Foto de Carlos O. Dias, durante Fase Final do Nacional Absoluto 2007 [08.2007]
Recebi o seguinte email do António Pereira dos Santos, datado de 25/11 [2:09 pm]. Pela sua importância não posso deixar de o divulgar.
Caro amigo,
Não tive tempo suficiente para analisar a convocatória para as AG da FPX deste fim de semana mas gostaria de chamar a atenção para o seguinte: contactei a APMX que me disse que não receberam nenhuma convocatória para esta AG. Chamo a atenção para o Art 28 nº 3 dos estatutos.
Chamo a atenção para a continuação da vergonha ou arrogância em não se cumprir a lei. Penso que a convocatória para as AG deve ser dirigida a cada um dos sócios.Questiono a legalidade da utilização de um sitio da net como convocador. Penso que esta AG é segundo os estatutos e a lei impugnável.
Um abraço,
António
No longer the secret, dusty passion of nerdy types that live in the school library, chess is now the fastest growing sport in the nation’s schools
A “CAMPEONITE” ONTEM E A CONSCIÊNCIA DA REALIDADE HOJE
1972. Campeonato do Mundo de Xadrez. Robert Bobby Fischer – Boris Spassky. Durante mais de mês e meio, concretamente de 11 de Julho a 1 de Setembro, o Mundo foi abalado. Não só o Mundo restrito do Xadrez, mas até e, em termos relativos, talvez mais, o Mundo todo, xadrezista ou não, muitas vezes mais político do que qualquer outra coisa. Nunca Portugal, no seu pequenino orbe, “orgulhosamente só”, dedicou tanto (ou tão pouco) ao tabuleiro dos 64 quadrados brancos e negros. Fischer
contra Spassky. Estados contra URSS. As duas ideologias, a matéria desportiva misturada com a política. Divulgação do Xadrez, sem dvida, mas acima de tudo exploração, do mesmo. A favor de quem? Ninguém saberá responder. Hoje em Portugal há um interesse mais real, mais autêntico, do que a folclórica “utopice” de 1972. Hoje as pessoas querem jogar Xadrez, sentem o desejo de o fazer, sentem o Xadrez pelo Xadrez, reconhecem a razão de o praticar, o porquê da sua importância.
Há 4 anos era o orgulho no triunfo do mundo de plástico sobre a realidade do poder dos trabalhadores. Há 4 anos todos queriam ser Fischers. Hoje todos querem saber como se joga o Xadrez.
portugueses? Nada, para além de um interesse momentÂneo, bem aproveitado pelos simpatizantes do dólar. O que se passa hoje? O Xadrez, essa espécie de ritual. mais arte que jogo, mais ciência que jogo, deseja-se por aquilo que é, pelo fascínio que exerce. Ao fim e ao cabo, arte pela arte ou, o que é o mesmo, Xadrez pelo Xadrez.
FAZENDA EL RETIRO (O Ouro dos Tigres, 1972)
Uma pista. Estávamos no dia 23 de Março de 1983, em plena cidade de Lisboa. E, mais não digo… por enquanto. O IRICUP [Instituto de Recursos e Iniciativas Comuns] da Universidade do Porto, em colaboração com Câmara Municipal do Porto (CMP) e com o Cineclube do Porto, organizou durante o mês de Dezembro no Pavilhão Rosa Mota, o Natal N’UPorto – Workshop “Xadrez Gigante”. Este evento, orientado para crianças dos 8 aos 13 anos, incluiu actividades de carácter cinematográfico, artístico e desportivo. O objectivo desta acção foi ocupar os tempos livres dos filhos dos funcionários da UP, da CMP e de sócios do Cineclube do Porto durante as férias de Natal, aproximando-os do Cinema, das Artes Plásticas e do Desporto.
Em, Portugal, bom em Portugal esqueçamos. Existe o Jorge Guimarães que escreve quando lhe apetece ou quando lhe deixam – ainda não percebi bem isto – no Público, sobre xadrez internacional, António Pereira dos Santos, tem uma coluna no Diário de Notícias, Joaquim Durão, na revista Templo Livre (Inatel), Luis Santos, que depois de ter escrito na Capital e no Diário Desportivo, se encontra inactivo, publicando, avulsamente, por aí.
Eu não conheço mais nada, se alguém souber, avise-me, ou tenha a amabilidade de completara listagem com um comentário.
É com agrado que divulgo o nascimento de um blog oficial da Direcção da AXDC , cujo objectivo é a divulgação da prática de xadrez a nível regional. Até à criação da sua Homepage, a Associação de Xadrez do Distrito de Coimbra, terá neste blog, o seu meio de comunicação com os clubes e jogadores do distrito. [Ver o blogue AXDC]
Destaco, desde já, a sua resposta, à pergunta O que pensas do actual estado do Xadrez em Portugal? És optimista?
O Xadrez carece de divulgação. Os nossos campeões têm de ser reconhecidos, temos que chegar à pessoa comum. Eu nunca joguei ténis e sei quem foram alguns campeões da modalidade. Para isso é fundamental que sejam criados meios de comunicação, bons sites, que noticiem e de preferência profundamente e comissões da FPX e AX distritais que cheguem aos jornais. Nisto há muito para evoluir. Temos de aprender ou reaprender a vender a nossa actividade.Se conseguirmos dar volta a esta situação penso que muitas portas se abrirão, não falo em mundos e fundos mas pelo menos que possamos dignificar a modalidade em termos de condições.
Um exemplo disto foi o que se passou com Preliminar do Nacional, apesar do grande esforço, da FPX, a sala e mesas disponibilizadas foram claramente uma pecha do campeonato. A sala era grande mas não foi por isso que alguém filmou/fotografou. Seria uma notícia, 80 jogadores a jogar o Preliminar. Não havia uma zona separada da sala para análises. Estas questões para dignificação dos campeonatos têm de ser precavidas atempadamente.
Ler a entrevista de Diogo Alho.
Amigos e Rivais
O encontro foi disputado entre actuais veteranos que participaram a 10 tabuleiros, a duas voltas.
Em resposta à pergunta sobre «como considera o estado do xadrez em Portugal»?
Está mal. Há muita porcaria metida no xadrez nacional. Gente que entra no xadrez e não se sabe positivamente porquê. Ainda assim, tenho a certeza que as coisas vão mudar para melhor. Temos um problema de mentalidades neste país. Quase que só têm havido pequenas conquistas realizativas pelo trabalho de «carolice». O amadorismo reinante no xadrez nacional, não permite sonhar mais alto. O xadrez deve trazer para si, as melhores pessoas de todas as áreas. Aficionados, empreendedores, que sirvam o xadrez nacional e que não se limitem a sacar o que podem dele.(…)
Quanto às mudanças que implementaria e Portugal, «que já tenha vivenciado fora»?
Uma associação de interesse público, que promova eventos de xadrez. É isto que, numa primeira fase, estou a tentar criar em Portugal. Provavelmente, acabará sendo também uma escola de preparação para futuros profissionais de xadrez. Se chegar a ter uma equipa de xadrez, será com «professores» e «alunos» dessa mesma escola.
A teminar, a sua visão pessoal de um blogue sobre xadrez.Tenho vários espaços na blogosfera, sendo um sobre xadrez. A ideia foi implementada por eu estar cansado de ver sites e blogues nacionais que falam de tudo, menos do jogo de xadrez. Os espaços que existem, de «xadrez zero», não trazem nada ao praticante da modalidade. Proponho-me neste blogue a escrever sobre xadrez, a sua história e curiosidades, promover a modalidade e os seus praticantes nacionais. [sublinhados meus]