Reacções à composição da selecção feminina às Olimpíadas 2008

Tou mesmo confuso...Como era de esperar começam as reacções à composição da selecção nacional feminina às Olimpíadas de Dresden 2008, na Alemanha.

 

Todos os comentários efectuados com urbanidade, serão divulgados, desde, é claro que não sejam obscenos nem ponham em causa a dignidade e a honra. Mas crítica é crítica e nem sempre ela nos é favorável, sobretudo, quando nos pomos a jeito.

 

A Casa do Xadrez já se pronunciou sobre esta matéria, já de si polémica, mas que este ano promete. Agora começou no fórum LusoXadrez. Tiago questiona-se: 

não percebo por que é que 9.ª da lista foi, relativamente à quinta jogadora da selecção, a primeira a cumprir todos os critérios.

Alguém tem uma ideia?

Será que a Maria Armanda foi a primeira jogadora a aceitar a convocatória e preencher o último lugar disponível? (que não é o que diz a nota divulgada pela FPX). 

A cidade do Porto com o Nacional Feminino (14.Julho.2008)

 

Porto, 14/7/2008

Gostei de ver esta fotografia [DR Xadrez vigoroso], a lembrar-me que não passo pelo Porto há alguns anos.

Qual é a melhor maneira de aprender xadrez?

Qual é a melhor maneira de aprender a jogar xadrez? Perguntava Mike Griffin no passado dia 9 de Julho no Boylston Chess Club Weblog.

David Dymond was asked that question by a new player and responded in above fashion when the BCF was on Clarendon Street. And for most chess hobbyists, this is probably what we do most of the time. We study in the way that motivates us. Looking here, picking there, avoiding end game study at all costs. Usually we end up spending too much time and money on opening books. But if we have time to invest we will get better.

Ler o artigo em What is the best way to learn chess?

Influência da proveniência na cultura desportiva dos jovens

João Pimentel e Paulo Nunes, ambos da Esc Sup de Educação de Viseu, publicaram na revista Estudos, sobre Pedagogia do Desporto, 7, o artigo Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens, no qual defendem que

 

A educação da criança inicia-se ainda no meio familiar, aí se integram várias dimensões educativas: cognitivas, afectivas, sociais e motoras. Até ao início da educação formal, toda a actividade formativa e a estruturação do comportamento motor é da responsabilidade da família. Quando entra para a escola, passa a ter um acompanhamento educativo especializado, cabendo a educação motora e do próprio corpo à disciplina de Educação Física.

 

O Min. da Educação determina que o programa de Educação Física seja igual em todas as escolas, através de um modelo de programa que contém duas partes distintas de matérias; uma parte é comum a todas as escolas e anos de escolaridade; a outra consiste em modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente pelo grupo de Educação Física.

 

A parte comum, que se refere basicamente às modalidades desportivas tradicionais e podem ser praticadas em todas as escolas, garante, não só a necessária homogeneidade do currículo a determinado nível de desenvolvimento, mas também a atribuição a cada escola dos meios necessários ao desenvolvimento dessas matérias.

 

As modalidades desportivas alternativas, a adoptar localmente, permitirão o aproveitamento das características próprias ou condições espaciais existentes em cada escola e na respectiva região.

 

(…)

 

O conhecimento das preferências e das rejeições das diferentes modalidade desportivas por parte dos alunos é fundamental para garantir a motivação e, em consequência, a aprendizagem e performance desportivas, já que estas são determinadas sobretudo pela intensidade e características da motivação e, como refere Cratty, «a motivação muda de actividade para actividade».

 

Um cantinho em Mesão FrioSe os alunos praticam modalidades de sua livre escolha, sentir-se-ão mais motivados o que leva a um intenso empenhamento na prática e, em consequência, a uma maior aprendizagem dessas modalidades desportivas. Ao contrário, a prática de modalidades desportivas de que não se goste desmotiva o aluno e reduz a intensidade e persistência do seu empenho, o que afecta a qualidade de execução e a aprendizagem das mesmas.

 

In Introdução de Influência da Proveniência na Cultura Desportiva dos Jovens

Jogadores de xadrez de Portugal

Alguém já viu que existe uma entrada na Wikipédia com indicação de 12 artigos sobre jogadores de Portugal, que, no essencial, segue o ranking conhecido, mas inclui um personagem curioso, um tal ”Pedro Damião de Odemira“.

Não o conheço pessoalmente, mas o nível deste nóvel jogador, pela sua proveta idade, 496 anos, deve ser interessante, pela sua veterania e pelo seu Tratado, que entretanto, foi editado no nosso país. Este emigrante, havia já editado a sua obra em Roma, nos idos de 1512, mas um ilhéu de nome Nuno Sá resolveu mostrar que em Portugal também se gosta de xadrez.

Comentários a este notícia são bemvindos.

“Mate de Bodem”

É com prazer que recebo e divulgo as informações e notícias que Ignacio García Heras (Vicepresidente segundo Ateneo de Cáceres) me envia. Grato por isso. Aqui vai a sua última mensagem:

Samuel Standidge Boden (1826-1882),  Fue uno de los mejores jugadores ingleses de su época. Jugo un match contra Paúl Morphy en Londres 1858, donde solo pudo obtener una victoria, y precisamente dando un recital con su pareja de alfiles, tres tablas por seis derrotas.

Veamos a través de partidas de clásicos y estudios de posiciones el famoso “Mate de Bodem” en el siguiente enlace.

Letícia Wierzchowski, lança ‘Era outra vez um gato xadrez’

Li no jornal Correio da Bahia que a escritora brasileira Letícia Wierzchowski, autora de ‘A Casa das sete mulheres’, lança ‘Era outra vez  um gato xadrez’.
O bichano queria porque queria mudar de cor. Não gostava de chamar atenção, mas com aquela pelugem excêntrica acabava sendo alvo freqüente de olhares. Cansado daquela vida de star, resolve tentar de tudo para achar uma solução. Depois de duas tentativas fracassadas, opta pela medida drástica e vai ver uma bruxa que mora numa casa branca com asas.

A aventura Era outra vez um gato xadrez, recém-chegada nas livrarias, já é a terceira história infantil que a escritora Leticia Wierzchowski, autora de 11 romances, incluindo o que deu origem à mini-série global A casa das sete mulheres, decide criar.

Ler o artigo completo em Correio da Bahia.

“O Jogo de Xadrez”, de T S Eliot

T S Eliot (1888-1965)Os interesssados podem deleitar-se com a leitura do poema The Game of Chess (O Jogo de Xadrez), de T S Eliot, na versão original, ou, apreciar o poema em castelhano, por amabilidade da metajedrez que o traduziu. 

Selecções olímpicas de Portugal

Olimpíadas de Xadrez de Dresden 2008.

A FPX já divulgou a constituição das selecções nacionais (Absoluta e Femininos) que irão participar nas Olimpíadas de Dresden 2008.

A selecção olímpica Absoluta integra, pela primeira vez, o MF, Ruben Pereira, já MI - obteve a terceira norma e o título no Torneio de Mestres 2008 -  bem como, os consagras e rotinados nestas andanças, Luis Galego, Rui Dâmaso, Pauo Dias e Sérgio Rocha. Joaquim Durão é o capitão.

Por via das alterações impostas pela FIDE, a contituição das selecções olímpicas, passaram a ser representadas por cinco elementos, o que exclui o GM António Fernandes.

A selecção olímpica Feminina, que passa a ser constituída por 5 tabuleiros [4+1], em iguaidade com o sector absoluto, estará representada por Catarina Leite, Ariana Pintor, Ana Baptista, Margarida Coimbra, a actual campeã nacional feminina e Maria Armanda Plácido, que é também a capitã da equipa.

Tenho as minhas reservas sobre a constituição da selecção olímpica feminina, mas, quero acreditar que não esteja constituída “à medida”, como já me tinha sido sugerido, logo que se soube que a selecção feminina iria ser constituída por 5 tabuleiros.  

Os meus votos são que as selecções nacionais de Portugal representem condignamente o seu país e se puderem obtrenham as normas necessárias para obter os títulos, aqinda que alguns deles estejam tão inflacionados que em alguns casos, não significam grande coisa.

Para conhecerem algo dos registos de Portugal, nas Olimpíadas, individual e colectivamente podem consultar com proveito a Olimpbase - a enciclopédia do xadrez olimpíco.

Quem se lembra deste match?

Em que ano e local se disputou este match?

Tribunal do Desporto e depressa…

O jornalista André Pipa, escreveu na sua coluna Visão Global, no Correio da Manhã, a seguinte crónica:

O futebol português continua povoado de gente ordinária e mentirosa afectada por uma doença  - a clubite - e não há quem ponha cobro a isto. O Governo, sim. Que espera para agir? É inadmissível o grau de devassidão moral a que isto chegou.

O que se passou no último Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol foi um dos episódios mais infames da história da Magistratura portuguesa e veio, infelizmente, confirmar que a clubite não escolhe rostos, emblemas e profissões. Gravíssimo é verificar que aqueles que, por inerência sagrada de função, estão obrigados ao dever de independência, objectividade e rigor sujeitem a Justiça a mais um enxovalho na praça pública.

Sendo filho de um juiz conselheiro e tendo formação jurídica, sei muito bem qual é a pior coisa que pode pensar-se de um magistrado. Isto: ‘No dia em que um juiz tiver medo, nenhum cicadão poderá dormir descansado’, conforme a máxima.

E no dia seguinte em que um juiz ‘veste a camisola’, o que podemos esperar? Como escrevia há dias, Santos Neves, um Tribunal do Desporto completamente independente dos clubes e com magistrados de carreira indicados pelo Conselho Superior da Magistratura parece ser a única solução para acabar com esta pouca-vergonha.

O dirigismo futebolístico português, com algumas excepções, tem uma reputação pavorosa e merece-a por inteiro. Que pensar de gente que, epidermicamente, não é capaz de votar a favor da punição dos vigaristas e dos batoteiros? Não é essa a trave mestra em que assenta a Justiça? No caso, a ‘verdade desportiva’? Então têm medo de quê, meus senhores?

Excelente. Eu não diria melhor. Subscrevo na íntegra.

“Xeque-Mate” em português chegou a Portugal

Xeque-mate. A Vida é um jogo de Xadrez, de Garry KasparovChegou a Portugal, a tradução portuguesa do livro Xeque-Mate. A Vida é um Jogo de Xadrez, do ex-campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov. Dado à estampa pela Editora Campus (Brasil), está disponível na livraria portuguesa online Webbom.pt ao preço de € 25,52 livre de portes (ou no C. Com. Dolce Vita (Saldanha, em Lisboa), ao preço de € 28,35).

De acordo com a Editora

Em Xeque-mate, Garry Kasparov analisa os componentes fundamentais, as habilidades e as aptidões essenciais que fazem parte do processo decisório: estratégia, cálculo e preparação. Além disso, explica a importância da avaliação e da análise e apresenta as maneiras sutis de combinar todos esses elementos para melhorar seu desempenho.

Por outro lado, a Webbom diz-nos: 

Garry Kasparov, um dos maiores estrategistas do todos os tempos, mostra como os fatores que o fizeram conquistar o título de campeão mundial de xadrez também podem ajudar a tornar as pessoas bem-sucedidas nos negócios e na vida. Ao longo do livro, Kasparov relembra as várias pessoas que contribuíram para seu desenvolvimento, direta e indiretamente - dos jogos inspiradores de Alexander Alekhine, seu primeiro herói de xadrez, às palavras de Sir Winston Churchill, às quais ele ainda recorre regularmente.

Vale a pena ler esta obra de Kasparov, editada em 2007, no Brasil, na sequência das inúmeras tradições que se regiataram por esse mundo fora. Desconheço a qualidade da tradução.

Os 100 intelectuais mais votados na Prospect magazine

Prospect magazine.A revista Prospect and Foreign Policy magazine, de Julho 2008, publica uma listagem dos 100 principais intelectuais escolhidos pelos leitores. Numa votação, onde participaram mais de 1 milhão de pessoas, aparecem nos primeiros lugares Fethullah Gülen (1),  Muhammad Yunus (2), Yusuf Al-Qaradawi (3), …, Noam Chomsky (11), Al Gore (12), Bernard Lewis (13), Umberto Eco (14), Amartya Sem (16), Richard Dawkins (19), Mário Vargas Llosa (20), … A lista completa da 100 personalidades votadas está Intellectuals—the results. Garry Kasparov aparece num honroso (?) 18º lugar.  

Uma questão interessante é que a votação deste ano mostra que nos dez primeiros lugares se encontram muçulmanos ou de origem muçulmana, o que não deixa de ser curioso. No entanto, não era essa a situação em 2005, como se pode comprovar na listagem desse ano: The 2005 Global Intellectuals Poll, na Wikipédia. 

Ler iguamente o artigo How Gülen triumphed, de Tom Nuttall, na Prospect magazine.

Os únicos que aparecem nas duas listagens (2008 e 2005), são Samuel Huntington (28) and Harold Varmus (94).

 

Esta votação fez-me lembrar aquele que decorreu em Portugal há alguns anos, em que os vencedores foram os “democratas” António Salazar e Álvaro Cunhal?

Blogues de xadrez

Blogues de XadrezNem sempre é facíl conhecer blogues de xadrez que valem de facto a pena perder tempo, quando não se tornam mesmo, em certo sentido, uma referência, por alguma área em especial.

Houve quem, através deles, acedesse ao Ala de Rei o que foi uma boa oportunidade para os conhecer: A casa do peão e Xadrez vigoroso. Vale a pena visitá-los.

Nuno Sá traduziu a obra de Damião para português

Livro para Aprender a Jogar Xadrez - Damião

Foi publicado no passado fim de semana a tradução portuguesa da obra de Damião, Questo Libro e da Imparare Giocare a Scachi et de le partite., publicada em 1512, na cidade de Roma, na tipografia de Stephanum Guillireti & Herculem Nani.

Não são precisas grandes palavras para mostrar a importância da obra de Damião e o valioso esforço do tradutor Nuno Sá para apresentar uma edição na língua materna do seu autor, que não esqueçamos, assinou Damiano Portugese. Assim, foi com agradável surpresa que tive acesso a este livro de cerca de 100 páginas, editado pela Campo das Letras.

Não tive a oportunidade, que a obra merecia e exigia, de aprofundar a leitura da tradução que Nuno Sá apresenta, mas pude reparar que dedicou uma cuidada atenção, em particular, através das abundantes notas de tradução (NT) para explicar qualquer aspecto menos claro na tradução apresentada ou para especificar alguma incorrecção encontrada no original.

Merece especial destaque a apresentação das 19 portadas das várias edições e traduções da obra de Damião. Um aspecto a assinalar e a enriquecer a tradução.

A introdução realça vários aspectos da cuidada investigação que o tradutor procedeu para a apresentação da obra, sendo de destacar, os comentários às diversas edições da obra, as suas traduções, as obras e os autores próximos, como Lucena e Ruy Lopez, sem esquecer F Vincent, bem como, a importância e o enquadramento histórico da obra de Damião e uma breve biografia do muito pouco que se sabe deste desconhecido compatriota.

Quanto aos critérios da tradução, Nuno Sá refere que procurou «manter o mais possível a redacção original» tendo-se «orientado pelo manuscrito do Frei António das Neves» [Do liberal ioguo do Axadrez. Compillado de varios auctores que sobre elle escreveraõ que pude elcancer], de 1647, original que se encontra na Bibliotena Nacional de Portugal, embora apenas disponível através de microfilme na secção dos Reservados. É respeitável a opção seguida, mas, questiono-me se não teria sido preferível adaptar a tradução à linguagem dos tempos actuais.

Em resumo, um livro de referência, cuidado a pensar no leitor que terá prazer em contactar com uma obra do século XVI, de um português de quem quase nada se sabe com segurança, não obstante se escrever tanto sobre ele.

Como o tradutor referiu em comentário neste blogue, o texto da contra-capa do livro é da inteira responsabilidade da Editora, que lamentavelmente nos induz em erro, ao afirmar que Damião teria sido perseguido pela Inquisição, ou mais exactamente pelo Tribunal do Santo Ofício. Provavelmente têlo-ão confundido com Damião de Góis que foi presente por 3 vezes aquele tribunal.

Os meus parabéns pela tradução desta obra que Portugal e Damião já mereciam e que foi, ainda assim, um português a traduzi-la para a nossa língua. Bem hajas Nuno Sá.

Damião, Qvesto LIbro Questo Libro e da Imparare Giocare a Scachi et de le partite. Introdução e tradução da edição princeps de 1512 por Nuno Sá, 2008, Campo das Letras, 111p. € 10,00 ISBN 978-989-625-298-4

Resposta a um comentário…

Meu caro Luis Alves,

Vou directo ao essencial: a “actividade da AX Lisboa“. Qualquer que seja a posição em que se coloque não conseguirá encontrar qualquer explicação plausível para os seguintes factos e acções da AX Lisboa (qualquer que seja o elemento da AXL que nesse momento aja em nome ou em represenção da AX Lisboa). Bastarão três, a saber:

1. Porque é que até ao dia 10 de Julho de 2008 [hoje], não se realizou nem se encontra convocada, nem prevista a convocação da Assembleia Geral da AX Lisboa para a aprovação do Relatório e Contas e o Parecer do Conselho Fiscal, respeitante ao ano de 2007?

2. Porque é que (ainda) não foi divulgado o cross-table do Campeonato Distrital Individual de Semi-Rápidas, [em que os estrangeiros podiam ganhar o torneio, auferir os prémios e influenciar a classificação final, mas não podiam ser campeões nacionais]?

3. Porque é que jogadores Veteranos de Xadrez com mais de 70 anos pagam € 1,00 (um euro) para o Seguro Desportivo, quando o Contrato de Seguro Desportivo não é válido para maiores de 70 anos?

A resposta à pergunta nº3 aguardo-a eu há cerca de 2 anos (Junho de 2006), quando a coloquei pessoalmente à actual Presidente da AX Lisboa e aguarda o Ginásio Clube de Odivelas desde 22 de Janeiro de 2008.

Nunca fui nem serei - sei-o bem - convidado para o que quer que seja pela Sra Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa, nem aceitaria o convite. Porque, como o Luis Alves saberá, não existem condições nem vontade para que tal aconteça. Ainda hoje estão por explicar - publicamente - as ausências da Direcção do Victor Guerra e Pedro Rodrigues.

Não sei, e, pelos vistos ninguém sabe, porque é que um vogal da Direcção da FPX foi representar a Direcção da AX Lisboa na Assembleia Geral da FPX de 15/6/2008.

Não sei, e, pelos vistos ninguém sabe, porque é que a Direcção da AX Lisboa não reune com os clubes, regularmente, quando a situação actual do xadrez distrital (e nacional) exigiria que tal se verificasse.

Não sei, e, pelos vistos ninguém sabe, porque é que a AX Lisboa tem um representante na Assembleia Geral da FPX para se abster, em tudo o que é votação significativa.

Meu caro Luís Alves, muito mais poderia e talvez devesse dizer neste momento, mas impõe a prudência, o recato e a moderação, quando o essencial, já está percebido.

O Luís Alves, como pessoa séria e responsável, terá a bondade de reconhecer que a situação está mal há muito tempo. Ela é, aliás, insustentável, mas, são os clubes que devem e podem alterar, se assim o entenderem, a situação actual, e, à boa maneira portuguesa, deixam tudo para a última hora.

Pessoalmente, não tenho, como nunca tive a intenção de dar receitas… Perdoe-me o plebeísmo, não tenho arte nem engenho para tal. Deixo isso para os cozinheiros… Mas, encontro-me disponível para discutir e colaborar numa alteração profunda da situação actual do xadrez.

O que tenho visto à minha volta, são remendos atrás de remendos, quando o que se exigia era mudar de roupa, ou melhor procurar roupa nova, porque a Rainha – entenda-se a Associação – está nua!

Reparei que o Luís Alves se encontra interessado no estado de saúde da doente [Associação]. Também eu e mais alguns estão preocupados, mas, parece que já não acreditam que esse corpo seja o mais adequado para o estilo de vida que lhe auguram(os).

Voltarei a tratar deste assunto que considero muito importante. Seria, por outro lado, igualmente importante, penso eu, que o Luís Alves disponibilizasse, na medida em que tal lhe fosse possível, as condições – na ausência reiterada da Presidente da AX Lisboa - para que uma Assembleia Geral da Associação de Xadrez de Lisboa pudesse ser realizada em Setembro, antes do início da época 2008/09.

 

Justiça desportiva

Rui Rangel, Juiz Desembargador.

Rui Rangel, juiz desembargador, escreveu o seguinte artigo de opinião no Correio da Manhã de ontem. Permito-me destacar dois parágrafos deste excelente artigo.

A última reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol veio demonstrar várias coisas: as fragilidades e deficiências do direito desportivo; a ausência de um regime jurídico sólido e transparente e de uma justiça imune a pressões; a irresponsabilidade dos seus membros; e a falta de um quadro punitivo pedagógico e exemplar. Esta reunião matou o pouco que ainda restava da credibilidade e do prestígio dos organismos que dirigem o futebol português. A pressão a que foram sujeitos os membros do CJ, vinda de todos os lados, com ‘fruta’ ou sem ‘fruta’ prometida, foi insuportável e só pode conduzir à demissão dos seus membros. (…)

Só um Tribunal de Desporto, trajado com as vestes da imparcialidade, da isenção e da independência, fica blindado contra as eventuais influências dos clubes ou das associações. E não adianta, no actual figurino jurídico,colocar juízes togados para dar essa garantia, porque o problema era igual, dependia do tamanho do avental pelos serviços prestados. Convém dizer, para evitar confusões, que, por sorte, nenhum dos actuais membros do CJ é juiz de carreira. De juízes conselheiros nada têm, a não ser o nome. A construção de uma justiça desportiva, como um meio alternativo de solução de conflitos de interesses, passa pela criação urgente deste Tribunal, com juízes nomeados pelo CSM.

Ler o artigo Justiça desportiva.

Não poderia estra mais de acordo. Se substituírem

  • Presidente da FPF por FPX,
  • Conselho de Justiça por Conselho Jurisdicional,
  • Caso Apito Final por Caso FPX-SIR-Elvas.

as duas situações justapõem-se ou não? 

Bastonário dos advogados diz que não há justiça desportiva

Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados.O bastonário da Ordem dos Advogados, afirmou ontem [8/7] que «não se pode falar de justiça desportiva, mas, de uma prevalência de interesses e de poderes», numa referência ao Conselho de Justiça. Para Marinho Pinto «não há justiça desportiva, há a lei do mais forte».

Vidigueira: Recebe torneio “Xadrez no Museu”

O Museu Municipal de Vidigueira recebe hoje o torneio “Xadrez no Museu”. Participam neste evento, de acordo com a organização, 20 jogadores, provenientes de Vidigueira, Beja e Ferreira do Alentejo. 

 

 

Ler mais em Rádio Voz da Planície. 

Certo. Mas onde estão elas, as leis?

José Manuel Meirim publicou mais um artigo do qual me permito destacar a sua parte final:

Com efeito, passados três anos de governação e cerca de um ano e meio sobre a publicação da Lei de Bases, onde está a produção legislativa exigida por essa lei e que consubstanciaria a tal “reforma legislativa” ou a “via jurídica para o desenvolvimento desportivo”. Que diplomas foram publicados?

É manifesta a incapacidade do Governo para seguir qualquer “via jurídica”. Aparte as novas – e muito criticadas – normas reguladoras do IDP, o que nos resta se não um enorme deserto normativo, melhor dizendo, a vigência quase total do arsenal normativo decorrente da Lei de Bases de 1990?

A todo o momento, durante estes três anos, o Governo anunciou que estavam em marcha um sem número de diplomas, todos muito urgentes, mas apenas à medida que as circunstâncias da realidade desportiva impunham que se dissesse algo. Nada mais do que isso.

Estribado num órgão consultivo – o Conselho Nacional do Desporto, incluindo as suas secções – que tem primado pelas desavenças pessoais, por votações contrárias às suas próprias normas regimentais (e à lei), com muitos membros a não votarem e outros a serem “representados por observadores”, por lutas intestinas de protagonismos pessoais e institucionais, incapaz de elaborar um parecer sobre o proposto regime jurídico das federações desportivas, este Governo não tem uma “via jurídica”. Como não tem uma política desportiva.

Em suma, não tem é nada.

Assim vamos nós em Portugal….

Ler o artigo Certo. Mas onde estão elas, as leis?.

Já não são possíveis inscrições no Masters de Lisboa!

A AX Lisboa divulgou na sua página, o Regulamento do Masters de Lisboa 2007-08 - Final do Campeonato Distrital Individual,  que se vai disputar, de 8 a 30 de Julho próximos.

Um curto comentário: A AX Lisboa divulgou, ontem, dia 3/7 às 12.40h, um Torneio cujas inscrições terminam cerca de 80 horas depois (às 20.00h de 6/7), em pleno fim-de-semana.

Quem tenha o azar de não ver a página oficial da AXL diariamente está impedido de participar. Se confiar no Calendário Oficial da AXL divulgado na sua página, então é melhor esquecer… porque o Torneio já terá decorrido de 1 a 8 de Maio passado. 

O regulamento deste Masters , é claro quando afirma que

O pagamento deverá ser efectuado por depósito ou transferência bancária para a conta no Banco. (N. 2, a) do Regulamento)

Quem pretender efectuar o pagamento da inscrição no Sábado ou Domingo, data limite, está impedido de participar, porque… não consegue fazer um depósito bancário a… um Sábado ou um Domingo, únicas formas de poder efectuar o pagamento da inscrição, a par, da existência de contas bancárias online.

Melhor, digam-me, onde é que se pode, a partir deste momento - 6ª feira 18.00h - efectuar um depósito bancário?

Dir-se-á que são «aspectos menores», de «somenos importância», «trivialidades», «más-vontades», pode ser que sim… Mas, será que ninguém vê isto?

Ruben Pereira é o novo MI português

A uma ronda do fim, o Vice-campeão Mundial de Jovens U16, MF Ruben Pereira, comanda com 6 pts, o Torneio de Mestres 2008. Independentemente de vencer o torneio - basta-lhe empatar com o MI Sérgio Rocha - Ruben até pode perder, alcançando a sua 3ª e última norma de Mestre Internacional. As duas anteriores foram obtidas no World Youth Champ U16 2007 e Torneio de Mestres 2007. Ver o Rating Progress Chart do Ruben Pereira.

O MF António Vítor, que segue em 2º lugar, com 5 ½ pontos, poderá, igualmente, obter a sua 3ª e definitiva norma de Mestre Internacional, bastando para o efeito empatar a sua partida com o GM António Fernandes. As suas duas normas anteriores – uma de GM e outra de MI - foram alcançadas no IX Málaga de Ajedrez 2006 (Campilos, Espanha) e Torneio de Mestres 2007. Ver o Rating Progress Chart do António Vitor. 

O Torneio de Mestres 2008, que termina logo à noite, pode ser acompanhado online aqui, a partir das 20.30h. Mais informações na página oficial da FPX e em Database of Chess-Results.com.

 

Este torneio parece mostrar que a velha guarda do xadrez nacional que tem estado nos tops nacionais nos últimas anos começa a frequentar as partes inferiores dos quadros classificativos dos torneios e campeonatos.

 

Poderá ser bom sinal para o xadrez nacional? Pode ser. Espero que seja.

Xadrez de Angola estagia na Europa

Recebi a informação, publicada no Jornal de Angola (em 30/6), que

As formações de xadrez do Grupo Desportivo da Epal (Grude) e do Recreativo do Libolo agendaram os seus estágios para a Europa num período, quase em simultâneo, o que leva a perspectivar uma disputa acesa para a presente temporada escaquística.

O Libolo segue hoje à mesma hora ao Reino da Espanha, a fim de participar no torneio de Benasque, província de Huesca.

O Grupo Desportivo da Epal tinha tudo pronto para ontem às 22.00h [29/6] seguir viagem a Itália, via Lisboa, onde em Rimini, província da região de Emilia Romagna (que compreende também as províncias, com fortes tradicionais torneios de xadrez de Parma e Reggio Emilia), deverá participar no Campeonato Mundial de Trabalhadores, segundo o chefe do departamento da modalidade na equipa das águas, Manuel da Cunha, para responder a um convite entregue pela UNTA (União Nacional dos Trabalhadores de Angola).

AX Lisboa [já] é dirigida pela FPX?

Ramiro Lopes teve a amabilidade de me remeter cópia da Acta nº 4 da Assembleia Geral da FPX, bem como, o Regulamento do Programa do IDP, documentos divulgados ontem pelo Presidente da FPX.

Não tive oportunidade de ler a Acta com a atenção devida, mas, desde já, ressalta à vista desarmada, que a Associação de Xadrez de Lisboa na Assembleia Geral da FPX esteve representada por Luís Maninha, membro da Direcção da FPX, isto é, nenhum director que ainda esteja em funções, efectivo ou suplente, esteve presente.

A AX Lisboa não foi representada por um director ou membro de qualquer órgão social da AXL!

Dir-se-á que é uma questão menor, o que interessa é estar presente. Pode ser que sim. Mas, isto nunca tinha acontecido e não é um bom presságio. Pelo andar da carruagem, vamos ter uma época de 2008/2009 em grande. Será que a AX Lisboa vai ser dirigida pela FPX? Se não, parece.

A AX Lisboa já não existe!!! [Mas, não sabe que não existe]. (Lembram-se do filme O Sexto Sentido? É só mudar as personagens). Ao que chegou o Xadrez associativo em Lisboa!

Dentro em breve voltarei a este assunto, que considero demasiado importante para ser ignorado ou simplesmente desvalorizado.

Sérgio Rocha comanda Torneio de Mestres 2008

O MI Sérgio Rocha (FC Barreirense) comanda o Torneio de Mestres 2008, com 3 vitórias em 3 partidas, seguido do MF João Cordovil (Individual), com 2 ½.

 

João Cordovil, nº 11 do ranking, teve um início fulgurante, neste primeiro terço da prova, com a particularidade de ter derrotado o GM António Fernandes, de pretas, logo na 1ª sessão e de ter empatado com o olímpico MI Rui Dâmaso, nº1 do ranking deste torneio.

 

O GM António Fernandes, por outro lado, segue apenas com 1 ponto. Mas, a surpresa das surpresas, a meu ver, é o último lugar do MN António Pereira dos Santos com 3 derrotas.

 

Há momentos do ano em que não se pode jogar xadrez? Mas, é preciso não esquecer que António P Santos foi um dos grandes responsáveis pela subida à I Divisão Nacional do GC Odivelas e deste ter chegado às meias finais da Taça de Portugal.

 

António P Santos chega a este torneio cansado e a precisar de férias.