Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Sobre a implantação do Xadrez escolar no Brasil

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Informa a Universidade Federal do Paraná na sua página, que a UFPR campus Litoral em parceria com a Confederação Brasileira do Xadrez Escolar (CBXE).

A UPFR campus Litoral conseguiu aprovação no edital anual de Iniciação Científica 2007-2008 da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da UFPR com o projeto de pesquisa Estudo sobre o desenvolvimento do Xadrez Escolar a partir das ações de implementação e manutenção desta modalidade nos municípios e das inferências dos cursos de formação e capacitação dos professores, organizadas pelas Secretarias de Educação e entidades envolvidas.

Ler também os seguintes programas:

I Simpósio “O Xadrez como Inclusão Escolar” e da I Copa UFPR Litoral de Xadrez (descrição completa do evento)

Entrevista de Carlos Dias na 4ª feira, 3.Out

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Na próxima 4ª feira, 3.Out será publicada a entrevista que Carlos Oliveira Dias [na foto nas Olimpíadas de Calvià 2006 - foto: Carlos O Dias] concedeu recentemente, durante a fase final do Nacional Individual Absoluto 2007, ao blogue Ala de Rei.

Nela, aborda a situação actual e o futuro do xadrez a nível nacional e distrital, divulgação da modalidade, a formação, o xadrez jovem e escolar, a arbitragem, a participação de estrangeiros nas provas nacionais, o xadrez feminino …

Algumas afirmações polémicas, mas, convenhamos, necessárias, porque muitas delas andam na boca de muitos, que, por várias razões não ousam, “dar a cara”, como diz o nosso povo.

Uma extensa, mas excelente e elucidativa entrevista de alguém que fala com conhecimento de causa com mais de 30 anos. A não perder.

Portugueses no Mundial de Veteranos 2007

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Portugal esteve representado por Rodolfo Lavrador e Armanda Plácido.

Com alguma surpresa, pelo menos para quem não assistiu ao desenrolar da prova, o MI [14] Algimantas Butnorius (LTU, 2394), ao empatar na mesa 1 com o GM [4] Vlastimil Jansa (CZE, 2494), venceu com 9 pts, em 11 sessões, o Campeonato Mundial de Veteranos 2007, que se disputou em Gmunden, na Áustria, desde o passado dia 17/9. Na secção feminina triunfou a WGM [3] Hanna Erenska-Barlo (POL, 2238), com 8 pts, igualmente em 11 sessões.

Portugal esteve representado com [148] Rodolfo Lavrador (2000), que, ao vencer na última sessão [95] Karl Gneiss (AUT, 2119), ficou em 111º, com 5,5 pts, em 11 possíveis, entre 233 participantes e [25] Armanda Plácido (1831), ao perder na última sessão, terminou a sua prestação no 22º lugar, com 5 pts em 11 possíveis, entre as 34 participantes femininas.

Simultaneamente com o Mundial de Veteranos, disputou-se um Torneio Aberto, com a participação de [9] Rex Blalock (USA, 2245), entre 47 participantes. Venceu o GM [1] Davit Shengelia (GEO, 2537), com 6,5 pts, em 7 sessões e Blalock, ao perder na última sessão com o GM [2] Ralf Lau (GER), terminou o Aberto com 4 pts.

Mais informações na página oficial Official Homepage of the Organizer e em Chess-results.com.
A participação dos veternos portugueses pode ser consultada em POR.

Kasparov vence primárias na Rússia

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O ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov ao garantir 66 dos 113 votos possíveis, derrotou Mikhail Kasyanov, nas importantes eleições das primárias de Moscovo na Outra Rússia, a coligação da oposição ao presidente Putin.

Ler mais em Chessbase.com.

David Remick escreveu um artigo na revista norte-americana Tne New Yorker. The Tsar’s Opponent. Garry Kasparov takes the power of Vladimir Putin.

O jogo de xadrez e a investigação de padrões

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O jogo de xadrez, tem sido objecto de muitos estudos académicos das mais diversas disciplinas, com particular destaque para a inteligência artificial, psicopedagogia, psicologia cognitiva, neurociências, entre outras.

Actualmente, uma grande parte dos artigos destas investigações já está acessível , através da internet, e, na sua esmagadora maioria através de resumos. Mas, estudos e investigações em Portugal não abundam e publicados ainda menos, o que nos leva a supor que ou não se fazem ou não interesse na sua divulgação.

Por isso, quando aparece um destes raros estudos é sempre razão para saudar e divulgar. E o caso presente é dos mais importantes, porquanto diz respeito à importância que o xadrez revela no estudo e, em particular, na disciplina da matemática. Sobressai, de imediato, na leitura deste trabalho que os alunos, jogadores de xadrez, são melhores alunos, não porque tenham melhores notas, o seu corolário, mas, porque estão em melhores condições para as tirar.

O jogo de xadrez e a identificação de padrões, é um documento (paper) de Dores Ferreira e Pedro Palhares, dois investigadores do LIBEC/CIFPEC Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho . Neste texto os autores exploram a ligação entre a prática do xadrez e o desempenho escolar a matemática.
Segundo os autores, no Resumo,
Neste artigo apresentamos o contexto e os resultados de um estudo com crianças do 3º ao 6º ano do ensino básico sobre a relação entre o xadrez e a resolução de problemas envolvendo padrões numéricos e geométricos. Como resultado principal do estudo verificamos a existência de uma relação entre a força de jogo e a capacidade de resolver problemas com padrões. Incluímos na parte inicial uma análise do xadrez enquanto contexto para problemas de matemética elementar, podendo assim inferir-se a riqueza em termos históricos.

Pela importância, permito-me transcrever as Conclusões que os autores retiraram deste estudo
Os resultados deste estudo, embora não nos permitam extrapolar para a população dos alunos do Ensino Básico, não deixam de ser pertinentes para a população estudada. Desta forma pensamos que seria desejável um maior investimento dos professores no ensino sistemático do xadrez, procurando que os alunos sejam bons jogadores de xadrez.
(…)

Uma vez que o teste revelou que, inversamente à mioria dos alunos, os xadrezistas resolvem melhor padrões numéricos do que padrões geométricos, torna-se emergente procurar descobrir as razões onde assentam essas diferenças. Porque é que os bons jogadores de xadrez identificam melhor os padrões numéricos? Porque é que estes jogadores reagem de forma inversa aos restantes alunos? A resposta a esta e outras questões que eventualmente se possam colocar poderão ser objecto de futuras investigações.

Torna-se fundamental a investigação através de estudo de caso que possam analisar de que forma o ensino do xadrez pode contribuir para a resolução de problemas, não só na área da Matemática, mas extensível a outras áreas do saber, atendendo a que a resolução de problemas é apontada como uma competência transversal a desenvolver em todos os alunos.

Uma vez que o xadrez não é o único jogo de estratégia a ser referido no programa, será que se obteriam os mesmos resultados para os outros jogos referidos, nomeadamente a batalha naval, as damas e o mastermind? Ficamos curiosos acerca da reposta. Esperamos que outros investigadores também o fiquem, a ponto de intentarem investigações nesse sentido.
Uma versão deste texto foi publicada no Boletim da SPM, 56.

Uma ode à Matemática

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Uma pequena reflexão é suficiente para expor o absurdo da “superstição literária”.

Há grandes quantidades de jogadores de xadrez em todos os países civilizados. Na Rússia, quase toda a população educada e cada um dos jogadores de xadrez pode reconhecer e apreciar um “belo” jogo ou problema.

Contudo, um problema de xadrez é simplesmente um exercício em matemática pura (não me refiro ao jogo, que não o é inteiramente, uma vez que a psicologia também desempenha nele um papel) e todo aquele que classifica um problema como “belo” está a aplaudir a “beleza” matemática, mesmo que seja uma beleza comparativamente baixa.

Os problemas de xadrez são odes à matemática.

Lido em A Apologia de um Matemático, G. H. Hardy

Punições didácticas melhoram formação

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A Indisciplina deve ser combatida logo nas camadas jovens, sob risco de padronização de comportamentos desviantes, afirmou o psicólogo Sidónio Serpa, em entrevista ao jornal Global, publicada na sua edição de ontem, 26.9. Uma excelente entrevista por sinal. Pela sua importância para o desporto e para xadrez, transcrevo o artigo
O psicólogo Siónio Serpa, vice-presidente da Sociedade Internacional de Psicologia no Desporto, defendeu ontem [25/9] a necessidade de punição nos comportamentos desviantes nos jovens desportistas, sob pena da indisciplina aumentar, tornando-se quase atitude padrão.

Responsável pelo Laboratório de Psicologia do Desporto na Faculdade de Motricidade Humana, Sidónio Serpa alertou para o facto de os atletas, e nomeadamente os futebolistas, serem «formados no sentido de produzir resultados» e julgados da mesma forma que as camadas seniores.

«Quando surgem comportamentos de indisciplina, desviantes, os jogadores, se têm um aparente potencial desportivo grande, conseguem que isso seja desvalorizado em função do contributo técnico. Os critérios de desenvolvimento são técnicos», disse.

O psicólogo referiu que, muitas vezes, «os jogadores acabam por ser desculpados e isso funciona como reforço, sentindo-se protegidos, já que não há punição dos maus comportamentos». Questionado sobre o caso de Zequinha, jogador que retirou um cartão da mão do árbitro no Mundial de Sub-20 e falhou segunda-feira um treino do Penafiel, o psicólogo salientou que a falta de punições acaba na interiorização destes padrões pelos atletas.

«Ao longo do tempo, os comportamentos acabam por ser interiorizadose passam a fazer parte do seu padrão», sublinhou, alertando ainda para a existência, muitas vezes, de promoção de atitudes antidesportivas por parte dos treinadores.

Nesse sentido, o psicólogo defendeu ainda a existência de regulamentos específicos nos escalões de formação. «Há linhas de estudo sobre a formação de jovens, que defendem a existência de regulamentos específicos. As classificações seriam consideradas, não apenas através dos resultados desportivos, mas também disciplinares. Uma equipa que marcasse mais golos podia não ganhar o jogo, caso fosse muito indisciplinada. Podia ganhar a equipa que demonstrasse mais ética», explicou.

Nacional Absoluto Xadrez 2007 foi condicionado

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Carlos O. Dias, referiu na entrevista ao Ala de Rei, sobre a participação de estrangeiros, o seguinte

A nível individual, não deve ser permitido jogarem estrangeiros nas provas nacionais. E não deve ser permitido jogarem estrangeiros desde que começa o ciclo da prova nacional, que á e fase preliminar. (…) Assim que começa o ciclo nacional, propriamente dito, que começa a fase preliminar, estamos a começar a disputa do título nacional , não pode ser permitido o acesso a estrangeiros. Porquê? Porque como toda a gente sabe e toda a gente é dessa opinião – não percebo porque é que não se mexem para mudar as coisas – todos com quem tenho falado são da mesma opinião que eu. Influencia os resultados da prova. O s estrangeiros ao participarem numa fase preliminar estão a influenciar o resultado daquela prova. Estão a condicionar o apuramento de jogadores nacionais.

Se virmos a última sessão da fase preliminar, nas primeiras mesas estavam três jogadores estrangeiros. Não tenho nada contra os jogadores estrangeiros, por amor de Deus. Defendo até que venham jogar para Portugal se forem uma mais valia para o nosso xadrez, se tiverem uma postura correcta e digna, acho que devem cá estar e tenho muito gosto em que cá estejam, mas não podem influenciar o título nacional. Na última sessão da preliminar, pode ter havido influências no resultado a nível de apuramentos, poderiam estar jogadores aqui na final ou pelo menos um – não vou aqui citar nomes, as pessoas que vejam o cross-table – podia estar aqui um jogador que não está, se calhar porque perdeu na última sessão. Não acho que seja justo e não acho que seja correcto. (…)

E a questão é basicamente esta: se não lhes pode ser atribuído o título, porque é que jogam a preliminar? Por questões financeiras? Por prémios minetários? Há muitas provas com prémios monetários para jogar. [sublinhados meus]
Em breve será publicada na íntegra a entrevista de Carlos O. Dias, jogador, árbitro a presidente da Associação de Xadrez de Leiria.

Nacional Absoluto de Xadrez 2007 sob suspeita

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António Pereira dos Santos, volta a focar, na sua coluna no jornal Diário de Notícias, 25.9.2007, que a participação de jogadores estrangeiros influenciou o apuramento dos finalistas. Diz A P Santos que
Pouco depois de terminado o Campeonato Nacional da I Divisão teve início a fase preliminar do Campeonato Nacional Absoluto. Participaram nesta fase 90 jogadores para discutirem 3 lugares de acesso à fase final. Os 3 primeiros classificados foram Josá Andrade e João Leonardo, ambos com 8 pontos, em 9 e Diogo Alho com 7,5.

A permissão regulamentar de partcipação de jogadores estrangeiros na fase preliminar influenciou o apuramento o que é de lamentar dado que o mesmo regulamento impedia o apuramento de estrangeiros para a fase final. [sublinhado meu]
A ser verdade, o que afirma António P Santos – e temos fortes indícios de que ele tem razão, porquanto, bastará tão só analisar o cross-table da prova, e, Carlos Oliveira Dias também referiu isso mesmo na entrevista que concedeu ao blogue Ala de Rei - a disposição regulamentar que permite a participação dos estrangeiros num Campeonato Nacional, onde se discute a atribuição do título de campeão nacional seria ilegal, “à luz” da Carta-Ofício que o IDP enviou à FPX, no passado dia 26.3.2007.

Como escreve Luis Bettencourt Sardinha, no Ofício do IDP à FPX
(…) o que viola o disposto no nº 2 do Artº 48º do Decreto-Lei nº 144/93, de 26 de Abril, dado que esta norma legal determina que as competições que atribuam títulos nacionais ou regionais individuais só podem ser disputadas por cidadãos nacionais. (Ponto 2.2. do Ofício do IDP) [sublinhado meu].

Livro Branco sobre o Desporto

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A versão portuguesa de White Paper on Sport (O Livro Branco sobre o Desporto), pode ser obtida em
Comunicado de imprensa Comissão adopta Livro Branco sobre o Desporto (Bruxelas, 11.07.2007).
Documento de trabalho dos serviços da Comissão. Síntese de avaliação do impacto Documento de acompanhamento do Livro Branco sobre Desporto (Bruxelas, 11.07.2007) (Versão en)
LIVRO BRANCO Livro Branco sobre o Desporto (Bruxelas 11.07.2007) (Versão en)

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A parte mais importante que nos interessa de momento é o seu capítulo 4 Organização do Desporto, em particular, o 4,2 Livre circulação e nacionalidade (pp.15-16), onde se pode ler o seguinte


(39) A Comissão insta os Estados-Membros e as organizações desportivas a debruçar-se sobre o problema da discriminação em todos os desportos e pretende combater a discriminação no desporto através de um diálogo político com os Estados-Membros, de recomendações, do diálogo estruturado com as aprtes interessadas e de processos de infracção, quando tal for necessário.

A Comissão reafirma a sua aceitação de restrições limitadas e proporcionais (em conformidade com as disposições do Tratado UE sobre a livre circulação e com a jurisprudência do Tribunal de Justiça Europeu) ao princípio da livre circulação, em particular no que respeita
ao direito de seleccionar atletas nacionais para as competições entre equipas nacionais;
à necessidade de limitar o número de participantes numa competição;
à fixação de prazos para as transferências de jogadores nos desportos de equipa.

(40) No que respeita ao acesso dos não nacionais às competições individuais, a Comissão pretende lançar um estudo para analisar todos os aspectos desta complexa questão.»

Quadros que têm como tema o xadrez

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O autor JMR informa que acrescentou mais 5 quadros na sua galeria.

Layachi Hamidouche (b 1947) Les Joueurs d’échecs; Adam Lude Döring (b 1925) Schach (2002); Henry Caro-Delvaille (1860-1943) Ma femme et ses sours (1904); Styrsky HJindrich (1899 -1942) Paysage d’échecs (1925); Pierre Raser (b 1953) Jeu d’echecs, bilboquet lampe pichet .

Ver a sua Galeria em Tableaux ayant pour sujet les échecs (actualmente tem 115 quadros, na prática são apenas 114, porque um, não obstante ter uma legenda diferente, apresenta o mesmo quadro).

Presidente do Comité Olímpico alerta para interferência da União Europeia

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O jornal Meia Hora, de hoje, publicou excertos de uma intervenção do Presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), no qual Vicente de Moura, alertou para aquilo que pode vir a ser a «nacionalização europeia do desporto».

Vicente Moura falava no âmbito da discussão do Livro Branco do Desporto e deu assim o mote para o que se discutirá no Seminário Internacional Desenvolvimento do Direito e das Polícias Desportivas da União Europeia, a realizar amanhã, na sede do COP [Travessa da Memória, 36].

«Não somos favoráveis a uma nacionalização europeia do desporto. Tem de ser regulada a participação de atletas de diversas nacionalidades, a questão empresarial no desporto, tudo isto tem de ser regulado, mas as leis desportivas são da nossa responsabilidade, do movimento associativo», frisou.

O responsável máximo pelo movimento olímpico em Portugal realçou a necessidade de se manter uma boa margem de actuação do associativismo desportivo e alertou que nada benéfico acontecerá se assim não acontecer.

«O desporto é cada vez mais atractivo para os elementos que trabalham na Comunidade Europeia, mas têm de se conter e deixar que o sistema se auto-regule por si em termos desportivos», sustentou o presidente do COP.

Despacho do 1/SEJD/2005 e Carta do IDP

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Segue-se o misterioso Despacho nº 1/SEJD/2005, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, de 21 de de Setembro de 2005:

E, agora a Carta-Ofício do Instituto do Desporto de Portugal (IDP) de 26/03/2007:

A divulgação destes documentos não teria sido possível se os mesmos não me tivessem sido facultados pelo Carlos Sirgado, a quem renovo os meus agradecimentos públicos.
Sem palavras!

Carta ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto

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Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto,

Perante a dificuldade em encontrar um despacho da sua autoria, venho por este meio manifestar o meu interesse em aceder ao conteúdo do Despacho nº 1/SEJD/2005, do passado dia 21 de Setembro de 2005 (se possível em pdf). Antecipadamente grato pela melhor atenção a este meu pedido.

E, já agora que lhe escrevo estas linhas, quaisquer textos, artigos ou outros que entenda conveniente para melhor esclarecer esta questão da “nacionalidade europeia”, seria bem vinco. É que não entendo, já que por nacionalidade só conheço (actualmente na União Europeia) vinte e sete. É, por isso, do meu ponto de vista, no mínimo confuso.

Sei que, por via do seu Despacho, o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) tem estado a contactar algumas Federações Desportivas no sentido de alterar os seus regulamentos (p.ex. FP Bilhar, FP Xadrez).

Ora, do meu ponto de vista a questão é controversa, e, creio não estar clarificada a questão da “utilização de estrangeiros”, nas provas nacionais que dão, directa ou indirectamente, acesso a título de Campeão Nacional. Por exemplo, nas provas individuais cada Associação Distrital de uma modalidade poder determinar, de acordo, com o seu (distrital) regulamento, quem (estrangeiro/nacional) pode participar nas provas, e isto é uma forma discricionária dentro da modalidade, variando de Distrital para Distrital, ou entre modalidades, e, por isso, discriminatória. E, se a “prova nacional” tiver duas fases (Preliminar e Final), permitir estrangeiros na primeira e não na segunda é errado e não discriminatório. Porquanto, como convirá, não fará sentido atribuir o tíitulo de Campeão Nacional [de PORTUGAL] da Maratona a um queniano ou o título de Campeão Nacional Individual Absoluto de Xadrez a um ucraniano ou mesmo a um espanhol. Há aqui, permita-me a franqueza, uma confusão interpretativa dos regulamentos senão uma “fundamentalismo multicultural”, como já lhe ouvi chamar.

É que, Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, ainda existem nações e países na União Europeia e… no Mundo.

Quanto ao xadrez , não obstante o lema da Fédération Intertional des Échecs (FIDE), ser Gens Una Sumus, Portugal ainda não deixou de ser uma nação, não obstante, haver quem gostasse de nos tornar uma “província espanhola”.

Questão última, já agora, e, se me permite o plebeísmo, à boleia, lastimo muito sinceramente que o Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto ande pelo país a distribuir mini-campos de futebol, a sua “medida 4″ e não encontre umas peças e uns tabuleiros de xadrez a distribuir por 100 escolas do seu país. Mas, e com isto termino citando, Jorge Luis Borges.

O homem deixou de jogar xadrez e passou a jogar futebol. É um símbolo da degradação social.

Com os meus cumprimentos.

Francisco Vieira

Blogue Ala de Rei (em http://aladerei.blog.pt/)
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A Carta foi enviada com cópia para a FPX, Jornal de Xadrez 16×16 e Carlos Sirgado. Até ao momento não recebi qualquer resposta do Gabinete do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto. Por isso, resolvi tornar pública esta carta.

Os estrangeiros no Nacional por Equipas da I Divisão

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António Pereira dos Santos, escreveu na sua coluna, hoje, no Diário de Notícias, a propósito do número de estrangeitros participantes no último Campeonato Nacional da I Divisão por Equipas, o seguinte texto
Se um torneio internacional se mede pelo número de jogadores estrangeiros ou então pelos países representados então o o Campeonato Nacional da I Divisão é o mais internacional de Portugal. Neste último, que, como escrevi, na 6ª feira, coroou o GD Diana de Évora, foram inscritos 35 jogadores estrangeiros de 11 nacionalidades nas 9 equipas participantes. Efectivamente, só jogaram 23 jogadores estrangeiros num total de 46.
A participação estrangeira teve um peso de cerca de 60%. Entre os melhores 20 resultados significativos apenas figuram 5 portugueses e só um é Sub-20. Ou seja, a internacionalização do campeonato não parece estar a contribuir para a evolução do xadrez nacional. A melhor prestação entre os portugueses esteve a cargo do jovem de 16 anos, Ruben Pereira. [o mais recente Mestre FIDE português]
De facto, a questão a meu ver é escandalosa e o recente Despacho nº 1/SEJD/2005, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, não veio melhorar. Sobre este Despacho e as suas consequências continuarei a escrever aqui.
Entretanto, divulgarei a Carta que enviei ao Secretário de Estado e os documentos recebidos do IDP (Despacho do SEJD e Ofício do IDP).

A psicologia do xadrez prático

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Robert Pearson escreveu no seu blogue Robert Pearson’s Chess Blog, o artigo a psicologia do xadrez prático, o que não deixa de ser curioso, para quem não sendo, como afirma, nem psicólogo nem psiquiatra.

Ler o artigo.

Quem gostou pode esperar pela parte II, em que o Pearson vai falar sobre a psicologia das aberturas, o optimismo, entre outras questões…

Mudar, Renovar, Melhorar

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Ala de Rei pretende mudar e escolheu a data de 1 de Outubro, início da nova época de xadrez 2007-2008 para o fazer. Pretende ser melhor e mais funcional.

Encontra-se em testes. Aguardo os vossos comentários. Nâo hesitem, escrevam, comentem, sugiram. Mas, não se esqueçam, que continuará a ser um blogue pessoal.

E já agora respondam ao inquérito.