Meu caro Luis Alves,
Vou directo ao essencial: a “actividade da AX Lisboa“. Qualquer que seja a posição em que se coloque não conseguirá encontrar qualquer explicação plausível para os seguintes factos e acções da AX Lisboa (qualquer que seja o elemento da AXL que nesse momento aja em nome ou em represenção da AX Lisboa). Bastarão três, a saber:
1. Porque é que até ao dia 10 de Julho de 2008 [hoje], não se realizou nem se encontra convocada, nem prevista a convocação da Assembleia Geral da AX Lisboa para a aprovação do Relatório e Contas e o Parecer do Conselho Fiscal, respeitante ao ano de 2007?
2. Porque é que (ainda) não foi divulgado o cross-table do Campeonato Distrital Individual de Semi-Rápidas, [em que os estrangeiros podiam ganhar o torneio, auferir os prémios e influenciar a classificação final, mas não podiam ser campeões nacionais]?
3. Porque é que jogadores Veteranos de Xadrez com mais de 70 anos pagam € 1,00 (um euro) para o Seguro Desportivo, quando o Contrato de Seguro Desportivo não é válido para maiores de 70 anos?
A resposta à pergunta nº3 aguardo-a eu há cerca de 2 anos (Junho de 2006), quando a coloquei pessoalmente à actual Presidente da AX Lisboa e aguarda o Ginásio Clube de Odivelas desde 22 de Janeiro de 2008.
Nunca fui nem serei - sei-o bem - convidado para o que quer que seja pela Sra Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa, nem aceitaria o convite. Porque, como o Luis Alves saberá, não existem condições nem vontade para que tal aconteça. Ainda hoje estão por explicar - publicamente - as ausências da Direcção do Victor Guerra e Pedro Rodrigues.
Não sei, e, pelos vistos ninguém sabe, porque é que um vogal da Direcção da FPX foi representar a Direcção da AX Lisboa na Assembleia Geral da FPX de 15/6/2008.
Não sei, e, pelos vistos ninguém sabe, porque é que a Direcção da AX Lisboa não reune com os clubes, regularmente, quando a situação actual do xadrez distrital (e nacional) exigiria que tal se verificasse.
Não sei, e, pelos vistos ninguém sabe, porque é que a AX Lisboa tem um representante na Assembleia Geral da FPX para se abster, em tudo o que é votação significativa.
Meu caro Luís Alves, muito mais poderia e talvez devesse dizer neste momento, mas impõe a prudência, o recato e a moderação, quando o essencial, já está percebido.
O Luís Alves, como pessoa séria e responsável, terá a bondade de reconhecer que a situação está mal há muito tempo. Ela é, aliás, insustentável, mas, são os clubes que devem e podem alterar, se assim o entenderem, a situação actual, e, à boa maneira portuguesa, deixam tudo para a última hora.
Pessoalmente, não tenho, como nunca tive a intenção de dar receitas… Perdoe-me o plebeísmo, não tenho arte nem engenho para tal. Deixo isso para os cozinheiros… Mas, encontro-me disponível para discutir e colaborar numa alteração profunda da situação actual do xadrez.
O que tenho visto à minha volta, são remendos atrás de remendos, quando o que se exigia era mudar de roupa, ou melhor procurar roupa nova, porque a Rainha – entenda-se a Associação – está nua!
Reparei que o Luís Alves se encontra interessado no estado de saúde da doente [Associação]. Também eu e mais alguns estão preocupados, mas, parece que já não acreditam que esse corpo seja o mais adequado para o estilo de vida que lhe auguram(os).
Voltarei a tratar deste assunto que considero muito importante. Seria, por outro lado, igualmente importante, penso eu, que o Luís Alves disponibilizasse, na medida em que tal lhe fosse possível, as condições – na ausência reiterada da Presidente da AX Lisboa - para que uma Assembleia Geral da Associação de Xadrez de Lisboa pudesse ser realizada em Setembro, antes do início da época 2008/09.