O jornal de xadrez 16×16, vai publicar, na próxima 2ª feira, dia 19 de Novembro, Dia Mundial do Xadrez, um artigo – Teses para alterar o xadrez nacional – que escrevi propositamente para esta publicação online.
«Nas condições actuais que o xadrez atravessa, se me lerem, dar-me-ei por satisfeito» (em Teses)






Li logo Gostei.
Parab�ns!
Abra�o
Cavadas
A-Antes de mais, o seu blogue, das raras coisas que vou lendo sobre xadrez.
B- A sua análise, simplesmente certeira, brilhante, cáustica e sobretudo objectiva onde e como o “deve ser. Não podia estar mais de acordo com ela, mas… talvez se tenha esquecido por bondade de algumas coisas mais, por exemplo:
B1- A “burrice” chapada,ensismemada, mostrada e demonstrada de muito xadrezista português , sobre o Xadrez! Eu chamo-lhe vai para anos “INCULTURA XADREZISTA” de base, que é tão gritante, que passa de “pai-para-filho”, ou seja é geracional! Temos um Xadrez-pimba para pimba-xadrezistas, e isto arrasta-se há anos! Digamos que é do estilo da diferença ente Capablanca e Detergente de máquina ser apenas um; um ser blanca e o outro lavar mais blanco! Não sei se entende o que quero dizer!? Dói a alma de ver tanta arrogância, tanta chachada de conversa sobre xadrez, sempre mesclsda de ignorância! Arrogância na Ignorância! Tirando mexer o plástico, e das variantes Moscovo, Najdorf, e afins, pouca gente sabe de xadrez, da essência do xadrez, da História do Xadrez, da Pedagogia do Xadrez! Digamos meia dúzia de “camelos” dos tais que são apelidados de “secas” , alvo da risota e chacota nas salas mais ou menos bafientes de clubes-tasqueiros de rápidinhas e semi-delas! Sabe caro Vieira, v quantas pessoas foram visitar, vai para 5 ou 6 anos, uma exposição de centenas de livros de xadrez (alguns raros) e dezenas de peças Staunton ( 50-60 jogos), e selos e postais e etc, etc, realizada pela Luso Xadrez em S.João da Madeira ? Olhe os “camelos” do costume, mais uns 4 ou 5 que resolveram honrar o trabalho dos ditos!
Sabe o que é ouvir um “artistão” vai para anos a dizer-me numa sala, que sabia como eu gostava da dignidade dos Staunton de Madeira e por isso, apesar de os ter na vitrina,iria jogar com as maravilhas plásticas federativas?! Mas o finório saberia ao menos que foi Staunton ou Cook, ou coisa que se lhe valha?
E sabe o que é falar com jovens jogadores portugueses e eles sabem lá quem é Lasker (uma variante? Chega?), ou Capablanca ou Botvinnik! Bem verdade que velhos também o sabem pouco!
E as salas de muitos Clubes? SEm aprumo, sem vida xadrezistica, sem um simples retrato de Campeões do Mundo, sem um simples arranjo que mostre que ali se “cultiva” xadrez! Nada! Algumas tascas imundas com tabuleiros surrados, vinhados, atabacados de rápidas e arrotos de fim-de-semana!
Ou seja, para terminar este ponto, parafraseando Sena, ” Não sabem nada, não dizem nada, só raramente é que sim!” .
Um País sem cultura xadrezística, pode gerar um, dois talentos, frutos do trabalho individual, ou acaso, mais não se pode esperar, porque a não cultura ( que medo se tem desta palavra!) entra-se no dirigismo, nos treinadores, nos jogadores, no que não se escreve ou escreve mal, no que não se organiza! Anafados xadrezisticamente, porque nem vistas, nem conhecimentos para…
B2 – A falta de Amor ao Xadrez! Em Portugal, ama-se pouco o xadrez! Fala-se de xadrez, baboseira-se xadrez, chalaça-se xadrez nos entretantos inconsequentes de umas rapidinhas ou semi-delas de fim-de-semana, só para dizermos que gostamos da arte, para não desaprendermos a mão, para nos chamarmos jogadores de xadrez! Entra-se de leão de juba alta no nosso Clube, somos os maiores da nossa rua, quando não está lá ninguém, gostamos de ganhar aos “patos” tipo bilhar de carambola, agora quando temos jogos por equipas, vai lá, “morreu o gato” “tenho o carro avariado”, “os putos” , a mulher, a sogra, a gripe, quando todos sabemos que é o Sofazinho, a barriguinha prenhe de prazer da feijoada ao almoço e sobretudo…O MEDO! Sim EM POTUGAL TEM-SE MEDO DE JOGAR XADREZ e sobretudo tem-se medo da derrota do perder! O narcisismo primário do jogador português é terrível, escondendo o óbvio “quanto mais piço” mais medo tenho e , como tal, uns pontinhos no Elo, uma vitoriazinha aqui, um lugarzito nos 10 primeiros, ou um campeonatozinho interno e já eregemos estátua interior, já “cagámos” por todos os poros “postas de pescada” e de pprestígio feito, não vá o diabo tecê-las, e zás, a nossa “piçalhice” vir ao de cima e lá se cai o ouro da estátua! Ná, Ná, só de vez em quando, quando convêm e o adversário não nos dá arrelias! Trinta e Cinco anos de xadrez, e depois de aturada observação como jogador, dirigente e “olheiro” não tenho dúvidas : Tem-se medo de perder , tememos a derrota como uma quebra narcísica da nossa auto-estima!
Mas curioso! Os mesmos medricas, é vê-los nos torneiozinhos de fim-de-semana, ou alegremente a “partir” relógios em empurra plástico do clube! POr vezes estão de férias para as lentas, para o sério do xadrez, para o seu Clube, mas é vê-los lampeiros, prazenteiros nos torneios rapidinhos ou semi-deles! O JOgador Português muito rapidinho e pouco tântrico!
Depois… depois, ama-se pouco o xadrez, estuda-se pouco, que trabalhar faz calos! Por isso um “camelo” estar num Clube a estudar, a partilhar partidas do passados ou análises de finais de grandes jogadores, tarefa hérculea , por rebenta tímpanos de um matraquear guloso, violento dos relógios, com berros mais ou menos orgásticos à mistura! Amar isto o xadrez? Bons tempos em que no meu ido FCP ao Bolhão, um jogador mais velho pegava num Livro e num Mural e o pessoal aderia em massa a um “TOrneio enigma”, em que cada um procurava suplantar o outro no silêncio das Análises, na “adivinhação do Lance, ou em grupos de 4 e cinco jogadores se analisava uma partida de Tal , ou Keres, Ou Fischer! Mas estou a ficar velho e amargo!
Joga-se Xadrez, mas ama-se muito pouco xadrez! Guarda-se xadrez, inveja-se xadrez, tem-se a mania que se gosta de xadrez e por isso o nosso gostar não é dado aos outros! Ficamos na nossa sapiência xadrezistica! Reparam quantos jogadores portugueses analisam as suas partidas, quantos nos ensinam o pouco que vão sabeendo, através dos seus comentários, das suas análises…mas Ai de quem se atrever a comentar a dizer o que pensa desta ou daquela partida, isso não , isso é de titulado de letrinhas maiúsculas atrás, mesmo que, quando o fazem, aquilo ser mau de mais para ser verdade!
Ama-se pouco o xadrez e tão pouco, que o que se faz é escarnecido, não lido e sobretudo, tal como disse em B1, estupidamente falado! Sabem quantas pessoas ouvi falar do Livro do Alekhine do Dagoberto (algumas mal)e descobrir passados segundos de conversa que nem o tinham lido sequer! Ama-se o xadrez? E as boas revistas portuguesas que foram à vida e no ser ir à vida, muitas os xadrezistas portugueses ao estilo nacional nem as compravam que “aquilo era merda” (Oh! Boa era a Jaque , ou Europe-Échecs!Oh Sim! Porque A Chess Life, ou a Schach-Echo nem as pescavam peixes graúdos!))
ou simplesmente liam de boleia, à cola do amigo do Clube, que a vida custava a todos!
B4-Os Jovens jogadores portugueses! Vai para anos que lhes chamei JJPQNVLN – tradução ” Jovens Jogadores Portugueses Que Não Vão a Lado Nenhum” ! Hoje continuo a partilhar da mesma ideia! E para isto, não só o atraso endémico do Xadrez Português, é um hábito enraizado desda tenra idade no jovenzinho xadrezistina nacional – ESTUDAR XADREZ faz calosidades , no dito cujo, nos olhinhos e afins! Ainda Há um ano um Jovenzinho atalentado dizia nos ecrãs, que…Não gostava de estudar xadrez, gostava era de jogar no computador – e parece que tinha treinador, faria se o não tivesse! Claro, depois em mundiais e Europeus , a realidade de umm mate verdadeiro não virtual abate-se sobre o “chavalo”, às vezes dado por um outro puto , ou do Vietname,ou da Roménia que se calhar nem computador tem! Ideia esta que todos os miúdos estudam por computador!
Mas há mais…os jovens Portugueses, não compreendem os Treinadores, melhor…os treinadores não percebem nada do talento deles! Bora lá Spragett, o “Gajo é GM, mas percebe pouco! O Zlotnik é um “neca”, com aqueles métodos estúpidos , além disso é um jogador fraquinho! Se amanhã, este humilde escriva lhes arranjasse uma clínica de xadrez com Seregey Yanofsky, diriam : Quem é o gajo? Eu não preciso de saber dar mate de bispo e cavalo! E se amanhã lhes sugerisse para estudar os finais de torre, o capítulo sobre Rubinstein do fabuloso” Learn from The Legends” do Marin, diriam , RUBI…quê? Livros, “fosga-se”, eu não preciso disso, eu sou todo intuição! Geração de chessbase, fritzados estão! “Oh Joves” ide, ide, zzzz…zzz, na paz do senhor ler as entrevistas do Savinov no ChessCafe a jovens jogadores de leste e reparem o respeito que mostram pelos seus treinadores, o trabálho árduo que tiveram de fazer em clínica presencial, mas os TPC de xadrez , para se alcandroarem a GM! Talento, o que é isso? Carlsen? e o trabalho durissimo com Agdstein? e as Horas de análise? E..E.. Contunuai pois e a algum lado ireis, quando mais não seja ao quarteirão 2200-2250, depois atravessareis a rua da estagnação para ficaram confinados a uma lista Elo, tipo telefónica! Se ficarem satisfeitos, óptimo, sinal que o xadrez é um apenas e só um jogo e o preço a pagar é considerá-lo não mais do que isto – talvez até, passeis a gostar mais do xadrez! Agora se continuas com a ideia que és Bom (beiro) que és o maior, que hás-de lá chegar com o teu talento sem alento, que a intuição chega, que só não vais mais longe porque o xadrez ´português é “caca”, o teu Clube não te dá “mama” , que os outros Têm tudo, e eu nada, que noutro país eras GM de caras, pois sim…aguarda-te uma bela depressão xadrezistica! E vais continuar a não amar o xadrez!
B5- Treinadores…Quem são? Como Treinam a miudagem? Com quem tiraram o curso-especialização? Sobretudo que usam para treinar? Que metodologias usam, que portfólios próprios de treino construiram? Que sabem de Pedagogia para ensinar?
B6- Dirigentes! Façam um favor ao Xadrez! Aquelas pessoas que pensam que serviram o xadrez, ou dele se serviram, PONHAM-SE de fora do dirigismo do xadrez! Não apareça com roupagens novas o que velho e estafado está! Não venham salvadores da pátria xadrezistica, quando com outros cargos ajudaram ao bombo da festam, quando figuras subalternas, sempre aspiraram com metódica sapiência ao poder pelo minar de terreno! Conseguiram ,mesmo com alianças contra-natura de gente bem intencionada! Como se diz no meu Porto, PONHAM-SE! ESCANTEIO, REFORMEM-SE DO XADREZ!
E sobretudo afastem-se de vez, essas figuras pardas, melífulas, rasputinia nasque gravitaram à volta da FPX,( ainda gravitam?) que mexem cordeis, por ignorância das hostes, e sobretudo, que pouco dão a cara e que nem amam xadrez, nem sabem nada de xadrez! O Xadrez para os xadrezistas!
B7- Sabem o que às vezes me apetecia? Que o Xadrez Português perdesse o Estatuto do IND! Incrível? Talvez! Talvez fosse preciso começar tudo de novo , das bases, daqueles que amam o xadrez, dos Clubes, da gente nova de boa vontade, dos Que amam xadrez e ideias de xadrez, daqueles que fossem diferentes dos “burocras”, dos acomodados, dos “deixa estar que está quentinho”, dos ” Há anos que andam nisto que já nem os conheço!”, dos “Sempre os mesmos, parecendo que o não são”!Dos que “A culpa é sempre dos Outros, que nós não”!
Enfim… sonhos de um amante sem remissão desta “pulha feiticeira” que é o xadrez, mas…nauseado de alguma-muita miséria do xadrez Português!
Desculpe o desabafo-correr dos dedos no teclado!
Arlindo Vieira
Desculpem alguns erros no comentário, mas 3 horas da manhã, não são horas de comentar seja o que for! Por exemplo : Se não for o IDP , o Xadrez não perderá a utilidade desportiva e lá se vai o meu sonho! Agora as iniciais que escrevi, devem ser relcionadas com Instituto do “Sono”!
Arlindo Vieira
Francisco,
Aqui há uns meses referiste não conhecer as ideias e a prosa de Arlindo Vieira…
…pois parece que passaste a conhecer, ainda que na sua versão amarga de “amante nauseado”!
Pode-se gostar ou não do estilo, pode-se concordar mais ou menos das suas ideias, mas há méritos, hoje em dia raros, que unanimemente há que reconhecer: Ele sabe do que fala e sabe falar/escrever o que pensa.
Dervich
Eu tinha intenção de vir aqui dizer qualquer coisa sobre as teses do Francisco mas o comentário avassalador de Arlindo Vieira deixou-me sem palavras. De facto aquele comentário escrito às 3 da manhã saiu-lhe da alma.
off topic…
- Quantas pessoas foram à festa?
- O vinho do Porto chegou?
Um anónimo, no post sobre a as comemorações do dia mundial do xadrez, dizia que criticar era fácil mas que o pior era fazer.
Parece-me que este anónimo é alguém de acção por isso aqui lhe lanço publico desafio para que aqui venha contestar a análise feita pelo Francisco Vieira e que apresente o seu plano de acção.
ola
Um dos problemas do xadrez Nacional, é existirem muita boa gente, a não vestir a camisola do seu clube, ou porque mudam de clube constantemente, o que faz com que não haja a estabilização do jogador no clube logo torna-seinstável. Por isso acção é muito importante. Juntar vontades para organizar coisas e os nossos politicos têm de percebar este facto. O vosso clube tem escolas de xadrez?
Abraço
a todos
José Cavadas
gostava de saber o que é que estes filosofos do xadrez já fizeram para melhorar o xadrez nacional
Ó anónimo, eu venho aqui porque gosto de xadrez, filosofia e de largar umas larachas de vez em quando; quanto a si, já vi que, ao contrário dos “filosofos”, é um dos tais homens de pouca conversa e muita acção, uma espécie de Geraldo Sem Pavor do Xadrez Nacional. Ora diga aí ao povo o que é que você fez em prol do nosso desporto.
E, já agora, não acuse só, faça frente ao filosofo, argumente, faça propostas…
Além do autor do blogue, os únicos “filósofos” que se identificaram nos comentários ao assunto em causa foram Arlindo Vieira e José Cavadas.
Qualquer um dos três, nas actividades de dirigente/seccionista e/ou divulgação/dinamização já terá feito mais pelo xadrez em Portugal que 95% de todos os outros…
Agora naturalmente que tudo é discutível, só que enquanto se discute não se faz.
Dervich
É sempre agradável ler os comentários do Arlindo pois podemos disfrutar da brilhante forma com aborda os problemas.
Concordo com algumas coisas do que diz, discordo de outras.
Apenas tenho pena que haja muita gente que gosta de criticar (não me refiro ao Arlindo nem ao Francisco Vieira) e sempre que encontra um pretexto para tal, lá temos que “levar o chá”, que o xadrez é isto, que o xadrez é aquilo, que os dirigentes são isto, que os dirigentes são aquilo, chegando mesmo a ultrapassar o Arlindo na quantidade de texto produzido, mas, lamentavelmente, em qualidade apenas conseguem realçar a pequenez deste país.
Isto porque como dizia o humorista: “Estes gajos falam, falam, mas nunca os vi a fazer nada…”
É essa a p… da realidade amigos.
Muitos dos que falam não imaginam nem me parece que algum dia venham a imaginar o que é dirigir uma associação ou uma federação.
É claro que não quero com isto isentar de culpa seja que for, pois se há um ponto em que estou de acordo com as Teses do Francisco Vieira é naquela em que defende a remuneração dos dirigentes, por duas razões:
1) Sendo remunerados, podemos com propriedade exigir-lhes responsabilidades;
2) Não o sendo… quem dá o que tem, seja muito ou pouco, a mais não é obrigado.
Eu realmente gostava de ver, uma vez que fosse, esses brilhantes pseudo-críticos (que se analisarmos bem são quase sempre os mesmos) a assumir um lugar de dirigente, a dispender do seu próprio tempo, ou mesmo a trocar o tempo que “perdem” a dizer mal do xadrez e dos seus dirigentes, por um contributo mais válido e construtivo para o xadrez nacional.
Pois é, mas talvez eles não saibam, ou não tenham capacidade para fazer mais nada para além da escrita…
Vá lá… sabem escrever o que já não é mau.
Mário Correia
Tirando este blogue e o sempre dinâmico 16×16, um grande exemplo de jornal sem abrir espaço aos habituais desatabilizadores, o xadrez informativo nacional na existe.
Carlos Miguel
Habituais destabilizadores? Esta boca de Carlos Miguel não deve ser dirigida a mim que sou maçarico nestas coisas da internete e do xadrez mas, já agora, será que poderia concretizar? Não é por nada, era só para o pessoal estar alerta e conseguir detectar quando aparecesse um passarão desses.
E se em vez de estarem para aqui com tricas (tipicamente português) que tal começarem a discutir as teses do Francisco Vieira?
Por ter pouco tempo disponivel, utilizarei os comentários realizados pelo Sr. Arlindo Vieira, para expressar a minha opinião em relação aos assuntos abordados.
“Anónimo disse…
A-Antes de mais, o seu blogue, das raras coisas que vou lendo sobre xadrez.”
Viriato: – Faz mal por isso.
Muitas outras coisas há que merecem a pena perder poucos minutos que seja no nosso tempo.
“B- A sua análise, simplesmente certeira, brilhante, cáustica e sobretudo objectiva onde e como o “deve ser. Não podia estar mais de acordo com ela, mas… talvez se tenha esquecido por bondade de algumas coisas mais, por exemplo:
B1- A “burrice” chapada,ensismemada, mostrada e demonstrada de muito xadrezista português , sobre o Xadrez! Eu chamo-lhe vai para anos “INCULTURA XADREZISTA” de base, que é tão gritante, que passa de “pai-para-filho”, ou seja é geracional! Temos um Xadrez-pimba para pimba-xadrezistas, e isto arrasta-se há anos! Digamos que é do estilo da diferença ente Capablanca e Detergente de máquina ser apenas um; um ser blanca e o outro lavar mais blanco! Não sei se entende o que quero dizer!? Dói a alma de ver tanta arrogância, tanta chachada de conversa sobre xadrez, sempre mesclsda de ignorância! Arrogância na Ignorância! Tirando mexer o plástico, e das variantes Moscovo, Najdorf, e afins, pouca gente sabe de xadrez, da essência do xadrez, da História do Xadrez, da Pedagogia do Xadrez! Digamos meia dúzia de “camelos” dos tais que são apelidados de “secas” , alvo da risota e chacota nas salas mais ou menos bafientes de clubes-tasqueiros de rápidinhas e semi-delas! Sabe caro Vieira, v quantas pessoas foram visitar, vai para 5 ou 6 anos, uma exposição de centenas de livros de xadrez (alguns raros) e dezenas de peças Staunton ( 50-60 jogos), e selos e postais e etc, etc, realizada pela Luso Xadrez em S.João da Madeira ? Olhe os “camelos” do costume, mais uns 4 ou 5 que resolveram honrar o trabalho dos ditos!
Sabe o que é ouvir um “artistão” vai para anos a dizer-me numa sala, que sabia como eu gostava da dignidade dos Staunton de Madeira e por isso, apesar de os ter na vitrina,iria jogar com as maravilhas plásticas federativas?! Mas o finório saberia ao menos que foi Staunton ou Cook, ou coisa que se lhe valha?
E sabe o que é falar com jovens jogadores portugueses e eles sabem lá quem é Lasker (uma variante? Chega?), ou Capablanca ou Botvinnik! Bem verdade que velhos também o sabem pouco!
E as salas de muitos Clubes? Sem aprumo, sem vida xadrezistica, sem um simples retrato de Campeões do Mundo, sem um simples arranjo que mostre que ali se “cultiva” xadrez! Nada! Algumas tascas imundas com tabuleiros surrados, vinhados, atabacados de rápidas e arrotos de fim-de-semana!
Ou seja, para terminar este ponto, parafraseando Sena, ” Não sabem nada, não dizem nada, só raramente é que sim!” . “
- Não podia estar mais de acordo consigo. No entanto, acerca da “História” do jogo, esta vai sendo escrita com o passar do tempo. A verdade das coisas, por vezes, tem de ultrupassar o tempo politico, em que as mesmas foram escritas.
“Um País sem cultura xadrezística, pode gerar um, dois talentos, frutos do trabalho individual, ou acaso, mais não se pode esperar, porque a não cultura ( que medo se tem desta palavra!) entra-se no dirigismo, nos treinadores, nos jogadores, no que não se escreve ou escreve mal, no que não se organiza! Anafados xadrezisticamente, porque nem vistas, nem conhecimentos para…”
- Isso da Cultura xadrezistica, é muito vago.
Uma criança de 8 anos pode jogar muitissimo melhor que um erudito do xadrez.
É certo. Um Pais, um Distrito ou um simples clube que dê durante a formação de jogadores uma base cultural aos mesmos, terá melhores resultados desportivos e menos acidentes de percurso.
“B2 – A falta de Amor ao Xadrez! Em Portugal, ama-se pouco o xadrez! Fala-se de xadrez, baboseira-se xadrez, chalaça-se xadrez nos entretantos inconsequentes de umas rapidinhas ou semi-delas de fim-de-semana, só para dizermos que gostamos da arte, para não desaprendermos a mão, para nos chamarmos jogadores de xadrez! Entra-se de leão de juba alta no nosso Clube, somos os maiores da nossa rua, quando não está lá ninguém, gostamos de ganhar aos “patos” tipo bilhar de carambola, agora quando temos jogos por equipas, vai lá, “morreu o gato” “tenho o carro avariado”, “os putos” , a mulher, a sogra, a gripe, quando todos sabemos que é o Sofazinho, a barriguinha prenhe de prazer da feijoada ao almoço e sobretudo…O MEDO! Sim EM POTUGAL TEM-SE MEDO DE JOGAR XADREZ e sobretudo tem-se medo da derrota do perder! O narcisismo primário do jogador português é terrível, escondendo o óbvio “quanto mais piço” mais medo tenho e , como tal, uns pontinhos no Elo, uma vitoriazinha aqui, um lugarzito nos 10 primeiros, ou um campeonatozinho interno e já eregemos estátua interior, já “cagámos” por todos os poros “postas de pescada” e de pprestígio feito, não vá o diabo tecê-las, e zás, a nossa “piçalhice” vir ao de cima e lá se cai o ouro da estátua! Ná, Ná, só de vez em quando, quando convêm e o adversário não nos dá arrelias! Trinta e Cinco anos de xadrez, e depois de aturada observação como jogador, dirigente e “olheiro” não tenho dúvidas : Tem-se medo de perder , tememos a derrota como uma quebra narcísica da nossa auto-estima!
Mas curioso! Os mesmos medricas, é vê-los nos torneiozinhos de fim-de-semana, ou alegremente a “partir” relógios em empurra plástico do clube! POr vezes estão de férias para as lentas, para o sério do xadrez, para o seu Clube, mas é vê-los lampeiros, prazenteiros nos torneios rapidinhos ou semi-deles! O Jogador Português muito rapidinho e pouco tântrico!
Depois… depois, ama-se pouco o xadrez, estuda-se pouco, que trabalhar faz calos! Por isso um “camelo” estar num Clube a estudar, a partilhar partidas do passados ou análises de finais de grandes jogadores, tarefa hérculea , por rebenta tímpanos de um matraquear guloso, violento dos relógios, com berros mais ou menos orgásticos à mistura! Amar isto o xadrez? Bons tempos em que no meu ido FCP ao Bolhão, um jogador mais velho pegava num Livro e num Mural e o pessoal aderia em massa a um “Torneio enigma”, em que cada um procurava suplantar o outro no silêncio das Análises, na “adivinhação do Lance, ou em grupos de 4 e cinco jogadores se analisava uma partida de Tal , ou Keres, Ou Fischer! Mas estou a ficar velho e amargo!
Joga-se Xadrez, mas ama-se muito pouco xadrez! Guarda-se xadrez, inveja-se xadrez, tem-se a mania que se gosta de xadrez e por isso o nosso gostar não é dado aos outros! Ficamos na nossa sapiência xadrezistica! Reparam quantos jogadores portugueses analisam as suas partidas, quantos nos ensinam o pouco que vão sabeendo, através dos seus comentários, das suas análises…mas Ai de quem se atrever a comentar a dizer o que pensa desta ou daquela partida, isso não , isso é de titulado de letrinhas maiúsculas atrás, mesmo que, quando o fazem, aquilo ser mau de mais para ser verdade!
Ama-se pouco o xadrez e tão pouco, que o que se faz é escarnecido, não lido e sobretudo, tal como disse em B1, estupidamente falado! Sabem quantas pessoas ouvi falar do Livro do Alekhine do Dagoberto (algumas mal)e descobrir passados segundos de conversa que nem o tinham lido sequer! Ama-se o xadrez? E as boas revistas portuguesas que foram à vida e no ser ir à vida, muitas os xadrezistas portugueses ao estilo nacional nem as compravam que “aquilo era merda” (Oh! Boa era a Jaque , ou Europe-Échecs!Oh Sim! Porque A Chess Life, ou a Schach-Echo nem as pescavam peixes graúdos!))
ou simplesmente liam de boleia, à cola do amigo do Clube, que a vida custava a todos!”
- Concordo, embora a referência sirva aos jogadores amadores que podem fazer o que escreve ou afastarem-se de vez.
Normalmente, são estes que permitem que o pequeno xadrez ainda respire para pequenos organizadores de eventos ou para que os clubes não fiquem às moscas.
Esta parte sim, tem relação directa com a cultura xadrezistica que ainda não temos em POrtugal.
“B4-Os Jovens jogadores portugueses! Vai para anos que lhes chamei JJPQNVLN – tradução ” Jovens Jogadores Portugueses Que Não Vão a Lado Nenhum” ! Hoje continuo a partilhar da mesma ideia! E para isto, não só o atraso endémico do Xadrez Português, é um hábito enraizado desda tenra idade no jovenzinho xadrezistina nacional – ESTUDAR XADREZ faz calosidades , no dito cujo, nos olhinhos e afins! Ainda Há um ano um Jovenzinho atalentado dizia nos ecrãs, que…Não gostava de estudar xadrez, gostava era de jogar no computador – e parece que tinha treinador, faria se o não tivesse! Claro, depois em mundiais e Europeus , a realidade de umm mate verdadeiro não virtual abate-se sobre o “chavalo”, às vezes dado por um outro puto , ou do Vietname,ou da Roménia que se calhar nem computador tem! Ideia esta que todos os miúdos estudam por computador!
Mas há mais…os jovens Portugueses, não compreendem os Treinadores, melhor…os treinadores não percebem nada do talento deles! Bora lá Spragett, o “Gajo é GM, mas percebe pouco! O Zlotnik é um “neca”, com aqueles métodos estúpidos , além disso é um jogador fraquinho! Se amanhã, este humilde escriva lhes arranjasse uma clínica de xadrez com Seregey Yanofsky, diriam : Quem é o gajo? Eu não preciso de saber dar mate de bispo e cavalo! E se amanhã lhes sugerisse para estudar os finais de torre, o capítulo sobre Rubinstein do fabuloso” Learn from The Legends” do Marin, diriam , RUBI…quê? Livros, “fosga-se”, eu não preciso disso, eu sou todo intuição! Geração de chessbase, fritzados estão! “Oh Joves” ide, ide, zzzz…zzz, na paz do senhor ler as entrevistas do Savinov no ChessCafe a jovens jogadores de leste e reparem o respeito que mostram pelos seus treinadores, o trabálho árduo que tiveram de fazer em clínica presencial, mas os TPC de xadrez , para se alcandroarem a GM! Talento, o que é isso? Carlsen? e o trabalho durissimo com Agdstein? e as Horas de análise? E..E.. Contunuai pois e a algum lado ireis, quando mais não seja ao quarteirão 2200-2250, depois atravessareis a rua da estagnação para ficaram confinados a uma lista Elo, tipo telefónica! Se ficarem satisfeitos, óptimo, sinal que o xadrez é um apenas e só um jogo e o preço a pagar é considerá-lo não mais do que isto – talvez até, passeis a gostar mais do xadrez! Agora se continuas com a ideia que és Bom (beiro) que és o maior, que hás-de lá chegar com o teu talento sem alento, que a intuição chega, que só não vais mais longe porque o xadrez ´português é “caca”, o teu Clube não te dá “mama” , que os outros Têm tudo, e eu nada, que noutro país eras GM de caras, pois sim…aguarda-te uma bela depressão xadrezistica! E vais continuar a não amar o xadrez!”
- Não é geral, mas, é o que temos.
O trabalho de base e sua continuação deve ser exercido pelos mais capacitados para o fazer e não por qualquer um que até tem um diploma obrigatório que o habilita.
Ainda assim, a geração da Chessbase, pouco culta, joga infinitamente melhor, que a média dos jogadores antes da informatização do xadrez.
“B5- Treinadores…Quem são? Como Treinam a miudagem? Com quem tiraram o curso-especialização? Sobretudo que usam para treinar? Que metodologias usam, que portfólios próprios de treino construiram? Que sabem de Pedagogia para ensinar?”
- Este comentário coloca o dedo na ferida.
O que temos é melhor do que não haver nada, mas, é preciso trilhar caminhos onde a qualidade seja levada a sério.
Devia haver avaliação de resultados de forma a chegarmos a saber se estes “treinadores” estão aptos à obtenção de resultados válidos e não à obtenção de resultados artificias.
“B6- Dirigentes! Façam um favor ao Xadrez! Aquelas pessoas que pensam que serviram o xadrez, ou dele se serviram, PONHAM-SE de fora do dirigismo do xadrez! Não apareça com roupagens novas o que velho e estafado está! Não venham salvadores da pátria xadrezistica, quando com outros cargos ajudaram ao bombo da festam, quando figuras subalternas, sempre aspiraram com metódica sapiência ao poder pelo minar de terreno! Conseguiram ,mesmo com alianças contra-natura de gente bem intencionada! Como se diz no meu Porto, PONHAM-SE! ESCANTEIO, REFORMEM-SE DO XADREZ!
E sobretudo afastem-se de vez, essas figuras pardas, melífulas, rasputinia nasque gravitaram à volta da FPX,( ainda gravitam?) que mexem cordeis, por ignorância das hostes, e sobretudo, que pouco dão a cara e que nem amam xadrez, nem sabem nada de xadrez! O Xadrez para os xadrezistas!”
- Na minha opinião, o xadrez deve ir buscar gente a todo o lado e não devem ser só os xadrezistas a força motriz.
A maioria dos xadrezistas que temos, com os seus vicios de mentalidade, poderão não servir para em todo lado incrementar ou desempenhar papèis de relevo.
Aqui sim, é importante haver conhecimento cultural do xadrez, mas também, capacidade de gestão e liderança de projectos.
“B7- Sabem o que às vezes me apetecia? Que o Xadrez Português perdesse o Estatuto do IND! Incrível? Talvez! Talvez fosse preciso começar tudo de novo , das bases, daqueles que amam o xadrez, dos Clubes, da gente nova de boa vontade, dos Que amam xadrez e ideias de xadrez, daqueles que fossem diferentes dos “burocras”, dos acomodados, dos “deixa estar que está quentinho”, dos ” Há anos que andam nisto que já nem os conheço!”, dos “Sempre os mesmos, parecendo que o não são”!Dos que “A culpa é sempre dos Outros, que nós não”!
Enfim… sonhos de um amante sem remissão desta “pulha feiticeira” que é o xadrez, mas…nauseado de alguma-muita miséria do xadrez Português!”
- Concordo em absoluto e de forma mais suave tentei dizer o mesmo na entrevista ao 16×16.
“Desculpe o desabafo-correr dos dedos no teclado!
Arlindo Vieira”
- Necessitavamos de mais desabafos com este, se os mesmos servirem para que o xadrez vá para a frente em Portugal.
A minha “tese”, vai no sentido de ser criada uma estructura alternativa à FPX, respeitando o papel que esta desempenha, mas, descentralizando o xadrez nacional.
A FPX não pode chegar a todo o lado e tem amarras que a obrigam a tomar posições que individualmente quem lá está, também poderá pensar que não são as mais indicadas para a modalidade.
Saudações xadrezisticas a todos !
António Viriato Ferreira
Leiam por favor:
“Adérito Pedro estreia-se no Mundial de xadrez
O mestre internacional Adérito Pedro encontra-se já na cidade de Khanty-Mansiysk, Rússia, onde a partir deste sábado participará no campeonato do mundo de xadrez, apurou ontem, a Angop, em Luanda.
O jogador, que recentemente obteve uma norma de Grande Mestre, partiu de Luanda segunda-feira via Lisboa (Portugal) com escala em Frankfurt (Alemanha), num percurso que levou dois dias até chegar a Khanty-Mansiysk, cidade palco do maior evento “escaquístico” do mundo.
Adérito Pedro, que defronta na primeira jornada o Grande Mestre ucraniano Vasily Ivanchuk, foi acompanhado por uma equipa técnica que integra Catarino Domingos e João Júlio. Seguiu igualmente o vogal de direcção Paz Pinto, na condição de chefe da caravana.
Esta participação envolveu 50 mil dólares, incluindo um estágio de 30 dias, no país para os integrantes da caravana, no Hotel Pôr do Sol, no município da Samba.
O secretário – geral da federação angolana da modalidade, Abraão Augusto, afirmou que foi necessário o recurso a patrocínios para que o país estivesse representado pela primeira vez num evento do género, em função da indisponibilidade financeira do Ministério da Juventude e Desportos (MJD).
Explicou que o órgão reitor do desporto no país justificou a não atribuição da verba pelo facto de a federação não ter orçamentado a prova mundial no seu plano de actividade anual, uma atribuição do seu antecessor, Alexandre do Nascimento, destituído recentemente do cargo em Assembleia geral extraordinária.
A falta de verba inviabilizou a realização do estágio de trinta dias em Espanha com o técnico local Alfonso Romero. “
E nós…. somos piores que ANgola?
“E nós…. somos piores que ANgola?”
Desculpe lá mas fazer perguntas indigestas é função minha mas, já que pergunta, sempre lhe dou a minha opinião: Pois, se calhar somos!
É claro que somos piores que Angola, mas a maioria da população embrutecida pelo futebol, só vai perceber que José Saramago tinha razão quando disse que a única saída para Portugal seria a união á Espanha formando a Ibéria. Só daqui a algumas gerações, vai a população analfabeta deste país perceber isto. Com esta globalização que não tem em conta o humanismo e apenas olha a aspectos economicistas com agressividade, no futuro não haverá lugar a países pequenos que mais não serão do que províncias pacóvias como existem nos Estados Unidos.
Em relação ao xadrez em Portugal, se observarem bem, ele é um pequeno microcosmos de toda a sociedade. Gente medíocre nos postos de decisão tal como no governo e câmaras deste país, gente de qualidade que se afasta e nada quer com este pântano, pois nada se pode fazer quando os medíocres estão em maior número! Lojas de xadrez sem capacidade de vender pela net mundialmente e portanto sem competitividade, tal como as empresas nacionais etc.
Acho piada o argumento que para se criticar é necessário ter um vasto curriculum no xadrez e ter-se feito muita coisa mesmo que isso signifique que o que fizeram está bem á vista de todos. Esse é um falso argumento, porque cada jogador tem direito á crítica como forma de exercer a sua cidadania. É certo que Portugal, após sair da revolução e tendo passado estes anos todos, as pessoas ainda não sabem o que é exercer a sua cidadania, que é apenas um conceito recente. Posso dizer que conheço alguns jovens que saberiam fazer muito mais pelo xadrez nacional que muitos veteranos cheios de cagança que só sabem arrotar postas de pescada. De acordo com essa teoria de que quem pode criticar é apenas quem já fez tanto, como poderia então um jovem de qualidade aparecer no panorama do xadrez nacional e este se renovar com gente nova, se estas pessoas como dizem não demonstraram ainda ter feito nada? Leiam mas é os romances de Eça de Queirós que ainda são bem actuais e deixem-se de tretas! O problema é os jogadores não vestirem a camisola dos seus “clubes”? Outro tiro no pé! Como podem os jogadores vestir a camisola de tascas que nem clubes são? Onde está o mural na parede?, as aulas de xadrez? O preçário á porta? Um número de torneios de lentas realizados sob pena de não se poder abrir as portas e se dizer que se é “clube”? Como podem “clubes” abrir com meia dúzia de gatos pingados e muitas vezes apenas com nomes para engrossar uma lista de pessoas que ninguém viu por lá? Para que existem tantos “clubes” perto uns dos outros na mesma zona e fazendo assim um mau serviço ou dando uma má imagem a qualquer encarregado de educação que ali se desloque para inscrever o seu filho e ficar logo com uma péssima opinião do xadrez em Portugal? Porque não se fundem todas essas tascas e clubecos num clube a sério? Para que se fazem cursecos de monitores e árbitros, se todos os inscritos á partida são os que obtém aproveitamento no fim? è para aumentar ainda mais o pântano da incompetência? Para que se fazem colóquios de xadrez em Peniche, ou será que é dos amigos de Peniche? O xadrez precisa é que as pessoas discutam os problemas a uma mesa e não a atirar bocas á distância a perderem o seu tempo eternamente para daqui a alguns anos estarem aqui no ponto zero a discutir o mesmo! Não percebo sinceramente como ao entrar num forum da fpx apenas encontramos monólogos de burocratas com palavrões tipo, estruturas, estatutos, regulamentos, altos rendimentos, bla, bla, bla e depois nem sequer uma newsletter informativa dos torneios sabem enviar a todos os associados!
Juntem-se para falar mas á volta de uma mesa! Algo em concreto e real e sem virtualidades. Isso de atirarem boquinhas á distância nunca irá a lado nenhum, pois tem sido também a imagem de todos estes anos. O xadrez, necessita de uma equipa de pessoas competêntes que discutam os problemas e os coloquem á federação e associações constantemente. Tenham é muita atenção com as pessoas que escolhem para discutir os problemas do xadrez nacional, porque pelo que vejo, muito boa gente com nome conhecido na praça, pouco sumo de ideias tem!
Em Portugal, já só vale a pena mesmo é esperar pelo TGV ou para ir jogar torneios a Espanha ou Europa ou aqueles que tiverem mais sorte conseguirem fugir daqui para fora!
Caro justiceiro, porque é que não se mobiliza para a tal reunião à volta da mesa em vez de vir para aqui “arrotar postas de pescada”?
Um gajo neste país não pode ter boa vontade… tem de levar com estes merdas sempre a dar para trás…
Cara Viúva Ramalho,
Merdas, são todos aqueles que irresponsávelmente, se candidatam a cargos e depois nada fazem! O grande problema deste país é as pessoas não serem responsabilizadas pelos seus actos. A responsabilidade do xadrez estar como está, deve-se a todos os que ocuparam cargos e nada fizeram até hoje. É mais ou menos como disse o Carlos Queirós relativamente ao futebol: É preciso limpar a merda toda da federação. No xadrez, é necessário mais do que isso! Não tenha a menor dúvida, que no dia em que se puder falar em profissionalismo no xadrez em Portugal, a maioria dos amadores que ocuparam cargos no xadrez, ou que ainda pululam no xadrez, levariam uma grande vassourada! É como diz o Arlindo, reformem-se do xadrez! Ponham-se Escanteio! O xadrez para os xadrezístas! Quem é de fora do xadrez e é competente, pois que prove a sua competência em prol do xadrez primeiro. Não são as reuniões que resolvem mas sim as pessoas que fizerem parte dessas reuniões. Não tenha a menor dúvida que estaria presente numa eventual reunião se souber de antemão qual a composição da mesma. Não é uma questão de se ter boa vontade ou não e sim de competência, pois os medíocres estão cheios sempre de boa vontade para ocupar os cargos! Esse tem sido o filme até hoje…
Em Portugal ainda têm muito que levar na cabeça até abrirem os olhinhos.