Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Seminário internacional sobre o Treino de Jovens

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Realiza-se nos próximos dias 29 e 30 de Novembro do corrente ano, um Seminário Internacional Treino de Jovens 2008.

Estarão presentesos seguintes prelectores: António Rosado, Daniel Gould (EUA), Domenico di Molfetta (Itália), Jorge Silvério, Jorge Vieira, Manuel João Silva, Olímpio Coelho, Robert Malina (EUA). Ver o folheto.

Mais informações em IDP.

Criado o Clube de Xadrez Externato Leonardo da Vinci em Braga

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O Externato Leonardo da Vinci é a mais recente e jovem equipa de Xadrez da Associação de Xadrez do Externato Leonardo da VinciDistrito de Braga. A sua fundação aconteceu no passado dia 22 do corrente com a inscrição de nove jogadores sub 10 e sub 8.

Estes jogadores iniciaram, na sua maioria, a prática do xadrez como disciplina de complemento curricular em finais de Outubro e dois em Fevereiro. Para o próximo ano lectivo prevê-se uma maior adesão fruto das actividades que se irão realizar no final do ano lectivo e que contarão com o apoio da Secundária Sá de Miranda.

A directora do Externato Leonardo da Vinci, Drª Leonor.

Ler mais no blogue do Clube de Xadrez Externato Leonardo da Vinci.

«Os organisadores [de xadrez] fazem maus lances»

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M. Satya Narayan, Senior Reporter, escreveu no GulfNews.com [em 25 Maio 2008], o artigo Chess organisers made wrong moves:

Abu Dhabi: Garry Kasparov said that chess failed to cash in on the famous rivalry between him and Anatoly Karpov in the ’80s and ’90s of the last century to catapult it into a modern and professional sport.

«Great rivalries help push sport like the [Mohammad] Ali-Foreman [George] duel in boxing and the [Bjorn] Borg-McEnroe [John] one in tennis. Likewise, there was a momentum in chess during the ’80s but the game’s organisers failed to use it to spread the game’s popularity», Kasparov told Gulf News on the sidelines of a lecture assignment.

«The Fischer-Spassky rivalry presented another chance but unfortunately nothing happened. Today, chess is in a much worse situation as the other sports have all progressed and left this sport far behind», said the man who was rated world number one for almost two decades.

Wish Vishy the best

Vladimir Kramnik, who deposed Kasparov in 2000, is back to challenge current world champion Viswanathan Anand later this October. On the clash, Kasparov said: «Kramnik is a difficult player and is very solid. He never loses and will prove to be a difficult rival to Anand».

Kasparov, who defeated Anand to keep the World Championship title in 1995, said: «I am happy Vishy won the world championship. He always deserved to win it. I will be happy if he keeps it after his match with Kramnik for he deserves it».

PE publica Relatório sobre o Livro Branco do Desporto

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Foi publicado pelo Parlamento Europeu (*) (em língua inglesa) o Relatório do Parlamento Europeu sobre o Livro Branco do Desporto de 14 de Abril de 2008. O Livro Branco sobre o Desporto (em versão portuguesa) está disponível em Livro Branco  

 

Entretanto, João Almeida publicou no blogue Colectividade Desportiva, o artigo A margem é estreita  

 

A mensagem da UE é cada vez mais clara: A autonomia de governação e auto-regulação das estruturas desportivas não é viável à margem do primado da lei, alheia à prestação publica de contas, à transparência no funcionamento, à separação de poderes, ou à justa representatividade e protecção dos interesses dos actores do mercado desportivo.

Sem estes requisitos elementares de boa governança a intervenção da Comissão, ainda que limitada, será cada vez maior. A excepção desportiva deixou de ser uma panaceia ao escrutínio comunitário. Quanto menor a democraticidade mais limitada é a autonomia. Chegou a hora do desporto perceber isto!  

 

 

A confusão é cada vez maior, mas, será que as restantes modalidades e o desporto em geral, terá de andar atrás das mediáticas afirmações e interesses do futebol? Assim parece. E por mais algum tempo. 

 

Parlamento Europeu(*) O Parlamento Europeu aprovou hoje, por 518 votos a favor, 49 contra e 9 abstenções, um relatório sobre o Livro Branco sobre o Desporto. Os eurodeputados convidam a Comissão Europeia a clarificar o estatuto do desporto no direito comunitário no que se refere a aspectos específicos, tais como a composição das equipas, o estatuto dos agentes dos jogadores e os direitos de transmissão audiovisual. Ler artigo do PE.

DN oferece jogo de xadrez e damas

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Diário de Notícias, oferece diariamente com a compra do jornal, a partir de 2ª feira, dia 2/6, as peças do jogo de xadrez e de damas, e, no final, um tabuleiro, todos de mármore.

O jogo de xadrez oferecido pelo DN não é tão bonito como este, mas, foi a fotografia mais parecida que encontrei para mostrar um tabuleiro e um jogo de xadrez de mármore.

Lahur Sessa criando o Chaturanga

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O brâmane indiano Lahur Sessa criando o Chaturanga, predecessor do Jogo de Xadrez (na concepção do artista brasileiro Thiago Cruz, 2007).

O brâhmane indiano Lahur Sissa criando o Chaturanga pelo artista brasileiro Thiago Cruz 2007

Monitores e Treinadores – uma proposta séria mas limitada

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A FPX divulgou uma Proposta de Regulamentação do Quadro Técnico da FPX e dos Cursos de Formação de Recursos Humanos (Monitores e Treinadores) da FPX e Comissão Técnica da FPX, que pretende levar à Assembleia Geral de 15/6 próxima, para discussão e aprovação.

A proposta que contou com a participação dos M.I.s Sérgio Rocha e António Fróis, pretende a «criação de um quadro para os treinadores de xadrez da FPX», diferenciado por 5 níveis: de Monitor de Xadrez a Treinador de Xadrez (níveis 1 a 4), com garantia de certificação da FIDE (FIDE Instructor e FIDE Trainer).

Parece-me uma grande ideia e uma proposta interessante, em particular, para disciplinar e “certificar”, o quadro técnico de ensino e treino do xadrez, pelo menos, a nível oficial, que anda por aí, com alguma falta de credibilidade. Não deve ser monitor e treinador, apenas quem quer, mas, quem o deseje e tiver formação específica e competencia reconhecida para tal.

Mas, exige-se que os cursos de formação e o quadro de formadores, sejam realizados no quadro de um centro de formação isento com a seriedade, rigor e competência suficientes, que ultrapassem o reconhecimento corporativo das suas actividades.

A Assembleia Geral da FPX  deveria aprovar a constituição de um Centro de Formação, enquadrado na competência federativa, mas dotado de autonomia administrativa e financeira. Este Centro deveria ser dirigido por uma Comissão Técnica, composta de três membros, designados pela Direcção da FPX, com um mandato de 2 anos, a quem prestaria contas da sua gestão - ou, caso se reconheça a necessidade, de ser a Assembleia Geral a avocar para si essas competências.

A autonomia técnica deveria ser total, atentos os objectivos do Centro e deveria dispôr de uma dotação orçamental própria, constante do Orçamento da FPX.

Este Centro deveria ter, igualmente, competência para formar Árbitros, com 3 níveis (regionais, substituindo o carácter estritamente distrital que é ineficaz; nacionais e internacionais). Deveria agir em estreita colaboração com o Conselho de Arbitragem da FPX.

A proposta apresentada parece, assim, ter grande interesse prático, porquanto, poderá ser desta vez que resolverá o crónico problema dos quadros técnicos da modalidade, que, nem sempre gozam de seriedade, rigor e competência. Não basta saber jogar xadrez, para poder ensinar. Exige-se mais do que isso. E, conhecem-se alguns exemplos de duvidosa conduta ética.

A proposta divulgada pela FPX, suscita-me algumas questões, que gostaria deixar aqui expressas. Um contributo para o debate da proposta federativa, que deveria ter tido uma discussão mais ampla no seio das Associações:

  1. O que acontecerá a quem não se actualizar (em que termos?) no prazo de 5 anos?
  2. Se «o título só é válido, com licença da FPX», significa que a falta de licença invalida o título ou apenas deverá inibir o seu autor de ministrar as suas competências no seio da FPX?
  3. Ou será que a FPX vai criar licenças desportivas diferentes para jogadores, árbitros, monitores, treinadores e dirigentes, como acontece noutras modalidades?
  4. Não há limite mínimo de idade para ter acesso ao curso e ao exercício da sua actividade como Monitor?
  5. Os Treinadores são obrigados a estar filiados na FPX, mas não os Montores?
  6. Em que momentos e condições serão contabilizados os pontos Elo necessários para a frequência do Curso?
  7. Não deverão ser conhecidos , publicamente, os conteúdos e carga horária dos programas, os locais e sua calendarização para os cursos disponibilizados?
  8. Por último, os vínculos contratuais destes técnicos com a FPX, não deveriam ficar claros, para que a comunidade não tenha quaisquer dúvidas com os encargos inerentes, designadamente, os direitos e obrigações destas contratações? Os concuros deverão claros e transparentes, com divulgação pública, para permitir o acesso de qualquer interessado.

Eis o meu contributo.

Estudo de JM Meirim sobre a Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto

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O Direito do Desporto em Portugal está profundamente ligado ao trabalho de uma pessoa. O seu nome é José Manuel Meirim.

Um livro indispensável!

Um Livro Branco ou uma Carta Branca?

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O jornal Público tem um blogue sobre desporto – Colectividade desportiva – olhares sobre o desporto – onde é possível participar no blogue valorizando a Colectividade Desportiva enviando para aqui a opinião. O texto será sujeito a moderação de conteúdo e não deve exceder 2.000 caracteres.

A lista de temas é bastante sugestiva da qualidade deste blogue.

Pesquisando este blogue excelente sobre desporto, onde encontrei um artigo interessante [9.Maio], sobre o Livro Branco sobre o Desporto. 

O relatório sobre o Livro Branco sobre o Desporto aprovado ontem no Parlamento Europeu (PE), cuja discussão se deu conta neste blogue, vem abalar uma das principais apostas do presidente da FIFA no seu actual mandato, a regra 6+5.

(…)

O PE, no âmbito da especificidade do desporto, corrobora do entendimento da Comissão de restrições limitadas e proporcionais ao princípio da liberdade de circulação, em particular no que diz respeito (

a) ao direito de seleccionar desportistas nacionais para as competições entre equipas nacionais,

(b) à necessidade de limitar o número de participantes de países terceiros participantes nas competições e

(c) à fixação de prazos para a transferência de jogadores e desportistas nos desportos por equipas.

No entanto, nem tudo contribui para o maior dialogo e democraticidade na governação do desporto europeu – pilar onde se ancora o relatório – dado que recusa, logo no ponto 3, uma abordagem caso a caso sobre a aplicação do acquis comunitário às regras do desporto.

Ler o artigo completo em Clarificar o estatuto do desporto no direito comunitário – Um Livro Branco ou uma Carta Branca?.

Entrevista de António Fróis

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O MI António Fróis concedeu uma entrevista ao 16×16 [16.5.2008] onde fala da sua vida e da sua opção como profissional de xadrez.

Na sua entrevista Fróis aborda o xadrez nacional, referindo que

O xadrez em Portugal está muito atrasado e está quase tudo por fazer. (…) O problema de fundo é a terrível ignorância que existe sobre o xadrez em Portugal. Nisso, as pessoas de dentro do xadrez têm uma parte de responsabilidade muito grande.

Sobre o apoio da modalidade

O xadrez é desprezado em Portugal como acontece com quase todas as modalidades (…). Eu digo, desde o início dos anos 80, que os dirigentes deviam ser profissionalizados para se poder exigir muito mais às pessoas do que boa vontade ao final do dia de trabalho. O amadorismo tem minado a modalidade.

E, quanto à divulgação do xadrez em Portugal

(…) mais tarde ou mais cedo, deverá passar por uma atitude política a entrada do xadrez nas escolas através do Ministério da Educação. Fala-se tanto nas dificuldades da Educação e os problemas de concentração e de indisciplina e desmotivação que os jovens em idade escolar atravessam. É evidente que o xadrez é uma ferramenta pedagógica enorme que desenvolve a concentração e que terá, logo que as autoridades o queiram, um papel fundamental na melhoria dos resultados escolares no nosso país.

Um entrevista a não perder. Para ler, reflectir. E agir.

Os diagnósticos estão quase todos feitos, embora possam ser actualizados. Mas, não há quem queira avançar e alterar. Todos os contributos são importantes e necessários. O xadrez, em certo sentido, agoniza, mas nem todos têm consciência disso. Quanto mais tempo iremos assistir a esta situação?

Os doze de ouro

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Shaun Press, autor do blogue chessexpress, colocou uma mensagem na qual faz referência a um livro The Golden Dozen (A Dúzia Dourada), de Irving Chernev. Shaun refere que o que se destaca no livro não é propriamente a sua qualidade, mas a dificuldade audácia de compilar e divulgar aquela lista.

O livro foi publicado em 1976 e os 12 jogadores escolhidos por Chernev foram

  • Capablanca
  • Alekhine
  • Lasker
  • Fischer
  • Botvinnik
  • Petrosian Petrossian
  • Tal
  • Smyslov
  • Spassky
  • Bronstein
  • Rubenstein
  • Nimzovitch
  • A lista de Chernev deve-se ao facto do autor admirar o ex-campeão Capablanca, relegando o seu rival Alekhine para 2º no ranking.

    Hoje, 30 anos depois, é impossível pensar numa qualquer lista mundial sem incluir Fischer e Kasparov e, mesmo, um ou outro GM do actual Top 10 do mundo.

    Mas, como efectuar uma classificação objectiva nos dias de hoje?

     

    Assinatura das Actas da Assembleia Geral

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    É capaz ter passado despercebido à comunidade xadrezista, que a FPX colocou na sua página, na secção das Assembleias Gerais, uma nova versão da Acta da reunião da Assembleia Geral Extraordinária de 25 de Novembro, que aprovou os documentos de alteração do quadro competitivo nacional.

    Este novo documento substitui o anterior que não se encontrava assinado por qualquer membro da Mesa da Assembleia Geral. O Presidente da Mesa, veio com a sua assinatura validar a Acta, tendo rubricado todas as 5 páginas do documento.

    Sublinha-se, com o devido relevo, este acto do Presidente da Assembleia Geral, porquanto, as actas das reuniões dos órgãos colegais devem ser assinadas por todos os seus membros, e, no caso das assembleias gerais, pelos elementos que compõem a mesa.  Não se compreendia que as actas fossem redigidas e colocadas online não assinadas. A Acta, só constitui documento autêntico quando assinada.

    É pena, é que apenas se encontrem assinadas as Actas das reuniões ordinárias e extraordinárias das Assembleias Gerais de 25 de Novembro de 2007 e, estas, apenas pelo Presidente da Mesa. Mas, a seu tempo, também estes lapsos serão corrigidos.

    Porque está desactivado o Fórum da FPX?

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    Uma pergunta me tem surgido várias vezes nos últimos tempos, em particular, sempre que se trata de discutir ou aprovar regulamentos federativos: porque foi desactivado o fórum da FPX, criado em 12.03.2007, na sequência de uma discussão nesse sentido numa assembleia geral de 2006?

    Boavista – Muito mais do que um clube de futebol

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    Encontrei o artigo Desporto: Boavista – Muito mais do que um clube de futebol, do jornalista António Moura, da Agência Lusa. O artigo chamou-me a atenção pelos seguintes excertos:

    O vice-presidente boavisteiro [António Marques] responsável pelas actividades amadoras lembra que o Boavista é «um dos mais ecléticos clubes nacionais». Tem 14 modalidades, como desporto adaptado, de que Bruno Valentim é o grande porta-estandarte, esgrima, boxe, futebol feminino, karaté, xadrez, andebol ou ginástica.

    «Os fluxos financeiros que deviam vir do clube são insuficientes» e os resultados estão à vista. «Já temos três meses de salários em atraso no futsal e o xadrez mantém-se apenas com a formação», revela aquele responsável.

    Estava convencido que o xadrez tinha acabado neste eclético clube desportivo, mas pelos vistos, ainda não foi desta, o que se regista, em especial, por se manter a formação. É pena ver que um clube em que só o xadrez tem à sua conta 24 títulos, esteja a passar pelas dificuldades actuais.

    História do Xadrez de Competição em Portugal

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    A FPX informa que Fernando Castro, disponibiliza online uma História do Xadrez de Competição  em Portugal. Cobre, ainda que resumidamente, a história da competição no nosso país, desde o séc XIX ao final da segunda década do séc XX.

    Uma iniciativa a louvar, particularmente, num país em que demora a escrever uma História do Xadrez em Portugal, esta iniciativa não pode deixar de ser destacada.

    Os meus parabéns a Fernando Castro. 

    Novo quadro competitivo da FPX para 2008/09

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    A próxima Assembleia Geral da FPX, convocada para o dia 15 de Junho do corrente, em Espinho, pretende eleger um novo Conselho Fiscal, bem como apreciar, discutir e aprovar «propostas de alterações a Regulamentos da FPX» e um Orçamento Rectificativo da FPX para 2008.

    Não sei, pessoalmente, qual a posição que AX Lisboa vai tomar desta vez na AG da FPX, mas o que é um facto é que esta associação defendeu na AG de 25/11/2007, a manutenção do actual quadro competitivo {2007(2008] - e até ao momento não discutiu o assunto com os seus filiados. Tanto quanto sei, há clubes que discordam destas alterações.

    Voltarei, em breve a comentar esta importante questão, com uma breve análise da proposta de Quadro Competitvo para a época de 2008/2009 e seguintes.

    Reacções à Carta Aberta à FPX

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    Reagindo ou não directamente à Carta Aberta à FPX, as coisas começam a mudar.

    As Assembleias Gerais começam a ser convocadas e divulgadas na página da FPX com razoável antecedência e os documentos também. A competência exclusiva da AG da FPX respeita-se e começam-se a cumprir as disposições legais, estatutárias e regulamentares.

    É um bom sinal.

    O Xadrez não precisa de guerras, mas de paz. Parece que começamos todos a entender isso. É mais uma vez um bom sinal.

    Como todos poderão compreender, nada me move pessoalmente, contra os titulares dos órgãos sociais da FPX - independentemente de defender pontos de vista programáticos diferentes – mas não podia permanecer calado quando à minha frente via desfilar um rol de manifesta falta de bom senso e ilegalidades.

    Carta Aberta à FPX

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    A Verdade gera o ódio

     

      

    Carta Aberta à Federação Portuguesa de Xadrez 

     

     

    I

     

    No 13 de Maio do ano passado, faz hoje um ano, foram eleitos os actuais órgãos sociais da FPX. Foi com grande expectativa que muitos dos xadrezistas encararam aquele facto, tanto mais, que a anterior gestão federativa se havia demitido, fundamentalmente, por falta de entendimento e coordenação entre os seus membros.

     

    Chegou a dizer-se que, desta vez, que com estes titulares, é que era, porquanto, mostravam estabilidade e coesão internas. Mas também desta vez, passado pouco mais de um mês se deu a primeira demissão na Direcção.

     

    E sete meses depois de eleitos, demitiram-se mais dois membros, desta vez, do Conselho Fiscal o que fez cair este órgão – por impedimento das suas funções estatutárias e legais.

     

    Não sei se há uma ‘maldição’ na estrutura federativa, que impede os titulares se manterem nos seus cargos ou que os órgãos sociais permaneçam em funções, mas, que não ficam lá muito tempo, parecer ser uma realidade indesmentível.

     

    O que releva da demissão destes três titulares dos órgãos sociais da FPX é que todos eles, saíram em ruptura com o Presidente da FPX. O primeiro, porque se sentiu enganado e traído na confiança pelo Presidente e os restantes dois por recusa reiterada de acesso aos documentos que deveriam conhecer para elaboração do competente parecer.

     

    Desta vez ninguém ‘desertou’, foram empurrados para sair. Fico com a sensação que eram um obstáculo ao normal desenvolvimento da actividade federativa.

     

    Mais uma vez se aplicou a Lei de Grasham [a moeda má expulsa a boa] aplicada ao xadrez, no seu esplendor.

     

    Tem sido dito que há dirigentes que se apresentam a sufrágio, para que o poder não caia na rua – por falta de dirigentes – e a FPX fique em posição ingovernável e o sacrossanto subsídio estatal do IDP não se perca. Pode ser uma abordagem da situação, mas está longe de corresponder à verdade.

     

    Uma boa parte da situação do xadrez actual já havia sido diagnosticada, ainda que sumariamente e divulgado nas Teses para alterar o xadrez nacional, publicado em Novembro passado.

     

    O xadrez nacional padece de factores endémicos, e, entre muitos outros, da falta de seriedade e rigor, a que muitos dirigentes lhes emprestam falta de ética e isenção. Uma mistura explosiva já se vê, que propicia, quando não fomenta, as maiores arbitrariedades e despotismo.

     

    A gestão federativa, em muitos aspectos e situações, mais parece uma coutada privada ao serviço de uns quantos, em que princípios e valores são desprezados e em que as disposições legais, estatutárias e regulamentares são desrespeitadas e violadas.

     

    Uma instituição privada instituída de poderes públicos, ultrapassa tudo e todos, fazendo a sua própria interpretação, a sua própria aplicação, a sua própria legitimação. Tudo, é claro, a bem da Federação.

     

    Ora, a FPX é uma pessoa colectiva de direito privado sem fins lucrativos, constituída sob a forma associativa, a quem o Estado reconheceu o estatuto de utilidade pública (em 1978) e o estatuto de utilidade pública desportiva (em 1993) e que tem por objecto o fomento da modalidade, a organização competitiva oficial e a divulgação do xadrez a nível nacional e não apenas em certos centros urbanos e litoral do país. Tem, por isso, direitos, mas, tem também, deveres.

     

    É igualmente verdade que no papel, isto é, nos Estatutos, a FPX consagra uma forma de organização interna que compreende os seguintes órgãos sociais: a Assembleia Geral, o Presidente, a Direcção, o Conselho Fiscal, o Conselho Disciplinar, o Conselho Jurisdicional e o Conselho de Arbitragem. Mas, é uma imposição legal do regime jurídico das federações desportivas com estatuto de utilidade pública desportiva.

     

    E para quem não sabe, este regime jurídico é imperativo, isto é, soberano, que ordena, não admite derrogações ou reservas de qualquer espécie. Mas, este regime vai mais longe, não faculta, mas impõe princípios de organização e funcionamento das federações, baseados na liberdade, democraticidade e representatividade.

     

    Na realidade da vida quotidiana desportiva do xadrez alguém sabe o que cada órgão social, democraticamente eleito, faz realmente? O que discute e aprova? Quem fiscaliza, o quê, onde e quando? Alguém, alguma vez, leu uma acta que seja de um qualquer órgão social, com excepção das reuniões da Assembleia Geral?

     

    E, no entanto, o regime jurídico atrás citado, dispõe que das reuniões de qualquer órgão colegial das federações desportivas é sempre lavrada a acta. Mais claro não pode ser, e, no entanto…

     

    A título de exemplo, as assembleias gerais são convocadas ou fora do prazo ou não são expedidas para os associados; os documentos constantes da ordem de trabalhos, quando são divulgados dentro de prazos razoáveis para conhecimento e análise, ou estão incompletos ou não cumprem as normas estatutárias e legais; as ordens de trabalho propõem discussões e deliberações de documentos não divulgados ou que não existem e discutem-se a aprovam-se documentos não constantes das ordens de trabalho.

     

    Não há rei nem roque. É uma partida jogada sem tabuleiro.

     

    Para cúmulo, há associações que não questionam a manifesta ilegalidade ou a razoabilidade dos documentos. É o reino do vale tudo.

     

    II

     

    Apesar das poucas críticas e comentários que a publicação das Teses para alterar o xadrez nacional suscitou, algumas ideias nelas expressas, tiveram repercussão, o que mostrou que existe, ainda, uma ‘bolsa de resistência’, que defende o pensamento crítico como a melhor forma para contrapor ao pensamento dominante, objectivamente subserviente, que corrói a nossa modalidade.

     

    No entanto, por razões ainda pouco claras, a maioria prefere a indiferença, a ignorância e o silêncio. Pensarão que não é nada com eles, quando, na realidade, é também com eles.

     

    Mas, o aspecto mais relevante, a meu ver, é a campanha que se move contra alguém que ousa frontalmente – seja ele quem for – levantar o véu, assumir, publicamente, opinião diferente e crítica e dar a cara. Não é bem visto, e, no entanto…

     

    Há pessoas que parece viverem num regime totalitário, em que a boca fechada é a melhor opinião.

     

    Não estou a propugnar a liberdade de expressão, porque ela é um direito que se pretende adquirido – assim espero – no nosso país e em associações democráticas, e, por isso é uma questão que não se coloca.

     

    A própria FPX, nos termos do regime jurídico das federações desportivas já referido é bem claro sobre isso: a democraticidade é um dos princípios por que se regem as federações desportivas. E, no entanto…

     

    Por vezes, algumas vezes mais do que seria de supor uma excepção, as críticas são entendidas, na impossibilidade da sua supressão, como ataques pessoais.

     

    Mas como calar essas vozes incómodas que se atrevem a pôr em causa o domínio, as acções dos titulares dos poderes democraticamente eleitos? Se é verdade que não foram eleitos títeres, também o é que o escrutínio público e democrático é uma forma legítima e normal de abordar criticamente um modo de estar e de agir, muito pouco claro com contornos, por vezes algo nebulosos, para ficarmos por aqui.

     

    Mas, não de pode ir mais longe, mesmo no domínio do livre exercício da crítica objectiva e pública e afirmar que certas acções e comportamentos podem e devem ser consideradas arbitrariedades e configurarem abuso de poder?

     

    Temos, entre os dirigentes associativos, formas de estar próximas de ‘senhorios’, que administram, a seu belo prazer as suas propriedades e os seus coutos, do que titulares de órgãos sociais de associações, que como o nome indica, são estruturas, sem fins lucrativos, que se criam por interesses comuns.

     

    Mas, como a dificuldade de conviver com a crítica livre – e estamos longe dos tempos do regime salazarista – utiliza-se, por vezes, um argumento indecoroso de má memória – quem não está connosco, está contra nós.

     

    Os tempos do Estado Novo foram-se, mas os usos e costumes e as práticas ficaram, como o pelo da raposa.

     

    E, como se tudo não bastasse já, salta da cartola mais um coelho – o síndroma de Calimero, no seu melhor estilo – a vitimização. Pode ser um argumento relho, mas em tempos de crise.

     

    Porque é que não se pode falar livremente sobre a FPX e as Associações e dos seus titulares, enquanto membros dos órgãos sociais?

     

    Pode ser que trocar liberdade por subsídios seja uma forma típica de existir, de estar e mesmo de ser, mas rejeito esse estilo de vida.

     

    Não pretendo com a minha tomada de posição pública provocar a queda dos órgãos sociais da FPX, nem provocar qualquer mau estar onde exista a concórdia e a harmonia, bens preciosos nos tempos que correm.

     

    Destarte, não pretendo, igualmente, lançar qualquer anátema sobre os titulares dos órgãos sociais federativos.

     

    Limito-me a pedir algum pudor, e, mesmo pundonor, por parte dos dirigentes federativos nas suas acções e comportamentos, respeitando as disposições legais, estatutárias e regulamentares em vigor, que, em grande parte foram aprovadas por esses mesmos órgãos que insistem reiteradamente em não cumprir. Ou terei de esperar por um milagre?

     

    O Xadrez agradece.

     

    Dura lex, sed lex (a lei é dura, mas é a lei)

     

    Entrevista de António Russo ao 16×16

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    António Russo, administrador da Lusoxadrez.(foto 16×16)

    O xadrezista António Russo, administrador do fórum Lusoxadrez, concedeu, no passado dia 30/4, uma entrevista ao 16×16.

    Centrada, no essencial, no fórum que administra, o que é compreensível, nem por isso deixa de ser importante, em particular por ser uma pessoa do xadrez, acompanhando muitas das situações por que esta modalidade tem passado.

    Permitam-me que transcreva uma parte da entrevista, a última pergunta:

    Qual a leitura que faz da evolução do xadrez em Portugal?

    Entendo, desde há muito, que estamos a regredir. O «simplex» não chegou ao xadrez. A estrutura nacional é uma organização adaptada aos modelos partidários.
    Não é concebível que uma Associação de Santarém, de Beja ou da Guarda tenha mais de 20 elementos. Isso acontece em estruturas onde há muito muito dinheiro a circular e em que é preciso arranjar uns «part-time» bem remunerados (futebol, por exemplo). O xadrez não precisa dessas estruturas impostas pelo poder central!

    Vejo as estruturas regionais mais como uma agência de uma empresa em que dois ou três funcionários asseguram a ligação à central (FPX). Não compreendo como, por exemplo, a Associação de Santarém possa ter alguém sem formação específica para julgar eventuais casos anti-regulamentares.

    Depois, como manifestei por diversas vezes, sou partidário de que a FPX como existe vai acabar por definhar e morrer. Vejo a FPX como uma estrutura que deve tirar partido das tecnologias actuais e que deve privilegiar o ensino à distância através da internet.

    As associações deveriam ser substituídas por delegados regionais, remunerados, que serviriam a FPX e receberiam percentualmente em função do número de federados. Imagino esses delegados, como os «franchisados» da FPX, que terão benefícios monetários com o aumento de associados e eventos dessa zona.

    Para concluir, imagino a sede da FPX não em Lisboa, mas algures numa aldeia ou vila  perto da A1, entre Santarém/Torres Novas/Leiria (centro  do país) e, em vez de «viver» num apartamento, adquirir um imóvel do tipo pavilhão industrial que poderia ser adaptado para um espaço polivalente.

    Esse espaço poderia servir para armazém de material/viaturas, salões para torneios, espaço administrativo e (muito importante) para um centro informático.

    Seria através desse centro informático que a maior parte da actividade escaquística se desenvolveria, com ligações multimédia. Após um investimento inicial, o mesmo se traduziria numa grande poupança de recursos.

    O futuro parece-me sombrio se o xadrez em Portugal não souber adaptar-se aos novos tempos.

    Ler a entrevista completa de António Russo.

    Livro de xadrez pode ou não ter ilustrações de Leonardo

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    Pages from "De Ludo Scachorum," a book about chess with illustrations that some say were designed by Leonardo da Vinci.

    Post colocado por Jeffrey, em Greenpoint Chess and Go Club.

    Artigo publicado em Historical Stalemate: Chess Book May Have Leonardo Illustrations (or Not), Dylan Loeb McClain. Publicado em 14 April 2008.

    Pekin 2008

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    GM Radjabov

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    Ver em Susan Polgar Chess and Information Blog

    Xadrez na 1ª página do jornal Record?

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    Jornal Record ded 11/5/2008.

    1ª página do jornal Record de hoje.

    A AX Lisboa existe?

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    A FPX, com todos os problemas e equívocos conhecidos, já convocou e realizou a reunião da Assembleia Geral para a discussão e aprovação do Relatório e das Contas de 2007, no passado dia 27/4/08. A AX Braga já fez o mesmo no passado mês de Março.

    No entanto, a AX Lisboa (AXL), ainda não encontrou o momento oportuno para convocar a Assembleia geral para discussão e aprovação do Relatório e das Contas de 2007.

    O que não se compreende. A AXL não tem nem um quarto do movimento de documentos da FPX, mas, nem por isso, apresenta o Relatório e as Contas a tempo, nem se permite explicar a razão por que não o faz. Uma insólita situação, reconheçamos.

    É um facto que a Assembleia Geral que aprovou o Relatório e as Contas de 2006, decorrreu em 15 de Maio, mas, este ano não tem data prevista, e, pelos vistos não se vai realizar antes de Junho, em pleno período de férias.

    Com o devido respeito pelos clubes que elegeram os órgãos sociais da AX Lisboa, permitam-me uma ingénua pergunta: Será que a AXL funciona? ou será que a AXL ignora os clubes?

    Pela minha parte já sei, que responder aos associados é coisa que já não se digna fazer. Ignora pura e simplesmente qualquer pedido de informação ou de documentos. Será que os clubes devem ignorar a a AX Lisboa?

    Porque é que a AX Lisboa não divulga pelos associados – os clubes – a através da sua página electrónica, à comunidade xadrezista nela filiada, os assuntos debatidos e aprovados pelas Assembleias Gerais federativas, em particular, quando as matérias abordadas e votadas implicam mudanças significativas do quadro competitivo e das formas de participação e exclusão nessas provas? Um mistério!

    Será que existe um virus no xadrez nacional que impede titulares dos órgãos sociais de responder às questões que lhes são colocadas pelos seus associados?

    GC Odivelas divulga Processo FPX/SIR Elvas

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    O Ginásio Clube de Odivelas, divulga no seu blogue Há Xadrez em Odivelas, os documentos do famoso Caso FPX/SIR Elvas, em que o GCO foi impedido de ascender à I Divisão Nacional.

    De facto, lendo, para já, a introdução elaborada pelo Carlos Sirgado, ficamos com a impressão de que houve marosca, para não permitir um clube de subir de divisão. Para já, da fama a FPX e o seu Presidente não se livram.

    Aguardemos os capítulos seguintes – os documentos. Pela introdução divulgada, o assunto promete.