Archive for Outubro, 2007

Xadrez nas escolas russas

Terça-feira, Outubro 30th, 2007
Segundo a informação da FIDE, na sua página, o porta-voz da Duma, o parlamento da Rússia, Boris Gryzlov, pensa que o xadrez deverá ser introduzido no currículo das escolas russas.

De acordo com a opinião do Sr. Gryzlov «o xadrez desenvolve não apenas o pensamento lógico, mas também a motivação pela vitória o que é muito importante para o povo russo».

Mas, com a queda do comunismo as crianças deixaram de aprender e a jogar xadrez nas escolas? Ou o xadrez deixou de ser o desporto oficial, por excelência?

Álvaro Pereira no jornal «Sexta»

Terça-feira, Outubro 30th, 2007

O xadrezista Álvaro Pereira mereceu o destaque da última página, na rúbrica Vidas Duplas, do novo semanário Mundo à Sexta, do qual destaco as seguintes linhas
«Hoje praticamente não jogo, uma vez que não gosto de o fazer com a ajuda de computadores, e, por isso sinto-me em desvantagem, logo, não prefiro não o fazer», justifica o [também] actor, [conhecido como Álvaro Faria] que começou a praticar xadrez um pouco por acaso: «Comecei de uma forma um pouco estúpida. Como não tinha muito jeito para o futebol nunca era chamado para jogar e um dia aproveitei a oferta de um tabuleiro em papel de uma revista e comecei a jogar xadrez com os amigosnos intervalos da escola. Depois ganhei gosto e fui convidado a entrar na equipa do Benfica, o que foi curioso porque sou sportinguista». Desde 1991 que não perde uma partida nos torneios por correspondência.

Crei que Álvaro Pereira se está a referir, no essencial, ao xadrez por correspondência.

(Notas: A autora do artigo Joana Guimarães, confunde o nome do xadrezista Álvaro Pereira com o nome artístico do actor que é Álvaro Faria. O qaue muitos não saberão é que o actor/xadrezista se chama, de facto, Álvaro da Paz Faria Pereira).

Matemática e Xadrez

Terça-feira, Outubro 30th, 2007

Susan Polgar publicou no seu blogue, um artigo, Matemática e Xadrez, sobre Frank Ho, um canadiano de origem chinesa, professor de matémática que fundou o centro de ensino de matemática e xadrez, Math and Chess Learning Centre.

Ho criou o world’s first math and chess integrated workbooks parta estudantes do ensino básico em Vancouver no Canadá.

Ler mais em Math and Chess.

Saiu a «Europe-Echecs» de Novembro

Terça-feira, Outubro 30th, 2007

Ala de Rei em «The Chess Academy» (EUA)

Terça-feira, Outubro 30th, 2007

Recebi o seguinte correio electrónico de John, da The Chess Academy.

Saludos!
Mi nombre es John y me gustaria cambiar links con usted. Su sitio es maravilloso y esta en mi pagina: www.thechessacademy.org/links.htm
Gracias!
John
Chess Academy

Documentário sobre Susan Polgar em Novembro no Canal National Geographic

Sexta-feira, Outubro 26th, 2007

Ao contrário do que afirmei não é sobre a Judit Polgar mas sim sobre a irmã, Susan Polgar, a autora do excelente blogue Susan Polgar chess blog, que o National Geographic Channel (NGC) vai transmitir um documentário no próximo mês de Novembro.

O documentário, integrado na série Uma Mente Brilhante, chama-se Tornei-me um génio (Desenvendo a genialidade, no Brasil) , será transmitido a um Domingo. Segundo o NGC,

Ela é a primeira mulher grande mestre de xadrez do undo. Não nasceu com um cérebro brilhante, mas chegou a esse estágio por meio de uma experiência educacional extraordinária a que foi submetida durante a infância.

Podem ler, também o excelente artigo de Carlin Flora, The Grandmaster Experiment, em Psychology Today.

Susan Polgar entrevista o campeão Annand

Sexta-feira, Outubro 26th, 2007

Susan Polgar entrevistou o GM indiano Vishwanathan Annand, na sequência do seu triunfo como Campeão Mundial 2007.

A primeira parte dessa entrevista está disponível na coluna que ela tem em Susan Polgar On Chess (em ChessCafe.com). A segunda parte da entrevista será publicada mais tarde, acompanhada de uma entrevista com Vladimir Kramnik.

Matemática com resultados medíocres

Sexta-feira, Outubro 26th, 2007
Nas 1292 escolas do Ensino Secundário onde este ano se realizaram exames nacionais do 9º ano, apenas 179 tiveram uma nota média igual ou seperior a 3 (três), numa escala de 1 a 5. 4 em cada 5 escolas tiveram mesmo média negativa a matemática. A prova nesta disciplina revelou-se um “desastre”, uma vez que 3 em cada 4 alunos tiveram nota negativa, um desempenho ainda mais negro do que o registado no ano passado. [sublinhado meu]

Lido no jornal Destak, (p.4). Mais notícias em Meia Hora (p.3).

Mais palavras para quê? Actos, meus senhores, actos! E ponham os olhos em exemplos, como o da Escola 31 de Janeiro, da Parede.

Uma citação de Paul Morphy

Sexta-feira, Outubro 26th, 2007

Li no blogue umblogsobrekleist [29.05.2007] o seguinte

XADREZ: Segundo o livro Life of Paul Morphy in the Vieux Carré of New-Orleans and Abroad, de Regina Morphy-Voitier, o lendário xadrezista Paul Morphy tinha por hábito andar de um lado para o outro na varanda da sua casa, murmurando as palavras «Il plantera la bannière de Castille sur les murs de Madrid au cri de Ville gagnée, et le petit Roi s’en ira tout penaud». Até hoje, ninguém foi capaz de determinar a origem desta citação, de acordo com o historiador de xadrez Edward Winter.

(Contextualização nº 1: Paul Morphy (1837-1884) foi um dos jogadores mais otáveis da segunda metade do século XIX. Os Estados Unidos da América produzem campeões de xadrez de classe mundial com exasperante infrequência. Quando o fazem, porém, nunca se trata de um mangas-de-alpaca banalmente genial: a aura de mistério e um carisma mais ou menos delirante estão garantidos.)

(Contextualização nº 2: Edward Winter é conhecido por levar a atenção pelo detalhe irrelevante a níveis que poucos se atrevem a tentar superar. Pode-se contar com ele para devotar dezenas de linhas à ortografia do nome de um amador que empatou com Capablanca numa simultânea, ou aos licores servidos num banquete onde participou Lasker. As suas Chess Notes são um manancial de esdrúxula erudição.)

Carta à SICnotícias

Sexta-feira, Outubro 26th, 2007
Ontem, na Sicnotícias, pelas 19.50h, passou uma reportagem de cerca de 3 min sobre o projecto inovador da Escola 31 de Janeiro, na Parede. Pela importância e reconhecimento público pelo xadrez, permiti-me endereçar à SIC a seguinte carta:

Estimados Senhores,

Vi com agrado a vossa peça sobre a Escola 31 de Janeiro, na Parede, transmitido ontem 5ª feira, cerca das 19.50 horas.

A reportagem, não obstante ser curta, foi elucidativa do projecto que se desenvolve naquela escola, pelo prof de xadrez Victor Guerra e acarinhada pelo director da escola, Vitor Rodrigues.

A Sicnotícias está de parabéns pela reportagem, como aliás, o jornal Público que dias antes lhe tinha dedicado 2 páginas. Estes dois órgãos de comunicação social restaram, a meu ver, um verdadeiro serviço público, ao divulgar um projecto inovador ao nível do ensino, e, logo privado, o que não deixa de ser curioso, de uma modalidade tão esquecida e com tão grande entusiasmo dos jovens estudantes, como se pode ver na reportagem da Sicnotícias. Não esqueçamos as palavras finais do director da Escola, Vitor Rodrigues, ao afirmar que «agora somos procurados pelo xadrez».

A razão que me leva a escrever-vos é pretender obter o vídeo dessa reportagem que não consegui encontrar na colecção de vídeos que disponibilizam no sítio da Sic.

Antecipadamente grato, apresento os meus cumprimentos.

Francisco Vieira

O match Fischer-Spassky nas revistas

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007

.

«Jugando corto, mirando largo»

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007

Enviado por Juan Antonio Montero (Secretario General del Club de Ajedrez Linex-Magic).

«Ajedrez Total»

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007

Juan Montero Aleu (Secretario General del Club de Ajedrez Linex-Magic), enviou-me um mail, com um artigo, donde hablo un poco de mi equipo, el Club de Ajedrez Linex-Magic de Extremadura (España), recientemente proclamado Campeón de Europa y Campeón de España, donde trazo una semblanza del modo de actuar de mi club y del futuro que creemos entrever en el ajedrez español.

«Mientras paseaba con algunos jugadores y componentes del Linex-Magic el pasado lunes por Calviá, después de vencer en el Campeonato de España por Equipos, compré un periódico mallorquín: dedicaba veinte páginas completas a la victoria del motorista Jorge Lorenzo, nacido en la isla. Algo que me llamó la atención fue que un redactor comparaba a Lorenzo en cuanto a talento y precocidad con Mozart y el ajedrecista Bobby Fischer: trazó una semblanza biográfica de Lorenzo y lo comparó con los dos genios mencionados, de los que escribía con solvencia y conocimiento (por lo menos de Fischer, que es de lo que más uno entiende).»

Ler o artigo Ajedrez total de Juan Montero Aleu.

«O Desporto na Presidência portuguesa da UE»

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007

O Professor universitário Mário Teixeira, publicou um artigo de opinião Região Sul online, O Desporto na Presidência Portuguesa da UE, do qual destaco os seguintes trechos

Apelando ao precioso empenho diplomático de cooperação multilateral, defendemos que os debates a encetar deverão convergir para um desporto europeu mais consensual e menos divisionário, estimulando o equilíbrio e evitando clivagens. Portanto, as questões irão situar-se em torno das dimensões educativa, ética e económica. Essencialmente, aposta-se na formação de jovens, financiamento do desporto, violência associada ao desporto, integração pela actividade desportiva, organização do desporto, as iniciativas de voluntariado, as qualificações na área do desporto e, fim último, a actividade física e politicas de saúde.

Todavia, ainda que procuremos mais modernidade e inovação, é necessário conjugar a perspectiva progressista com outra de pendor mais conservador, em respeito pelo Modelo Europeu de Desporto. Assim, alega-se que a abordagem específica ao alto rendimento e ao movimento associativo desportivo, que são a raiz mais profunda do desporto na Europa, deveria assumir um lugar de destaque na agenda prevista para o desporto durante a presidência portuguesa. [sublinhados meus]

Comentários no Ala de Rei

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007
Agradeço ao António Castanheira ter alertado que o blogue Ala de Rei só permitir comentários a quem esteja registado. Já alterei a situação, assim, qualquer interessado poderá colocar um comentário no blogue usando da urbanidade, isto é, não utilizando insultos ou expressões menos correctas ou ofensivas da dignidade dos leitores.

Não existe censura neste blogue, mas, serão eliminados todos os comentários efectuados de forma menos correcta, pela forma ou pelo seu conteúdo.

De facto, como refere o comentário, o Zé António já me havia chamado à atenção. Aqui fica a correcção.

Agradecimento a António Russo

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007
Antes de mais, uma palavra de apreço ao António Russo, administrador do Lusoxadrez, pelas palavras amáveis quando da informação naquele fórum da entrevista a Carlos Oliveira Dias. Obrigado.

Parabéns Joaquim Durão

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007

António P. Santos lembra na sua coluna diária sobre xadrez no Diário de Notícias de hoje, que o Mestre Internacional português Joaquim Durão (na foto, durante a fase preliminar do Nacional Absoluto 2007) completa hoje 77 anos.

Lembra ainda que
«Durão foi campeão nacional por 13 vezes, um recorde dificilmente ultrapássvel embora o MI António Fernandes (11 títulos) se esteja a esforçar.
O ano de 1957 foi uma das melhores épocas do mestre português que, para participar em torneios ou em eventos de divulgação, viajou para 7 países e para as ex-províncias ultramarinas de Angola e Moçambique. A esse respeito, um jornal desportivo considerou-o o mais viajado desportista português desse ano. Notável, numa época em que o xadrez quase não tinha expressão.»
Os meus parabéns ao Mestre Joaquim Durão.

Elogio do jogo de xadrez

Quarta-feira, Outubro 24th, 2007


A vida não é sempre a preto e branco. Também pode ser a branco e preto.

Por isso, poucas coisas na vida são tão coloridas como o jogo do xadrez.

Em que livros estão estes desenhos?

Terça-feira, Outubro 23rd, 2007

Há 60 anos a jogar xadrez?

Influência da proveniência na cultura desportiva dos jovens

Terça-feira, Outubro 23rd, 2007

João Pimentel e Paulo Nunes, ambos da Esc Sup de Educação de Viseu, publicaram na revista Estudos, sobre Pedagogia do Desporto, 7, o artigo Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens, no qual defendem que

 

A educação da criança inicia-se ainda no meio familiar, aí se integram várias dimensões educativas: cognitivas, afectivas, sociais e motoras. Até ao início da educação formal, toda a actividade formativa e a estruturação do comportamento motor é da responsabilidade da família. Quando entra para a escola, passa a ter um acompanhamento educativo especializado, cabendo a educação motora e do próprio corpo à disciplina de Educação Física.

 

O Min. da Educação determina que o programa de Educação Física seja igual em todas as escolas, através de um modelo de programa que contém duas partes distintas de matérias; uma parte é comum a todas as escolas e anos de escolaridade; a outra consiste em modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente pelo grupo de Educação Física.

 

A parte comum, que se refere basicamente às modalidades desportivas tradicionais e podem ser praticadas em todas as escolas, garante, não só a necessária homogeneidade do currículo a determinado nível de desenvolvimento, mas também a atribuição a cada escola dos meios necessários ao desenvolvimento dessas matérias.

 

As modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente, permitirão o aproveitamento das características próprias ou condições espaciais existentes em cada escola e na respectiva região.

 

(…)

 

O conhecimento das preferências e das rejeições das diferentes modalidade desportivas por parte dos alunos é fundamental para garantir a motivação e, em consequência, a aprendizagem e performance desportivas, já que estas são determinadas sobretudo pela intensidade e características da motivação e, como refere Cratty, «a motivação muda de actividade para actividade».

 

Um cantinho em Mesão FrioSe os alunos praticam modalidades de sua livre escolha, sentir-se-ão mais motivados o que leva a um intenso empenhamento na prática e, em consequência, a uma maior aprendizagem dessas modalidades desportivas. Ao contrário, a prática de modalidades desportivas de que não se goste desmotiva o aluno e reduz a intensidade e persistência do seu empenho, o que afecta a qualidade de execução e a aprendizagem das mesmas.

 

In Introdução de Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens

Treinador de Jovens

Terça-feira, Outubro 23rd, 2007

Em breve divulgarei o artigo Treinador de Jovens parte do problema ou parte da solução?, de Carlos Eduardo Gonçalves, Professor da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, da Univ. de Coimbra, publicado na revista Treino Desportivo.

A Escola 31 de Janeiro está de parabéns!

Terça-feira, Outubro 23rd, 2007
Vitor Guerra e, por extensão, Vitor Rodrigues, o director da Escola 31 de Janeiro, na Parede, estão de parabéns.

Antes de mais pelo seu excelente trabalho e visão de futuro ao decidirem apostar na introdução do xadrez na Escola, por iniciativa própria, e, em particular, a sua inclusão na estrutura curricular de ensino. Por outro, por verem o seu trabalho reconhecido publicamente, num artigo de 2 páginas num jornal diário não desportivo de referência, o Público, que muito raramente divulga notícias do xadrez nacional nas suas páginas.

Este é, para mim, particularmente importante, porquanto tenho vindo a dizer e a escrever que o futuro do xadrez em Portugal está exactamente aqui: na estrutura curricular de ensino.

Nos 80 anos que o xadrez leva em Portugal – comemorou-se em 22.Jan deste ano, o 80º aniversário da FPX e dias depois caía mais uma Direcção federativa – nunca o xadrez se conseguiu afirmar como algo mais do que uma estrutura de “gestão de torneios”. As Associações e a própria Federação nunca conseguiram uma dinâmica sustentável, que não dependesse unica ou substancialmente dos dinheiros públicos. E, assim, como todos sabemos só “há” xadrez quando as instituições governamentais ou da administração, central ou regional abrem as torneiras.

A Autarquia de Lisboa e algumas mais por esse país fora, criaram ou apoiaram alguns Planos, mas, (quase) sempre na exacta medida das suas motivações políticas e eleitorais. O xadrez tem de render votos.

E as estruturas do desporto federado, em tempos de vacas magras, limitam-se a estender a mão e a não fazer ondas. Existe um mecenas, mas é público, e por isso, de mecenas não tem nada, chame-se ele IND, IDP ou outro qualquer. O xadrez, como muitas outras modalidades desportivas, parece que só sabe viver da pedinchice. Mas a mentalidade dos seus dirigentes é esta.

Importa aqui referir o oportuno e muito importante comentário de Vitorino Ramos à entrevista que Carlos Oliveira Dias concedeu ao Ala de Rei. Quem é que agarrou a deixa ou, simplesmente comentou a sugestão? Passou ao lado. E, no entanto, estão aqui as duas soluções para o futuro do xadrez em Portugal. A saber:

A nível desportivo, inclusão do xadrez no Desporto Escolar, como modalidade desportiva, distribuindo peças e tabuleiros pelas Escolas Básicas e Secundárias de Portugal;

A nível educativo, inclusão do xadrez na Estrutura Curricular de Ensino, como uma disciplina escolar, com avaliação, em todas as Escolas do Ensino Básico e Secundário de Portugal.
O Xadrez como Desporto pode e deve ser apoiado e desenvolvido pelas estruturas desportivas nacionais – Federação e Associações e Clubes – mas o Xadrez como Educação deve ser apoiado e desenvolvido sobretudo pelos professores, certificados pela Federação em Cursos de Formação para aprendizagem das Regras do Jogo e pelas Escolas públicas e privadas, que podem e devem merecer os apoios e patrocínios para poderem funcionar.

Nem sempre a causa do problema é a falta de dinheiro, mas a a falta de interesse e motivação e conhecimento, da importância do que está em jogo. Fui claro?

Porque será que nenhum Plano municipal ou privado resulta em absoluto e o exemplo da Escola 31 de Janeiro tem condições para triunfar? Porque não é o dinheiro, mas o conhecimento que está presente sobre a mesa. Não é apenas o Desporto nem a competição que se visa, mas o Desporto integrado na Educação. Não se visa ensinar a mexer as peças mas a conhecer por que se mexe nas peças.
E, para finalizar, cito as sábias palavras do director da Escola, Vitor Rodrigues

Avançou-se muito ao nível do pensamento lógico, da argumentação. E por causa dos jogos e dos torneios, os miúdos habituam-se a saber ganhar e a saber perder».

Pelas contas de Vitorino Ramos, seriam necessários menos de €30.000,00 (cerca de 6.000 contos) para apetrechar 460 escolas. Não me venham dizer que não há uma empresa que não gostasse de ficar associada a um evento destes. Mas, para isso, é preciso sair das instituições.

Em última instância, exigia-se um Protocolo com o IDP e com a ANMP/ANAFRE.

Escola da Parede apostou no xadrez

Terça-feira, Outubro 23rd, 2007
Educação Projecto inovador para apoiar estudo da matemática

Na Escola 31 de Janeiro, o xadrez é uma disciplina como todas as outras, de frequência obrigatória e com direito a programa e avaliação. Os resultados são positivos, destaca o jornal Público em artigo de Isabel Leiria na página 10 da sua edição de ontem. E continuava,
A aula é de Matemática, só que no quadro branco não estão algarismos, nem contas, mas um enorme tabuleiro de xadrez colado e algumas peças. Perante duas dezenas de alunos do 2.º ano, o professor Vitor Guerra faz a revisão da matéria dada na semana anterior. Como se pode mover o bispo, o cavalo e a torre? Pergunta quem quer ir mostrar e são vinte braços espetados no ar, acompanhados de muitas vozes a pedir: “Eu! Eu! Eu!”.

Vitor Guerra, responsável pelo ensino do xadrez na Escola 31 de Janeiro, num projecto que faz pioneiro no país este quase centenário colégio na Parede, tenta convencer os alunos a trocar um peão por um bispo ou um cavalo por uma rainha,. Fazem-se as contas aos pontos de cada peça e exercita-se o cálculo.
(…)

Há quatro anos que o xadrez faz parte do currículo do ensino básico (no 1º ciclo integra a componente da Matemática) e todos os quase 400 alunos da Escola 31 de Janeiro, do 2º ao 9º ano, têm obrigatoriamente de frequentar esta disciplina. É aliás, uma actividade levada tão a sério que tem programa – da posição inicial das peças à técnida co mate com 2 cavalos aprendida no último ano – e é sujeita a avaliação.

«Há seis, sete anos começámos a sentir que havia alguns problemas com a Matemática. Por outro lado, notávamos que os alunos davam muitas opiniões mas eram incapazes de argumentar. Não conseguiam construir um caminho para chegar a uma conclusão. Sabíamos de experiências do uso do xadreez em escolas lá fora e decidimos avançar», explica Vitor Rodrigues, director da escola.

E ao fim de quatro anos, Vitor Rodrigues não tem dúvidas de que se notam melhorias, sobretudo entre os alunos que já praticam há mais tempo. «Avançou-se muito ao nível do pensamento lógico, da argumentação. E por causa dos jogos e dos torneios, os miúdos habituam-se a saber ganhar e a saber perder».

Formado em Matemática, jogador profissional, árbitro e professor de xadrez, Vitor Guerra é o reponsável por este projecto – este ano iniciou-se num outro colégio em Sintra – praticamente desde o início. «Há estudos que indicam que, com a prática do xadrez, há um implemento de 12 a 15% na melhoria dos resultados escolares. Sobretudo entre os que praticam com regularidade e se preparam para os torneios».

Na turma que se segue, do 4º ano, Vitor Guerra já identificou os dois alunos que gostaria que tivessem uma preoaração especial. É que para além da hora semanal frequentada por todos, há cerca de 80 que, por demonstrarem grande interesse ou apetência, têm aulas de apoio à competição, em horário pós-lectivo.

Inês, 9 anos, é uma delas. Aprendeu a jogar com o avô, começou a praticar na escola e agora garante que já lhe ganha. «Gosto de jogar porque se pode fazer truques em que as peças ficam encurraladas e comer», explica.

Já são visíveis frutos do investimento feito e uma equipa do escalão de menores de 10 anos venceu este ano o torneio mundial de escolas, na República Checa [como o Ala de Rei na devida altura noticiou]. Para muitos, o xadrez tornou-se mais do que uma disciplina e não é raro encontrar alunos a jogar nos intervalos, nos pátios e corredores da escola.

Dentro da sala, a prática também é levada a sério. Frente a frente, 26 alunos do 4º ano protagonizam 13 jogos em simultâneo, como se de um torneio se tratasse. Há uma folha de registo das jogadas para cada um e na mesa só há lugar para o tabuleiro, o lápis, a borracha e o afia. «Estão prontos? Silêncio. Cumprimentem-se [neste momento todos apertam a mão ao seu "adversário]. Podem começar», indica o professor. Ouve-se pouquissimo barulho na sala, mas Tomás tem dificuldade em concentrar-se e pede a Vitor que faça os colegas falar mais baixo.

A partir de três, quatro anos de experiência, estes alunos já têm uma grande capacidade de concentração e conseguem ficar três horas a jogar», explica. E a ideia é começar ainda mnais cedo, diz Vitor Rodrigues. «Dentro de dois anos esperamos começar com o xadrez como matéria obrigatória logo a partir dso 1º ano. Mas isto implica mudanças na aprendizagem ao nível do pré-escolar».

E se no início as famílias estranharam, «agora procuram-nos por causa do xadrez», afirma o director.

Judit Polgar no "National Geography Channel"

Terça-feira, Outubro 23rd, 2007
Tanto quanto pude apurar, pelos avisos informativos, o Canal National Geography, no (17 da grelha da TV Cabo portuguesa), está a divulgar a apresentação de um documentário sobre a xadrezista Judit Polgar, num Especial Domingo.

No entanto, não é clara a informação sobre a data de exibição. Parece-me, que já deve ter sido exibido. Alguém saberá dar pormenores?

Sites estáticos em vias de extinção

Segunda-feira, Outubro 22nd, 2007
Espaços comunitários são tendência

As páginas de internet estão a deixar de ser espaços estáticos e revalam-se cada vez mais abertas às participação dos utilizadores. «Estamos a caminhar para um modelo de comunidades, mais do que páginas individuais», disse num encontro com os jornalistas o partner da Novabase Consulting, Nuno Fórneas.

O rumo parece ser, contudo, o de «não haver um portal único, mas caminhar-se para a personalização». «Nestes mecanismos de colaboração, quando se esperava que pudesse haver muita entropia, a colaboração tem sido positiva e de qualidade. A Wikipédia tem apenas cinco colaboradores a tempo inteiro e depois há milhares de pessoas, meios que nenhuma empresa teria capacidade de gerir», acrescentou.

Lido no jornal Metro, de 22.Out.2007