«Do abalo, passando pelo tsunami, ao caos» por Prof. José Manuel Meirim

Março 14th, 2010

O Prof. José Manuel Meirim publicou no Público o seguinte artigo

1. No próximo dia 16 reúne-se, como sempre pomposamente no CCB – assim o exige a crise – o Conselho Nacional do Desporto. Da sua ordem de trabalhos, destacamos dois pontos: a apreciação do relatório sobre Competições Profissionais no Sistema Desportivo Português e a apreciação da situação relativa ao estatuto de utilidade pública desportiva da Federação Portuguesa de Futebol.

Quanto ao primeiro, conhecido o seu ponto de partida, e esperando que seja tornado público, vaticinamos um lindo futuro e antevemos um documento de elevada visão estratégica. Só pode ser assim, quando ainda agora (em Janeiro de 2007 e Dezembro de 2008) se moldou a resposta jurídica em termos bem “definitivos”.

2. Quanto ao segundo, simplificando os termos da questão, dir-se-á que Laurentino Dias ou vive numa enganadora ilusão quanto ao diploma que fez aprovar sobre o regime jurídico das federações desportivas ou, o que vai dar ao mesmo, vai aplicá-lo com base numa sua e peregrina interpretação, dessa forma não fazendo valer as reais normas.

3. Partindo do princípio que a FPF, ao não ter ainda aprovado estatutos de acordo com o novo regime jurídico, se encontra em situação de incumprimento – que não é o nosso pensar -, o Governo, que tem vindo a protelar qualquer intervenção nesse aspecto, irá porventura, a crer nas palavras ditas no passado – o que não é fácil -, suspender o estatuto de utilidade pública desportiva à FPF. E, ainda segundo as mesmas palavras governamentais, o reconhecimento da FPF e das suas actividades não será colocado em crise.

4. Porquê? Porque o Governo entende que o único efeito legal dessa possível suspensão se traduzirá, quiçá, na impossibilidade da FPF apoiar financeiramente associações distritais e regionais de futebol, entidades que recusaram a provação dos novos estatutos.

Errado. O estatuto de utilidade pública desportiva tem um conteúdo bem específico e legalmente determinado: confere à federação desportiva que o titular a competência para o exercício de poderes regulamentares, disciplinares e outros de natureza pública, bem como a titularidade dos direitos e deveres especialmente previstos na lei.

5. Significa este estado de coisas que, uma vez suspenso o estatuto de utilidade pública desportiva, os poderes que eram públicos “voltam”, durante um dado período, a ser privados, com manifestas repercussões na segurança jurídica e estabilidade das competições. Mais. Se por força desse estatuto as federações desportivas têm direito, por exemplo, à representação no Conselho Nacional do Desporto, ao reconhecimento das selecções e representações nacionais por elas organizadas, à regulamentação dos quadros competitivos da modalidade ou às receitas que lhes sejam consignadas por lei, uma vez suspenso o estatuto, tais direitos também não podem subsistir.

6. Não sei o que mais lamente: se o caos derivado de um possível tsunami jurídico decorrente da decisão, se a forçada ausência de Gilberto Madaíl nas futuras reuniões do CND (sempre no CCB).

Lido no Público.

«A Carta Desportiva Nacional» por Luis Leite

Março 14th, 2010
O Prof José Manuel Meirim publicou em Colectividade Desportiva um texto de Luís Leite

A propósito de um texto de João Almeida publicado no Colectividade Desportiva em 10 de Março, não posso deixar de, em breve síntese, deixar alguns apontamentos que resultam da minha experiência pessoal de sete anos (2002/2009) na Federação Portuguesa de Atletismo.
As considerações que agora apresento, a título pessoal, dizem respeito unicamente à modalidade Atletismo e foram objecto de divulgação no âmbito dos contributos dados pela FPA no âmbito do Congresso do Desporto, no início de 2006.
No entanto podem e devem ser tiradas ilações sobre a credibilidade da Carta Desportiva Nacional em execução.[Ver o sistema de Informação da Carta Nacional de Instalações Desportivas desenvolvida pelo IDP e ESRI Portugal

Deste modo:

1) Os diversos trabalhos que têm sido feitos na tentativa de procurar localizar e quantificar as instalações desportivas em Portugal padecem de graves falhas na definição das tipologias a considerar e no estado de conservação das mesmas, o que leva a quantificações em área completamente distorcidas da realidade específica e temporal;

2) Essas falhas resultam, fundamentalmente, da total ausência de diálogo e consulta entre o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) e as Federações sobre este tema;

3) Na verdade, tanto os responsáveis do IDP, como o ex-responsável pelo QCA/QREN revelam e revelaram um desconhecimento absoluto e uma enorme desactualização sobre a especificidade das muitas tipologias existentes no Atletismo, e consideram uma única tipologia (pista de atletismo), que não se sabe exactamente o que é;

4) As diversas tipologias de equipamentos destinados ao Atletismo têm características muito diferentes, em função dos objectivos pretendidos; por exemplo, uma pista de 400m à corda e 8 corredores não tem nada a ver com uma pista simplificada de ar livre (ou coberta) nem com uma área especial para lançamentos ou uma pista com relvado sintético que inviabiliza os lançamentos;

5) As tipologias definidas pela FPA estão há vários anos disponíveis no seu “site” www.fpatletismo.pt em “Regulamentos” no anexo ao “Regulamento da FPA para Homologação de Instalações de Atletismo”;

6) Além das diferentes tipologias, não são tidos em consideração o estado de conservação das instalações (muitas estão destruídas), a natureza (muito diversa) dos pavimentos, nem a existência (ou não) do indispensável apetrechamento, sem o qual para pouco (ou nada) servem.

Tanto quanto me tenho apercebido, a incúria do IDP tem levado a que os vergonhosos resultados comparativos tanto entre os referenciais de “quantificação de unidades” como entre os de “área a construir face aos indicadores de referência” e a “área construída” estejam muitíssimo distorcidos e não tenham qualquer valor como base de dados para estudos minimamente sérios.

Em muitas outras modalidades, os dados sobre tipologias e estado de conservação também se encontram muito desactualizados ou são ignorados, o que leva, inevitavelmente, a resultados globalmente sem sentido.

Publicado por JM Meirim em Colectividade Desportiva

(Os sublinhados são da responsabilidade de Ala de Rei).

FIDE impõe quota feminina nas eleições presidenciais

Março 12th, 2010

A FIDE informou hoje que o seu regulamento eleitoral foi alterado na reunião do seu Executive Board Meeting no ano passado (2009), em Halkidiki.

De acordo com as alterações, todos os boletins de voto para as eleições presidenciais de 2010 terão seis pessoas, uma das quais deve ser uma mulher. Eis a redacção aprovada

1.1. The Presidential ticket shall be six persons, one of whom must be a woman. Nominations on the Presidential ticket shall specify the proposed nominees for the offices of President, Deputy President, two Vice Presidents, General Secretary and Treasurer.

In, 0.4. Electoral Regulations (1. The Presidential Ticket)

 

O regulamento eleitoral está disponível aqui.

Já estou a ver esta moda a ser imposta nas federações nacionais!

Desabafo de um anónino no blogue da Susan Polgar:

Good. Now all the useless and corrupt uscf chess politicians like Goichberg, Berry, and Bauer can put together their own slate to go after Ilyumzhinov [o actual presidente da FIDE].

«Relação entre desporto escolar – desporto federado», por Joel Rocha

Março 12th, 2010

O professor Joel Rocha publicou no seu blogue o seguinte texto onde aborda as releções entre o desporto escolar e o desporto federado.

Esta é uma questão importante no desporto em geral mas tem uma indidência especial no xadrez, inde cada vez mais se está a dar importância ao desporto escolar em detrimento do desporto federado em geral.

O artigo é extremamente importante e muito oportuno, porquanto, vem colocar em relevo uma questão quente em que muitos dos intervenientes nos dois planos – escolar e federado – não querem ou não estão à vontade para discutir. Há um objectivo comum – praticar desporto, mas duas modalidades, ou melhor duas vias, dois caminhos, a nível escolar , como diz o autor que apresento,  «uma missão de educação, generalização, recreação e saúde» a nível federado, o «espectáculo e o profissionalismo».

A palavra a Joel Rocha, num artigo que merece cuidada reflexão

As divergências entre o desporto na escola e o desporto no clube reflectem a desarmonia e descoordenação entre dois sistemas que embora devam seguir vias diferentes, concorrem para o mesmo objectivo – o desenvolvimento do desporto nacional (Teixeira, 2007). Na mesma linha de pensamento, Bento (1991), citado por Silva (2006), refere que não há um desporto pedagógico, puro e educativo na escola e outro não pedagógico, impuro e não educativo no clube; não há um desporto bom que se deve escolher e um desporto mau que se deve rejeitar; são impróprias a dicotomia e a oposição entre clube e escola, entre professor e treinador, entre treino e educação. Na mesma linha de pensamento, Constantino (1996) citado por Silva (2006), refere que a escola e o clube são, apenas, dois momentos de um mesmo objectivo e de uma mesma função.

Em suma, cabe a todas as entidades fazer um esforço na mobilização e coordenação dos recursos que lhe são possíveis, no sentido de remover os obstáculos, tendentes a limitar as condições de acesso, das crianças e jovens, ao Desporto Escolar (Silva, 2006).

O Desporto Escolar deve promover um lugar de encontro entre a Escola e a comunidade local, de forma a permitir a participação de todos os parceiros sociais no desenvolvimento das suas actividades (Carvalho, 1987, citado por Silva, 2006). Pensamos assim ser importante o Desporto Escolar estabelecer e manter protocolos de colaboração com clubes, federações, autarquias e entidades públicas ou privadas, no sentido de promover e divulgar as suas actividades, convidando a comunidade envolvente a fazer parte dos projectos de uma escola e/ou Agrupamento. Pinto (2003) refere que a Escola não deve disputar o espaço do Desporto Federado porque não prossegue os mesmos objectivos.

A base de igualdade em que devem assentar as relações entre o sistema desportivo e o sistema educativo não pode ser configurada, unicamente, num quadro de melhoria da qualidade da prática dos alunos, já que a Escola não reclama a tarefa de formar “campeões”. Compete, no universo desportivo português, aos clubes e federações a tarefa de especializar os praticantes, assim como compete, no universo educativo português, a tarefa de proporcionar aos praticantes a prática regular de actividades físicas desportivas orientadas, sem restrição de modalidade. Entendamos assim que existe complementaridade entre o desporto praticado na escola e o desporto praticado fora desta – federado.

A problemática, nesta relação, não está tanto na aceitação de um compromisso entre as duas instituições (já que ambos reconhecem essa inevitabilidade), mas está centrada nas funções que cada uma deve assumir no processo de preparação desportiva da criança e do jovem (Silva, 2006). O desporto na escola, seja qual for o seu modelo organizacional, não pode ignorar o movimento federado sob pena de desenvolver um desporto sem sentido (Teixeira, 2007). Deve o Desporto Escolar ser o espaço potenciador e contributivo para o aluno demonstrar capacidades e “talento” para, a nível do clube ou federação, entrar na elite desportiva. Podendo coabitar num espaço comum (a prática de actividade física regular e orientada), o Desporto Escolar e o desporto federado têm, na sua essência, preocupações distintas.

É necessária uma efectiva política nacional para o Desporto Escolar, não estando dependente de variáveis circunstanciais ou de verbas disponibilizadas pelo Estado. Precisamos de orientações integradoras de desenvolvimento desportivo concreto, que articuladas ao mais alto nível com entidades públicas ou privadas, desenvolvam o plano desportivo nacional.

A diferença entre os dois reside na missão: o Desporto Federado tem como missão o rendimento, o espectáculo e o profissionalismo. O Desporto Escolar deve ter uma missão de educação, generalização, recreação e saúde.

Lido em O pensamento nasce com a dúvida…

O xadrez e o professor de educação física

Março 12th, 2010

«O xadrez vem tendo uma grande inserção nas últimas décadas na educação, pelos benefícios pedagógicos de sua prática, como elemento articulador de atividades multidisciplinares e em ações de integração social», afirma o Prof. Charles Moura Netto (CREF 002293-G/ES).

Pós-Graduado em Treino Esportivo, é coordenador do Laboratório de Xadrez Pedagógico (FARESE) e vice-presidente Financeiro da (CBX) Confederação Brasileira de Xadrez

Segundo ele, «o jogo colabora de forma significativa na conquista da autonomia, princípio alicerce da educação. Ele vem de encontro às atuais diretrizes educacionais ancoradas em concepções do aluno como sujeito histórico, interativo, ativo, produtor de aprendizagem e de cultura, capaz de criar, imaginar, pensar, raciocinar, analisar e agir com autonomia».

«Em especial com a disciplina de Educação Física, o desporto possui uma conotação ímpar no desporto intelectual. Sendo assim, deve ser estimulado com outros desportos predominantemente físicos. Essa característica do xadrez possibilita aos Professores de Educação Física uma grande flexibilidade de ensino e de prática, proporcionando a interação de alunos de diferentes faixas etárias», explica o Prof. Charles que explica que, infelizmente, apesar de todos os benefícios, a oferta do xadrez como disciplina na estrutura curricular das instituições de ensino superior de Educação Física é praticamente nula, com raras exceções, como a Escola de Educação Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). «Isto ocasiona um défice de profissionais com capacitação para ensino e treinamento deste desporto», aponta.

Lido em Xadrez Piraí.

«Os municípios e o desporto profissional», por Maria João Carvalho

Março 12th, 2010

Maria João Carvalho escreveu em Colectividade Desportiva, (6/3), um artigo sobre as implicações do financiamento desportivo pelas autarquias, sobretudo, quando estão em causa competições de natureza profissional. Apresento, de seguida, alguns excertos do seu texto

Esperarmos que os municípios adoptem regras de conduta comuns de forma a responderem uniformemente à questão do financiamento público ao desporto profissional, será o mesmo que esperarmos um contacto marciano em noite de lua cheia.
Pensar-se que «a autonomia e independência do poder autárquico nas opções políticas, no actual enquadramento jurídico, prevalece sempre» no que respeita ao financiamento dos clubes profissionais, é desconhecer a realidade normativa que interdita o apoio financeiro das autarquias locais aos clubes desportivos participantes em competições desportivas de natureza profissional (n.º 2 do art.º 46.º da LBAFD e princípio consagrado igualmente no diploma dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo).
Pressupormos que a problemática da legalidade ou ilegalidade do apoio público é exclusivo do desporto profissional pátrio é voltar as costas a diversas realidades internacionais. (…)

Contudo, existe pouca doutrina acerca desta matéria entre nós, a reflexão e discussão públicas são nulas, e a intervenção política tem-se pautado como um pau de dois bicos: por um lado interdita legalmente o financiamento público ao desporto profissional, mas por um lado vive numa cumplicidade permanente e íntima com os seus agentes e as suas organizações.
Vejamos se o relatório sobre “Competições Profissionais no Sistema Desportivo Português” a ser apreciado no próximo dia 16 em reunião do Conselho Nacional do Desporto comporta algum acrescento, não só para o esclarecimento do que são competições profissionais e de qual é a sua verdadeira realidade, mas também para a elucidação das suas fontes de financiamento.

A Noruega dá garantias económicas para a Olimpíada de Xadrez

Março 12th, 2010
O governo do Reino da Noruega concede uma garantia de 70 milhões de coroas norueguesas para as planeadas Olimpíadas de Xadrez de 2014 em que Tromsø é uma cidade candidata.

O Ministro da Cultura, Anniken Huitfeldt, afirmou num comunicado publicado no sítio do Ministério que o Xadrez é um grande desporto e o governo disponibiliza o seu apoio para fortalecer as hipóteses da cidade de Tromsø ganhar a candidatura às Olimpíadas de Xadrez de 2014.

70 milhões de coroas norueguesas (€ 8.300.000,00) cobrirão mais de metade das esperadas despesas suportadas para atrair cerca de 1,400 xadrezistas e restantes membros das comitivas do mundo inteiro.

A decisão final sobre a cidade vencedora que acolherá as Olimpíadas de Xadrez de 2014 será tomada este ano, no Congresso da FIDE, a decorrer em paralelo com as Olimpíadas de Xadrez, na cidade siberiana da região autónoma de Khanty-Mansiysk.

«É preciso restaurar a ordem» afirma o GM Anatoly Karpov que pretende concorrer à presidência da FIDE

Março 11th, 2010

O sítio russo e3 e5,  que cita a agência SarInform, informa que o GM Anatoly Karpov (RUS) , ex-campeão mundial de xadrez irá formalizar a sua candidatura à Presidência da FIDE. «É necessário restaurar a ordem», afirmou o 12º campeão do mundo no pasado dia 1 de Março.

«É necessário restaurar a ordem», disse Karpov. «Os problemas com o Campeonato do Mundo, o calendário, as mudanças das decisões, alterações durante um ciclo, isto nunca tinha acontecido. Além disso, o prestígio do Campeonato do Mundo deverá regressar ao seu modelo antigo».

As eleições presidenciais terão lugar durante a Assembleia Geral do Congresso da FIDE, que decorrerá durante as 39ª Olimpíadas de Xadrez em Khanty-Mansiysk, em Setembro deste ano. As nomeações para Presidente da FIDE deverão ser entregues no Secretariado da FIDE até 3 meses antes da abertura da Assembleia Geral [que tem início no dia 19/9]. Para ser eleito, cada candidato deverá ser nomeado pela sua federação. A Federação de Xadrez Russa ainda não nomeou oficialmente Anatoli Karpov como seu candidato.

Depois de Bessel Kok ter falhado a sua tentativa de ganhar as eleições à presidência da FIDE durante as Olimpíadas de Turim, em Maio de 2006, Karpov será outro grande nome na luta contra o actual presidente da FIDE Kirsan Ilyumzhinov.

Karpov nunca escondeu a sua insatisfação com a política de Ilyumzhinov. No início da conferência de imprensa do match de rápidas e semi-rápidas em Valência, no ano passado, ele e o seu velho rival Garry Kasparov tiveram a oportunidade de criticar severamente a FIDE.

Ultimamente Karpov tem estado ocupado nos negócios e na política. É membro do parlamento russo desde 2005. Actualmente joga poucos torneios por ano.

Não sei se o GM Anatoli Karpov será o tipo de presidente que a FIDE precisa no momento presente, mas tendo em atenção o actual detentor do cargo, Kirsan Ilyumzhinov e a forma como tem gerido a federação internacional aparentemente qualquer opositor será bem vindo.

A notícia pode ser lida em chessvibes,

 

Entretanto pode ler-se em The Chess Drum que

The current President Kirsan Ilyumzhinov ran in 2006 on the platform of unifying the World Championship and providing more visibility for professional chess. While the championship cycle had been mended with the ascendancy of Viswanathan Anand, the process was fraught with a number of midstream changes. Ilyumzhinov and his cabinet are also responsible for a number of unpopular changes including the “no tolerance” rule.

It is not clear what Karpov’s platform will be, but leading up to the 2010 Olympiad in Siberia, he will certainly have one laid out. It is ironic that an interesting interview can be found on the Chess Fidelity site that Ilyumzhinov used for his campaign. Karpov predicted that Ilymuzhinov’s chances were 100%. In this interview Karpov talked about his championship days, Bobby Fischer, his FIDE candidacy in 2005. In that view he made some interesting comments about the FIDE elections.

 

A ideia que Karpov tem de «restaurar a ordem e o prestígio na FIDE» parecer ser um bom augúreo. Será?

«Desporto de Alto Rendimento e Sucesso Escolar. Análise e estudo de factores influentes no seu êxito»

Março 11th, 2010
Os investigadores Vítor Zenha, Rui Resende (do Inst Superior da Maia) e A. Rui Gomes (do Inst Educação e Psicologia, da Univ do Minho) efectuaram uma investigação sobre o Desporto de Alto Rendimento e Sucesso Escolar. Análise e estudo de factores influentes no seu êxito.

Resumo:

As exigências a que os atletas de alta competição são submetidos quer ao nível do processo de treino, quer ao nível das prestações desportivas, criam-lhes diversas dificuldades sendo, por vezes, muito difícil conciliar as actividades educativas e a prática desportiva. Infelizmente, em Portugal não existem muitos estudos sobre esta temática junto de atletas com estatuto de alta competição.

Este estudo procura colmatar esta lacuna, analisando o modo como os atletas gerem e percepcionam a sua carreira escolar e desportiva. Assim, participaram neste trabalho 79 atletas com estatuto ou em percurso de alta competição, tal como definido pelo Instituto do Desporto de Portugal.

Alguns dos principais resultados obtidos evidenciaram a importância dada pelos atletas a uma boa organização do tempo e aos métodos de estudo enquanto factores promotores do bom rendimento académico. Pelo lado inverso, o pouco tempo de descanso e a falta de estímulo/motivação foram os factores mais referidos para o insucesso escolar.

Mais de metade dos participantes consideraram que não seriam melhores atletas se não estudassem e praticamente metade da amostra também referiu que não seria melhor aluno se não competisse ao mais alto nível.

No final, são apresentadas algumas implicações práticas deste estudo. 

 

O artigo foi publicado pela Editorial Y Centro de Formación Alto Rendimento da Corunha (Espanha) e foi disponibilizado pela Universidade do Minho. 

FIDE: «Comunicado Importante sobre as Olimpíadas de 2010»

Março 10th, 2010

A FIDE emitiu, no passado dia 20 de Fevereiro, um Comunicado Importante sobre as Olimpíadas de Xadrez de 2010 que se realizam em Khanty-Mansiysk (Sibéria) de 19 de Setembro a 4 de Outubro de 2010.

Important Announcement about 2010 Olympiad

FIDE and Organizing Committee of Khanty-Mansiysk would like to bring to federation’s attention some important facts and dates regarding the coming Olympiad and FIDE Congress

Please note that this is preliminary information. The official invitation will be sent to federations on April 20th according to the Olympiad Regulations.

O documento continua.

 

A comunidade xadrezista ignora por completo como vai decorrer a participação das selecções nacionais (absoluta e feminina) de Portugal nas Olimpíadas.

Ainda está muito presente o que aconteceu nas Olimpíadas de Dresden em 2008 e tudo o que se lhe seguiu.

O Regulamento de Representações Nacionais tão polémico continua por alterar um ano e meio depois e as personagens que estavam à frente da FPX estão todos por aí.

A FPX disponiblizou no Orçamento para 2010 a verba de €  7.000,00!

É minha intenção fazer  antecipadamente uma exposição ao secretário de Estado do Desporto alertando-o, com documentos  comprovativos, para que o que aconteceu em 2008 não se repita. Há dois anos o xadrez ficou calado, em 2010 tudo será do domínio público!

A Federação Portuguesa de Xadrez – uma associação de direito privado com estatuto de utilidade pública desportiva - tem de informar e prestar contas aos seus associados sob pena de violar o cumprimento do Regime Jurídico das Federações Desportivas e os Estatutos da FPX.

E o secretário de Estado da Juventude do Desporto e o presidente do IDP ficarão a par dos acontecimentos, nem que seja pela comunicação social.

A FIDE divulgou a nova regulamentação antidoping no xadrez

Março 10th, 2010

A FIDE emitiu um comunicado   no qual informa ter aprovado a nova regulamentação sobre o doping e o controlo anti-doping proposto pela Comissão Médica da FIDE.

Estas alterações produzem efeitos a partir de 1 de Julho de 2010.

A FIDE  aceitou as recomendações da Agência Mundial Antidopagem (AMA) constantes do Código Mundial Antidopagem de 2009. 

Descarregar o documento FIDE Anti-Doping Regulations (em formato pdf).

Ler o artigo publicado em Chessdom sobre esta matéria.

Movimento ProTénis recorre ao secretário de Estado do Desporto para obter informações que a Ass Ténis Porto se recusa a fornecer

Março 10th, 2010

Findo o prazo disponibilizado à Associação de Ténis do Porto para esclarecer:

  • Em que condições a Associação de Ténis do Porto de encontra inscrita na Federação Portuguesa de Ténis desde que a actual Direcção concluiu o seu segundo mandato?
  • Em que condições a Associação de Ténis do Porto votou os novos Estatutos da Federação Portuguesa (documento aprovado por unanimidade) em Assembleia Geral de 20 de Junho de 2009?

e confrontados com a total ausência de notícias, o Movimento ProTénis2010 informa publicamente que vai reportar de imediato o processo ao Exmo. Senhor Secretário do Estado do Desporto, Dr. Laurentino José Monteiro de Castro Dias, como solicitar a respectiva intervenção no intuito de impor o cumprimento dos estatutos a todas as instituições que directa ou indirectamente usufruem de dotações provenientes dos cofres do Estado.

Iremos ainda solicitar ao Exmo Senhor Secretário do Estado do Desporto a gentileza de nos fazer chegar, através da Federação Portuguesa de Ténis, a informação que a Associação de Ténis do Porto se negou facultar.

Movimento ProTenis

Xadrez e Aprendizagem nas escolas de Chaves

Março 10th, 2010

O Jardim Escola João de Deus, em parceria com A Casa da Matemática, está a desenvolver um projecto que tem por objectivo melhorar o desempenho escolar dos alunos através da prática do jogo dos reis.

Além de poder despertar campeões, estudos comprovaram que os jovens apuram o raciocínio e melhoram de maneira sensível o rendimento na escola. Para jogar bem é preciso utilizar o raciocínio lógico e muita estratégia. E é desse processo que os professores conseguem tirar proveito, sobretudo na área da matemática.

Ensinar as crianças a jogar xadrez tem-se mostrado um importante complemento na formação dos alunos, pois, a sua prática para além de ajudar o desenvolvimento de habilidades do raciocínio lógico, da criatividade e da concentração também ajuda a integrar e socializar os jovens. É um jogo em que todos podem participar.

Em dom de verdade, o xadrez, não é visto como um jogo mas como uma disciplina e ferramenta, para o crescimento cognitivo, social e comportamental.

Assim sendo, todas as semanas, o monitor, Luís Camoesas, certificado pelo Instituto do Desporto de Portugal e membro da Federação Portuguesa de Xadrez, leva aos alunos do Jardim Escola toda a sua experiência e arte no domínio deste jogo/ciência milenar.

Lido em A Voz de Chaves. Ler mais na página da AX Vila Real.

Blogue “O Xadrez de Alice”

Março 10th, 2010

Era uma vez… Alice no País da Páscoa

As crianças contam as horas para o grande dia. Procurar o Ovo, reservado a cada um pelo misterioso coelhinho, implica prosseguir rumo à singela descoberta. O caminho é conduzido por olhos brincantes que percorrem os cantos da casa, outra casa, agora renovada. Para todas as pessoas, que transformam-se reinventando o curso da vida, a Páscoa representa a passagem para o que se deseja; tempo que surpreende, ao despertar ingênuos sentimentos.

A vida parece agradecer, recebendo os impulsos vindos de onde moram os sonhos. A época merece ser celebrada e, por isso, nesse mês encantador, a Origem homenageia, com o jogo Xadrez de Alice, as aventuras da menina curiosa, que traz, da literatura, os incríveis lugares reservados às peripécias da pequena, grande Alice. Baseado no livro de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, o jogo encanta o olhar, envolvido, e por que não dizer, comovido, com o percurso das peças representadas por personagens da história.

A protagonista Alice assume o papel da rainha, o Bispo apresenta-se como o inesquecível Chapeleiro Louco e a Torre é comandada pela sedutora dupla Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, os gêmeos hiperativos da história. A eterna aventura de Alice faz a ponte com o imaginário, colorindo as formas de estar no mundo. Um encontro com a incessante busca por recriar a Origem dos nossos sonhos!

Lido em O Xadrez de Alice.

«Laurentino, o futebol e a borracha» por Prof. José Manuel Meirim

Março 9th, 2010

O Prof. José Manuel Meirim, publicou no passado domingo, no Público, o seguinte artigo onde aborda as incongruências do actual secretário de Estado da Juventude e do Desporto no cumprimento da legislação que ele próprio criou para o futebol e por arrastamento para as restantes modalidades.

1. Em Janeiro de 2009, entrou em vigor um novo regime jurídico das federações desportivas, diploma que, em alguns aspectos, criticámos asperamente. Pacífico é que tais normas, em termos de intervenção pública no desporto federado, não têm paralelo no passado democrático.

Não voltaremos hoje a repetir o que dissemos, aqui e noutros locais, a respeito desse diploma. Nem vamos aborrecer o leitor com as posições que o Governo, ao longo de 2009, foi tomando quanto à obrigatoriedade de as federações desportivas existentes adaptarem os estatutos às novas normas legais. Também sobre isso aqui fomos dando conta.

2. O nosso tema hoje é o da utilização indevida da borracha por parte de Laurentino Dias. Em certa medida, concretizamos, uma vez mais, o que comunicámos, a convite desse governante (e na sua presença) deste infeliz país, aquando do Congresso do Desporto, em Lisboa, no dia 10 de Janeiro de 2006 (A utilidade da borracha no sistema desportivo nacional).

3. De acordo com o Estado – não é essa a nossa leitura -, a Federação Portuguesa de Futebol encontra-se, desde 27 de Julho de 2009, numa situação de incumprimento do dever de adaptar os estatutos à nova lei.

Dessa data até às eleições legislativas, à parte uma acção de propaganda, que ocorreu a 13 de Agosto, nada se passou. E a FPF lá foi convivendo alegremente com a (pretensa) ilegalidade de que o Governo a acusava.

4. Enlevado porventura pela época natalícia, Laurentino Dias veio, no dia 17 de Dezembro, conforme noticiado pela imprensa, afirmar o seguinte: «[...] irei aguardar até final de Fevereiro de 2010 para que todas estas situações estejam regularizadas», por entender que «deve existir da parte do Governo alguma margem para compreender e tolerar as dificuldades com que as federações se têm confrontado».

Mais. Laurentino Dias revelou ainda já ter recebido o inquérito que mandou fazer em Setembro à FPF, «tendo em mão uma proposta do IDP no sentido da aplicação da suspensão de utilidade pública, à qual ainda não deu provimento». E avisou: «Decidi não aplicar, para já, qualquer sanção nos termos da lei, mas, se chegarem ao fim de Fevereiro sem estatutos aprovados e adequados ao regime jurídico, não terei outra solução se não accionar o mecanismo da perda de utilidade pública».

5. Hoje é dia 7 de Março de 2010 e parece que a 16 será recolhido um parecer do Conselho Nacional do Desporto. Ver-se-á o que a seguir Laurentino Dias decidirá, embora não seja difícil visionar que irá castigar os “pecadores” (as associações de futebol) e inocentar o “justo”, a Federação Portuguesa de Futebol.

Não é de supor que mantenha a omissão do cumprimento (confessada publicamente), agora porventura justificada pela próxima visita papal.

6. Por último, se o regime jurídico das federações desportivas teve como motivo dominante a FPF – arrastando todas as outras federações para uma filosofia e um modelo ditado pelas ideias (?) do Governo (?) sobre a organização do futebol -, e esta não cumpre e Laurentino Dias não sanciona ou sanciona cirurgicamente, não seria bem melhor jogar mão da borracha e apagar as normas legais em vigor (?) neste infeliz país?

Lido em Público.

A falta de democraticidade e de informação na Associação de Ténis do Porto

Março 8th, 2010

Recebi do Movimento ProTénis2010 o seguinte documento, que pela sua importância passo a divulgar. Este vem na sequência da informação aqui disponibilizada em 18/2.

Considerando o teor das duras críticas lançadas pelo Senhor Adolfo Oliveira (ex-director AT Porto e ex-candidato à Presidência da Federação Portuguesa de Ténis) à actual Direcção da Associação de Ténis do Porto, o Movimento ProTénis2010 entendeu promover o esclarecimento público desta matéria, tendo para tal informado a parte visada no processo a 2 de Fevereiro de 2010 e disponibilizado o seu website para a publicação do contraditório.

Neste documento, informamos a ATPorto que “O pouco tempo de existência do projecto ProTénis2010 foi suficiente para nos tornar ainda mais convictos de que a melhor forma de servir os nossos propósitos passa pelo distanciamento pessoal das instituições que integram o Dirigismo”.

Ver conteúdos publicados conteúdo da tag atporto em mpt2010: http://www.protenis2010.org/tag/atporto/

No dia imediatamente a seguir, a Direcção da Associação de Ténis do Porto acusa a recepção da nossa informação como condiciona o acesso à informação pretendida à presença do Movimento ProTénis2010 em data de reunião de Direcção.

O acto de disponibilizar um espaço para publicação do contraditório não confere ninguém o direito de condicionar o que quer que seja!

Ou se faz uso da oportunidade, ou se prescinde… Simples!

A 19 de Fevereiro o Movimento levou o processo ao conhecimento dos Clubes que compõem a respectiva Associação e a 22 junto do Instituto do Desporto de Portugal. O objectivo desta de forçar a AT Porto ao esclarecimento público o seguinte:

Estatutos da Associação de Ténis do Porto:

CAPÍTULO QUARTO (DOS CORPOS SOCIAIS)
Secção I (Em Geral)
Artigo 13º

Os Corpos Sociais são eleitos em Assembleia Geral por um mandato de quatro anos, coincidente com o ciclo olímpico, renovável até ao limite de dois mandatos sucessivos.
(alteração aprovada em Assembleia Geral de 14 de Maio de 1999).

sendo que a actual Direcção é composta pelos mesmos Elementos que concluíram o segundo mandato em início Junho de 2009,  gostaríamos de saber:

* Em que condições a Associação de Ténis do Porto de encontra inscrita na Federação Portuguesa de Ténis desde que a actual Direcção concluiu o seu segundo mandato?

* Em que condições a Associação de ténis do Porto votou os novos Estatutos da Federação Portuguesa (documento aprovado por unanimidade) em Assembleia Geral de 20 de Junho de 2009?

Associação de Ténis do Porto encontra-se actualmente sedeada em instalações disponibilizadas gratuitamente pelo Estado (edifício do Instituto do Desporto de Portugal do Porto) assim como recebe dotações provenientes dos nossos impostos por via da Federação Portuguesa de Ténis. Se assim é, com que direito se condiciona informação a Cidadãos que pretendem certificar que determinada Associação por si financiada opera em conformidade com os respectivos estatutos?

Resposta simples mas complexa ao que parece, Senhor Doutor António Paes de Faria…

 

Confrontados com o silêncio e após debate interno, o movimento entendeu levar o processo ao conhecimento do Exmo. Senhor Secretário de Estado do Desporto, admitindo como possível estendê-lo ao Ministério Público, Exmo. Senhor Primeiro Ministro e Exmo. Senhor Presidente da República.

Não iremos no entanto avançar com esta iniciativa sem disponibilizar um prazo de 48 hora a contar das 0.00 horas da próxima segunda-feira dia 8, por forma a permitir à actual Direcção Associação de Ténis do Porto apresentar-se por escrito perante o Movimento ProTénis2010 com respostas concretas às questões apresentadas.

(Os sublinhados são da responsabilidade de Ala de Rei).

A falta de disponibilização de informação é um mal comum  – um verdadeiro vírus – que contamina o nosso dirigismo desportivo. Uma vez eleitos julgam-no no direito de fazerem o que entendem do cargo para que foram eleitos.

Manual do Dirigismo Desportivo Português uma «Breve Introdução ao Xico-Espertismo Lusitano»

Março 8th, 2010

A todos aqueles que aspiram a singrar no dirigismo desportivo nacional e na Federação Portuguesa de Xadrez e nas outras porque não, apresento a seguinte, interessante e, porventura, oportuna obra: o Manual do Dirigismo Desportivo Português.

Entretanto, podem ler uma abordagem de Nelson Santos no blogue desBlogueadordeconversa. Embora publicado naquele blogue em Outubro de 2009, um Zé amigo, a quem agradeço reconhecido, entendeu muito útil fazer chegar aos queridos dirigentes do xadrez. Em boa hora o faz.

Permito-me, com o devido crédito ao seu autor, destacar os três primeiros pontos dos seus comentários nesta «Breve Introdução ao Xico-Espertismo Lusitano», como chama:

  1. Manter por perto meia dúzia de jornalistas “amigos” que possam sempre transmitir e interpretar as suas declarações de modo que lhe dê mais jeito;
  2. Possuir um cão-de-fila, um nº 2 competente e discreto, capaz de fazer o trabalho sujo sem que você possa ser directamente envolvido no mesmo;
  3. Falar amiúde de “forças ocultas” que têm como objectivo apenas afastá-lo do cargo, denegrir a sua imagem e/ou prejudicar o seu trabalho. O motivo principal para tal deverá ser atribuído à inveja que têm de si;

ler o resto.

“Diário de uma Rainha de Xadrez”

Março 8th, 2010

Saiu há cerca de dois meses a versão inglesa da Autobiografia da Campeã Mundial de Xadrez Feminino Alexandra Kosteniuk (Autobiography of Women’s World Chess Champion Alexandra Kosteniuk), que inclui 64 partidas comentadas pela própria Grande-Mestre..

É uma obra de carácter autobiográfico e introspectivo que contém as crónicas da Campeã Mundial de Xadrez Feminino Alexandra Kosteniuk até atingir o topo do xadrez mundial. Tem uma introdução do GM Anatoly Karpov.

Drawing from personal diaries kept during her youth, Kosteniuk takes the reader from the very dawn of her career as a child star in Russia, through triumph and disappointment, and finally to the pinnacle of success on the black-and-white battlefield. Along the way, we are treated to much more than an inside look into how a grandmaster approaches the royal game: we also learn the unique challenges posed to a young woman pulled at once by the diverging demands of professional chess, the glamour of the modeling lifestyle, and the joys of love and family life.

Part memoir and travelogue, part game collection, Diary of a Chess Queen features a selection of 64 annotated games with a wide range of world-class competitors, including super GM Sergey Karjakin and former women’s world champions Zhu Chen and Antoaneta Stefanova.

Fashion model, wife and mother, Alexandra Kosteniuk became the European Women’s Chess Champion in 2004 and the Russian Women’s Chess Champion in 2005, then prevailed in the final match for the Women’s World Championship in 2008.

(by Back Jacket)

Mais informações em chessqueen e Alexandra Kosteniuk’s chessblog.

A Amazon disponibiliza as opiniões de leitores que classificaram o livro de Kosteniuk com 5 . Desconhece-se se irá ser traduzido para português.

Estreia hoje “Alice no país das maravilhas”

Março 5th, 2010

O Expresso traz uma reportagem e o trailer do filme. Saber mais em .

IDP diz que FP Artes Marciais «não cumpre requisitos» para obter financiamento estatal

Março 5th, 2010

Na sequência da notícia publicada aqui sobre os três atletas que vão representar Portugal no Campeonato da Europa de Kung Fu o IDP veio esclarecer 

O Instituto do Desporto de Portugal (IDP) disse hoje [ontem]que a Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas (FPAMC) não tem estatuto de utilidade pública desportiva, daí que não seja comparticipada a presença portuguesa no Europeu de kung fu.

Segundo o organismo estatal, a FPAMC, entidade que tutela a modalidade no nosso país, não entrega, desde 2004, os documentos necessários para que seja comprovada o estatuto de entidade pública desportiva.

«A referida federação não solicitou qualquer apoio ao IDP. E, mesmo que o tivesse solicitado, não seria acolhido, porque desde 2004 que não cumpre os requisitos necessários para obter qualquer financiamento por parte do Estado», referiu à Lusa fonte oficial do IDP.

Segundo o IDP, o último contrato programa estabelecido entre o organismo e a FPAMC, data de Maio de 2003. Posteriormente o IDP enviou pedidos de esclarecimento sobre a execução de mesmo, que não terão sido respondidos por parte da FPAMC.

Lido em O Jogo.

 

Afinal, o que é que estava à espera a FPAMC quando não cumpre os requisitos nem responde aos ofícios?

Grandes eventos desportivos têm efeitos negativos para populações

Março 5th, 2010

De acordo com o DN que cita um despacho da agência LUSA

A organização de eventos desportivos como os Jogos Olímpicos e Mundiais de futebol, são uma oportunidade para impulsionar o direito à habitação digna, mas os efeitos negativos sobre populações e cidades são “alarmantes”, indica um relatório da ONU.

Nacional da Madeira impugna Torneio de Infantis

Março 5th, 2010

O Torneio Regional de Infantis de futebol de 7 está envolto em polémica.

O Nacional decidiu impugnar a prova em virtude de não concordar com a exclusão da sua formação C das meias-finais do evento. A equipa C alvinegra conseguiu garantir a qualificação para esta fase adiantada da competição, mas a AFM entendeu que só uma equipa por clube pode discutir o título.

Visto que o Nacional A também se qualificou, foi o Nacional C a ficar privado de disputar o ceptro.

O departamento jurídico do clube nacionalista já enviou uma exposição à AFM a dar conta da sua discordância alegando que os regulamentos da prova não contemplam nenhuma alínea sobre o assunto.

Rui Mâncio, director técnico da AFM, tem opinião contrária. «Estamos a falar de um regulamento específico, que é diferente do geral. Está regulamentado que na 1.ª e 2.ª fase equipas do mesmo clube não se podem defrontar. E na 3.ª fase há a possibilidade dos clubes fazerem uma selecção para disputar o título. Não seria bom para o desenvolvimento desportivo dos atletas que a final, por exemplo, fosse Nacional contra Nacional», exemplifica. De qualquer forma deixa a apreciação do caso para o Conselho de Disciplina da AFM.

Lido em netMadeira.

Conselho Nacional do Desporto reune para apreciar as alterações estatutárias das federações desportivas

Março 5th, 2010

 

O Conselho Nacional de Desporto (CND) reúne-se dia 16 de Março para apreciar as alterações estatutárias das federações desportivas e a situação concreta da FPF, devendo retirar o estatuto de utilidade pública às associações distritais.

Em causa está a exigência de adequação dos estatutos das federações desportivas ao novo regime jurídico, sob pena do Governo retirar às que assim não procederem, o estatuto de utilidade pública de que gozam, com todas as consequência daí inerentes, designadamente a anulação de contratos-programa, de subsídios e protocolos, de representatividade das respectivas selecções, da oficialização dos campeonatos etc. (…)

Resta saber se dessa reunião do CND [ver composição] sairá uma recomendação no sentido do Governo assumir uma posição intransigente e musculada ou se, pelo contrário, haverá condescendência para que os prazos sejam alargados.

Lido em Sapo Desporto.

Valerio Piro, sacerdote italiano, representa oficiosamente o Vaticano no Campeonato Europeu de Xadrez [Croácia 2010]

Março 4th, 2010

Da anatemi del Medioevo a torneo con benedizione cardinal Sepe

«Aceito comouma ocasião para uma mudança cultural e se vencer qualquer partida dedico-a a Jesus que me deu a oportunidade de participar».

 

Valerio Piro, um sacerdote de Nápoles (Itália) de 36 anos, será o primeiro religioso a participar num Campeonato Europeu de Xadrez. Inscrito na Federação Italiana de Xadrez e com o apoio dos seus paroquianos – «sono contenti» - participará no  Eurpeu que se disputa de 5 a 18 de Março, em Fiume (Croácia). É o 371º, com 2069 de Elo Fide, entre os 420 inscritos.

Valerio, pároco de Boscotrecase, partiu com a autorização do bispo, o Cardeal Sepe, representando oficiosamente o Vaticano.

O xadrez foi banido da Igreja no ano 1000 por ter sido considerado «instrumento do pecado». No entanto, Valerio Piro considera que

«Quello degli scacchi è un gioco d’intelligenza molto educativo, che però affronto con la massima serenità. La mia prima e unica missione, infatti, resta il servizio pastorale a favore dei giovani: in questa “competizione” ho già vinto la medaglia d’oro».

 

Ler o artigo de Marco Caiazzo em la Reppublica. Mais informação em adnkronos.

Agradeço ao amigo João Cordovil e a Adolivio Capece, director da revista L’Italia scacchistica, a publicação desta informação no Ala de Rei.

Greetings from Italy!
 
A nice curiosity about the European Individual Men and Women’s Chess Championship in Rijeka.
 
For the first time, there will be a ‘priest’ to represent – unofficially – the State of Vaticano. Unofficially because Vaticano is not (yet) affiliated to FIDE.
 
The name of the priest who will partecipate to the European Championship is Don Valerio Piro, from Neapolis; he got the formal authorization from Cardinal Sepe (note that Cardinal is more than Bishop; the Cardinal reports directly to the Pope).
 
Don Valerio
is candidate-master for the Italian Chess Federation.
Officially he is registered as Italy, but he will play with the flag of Vaticano. This is the first partecipation of a representative of the little State that is not afffiliated to FIDE. But only for the moment, as there are many priest that are good chessplayer.
 
Historically, the first (important) was Ruy Lopez – the inventor of the famous opening. The last one is William Lombardy, assistant of Bobby Fischer.
 
There is the idea to organize a championship for ‘ecclesiastics’ (priests, friars, monks, nuns), then there will be the possibility to create a Chess Federation of the state of Vaticano. So may be that it will be possible to see a team fom Vaticano also in the Olympiads.
 
The news had a good interest in the Italian newspapers and press agency. Please find enclosed the links (sorry, but the articles are in Italian!).
Please note that the most important ‘catholic’ newspaper, Avvenire, dedicated a complete page to the news.
 
Thanks and best regards!
Adolivio Capece

 

Adolivio Capece, director da revista italiana L’Italia scacchistica, tem o artigo Scacchi, i santi in gioco publicado no jornal católico Avvenire.

Estou igualmente grato a A. Capece que no passado muito amavelmente me fez chegar um exemplar da revista que edita e que tinha publicado um artigo sobre Damião português.

Atletas portugueses obrigados a pagar despesas para participar em Campeonato da Europa

Março 4th, 2010
Os três atletas que vão representar Portugal no Campeonato da Europa de Kung Fu, a disputar entre 6 e 14 de Março em Antalya, na Turquia, vão ter de pagar todas as despesas inerentes à sua participação neste torneio internacional.

A Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas (FPAMC), que no nosso país tutela a modalidade, não recebeu qualquer subsídio por parte do Instituto de Desporto de Portugal [IDP], e, por isso, não poderá custear a viagem dos atletas: Margarida Santos, Gonçalo Pinto e Vasco Ferreira.

«Apesar de sermos uma federação com o estatuto de utilidade pública desportiva, não temos recebido apoios do Estado. Conseguimos liquidar as quotas com as Federações Internacionais, numa verba de cinco mil euros, mas não nos foi possível comparticipar a viagem da comitiva», explicou à agência Lusa, Paulo Araújo, presidente da FPAMC.

Perante este cenário, o líder da federação confessou que tinha apenas duas hipóteses: «ou falhávamos a presença neste Europeu, ou, então, punhamos à consideração dos atletas apurados serem eles a assumir as despesas».

Assim, do lote de seis atletas que atingiram os mínimos para participar no torneio, apenas três tiveram condições financeiras para assegurar a participação.

«Havia outros que até tinham possibilidades económicas para assumir os gastos, mas como ainda não adquiriram a qualidade técnica para poder representar o país, limitamos a participação a apenas três atletas», confessou o presidente da FPAMC, que tal como o seleccionador Nacional, José Machado, também vão pagar do seu bolso esta participação no torneio.

Paulo Araújo lembrou também que «sempre que Portugal participou nos campeonatos do Mundo e da Europa da modalidade teve sempre atletas medalhados».

Lido em TSF.