Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Assim vão a ética e a verdade desportivas na FPX

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Ofício do IDP de 26.3.2007

Faz amanhã, 30 de Março, um ano que foi recebido na sede da FPX um ofício do presidente do IDP, Luís Sardinha, sobre a análise dos regulamentos federativos [da FPX]. Em anexo, vinha uma cópia do Despacho 1/SEJD/2005, de 21 de Setembro de 2005, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.

Um documento importante como aquele ofício e o anexo ficaram guardados na gaveta (ou no bolso?) do então Presidente da Comissão Administrativa e actual Presidente da FPX, desde aquele dia [30/3], data da recepção na FPX, até à data [24/6] em que um membro da Direcção da FPX tomou conhecimento.

Ainda hoje se desconhecem as causas de tal mistério que causou a demissão de um membro da Direcção da FPX, 40 dias após a sua eleição.

Qual a razão da não divulgação imediata, da existência de documentos importantes como aqueles?

Qual a razão da sonegação dos documentos e do seu conteúdo?

Acaso os documentos eram secretos, confidenciais ou reservados? Conteriam algum segredo de estado ou da própria Federação?

Alguma palavra do Presidente da FPX ou da Direcção explicando a não divulgação oportuna?

Só após grande insistência, Carlos Sirgado consegue obter uma cópia e tomar conhecimento do conteúdo dos documentos, quase 90 dias depois da sua recepção na sede da FPX.

A parte mais interessante e cómica, ou dramática, dependendo do ponto de vista, da situação, é que as razões/argumentos invocados pelo Presidente da FPX não correspondiam ao conteúdo dos documentos posteriormente divulgados.

Surge naturalmente a pergunta? Seria um problema de montanhas e ratos ou antes de ratoeiras para incautos dirigentes?

Para além das questões já expostas, outra mais interessante e mais importante não foi, entretanto, levantada.

Porque razão o Conselho Disciplinar não se preocupou com esta questão,

não apreciando nem punindo, de acordo com a lei e os regulamentos federativos, as infracções disciplinares em matéria desportiva
(Artº 32º, nº 1, do Regime Jurídico das Federações Desportivas)

em particular, quando esta atitude pouco respeitadora da ética desportiva comprometeu a verdade desportiva duma competição constante do calendário oficial da federação e viria a dar lugar ao conhecido caso SIR Elvas que prejudicou uma equipa numa prova oficial, impedindo-a de ascender de Divisão?

Porque razão o Conselho Fiscal não agiu nos termos das sua competências legais e estatutárias, designadamente

acompanhando o funcionamento da federação, participando aos órgãos competentes as irregularidades de que tenha conhecimento
(Artº 30º, nº 2, al. c, do Regime Jurídico das Federações Desportivas)

Em breve voltarei ao assunto – o caso SIR Elvas – divulgando publicamente este dossiê, que todo ele é um marco na História do Xadrez Competitivo em Portugal do Séc. XXI.

Os últimos dias de Bobby Fischer

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O xadrez era o refúgio das privações materiais e emocionais que sofria
(Dr. Skulason)

Quem apreciou a leitura do livro A Guerra de Bobby Fischer,terá gostado de ler o artigo de john Carlin, Los últimos diás de Bobby Fischer, publicado no suplemento de domingo do jornal espanhol El País, do passado dia 27 de Janeiro.

De facto, o artigo de três páginas é muito interessante, porquanto, aborda aspectos desconhecidos relacionados com os últimos dias e horas de Bobby Fischer, antes da sua morte, com os seus amigos mais próximos e médicos que o assistiram.

De todos eles, merecem especial referência o seu vizinho Gardar Sverrison que lhe tratou do funeral e mantém um mutismo total e o Dr. Skulason, psiquiatra que passou muitas horas na sua companhia.

Pela importância, transcrevo um excerto elucidativo ao artigo referido:

A mente de Fischer era um caos neurótico, como o demonstra o seu uneral. A cerimónia furtiva, a esposa budista, o cemitério luterano e o sacerdote católico, um francês que reside há muito tempo na Islândia chamado Jakob Rolland, com o qual falei mas que não queria falar comigo, que invocou, perante a campa de Fischer, um Deus no qual Fischer parecia não acreditar e para compensar que não sabe absolutamente nada – nem sequer como se movem as peças – da únida religião a que Fischer dedicou toda a sua existência, o jogo de xadrez.
(John Carlin)

Por esta altura, passou igualmente na TVE internacional uma breve notícia (10′) com comentários apoiados em notícias de arquivo, de um professor catedrático de História Contemporânea, da Univ Complutense de Madrid, o qual afirmou que «Fischer foi vítima da Guerra Fria».

Uma explicação

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Após um longo período de ausência, o Ala de Rei, regressa ao convívio de todos aqueles que lhe concedem o privilégio da sua leitura.

Devo referir que houve momentos em que me questionei se valeria a pena manter este pessoal e independente blogue. Mas, sem hesitação decidi pela sua continuação.

Um blogue é, pela sua natureza, pessoal. E Ala de Rei pretende continuar a ser uma reflexão pessoal sobre o xadrez, alheio à ignomínia e malidecência que poluem a blogosfera.

Obrigado a todos os leitores que anonimamente incentivaram à continuação do blogue. Uma palavra especial para João Cordovil, pelas suas amáveis palavras de incentivo à continuação deste espaço.

Um agradecimento público a Pedro Fonseca, autor do portal de xadrez E-Xadrez, a quem o Ala de Rei se encontra associado e proporciona alojamento condigno e que deve merecer uma visita da comunidade xadrezista.

Ressurreição (ou renascimento?)

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Ressurreição

Nesta época não se esperaria outra coisa. Mas será uma ressurreição ou um renascimento?