Só 9 das 30 federações olímpicas já adequaram estatutos

Apenas nove das 30 federações desportivas olímpicas adequaram os seus estatutos ao novo regime jurídico, quando faltam três semanas para o final do prazo.

Numa ronda realizada pelas federações olímpicas, a Agência Lusa confirmou que as federações de triatlo, canoagem, atletismo, basquetebol, hóquei, natação, pentatlo moderno, ténis e voleibol já aprovaram os novos estatutos em Assembleia-Geral.

Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, disse 3ª feira que, às federações que não adoptem o novo regime jurídico até dia 27 de Julho, «será aberto um processo de averiguação», que poderá levar «em última análise, à perda do estatuto de utilidade pública desportiva».

De acordo com a ronda da Lusa, a maioria das federações desportivas que ainda não adequou os seus estatutos já tem agendado para Julho uma Assembleia-Geral, cujo principal ponto da ordem de trabalhos será a votação dos regulamentos ao novo regime jurídico.

Entre estas, encontram-se a federação de andebol, badminton, boxe, ciclismo, equestre, esgrima, esqui, futebol, ginástica, judo, lutas amadoras, remo, ténis de mesa, tiro, tiro com arco, tiro com armas de caça, trampolins e desportos acrobáticos e vela.

A Lusa tentou, sem sucesso, entrar em contacto com as federações portuguesas de halterofilismo e de basebol/softbol.

Após a publicação em Diário da República do Decreto-Lei nº248-B/2008, de 31 de Dezembro, relativo ao Regime Jurídico das Federações Desportivas, os organismos têm um prazo de seis meses para adequação dos seus estatutos, ou seja, até 27 de Julho.

Ler o artigo completo no Diário de Notícias.

Depois de ler o artigo do DN assaltou-me a seguinte pergunta a Federação Portuguesa de Xadrez já não existe ou encontra-se em parte incerta? Então porque é que nesta ronda do DN por cerca de 30 federações não foi possível contactar a FPX?

Um mistério ou talvez não, a FP Xadrez não é uma “federação olímpica” e as Olimpíadas de Xadrez não existem!!

Por outro lado, o Dr. Laurentino Dias, tinha logo que ir investigar, abrindo um “processo de averiguação” para saber porque é que as federações não se estão a submeter às ordens governamentais.

Cá por mim estranho muito a pressa do governante, a não ser que pretenda deixar a “casa arrumada” quando se for embora. Pois é, mas será à custa da imposição de um modelo alheio da autonomia do movimento associativo.

Tribunal apreende bens da Federação de Desportos de Inverno, em poder do presidente destituído.

O Tribunal da Covilhã apreendeu ontem os bens da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDI) que estavam na posse do ex-presidente da instituição, José António Pinho, destituído do cargo em Março deste ano.

Os bens foram apreendidos ao longo do dia, na sequência de diligências feitas por uma oficial de justiça que visou recuperar duas viaturas, cheques, cartões de crédito e débito, além de documentação sobre as relações com o Instituto de Desporto de Portugal (IDP), Comité Olímpico Português e Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas retirados da sede da Federação.

A providência cautelar foi apresentada pela Comissão Administrativa que gere a Federação, desde 27 de Março, após uma Assembleia Geral Extraordinária que destituiu todos os órgãos directivos, ao constatar que três dos cinco membros eleitos renunciaram aos cargos, impedindo a direcção de continuar em funções.

Formada por David Fontes Neves, Lino Torgal, Bernardo Santos, Ricardo Andrade e Arménio Matias, a Comissão Administrativa exigia a devolução dos bens. Ultrapassado o prazo fixado, a comissão apresentou no Tribunal da Covilhã uma providência cautelar, julgada sexta-feira, que determinou a apreensão dos bens impedindo José António Pinho de invocar a qualidade de presidente da FDI sob pena de, por cada acto praticado, pagar uma multa de 500 euros.

À mesma hora, a Comissão anunciou, na sede da FDI, que a maioria dos clubes filiados aprovou, sexta-feira, os novos estatutos da instituição – de acordo com o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas – e o regulamento eleitoral. Na reunião foi ainda fixado o dia 15 de Julho para a realização de eleições.

Além de não devolver os bens, a comissão administrativa acusa José António Pinho de praticar actos administrativos e de gestão, que não podia exercer após ter sido destituído do cargo o que tem levado a que, por exemplo, o IDP ou COP «recebem documentação errada ou em duplicado e até informações contraditórias» lê-se no despacho judicial que deferiu a providência cautelar.

José António Pinho não aceita a destituição mas devolveu todos os bens à FPDI assegurando que tem um parecer do conselho jurisdicional que considera “ilegal” a Assembleia Geral de 27 de Março.

«O que eles fizeram foi um golpe de estado», disse José António Pinho criticando a actuação do Clube Desportivo de Formoso, Sport Tortosendo e Benfica, Clube Nacional de Montanhismo e a Casa do Povo do Ferro. «Eles têm a força eu tenho a razão», acrescentou o ex-presidente da FDI garantindo que não será candidato às eleições marcadas para 15 de Julho.

Lido no magazine Kaminhos e o blogue Máfia da Cova.

Saber mais no sítio da Federação de Desportos de Inverno de Portugal.

A OCDE alerta que s clubes de futebol são “veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro”

O relatório, divulgado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), salienta que nas duas últimas décadas o futebol cresceu «exponencialmente», levando a investimentos e transacções financeiras que, nalguns casos, potenciam «ligações criminosas».

Segundo este estudo, os criminosos procuram novos canais para lavar os resultados das suas actividades ilegais, ficando vários sectores em risco de serem contaminados.

A lavagem de dinheiro através do futebol não passa apenas por investir nos clubes, mas pelas transferências milionárias de jogadores. Segundo o estudo, também o sector das apostas online deverá ser objecto de especial atenção.

A organização inter-governamental de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (FAFT-GAFI), que funciona na sede da OCDE, assinala que as vulnerabilidades relacionadas com a estrutura, o financiamento e a cultura do sector tornam a indústria de futebol atractiva para os criminosos.

Lido em Agência Financeira e Público.

XVIII Torneio Nacional do Inatel Equipas

Numa organização da Fundação INATEL – Delegação de Leiria, decorreu em Peniche o XVIII Torneio Nacional do Inatel Equipas em Xadrez.

A equipa vencedora foi a Casa Povo Bombarral A, constituída por Ricardo Evangelista, Daniel Bray, António Severino Santos e José Bray. Em 2º lugar ficou a Casa do Xadrez e em 3º a AEFCR Penichense A.

Lido em Jornal das Caldas.

Orlando Silvestre entrevistado pela Rádio TransAmérica FM

Orlando Silvestre, presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX), entrevistado por Arthur Mário e Eva Regina do Programa Papo de Craque na Rádio TransAmérica FM. [Ver fotos].

Sindicato brasileiro disponibiliza sede para jogar xadrez

A sub-sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Arujá sediará no seu Espaço Cultural e de Lazer os jogos de xadrez da 53ª edição dos Jogos Regionais, que acontecem de 29/6 a 12 de Julho no município. As partidas da modalidade devem reunir 32 equipas e um total de 128 xadrezistas.

O local foi disponibilizado pelo director do Sindicato, João Bosco, a pedido do Secretário Municipal de Esportes Leandro Larini e do coordenador da equipe de Arujá, Jorge Melecsevics. (…)

Lido em Jornal da Cidade de Arujá.

Peças do jogo de xadrez réplicas das inscrições rupestres encontradas no parque são destaque no Congresso Internacional de Arquelogia e Arte no Estado do Piauí [Brasil]

O Congresso Internacional de Arqueologia e Arte RupestreGlobal Rock Art promovido pela International Federation of Rock Art Organizations (Ifrao) e Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), com apoio do Governo do Piauí, oferece ao seu público uma atração que está chamando atenção de todos os congressistas. Os standes de comercialização de produtos regionais têm se destacado no evento e agradado os mais variados gostos dos inscritos.

No estande de Sr. José Antonio é possível encontrar jogos variados, mas o grande destaque é um jogo de xadrez diferente, onde as peças do jogo são réplicas das inscrições rupestres encontradas no parque.

Para o expositor do estande, José Antonio Silva, as expectativas são das melhores, já que o congresso reúne uma considerável quantidade de pessoas. «Esperamos vender muito, e além de vender, o nosso desejo é que o nosso trabalho seja valorizado e conhecido mundo afora» declarou.

No Congresso Internacional de São Raimundo Nonato cada dia passa a ser uma nova descoberta para os participantes do evento. Ontem, 30/6, segundo dia do congresso, um dos destaques é o stande da Cooperativa dos Artesãos da Microrregião de São Raimundo Nonato.

O público pode encontrar no estande dos artesãos jogos de gamão, dama e xadrez são peças trabalhadas em madeira, e também uma embalagem bem regional e artesanal feita de couro de bode. A cooperativa conta com 25 artesãos que estampam seu artesanato baseado nas riquezas do Berço do Homem Americano.

Lido em 45graus.

Regional Individual Absoluto Açoriano de Xadrez começa hoje

Associação de Xadrez da Região Autónoma dos AçoresOs seis finalistas do Campeonato Regional de Xadrez que se disputa em Ponta Delgada, de hoje a Domingo, foram apurados depois de realizados os Preliminares, numa competição que é organizada pela Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores e que conta com os apoios do Anima/Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada, SATA Internacional, Direcção Regional de Desporto e Antillia Hotel Apartamento.

Lido em Açoriano Oriental.

Laurentino Dias acusa os dirigentes desportivos de serem “demasiado tolerantes” em matéria de violência

Segundo o Expresso,

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, acusou hoje os dirigentes desportivos de serem “demasiado tolerantes” em relação ao fenómeno da violência no desporto, atribuindo os incidentes ocorridos este fim-de-semana ao “defeso do futebol”.

O que muda nas Regras do Jogo de Xadrez da FIDE a partir de 1/7/2009, por AI António Bento

O MF Eduardo Arruda informa, no seu blogue “Xadrez”, que

A partir de 1 de julho de 2009 teremos mudanças nas regras da FIDE que regem nosso jogo, é importante tanto ao jogador como ao árbitro estarem atualizados, abaixo a tradução para o português (do  AI Antônio Bento) junto com o texto em inglês e as principais mudanças muito bem explicadas pelo AI Antônio Bento, que arbitrou o Campeonato Mundial De Xadrez do México e é agora integrante do Conselho de Arbitragem da FIDE. [Ver aqui a versão bilingue em inglês e português das novas leis de Xadrez ].

Eis o importante texto do AI António Bento:

1. Partidas de 60 minutos para cada jogador passam a ser ritmo de xadrez pensado. Partidas no ritmo de xadrez rápido passam a ficar no intervalo: [15’ a menos de 60’]A partir de 1º de julho, torneios no ritmo de 60 minutos ko passam a ser no ritmo de xadrez pensado e válidas para rating CBX.

2. Qualquer jogador que chegar atrasado perderá a partida. As regras de competição podem especificar de outra forma. (*)A lei sugere que não se aceite atrasos.Mas, o regulamento específico da competição poderá estabelecer por exemplo que o jogador perderá a partida se chegar com atraso superior a 15 minutos. Fica portanto a critério do organizador tolerar ou não atrasos. Mas, isso deverá ficar claro no regulamento da competição.(*) Reunião do Board da FIDE realizada em Istambul em março abriu esta possibilidade.

3. O árbitro deverá corrigir os tempos de relógios que estejam incorretos. O texto da lei atual é impreciso; fala sobre ajuste dos tempos antes de começar a partida e sobre substituição de relógios defeituosos. Agora está bem claro que o árbitro pode intervir e ajustar os tempos dos relógios, caso seja necessário. A regra permite o árbitro regule os relógios digitais que foram ajustados erradamente no início da sessão.

4. A nova lei proíbe os empates de comum acordo, sem a permissão do árbitro.A partir de julho, empates de comum acordo (a exemplo dos atrasos) só serão possíveis se houver previsão no regulamento específico do torneio. O regulamento poderá proibir os empates em menos de determinado número de lances, ou mesmo, em nenhuma hipótese.

5. A punição para reivindicação de empate (repetição de posições… art. 9.2 e 50 lances… art.9.3 – feita incorretamente) será apenas de acréscimo de 3 minutos para o adversário do jogador reivindicante. A nova redação simplificou bastante o ritual. O árbitro ajustará apenas o tempo do relógio do adversário. Não mais reduzirá o tempo do reivindicante.

6. Nas reivindicações de empate com base no art. 9. 2, 9.3 (9.5) e 10.2, o jogador deverá chamar o árbitro e poderá (ou não) parar os relógios. Na lei atualmente em vigor, o jogador é obrigado a parar o relógio antes de chamar o árbitro. Os árbitros não são obrigados a intervir quando a reclamação não segue o ritual de parar o relógio antes de fazer a reclamação. Ficou claro que o jogador pode ou não parar o relógio, mas o árbitro deverá intervir e analisar a reivindicação.

7. Foi acrescentado ao artigo 7.4 parágrafo ressalvando que o adversário do jogador que fizer 3 lances ilegais na partida somente ganhará o ponto inteiro se tiver material para dar mate. Isso já está subentendido na atual lei do xadrez. Caso um jogador cometa o terceiro lance ilegal na partida, é evidente que o adversário só pode ganhar ponto inteiro, se tiver material para dar mate no adversário. Caso o mate não seja possível, o resultado correto será o empate.

8. Sem permissão do árbitro é proibido portar celular ou qualquer outro dispositivo eletrônico exceto se estiver desligado. O jogador, entretanto, perderá a partida se o dispositivo produzir ruído. A nova lei admite que o jogador porte celular durante a partida, desde que esteja desligado. Mas, continuam as restrições quanto ao uso do celular durante e partida. Se o celular tocar, o jogador perderá a partida.

9. O jogador poderá apelar contra qualquer decisão do árbitro, a menos que o regulamento da competição especifique de outra forma. O texto demonstra preocupação do legislador com as decisões do árbitro que são definitivas (não cabem recurso). Ex: 10.2. Abre, então, a possibilidade de o organizador ou árbitro regular esta questão no regulamento técnico da competição. Atualmente, se o organizador criar tal dispositivo colidiria com a Lei. E a FIDE pode recusar o registro bem como o cálculo do rating ou aprovação de eventual norma ou título.

10. Fumar é permitido somente na área determinada pelo árbitro. Passa a fazer parte do texto da lei do xadrez. Fica bem claro onde é permitido fumar durante a realização das partidas. Assim, o árbitro poderá aplicar punição mais rigorosa porque não mais cabe advertência. Na lei atual, a questão do fumo é tratada ’en passant’ e refere-se a ’area reservada para fumantes’.

11. Espectador pode informar ao árbitro (e somente a ele) se observar alguma irregularidade durante a partida. Trata-se de novidade. A lei atual é mais rígida e proibe qualquer interferência do espectador. Claro que o espectador terá de ser discreto quando observar a irregularidade e dar conhecimento do fato somente ao árbitro.

12. Foi estendida a todos a proibição de portar qualquer dispositivo eletrônico na sala de jogo e áreas contíguas, a menos que devidamente autorizados pelo árbitro. O novo texto é mais abrangente e facilita a arbitragem. A lei atual só proibe jogadores, não se refere às demais pessoas que estejam no ambiente de jogo.

13. É proibido distrair ou perturbar o oponente de qualquer maneira. Isto inclui reclamações sem cabimento, ofertas de empate também sem cabimento ou introduzir qualquer fonte de barulho na área de jogo. (a parte sublinhada é nova). Isso significa que o jogador não poderá pertubar o adversário fazendo qualquer tipo de barulho na área de jogo.

14. Nas partidas de xadrez rápido se houver adequada supervisão de arbitragem (por exemplo, 1 árbitro para no máximo 3 partidas) as regras de competição se aplicam.

15. Nas partidas de blitz se houver adequada supervisão de arbitragem (por exemplo, 1 árbitro por partida) as regras de competição se aplicam.Isso significa que o árbitro poderá intervir conforme estivesse numa competição de xadrez pensado. Acredito que esta regra se aplique em torneios de alto nível, principalmente nas partidas de blitz da Copa Mundial dos 128 jogadores.

16. Na partida de rápido e blitz em que não haja adequada supervisão de arbitragem, o árbitro poderá intervir se as duas setas estiverem caídas; nas partidas de blitz lances ilegais não poderão ser corrigidos a menos que os jogadores concordem.Isso, no meu entendimento, já está subentendido na Lei Atual. É absurdo pensar que uma partida tecnicamente acabada poderia prosseguir indeterminadamente. Isso certamente causa embaraço à arbitragem e programação do torneio.

17. Será facultativa a anotação, na planilha, de: xeque, xeque-mate ou captura de peça. Na lei atual somente está claro que é facultativa a anotação de xeque ou xeque-mate.

Texto do AI António Bento disponível no blogue Xadrez.

Será que chega entender os bons patrocinadores que o xadrez precisa?

O portal scn, publicou um artigo de Daniel Sá, onde é abordado o marketing desportivo, os patrocinadores e as diversas modalidades desportivas – Quer arranjar patrocinadores? Tente entendê-los primeiro…

Este artigo revela-se de um grande importância. De facto, na sequência de outros já publicados sobre esta área, este destaca-se pela divisão que o autor faz das várias modalidades “na óptica do marketing”, segundo afirma.

É curiosa a classificação que Daniel Sá atribui a modalidades nas quais inclui o xadrez – «desportos de Nicho, ou seja, modalidades que se dirigem a segmentos específicos da nossa sociedade».

Eis um excerto significativo do artigo

As modalidades desportivas são cada vez mais utilizadas pelas empresas para comunicar as suas marcas e produtos. Existem modalidades seculares e outros que têm conquistado espaço e notoriedade nos últimos anos. Mesmo as mais antigas, têm sentido a necessidade de se adaptar aos novos tempos seja através da alteração das regras, formatos competitivos ou organização dos modelos competitivos. Numa óptica de marketing propomos uma divisão das modalidades em 10 segmentos distintos: artes marciais e lutas, motorizados, náuticos e aquáticos, nicho, aventura, frio, calor, massas, novos desportos e culto do corpo e bem-estar. Trata-se de uma forma de entender o que buscam as empresas quando apostam no desporto.

Ao quarto grupo apelidamos de desportos de Nicho, ou seja, modalidades que se dirigem a segmentos específicos da nossa sociedade. De um leque alargado de modalidades podemos encontrar conceitos muito diferentes como a Columbofilia, Esgrima, Golfe, Pólo, Hipismo, Squash, Pesca, Tiro, Tiro com Arco, Xadrez, Badminton, Críquete, Corfebol, Curling, Halterofilismo, Minigolfe, Ténis de Mesa, Triatlo ou Pólo Aquático. Estas modalidades são aproveitadas por marcas que querem trabalhar segmentos específicos pelo que algumas delas conseguem obter índices de rentabilidade muito interessantes.

Ler o  artigo completo aqui.

Após a leitura do artigo de Daniel Sá fico com a ideia que o xadrez nunca terá grandes patrocinadores, mas apenas “mecenas” e estes terão que ser grandemente altruístas, provavelmente com uma ajudinha nos “benefícios fiscais”.

Será que o xadrez est(ar)á condenado a ser um parente pobre do nosso desporto e a viver de mão estendida do “rendimento mínimo desportivo”?

«O futebolista do Marechal Gomes da Costa», por José Manuel Meirim

Escusado será chamar a atenção para as crónicas do Prof. Dr. José Manuel Meirim, docente universitário de Direito do Desporto. Mais do que oportunas são importantes, por isso, sempre que as considero imprescindíveis não hesito em dá-las a conhecer integralmente. 

1. Na última crónica demos conta de quanto o secretário de Estado da Juventude e do Desporto preza a saúde no desporto. Nada melhor, pois, do que o acompanhar nessa “cruzada”.

2. No dia 23 de Novembro de 2002, no “Estádio do Perafita”, em Matosinhos, decorreu um jogo de futebol entre o “Marechal Gomes da Costa” e o “Frazão”. Vasco participou no jogo e, enquanto corria em direcção à zona onde se encontrava a bola, apoiou mal o seu pé esquerdo, com torção do joelho, caindo, de imediato, ao solo: ruptura completa do ligamento cruzado anterior esquerdo.

Hospitais, intervenção cirúrgica, fisioterapia, despesas e mais despesas. Após o acidente, Vasco deixou de prestar os serviços relacionados com a sua habilitação – educação física – no âmbito do ténis, da natação e da ginástica. E, como consequência da lesão sofrida, Vasco ficou a padecer de um grau de incapacidade permanente de 10 por cento.

3. Vasco encontrava-se abrangido pelo seguro desportivo obrigatório, celebrado, com uma seguradora, pela Federação Portuguesa de Futebol. Só que a seguradora entendeu que a situação não se encontrava abrangida pelo seguro: o seguro não cobria as incapacidades permanentes até 10 por cento.

Vasco, naturalmente, não se deu por vencido e recorreu aos tribunais.

4. Abreviando a história, recente acórdão do Supremo Tribunal de Justiça veio confirmar a condenação da Federação Portuguesa de Futebol, a título de perda de rendimentos, em quantia que tem como limite? 14.963,94 (actualizável). Que razões terão ditado esta decisão?

Referindo as normas do diploma, então em vigor, relativo ao seguro desportivo obrigatório, o Supremo Tribunal de Justiça tornou bem claro que não é suficiente para cumprir as obrigações legais, que nele se inscrevem para as federações desportivas, celebrar um qualquer seguro desportivo.

O seguro desportivo a subscrever deve respeitar as previsões legais, tanto ao nível do âmbito da cobertura, como dos montantes mínimos objecto de cobertura. Não foi isso que sucedeu no caso.

Daí que, jogando mão de preceito do mesmo diploma, a Federação Portuguesa de Futebol deva responder nos mesmos termos em que responderia a empresa seguradora caso houvesse seguro desportivo (válido).

5. Na sua resposta, a Federação Portuguesa de Futebol afirma que a cláusula de exclusão de indemnização de incapacidade igual ou inferior a 10 por cento é uma prática comum em Portugal.

Deve, pois, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, baluarte do “desporto saudável”, ordenar uma leitura atenta de todos os contratos de seguro desportivo celebrados pelas federações desportivas, num pequeno esforço de fiscalização pública.

E já que falamos em fiscalização pública, será que esse membro do Governo ou o Instituto do Desporto de Portugal nos podem informar sobre o estado do processo de inquérito que corre (?) à actuação da Federação Portuguesa de Futebol, tendo por objecto o denominado “Caso Nuno Assis” (2006)? Estamos todos esquecidos? Foi arquivado? Está sobre uma cadeira? Está “debaixo de olho”? “Tira-me isso de cima da secretária!”?

6. Parabéns ao Vasco e à família pela sua tenacidade.

José Manuel Meirim, no Público, de 28.Junho.2009

Vídeos sobre Xadrez: “O Xadrez das Cores”, “O Jogo da Vida”.

Agradeço reconhecido Pedro Fonseca a sugestão dos seguintes vídeos de xadrez (disponíveis em www.Blonx.com). Para ver e guardar.

Xadrez Fragmento extraído do programa ‘Os Normais’ 2006, 1’49”, Cor, Brasil, em YouTube.

O Xadrez das Cores (ficção) Realizador: Marco Schiavon. Elenco: Anselmo Vasconcellos, Mirian Pyres, Zezeh Barbosa. 2004, 21’09”, Cor, 35mm, Brasil, em blip.tv.

Xadrez – O Jogo da Vida, 2009, 49’10”, cor, Brasil, em  Vídeo.Google.com.

O Sportv Repórter vai mostrar como o xadrez está a ser usado como importante ferramenta educacional, mudando a vida de estudantes, jovens delinquentes, deficientes visuais, crianças com crancro e até jogadores que procuram apurar a sua técnica nas suas  modalidades. A projecção do xadrez é tão supreendente que ele alcançou um local muito curioso do país: a aldeia indígena dos Tembé, uma tribo do interior do Pará, que encontrou no xadrez um forte aliado na transformação do pensamento e do raciocínio de crianças e jovens. O programa mostra que quem joga exercita diversas áreas do cérebro, trabalhando com cálculos, associações, abstrações e memória. Mostra que jovens delinquentes estão a regenerar-se por meio do jogo, que crianças com cancro estão tolerando melhor o tratamento após aprenderem a jogar, que cegos conseguem melhorar a memória. E, por fim, revela que atletas de futebol, tentando aprender a tomar decisões rápidas e a escolher a estratégia mais eficiente, também estão desvendando os segredos dos tabuleiros de xadrez.

«Os crimes da Rua Morgue», por Carlos Terra

Me “acusam” de defender o casal Nardoni, e eu já disse que não apenas não os defendo como também não teria prerrogativas para isso.

O que eu tenho feito e acho que é correto, é questionar os resultados dos exames e de certas conclusões que os consideraram culpados mas que jamais me convenceram.
Do debate poderá surgir a luz e todo o elemento que se acresce ao debate é bem vindo e será considerado dentro de sua grandeza e parâmetros.

Uma obra fictícia, de um dos maiores, senão o maior escritor de todos os tempos, Edgar Alan Poe, talvez ilustre essa posição.

Edgar Alan Poe, extraordinário, um gênio da literatura e da filosofia, dispensa qualquer comentário e apresentação e “Os crimes da Rua Morgue” é um extraordinário presente que ele nos deixou.

Espero que leiam e reflitam sobre tudo e eu quero oferecer a apresentação desse conto de Poe, à Da. Rosana de Sousa Antunes, que, como tantos outros leitores, apresentaram suas opiniões mesmo discordando da minha, mas sempre com o espírito verdadeiro de buscar a verdade.

Quero também, respeitosamente oferecer ao Exmo. Promotor de justiça, o Dr.Cembranelli que gentilmente nos deu alguns esclarecimentos.

Enfim, desejo a todos o prazer imenso da leitura que Edgar Alan Poe nos oferece associada a uma análise extraordinária da natureza humana.

Bom divertimento e aqui vai a primeira parte da história.

O xadrez como ferramenta pedagógica, em Rio Grande do Sul [Brasil]

Em 2004, a estudante Thaís Alves teve seu primeiro contato com o tabuleiro quadriculado preto e branco do xadrez, graças ao incentivo de um professor voluntário que chegou à sua escola para ensinar o jogo. Hoje, aos 14 anos, a jovem já é campeã dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul (Jergs) em sua categoria e também passou a ser aluna exemplo de bons desempenhos na escola.

A iniciativa, tão bem-sucedida na Escola Municipal Altamir de Lacerda, é do bombeiro Everton Florentino Pithan, enxadrista há 35 anos. Em 2004, ao participar de um torneio de xadrez no Município, ele percebeu que a cidade era carente de enxadristas estudantes e adultos. Foi então que surgiu a ideia de ensinar estudantes de forma voluntária. «Fui à escola dos meus filhos, conversei com a diretora, Elizete Nunes, que acreditou no projeto. A ideia foi pioneira, nunca havia sido ensinado xadrez na rede pública do Município», conta.

Lido no Jornal Agora.

«…Pressentimento do nosso futuro…»

Os macacos

Excerto do poema Palavras soltas ao vento, de Mário Quintana

 

O que me impressiona,

à vista de um macaco,

não é que ele tenha sido nosso passado:

é este pressentimento

de que ele venha a ser nosso futuro.

 

 

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Nasceu em Alegrete em 30 de Julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de Maio de 1994.

«Uma abordagem sobre a questão da visibilidade do xadrez no marketing desportivo», de Ricardo Paolucci

Tenho vindo a dar um grande relevo à questão da visibilidade e prestígio do xadrez na imprensa e na população em geral. Depois de dois artigos muito interessantes, publico de seguida, mais um excelente artigo, do Dr. Ricardo Paolucci, que para além do seu currículo académico e profissional é xadrezista. Quanto mais não fosse por isso, desta vez, é “um dos nossos”, interessado na promoção, desenvolvimento, divulgação, visibilidade e prestígio do xadrez. E acima de tudo é claro, directo e frontal. E prático! Mais uma valiosa contribuição vinda do Brasil.

Um texto a não perder, para ler e reflectir… Mais uma vez, os meus agradecimentos pessoais a Orlando Silvestre, presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX)

O XADREZ E AS “HAVAIANAS”

 (Uma abordagem sobre a questão da visibilidade do xadrez no marketing desportivo), por Ricardo Paolucci

Há um certo tempo venho discutindo este assunto, seja com pessoas do meio enxadrístico ou com profissionais que atuam no segmento de administração e marketing esportivo.

Meu ponto de vista e argumentação remete-se à estratégia de grandes empresas em momentos de crise, queda de produção ou redução do seu público consumidor.

Em muitos casos, o que podemos acompanhar é o “rejuvenescimento da marca/produto” e, para ilustrar, temos um caso exemplar: A empresa Alpargatas e suas sandálias “Havaianas”

Quem viveu intensamente os anos 70 e 80 pode recordar – e concordar – que este produto era tipicamente visto e associado com o “calçado das empregadas domésticas”, tinham apenas um caráter funcional e, ano a ano perdia cada vez mais mercado.

Pois eis que, ao final dos anos 90, a história começa a mudar e o que antes era uma simples sandália de borracha, se tornou um acessório de moda, valorizado em todo o mundo e atingindo um público que jamais poderia ser imaginado há 3 décadas. 

Trazendo este cenário para o Xadrez, o que podemos encontrar?

Tirando os “praticantes intensos”, a visão global, ainda, associa o xadrez com quem e o quê?

Não é difícil responder: Mequinho e “pessoas nerds”.

É incrível que, passados mais de 30 anos do auge de sua carreira, seja ele ainda o “top of mind” da grande maioria da população e da mídia nacional. E aqui não vai nenhuma crítica ao GM, ao contrário, pois ele fez por merecer este reconhecimento.

Vejam que são situações semelhantes ao “case Havaianas”.

Além dos já consagrados Milos, Vescovi e Leitão, temos uma nova geração de jovens talentos extremamente promissora – Fier, Diamant, Krikor – e que em nada lembram aquela figura “nerd” tão enraizada na mente daqueles que apenas acompanham superficialmente este esporte.

O que falta, então?

Simplesmente conseguir atingir o mesmo “efeito Guga” que quintuplicou os praticantes de tênis. Porém, neste caso, minha sugestão é seguir um cronograma de planejamento estratégico que fatalmente dará resultados em médio prazo, consolidando este modelo para o longo prazo.

Fácil falar – ou escrever – mas como executar?

Seguem alguns exemplos:

·         Melhoria da estrutura administrativa das Federações e Confederação, com profissionais capacitados para realizar uma gestão profissional, com destaque principal para:

Marketing: para elaboração de todas as propriedades e retornos (imagem/institucional), além de contatos com patrocinadores / investidores em potencial;

Comunicação: atuação direta com todo material de divulgação e assessoria de imprensa para as mídias existentes;

Informática/Tecnologia: criação de um site que seja AGRADÁVEL , INTERATIVO, ATUALIZADO DIARIAMENTE (e, se for caso, várias vezes ao dia);

·         Massificação dos participantes, nas escolas, clubes ou competições “acessíveis”, tanto do ponto de vista estrutural como financeiro;

·         A criação de um calendário unificado, com implantação de um circuito nacional, privilegiando TODAS as capitais do país, em TODAS as categorias, com realização da “Semana do Xadrez” em cada uma delas, com premiações atraentes, envolvendo atividades paralelas durante as competições (sejam palestras de profissionais não necessariamente ligados ao xadrez, mas que consigam fazer analogia de sua área de atuação com a modalidade), feira com exposição de produtos e serviços, clínicas e atividades interativas aos expectadores;

·         Aproveitar as oportunidades fiscais proporcionadas pelo Ministério do Esporte (vide Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte – Lei 11.438/06), formatando projetos que beneficiem a comunidade enxadrística e o seu desenvolvimento para que, cada vez mais, tenhamos atletas entre os melhores do ranking mundial.

A mídia só vai atrás do que seja interessante em termos de repercussão. O patrocinador / investidor também atua e pensa da mesma maneira. Por isso, no caso do Xadrez, este processo deve começar o quanto antes. 

É mais do que necessário “rejuvenescer” e “profissionalizar” nosso produto e torná-lo atrativo e desejado pelas pessoas – tal qual uma “Havaianas”. 

Ricardo Paolucci é graduado em Administração de Empresas e Negócios, profissional de Educação Física, pós-graduado em Administração e Marketing Esportivo, mestre em Administração, Consultor e Gestor de Esportes e Entretenimento. Premiado como “Gestor Esportivo de 2009” pela Confederação Brasileira de Clubes. E enxadrista!

Artigo disponível em grbg [Galeria de Xadrez Borba Gato].

1a. Olimpíada de Ajedrez de Mercosur

 

Decorreram de 17 a 29 de Junho, em Mar del Plata, na Argentina, as 1as. Olimpíadas de Ajedrez de Mercosur

A actuação do Brasil, com comentários do GM Darcy Lima, pode ser consultada em “Olimpíadas Mercosur Equipe Brasileira”, blogue oficial da delegação brasileira à I Olimpíada Mercosur de Xadrez.

Torneio de Mestres 2009: Ruben Pereira-Paulo Dias ½-½ na antepenúltima ronda.

MF Ruben Pereira - MF Paulo Dias, durante a 7ª ronda no Torneio de Mestres, 26.06.2009Os MF Ruben Pereira e Paulo Dias empataram, ontem, na 7ª e antepenúltima ronda do Torneio de Mestres 2009, realizada no Hotel AS em Lisboa.

Mais informações em Chess-Results.

Festival Eunice Yamamoto de Xadrez vai reunir mais de 100 crianças

O Colégio e Curso Geração 2001 localizado na Rua José Barnabé de Mesquita 258, no bairro Santo Antonio, em Campo Grande/MS, vai ser palco do Festival Eunice Yamamoto de Xadrez, e será disputado nas categorias Sub-8 a Sub-18 nos naipes masculino e feminino que acontece no dia 27 de Junho, e vai reunir mais de 100 crianças sem precedentes na história do xadrez Sul-mato-grossense.(…)

 

 

 

 

 

 

 

O Festival será uma homenagem a Professora Eunice Yamamoto com 43 anos, que teve a morte cerebral dia 29 de Abril, onde ela foi uma das coordenadoras da implantação do Projeto Piloto do Xadrez nas Escolas na Capital e técnica do Mato Grosso do Sul na modalidade de xadrez nos JEBs de 2004 e 2005, deixa uma enorme gama de feitos e realizações.

A família autorizou a cirurgia para a retirada e doação dos órgãos. A cirurgia foi realizada às 23h do dia 29/04 na Santa Casa de Campo Grande, onde foram retirados seus rins, córneas, pâncreas, coração e fígado. A paciente estava internada no local desde o dia 20 de Abril, quando sofreu uma queda. Dos órgãos, somente os rins e as córneas ficarão em Campo Grande, pois na cidade existem receptores. Pâncreas, coração e fígado serão transportados a São Paulo (SP). A cirurgia foi comandada pelo médico Roberto Meireles, de São Paulo.

A organização do Festival é de César Leon e Marcel Ortiz, e conta com apoio da Secretaria Estadual de Educação, Vereador Vanderlei Cabeludo e Bifão do Panamá. A Direção Técnica será do Clube de Xadrez Pantanal com apoio da Prefeitura Municipal através da Fundação de Esportes de Corumbá.

Mais informações em Xadrez Alternativo.

«Editorial» da RPX (Maio-Junho.2009)

A Revista Portuguesa Xadrez publicou o número 4 (Maio-Junho.2009). Destaco o Editorial do presidente da FPX e director da revista, António Bravo.

Revista Portuguesa de Xadrez nº 4, Mai-Jun.2009.«É com satisfação que após um grande interregno fazemos sair o número quatro da Revista Portuguesa de Xadrez. Como é do domínio público, os redactores anteriores apresentaram a sua demissão e não importa agora escalpelizar as suas razões, mas sim acima de tudo levar à evidência o bom trabalho por eles desenvolvido e acentuar também a sua abertura em continuar a colaborar com a RPX, como poderão constatar neste número.

Foi com muita pena que vimos um projecto estratégico vacilar, paralelamente com a demissão da Maria Armanda Plácido da direcção da FPX, foi necessário assegurar a substituição da direcção da mesma, uma vez que a direcção da RPX estava ligada à direcção da FPX, tendo eu assumido esse papel e Rui Henriques o de editor. Relativamente ao futuro a curto prazo da RPX, julgamos possível editar os seis números desta série até final do ano. A médio prazo ter-se-á de encontrar a melhor solução para a sua viabilização.

Esta publicação é essencial na estratégia de divulgação da modalidade, para além da sua componente técnica como apoio de desenvolvimento do xadrez nacional e desse ponto de vista a sua continuidade é fundamental. Neste número procurou-se dar alguma visibilidade à formação e às participações internacionais jovens, aspectos essenciais na evolução do xadrez em Portugal. As contribuições técnicas foram muito importantes para um conteúdo equilibrado da RPX.

Por último, deixo um agradecimento a todos os que colaboraram e acreditaram que é possível a Revista Portuguesa de Xadrez.

António Bravo»

Termina o III Torneio de Xadrez Inter-Municípios (Açores)

Termina no próximo Sábado dia 27 de Junho, mais uma edição do Torneio de Xadrez Intermunicípios da Ilha de São Miguel que conta com apoio de todas as Câmaras, desde a 1ª Edição iniciada em Janeiro de 2007, no transporte dos alunos durante as seis Jornadas que se desenrolaram de Janeiro a Junho, nos lanches e lembranças que cada Câmara suporta quando a jornada se disputa numa Escola Secundária do seu Concelho, e ainda nos prémios finais constituídos por Taças, Troféus, Medalhões e Medalhas.

Também as escolas tiveram uma importância vital na cedência das suas instalações para receber perto de cem crianças para que as jornadas se pudessem realizar. A Associação de Xadrez deu o seu apoio na cedência do material de jogo.

Para esta última jornada inscreveram-se 102 jovens alunos, mantendo-se a média de quase 100 alunos por jornada.

Lido em Açores.Net.

«Marketing desportivo. Para todos os tipos de verba»

Marketing Esportivo. Para todos os tamanhos de verba é um artigo constsnte do número 9 da  revista do CENP (Conselho Executivo das Normas-Padrão), integrado no tema de capa.

O marketing esportivo tem se revelado uma ferramenta muito especial para a comunicação publicitária, inclusive pela capacidade de queimar etapas na construção de marcas.

Por isso, a associação entre o marketing esportivo e a publicidade é cada vez mais intensa e bem sucedida, atraindo verbas de grandes, médios e pequenos anunciantes (quem disse que o marketing esportivo só está ao alcance de quem tem muito dinheiro para investir?) e renovando os desafios para as agências (quem disse que elas não têm um papel importante a desempenhar?), pois o marketing esportivo gera resultados tanto maiores na medida em que se associa às ferramentas mais tradicionais da comunicação publicitária.

A revista co CENP foi acedida através do sítio da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX).

O Xadrez não tem «visibilidade e prestígio» do ponto de vista do marketing desportivo, segundo um estudo brasileiro.

Recebi de Orlando Silvestre Filho, presidente da Federação Sul-Matogrossense de Xadrez (FESMAX), a quem agradeço reconhecido, o envio de um estudo sobre marketing desportivo, realizado pela empresa brasileira J. Cocco Sport Marketing.

O estudo é muito interessante, porquanto, nos apresenta, como nos diz a sua autora, não apenas a abordagem do entretenimento e lazer mas sob «um enfoque empresarial».

Esta empresa dedica-se há mais de 30 anos nas actividades de administração, deporto e marketing, tendo criado o Rank port Marketing, que, segundo afirma,  é «a única ferramenta disponível e confiável para avaliação e adequação do patrocínio desportivo».

A J. Cocco Sport Marketing «utiliza o PhotoMind, um processo que fotografa e mede o grau e a qualidade de memorização que os espectadores tiveram após a realização de um evento».

O estudo foi realizado no Brasil, como se pode comprovar com o «ranking geral genérico de adequação das modalidades ao marketing desportivo». Mas, pela listagem apresentada nada indica que em Portugal fosse muito diferente, salvaguardando as modalidades mais populares de cada país.

Entre 55 modalidades, o xadrez aparece no modestíssimo 38º lugar neste estudo de Abril de 2009, descendo dois lugares em relação ao estudo de Outubro de 2006.

O estudo é efectuado de acordo com 20 critérios, entre os quais adequação aos sexos, às faixas etárias e sócio-económicas, cobertura geográfica e população potencial e praticante, qualidade da marca da modalidade, visibilidade da imprensa, consolidação da modalidade, entre outros.

Ranking geral genérico de adequação das modalidades ao marketing esportivo (o Ranking é atualizado permanentemente).

 

ESPORTE

Ranking

Abril 2009

Ranking

Out 2006

1º | FUTEBOL

1479

1533

2º | VOLEIBOL

1366

1395

3º | AUTOMOBILISMO

1349

1400

4º | TÊNIS

1194

1219

5º | GINÁSTICA

1149

1376

6º | GOLF

1098

1118

7º | HIPISMO

1054

1005

8º | MOTOCICLISMO

975

961

SURF

952

913

RADICAIS

920

851

CICLISMO

916

820

ATLETISMO

914

884

POLO

906

945

FUTSAL

892

869

DESPORTOS AQUÁTICOS

868

950

HANDBALL

787

833

TRIATHLON

773

816

VELA E MOTOR

771

865

PARAQUEDISMO

725

805

BICICROSS

700

800

ESQUI AQUÁTICO

650

737

SKATE

601

613

BASQUETE

582

914

VÔO A VELA

567

660

JUDÔ

539

654

BASEBALL E SOFTBALL

518

529

TIRO ESPORTIVO

485

648

TÊNIS DE MESA

483

485

HOQUEI E PATINAÇÃO

442

590

BADMINTON

436

526

PESCA DESP.SUBAQUÁTICOS

435

586

DESPORTOS NA NEVE

424

581

ESGRIMA

421

582

SQUASH

389

587

PENTATLO MODERNO

383

535

REMO

381

501

DESPORTOS NO GELO

360

517

38º | XADREZ

344

525

HOQUEI S/ GRAMA E INDOOR

332

502

BOXE

327

483

RUGBY

317

440

DESPORTOS UNIVERSITÁRIOS

315

418

TAEKWONDO

306

656

ORIENTAÇÃO

276

428

LEVANTAMENTO DE PESO

276

441

TIRO COM ARCO

271

429

CAPOEIRA

267

439

CANOAGEM

255

470

KARATE

252

412

JIU-JITSU

250

410

KUNG FU WUSHU

249

432

CULTURISMO E MUSCULAÇÃO

248

478

LUTAS ASSOCIADAS

246

406

CAÇA E TIRO

214

359

55º | BOLICHE

191

406

     

 

Fonte: Rank Sport Marketing

Este estudo é esclarecedor da situação actual do xadrez enquanto desporto, em especial como a modalidade é vista de fora, pela população e pelos patrocinadores desportivos. O xadrez não é atractivo para patrocinar, apoiar ou simplesmente dar a cara por ele.

Artigo citado na página da FESMAX.

A Federação Portuguesa de Xadrez aprovou novos estatutos

Pela extrema importância da notícia e, sobretudo pela ausência de informações por parte da FPX do que se passou na Assembleia Geral de 21/6, transcrevo o artigo de Tiago Pinho, publicado hoje no sítio scn:

Com a publicação da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, publicada em Janeiro de 2007, a Assembleia da República veio estabelecer um conjunto de orientações que levaram à aprovação, pelo Governo, do Regime Jurídico das Federações Desportivas que entrou em vigor em Janeiro deste ano.

As alterações mais relevantes impostas pelo RJFD às diversas federações desportivas são a nova composição das Assembleias Gerais e o papel reservado às suas Associações Territoriais. Estas e outras opções devem, nos termos do seu artigo 64º, ser configuradas pelas federações e vertidas nos seus estatutos até ao final de Julho, no sentido de entrarem em vigor na época desportiva 2009/2010. 

Face a esta imposição legal, a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Xadrez reuniu no passado domingo, nas instalações da Associação Académica de Coimbra, para alterar os seus estatutos e os seus regulamentos.

De acordo com Fernando Castro, presidente da Mesa, «a reunião correu muito bem, com ampla discussão das ideias inerentes aos dois projectos apresentados, tendo a maior parte do articulado sido aprovado por unanimidade».

Em apreciação estiveram principalmente dois documentos, um proposto pela Associação de Xadrez do Porto (AXP), que aproveitava para dar nova redacção aos estatutos actuais e outro proposto pela Associação Distrital de Xadrez de Beja (ADXB), baseado nos estatutos em vigor, cirurgicamente alterados nos pontos impostos pelo novo regime jurídico.

A Associação de Xadrez da Região Autónoma dos Açores (AXRAA) também apresentou uma proposta, relativa apenas à possibilidade de representar na assembleia-geral, por inerência, os clubes que participam nas suas competições.

Ao longo das cinco horas que durou a reunião, a discussão passou por vários temas pois, como enumerou ao scn Manuel Pintor, presidente da AXP, o novo RJFD «vem operar uma completa revolução na forma de funcionamento da FPX em muitos dos seus aspectos, nomeadamente no que respeita à composição da sua Assembleia Geral, órgão de onde emanam todos os outros, assim como as linhas de orientação da federação, à forma de eleição e às competências de alguns dos órgãos, às incompatibilidades, aos mandatos…»

«As principais diferenças entre as propostas da AXP, da Associação de Beja e, em parte, da Associação dos Açores, tinham a ver com a qualidade de sócios e com o direito das associações designarem delegados à assembleia-geral, por inerência», informou Manuel Pintor, tendo acabado «por vingar uma solução de meio-termo, entre a proposta da AXP, que apontava para a eleição de todos os 40 delegados, incluindo os 28 atribuídos aos clubes, e as das Associações de Beja e dos Açores, que apontavam para que ficasse reservado um delegado por cada associação (previsivelmente até um máximo de 20; na próxima época 14), a subtrair a 19 dos clubes num total de 30 delegados».

«Na solução encontrada, serão eleitos 40 delegados às futuras Assembleias Gerais, sendo 28 pelos clubes, mas as associações territoriais terão direito (que poderão escolher não exercer) a designar um delegado em representação dos clubes que não participem nos campeonatos nacionais por equipas em ritmo clássico, que será diminuído àquele número de 28», informou o dirigente da invicta.

Neste modelo, os clubes que não participem nos Campeonatos Nacionais  e se encontrem filiados através das associações que exerçam a nova possibilidade estatutária da representação por inerência, não participarão na eleição dos restantes delegados na categoria dos clubes.

Em jeito de balanço, para Manuel Pintor «estes Estatutos poderão trazer uma nova dinâmica ao funcionamento da FPX, carreando novos dirigentes para o campo onde se discutem e tomam as principais decisões, criando com isso uma maior envolvência e participação na teia com que tecem os destinos do xadrez no país».

Por seu lado Nuno Rocha, secretário da ADXB salientou a importância desta assembleia pela aprovação dos novos estatutos, referindo que «a diferença das propostas era no capítulo dos sócios, já que nos restantes pontos praticamente havia consenso. A Associação de Beja, no cumprimento de um mandato  dos seus sócios, os Clubes desportivos, considera muito positiva a solução adoptada pelos sócios da  Federação no sentido de continuarem a exercer as suas funções de modo pleno e não como meros apêndices federativos».

Para Nuno Rocha, «seria grave para o movimento associativo no Xadrez que as Associações Distritais e Regionais deixassem de ter voz nas Assembleias Gerais da Federação», esperando que «as Associações que se abstiveram de participar na aprovação dos Estatutos compareçam para dar o seu contributo na definição dos regulamentos da Federação Portuguesa de Xadrez».

O presidente da mesa da assembleia-geral, Fernando Castro, publicará nos próximos dias, no site da FPX, a acta da reunião que incluirá os documentos aprovados.

Como a discussão dos novos estatutos se prolongou, não foi possível passar ao ponto seguinte da ordem de trabalhos, o da alteração dos regulamentos internos da federação, pelo que será realizada nova assembleia geral, em Julho, para apreciar esta questão.