Lewis Carroll’s chess problem

One of the strangest books I’ve ever read is Bach en het Getal (Bach and the Number) by the Dutch authors Kees van Houten en Marinus Kasbergen. The main thesis of the book is that within the music of the great composer J.S. Bach, various messages, numerological clues and strange links hide just behind the surface.

A recent article on the chess problem of Lewis Carroll that appeared on Susan Polgar’s weblog reminded me of this curious book on Bach.

Espero que apreciem.

Dos dois lados do Atlântico vamos de mal a pior…

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Todos sabemos as dificuldades com que se debatem a Federação e as várias Associações no que respeita a dinheiros, em que não é alheia a megalomania e a má gestão que, por vezes, andam de mãos dadas.

 

Mas, alegrem-se por que não estão sós. Basta acompanhar o que se passa na Federação de Xadrez dos Estados Unidos (USCF) para ver que, afinal, o “nosso problema” é mais geral, é mais global, como hoje se diz, mas, com duas diferenças substanciais apesar de tudo: nos EUA os orçamentos têm mais zeros e o dinheiro é deles. Por cá, como se sabe os orçamentos são minúsculos e, sobretudo, cerca de 60 a 80% são do Estado [IDP].

 

Susan Polgar, que pertence Comissão Directiva da USCF, aborda esta questão no US Chess Discussion, ao colocar o artigo Strange USCF business practice. 

Aparentemente compradas as situações financeiras de ambas as federações, a “nossa” ainda vive longe das maiores tempestades que normalmnte assolam a território norte-americano.

 

De facto, desde prejuízos financeiros, linhas de crédito e emprétimos bancários, ausências de controlos de qualidade, jogos políticos, jogadas de bastidores, negociatas por baixo da mesa, de tudo existe naquela federação. A própria sobrevivência da USCF pode estar em causa.

A acrescer estes problemas financeiros discute-se agora a demissão de membros daquele órgão directivo. Bastar ler o que se tem escrito a este propósito no rec.games.chess.misc para se compreender a gravidade da situação em que se encontra mergulhada a “maior e mais rica federação mundial de xadrez”. A crise ainda por todo o lado, ou, como dirão, os mais optimistas, “a crise toca a todos”.

E por cá? Bom, a qualidade do dirigismo é bem conhecida. As Teses para alterar o xadrez nacional e a (mais) recente, Carta Aberta à Federação Portuguesa de Xadrez mostram o estado da modalidade. Também por cá a sobrevivência é um risco.

 

Por exemplo, a AX Lisboa, uma das maiores – esta época tem inscritos 977 filiados, o que corresponde a 24,02% do total nacional - e mais dinâmicas do nosso país está paralisada, e, já não tem elementos que se possam deslocar às assembleias gerais da Federação.

Reacções à composição da selecção feminina às Olimpíadas 2008

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Tou mesmo confuso...Como era de esperar começam as reacções à composição da selecção nacional feminina às Olimpíadas de Dresden 2008, na Alemanha.

 

Todos os comentários efectuados com urbanidade, serão divulgados, desde, é claro que não sejam obscenos nem ponham em causa a dignidade e a honra. Mas crítica é crítica e nem sempre ela nos é favorável, sobretudo, quando nos pomos a jeito.

 

A Casa do Xadrez já se pronunciou sobre esta matéria, já de si polémica, mas que este ano promete. Agora começou no fórum LusoXadrez. Tiago questiona-se: 

não percebo por que é que 9.ª da lista foi, relativamente à quinta jogadora da selecção, a primeira a cumprir todos os critérios.

Alguém tem uma ideia?

Será que a Maria Armanda foi a primeira jogadora a aceitar a convocatória e preencher o último lugar disponível? (que não é o que diz a nota divulgada pela FPX). 

A cidade do Porto com o Nacional Feminino (14.Julho.2008)

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Porto, 14/7/2008

Gostei de ver esta fotografia [DR Xadrez vigoroso], a lembrar-me que não passo pelo Porto há alguns anos.

Qual é a melhor maneira de aprender xadrez?

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Qual é a melhor maneira de aprender a jogar xadrez? Perguntava Mike Griffin no passado dia 9 de Julho no Boylston Chess Club Weblog.

David Dymond was asked that question by a new player and responded in above fashion when the BCF was on Clarendon Street. And for most chess hobbyists, this is probably what we do most of the time. We study in the way that motivates us. Looking here, picking there, avoiding end game study at all costs. Usually we end up spending too much time and money on opening books. But if we have time to invest we will get better.

Ler o artigo em What is the best way to learn chess?

Influência da proveniência na cultura desportiva dos jovens

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João Pimentel e Paulo Nunes, ambos da Esc Sup de Educação de Viseu, publicaram na revista Estudos, sobre Pedagogia do Desporto, 7, o artigo Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens, no qual defendem que

 

A educação da criança inicia-se ainda no meio familiar, aí se integram várias dimensões educativas: cognitivas, afectivas, sociais e motoras. Até ao início da educação formal, toda a actividade formativa e a estruturação do comportamento motor é da responsabilidade da família. Quando entra para a escola, passa a ter um acompanhamento educativo especializado, cabendo a educação motora e do próprio corpo à disciplina de Educação Física.

 

O Min. da Educação determina que o programa de Educação Física seja igual em todas as escolas, através de um modelo de programa que contém duas partes distintas de matérias; uma parte é comum a todas as escolas e anos de escolaridade; a outra consiste em modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente pelo grupo de Educação Física.

 

A parte comum, que se refere basicamente às modalidades desportivas tradicionais e podem ser praticadas em todas as escolas, garante, não só a necessária homogeneidade do currículo a determinado nível de desenvolvimento, mas também a atribuição a cada escola dos meios necessários ao desenvolvimento dessas matérias.

 

As modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente, permitirão o aproveitamento das características próprias ou condições espaciais existentes em cada escola e na respectiva região.

 

(…)

 

O conhecimento das preferências e das rejeições das diferentes modalidade desportivas por parte dos alunos é fundamental para garantir a motivação e, em consequência, a aprendizagem e performance desportivas, já que estas são determinadas sobretudo pela intensidade e características da motivação e, como refere Cratty, «a motivação muda de actividade para actividade».

 

Um cantinho em Mesão FrioSe os alunos praticam modalidades de sua livre escolha, sentir-se-ão mais motivados o que leva a um intenso empenhamento na prática e, em consequência, a uma maior aprendizagem dessas modalidades desportivas. Ao contrário, a prática de modalidades desportivas de que não se goste desmotiva o aluno e reduz a intensidade e persistência do seu empenho, o que afecta a qualidade de execução e a aprendizagem das mesmas.

 

In Introdução de Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens

Jogadores de xadrez de Portugal

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Alguém já viu que existe uma entrada na Wikipédia com indicação de 12 artigos sobre jogadores de Portugal, que, no essencial, segue o ranking conhecido, mas inclui um personagem curioso, um tal ”Pedro Damião de Odemira“.

Não o conheço pessoalmente, mas o nível deste nóvel jogador, pela sua proveta idade, 496 anos, deve ser interessante, pela sua veterania e pelo seu Tratado, que entretanto, foi editado no nosso país. Este emigrante, havia já editado a sua obra em Roma, nos idos de 1512, mas um ilhéu de nome Nuno Sá resolveu mostrar que em Portugal também se gosta de xadrez.

Comentários a este notícia são bemvindos.

“Mate de Bodem”

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É com prazer que recebo e divulgo as informações e notícias que Ignacio García Heras (Vicepresidente segundo Ateneo de Cáceres) me envia. Grato por isso. Aqui vai a sua última mensagem:

Samuel Standidge Boden (1826-1882),  Fue uno de los mejores jugadores ingleses de su época. Jugo un match contra Paúl Morphy en Londres 1858, donde solo pudo obtener una victoria, y precisamente dando un recital con su pareja de alfiles, tres tablas por seis derrotas.

Veamos a través de partidas de clásicos y estudios de posiciones el famoso “Mate de Bodem” en el siguiente enlace.

Letícia Wierzchowski, lança ‘Era outra vez um gato xadrez’

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Li no jornal Correio da Bahia que a escritora brasileira Letícia Wierzchowski, autora de ‘A Casa das sete mulheres’, lança ‘Era outra vez  um gato xadrez’.
O bichano queria porque queria mudar de cor. Não gostava de chamar atenção, mas com aquela pelugem excêntrica acabava sendo alvo freqüente de olhares. Cansado daquela vida de star, resolve tentar de tudo para achar uma solução. Depois de duas tentativas fracassadas, opta pela medida drástica e vai ver uma bruxa que mora numa casa branca com asas.

A aventura Era outra vez um gato xadrez, recém-chegada nas livrarias, já é a terceira história infantil que a escritora Leticia Wierzchowski, autora de 11 romances, incluindo o que deu origem à mini-série global A casa das sete mulheres, decide criar.

Ler o artigo completo em Correio da Bahia.

“O Jogo de Xadrez”, de T S Eliot

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T S Eliot (1888-1965)Os interesssados podem deleitar-se com a leitura do poema The Game of Chess (O Jogo de Xadrez), de T S Eliot, na versão original, ou, apreciar o poema em castelhano, por amabilidade da metajedrez que o traduziu. 

Selecções olímpicas de Portugal

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Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008.

A FPX já divulgou a constituição das selecções nacionais (Absoluta e Femininos) que irão participar nas Olimpíadas de Dresden 2008.

A selecção olímpica Absoluta integra, pela primeira vez, o MF, Ruben Pereira, já MI – obteve a terceira norma e o título no Torneio de Mestres 2008 –  bem como, os consagras e rotinados nestas andanças, Luis Galego, Rui Dâmaso, Pauo Dias e Sérgio Rocha. Joaquim Durão é o capitão.

Por via das alterações impostas pela FIDE, a contituição das selecções olímpicas, passaram a ser representadas por cinco elementos, o que exclui o GM António Fernandes.

A selecção olímpica Feminina, que passa a ser constituída por 5 tabuleiros [4+1], em iguaidade com o sector absoluto, estará representada por Catarina Leite, Ariana Pintor, Ana Baptista, Margarida Coimbra, a actual campeã nacional feminina e Maria Armanda Plácido, que é também a capitã da equipa.

Tenho as minhas reservas sobre a constituição da selecção olímpica feminina, mas, quero acreditar que não esteja constituída “à medida”, como já me tinha sido sugerido, logo que se soube que a selecção feminina iria ser constituída por 5 tabuleiros.  

Os meus votos são que as selecções nacionais de Portugal representem condignamente o seu país e se puderem obtrenham as normas necessárias para obter os títulos, aqinda que alguns deles estejam tão inflacionados que em alguns casos, não significam grande coisa.

Para conhecerem algo dos registos de Portugal, nas Olimpíadas, individual e colectivamente podem consultar com proveito a Olimpbase - a enciclopédia do xadrez olimpíco.

Quem se lembra deste match?

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Em que ano e local se disputou este match?

Tribunal do Desporto e depressa…

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O jornalista André Pipa, escreveu na sua coluna Visão Global, no Correio da Manhã, a seguinte crónica:

O futebol português continua povoado de gente ordinária e mentirosa afectada por uma doença  – a clubite – e não há quem ponha cobro a isto. O Governo, sim. Que espera para agir? É inadmissível o grau de devassidão moral a que isto chegou.

O que se passou no último Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol foi um dos episódios mais infames da história da Magistratura portuguesa e veio, infelizmente, confirmar que a clubite não escolhe rostos, emblemas e profissões. Gravíssimo é verificar que aqueles que, por inerência sagrada de função, estão obrigados ao dever de independência, objectividade e rigor sujeitem a Justiça a mais um enxovalho na praça pública.

Sendo filho de um juiz conselheiro e tendo formação jurídica, sei muito bem qual é a pior coisa que pode pensar-se de um magistrado. Isto: ‘No dia em que um juiz tiver medo, nenhum cicadão poderá dormir descansado’, conforme a máxima.

E no dia seguinte em que um juiz ‘veste a camisola’, o que podemos esperar? Como escrevia há dias, Santos Neves, um Tribunal do Desporto completamente independente dos clubes e com magistrados de carreira indicados pelo Conselho Superior da Magistratura parece ser a única solução para acabar com esta pouca-vergonha.

O dirigismo futebolístico português, com algumas excepções, tem uma reputação pavorosa e merece-a por inteiro. Que pensar de gente que, epidermicamente, não é capaz de votar a favor da punição dos vigaristas e dos batoteiros? Não é essa a trave mestra em que assenta a Justiça? No caso, a ‘verdade desportiva’? Então têm medo de quê, meus senhores?

Excelente. Eu não diria melhor. Subscrevo na íntegra.

“Xeque-Mate” em português chegou a Portugal

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Xeque-mate. A Vida é um jogo de Xadrez, de Garry KasparovChegou a Portugal, a tradução portuguesa do livro Xeque-Mate. A Vida é um Jogo de Xadrez, do ex-campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov. Dado à estampa pela Editora Campus (Brasil), está disponível na livraria portuguesa online Webbom.pt ao preço de € 25,52 livre de portes (ou no C. Com. Dolce Vita (Saldanha, em Lisboa), ao preço de € 28,35).

De acordo com a Editora

Em Xeque-mate, Garry Kasparov analisa os componentes fundamentais, as habilidades e as aptidões essenciais que fazem parte do processo decisório: estratégia, cálculo e preparação. Além disso, explica a importância da avaliação e da análise e apresenta as maneiras sutis de combinar todos esses elementos para melhorar seu desempenho.

Por outro lado, a Webbom diz-nos: 

Garry Kasparov, um dos maiores estrategistas do todos os tempos, mostra como os fatores que o fizeram conquistar o título de campeão mundial de xadrez também podem ajudar a tornar as pessoas bem-sucedidas nos negócios e na vida. Ao longo do livro, Kasparov relembra as várias pessoas que contribuíram para seu desenvolvimento, direta e indiretamente – dos jogos inspiradores de Alexander Alekhine, seu primeiro herói de xadrez, às palavras de Sir Winston Churchill, às quais ele ainda recorre regularmente.

Vale a pena ler esta obra de Kasparov, editada em 2007, no Brasil, na sequência das inúmeras tradições que se regiataram por esse mundo fora. Desconheço a qualidade da tradução.

Os 100 intelectuais mais votados na Prospect magazine

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Prospect magazine.A revista Prospect and Foreign Policy magazine, de Julho 2008, publica uma listagem dos 100 principais intelectuais escolhidos pelos leitores. Numa votação, onde participaram mais de 1 milhão de pessoas, aparecem nos primeiros lugares Fethullah Gülen (1),  Muhammad Yunus (2), Yusuf Al-Qaradawi (3), …, Noam Chomsky (11), Al Gore (12), Bernard Lewis (13), Umberto Eco (14), Amartya Sem (16), Richard Dawkins (19), Mário Vargas Llosa (20), … A lista completa da 100 personalidades votadas está Intellectuals—the results. Garry Kasparov aparece num honroso (?) 18º lugar.  

Uma questão interessante é que a votação deste ano mostra que nos dez primeiros lugares se encontram muçulmanos ou de origem muçulmana, o que não deixa de ser curioso. No entanto, não era essa a situação em 2005, como se pode comprovar na listagem desse ano: The 2005 Global Intellectuals Poll, na Wikipédia. 

Ler iguamente o artigo How Gülen triumphed, de Tom Nuttall, na Prospect magazine.

Os únicos que aparecem nas duas listagens (2008 e 2005), são Samuel Huntington (28) and Harold Varmus (94).

 

Esta votação fez-me lembrar aquele que decorreu em Portugal há alguns anos, em que os vencedores foram os “democratas” António Salazar e Álvaro Cunhal?