Ala de Rei

a opinião e a crítica sobre a legalidade e a justiça no xadrez e no desporto em geral.

Entrevista com Anatoly Karpov na revista de Setembro de ‘New in Chess’

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n.6 -2010
Entrevista: Anatoly Karpov

O 12 º campeão mundial espera ser o próximo Presidente da FIDE. Karpov e sua equipa querem restaurar a integridade do jogo e por fim à “escravidão financeira” de muitos países-membro da FIDE e o “canibalismo” que a actual liderança depende como modelo empresarial. A FIDE devia tornar-se uma organização saudável, com escritórios em Moscovo, Paris e Nova Iorque e um conselho que traga patrocínios reais para o xadrez.

Mais informações em New in Chess.

«FIDE: Os jogadores não precisam de se preocupar com as Olimpíadas»

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Peter Doggers escreveu em ChessVibes o artigo «FIDE: Os jogadores não precisam de se preocupar com as Olimpíadas» onde se pode ler os problemas que a Comissão organizadora e a FIDE enfrentamcom o alojamento e acomodação dos participantes nas 39ª Olimpíadas de Xadrez Khanty Mansiysk 2010.


A primeira sessão das Olimpíadas em Khanty-Mansiysk está agendada para 21 de Setembro. Um recorde de 160 selecções de xadrezistas de todo o mundo são esperados a viajar para a Sibéria, o que torna a organização do transporte, alojamento e alimentação uma tarefa árdua. Muitos jogadores têm as suas preocupações e queixas, mas o vice-presidente da FIDE Israel Gelfer diz que não deviam.

Na terça-feira, a FIDE publicou um artigo no seu sítio intitulado Pormenores da viagem para as Olimpíadas. Esta informa os participantes das mudanças nas partidas e chegadas dos charters para as 39ª Olimpíadas, que serão realizadas de 20 de Setembro a 3 de Outubro, em Khanty-Mansiysk, na Rússia. Não é a primeira vez que os horários dos charters foram alterados e nem mesmo  a segunda. Segundo a WIM Weersel van Arlette, que irá jogar pela selecção feminina da Holanda, eles já mudaram cinco (!) vezes, como ela escreveu, claramente incomodada, num post no FaceBook, situação actualizada na semana passada.

Khanty-Mansiysk acolheu três Taças do Mundo da FIDE, nas quais participaram 128 jogadores. As Olimpíadas, no entanto, vão acolher mais de dez vezes este número e ainda o 81º Congresso da FIDE realizado com representantes de quase todas as nações a chegar para as eleições presidenciais, com óbvias consequências do alojamento local.
Além de eventos de xadrez, competições da Taça do Mundo de Biatlo são realizadas anualmente na cidade, e as «infra-estruturas turísticas têm sido desenvolvidas aqui muito bem», segundo a Wikipedia. O artigo continua: «15 hotéis ofereceram os seus serviços aos turistas em 2005». Todos eles estão lotados durante as Taças do Mundo de Biatlo, conferências regionais e de toda a Rússia, etc, por isso, é praticamente impossível reservar um quarto num hotel durante estes eventos. No entanto, esses eventos de biatlo parecem ser menores do que umas Olimpíadas. São necessários construir mais alojamentos.
O Hotel Olympic em Julho
Em 23 de Julho, o sítio URA.ru publicou um artigo com muitas fotos (resumido em inglês por Mark Crowther), que afirmou que o vice-presidente da FIDE Israel Gelfer estava preocupado com o ritmo dos preparativos das Olimpíadas. Gelfer realizou uma inspecção do hotel onde a maior parte dos jogadores vão ficar, que ainda estava em construção. Ele também descobriu que a Comissão Organizadora ainda não tinha assinado um contrato com uma empresa de serviços, que será responsável pelo alojamento dos jogadores. De acordo com o URA.ru, o responsável da comissão organizadora Nikolai Bondarev explicou isto dizendo que, de facto, o hotel ainda não estava pronto para ser utilizado. (Podem encontrar o teor completo da conversa aqui!)
Poucos dias depois o presidente da FIDE, Kirsan Ilyumzhinov expressava também a sua decepção numa entrevista ao Sport Express, dizendo: «Eu não quero exagerar a situação e falar de uma catástrofe, mas a situação é alarmante. Os organizadores das Olimpíadas prometeram construir três hotéis, mas construíram apenas um. Mas, mesmo este, que foi construído há um mês, não está a  funcionar. »

Será que os jogadores e capitães de equipa das 39ª Olimpíadas precisam de se preocupar ou será que o transporte e o alojamento vão ser resolvidos no final? Normalmente, estaria inclinado a acreditar que a última, já que histórias como esta não são inéditas. Muitas Olimpíadas, de facto, muitos grandes eventos desportivos, incluindo o mais recente Campeonato do Mundo da FIFA, tiveram preocupações sobre o “ritmo dos preparativos”.

No entanto, não estamos cem por cento certos. É a conversar com os jogadores que nós aprendemos que muitos não têm a menor ideia em que hotel vão ficar, e se já está terminado ou não. Estão preocupados com o estado do Hotel Olympic e irritados com as mudanças dos charters. A seguir a eles estão algumas reacções dos participantes.

Seguem-se os comentários e as trocas de críticas e correspondência de vários intervenientes e o artigo termina

Naturalmente, estes comentários da FIDE e dos organizadores são encorajadores e previsíveis e difíceis de duvidar. Mesmo com um hotel terminado, pode haver problemas – irão as coisas básicas como água, aquecimento, electricidade e internet ser de nível aceitável? Irão estar os horários finais dos charters no sítio oficial e em fide.com? Os jogadores, capitães e delegados só podem esperar isso.

Lido em ChessVibes.

«O que espero da FP Futebol e do seu presidente é que estejam à altura das suas responsabilidades e que, no exercício das suas funções, garantam transparência, credibilidade e dignidade» (SEJD)

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O secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, saiu nesta quinta-feira em defesa da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), afirmando que concorda com a suspensão de seis meses aplicada ao seleccionador Carlos Queiroz e deixou ainda um recado a Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

«O que espero da Federação Portuguesa de Futebol e do seu presidente é que estejam à altura das suas responsabilidades e que, no exercício das suas funções, garantam transparência, credibilidade e dignidade. E que tomem as decisões que entendem serem as melhores para o futebol português, decisões que só a eles competem e a mais ninguém, e muito menos a mim», disse Laurentino Dias, quando foi questionado sobre como analisa o comportamento da FPF neste processo.

O artigo continua no Público.

Cimeira Africana de Xadrez de apoio a Karpov decorre de 2-4 de Setembro em Luanda

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Luanda alberga, de 2 a 4 do corrente, a Cimeira Africana de Xadrez, encontro que reune os dirigentes das Federações Africanas da modalidade, que visa sensibilizá-los a apoiarem o projecto de candidatura apresentado pelo Grande Mestre Anatoly Karpov. Karpov é concorrente ao cargo de presidente da FIDE, nas eleições de renovação de mandatosde quatro anos, a ter lugar de 19 de Setembro a 4 de Outubro, em Khanty Mansiysk, Rússia, no Congresso da Federação Internacional de Xadrez.

Os líderes africanos de xadrez juntam-se em Luanda para debater o estado da modalidade no continente. As comissõesde trabalho vão analisar as propostas apresentadas no projecto de candidatura de Anatoly Karpov, no que concerne aos apoios para o desenvolvimento do xadrez em África. Para a Cimeira Africana, estão confirmados 11 países – Angola, Moçambique, Leshoto, Namíbia, Zâmbia, Zimbabwe, S. Tomé e Príncipe, Ghana, Malawi, Nigéria, Gâmbia, Tunísia e República Democrático do Congo.

O encontro vaicontar com a presença do presidente da Zona 6, membro máximo da Federação Moçambicana de  Xadrez, Pedro
Chambule. Entre as propostas em análise, constam a introdução do xadrez nas escolas a nível do mundo, a escolha de jogadores que possam assumir o papel de praticantes e ao mesmo tempo embaixadores da modalidade, entre outras.

O Grande Mestre Anatoly Karpov chega amanhã ao país, acompanhado pelos Grandes Mestres Garry Kasparov (russo) e Nigel Short (britânico), para participarem no evento africano. O presidente da FAX, Aguinaldo Jaime, anfitrião do encontro, pode ocupar a vice-presidência para os Assuntos Africanos, caso Karpov vença as eleições. Às eleições da FIDE de 2010 concorrem dois candidatos históricos da modalidade. O russo Anatoly Karpov concorre agora contra o actual presidente da FIDE e da República da Russa da Kalmykia, Kirsan Ilymzhinov.

Lido no Jornal dos Desportos.

«A miopia desportiva e o facilitismo da acusação!» por Fernando Gaspar

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Texto da autoria de Fernando Gaspar, disponibilizado por Rui Lança no blogue Colectividade Desportiva sobre as reclamações dos clubes e outras organizações e seus dirigentes e a falta de planeamento estratégico e orçamental das próprias organizações que dirigem. Um texto a ler e a meditar.

Acusações de defeitos ao Sistema Desportivo Português:

• De falta disto;
• De falta daquilo;
• De corrupção;
• De inoperância;
• De abuso de poder;
• De falta de poder;
• De falta de estratégia.

São acusações diárias que se podem ler nos mais diversos meios de difusão de informação, ou desinformação. Nomeadamente, em relação a esta ultima acusação, pergunto duas coisas:

1. Quantos desses acusadores terão uma estratégia para a sua própria realidade e dimensão?

2. Quantos esperam por uma receita que resolva todos os problemas, qual D. Sebastião que um dia emergirá do nevoeiro?

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«Acórdão da Autoridade Antidopagem de Portugal arrasa Conselho de Disciplina» da FP Futebol

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Luís Sardinha, presidente do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), que depende directamente do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, foi quem liderou o processo que levou à suspensão de Carlos Queiroz por seis meses. Luís Horta, presidente da Autoridade Antidopagem de Portigal (Adop), declarou-se impedido, por ter sido o visado pelas palavras do seleccionador nacional, e, à falta de um director-executivo, foi o líder do IDP a conduzir o processo e a assinar o acórdão, do qual Queiroz foi ontem notificado e a que o PÚBLICO teve acesso.

No acórdão, de 31 páginas, Sardinha justifica a sua intervenção neste processo alegando que, «uma vez que a Adop funciona junto do IDP, as competências cometidas a esta, no âmbito do presente processo, passaram a ser exercidas por este Instituto.» E acrescenta que «estando em causa o exercício de poderes de natureza pública, não sendo os mesmos exercidos ou sendo-o em violação expressa, encontra-se justificação para que o Estado intervenha neste campo.»

O acórdão em que Queiroz é suspenso por seis meses por perturbar um controloantidoping, a 16 de Maio, é também arrasador para o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que tinha ilibado o técnico desta acusação: «[O CD] não enquadrou correctamente o comportamento do seleccionador nacional Carlos Queiroz e, igualmente, não apreciou devidamente a prova produzida.»

A ADoP contesta, por exemplo, que o CD dê como provado que os médicos se dirigiam aos quartos dos jogadores ou que o calão seja usado com frequência no futebol. E, mais importante ainda, critica o Conselho de Disciplina por ter incluído a expressão “a esta hora” na frase proferida por Queiroz: «Por que é que estes gajos não vão fazer controlos para a c… da mãe do Luís Horta?».

Nos fundamentos desta decisão, a ADoP afirma que Queiroz em nenhum momento tentou convencer os médicos a esperar que os jogadores acordassem e entende mesmo que o treinador questionou a legitimidade do controlo, ao dizer as frases: «Um controlo antidoping? À selecção nacional? O Luís Horta quer é visibilidade.”»

Na base da condenação de Queiroz está ainda o entendimento de que os impropérios proferidos e o tom exaltado criaram «um ambiente hostil em volta da operação de controlo», comportamento que «perturbou as condições de normalidade em que a mesma deveria decorrer» – o acórdão acrescenta que o facto de a operação de recolha ter sido consumada não impede que a mesma tenha sido perturbada. Em resumo, a ADoP afirma que «não pode aceitar-se como tolerável que uma organização nacional antidopagem seja recebida pelos visados, numa acção de controlo, nos termos graves em que o foi feito.»

O documento enviado ao seleccionador inclui ainda a justificação para não ter sido aplicada a pena mínina (dois anos de suspensão) mas sim um castigo atenuado de seis meses. A ADoP encontrou cinco atenuantes: os factos de o controlo se ter realizado, de Queiroz nunca ter sido punido por violação das regras antidoping e de ter prestado serviços relevantes ao futebol português, além do currículo desportivo e das «diversas condecorações» com que foi agraciado pelo Estado e pela FPF.

Contactado pelo PÚBLICO, o advogado de Carlos Queiroz não se alargou em comentários: «Como a decisão foi entregue na portaria do meu escritório perto da hora de jantar, tenho de ir lê-la e digeri-la», disse Rui Patrício.

Artigo de Hugo Daniel Sousa no Público.

A Federação Portuguesa de Xadrez recebeu do IDP, respeitante a subsídios do 1º semestre de 2010, a verba de € 53.360,00

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Federação Portuguesa Xadrez   . . . . . € 53.360,00


Foi publicada no Diário da República, a Listagem nº 139/2010, de 24 de Agosto de 2010, dos Subsídios atribuídos pelo Instituto do Desporto de Portugal, respeitantes ao 1º semestre de 2010, às federações desportivas e outras organizações, nas quais se inclui a Federação Portugesa de Xadrez.

Ver Diário da República, nº 171,  II série, de 2 Setembro 2010

A realidade dos fenómenos psíquicos e a sua utilização política no xadrez

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Publiquei aqui em Ala de Rei dois posts, sobretudo relacionados com dois vídeos.

O primeiro, sobre a entrevista do Professor de Psicobiologia e director do Centro de Neurociências Cognitivas da Universidade Complutense de Madrid, Manuel Martín-Loeches, sobre “o poder do cérebro”, a propósito das conclusões da investigação de uma equipa multidisciplinar de oito cientistas de diversos institutos e laboratórios japoneses, constantes de um artigo científico publicado na muito prestigiada revista científica Neuron. Nesta entrevista, o Prof Loeches afirmava [a entrevista era de 2008] de forma muita clara que este estudo o que nos revela é que «se abre uma porta para poder ler o pensamento».

No segundo, apresentava a conferência do biólogo Prof Dr Rupert Sheldrake dada nas Google Tech Talks, em 2008, onde o Prof  Sheldrake ia mais longe e afirmava, de firma sustentada, que «as pessoas podem influenciar os outros à distância apenas a olhar para elas».

Com os vídeos, apresentava fortes argumentos para sustentar a justeza das críticas do grande mestre de xadrez suíço, de origem soviética, Viktor Korchnoi, o qual se queixava das interferências do parapsicólogo da comitiva soviética, Vladimir Zhukar, um espião de novo tipo, psíquico – termo infeliz mas aceitável para o nível de conhecimentos daquela altura – e ia mais longe ao indiciar que a situação, além de estranha e bizarra(?) para a opinião pública, não deixava de ser real e verdadeira e fora, tanto quanto possível, camuflada pela contra-espionagem soviética. De facto, quem foi ridicularizado foi Korchnoi passando o polícia secreto quase despercebido.

Dr Vladimir Zhukar o parapsicólogo membro da KGB

Diversos artigos e vídeos foram produzidos desde então que nos mostram também aqui a rivalidade da guerra fria em mais um tabuleiro: a espionagem psíquica, isto é, a parapsicologia ao serviço da guerra e da supremacia ideológica das super potências. Um dos canais temáticos por cabo português transmitiu há alguns anos dois documentários sobre as experiências efectuadas sobre as orientações da CIA e do KGB, onde se ia bastante mais longe do que as já [há 30 anos] vulgares experiências de telepatia e de psicoquinesia, designadamente através de viagens fora do corpo que ficaram congeladas durante mais de 30 anos por impossibilidade de comprovação da descrição do médium americano.

Naqueles dois posts fazia referência a dois académicos de créditos firmados na  investigação e estudo da Consciência e da mente, o Prof. Dr. Amit Goswami, norte-americano de origem indiana, que tenho o grato prazer de conhecer pessoalmente, numa das  suas visitas regulares a Portugal há cerca de 15 anos e que tinha acabado de ver, no Brasil, traduzido para português, talvez a melhor obra que um académico produziu nos últimos tempos sobre os estudos da consciência individual e universal e da mente não localizada, recorde-se que a sua especialidade é a física quântica, em que defende de forma clara, a inversão do actual paradigma científico dominante. De acordo com o Prof. Goswami não é o matéria que cria a consciência mas o inverso como aliás consta do subtítulo da sua obra mais importante e de maior repercussão mundial - O Universo Auto-Consciente [ed. Rosa dos Tempos (Brasil)], o seu seminal work, em que defende uma “ciência monista” por oposição à actual “ciência dualista”.

O Prof. Dr. Rupert Sheldrake, pela sua grande contribuição na investigação e estudo da proposta do modelo dos «campos morfogenéticos» em que defendeu a existência de «regiões ou campos de influência não materiais» ou uma «memória da natureza» que não perde o conhecimento total mesmo quando amputada dos seus membros. Os fundamentos teóricos foram apresentados há 20 anos no fascinante livro, chave do seu pensamento, A New Science of Life, em que afirma a existência de «invisíveis estruturas organizadoras, capazes de formar e organizar cristais, plantas e animais, determinando até o seu comportamento».

O interessante disto é que os Profs. Amit Goswami, director e Rupert Sheldrake e Elisabeth Targ, ambos investigadores, estão todos ligados ao Institute of Noetic Sciences, fundado pelo astronauta norte-americano Edgar Mitchell, um estudioso da parapsicologia e participante nas experiências de Percepção Extra-Sensorial a bordo da nave espacial Apollo 14. Ele próprio haveria de escreve um artigo, An ESP Test from Apollo 14,  para The Journal of Parapsychology, em Janeiro de 1971.

Os Prof SheldrakeGoswami encontram-se próximos do movimento espiritual teosófico onde participam regularmente em seminários e conferências internacionais, bem como a Dra. Elisabeth Targ e o seu pai, o Dr Russel Targ.

Em virtude da passagem desta investigadora para outros planos da existência em 2002, não fiz referência à sua existência nem à importância das suas investigações. Mas é no domínio dos fenómenos psíquicos, em especial da ESP (Extra-Sensorial Peception), em que se encontrava envolvida na parapsicologia desde os 12 anos, que influenciarão decididamente o seu futuro e o rumo das suas pesquisas e investigações na medicina, relacionadas sobretudo com a doença e as investigações sobre o corpo e a mente – a psicoimunologia, como comprova o artigo publicado no prestigiado Western Journal of Medicine. Este artigo mostra com o poder da crença e da oração contribuíram, ainda que de forma não completamente estabilizada e segura, para a melhoria do estado de saúde dos doentes, numa situação mista de auto-cura e de cura à distância, própria dos grupos espirituais. O trabalho académico publicado não convenceu todos mas indiciou algo que merece ser estudado e aprofundado.

A Dra Targ era “sujeito” e simultaneamente “objecto” de investigações,  o que não acontece com os dois académicos referidos e estava identificada na Escola Médica de Stanford como “experienced psi-experimenter and remote viewer.” A Parapsychological Association escreveu-lhe um memorial, curiosamente reproduzido por Kevin Spraggett no seu blogue.

Para conhecer melhor a vida e a obra da Dra Elisabeth Targ, em especial, as suas investigações e pesquisas, pode ler-se, com proveito, o artigo que Martin Gardner lhe dedica em 2001, no ano anterior à  sua partida, no Skeptical Inquiry.

Se trouxe à colação a Dra Targ e a sua investigação é porque considero importante reconhecer os fenómenos que investigaram e estudaram ao longo das suas vidas, os mesmos que foram sentidos por Korchnoi quando foi incomodado em 1978, durante o match para o título mundial.

De facto, os trabalhos do Dr Russel e da sua filha Elisabeth são bastante importantes, em especial, nos campos de investigação da chamada “visão remota” e é aqui que se cruzam estes académicos com o que se passou no tabuleiro de Baguio em 1978, em que a sinistra figura soviética sentada numa cadeira da assistência punha as ondas em movimento.

Ao contrário do que se possa pensar, os soviéticos estavam bastante avançados na investigação e nos estudos de parapsicologia, em especial, “à distância”. Até à morte de Estaline estes assuntos, não eram muito divulgados, não obstante o ditador soviético apreciar os serviços do famoso médium internacional Wolf Messing.

Com a sua morte, o Kremlin não só deu “luz verde” para recuperar o tempo perdido como «prioridade absoluta» a estes estudos e é assim que é criado o primeiro laboratório de parapsicologia dirigido pelo Dr Vassiliev, um galardoado com o Prémio Lenine, na Univ de Leninegrado. É verdade que o laboratório surge com cerca de 2o anos de atraso em relação ao americano do Prof  Rhine, na Univ Duke, mas depressa vai recuperar o atraso.

Um coisa é certa, os Profs Rhine, na América e Tenhaeff, na Holanda e o Dr Vassiliev, na União Soviética, estão na vanguarda da investigação parapsicológica, conduzindo investigações que irão, em especial, serem aproveitados pelos serviços secretos americanos e soviéticos para controlo da mente e espionagem psíquica à distância.

Por agora, creio serem suficientes os dados apresentados para mostrarem como a ideologia no poder se compatibilizou com o controlo da mente para fins sociais, militares e de espionagem.

Chegados aqui quem se espanta com o que passou nos gabinetes secretos das centrais de informações americana e russa. Para se ter uma ideia do que foi a espionagem psíquica e porque os serviços de informação da CIA e KGB se envolveram nas investigações e estudos da parapsicologia, apresento aqui um vídeo sobra a realidade russa.

Em breve retomarei este fascinante tema e dos perigos envolvidos quando utilizado para controlo da mente para fins políticos.

Фантастические истории. Штурм сознания
Ficção. As histórias da ciência. Soltar a Consciência

Produção industrial: Ren-TV [Documentário]

Realizador: Alexander Merzhanov, Rússia, 2007, 41m 56s

Segundo a CIA, só em 1975 na URSS terão sido gastos cerca de 70 milhões de rublos em pesquisas no campo da parapsicologia. A sua função, na União Soviética, era atrair cientistas de renome mundial e Vernadsky Chizhevsky. Todo o trabalho foi realizado sob a supervisão pessoal do Marechal Tukachevski. Após a Segunda Guerra Mundial a parapsicologia “de  combate” cresce.

Este documentário é o primeiro vídeo a mostrar algumas das experiências da polícia secreta soviética com a médium Nina Kulagina de telequinese [movimentação de objcetos com a força da mente] e da «leitura da mente» por Karl Nikolayev. No entanto, os serviços de segurança não estudaram apenas a parapsicologia, obrigaram os seus empregados à prática dessas experiências, o que permitiu não só receber informação mas também programar as pessoas. Em meados dos anos 80, um dos agentes secretos foi programado para o assassinato. Em alguns países, o comportamento do programa foi definido por diplomatas de nível inferior sem o controlo dos serviços secretos. Esta não é uma lista exaustiva das questões que concordam efectuar para cobrir os serviços de segurança e do contacto com a imprensa cujos factos, em muitos aspectos, ficaram fora de controlo.

O melhor programa jamais escrito: o xadrez em 1 KB do ZX-81

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Dizem que as limitações são a fonte da criatividade, e neste caso tudo era limitado para um grande hacker. A imagem acima é do ZX-81 Chess, considerados por alguns o melhor programa de computador jamais escrito.

Ao certo não estão errados: era um jogo de xadrez, programado por David Horne, em código de máquina para o lendário Sinclair ZX-81, que inclusive para sua época já era uma máquina pequena e quando digo pequena, ínfima: sua memória RAM era de 1 kilobyte (1024 bytes) ainda que entre uma coisa e outra o programa final ocupava realmente só 672 bytes.

Esta mesma anotação do Ndig ocupa mais memória (uns 1430 bytes). Inclusive a maior parte dos ícones dos programas e páginas web de hoje em dia ocupam mais que esses 672 bytes.

Esse incrível xadrez era capaz de mostrar o tabuleiro na tela, realizar movimentos legais e verificar os do jogador oponente. Também contava com certa “inteligência artificial”, ainda que muito limitada logicamente. Vencê-lo não era difícil para um jogador mediano, mas o mérito era sua própria existência.

Lido em negócio digital.

Mini Olimpíadas de Xadrez? «… de facto, a situação é preocupante. Os organizadores das Olimpíadas prometeram construir três hotéis. Construíram apenas um e há um mês não estava a funcionar» Kirsan Ilyumzhinov

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Estão as Olimpíadas de 2010 dirigidas para o desastre?


As Olimpíadas de Xadrez estão a menos de um mês e existemqueixas sobre a preparação da logística. Há um mês atrás houve uma história sobre o local em Khanty-Mansiysk ainda se encontrar em construção. Houve também a revelação de que os organizadores possam ter escolhido um local capaz de acomodar todos os participantes.  Israel Gelfer, Vice-Presidente Honorário da FIDE visitou o complexo em Julho de 2010 e constatou que a rapidez não era a noma. Na realidade, materiais de construção ainda estavam espalhados pelo chão.  Isto depois de uma primeira visita no final de 2009 .

Chessdom entrevistou Kirsan Ilyumzhinov (ainda sem data), que incluiu a troca seguinte troca de palavras:

Chessdom: Kirsan Nikolayevich, estamos a menos de dois meses para o início das Olimpíadas de Xadrez 2010. Há informações de que em Khanty Mansiysk não há lugares suficientes para todos os convidados e algumas equipas recusaram participar. Um vosso colega da FIDE, durante o match para o título mundial em Sofia, numa conversa comigo utilizou mesmo a palavra “catástrofe”. A situação é realmente tão séria?

Kirsan Ilyumzhinov: Eu não estou inclinado a dramatizar a situação e falar em “catástrofe”. Mas, de facto, a situação é preocupante. Os organizadores das Olimpíadas prometeram construir três hotéis. Construíram apenas um. Mas mesmo este que está construído, há um mês atrás não estava a funcionar. Eu viajo muito pelo mundo, estive na Ásia, África e América do Sul. Os xadrezistas de alguns destes países queixam-se de que já em Maio foram recusados os pedidos para Khanty Mansiysk. Eles foram informados pela comissão organizadora que não há vagas suficientes nos charters, não há espaço nos hotéis… Consegue imaginar uma situação em que, digamos, nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, os organizadores informam os jogadores de hóquei do Canadá ou da Suécia, «Lamentamos, mas não podemos hospedá-los, porque não têm um lugar onde viver.»história completa).

«Os organizadores das Olimpíadas prometeram construir três hotéis. Construíram apenas um» Kirsan Ilyumzhinov

É claro que há histórias que submergem agora sobre as dificuldades na obtenção de vistos e a organização voos para a viagem à Sibéria. Várias federações já informaram terem ultrapassado os seus limites orçamentais e as queixas começam a aumentar por parte de várias federações. Houve voos charter fretados, mas alguns dos horários programados mudaram … mais de uma vez. Uma pequena federação tem que desembolsar US$ 5,000 para os voos charter! e mais taxas são adicionadas em cada ajuste na programação.

Algumas federações já estão a apresentar documentos para serem compensados das taxas cobradas pelas alterações das viagens. Há também uma questão séria sobre as acomodações. Embora a culpa esteja a ser atribuída por algumas pessoas à FIDE, isto vai muito além de uma questão pessoal. Isto pode ser um desastre humano, com possíveis implicações legais, caso não seja sanada. Os organizadores parecem esmagados para lidar com a quantidade de questões que enfrentam. As Federações estão a reclamar que estas já são as Olimpíadas mais caras que tentam participar.

Ilyumzhinov declarou que estas Olimpíadas terão a maior participação e espera-se que 160 federações caminhem para a região da Sibéria. Como estas Olimpíadas serão eleitorais, é muito importante que as delegações sejam capazes de fazer a viagem. Ambas as campanhas não têm dúvidas em fazer planos de contingência para garantir que os seus eleitores estão representados. No entanto, as eleições estão a ser secundarizadas para garantir a chegada de todos os participantes. Esperemos que os organizadores tratem esses casos com celeridade.

Lido em The Chess Drum.

Carlos Queiroz pretende do Tribunal Arbitral do Desporto o efeito suspensivo da pena de suspensão de seis meses enquanto não julga o processo

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A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) decidiu ontem suspender Carlos Queiroz por seis meses, mas o caso não vai ficar por aqui. O seleccionador de futebol vai apelar para a única instância de recurso permitida pela lei antidopagem - o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) – e tentará convencer o organismo máximo da justiça desportiva a congelar a sanção enquanto não toma uma decisão sobre o processo.

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Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) puniu Carlos Queiroz com uma suspensão de seis meses

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A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) puniu Carlos Queiroz com uma suspensão de seis meses, apurou o DN. O seleccionador já anunciou que vai recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto. Esta sanção abre caminho ao seu despedimento do comando da selecção nacional, tendo em conta as informações que os membros da direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) foram deixando passar para comunicação social nas últimas semanas.

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«Prof. Queiroz vs. Dr. Não» pelo Dr Jerry Silva

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Ala de Rei publica, autorizado, o artigo do Dr Jerry Silva divulgado no seu blogue no passado dia 3 de Agosto. É a visão pessoal do “caso Carlos Queiroz”, atenta a sua qualidade de advogado que aqui se disponibiliza.

O verão futebolístico português vê-se, imprevisivelmente, afrontado com a
notícia de um inquérito movido pela ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal) cujo relatório comunicado pelo IDP à FPF gerou uma turbulência de consequências indefinidas.
Para enquadrar devidamente o assunto, importa saber o que verte a Lei 27/2009 de 19 de Fevereiro, que aprovou a Lei Antidopagem (LAD); o C.O. da FPF nº 470 de 11.06.2010 que aprovou o Regulamento Antidoping da FPF (RADFPF); o Regulamento Antidoping da FIFA (FIFAAR); o Código Mundial Antidopagem (CMAD); o Código Antidoping do Movimento Olímpico (CAMO); e ainda a figura proeminente, intocável e decisiva do Dr. Não. Sem o conhecimento e domínio destes instrumentos, a imaginação poderá ser fértil, delirante e abrir as portas do “Veneno de Deus, Remédio do Diabo.”
Comecemos precisamente pelo Dr. Não, uma figura absolutamente imprescindível nas organizações modernas.
A figura que fria, objectiva e distantemente, coloca o acento tónico no necessário equilíbrio entre a gestão emocional e a gestão racional, evitando assim que, aquela, devoradora, possa prostituir esta última, recatada, impopular mas que se deseja estrategicamente visionária. É a figura da competência, com a qual consegue refrear os ânimos mesmo dos mais descrentes, em particular os vulneráveis a um supremo jogo de informação e contra-informação.
A LAD fixa que a existência de indícios (chegam os indícios) de uma infracção às normas antidopagem determina automaticamente a abertura de um procedimento disciplinar pelo órgão disciplinar federativo.
A lei basta-se com os indícios para que seja instaurado o adequado procedimento disciplinar. E sendo certo que o bem jurídico tutelado pela LAD é a ética e a verdade desportiva, assentes no princípio “par conditio”, percebe-se, igualmente, que a matéria relativa a dopagem, tal qual a luta contra a violência, racismo ou xenofobia, insere-se em poderes públicos, originariamente pertencentes ao Estado.
É de elementar importância perceber a quem pertencem estes poderes, sob pena de vaguear o analfabetismo na abordagem do assunto.
Assim, a actuação da FPF nesta matéria é efectuada por mera delegação, de tal forma que a LAD fixa a possibilidade da ADoP alterar as decisões de arquivamento, condenação ou absolvição que sejam proferidas pelo órgão disciplinar da FPF.

A ADoP, pode inclusivamente avocar a aplicação das respectivas sanções disciplinares, sendo certo que a aplicação de uma pena de suspensão inferior a dois anos, incluindo a pessoal de apoio ao praticante como é o Prof. CQ, depende de parecer da ADoP, que pode, se o órgão disciplinar persistir na aplicação em período de tempo inferior, alterar tal deliberação. Elementar, depois de lida a LAD e o RADFPF.
Perante este cenário, configurador, obviamente, de matéria extremamente delicada, o Dr. Não estava descansado com o silêncio do Prof. CQ.
As últimas intervenções, quiçá influenciadas pela inconciliável conjugação entre o Sol e o Ketchup, sob um Deco irreverente, mostravam que o silêncio era de oiro. Eis que, subitamente, as monções do Índico fazem estarrecer o Dr. Não.
O Prof. CQ, decide quebrar o dito, para referir que não entendia como era possível uma decisão sem ser ouvido e que se tratava de uma ingerência do Estado no desporto, admitindo recorrer à FIFA.
O Dr. Não, ciente, despertou e hesitou se ouvira “recorrer à FIFA”, ou “recorrer da fífia”, pois a “língua portuguesa é traiçoeira”.
A FIFA foi condenada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) a adequar os seus Estatutos e normas de regulamentação antidoping para com as disposições constantes do CMAD, ou seja, mesmo a toda poderosa FIFA cedeu, pois trata-se de uma matéria que vai além burgo e está longe qualquer lobby mimado. Mutu que o diga.
E uma leitura atenta do artº 54 do FIFAR e do artº 10.9 do CMAD, mostram que esta não é matéria para ser objecto de recurso junto da FIFA. Esse, cabe para o Conselho de Justiça da FPF, sem efeito suspensivo, posteriormente para os Tribunais Administrativos e Fiscais, e no caso da aplicação de sanção pela ADoP, o recurso é necessário para o TAS.
“Queixas” para a FIFA nesta matéria, nem com a mais exacerbada das emoções. “O estado sou eu”, está morto e enterrado. Paz à sua alma.
Por outro lado, não havia nem há qualquer decisão, de condenação ou absolvição, pois, nem sequer o momento processual para ser ouvido chegou, apesar de direito que lhe assiste, resultando de todos os instrumentos legais aqui referidos.
Menos perceptível ficou, então, para o Dr. Não a felicidade estampada pelo Prof. CQ por dizer que lhe ia ser dada a oportunidade de poder explicar presencialmente, e não por telefone, a sua posição.
O Dr. Não convicto que o silêncio do Prof. CQ advinha de um profundo e estratégico conhecimento da lei, sofre um forte revés. Tenta recebe-lo na chegada à Portela, mas a apoteótica recepção efectuada por menos de uma mão cheia de “transeuntes”, não dá margem de manobra: a emoção desenfreada está a corromper a razão.
A Direcção da FPF não merece a confiança do Prof. CQ. Apenas o seu Presidente, deixando-o ainda mais isolado na missão para a qual foi contratado: semear, regar e florescer um “Rumo ao Futuro” que continua por ser explicado nos princípios, meios e fins e que deveria ser a pedra de toque da, então, aplaudida chegada do Prof. CQ.
A pedra estratégica para um futuro apontado a 2018, altura em que poderíamos estar em condições de atacar como poucos o campeonato do Mundo que se deseja Ibérico.
O Prof. CQ ignora o Dr. Não.
É possível uma cultura de instituição, de selecção, de formação e de jogo sem uma estrutura envolvida no seu todo? Contradita de diversos “Yes Man´s”, a figura antipática do Dr. Não não se enquadra no régio.
O Dr. Não entende que a bola não entra por acaso, da mesma forma que tem dificuldade em apreender a morosidade do inquérito relativo aos factos ocorridos em 16 de Maio e concluído mais de dois meses depois.
Apure-se a verdade dos factos, excluindo quem promove a banalização ou exacerbação dos mesmos, ainda que para tal, cobardemente, deixe “cair” colegas de profissão vilipendiados.
Admitindo que possa ter caducado a faculdade de exercício do poder disciplinar, há uma questão para a qual o Dr. Não não encontra resposta: como conciliar uma eventual suspensão por período de 2 anos, prevista para situações como as tornadas públicas, com a manutenção de um vinculo contratual?
É possível evitar que a sanção não afecte a relação contratual? Qual de nós manteria um empregado impedido do exercício de qualquer actividade?
Qual de nós, a provar-se infame o inquérito da ADoP, ficaria quedo sem reacção civil e criminal?
O caminho da justa causa varia na proporção inversa da desinformação.
Saborear o dia 07 de Setembro é demasiado próximo. 4 de Outubro implicaria um “delete”. Sobra o dia 3 de Fevereiro. Pura miragem. Adivinha-se o vencedor do duelo Prof. CQ vs. Dr. Não..

Um «desabafo público» em jeito de carta aberta à Federação Portuguesa de Aikido

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Pode ler-se no blogue Aiki um texto, em estilo de carta aberta, à Federação Portuguesa de Aikido reportando diversas situações anómalas naquela modalidade desportiva e, em especial, na sua federação.

Numa leitura atenta reparar-se-á que o post em que a crítica dirigida à FPA, onde lhe foi aposta a etiqueta “diz que é uma espécie de aikido”, diz bem do que se passará para os lados daquele modalidade.

Mas, leiamos a carta

A Federação Portuguesa de Aikido


A Federação Portuguesa de Aikido é uma federação desportiva de utilidade publica, o que é que isto quer dizer? Muito vagamente, é uma federação que reune as associações de praticantes de Aikido e tem a obrigação de regular a prática de Aikido perante o estado português.

As actividades da FPA vão desde a emissão do cartão do praticante, compra e distribuição de tatamis, à emissão das licenças de ensino dos diversos instrutores de Aikido devidamente reconhecidas pelo Instituto de Desporto de Portugal.

Indo directo ao assunto, se escrevo aqui sobre a FPA, é porque não percebo se esta defende da melhor forma os interesses dos praticantes de Aikido. O que aqui vou partilhar são os factos e os sentimento de diversas associações:

Os cartões de praticante de Aikido na FPA não são disponibilizados aos associados, ou se são disponibilizados, vêm tarde e cheios de erros.

Os comprovativos de seguro não são disponibilizadosaos praticantes de Aikido. Para saber se os aikidocas estão devidamente segurados há que solicitar a lista de praticantes .Estas listas são consecutivamente disponibilizadas com a omissão de aikidocas ou com duplicações. Só podemos acreditar na boa vontade da FPA quanto à questão dos seguros, mas depois de tanta demonstração de incompetência, não sinto que seja uma decisão fundamentada continuar a delegar essa responsabilidade na FPA.

A FPA não exerce minimamente as suas obrigações perante o estado português, ou seja, para dar aulas de Aikido na prática não temos de estar inscritos na FPA, nem ter licença de ensino, nem ter seguros desportivos. Existem centenas de praticante em Portugal que funcionam desta forma não havendo por parte da Federação qualquer iniciativa de controlo destas situações.

A inscrição de um Aikidoca na FPA custa 15€, esta verba que é entregue pelos associados à FPA não reverte para as associações de forma alguma. Não há apoio monetário aos estágios, não há distribuição de tapetes, não há inscrição no seguro… o que a FPA entende como apoio é a publicitação na sua página e o empréstimo da sua carrinha.

A FPA promove o funcionamento das suas assembleias gerais de forma contrária ao estipulado nos seus estatutos, basicamente as decisões tomadas em assembleia não valem o papel em que estão escritas.

Não há um esforço real por parte da FPA para cumprir o plano de actividades que apresenta, este é aprovado apenas para servir de base à discussão de fundos no IDP, fundos esses que não chegam às associações.

A comunicação com as associações é feita com atrasos, e é no mínimo deselegante.

A FPA apesar de ser reconhecida pela fundação Aikikai, a FPA não exerce nenhuma actividade relacionada com a prática de Aikido. Não convida um professor, não organiza um estágio, apenas vive da actividade das associações.

Há um ano atrás estaria bem a  borrifar-me para este estado de coisas, hoje em dia na qualidade de dirigente associativo tenho de me colocar a questão, de que serve entregar 2.500€ anuais (tanto tatami que isto comprava) a uma instituição que não cumpre minimamente o seu papel e lesa a prática de Aikido em Portugal ao demitir-se de cumprir o papel que lhe é consagrado pela lei.

As irregularidades cometidas pela FPA são suficientemente graves para requerer ao IDP a suspensão da utilidade publica desportiva da FPA, na prática isto apenas iria colocar entraves à emissão de licenças de ensino reconhecidas pelo IDP, que na realidade não são necessárias para dar aulas de Aikido, mas enfim. Não me sinto bem que tantos fundos cobrados aos praticantes de Aikido sirvam apenas para manter uma estrutura que nada dá em troca.

Serve este desabafo publico para poder ouvir as opiniões dos restantes praticantes de Aikido, digo praticantes e especifico que gostava de ouvir a opinião daqueles que não têm lugar nas assembleias gerais da FPA, a desses eu já conheço.


Lido em no blogue Aiki. (Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei)

Também o xadrez sofre dos mesmos males, no que respeita ao seguro desportivo, a exigir um intervenção do Instituto do Desporto de Portugal, perante o manifesto incumprimento da legislação em vigor, a começar pela não cobertura dos veteranos com mais de 70 anos. O ex-Presidente da FPX, António Bravo e a Presidente da Direcção da AX Lisboa, Maria Armanda Plácido, nunca se preocuparam com esta situação, não obstante estarem ao corrente das questões por mim colocadas pessoalmente, em devido tempo, há mais de 4 anos.

António Fernandes foi o vencedor do I Open Internacional de Xadrez de Pampilhosa da Serra

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António Fernandes com 8 em 9 possíveis foi o vencedor do I Open de Xadrez de Pampilhosa da Serra em Semi-Rápidas que se disputou este fim de semana nesta localidade serrana. No segundo lugar empatados terminaram Ruben Pereira, António Ferreira e Kevin Spraggett, todos com 7 pontos, cujo desempate favoreceu a ordem apresentada.

Classificação final do I Open de Xadrez de Pampilhosa da Serra

A classificação final e os resultados de cada sessão estão disponíveis em Chess-Results.com.

Nota: Ao contrário do referido, o GM António Fernandes, venceu o open com 8 pontos e não 7½ como por lapso foi escrito na altura. Pelo involuntário lapso, já corrigido, o meu pedido de desculpas ao António Fernandes.

«Eleições FIDE: O Curioso Caso dos Membros Honorários» por GM Giovanni Vescovi

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O grade mestre brasileiro Giovanni Vescovi escreveu no seu blogue o texto com o título Eleições FIDE: O Curioso Caso do Membros Honorários, o qual me permito divulgar em Ala de Rei.

Brasil, Argentina, México e Chile fazem declaração duvidosa

Atendendo ao interesse dos internautas, voltamos a cobrir o tema das eleições na FIDE, o que costuma gerar um debate interessante.

O site da Federação Internacional de Xadrez (FIDE) publicou sua agenda para as reuniões da Assembleia Geral a ser realizada durante a Olimpíada de Xadrez, que por sua vez será disputada entre os dias 20 de Setembro e 04 de Outubro de 2010, na distante Khanty Mansyisk, uma cidade na Sibéria, Rússia.

Juntamente com essa agenda, publicou também a documentação que será analisada, bem como as cartas de nomeação dos candidatos. É o Anexo 5 (o link é pesado, demora um pouco) para quem tiver a curiosidade de dar uma olhadela e entender um pouco essa dinâmica do processo eleitoral. Também será possível inferir sobre os temas que estarão sendo discutidos no Tribunal de Arbitragem para o Esporte em Lausanne, Suíça.

Um dos pontos dessa documentação que chama a atenção é a curiosa nomeação dos candidatos Kirsan Ilyumzhinov e Beatriz Marinello, respectivamente aos cargos de Presidente e Vice-Presidente na mesma chapa. O atual Presidente da FIDE está recebendo as nomeações das federações da Argentina e do México na qualidade de “membro honorário” dessas federações.

Da mesma forma, as federações do Chile e do Brasil resolveram indicar a WIM Beatriz Marinello sob o mesmo argumento, de que ela é “membro honorário” dessas federações. É certamente difícil analisar os casos de outros países, mas tendo em vista essa estranha declaração uníssona desses países, acho que o título deste post é adequado: o Curioso Caso dos Membros Honorários.

Argentina

Na Argentina nossos hermanos já se insurgiram contra a FADA (Federação Argentina de Xadrez) que recentemente recebeu uma dolorosa intervenção judicial. Chega uma hora em que as pessoas se cansam de abusos e resolvem se mexer. A nomeação inventiva de Kirsan foi mais uma das peripécias do Presidente da FADA, Sr. Nicolas Barrera. Dessa vez, parece que não sairá impune. Os principais jornais argentinos estão cobrindo o assunto, e em seus trabalhos investigativos já descobriram que não há qualquer documento que comprove essa ligação de Kirsan com o xadrez argentino.


Brasil

A carta da CBX à FIDE contendo a indicação de Beatriz Marinello foi assinada pelo Vice Presidente para Assuntos Exteriores, GM Darcy Lima. Sem data e local, e escrita em inglês ao invés de nosso idioma oficial, a carta declara que: “Beatriz Marinello é um membro honorário de nossa Confederação desde 2002, em razão de sua posição na FIDE Américas e seu excelente trabalho no campo do xadrez escolar.”

Beatriz Marinello é uma WIM chilena, que vive nos EUA há mais de vinte anos. Neste ano de 2010 disputou a Final do Campeonato Feminino dos EUA. Foi Presidente da USCF entre 2003 e 2007. E eu nunca a vi no Brasil. Melhor dito, eu a vi, sim: este ano durante o Panamericano da Juventude.

Baetriz Marinello 2010 © chessbase

Segundo o artigo 83 do seu Estatuto, a CBX pode conceder o título de membro honorário “àquele que se faça credor desta homenagem por serviços de monta prestados ao desporto nacional”. A concessão deste título é competência da Assembleia Geral, mediante proposta fundamentada da Diretoria.

Ou seja, se ela tivesse recebido esse título, deveria haver algum documento comprobatório, como uma ata registrada em cartório. Além do mais, qual o serviço de monta que ela teria prestado ao xadrez brasileiro? Ter uma posição na FIDE América não justifica, muito menos o seu “excelente trabalho no xadrez escolar”. Se esse trabalho realmente existiu, não foi no Brasil.

Outra pergunta que fica no ar é: por que a CBX resolve indicar uma chilena que sequer esteve em nosso país nos últimos cinco anos? Normalmente se espera que os nacionais sejam prestigiados. Realmente não dá para entender porque o Brasil fez a tal indicação.

Lido em espnbrasil.terra.com.br/giovannivescovi.

Extraordinária transmissão em directo da TV norueguesa do “Arctic Securities Chess Stars” de Semi-Rápidas

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Arctic Securities Chess Star


Sábado
Abertura
Ronda 1: Polgar-Carlsen 0-1, Anand-Hammer 1-0
Ronda 2: Polgar-Anand 0-1, Carlsen-Hammer 1-0
Ronda 3: Anand-Carlsen ½-½, Hammer-Polgar ½-½


O actual campeão do mundo (rápidas), Magnus Carlsen, encontrou-se com o campeão do mundo de xadrez, Vishy Anand, na 3ª sessão (sábado).


Domingo
Ronda 4: Carlsen-Polgar ½-½, Hammer-Anand 0-1
Ronda 5 : Anand-Polgar 1-0  , Hammer-Carlsen 1-0
Ronda 6: Carlsen-Anand ½-½, Polgar-Hammer ½-½

Empolgante partida da 4ª sessão (domingo) entre entre Magnus Carlsen e Judit Polgar

Segunda

Finais & 3º/4º (13.00 de Portugal)

O ritmo do torneio é de 20 minutos para cada jogadores acrescidos de 30 segundos por cada lance.

O sítio oficial do torneio é Kristansund club e a Televisão Norueguesa (Norsk Rikskringkasting – NRKsítio proporcionará a cobertura através de várias câmaras.

Ver as partidas disputadas em www.chess.com.

Seguir aqui as partidas ao vivowww.nrk.no

O ‘match’ Leko-Gelfand de semi-rápidas em Mikolsc 24-28 Agosto pode ser seguido e apostado ‘online’

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Match de Rápidas Lékó-Belfand, Miskolc, 24-29 Agosto


O grande mestre húngaro Peter Leko convidou o grande mestre israelita Boris Gelfand para um match de partidas semi-rápidas na cidade húngara de Miskolc de 24 a 29 de Agosto.

O match tem o patrocínio do Presidente da Câmara de Mikolsc que escreveu para o sítio oficial algumas palavras de referência:

O Lékó & … match de xadrez de semi-rápidas é realizado pela 6ª vez na cidade de Mikolsc com o maior prazer. Desta vez o adversário de Péter Lékó é o candidato ao campeonato do mundo por diversas vezes e o campeão a Taça do Mundo do último ano, Boris Gelfand de Israel. O prestigiado duelo será disputado, como costume, no Teatro Nacional de Mikolsc que tem uma atmosfera especial elevando a importância do evento.


Teatro Nacional Mikolsc


É bem sabido que o xadrez também tem grandes tradições em Mikolsc, a terceira maior cidade da Hungria, por ter tido uma equipa campeã nacional por diversas vezes e diversos jogadores de nível internacional ou são originários de Mikolsc ou ainda residirem aqui. Além disso temos orgulho em afirmar que  Péter Lékó abriu aqui a sua primeira escola de xadrez.

Sándor Káli
Presidente da Câmara de Miskolc


Peter Leko que já disputou matchs contra Michael Adams, em 2005 [4-4], Anatoly Karpov, em 2006 (4½-3½), Vladimir Kramnik, em 2007 (3½-4½),  Maguns Carlsen, em 2008 (3-5) e Viswanathan Anand, em 2009 (3-5), procura a segunda vitória que lhe escapa desde 2006.

De acordo com as regras do match, disputam-se duas partidas por dia, de brancas e de pretas, com descanso ao terceiro para cerimónias públicas. As partidas, disputadas diariamente, às 16.00h e às 17.30h (hora de Portugal), são transmitidas em directo no sítio oficial do match Lékó-Gelfand.

À entrada do último dia para disputar a 5ª e a 6ª partidas, Peter Leko está a perder por 2½-3½[+1 3= -2].

A corretora de apostas desportivas bwin é a única que aceita apostas para cada partida deste match. As vitórias de pretas valem cerca do dobro das vitórias de brancas e quatro vezes mais do que os empates.

A página de apostas de xadrez da bwin


Curiosamente mais de metade das apostas segundo a iapostas (sítio que disponibiliza informação sobre análises, estatísticas, comparação de apostas…) são de empates nas 7ª e 8ª partidas (ambas com 56%) e uma ligeira diferença entre Leko (29%) e Gelfand (27%) para as brancas. As apostas em Leko ou Gelfand com as pretas não recolhe mais de 15% e 16%, respectivamente, das preferências dos apostadores, o que ainda assim está acima da realidade deste match, em que nenhum dos grandes mestres conseguiu triunfar até ao momento de pretas.

A página das estatísticas das apostas de xadrez da iapostas


Aparentemente as apostas não estão a reflectir o “histórico” de Peter Leko, onde as suas vitórias não abundam nem de pretas [nunca ganhou nas 23 partidas disputadas até ao momento, exluíndo uma com Adams, em 2005] nem de brancas porque desde Kramnik em 2007 que não vence] nem o presente match onde apenas se regista uma vitória de brancas na 4ª partida.

Em termos de estatísticas estes números valem o que valem, mas estas não são baseadas em expectativas ou especulações dos encontros como as apostas, mas retiradas dos resultados no tabuleiro.

O  match Leko-Gelfand pode ser seguido em www.lekogelfand.hu

É incrível e é verdade. No futebol é assim!

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I. Suspensão à portuguesa

Carlos Queiroz ainda, neste momento, o seleccionador nacional de futebol da FPF, o qual se encontra já ou em vias de suspensão daquelas funções durante os próximos jogos oficiais da selecção nacional. Será, para o feito substituído, pelo seleccionador-adjunto Oliveira.

No entanto, foi Carlos Queiroz quem fez a convocatória para o primeiro encontro oficial de apuramento para o Euro 2012 e por correio.

Afinal Carlos Queiroz “é seleccionador” e está suspenso de acompanhar a equipa na competição, mas não está suspenso de seleccionar. Afinal está suspenso de quê, de seleccionar ou treinar?

II. Feriados à brasileira

O calendário internacional de qualificação para o Campeonto da Europa2012, a disputar na Ucrânia e Polónia., sofreu uma pequena revolução. As datas estão definidas há alguns meses, mas só agora, com o aproximar dos primeiros jogos, o assunto ganha relevância.

A mudança tem a ver com os novos dias da semana que foram atribuídos aos jogos de selecção: terças e sextas-feias, no lugar das até aqui habituais quartas-feiras e sábados. Uma alteração que se se deve à pressão feita pelos clubes, no sentido de ‘resgatarem’ os seus jogadores um dia mas cedo do que era habitual, após as jornadas duplas de selecção.

O Congresso brasileiro está a debater a possibilidade de declarar feriados nos dias dos jogos da selecção ‘canarinha’ no Mundial de 2014, prova que terá lugar no Brasil. «Seria sinal de unidade», disse o deputado Felipe Bornier.

(Lido em Correio da Manhã)

É incrível e é verdade. No futebol é assim! Se moda pega por cá

«A suspensão do estatuto de utilidade pública desportiva da Federação Portuguesa de Futebol» pelo Dr Jerry Silva

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Em Abril passado, permiti-me, publicar aqui o texto que o Dr Jerry Silva (Advogado – Docente Universitário- Dirigente Desportivo – Perito da Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol) escreveu no seu blogue, sobre a suspensão do estatuto de Utilidade Pública Desportiva da FP Futebol.

No entanto,  o texto que disponibilizei era apenas a primeira de uma série de três posts, colocados  no seu blogue e posteriormente publicados, na íntegra, como artigo de opinião em O Primeiro de Janeiro. Os leitores de Ala de Rei poderão, assim, desfrutar da sua posição, enquanto jurista e docente universitário.

Agradeço ao Dr. Jerry Silva, a disponibilidade para publicar este seu artigo no blogue, enriquecendo com os contributos da sua análise, as implicações do despacho do secretário de Estado do Desporto, no quotidiano da FPF e do futebol.

I

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), terá sofrido, através da suspensão do estatuto de utilidade publica desportiva (UPD), a primeira consequência decorrente da não adaptação dos seus Estatutos, perante o que dispõe o Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (NRJFD).

A suspensão que pode atingir, na fase inicial, parte da actividade desenvolvida pela FPF, (foi assegurado que a manutenção ”fora da lei” nada afectaria as Selecções Nacionais), implicará que todos os participantes nos campeonatos nacionais e distritais de futebol não terão o respectivo titulo de campeão atribuído, bem como, não haverá subidas nem descidas de divisão. Vejamos o enquadramento necessário e legal.

O UPD confere a uma Federação a competência para o exercício, em exclusivo, por modalidade ou conjunto de modalidades, de poderes regulamentares, disciplinares, e outros de natureza pública, bem como a titularidade dos direitos e deveres especialmente previstos na lei.

Atento o princípio da unicidade, o UPD é conferido a uma só pessoa colectiva por modalidade ou conjunto de modalidades, quadrienalmente, podendo ser suspenso por violação das regras de organização interna das Federações Desportivas constantes do NRJFD; não cumprimento de legislação contra a dopagem no desporto, bem como a relativa ao combate à violência, à corrupção, ao racismo e à xenofobia; não cumprimento de obrigações fiscais ou de prestações para com a segurança social, ou no caso de violação das obrigações contratuais assumidas para com o Estado, através de contratos-programa.


II

A suspensão, por sua vez, dependente de parecer prévio desse “mega-orgão” político agora denominado Conselho Nacional do Desporto (CND), e para além de encerrar qualquer apoio financeiro, via FPF para os Clubes, Liga, e Associações, impossibilita a FPF de atribuir quaisquer efeitos previstos na regulamentação desportiva aos resultados apurados nessas competições.

A suspensão do UPD, anunciada pelo membro do Governo responsável pela área do desporto, não publicada em DR, nem na página da Internet do IDP, como impõe expressamente o NRJFD, e que a FPF refere não lhe ter sido notificada, determinará assim, se a lei for cumprida, um final de época atribulado.

A suspensão de parte da actividade desportiva, é arrasadora e exclui a atribuição de qualquer titulo de campeão, nacional ou distrital, bem como, reitera-se, bloqueia quaisquer subidas ou descidas de divisão.

Ora, e desde logo, importará esclarecer que tal “despacho” é ilegal, uma vez que não encontra qualquer suporte na letra da lei, a saber no NRJFD. Na verdade, o referido diploma impõe, de facto, que os Estatutos da FPF sejam adaptados, “para que produzam efeitos até ao inicio da época desportiva imediatamente seguinte”, ou seja, os Estatutos da FPF têm que ser aprovados até ao final da época desportiva 2009/2010, para que possam entrar em vigor no inicio da época desportiva 2010/2011, tal qual as eleições para os órgãos federativos deverão ter lugar até ao final da época desportiva 2009/2010, sob cominação de igual suspensão do UPD. Segundo se julga saber, nem uma terminou, nem outra se iniciou, pelo que a FPF ainda estará em tempo para tanto, não vivendo em nenhuma ilegalidade.

Assim, qualquer imposição distinta, por “despacho”, não tem suporte, nem fundamento legal, tratando-se de impor por via do gabinete, muito mais acutilante do que o túnel, algo que se desenha cirurgicamente desde 2006.

Questão diferente, é discutir se faz sentido ainda não ter havido adaptação dos Estatutos, e as consequências que o futebol corre pelo risco da (in) competência, enquanto se sussurra que, por agora, a suspensão é apenas de ordem financeira e que irá “aumentando” na proporção da oposição.


III

Mas, releva mais do que a ilegalidade, a sua forma nebulosa, sem que seja dado a conhecer aos interessados as razões e as futuras sanções, aparentemente confidenciais, para assim se poderem definir posições, e essencialmente assacar responsabilidades, perante um braço de ferro que alimentará muitos umbigos, incomensuráveis vaidades, mas pouco ou nada o futebol. Este, que deveria estar de forma competente e qualificada a cimentar as bases para um futuro que carece para, por exemplo, abarcar a organização de um Campeonato Mundial de Futebol ou dispor de uma organização institucional de nível europeu e mundial, é confrontado com uma suspensão e uma subjacente discussão no mínimo estéril e retrógrada. Por este tempo, os nossos vizinhos espanhóis discutem actualmente os princípios de um regime jurídico para o desporto profissional.

Por cá, atrevo-me a dizer, nem a concepção de futebol profissional está assente. Na definição da organização e estratégia global do futebol, perceberam os espanhóis que, no século passado, ainda teve alguma utilidade perder tempo com os donos dos quintais e quintinhas, para hoje estarem no sítio que merecem. Porém, para eles, o presente é de desenvolver as herdades, globalmente, e por isso a sua Federação é seguramente a maior.

Por “decreto”, a retirada de todos os efeitos desportivos previstos no regulamento da FPF, em última instância, só pode ser vista como um sinal do tempo, de um paupérrimo tempo que teima em emperrar uma nova e irreversível realidade. Assim, os clubes, que se preparem para assumir o papel de mexilhão, sem títulos, na “suspensão”, do UPD, da F.P.F..


Jerry Silva, Advogado


(Sublinhados da responsabilidade de Ala de Rei)

«O que está mal no desporto português» Luis Leite

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Luis Leite apresenta em Colectividades Desportiva o texto – O queestá mal no desporto português – com uma breve mas acutilante análise sobre as debilidades e insuficiências do desporto português. A frieza e o rigor não deixam espaço para discussões estéreis.

O diagnóstico é muito claro e negativo e só ganhará reparo por insuficiência do rol. Mais um excelente texto deste colunista da Colectividade Desportiva.

Procuro acompanhar com interesse e atenção o Desporto internacional em todas as modalidades, mesmo aquelas que não são praticadas no nosso País.

Em resultado desse interesse/paixão que confesso pelo Desporto nas suas mais diversas facetas, sem querer mostrar ter “descoberto a pólvora”, decidi enumerar e dar a conhecer a minha opinião sobre o que faz falta ao Desporto português e o que o impede de apresentar resultados internacionais a um nível aceitável na maioria das modalidades, nas grandes competições.

Obviamente este não é um estudo com pretensões académicas, antes uma sensibilidade empírica, registada pela observação e contacto pessoal directo enquanto dirigente responsável pelas Selecções Nacionais de Atletismo durante 5 anos, concretamente em vários Campeonatos do Mundo e da Europa e nos Jogos Olímpicos de Pequim. É também baseada nos inúmeros contactos mantidos enquanto dirigente desportivo, designadamente com a Administração Pública Desportiva, em organismos internacionais e na organização de grandes eventos internacionais, bem como na análise comparada com outros países europeus da nossa dimensão e, em parte, na estatística histórica dos resultados obtidos em grandes competições internacionais em muitas modalidades.

Assim, passo a enumerar, por ordem de importância decrescente, as principais causas da fragilidade do Desporto português:

1) Falta de cultura desportiva dos Órgãos de Poder, com particular incidência para os sucessivos Governos e Assembleia da República, com reflexos preocupantes ao nível executivo e legislativo;

2) Desporto escolar e universitário com importância e dimensão pobre ou insignificante, com consequências evidentes na falta de cultura (educação) desportiva, que se repercute na “clubite” e no reduzido “fair-play”;

3) Baixo nível qualitativo global do dirigismo desportivo por falta de formação e excesso de amadorismo, tanto na Administração Pública (SEJD e IDP) como nas organizações intermédias (COP e CDP), Federações, Associações e Clubes (não confundir com empenhamento, entrega, abnegação, disponibilidade, etc., que são apanágio, em geral, do movimento associativo de base);

4) Excessiva importância, altamente discriminatória, concedida pelos sucessivos Governos e pela Comunicação Social ao Futebol profissional, hoje com características empresariais, em detrimento do incremento tanto da prática e da cultura desportiva de base como do Alto Rendimento desportivo nas diversas modalidades, em particular as olímpicas;

5) Deficiente(s) sistema(s) de detecção e acompanhamento de grandes talentos, salvo raras excepções em determinadas modalidades;

6) Reduzida capacidade de financiamento público e privado para o Desporto, com uma preferencial canalização, muitas vezes disfarçada, para o Futebol profissional;

7) Errada política de financiamento e construção de equipamentos desportivos, com responsabilidades graves para a Administração Pública central, regional e local.

8) Errada política de financiamento público de eventos internacionais e excessiva confusão com o aparente “investimento” no Turismo, que serve para justificar o injustificável;

9) Reduzida participação da Universidade na investigação desportiva a todos os níveis, embora se registe uma melhoria nos últimos anos.

Enquanto estes factores permanecerem sem mutação, favorecendo-se o clientelismo político e o nivelamento por baixo em quase todas estas áreas, o Desporto português não terá condições para evoluir, sendo inúteis quaisquer expectativas mais optimistas.

Texto colocado em Colectividade Desportiva pelo Prof. José Meirim.

(Imagem e sublinhados da responsabilidade de Ala e Rei)

«Carlos Queiroz não pode recorrer para FIFA de decisão da Autoridade Antidopagem de Portugal»»

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Chateau Bbethusy (Bruxelas) onde está instalado o Tribunal Arbitral de Desporto

Carlos Queiroz admite recorrer para as instâncias internacionais (FIFA) caso se confirme a intenção da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) lhe aplicar uma pena – de entre dois a quatro anos de suspensão. Isto caso venha a provar-se culpado de perturbar um controlo de doping no estágio da selecção portuguesa na Covilhã, antes do Mundial da África do Sul.

Os especialistas em direito desportivo contactados pelo DN dividem-se quanto ao desfecho deste caso: poderá chegar ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) ou aos tribunais civis portugueses. Todavia, não têm dúvidas de que este caso não configura uma intervenção directa do Governo português que possa levar a uma intervenção da FIFA neste diferendo. Além disso, a Federação Internacional nem sequer aceita analisar recursos em matérias de dopagem: todos devem ser direccionados para organismos disciplinares independentes, neste caso o TAS.

Carlos Queiroz, em entrevista à TSF, não descartou a hipótese FIFA. «Caso estas notícias se confirmem, todas as hipóteses estarão em cima da mesa e naturalmente que acredito que os meus advogados terão de dirigir esta questão a um nível de apreciação que passará pelas entidades internacionais», afirmou. Carlos Queiroz pode vir a queixar-se de ingerência do Governo, ameaçando até com recurso para a FIFA. Todavia, José Manuel Meirim e Nogueira da Rocha, especialistas em direito do desporto, entendem que tanto o caso relacionado com a ADoP como o processo relacionado com as declaração ao jornal Expresso poderão, «em última instância, ser decididos no TAS». Segundo João Nogueira da Rocha, este caso pode chegar ao TAS por duas vias: pelo processo que corre na FPF ou pelo que está na ADoP, através de recursos a apresentar por Queiroz. «A lei que confere à ADoP a possibilidade de avocar o processo, também confere à pessoa a possibilidade de recorrer», esclarece.

Por seu lado, José Manuel Meirim também não vê que existam fundamentos para que a FIFA possa intervir neste processo: «Não vejo que razões para um recurso para a FIFA. Não consigo fazer a comparação com outros casos de alegadas interferência no funcionamento das federações, como por exemplo a demissão de um dirigente. Quando a situação passa para a ADoP, o órgão de apreciação de recurso muda de figura, passa para o TAS».

Os próprios regulamentos antidopagem da FIFA não permitem que Queiroz recorra para alguma das instâncias disciplinares da federação internacional. O artigo 62º determina que, para decisões tomadas a nível nacional, pode haver recurso «para um órgão independente de acordo com as regras da associação [nacional] e de acordo com os estatutos da FIFA», os quais falam em órgãos de arbitragem. Não havendo qualquer tribunal arbitral em Portugal, a única opção é o TAS. Este foi um ponto de forte discórdia entre a FIFA e a Agência Mundial Antidopagem (AMA), pois a FIFA resistiu a alterar os seus estatutos e permitir que a AMA, as agências antidoping nacionais e a própria FIFA pudessem recorrer para o TAS de decisões sobre doping. Nuno Assis, quando estava no Benfica, foi dos primeiros futebolistas a ser abrangido por estas alterações. Os próprios estatutos da FIFA obrigam as federações nacionais a terem cláusulas que proíbam os seus membros de recorrerem aos tribunais civis e que permitam apenas ir para tribunais arbitrais. O DN tentou contactar o advogado do treinador, sem êxito.

Lido no Diário de Notícias.

Podem votar antecipadamente os representantes oficiais de selecções nacionais, organizadas por federações desportivas com estatuto de utilidade pública desportiva, que estejam no estrangeiro ou que por motivos profissionais não possam votar presencialmente

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O diploma deverá passar sem problemas no Parlamento, ondecom a simpatia do PSD. «Tem a nossa concordância, pois facilita o voto de quem está ausente e, sobretudo, motiva os mais jovens a votar, o que é meritório tendo em conta a elevada abstenção juvenil», disse ao JN, o vice-parlamentar do PSD, Fernando Negrão.

A regra continua a ser o voto presencial, mas pretende-se «possibilitar a todas as pessoas que por razão de força maior não podem exercer o direito de voto por ocasião da eleição, que o façam antecipadamente», referiu ontem o ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

O voto antecipado já é permitido para militares e agentes das forças de segurança, trabalhadores marítimos, aeronáuticos, ferroviários ou rodoviários de longo curso bem como membros de delegação oficial do Estado, em deslocação ao estrangeiro em representação do país.

Também os representantes oficiais de selecções nacionais, organizadas por federações desportivas com estatuto de utilidade pública desportiva, que estejam no estrangeiro ou que por motivos profissionais não possam votar presencialmente.

Abrangidos são ainda doentes internados ou presos com direitos políticos e alunos do ensino superior no continente recenseados nas regiões autónomas ou o caso inverso.

O diploma prevê o voto antecipado para alunos matriculados em estabelecimentos de ensino fora do seu concelho de recenseamento ou quem, devido a representação de pessoa colectiva dos sectores público, privado, cooperativo ou de organizações representativas das actividades económicas.

A proposta será submetida ao Parlamento e, segundo Negrão, poderá no prazo de seis meses estar pronta para publicação. Já no próximo dia 14, será debatida a proposta do CDS para que os cegos possam votar sem estar acompanhados.

Lido no Jornal de Notícias.

As Olimpíadas de Xadrez de Khanty-Mansiysk terão a participação de 1376 jogadores de 158 países, 133 árbitros e um orçamento de 23 milhões de rublos

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«A Região Autónoma de Khanty-Mansiysk está pronta parahopedar as Olimpíadas – disse a governadora de Ugra, Natalia Komarova na apresentação do evento esta quinta-feira em Moscovo - talvez, em algum momento, tivesse havido problemas e ansiedade, mas, como nos grandes projectos estão sempre nervosos lá com os problemas da realização das Olimpíadas.»

As Olimpíadas de Khanty-Mansiysk terão um número recorde de participantes – este ano participarão 1.376 jogadores de 158 países, 133 árbitros (67 estrangeiros e 66 russos), bem como, 1.000 funcionários e representantes de cerca de 40 meios de comunicação social russos e estrangeiros que vão dar cobertura aos fóruns de xadrez e ao sítio oficial das autoridades da região que assegurarão a observação das partidas online.

«O orçamento federal para o evento da região é de 23 milhões de rublos (cerca de € 590.000)… - disse a conhecida líder da região – mas, não há nenhum programa de propósito, específico, não existe. Tenho certeza que vamos conseguir lidar com a tarefa de realizar os Jogos Olímpicos.»


Informação disponível em moscow-info.org.

I Open Internacional de Xadrez de Pampilhosa da Serra no sábado 28/8, no Pav. Gimnodesportivo

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Haverá competição, porque em disputa estão prémios monetários, mas o I Open Internacional de Xadrez de Pampilhosa da Serra será, acima de tudo, uma jornada de convívio e animação, promovendo o concelho e o que de melhor ele tem para oferecer.

A iniciativa é da Junta de Freguesia de Pampilhosa da Serra e tem lugar no próximo sábado, no Pavilhão Gimnodesportivo, juntando xadrezistas de todo o país e estrangeiro.

Ainda com as inscrições a decorrer, o presidente da Junta daPampilhosa, António Olivença dos Santos, mostra-se satisfeito com a adesão de xadrezistas. Até ontem estavam já inscritos cerca de 70 participantes, de Norte a Sul do país, desde o Algarve a Famalicão, passando pelo Porto, Guarda, Coimbra, Lisboa, «e muitos outros lados», não esquecendo, claro, da Pampilhosa da Serra. De Espanha também chegarão participantes, assim como, revela o autarca, «do Canadá». «Teremos também o campeão nacional actual e ainda António Fernandes, que já foi campeão por 12 vezes», conta. E mais xadrezistas são esperados, uma vez que as inscrições ainda decorrem.

Sem tradições na prática desta modalidade, a Pampilhosa da Serra lança-se na aventura do xadrez muito por “culpa” do antigo campeão António Fernandes, natural do concelho e amigo de longa data do presidente da Junta. «Já há alguns anos que eu queria fazer este campeonato», conta o autarca, lembrando que já organizou muitos torneios de outras modalidades desportivas e desta feita chegou a “hora” do xadrez.

Enquanto autarca, diz que a sua missão é também «atrair gente à Pampilhosa da Serra», promovendo assim o seu desenvolvimento. E o Open Internacional de Xadrez «é uma forma de o fazer». «Queremos atrair pessoas, que a Pampilhosa da Serra saia do anonimato, que seja visitada», refere António Olivença dos Santos.

O dia de sábado será, garante o autarca, «de festa», porque além da prova está também previsto um almoço-convívio entre todos os participantes e uma sessão de entrega de prémios.

A prova, aberta à participação de todos os interessados, decorre em nove rondas. No final haverá prémios até ao 20.o lugar, sendo que os três primeiros classificados receberão, respectivamente, 500, 400 e 300 euros de prémio. No final realiza-se um cocktail de encerramento.

Ver o Regulamento do Open

Lido no Diário de Coimbra