Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

As razões de uma recusa (a explicação necessária)

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Na passada 5ª feira, 22/Nov, à noite, recebi um telefonema do Presidente da FPX, António Bravo, a convidar-me para a Direcção da FPX.

Como ia subir a efectivo um suplente, em virtude da demissão (no passado dia 12/7) do Secretário Carlos Sirgado, seria necessário, no entendimento do Presidente da FPX, cooptar um novo elemento.

Não cheguei a apurar as razões que o levaram a efectuar este convite pessoal. Fiquei surpreendido. Nada faria supor um tal convite. Seria de ficar sensibilizado, como fiquei, mas, também atónito. Como seria facilmente compreensível não poderia aceitar um tal convite. Não, nas circunstâncias actuais.

Tive a oportunidade de explicar – era exigível, mesmo – a minha recusa. É isso que pretendo tornar público, a fim de que não surjam quaisquer dúvidas, confusões ou mal entendidos.

1. Desde 12/07/2007 que há um lugar vago e sem pretendentes. Só 4 meses depois e nas vésperas de uma Assembleia Geral é que seria preenchido. Por outro lado, surgia outra vaga, por preencher, por isso me foi efectuado o convite.

2. Nesssa noite desconhecia em absoluto que estava convocada, e logo desde 29/10, uma Assembleia Geral da FPX, para 25/11, nem da data fui informado.

3. Naquelas circustâncias não fazia muito sentido o convite, porquanto havia publicado no início da semana as Teses para alterar o xadrez nacional, o que mostrava que a situação havia mudado, pelo menos a análise da situação tornara-se pública, logo conhecida.

4. De facto, ao publicar aquele documento, tinha mostrado à comunidade xadrezística que era preciso mudar, mas, mudar muito, de práticas, de mentalidades, e, mesmo de pessoas.

5. Sendo crítico e defendendo uma alteração profunda no funcionamento e orientação dos destinos institucionais nacionais associativos e federativos não poderia aceitar um convite que não tinha condições para cumprir.

6. Seria suposto e normal, acaso houvesse real intenção de mudar, ou, pelo menos de me ver incluído na Direcção da FPX com a minha visão crítica da situação federativa nacional, de dialogar previamente, explicando a razão do convite, ouvir a minha disponiblidade de tempo, conhecer as minhas ideias (em particular, quando não havia ainda sido lidas as Teses), discutir o Plano de Actividades e o Orçamento para 2008. Mas, era pedir demais.

7. Mas, afinal, era apenas para 2º suplente, o lugar vago. Seria apenas e só tapar um buraco federativo.

8. Para além de tapa-buracos, seria, a concretizar-se, mais um erro de casting, como, ironica, mas muito justamente, lhe chamou Carlos Sirgado, ao referir-se à sua inclusão no elenco federativo sujeito ao sufrágio do passado 13/5.

9. Nada me move, pessoalmente, contra qualquer membro da Direcção da FPX, mas, manda a verdade dizer que não me identifico – pese a boa vontade no reconhecimento da necessidade de existência de uma estabilidade directiva – nem concordo com a forma como a actual Direcção está a orientar os destinos da FPX.

10. Não é, pois, a forma que defendo de dirigir institucionalmente o xadrez nacional, como muito claramente defendi nas Teses para alterar o xadrez nacional.

11. O apoio que tenho recolhido às críticas formuladas nas Teses, publicado ou não, mostra claramente a necessidade de mudança.

12. Por isso, seria incompreensível, entrar para a Direcção a prazo, entrar para voltar a sair, com conflictos, desacordos, mal-entendidos. O xadrez não precisa de mais atribulações.

13. É, assim, que surge incompreensível o convite para a Direcção da FPX. Não quero afirmar que foi o abraço da cobra, como soe dizer-se, isto é, para neutralizar as críticas. Mas lá que parece, parece.

14. Não pretendo desvalorizar o convite, mas, prece-me que foi uma pura perca de tempo, como muito bem será compreendido.

Pelas razões expostas, não me resta dizer mais nada, senão afirmar, que a minha presença nas amenas e profícuas reuniões da Direcção da FPX, seria mais um sinal de instabilidade do que concórdia social. Desculpem-me a franqueza, mas é o que sinto ainda, 8 dias depois daquele convite.

Por último, durante a conversa com o Presidente da FPX, nem passou pela cabeça que estava a ser convidado à revelia dos Estatutos da Federação Portuguesa de Xadrez.

O que recebi foi um convite fantasma. Um convite que nunca poderia ser concretizado. Só espero que ninguém tenha ficado com a vaga.

3 Responses

Anonimo Atento:
Se, tivesse sido oferecido a Vossa Excelência Merentissima um posto mais ao nivel daquilo que Vossa Senhoria julga merecer talvez aceitasse o convite.
Já agora, pergunto:
- O convite foi feito a Vossa Excelência ou era um recadinho público para a malta lêr como história da carochinha ?

  • Este é o último comentário admito neste blogue ao(s) anónimo(s) que não “derem a cara”.

    A não ser que se identifiquem, os próximos comentários anónimos serão eliminados.

    Já tinham sido avisados!

  • [...] ou necessárias alternativas, considero oportuno republicar  o documento que divulguei em 29 de Novembro de 2007,  no blogue Ala de Rei, após a recusa de um convite pessoal do Presidente, António Bravo, para [...]

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